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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Teologia do "Detentor" - II Ts 2.7

I. A Identidade do "Detentor"
A relação entre o Espírito e a tribulação é em grande parte apurada pela interpretação de 2 Tessalonicenses 2.7,8. Alguém afirmara erroneamente que os tessalonicenses já estavam no dia do Senhor. Para corrigir essa interpretação equivocada, Paulo afirma que eles não podiam estar no dia do Senhor, pois aquele dia não viria até que o iníquo fosse revelado. Sua manifestação era impedida pela obra de detenção dAquele cujo ministério permaneceria. Apenas após a retirada desse detentor é que o iníquo seria revelado e o dia do Senhor começaria.

Chafer escreve: A verdade central da passagem em discussão é que, embora de há muito Satanás quisesse ter consumado seu plano maligno para o cosmo e ter introduzido seu último governante humano, há um Detentor que impede essa manifestação para que esse plano de Satanás seja desenvolvido e completado somente na hora designada por Deus. (Lewis Sperry CHAFER, Systematic theology,IV, p. 372).

João testemunha que o plano de introduzir o iníquo havia começado a operar em sua época (l Jo 4.3). Esse plano satânico continuou ao longo dos séculos, mas foi controlado pelo Detentor.

A. Quem é o Detentor? Várias respostas já foram dadas quanto à identidade desse agente de detenção.
1. Alguns acreditam que o detentor fosse o Império Romano, sob o qual Paulo viveu. Reese diz:
A interpretação melhor e mais antiga é que Paulo hesitou em descrever com palavras o que queria dizer, porque tinha em mente o Império Romano. A influência impessoal era o sistema magnífico de lei e de justiça em todo o mundo romano; isso controlava a iniqüidade e o iníquo. Então a linhagem de imperadores, a despeito de seus indivíduos ímpios, tinha a mesma influência. (Alexander REESE, The approaching advent of Christ, p. 246.)

2. Uma segunda opinião, intimamente associada à anterior, é a de Hogg e de Vine, segundo os quais o detentor era o governo e a lei humana. Eles escrevem:
No devido tempo o império babilônico, a cujo rei as palavras foram ditas, foi substituído pelo persa, este pelo grego, e este, por sua vez, pelo romano, que floresceu na época do apóstolo [...] As leis sob as quais esses estados subsistem foram herdadas de Roma, da mesma forma que Roma as herdou dos impérios que a precederam. Assim, as autoridade existentes são instituídas por Deus [...] a autoridade constituída deve agir para deter a iniqüidade. (C. F. HOGG & W. E. VINE, The Epistles of Paul the Apostle to the Thessalonians, p. 259-60).

Vemos nitidamente que "as autoridades que existem foram por ele instituídas" (Rm 13.1). No entanto, o poder humano não parece ser uma resposta satisfatória à identidade do detentor. Walvoord escreve:
O governo humano, no entanto, continua durante o período tribulacional no qual o iníquo é revelado. Embora todas as forças de lei e ordem tendam a deter o pecado, elas não o fazem por seu próprio caráter, mas à medida que são usadas para alcançar esse fim por Deus. Parece uma interpretação preferível entender que toda a detenção do pecado, independentemente dos meios, procede de Deus como ministério do Espírito Santo. Como Thiessen escreve: "Mas quem é o detentor? Denney, Findlay, Alford, Moffatt afirmam que isso se refere à lei e à ordem, especialmente como incorporadas no Império Romano. Mas, conquanto governos humanos possam ser agentes no trabalho de detenção do Espírito, cremos que eles, por sua vez, são influenciados pela igreja. E, ainda, atrás do governo humano está Deus, que o instituiu (Gn 9.5,6; Rm 13.1-7) e o controla (Sl 75.5-7). Então é Deus, pelo Seu Espírito, que detém o desenvolvimento da iniqüidade". (John F. WALVOORD, The Holy Spirit, p. 115)

3. Um terceira opinião é que Satanás é o detentor. Um defensor dessa opinião escreve:
Por que todo o mundo deveria concluir que esse detentor deve ser algo bom? Esse poder de detenção não poderia ser o próprio Satanás? Ele não tem um plano para a manifestação do filho da perdição, assim como Deus tinha uma hora designada para a encarnação de Seu Filho divino? (MRS. George C. NEEDHAM, The Anti-Christ, p. 94).

A resposta óbvia a essa alegação seria a resposta do Senhor aos que O acusaram de fazer Seus sinais por poder satânico: "Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir" (Mc 3.25). Além disso, a retirada desse detentor não liberta o mundo da atividade satânica, como ocorreria se Satanás fosse o detentor, mas o lança no mundo com uma fúria descontrolada (Ap 12.12). Walvoord diz:
Essa idéia dificilmente é compatível com a revelação de Satanás nas Escrituras. Satanás jamais recebe poder universal sobre o mundo, apesar de sua influência ser incalculável. Um estudo de 2Tessalonicenses 2.3-10 mostra que aquele que detém sai de cena antes que o iníquo seja revelado. Isso não poderia ser dito sobre Satanás. Pelo contrário, é no período tribulacional que o trabalho de Satanás é mais evidente. As Escrituras o apresentam lançado na terra e liberando sua fúria nesses dias trágicos (Ap 12.9). A teoria de que Satanás é o grande detentor da iniqüidade é, conseqüentemente, impossível. (WALVOORD, op. cit., p. 116)

4. Uma quarta interpretação é a de que o detentor é a igreja. Reconhece-se que os crentes são comparados a sal, um conservante, e à luz, agente purificador, dissipador de trevas. Concorda-se que a igreja poderia ser um dos meios pelos quais a detenção é sentida, mas o canal não poderia agir ao mesmo tempo como agente. Stanton escreve: . .. a igreja é, no máximo, um organismo imperfeito, perfeito em posição diante de Deus, com certeza, mas experimentalmente, diante dos homens, nem sempre pura e livre de acusação. Como o governo humano, a igreja é usada por Deus para impedir a manifestação total do iníquo no presente século, mas o que detém efetivamente não é o crente, mas Aquele que dá poder ao crente, o Espírito Santo que vive nele (Jo 16.7; I Co 6.19). Sem Sua presença, nem a igreja nem o governo teriam a habilidade de impedir o plano e o poder de Satanás. (Gerald STANTON, Kept from the hour, p. 110.).

5. A quinta interpretação é a que afirma que o detentor é o Espírito Santo. O autor mencionado acima dá razões para apoiar essa conclusão.
a) Por mera eliminação, o Espírito Santo deve ser o detentor. Qualquer outra hipótese deixa de preencher as exigências [...]

b) O iníquo é uma pessoa, e suas operações abrangem o reino espiritual. O detentor deve, da mesma forma, ser uma pessoa e um ser espiritual [...] para deter o Anticristo até a hora de sua revelação. Meros agentes ou forças espirituais impessoais seriam insatisfatórios.

c) Para alcançar tudo o que deve ser realizado, o detentor deve ser um membro da Trindade. Deve ser mais forte que o iníquo e mais forte que Satanás, que energiza o iníquo. Para deter o mal no decorrer dos séculos, o detentor deve ser eterno [...] O campo de ação do pecado é o mundo inteiro: logo, é imperativo que o detentor seja alguém não limitado pelo tempo e espaço [...]

d) Essa era é de certa forma a "dispensação do Espírito", pois Ele trabalha agora de maneira diferente de outros séculos como uma Presença residente nos filhos de Deus [...] A era da igreja começou com o advento do Espírito no Pentecostes e terminará com o inverso do Pentecostes, a retirada do Espírito. Isso não significa que Ele não estará operando — apenas que não
será mais residente.

e) O trabalho do Espírito desde Seu advento incluiu a detenção do mal [...] João 16.7-11 [...] l João 4.4. Como será diferente na tribulação [...]

f) [...] apesar de o Espírito não ter residido na terra durante os dias do Antigo Testamento, assim mesmo exerceu influência detentora [...] Isaías 59.19b... (Ibid., p. 111-5)

O trabalho do Espírito Santo com os crentes na tribulação.
O fato de que o Espírito Santo é o detentor, a ser retirado da terra antes do início da tribulação, não deve ser interpretado como uma negação de que o Espírito Santo seja onipresente, ou de que continue a operar no final desta era.

O Espírito trabalhará dentro e por meio de homens. Só se insiste em que os ministérios exclusivos do Espírito Santo ao crente neste presente século (batismo, I Co 12.12,13; habitação, I Co 6.19,20; selo, Ef 1.13; 4.30 e enchimento, Ef 5.18) terminarão. Sobre essa questão Walvoord escreve:
Há pouca evidência de que os crentes serão habitados pelo Espírito durante a tribulação [...] O período tribulacional [...] parece voltar às condições do Antigo Testamento de várias maneiras; e, no período do Antigo Testamento, os santos jamais foram habitados permanentemente exceto em casos isolados, apesar de serem encontrados vários casos de plenitude do Espírito de capacitação para serviço. Considerando todos os fatores, não há evidência da presença habitadora do Espírito Santo nos crentes durante a tribulação. Se o Espírito residir no crente durante a tribulação, no entanto, segue-se que serão selados pelo Espírito, pois o selo é a Sua própria presença neles. (WALVOORD, op. cit., p. 230).

Trecho extraído do livro: Manual de Escatologia. Uma análise detalhada dos eventos futuros. J. Dwight Pentecost, Th.D. Editora Vida. Tradução: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto, Th.M.
  
Por: Ailton da Silva

sábado, 12 de junho de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais! Capítulo 5


ANTICRISTO: IMPEDIMENTO E MANIFESTAÇÃO 

A humanidade ainda não está vivendo o período obscuro de sua história, pois o Anticristo ainda não se revelou. Os tessalonicenses, na época, imaginaram que estivessem já diante da triste realidade, por isto Paulo escreveu para tranquilizá-los.

Não havia motivos para os tessalonicenses se alarmarem, pois o Espírito Santo de Deus, o Detentor que impede a manifestação do Anticristo, ainda estavam agindo na Igreja.

 

A) O IMPEDIMENTO PARA MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO (TEOLOGIA DO DETENTOR).

A grande questão sempre foi a concordância em relação a identificação da pessoa do Detentor, que sem sombra de dúvida, trata-se do Espírito Santo de Deus.

Ao longo dos anos, alguns estudiosos tentaram associar esta figura, propriamente do bem, ao império Romano, entendendo que a partir do momento em que este mecanismo opressor sucumbisse, certamente o caminho ficaria livre para o Anticristo operar, se assim fosse, Paulo não teria dificuldade para revelar a identidade do Detentor em suas cartas.

Uma segunda parcela de estudiosos identifica o Detentor como sendo o conjunto de leis humanas, no entanto as instituições legisladoras não preenchem os requisitos, mesmo porque durante o período da Grande Tribulação muitas leis ainda estarão em vigor e muitas outras serão criadas a fim de sustentar o governo do Anticristo, que em tese será humano, então não tem fundamento o Detentor ser aquilo que dará sustentação à administração do governante mundial.

A terceira linha de pensamento identifica o próprio Maligno com o Detentor. Os que defendem esta ideia alegam que a bondade não é, de fato, a principal das características do Detentor, mas se o Maligno tem um plano para colocar em prática na humanidade o ideal seria pensarmos em um desejo pela antecipação ou pelo menos uma ansiedade demoníaca para colocá-lo em prática, ou o que poderia estar esperando para dar inicio? Como poderia impedir a sua própria manifestação? Portanto o Detentor, sem sombra de dúvida, não tem perfil maligno.

A Igreja é também incluída neste rol de pensamentos, pois alguns defendem a ideia de que esteja exercendo o papel de Detentor do Maligno, até o dia do arrebatamento, mas isto é improvável, uma vez que, enquanto organismo imperfeito e autorizado por Deus, age por meio dEle, desempenhando o seu papel primordial que é a pregação do Evangelho.

Para comprovar que a Igreja não age como Detentor da manifestação do mal é importante entendermos sua limitação para desempenhar esta função, pois durante o exercício da Grande Comissão[1], sua preocupação é buscar a santificação e não trabalhar para impedir a atuação das forças do mal na Terra.

A mais coerente linha de pensamento afirma que o Espírito Santo é o responsável pelo impedimento da manifestação do Anticristo na Terra. Se partirmos da ideia de eliminação ou critérios, certamente chegaremos a identidade do Detentor, pois este deve ser inculpável, com uma autoridade suprema e superior ao Maligno, deve ter uma abrangência espiritual muito maior que as dos possíveis candidatos anteriores e deve ser membro da Trindade. Como imaginarmos humanos, organismos, impérios ou seres malignos no desempenho desta função? Ainda mais se estiverem limitados ao tempo e espaço.

A Igreja ganhou vida justamente no dia de Pentecostes com a vinda do Espírito Santo e o fim de sua trajetória na Terra se dará na última tarefa do Consolador enviado que entregará a ao Noivo e com este ato permitirá a manifestação do Anticristo.

continua...



[1] Grande Comissão – ordem de Jesus para que a igreja apresente ao mundo o Evangelho.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 22 de março de 2024

As três bestas e a brecha. Rio Eufrates – A estrada para o fim: “fechem as brechas para que o inimigo não entre”


Introdução

O rio Eufrates era essencial para o sustento dos inimigos de Israel, Babilônia e Assíria e também para o império medo-persa, povo “meio amigo dos judeus”, todos conhecidos na época como impérios do Oriente e não sobreviveriam sem o rio.

 

Atualmente, o grande rio Eufrates está secando, devido a intensos períodos de seca e mudanças climáticas. Muito embora trata-se de um prenúncio da segunda vinda de Cristo, é bom lembrar que esta situação causará problemas na região e até crises humanitárias no mundo.

 

a) Eufrates – o rio seco (Ap 16.12),  a brecha para o inimigo:

A taça da ira de Deus será derramada sobre o GRANDE Rio Eufrates (quase 3000 km de extensão que vai da Turquia até o Golfo Pérsico). Seco, se tornaria um caminho para o inimigo atravessar e atacar.

 

O rio Eufrates representa todos os poderes civis, seculares e políticos que estão a disposição na atualidade, como símbolo de segurança e controle. O rio seco simbolizará o colapso, o tempo do fim e a retirada de apoio e a brecha para que inimigos avancem.

 

Qualquer exercito é capaz de percorrer grandes distancias e atravessar obstáculos naturais, principalmente rios secos. Esta brecha aberta naturalmente facilitaria em muito as invasões por parte dos inimigos vindos do mar, terra e do mundo espiritual.

 

1) Primeiro inimigo – primeira besta: subiu do mar (Ap 13.1-2):

Se manifestará logo no inicio da tribulação, como uma pessoa inteligente, carismática, um grande líder mundial (II Ts 2.3-9; I Jo 2.18; Ap 13.1-10). Fará uma aliança com muitos, várias nações, dentre eles os judeus (Dn 9.27). Anticristo, que fingirá ser o Messias esperado. 

  • Terá sete cabeças (nações, organizações, reinos, controle, inteligência, apoio, logística)
  • Terá também dez chifres, que representam poder, liderança e governo.
  • Terá dez diademas (coroa real, poder visível), pois o Anticristo se fingirá ser o Messias, o Único que possui muitas diademas (Ap 19.12);
  • E sobre as cabeças trará um nome de blasfêmias (Ap 13.1), pois não fará nada escondido, quando se revelar ao mundo não fará questão de esconder suas intenções de oposição a Deus.

 

a) Características da primeira besta (cfe Dn 7.4-7)

  • Semelhante ao leopardo: ligeireza, esperteza, rapidez em suas ações;
  • Pés de urso: astuto, forte, coragem e ferocidade, poderio e oposição;
  • Boca de leão: domínio, destruição, força arrebatadora;
  • Receberá poder, poderio e o trono do próprio Dragão.

 

2)  Segundo inimigo - segunda besta: subiu da terra (Ap 13.11-12). O Falso Profeta:

  • Terá dois chifres semelhantes a um cordeiro (imitação, semelhança para enganar);
  • Será semelhante a um cordeiro, mas falará como o Dragão (a sua fala o denunciará);
  • Terá o poder da primeira besta quando estiver diante dela;
  • Será o líder religioso e levará as nações à idolatria

Da boca da Trindade Satânica (Dragão, Anticristo e Falso profeta – Ap 13.5; 16.13.14) sairão três espíritos imundos, semelhantes as rãs para enganar a humanidade.

 

3) Terceiro inimigo - terceira besta: vinda do mundo espiritual. A brecha aberta (Ap 16)

Porém com todo esse poderio, o Maligno não terá poder de voz para se manifestar, assim como não tem hoje, portanto usará seus enviados, o Anticristo e o Falso Profetas, as bestas que emergiram do mar e da terra.

 

Hoje o Maligno não tem poder de voz, por isso usa o próprio homem para transmitir sua mensagem. Para tanto se aproveita de brechas, tal como ocorrerá no futuro apocalíptico quando o grande rio Eufrates se secará abrindo a brecha para os inimigos do norte atacarem.

 

a) A brecha aberta, será caracterizada, pela boca do:

  • Da primeira besta, o Anticristo;
  • Da segunda besta, o Falso Profeta;
  • Da terceira besta, o homem atual.

 

b) Brecha:

  • Permissão de Deus – rio seco

 

4) Aplicação:

a) Rio como segurança

Por muito tempo, os grandes impérios, em especial Babilônia, Assíria, Média-pérsia se aproveitaram da riqueza e segurança do rio Eufrates, no entanto com o passar dos anos este rio sofre com as constantes secas.

 

Este rio seco significa, acima de tudo, falta de segurança, pois os inimigos facilmente poderiam adentrar. São ataques vindo de todas as direções, terra, mar e principalmente mundo espiritual.

 

É justamente isto que o Maligno faz, por não tem poder de voz e materialização, precisa de agentes humanos, através de brechas que espiritualmente abrimos. Assim como no período apocalíptico, o Maligno hoje possui muitos instrumentos e se não agir pela boca de um, agirá pela boca de outro, ou seja, fatalmente sempre existirá alguém.

 

O preocupante, é que não percebemos o quanto este rio (proteção) seca em nossa volta e não percebemos, tal como aconteceu com Elias, guardada as devidas proporções, que não percebeu o quanto o ribeiro de Querite secava à sua frente (I Rs 17.6-7), enquanto era alimentado por Deus.

 

b) Rio como impedimento

Assim como o rio protegia os impérios do Oriente contra ataques vindo do leste (leia-se a potência Egito e um improvável ataque dos hebreus), também poderia servir como impedimento para que estes mesmos impérios saíssem em campanha contra seus inimigos. Mesmo que pudessem existir estratégias de contorno, passagem e grandes deslocamento, era muito dificultoso a passagem de grande contingente. Com o rio seco, a porta para atacarem os hebreus estaria escancarada, porém falta muito ainda para isto acontecer. Existe hoje um impedimento natural, existe um DETENTOR, que impede este avanço. Tal como existe o DETENTOR que impede a ação imediata do Anticristo na Terra. Um dia este DETENTOR não estará mais atuando na Terra, ou simbolicamente, um dia este rio estará completamente seco e se tornará uma autoestrada que levará a caminho da terra dos hebreus.

 

5) Conclusão

Aqueles que sempre usufruíram do Rio Eufrates jamais imaginaram que um dia poderia terminar toda aquela sensação de proteção e prosperidade, no entanto, este rio está secando e uma grande brecha está sendo aberta para que o inimigo, que já está ao derredor bramando como um leão, possa atacar de todos os lados, mar, terra e mundo espiritual.

 

É justamente neste momento que devemos seguir orientações de Deus, fechando todas as brechas, para assim continuarmos sob sua proteção e bênçãos.

 

O rio está secando! Está acabando o tempo do rio na Terra. A proteção (Espírito Santo), um dia, irá embora e deixará a porta para o inimigo (Anticristo)

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 2 de junho de 2012

Anticristo, Jesus conhece tuas obras!


“Eu sei as tuas obras, Éfeso (Ap 2.2)”.
“Eu sei as tuas obras, Esmirna (Ap 2.8)”.
“Eu sei as tuas obras, Pérgamo (Ap 2.13)”.
“Eu sei as tuas obras, Tiatira (Ap 2.19)”.
“Eu sei as tuas obras, Sardes (Ap 3.1)”.
“Eu sei as tuas obras, Filadélfia (Ap 3.8)”.
“Eu sei as tuas obras, Laodicéia (Ap 3.15)”.
“EU TAMBÉM SEI AS TUAS OBRAS, ANTICRISTO, FALSO PROFETA E DRAGÃO”.

Mas quais
·         Seu ódio a Cristo (Ap 12.13);
·         Seu ódio ao povo de Deus (12.17);
·         Seu poder e autoridade (13.2);
·         Sua popularidade entre os incrédulos (13.4);
·         Sua blasfêmia contra Deus (13.6);
·         Sua guerra contra os crentes (13.7);
·         Sua habilidade de enganar (13.14).

Jesus não será supreendido por um plano audacioso ou inovador por parte do Maligno, mesmo porque toda e qualquer ação não depende dele, mas sim do “detentor” (I Ts 2.7), que em cumprimento à sua missão, não permite a manifestação total do Anticristo, antes do momento certo.

João afirmou em sua carta, que muitos homens tentaram antecipar a retirada do detentor, pois almejavam o titulo de anticristo (I Jo 2.18). Eles foram os percussores, que consciente ou inconscientemente prepararam o caminho para a manifestação do homem do pecado, o filho da perdição (II Ts 2.3).

Alguns destes homens fiizeram de tudo para serem conhecidos ou reconhecidos como tal, mas falharam em suas tentativas. Dos tais a maior lembrança que temos não são, propriamente seus feitos malignos, mas o fim de cada um (Dn 11.45). Foram muitos, mas um em questão é digno de registro, devido a sua crueldade com que tratou as coisas e o povo de Deus, refiro-me a Antíoco Epifânio (215-162 a.C.), retratado por Josefo:

Depois de saquear toda a cidade, mandou matar uma parte dos habitantes e levou dez mil escravos com suas mulheres e filhos. Mandou queimar os mais belos edifícios, destruiu as muralhas e construiu, na Cidade Baixa, uma fortaleza com grandes torres, as quais dominavam o Templo, e lá colocou uma guarnição de macedônios, entre os quais estavam vários judeus, tão maus e ímpios que não havia males que não infligissem aos habitantes.

Mandou também construir um altar no Templo e ordenou que lá se sacrificassem porcos, o que é uma das coisa mais contrárias à nossa religião.

Obrigou então os judeus a renunciar o culto ao verdadeiro Deus e a adorar os seus ídolos, e ordenou que se construíssem templos para eles em todas as cidades, determinando que não se passasse um dia sem que lá se imolassem porcos. Proibiu também aos judeus, sob graves penas, circuncidar os filhos, e nomeou fiscais para saber se eles estavam observando as suas determinações e as leis que ele impunha e obrigá-los a isso, caso recusassem obedecer.

A maior parte do povo obedeceu, voluntariamente ou por medo, mas essas ameaças não puderam impedir aos que possuíam virtude e generosidade de observar as leis de seus pais.

O cruel príncipe os fazia morrer por meio de vários tormentos. Depois de os mandar retalhar a golpes de chicote, a sua horrível desumanidade não se contentava em fazê-los crucificar, mas, enquanto ainda respiravam, fazia enforcar e estrangular perto deles as suas mulheres e os filhos que haviam sido circuncidados. Mandava queimar todos os livros das Sagradas Escrituras e não poupava ninguém na casa em que os encontrava. JOSEFO (Livro Décimo Segundo, capítulo 7).

Assolação, profanção, perseguições, proibições, assaltos, restrição religiosa, mortes e traições. O que poderiam pensar os judeus? Cumprimento da profecia de Daniel? O chifre pequeno (Dn 7.8)? Ou o início e fim do periodo de sofrimento e tribulações (Dn 8.13-14)? Ou nada disto, pois se tratava somente de mais um maquiavélico personagem que ousou, um dia, se intitular ou sua intenção fosse que a própria história se encarregasse de conceder-lhe tal título.

Mesmo há de se frisar que todos os teus atos foram permissões, pois estava afligindo a propriedade particular de Deus (Ex 19.5), portanto não haveria como ele se imaginar senhor da situação.

Todas as obras dos percussores foram e são conhecidas de Deus, da mesma forma os atos daquele que há de se manifestar como a personificação do mal. Se as obras deste foram detalhadamente reveladas ao homem através da Palavra, não teria o porque não imaginarmos que Deus não estivesse no controle de tudo aquilo que aconteceu em Jerusalém, nos idos de Antíoco Epifânio?

Portanto, Deus jamais se surpreenderá com alguma atitude do homem, seja ele um dos percussores ou o próprio filho da perdição, o filho do pecado, que há de se levantar para se opor a tudo o que é de Deus.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004

Por: Ailton da Silva

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O governo do Anticristo. Plano de aula

ANTICRISTO – PAI DA MENTIRA
FALSO PROFETA – O PORTA VOZ
FALSO PROFETA – O MARQUETEIRO
GLOBALIZAÇÃO – CENÁRIO PERFEITO
O FOCO SAI DA TERRA E VAI PARA O CÉU
LEOPARDO, URSO, LEÃO E ANIMAL FEROZ
O GIGANTE MUNDIAL. O SALVADOR “DAS PÁTRIAS”

TEXTO ÁUREO:
"Filhinhos, e já a última hora; e, como ouvistes que vem o Anticristo, também agora muitos se têm feito Anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora (1 Jo 2.18).

VERDADE PRÁTICA:
O espírito do Anticristo já opera no mundo. Portanto, combatamo-lo com a Palavra de Deus e com a divulgação do Evangelho de Cristo até aos confins da terra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Ap 13.1-9
Apocalipse 13.1-9.
1 - E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia.
2 - E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.
3 - E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.
4 - E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?
5 - E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.
6 - E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.
7 - E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação.
8 - E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9 - Se alguém tem ouvidos, ouça.

PROPOSTA DA LIÇÃO
          As nações suspiram por um líder. Eis o resultado da globalização;
          Anticristo: aquele que se levanta contra Cristo;
          O representante máximo do Maligno;
          Se manifestará logo após o arrebatamento da igreja;
          Sede política: “Babilônia”. Capital religiosa: Jerusalém;
          Seu governo será sustentado pelo Dragão e pelo Falso profeta;
          Sua missão: apagar toda a verdade e promover a mentira;
          Sua forma de trabalho: genocídio dos que não aceitarem o seu sinal;
          Espalhará a idolatria no seu mais alto grau;
          Controle total sob a economia e política mundial.

INTRODUÇÃO:
O Ocidente, sob os aplausos do Oriente, já esta participando na montagem do cenário para a ascensão de um governo único. O mundo político-economico-religioso-globalizado suspira por um líder com poderes ilimitados, o gigante mundial, a fim de reordená-las econômica e politicamente, enquanto que a igreja aguarda ansiosamente a volta de Jesus (Mt 25.1-13; II Tm 4.8), por ser já a ultima hora (I Jo 2.18).

Esta é a preparação para o surgimento do guia mundial, a quem a Palavra de Deus denomina de Anticristo, o qual está somente aguardando o momento apropriado para assumir o controle absoluto sob batuta do Maligno.

Ele será o mais terrível de todos os instrumentos já utilizados pelo Maligno na Terra. O ultimo grande imperador humano, que espalhará o ódio, revolta, indignação e manifestará a oposição (II Ts 2.4). Será a própria encarnação do mal, que fará parte da trindade satânica, juntamente com o dragão e o falso profeta.

O seu aparecimento se dará justamente no pior momento da humanidade, pois as turbulências, angustias, inquietudes, perplexidade, guerras, problemas sociais, políticos entre outras intempéries, se constituirá no grande e maravilhoso palco por onde o Maligno se apresentará ao mundo como o salvador capaz de garantir a momentânea e falsa paz (I Ts 5.3).

Será endeusado, pois conseguirá reunir todo o brilho do império grego, a solidez do poder persa e a ousadia dos babilônicos. Pela simbologia, a figura do Anticristo será a soma de todos estes grandes impérios (Ap 13.2).

A idéia da humanidade sobre este personagem estava associada ao gnosticismo, pois esta doutrina negava a encarnação de Cristo, logicamente ficava fácil imaginarem um Messias humano, já que diante da incredulidade e ignorância acerca da encarnação, morte no lugar do homem, ressurreição e ascensão de Jesus, não era difícil depositarem as esperanças no surgimento de um “salvador humano das pátrias”.

Algumas considerações sobre o Cristo e o Anticristo:
a) O Cristo:
·         Desceu do Céu (Jo 3.13; 6.41); 
·         É o Cordeiro (Ap 5.12); 
·         O Filho de Deus (Mt 3.17); 
·         O Santo e o Justo (Ap 16.5);
·         O mistério de Deus (Cl 2.2); 
·         A Segunda Pessoa da Trindade Divina (Mt 28.19); 
·         Aquele que é, que era e que há de vir (Ap 1.8); 
·         O que veio em Nome do Pai (Jo 5.43); 
·         O que subiu para o Céu (Mc 16.19; Jo 3.13).

b) O Anticristo:
·         Subirá do mar (Ap 13.1)
·         A besta (Ap 13.1).
·         O filho da perdição (II Ts 2.3).
·         O homem do pecado e o iníquo (II Ts 2.8).
·         O mistério da injustiça (II Ts 2.7).
·         A segunda pessoa da trindade satânica (Ap 16.13).
·         A besta que foi e já não é e que irá à perdição (Ap 17.8).
·         É aquele que virá em seu próprio nome (Jo 5.43).
·         É aquele que descerá para o lago de fogo e enxofre (Ap 19.20).

I. QUEM É O ANTICRISTO
1. DEFINIÇÃO ETIMOLÓGICA. 
  • Participante da trindade satânica: O Dragão (Anti-Deus), a Besta (Anti-Cristo) e o Falso Profeta (Anti-Espírito);
  • Será um personagem de uma habilidade, capacidade e liderança nunca vistas antes, pois não haverá resistência. Hoje ainda tem a figura do “detentor” (II Ts 2.7);
  • Tentará se apresentar como o Messias, o Ungido e Enviado, como o próprio Deus;
  • Aquele que se levantará contra Cristo, para tentar tomar o seu lugar (I Jo 2.22);
  • Um ditador mundial, o Cristo substituto, impostor, adversário, imitador, o opositor (I Jo 2.18; 2.22; 4.3; II Jo 1.7
  •  A plenitude de seu governo se dará na metade da grande tribulação (Dn 7.25; Ap 12.5; 13.5);
  • O que dominará o mundo nos últimos dias, como um instrumento direto do Maligno;
  • Um grande demagogo, que influenciará as massas com seus discursos fervorosos (Ap 13.3-5);
  • Terá em suas mãos a solução para todos os problemas sociais, econômicos e políticos da humanidade;
  • Um verdadeiro gênio político e intelectual (Ap 17.11-12), grande orador, capaz de fazer prodígios e entendido em adivinhações (Dn 8.23) e em assuntos religiosos (Ap 13.8; II Ts 2.4).
  • Os pseudoscristos afirmam serem os cristos, mas o Anticristo se apresentará como o opositor.
2. DEFINIÇÃO TEOLÓGICA. 
  •  A sua chegada coincidirá com a Septuagésima Semana de Daniel (Dn 9.27);
  • Seu aparecimento será sinalizado pela intensificação do mistério da injustiça (II Ts 2.7), pela apostasia (II Ts 2.3) e pela permissão de Deus (II Ts 2.7);
  • Se tornará o representante máximo de Satanás (I Jo 2.18). Será concedido a ele o poder do mal para ser usado contra o povo de Deus;
  • Será objeto de adoração (II Ts 2.4), que operará falsos milagres (II Ts 2.9);
  • Governará o planeta em nome do Maligno e se colocará a sua inteira disposição;
  • O seu governo terá a duração de três anos e meio (Ap 13.5); serão dez reinos que estarão sob seu controle (Ap 17.12; Dn 2.40-45; 7.24,25; 11.36-45), conforme estátua do sonho de Nabucodonosor, que tinha dez dedos nos pés, que são continuidade dos pés, representação do império romano (Dn 2.32-33);
  • Conhecido como “A besta que sobe do mar, o homem da iniquidade (Ap 13.1; II Ts 2.3), a besta de cor escarlate (Ap 17.3), a besta (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10), o rei feroz de cara” (Dn 8.23), o príncipe que há de vir (Dn 9.26), o rei que fará conforme a sua vontade (Dn 11.36); 
  • Será capaz de declarar a paz no Oriente Médio. Firmará um acordo com Israel;
  • Através do falso profeta (a segunda besta) determinará a criação de uma nova religião, uma super igreja mundial, apostata;
  • Destruirá os convertidos durante a grande tribulação (Ap 6.9-11; 7.4-17);
  • Sua atuação será insignificante, no começo (cfe Dn 7.8), mas aos poucos se levantará e ganhará espaço;
  • Mostrará o seu ódio a Deus e ao seu povo. Negará tanto o Pai quanto o Filho (I Jo 2.18).
II. O APARECIMENTO DO ANTICRISTO
1. TEMPO. 
O Anticristo manifestar-se-á logo após o arrebatamento da Igreja (II Ts 2.3-8), e a sua chegada coincidirá com a Septuagésima Semana de Daniel (Dn 9.27). O seu governo terá a duração de três anos e meio (Ap 13.5).