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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jerusalém - Igreja - Apóstolos - Missionários

No Livro de Atos, encontramos os apostolos felizes com a manifestação do poder de Deus e confiantes de que tudo o que Jesus havia vaticinado sobre a vida deles se cumpriria a risca. Estavam cientes que aquele momento marcava o inicio do Cristianismo em Jerusalém.
O Espírito Santo estava atuando direta e indiretamente na vida do povo, através das pregações, revelações, visões, salvação, curas, milagres, maravilhas e batismos, porém mesmo diante de tanta manifestação, eles estavam esquecendo de um detalhe, importantíssimo para a propagação do Evangelho. O plano de Deus para salvação da humanidade não se resumia à apenas a uma cidade, uma nção, agora era para todas.
De inicio os apóstolos não entenderam este plano, pois imaginavam que a missão era apenas em Jerusalém, ou se muito, aos derredores, mal sabiam que estavam sendo preparados para uma longa jornada, aos confins da Terra, por isso foi necessário tanta manifestação do poder por parte de Deus, para que fossem encorajados a tão grande obra. Tudo o que ocorreu, naqueles dias, em Jerusalém foi necessário para:
  • Terem certeza de que Deus cumpriria com sinais e maravilhas o que eles pregassem, falassem ou profetizassem;
  • Precisavam ver o cumprimento de tudo o que fora vaticinado por Jesus sobre as suas vidas;
Todos os acontecimentos serviram para o encorajamento e preparação espiritual dos apóstolos antes que fossem enviados como missionários, iniciando os trabalhos missionários por Samaria, para derrubarem a barreira que os separavam. Durante séculos nada foi capaz de aproximá-los, somente a Palavra pregada genuinamente, na integra, conseguiu uni-los. Agora faltava somente os confins da Terra.
Mas como sair daquele ambiente gostoso que estavam inseridos naquela cidade, ao menos imaginaram que o plano não era somente ali? Será que se lembraram do dito de Jesus “confins da Terra”?
Por eles não sairiam, ficariam ali mesmo, apesar da pequena perseguição levantada, estavam felizes naquele lugar, mas era preciso que saíssem, e Deus agiria de forma a que isto se cumprisse, nem que doesse, entristecesse ou que alguns viessem a morrer. Mas para sairem para fazer a obra, era preciso uma leve e momentanea tribulação, perseguição, dispersão, que aos poucos, fora aumentada, para que assim os missionários cristãos (todo aquele capacitado e encorajado por Jesus) dessem realmente inicio a pregação do Evangelho.
Em toda a sua história, Jerusalém nunca havia enviado um profeta sequer para entregar a mensagem de Deus aos israelitas, somente recebia-os, ora com crédito, ora descrente, ora honrando-os, ora matando-os, mas agora era diferente, pois Jerusalém estava enviando missionários, sedentos por almas, para pregarem em todos os cantos da Terra, ignorando costumes, crenças, divisões étnicas, diferenças religiosas, raciais, históricas, ou seja nada agora seria capaz de impedir o crescimento do Cristianismo, nem mesmo a perseguição, na verdade ela foi o combustível para que toda esta grande obra explodisse em todos os cantos da Terra.
foto: http://www.mundi.com.br/Fotos-Jerusalem-936716.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O cativeiro babilônico

Os 70 anos de cativeiro na Babilônia foram tão cruéis e marcantes (negativamente) na história de Israel, pois se tornou no principal motivo que levou os israelitas a perderem a nacionalidade e religiosidade, mas numa analise profunda fico convencido que a proibição de viverem a própria cultura e da "necessidade e obrigatoriedade" de utilizarem um outro idioma, deixando o hebraico para segundo plano, foram na verdade as piores de todas as consequências possíveis e imagináveis de toda este episódio histórico.
Este cativeiro não foi tão doloroso quanto ao período no Egito, pois não ficou tão explicito o sofrimento físico, o que ficou bem evidente foram as regalias que tiveram em terras babilônicas (comércio, propriedades, posses), mas para usufruirem destas regalias tiveram que se adaptarem as condições daquelas terras e pior, tiveram que se curvar as suas culturas, línguas e costumes. Isto é facilmente aceitável, uma vez que foram deportados para Babilônia os inteligentes, ricos e os que tinham condições de, no mínimo, produzirem algo para o sucesso dos babilônicos. Os pobres, doentes e os que apresentavam qualquer tipo de dificuldades ficaram em Jerusalém, na "miséria".
Em outras palavras, este pequeno artigo, é para deixar claro que os cativos, judeus, se tornaram a mola propulsora da economia da Babilônia, mas por outro lado, este status doeu, lá no fundo da alma de todos os filhos de Abraão. Era Deus trabalhando na vida e na história do seu povo.

Á-bê-cê da álgebra

“Num belo dia, de acordo com o planejamento, você começa sua aula de Matemática para a turma de 10 alunos explicando que é possível fazer contas também com letras. Na carinha das crianças, aquela olhar de espanto. Você já pensou que os alunos, desde que organizaram as primeiras idéias matemáticas, lá na Educação Infantil, foram estimulados a realizar as quatro operações somente com os números?

Problema:
Em um estacionamento, há motos e carros. Ambos são chamados de veículos, certo? Posso escrever:

V para representar veículos;
C para carros;
M para motos.

Repare que não há, no enunciado, nenhum conhecimento novo para os alunos. A novidade está na maneira simbólica de tratar a questão. Depois continue a explicação:

Podemos afirmar que, se juntarmos as motos e os carros, temos os veículos. M + C = V

Se dos veículos tirarmos os carros, restam as motos. V – C = M

E se dos veículos subtrairmos as motos, sobram os carros. V – M = C

As três frases tornam-se parâmetros para o pensamento algébrico da criança. Elas se referem a uma única situação e representam todas as relações possíveis dentro dela.

Fonte: Revista Escola - outubro de 2003

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A grande verdade

"Dê à fé a oportunidade de crescer, até que você possa confiar em Deus para o totalmente impossível. Quando estiver certo de que Deus falou, não tenha medo de agir. E, quando o milagre acontecer, dê a Deus toda a glória. Permita que o milagre se torne um meio de alcançar os perdidos para Cristo".

extraido: ebdweb.com.br

lição 6 - A importância da oração


INTRODUÇÃO
A oração é a maior evidência da fé verdadeira. É a demonstração de que a alma busca um contato com Deus e que Nele crê. A oração cria uma comunhão real e estabelece um vínculo entre Deus e seus filhos.

A oração está entre as mais antigas práticas da humanidade, o que faz dela algo elementar e intuitivo. A oração é a expressão mais íntima da vida cristã, o ponto alto de toda experiência religiosa genuinamente espiritual. De todas as criaturas de Deus, somente os seres humanos é que fazem uso deste poderosíssimo meio de comunicação espiritual.

A Bíblia inteira exorta o crente à oração. Sem esse recurso valioso e indispensável à vitória contra o mal, é impossível o crente e a igreja resistirem às investidas das heresias.

Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até o Apocalipse, fica claro que orar faz parte da natureza espiritual do ser humano, por isto jamais pode ser vista como um ato de penitência ou castigo.


I – RECONHECENDO O VALOR DA ORAÇÃO
Oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, acostumados a orarem formalmente observando com rigor e pontualidade os horários destinados as suas orações. Este zelo era o principal motivo que os levavam a orarem em publico, estivessem onde estivessem, por isto, este tipo de oração tinha um cunhada no ritualismo sem nenhuma consistência espiritual, onde o mais importante era a exterioridade sofisticada, somente para receber o louvor humano.

A oração também não é como uma reza ou repetição interminável de enunciados. Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante dos seus inúmeros deuses, fato este reprovado por Jesus.

Afinal, o que é oração? A oração é, segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente, com seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas. Ver Jr 33”3.

A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-poderoso, onde não há espaço para monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir. É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo.


A) ELEMENTOS ESSENCIAS À ORAÇÃO
Alguns elementos são essenciais à oração, são eles destacamos:

a) Ação de graças – Nossas orações devem começar com agradecimento à Deus;

b) Louvor e adoração – Deus, deve ser louvado e adorado em nossas orações.

c) Intercessão – ato de pedir a Deus em favor de outrem.

d) Submissão – o cristão submisso aceita humildemente a autoridade e o senhorio daquEle a quem está orando.

e) Súplica – é o ato de fazer humildes e intensos rogos pedindo o favor especial de Deus;

f) Petição – As petições são os nossos pedidos pessoais, que podem ser os mais variados possíveis.


B) JESUS DESTACA O VALOR DA ORAÇÃO
Jesus orava pela manhã (Mc 1.35), à tarde (Mt 14.23) e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6.12). Se ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada um de nós.


II – A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE
O cristão deve entender que a oração, assim como a leitura da Palavra, é algo indispensável ao seu desenvolvimento espiritual. É como a alimentação de uma criança, que determinará sua estatura, sua saúde, atividade mental, etc. Se a criança tem uma alimentação deficiente, ela terá problemas de raquitismo, baixa imunidade, anemia, etc.

Além do desenvolvimento espiritual, devemos orar porque:

a) A oração é um mandamento bíblico (I Cr 16.11; Is 55.6; Am 5.4,6; Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24);

b) É o meio pelo qual recebemos as bênçãos de Deus (Lc 11.5,13; At 1.14);

c) Na oração falamos com Deus, e Ele se faz presente (Dt 4.7);

d) Na oração Deus fala conosco (II Co 12.9,10);

e) Recebemos ajuda divina (Hb 4.16);

f) Alcançamos o que pedimos (Mt 7.7,8);


III – COMO DEVE O CRENTE CHEGAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO
A oração modelo, registrada em Mt 6.9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida. Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as “vãs repetições” dos gentios. Ela não é uma oração universal, para toda a humanidade, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer Deus como Pai por intermédio de Jesus Cristo.


A) ONDE E QUANDO ORAR
a) Em princípio, devemos orar em todo o tempo;

b) Orar com perseverança. A questão não é apenas orar, mas orar constantemente. Orar não somente muda as coisas, mas também muda o crente.


B) CRITÉRIOS PARA NOSSAS ORAÇÕES SEREM RESPONDIDAS
É mediante a oração que nos aproximamos de Deus. Mas palavras ditas, dirigidas à deidade, não recebem automaticamente ouvidos atentos e respostas. Existem critérios que Deus requer da parte daqueles que se aproximam dEle:

a) “A fé não é de todos” (2 Ts 3.2). A verdadeira fé pressupõe um objeto sobre o qual ela se apóia. A fé cristã está fixada na Palavra de Deus e no Deus da Palavra.

b) Reverencia;

c) Honestamente.


C) IMPEDIMENTOS À ORAÇÃO
Há impedimentos à oração? Por que muitas de nossas orações não são respondidas quando?

a) pedimos erroneamente (Tg 4.3);
b) a oração é interesseira (Mt 20.20-28);
c) pedimos sem fé, ou duvidamos (Tg 1.5,6; Hb 11.6);
d) estamos fora da vontade de Deus (I Jo 5.14);
e) pedimos o que não convém (Rm 8.26);
f) não perdoamos (Mt 18.15-22; Mc 11.25,26);
g)os cônjuges não se entendem (I Pe 3.7);
h) há desavenças familiares (Ef 5.22-25,28-34);
i) Quando há pecados não confessos (Is 59.1,2).

Podemos afirmar que nossas orações serão atendidas quando:
a) Reconhecemos nossas imperfeições (II Cr 7.13,14);
b) Confessamos nossos pecados (Pv 28.13);
c) Nos humilhamos (Pv 16.8; Tg 4.6);
d) Perdoarmos (Mt 6.14,15);
e) Tivermos comunhão (Sl 133; I Jo 4.7,8);
f) Tivermos compromisso (Jo 15.13-16);
g) Respeitarmos às pessoas (I Tm 5.1-8);
h) Amarmos (I Co 13.1-8; Jo 15.12);
i) Aceitarmos a vontade de Deus (Mt 7.21; Rm 12.1,2);
j) Confiarmos em Deus (Hb 11.6; Rm 1.17).
fonte: www.ebdweb.com.br

sábado, 30 de outubro de 2010

Jerusalém - A Capital Indivisível e Eterna de Israel


INTRODUÇÃO
Em julho de 1980, o Knessel: - parlamento israelense -aprovou um decreto-lei, elaborado pelo então primeiro-ministro Menachen Begin, transformando Jerusalém na capital eterna e indivisível do Estado de Israel.

Como era de se esperar, os países árabes protestaram veementemente contra a iniciativa israelense. Dias antes, a propósito, o premier judeu, respondendo a uma objeção do governo inglês, afirmou que antes mesmo da existência de Londres, a cidade de Jerusalém já era a capital de Israel.

O líder iraniano, Khomeini, ferrenho inimigo dos israelitas, ao saber da anexação legal e definitiva de Jerusalém, proclamou, de imediato, uma guerra para reconquistar acidade santa. Enquanto isso, diversas nações ocidentais trataram de mudar suas embaixadas para Tel-Aviv, para não desagradar os países árabes.

Somente os Estados Unidos é que apoiaram a medida israelense, que se constitui no velho e milenar sonho judaico de reconquistar política e espiritualmente a Cidade do Grande Rei.


I - ORIGEM
"Jerusalém" significa, em hebraico, habitação de paz. Seu nome é mencionado pelaprimeira vez nas Escrituras em Josué 10.11. Entretanto, em Gênesis 14.18, encontramosuma referência sobre a cidade, que aparece com o nome de Salém. De acordo com a tradição, assim era chamada a capital judaica.

Eis mais alguns nomes bíblicos de Jerusalém: Jebus (Jz 19.10); Sião (SI 87.2); Ariel (Is 29.1); Lareira de Deus (Is 1.26); Cidade de Justiça (Is 1.26); Santa Cidade (Is 28.2; Mt 4.5); Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e, Cidade de Davi (2 Sm 5.7).


II - GEOGRAFIA DE JERUSALÉM
Jerusalém constitui-se na mais célebre cidade do mundo. É venerada por três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Até mesmo sua localização geográfica é privilegiada.

A cidade santa está localizada no Sul da cordilheira central de Israel. Encontra-se a mais de 50 quilômetros do Mediterrâneo. Como símbolo de grandeza e magnitude, está edificada a 800 metros de altitude. Com o passar dos tempos, seus aspectos primitivos sofreram alterações. Contudo, ninguém jamais poderá alterar-lhe a mística ou arrancar-lhe a aura de celestialidade e glória.

Até o ano 70 d.C, Jerusalém era protegida por forte muralha, que foi destruída pelo general romano, Tito.


III - DAVI E JERUSALÉM
Antes de ser tomada por Davi, a cidade santa era uma possessão jebuseica. Em 2 Samuel 5, de 7 a 9, lemos: "...Davi tomou a fortaleza de Sião: esta é a cidade de Davi. Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir os jebuseus, e chegar ao canal, e aos coxos e aos cegos, que a alma de Davi aborrece, será cabeça e capitão. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa. Assim habitou na fortaleza, e lhe chamou a cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo até dentro."

O apogeu de Jerusalém deu-se no reinado de Salomão. O sábio monarca embelezou-a, aproveitando-se de seu singular aspecto. Procurando sanar o crônico problema de água, construiu diversos aquedutos.


IV - A GRANDEZA DE JERUSALÉM
Sobre a grandeza de Jerusalém, escreve Orlando Boyer: "Qual é o segredo da sua grandeza? Não tinha um porto marítimo, como Alexandria e Roma. Nem estava situada num rio, como Mênfis e Babilônia. E nem tinha a grande vantagem de uma das grandes vias comerciais entre o mar Mediterrâneo e o vale do Jordão, nem das rotas entre a Ásia Menor e o Egito. Contudo, enquanto Roma era o centro político e Atenas, o centro intelectual, Jerusalém era o centro espiritual do mundo, a cidade de maior influência sobre a esperança e o destino do gênero humano. Era a cidade escolhida do único e verdadeiro Deus, o centro de seus cultos, leis e revelação, com a missão de proclamá-lo a todo o mundo."


V - A GLÓRIA DO TEMPLO DE JERUSALÉM
O historiador judeu, Flávio Josefo, descreve a Casa do Senhor construída por Salomão:

"O templo tinha sessenta côvados de comprimento e outro tanto de altura; a largura era de vinte côvados. Sobre esse edifício construiu-se outro do mesmo tamanho e assim a altura total do templo era de cento e vinte côvados. Estava voltado para o Oriente e seu pórtico era da mesma altura de cento e vinte côvados por vinte de comprimento e dez de largura. Havia em redor do templo trinta quartos em forma de galeria, que serviam de arcos para o sustentar. Passava-se de um para o outro e cada um tinha vinte e cinco côvados de comprimento por outros tantos de largo e vinte de altura. Havia, por cima desses quartos, dois andares com igual número de quartos, todos semelhantes. Assim, na altura de três andares juntamente, medindo sessenta côvados chegava justamente à altura da parte baixa do edifício do templo de que acabamos de falar e nada mais havia por cima.

Todos estes quartos eram cobertos de madeira de cedro e tinham sua cobertura à parte, em forma de pavilhão: mas estavam unidos por traves longas e grossas, a fim de torná-las mais firmes: e, assim, juntas, eram como um único corpo. Seus tetos eram de madeira de cedro bem polido, enriquecido de folhagem douradas, talhadas na madeira. 0 resto era também adornado de madeira de cedro, tão bem trabalhada e tão reluzente de ouro que seu brilho ofuscava a vista. Toda a estrutura desse soberbo edifício era de pedras tão polidas e tão bem ajustadas que não se podia nem mesmo perceber-lhes as juntu-ras, mas parecia que a natureza as tinha feito um único bloco, sem que a arte nem os instrumentos de que se servem excelentes artífices para embelezar suas obras, para isso tivessem contribuído.

Salomão mandou fazer na largura do muro do lado do Oriente, onde não haja nenhum portal grande, mas somente duas portas, um degrau em frente, de sua invenção, para se subir ao alto do templo. Havia dentro e fora dele, pranchas de cedro ligadas com grande e fortes cadeias, para garantir a sua estabilidade.

Prossegue Josefo: "Salomão mandou também fazer dois querubins de ouro maciço, de cinco côvados de altura cada um; suas asas eram do mesmo comprimento e essas duas figuras estavam colocadas de tal modo no Santo dos Santos, que duas de suas asas estendidas se uniam e cobriam toda a Arca da Aliança e as duas outras asas tocavam, uma do lado norte e outra do lado sul, as paredes desse lugar particularmente consagrado a Deus, que, como dissemos, tinha vinte côvados de largura. Mas, dificilmente se poderia dizer, pois não se poderia nem mesmo imaginar qual a forma desses querubins. Todo o pavimento do templo estava coberto de lâminas de ouro e as portas da grande entrada, que tinha vinte côvados de largura e altura proporcionada, estavam também cobertas de lâminas de ouro. Enfim, numa palavra, Salomão nada deixou, nem dentro nem fora do templo, que não fosse recoberto de ouro. Mandou colocar, sobre a porta do lugar chamado o Santo do templo, um véu semelhante ao de que acabamos de falar, mas a porta do vestíbulo não o tinha."

Complementa Flávio Josefo: "Eis com que suntuosidade e magnificência Salomão fez construir e ornar o templo e consagrou todas essas coisas à honra de Deus. Mandou fazer em seguida, em redor do templo, um muro de cem côvados de altura, chamado gison em hebraico, a fim de impedir a entrada aos leigos, sendo ela somente permitida aos levitas e sacrificadores. Salomão levou sete anos para realizar essas magníficas obras, o que não as tornou menos admiráveis, do que sua grandeza, sua riqueza e sua beleza; ninguém podia imaginar que seria coisa possível realizá-las e terminá-las em tão pouco tempo."


VII - JERUSALÉM E SUA HISTÓRIA
Depois da morte de Salomão, o trono davídico é ocupado pelo insensato Roboão. No quinto ano de seu reinado, Jerusalém é saqueada por Sisaque, rei do Egito. Mais tarde, filisteus e árabes sitiam-na, causando-lhe muitos estragos.

No reinado de Amazias, os israelitas destroem parte das muralhas da cidade santa. Consideráveis riquezas são levadas a Samaria. Entretanto, renomados militares fracassam fragorosamente ao tentar marchar contra Sião. Re-zim, rei da Síria, foi um deles. No tempo de Ezequias, por exemplo, o grande Senaqueribe é abatido pelo anjo do Senhor. Do exército desse ambicioso assírio, caem 185 mil homens.

No tempo de Manasses, a santa cidade é invadida por tropas babilônicas. O mais perverso rei de Judá é deportado a Babilônia, onde se reconcilia com o Deus de seus pais.
Alcançado pelas misericórdias divinas, o monarca judaíta é recambiado à sua terra, onde promove algumas reformas religiosas. Em termos genéricos, ele é considerado o pior soberano de Judá.

Não há acontecimento tão funério e triste para os judeus como a destruição do Templo e de Jerusalém. A façanha foi realizada por Nabucodonozor, em 587 a.C. Termina, assim, a fase áurea da mais amada e cobiçada cidade hebréia.

Após setenta anos de exílio e de vergonha, Jerusalém é reconstruída por Esdras e Neemias. Nesse mesmo tempo, o Templo ressurge. No entanto, é apenas uma sombra do imponente santuário construído por Salomão.

Desde essa época, a Cidade do Grande Rei não mais conheceria momentos de paz. Em 320 a.C., Ptolomeu Soter conquista-a. No segundo século antes de nossa era, Antíoco Epífanes apodera-se dela, profana o Templo e massacra milhares de judeus. Em 66 a.C, o general romano Pompeu apossa-se de Jerusalém, transformando-a em possessão latina. Dezesseis anos mais tarde, Herodes, o Grande, começa a reinar sobre a cidade, com o apoio de Roma. Para agradar os judeus, o ambicioso e perverso monarca reforma e embeleza o santuário de Jeová. Nesse Templo, seria apresentado o menino Jesus.

No ano 70 de nossa era, conheceria Jerusalém uma de suas mais deploráveis tragédias. O general Tito, à testa de um exército de 100 mil homens, sitiou-a durante cinco meses. Em seguida destruiu-a, o que predissera Jesus, aconteceu: não ficou pedra sobre pedra; tudo foi destruído.

De acordo com Tácito, historiador romano, morreram, naquela ocasião um milhão de judeus.

O fervor nacionalista dos judeus, entretanto, não se apaga. Em 131 d.C, Bar Khoba apossa-se da cidade. No ano seguinte, contudo, o imperador Adriano devasta-a literalmente.
Séculos mais tarde, em 627, Cosroes II, rei da Pérsia avança sobre Jerusalém, arrasando-a, uma vez mais.

Omar, sucessor de Maomé, ocupa a cidade da paz em 637. Duzentos anos depois, os maometanos destroem santuários cristãos. Em 1075, a capital espiritual do judaísmo passa das mãos dos muçulmanos para as dos turcos.

Sob o nome de Cristo, a Igreja Católica Romana, com suas impiedosas cruzadas, passa a atacar Jerusalém. A cidade é sitiada e conquistada em 1099, por Godofredo, chefe da primeira cruzada. Durante essa satânica investida, milhares de judeus são assassinados.

Saladino, em 1.187, na qualidade de chefe da terceira cruzada, ocupa a cidade. Em 1.229, as mulharas de Jerusalém são destruídas. Dez anos mais tarde, Sião rende-se ao comandante da sexta cruzada. Os turcos, em 1.547, invadem-na e, de lá, só seriam expulsos, em 1831. A Turquia, entretanto, voltaria a conquistar Jerusalém, dez anos mais tarde.

Na Primeira Guerra Mundial, Jerusalém é "libertada" pelo general britânico, Allemby. No dia 14 de maio de 1948, renasce o Estado de Israel. A parte Leste da cidade, porém, continuava em poder dos árabes. Entretanto, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, a capital espiritual e histórica dos judeus é reconquistada por seus legítimos donos.


Cidades e Estradas da Terra Santa
A independência do Estado de Israel foi proclamada em 1948. Nesses quase 40 anos, as cidades foram-se multiplicando sobre o exíguo território israelense. Cumpre-se, dessa forma, esta maravilhosa profecia: "Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas as que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Também trarei do cativeiro o meu povo Israel; e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e beberão seu vinho; e farão pomares, e lhes comerão o fruto. Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus" (Am 9.13-15).


I - JERICO
Localiza-se no Vale do Jordão, no território entregue à tribo Benjamim. Encontra-se a 28 quilômetros de Jerusalém. O nome dessa cidade significa, segundo alguns autores, lugar de perfumes ou fragrâncias.

Jerico foi a primeira cidade conquistada pelos filhos de Israel. Era famosa por suas fortificações. É considerada, ainda, uma das metrópoles mais antigas do mundo.


II - BELÉM
Encontrando-se a 10 quilômetros a leste de Jerusalém, é a cidade do rei Davi. Casa de pão é o que significa Belém. Pela sua posição geográfica, é uma fortaleza natural. Fica a quase 800 metros acima do nível do mar.

Nessa cidade nasceram dois importantíssimos personagens: Davi, e Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Apesar de sua importância histórica, Belém foi sempre uma aldeia insignificante. Não obstante, seus campos, ainda hoje conservam a mesma fertilidade dos tempos bíblicos.


III - HEBROM
Eis o primeiro nome dessa cidade: Quiriat Arba. Encontra-se a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém e a mil metros acima do mar Mediterrâneo. Abraão morou em suas redondezas. Em Hebrom, foi Davi ungido rei sobre Israel. É tida, também, como a primeira cidade de Judá. Atualmente, Hebrom é uma grande cidade com mais de 40 mil habitantes, em sua maioria árabes. Eis suas principais fontes de renda: artesanatos, artefatos de cerâmica e pequenas indústrias. A agropecuária é, por enquanto, sem expressão.


IV - JOPE
Na distribuição de Canaã, Jope coube à tribo de Dã. Atacada várias vezes pelos filisteus, a cidade foi libertada por Davi. Mais tarde, Salomão utilizou-se de seu porto para receber cedros do Líbano, usados na construção do Templo.


V - NAZARÉ
Situada em um grande monte, a 400 metros acima do nível do mar, Nazaré encontra-se a 170 quilômetros de Jerusalém. No tempo das chuvas, as encostas da cidade ficam recobertas por lindas flores. O nome dessa importante localidade significa florescer. Jesus Cristo foi criado nessa cidade. Por isso mesmo, Ele é chamado de Nazareno. Até 1948, Nazaré era controlada por muçulmanos. Mas, em 16 de julho de 1948, passou ao domínio dos israelenses.


VI - CAFARNAUM
Cafarnaum foi escolhida por Jesus para ser o centro de seu ministério. Seu nome significa "aldeia de Naum". Em Cafarnaum, Jesus passou dezoito meses, realizando grandes milagres. Seus habitantes, entretanto, não receberam a mensagem de amor do Messias. E, conforme as palavras de Cristo, Cafarnaum desceu, de fato, até o inferno. Nunca mais foi edificada.


VII - SAMARIA
A cidade, construída por Onri, pai de Acabe, encontra-se a 60 quilômetros ao Norte de Jerusalém. Situa-se a 400 metros acima do Mediterrâneo. Após o cisma israelita, Samaria passou a ser a capital do Reino de Israel. Para essa cidade, foram transportados, após o cativeiro israelita, povos estranhos que, juntamente com alguns hebreus, deram origem aos samaritanos. Mais tarde, estes causaram muitos embaraços a Esdras e a Neemias. No tempo de Jesus, ainda era grande a rivalidade entre as comunidades hebraica e samaritana.


VIII - DECÁPOLIS
No grego, Decápolis significa "dez cidades". Esse agregamento estava situado em espaçoso território a leste do mar da Galiléia. As cidades foram construídas por gregos, na tentativa de helenizar a região. Sofreram, entretanto, grande oposição dos judeus, principalmente da família macabéia.

Eis os nomes das dez cidades, segundo Plínio: Citópolis, Damasco, Rafana, Canata, Gerasa, Diom, Filadélfia, Hipos Gadara, Pela. Essa confederação desempenhou relevante papel na propagação da cultura helena no Oriente. O evangelho encontrou, também, fértil terreno em Decápolis.

Cada cidade possuía suas forças militares que, em tempo de crise, uniam-se às falanges romanas.

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

A oração que não foi respondida


Foi a mais terrível e chocante oração não-respondida da história da humanidade: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46).