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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

De quem é filho esse jovem? Eu vou ter que dar a ele a segunda parte da recompensa prometida

Ninguém sabia o nome daquele que havia acabado de derrotar o gigante Golias. Mas porque o rei Saul fez tanta questão de saber o nome do vencedor? Seria somente pela valentia demonstrada?

 

Davi disse: “eu sou filho de teu servo Jessé, o belemita”, e não continuou sua apresentação. Poderia ter falado que era filho de Jessé, o belemita e o próximo rei de Israel, mas preferiu parar.

 

a) A recompensa:

O que faríamos se víssemos o perigo rondando alguns de nossos familiares ou amigos? Lutaríamos com todas as nossas forças na esperança de recebermos algo em troca ou agiríamos somente pelo ímpeto, na intenção de ajudar?

 

Muitos soldados estavam no front de batalha tentando se encorajar para enfrentar o inimigo de Israel, mas nenhum tomava a iniciativa, mesmo diante da recompensa ofertada pelo rei para quem derrotasse Golias. O prêmio seria riquezas, casamento com a filha do rei e a isenção de impostos para a família do vencedor (17.26).

 

Entregar riquezas para o corajoso seria fácil para o rei, sobre a isenção de impostos também não teria dificuldades para decretar, agora abrir a porta para que um estranho se aparentasse à sua família, isso seria muito complicado.

 

b) Peso espiritual da recompensa:

Porque os guerreiros de Israel não se prontificaram a enfrentar Golias? O ouro não havia sido suficiente para seduzi-los? A filha do rei não era tão atraente assim para que se arriscassem?

 

Eles não foram, porque não entenderam a profundidade da segunda parte da recompensa. Se tivessem entendido teriam se posicionado para a batalha ao primeiro pedido do rei. Aqueles que não entendem a profundidade da Palavra jamais sairão do lugar.

 

Riqueza e isenção de impostos não eram o mais importantes, em comparação com o peso espiritual que estava atrelado à segunda parte da recompensa. O ouro poderia ser roubado ou acabaria, um dia. A beleza da filha do rei da mesma forma acabaria ou certamente morreria, porém a mistura e o vinculo familiar que seria criado permaneceria para sempre.

 

c) Pergunta o nome dele:

Perguntar o nome dele para que rei? Porque quer saber o nome dele? O gigante já foi derrotado, deixa para lá. E disse Saul: “pergunta o nome dele agora”.

 

O capitão do exército não sabia e nem deveria, pois não era integrante do seu contingente terrestre, visível e vencível, porém Davi era mais um alistado ao exercito de Deus, invisível e invencível.

 

Os irmãos de Davi não fizeram questão de apresentá-lo ao rei, pois já estavam chateados com o ocorrido diante do profeta Samuel quando Davi foi ungido rei de Israel em detrimento a eles todos (valentões e formosos). Na verdade, se tivesse uma cova ali, fatalmente os irmãos de Davi o jogariam, tal como fizeram os irmãos de José.

 

Perguntem o nome dele imediatamente, quero saber o nome daquele que se aparentará à minha família. Quero saber o nome daquele, que a partir de agora, terá livre transito na minha casa, não pela minha vontade ou necessidade de cumprir minha palavra, mas sim porque a ideia inicial sobre a recompensa não veio de mim, veio do céu, veio de Deus, por isso tenho que cumprir, seja com a filha mais velha ou com a mais nova, como de fato foi (18.17-30).

 

d) Quem é você?

Davi tinha convicção, entendeu o que Deus queria da sua vida. Ele não estava atrás do ouro, da isenção de impostos, queria algo mais. Os guerreiros de Saul não foram ao encontro de Golias porque não entenderam que havia uma recompensa maior, a  promessa de que algo maravilhoso poderia ser feito por intermédio da vida do corajoso que vencesse Golias.

 

Davi entendeu a revelação e a partir de então a sua vida não foi a mesma. De um puro entregador de queijo e pão (17.17-18) após a vitória e a confirmação pública de seu chamado, contemplou os primeiros degraus que o levaria até ao trono de Israel.

 

Os soldados gritavam: “quem for e vencer será triplamente recompensado pelo rei”, mas Davi ouviu: “vá e grite bem alto que está indo em Meu Nome e depois quando perguntarem, dirás o seu nome para eles”.

 

Conclusão:

Deus tem preparado uma recompensa para aquele que resistem ao Inimigo e não se trata de riquezas (que as traças corroem e os ladrões roubam), muito menos isenção de impostos (pois os homens podem mudar suas decisões) e tampouco possibilidade para uniões.

 

A recompensa preparada por Deus nos garante a subsistência nesse mundo (o Senhor é meu Pastor...tudo posso naquele que me fortalece...se Deus é por nós), nos ISENTA do que nos foi IMPOSTO pelo pecado e nos dá o direito de nos unirmos a Deus , restabelecendo nossa comunhão.

 

Portanto não depositemos nossas esperanças em recompensas materiais ofertadas por homens, pois podem ser roubadas ou dependerão da boa vontade de quem as deu, mas sim nos atentemos para as ricas bênçãos espirituais, verdadeiros tesouros encobertos que podem ser revelados e entregues aos que corajosamente resistirem ao pecado.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Devemos aprender com os erros dos outros

Israel, após a morte do rei Salomão, foi dividido em dois reinos, Norte e Sul. Dez tribos formaram o Norte e o Sul foi formado por duas tribos. Entre os dois reinos, mais ou menos ao meio, estava a tribo de Efraim, muito problemática (que se achava, devido a benção recebido do avô Jacó – Gn 48.19).

 

Nenhum dos dois reinos estava agradando a Deus, por isso foram tomados, pela Assíria e pouco anos mais tarde pela Babilônia e ambos refizeram o mesmo percurso feito por Abraão, no passado quando saiu de Ur dos Caldeus em direção à Canaã, porém em vez da caminhada ter sido à base de fé e esperança, foi de vergonha, dor e desprezo.

 

a) Reino do Norte – tribo de Efraim e a queda:

Muitos do reino do Norte desejavam descer a Jerusalém para adorarem a Deus no Templo, porém eram impedidos pela tribo de Efraim, que funcionava como uma espécie de porta (as vacas magras ficavam às portas dos currais e não saem para comer grama verdejante e não deixa as outras vacas magras saírem – resultado: todas morrem).

 

Os assírios (criminosos de guerra do passado) cercaram a capital do reino do Norte, Samaria e a venceram pelo cansaço e fome. O rei da Assíria tomou Samaria, por volta do ano 720 a.C e levou cativo o reino do Norte para a mesma região de onde Abraão havia saído. Refizeram o mesmo trajeto e assim a historia das 10 tribos do Norte nunca mais foi retomada, ficou perdida no tempo e na história (as 10 tribos perdidas de Israel). Os que não foram levados cativos sofreram com a mistura com outros povos que foram enviados (2 Rs 17.24). Este foi o inicio das diferenças e desavenças entre judeus e samaritanos.

 

Ao final do exílio, com Zorobabel, Esdras e Neemias, retornaram e ficaram conhecidos somente como os judeus, com o espirito nacionalista avivado.

 

b) Reino do Sul e a queda:

Cerca de 120 a 140 anos mais tarde, por volta do ano 590-590 a.C., Nabucodonosor, repetiu o mesmo processo ocorrido no Norte, através de seu exercito babilônico. Jerusalém foi sitiada e os do reino do Sul foram levados cativos para a Babilônia, mesma região, que anos mais tarde, junto a Assíria se tornaria território do império dos medo-persas.

 

c) Tempo para aprenderem como erro:

Os dois reinos voltaram ao inicio, para a mesma região de onde o pai Abraão havia sido chamado. Foram cerca de 120 a 140 anos de intervalo entre a queda dos dois reinos, tempo suficiente para que o Sul aprendesse com os erros do Norte. Avisos e profetas para isso foram vários: Elias, Eliseu, Oséias e Amós (Norte), Joel, Obadias, Miquéias, Habacuque e Sofonias (Sul).

 

Portanto houve tempo suficiente para que o reino do Sul aprendesse com os erros do Norte, mas também não deram ouvidos aos profetas, não examinaram a si mesmo e perderam as oportunidades.

 

Quando eles voltaram para a mesma região da Mesopotâmia, eles mancharam todo o passado de vitória, de milagres e providências vistos na vida de Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, dos juízes, profetas e reis que haviam sido bons governantes.

 

Conclusão:

Hoje, Deus está proporcionando a mesma oportunidade e nos dando o mesmo tempo (guardadas as devidas proporções) para aprendermos com os erros destas personalidades bíblicas e também dos que estão ao nosso redor. Devemos aproveitar para não voltarmos todo o caminho já percorrido, tal como aconteceu com o reino do Norte e do Sul.

Por: Ailton da Silva - 14 anos (Ide por todo mundo)