Páginas

sábado, 13 de dezembro de 2014

Neemias: Como sair do anonimato? Capítulo 17


CAPÍTULO 17
OS ÚNICOS E VERDADEIROS VITORIOSOS

1. RELAÇÕES DE VITORIOSOS – “OS QUE”:
  • Retornaram com Zorobabel (12.1-26) e Esdras (Ed 8).
  • Retornaram do cativeiro (7.6-66);
  • Trabalharam na reconstrução (3.1-32);
  • Retornaram com Esdras (8.1-36);
  • Serviram como obreiros local (8.4);
  • Ensinavam e explicavam a Lei para o povo (8.7; 9.4-5);
  • Firmaram o concerto (10.1-28);
  • Habitavam em Jerusalém e em toda Judá (11.1-36);
  • Participaram da dedicação dos muros (12.31-42).

2. RELAÇÃO DE DERROTADOS – “OS QUE”:
  • Casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10.18-44);
  • Profanaram o sábado através do comércio e trabalho;
  • Que acobertaram os opositores e concederam-lhes privilégios.

3. NEEMIAS E OS GRANDE VULTOS BÍBLICOS:
Neemias, o líder que mudou a história de Israel e um dos maiores da história sagrada. De copeiro do rei a governador de Jerusalém, em curto espaço de tempo saiu do anonimato e se tornou um grande exemplo para a igreja. A integridade foi uma das principais características de sua vida.

Neemias, exemplo de lealdade, agiu como um verdadeiro líder guiado e orientado por Deus. Não mediu esforços para que os judeus conhecessem e se mantivessem íntegros. As suas atitudes (13.25) não o qualificava como extremista, muito pelo contrário, foi zeloso durante a sua estadia em Jerusalém. Entendeu que aquele povo necessitava de ajuda e que era ele o preparado para esta missão.

“Mui zeloso pela lei foi Neemias”, lutou contra o mal, atrapalhou os planos dos impiedosos, que impediram a reconstrução espiritual do povo. Levantou o muro, as portas, foi um trabalhador incansável, exemplo para muitos, defensor da justiça, honesto, integro, piedoso e convicto. Quem foi capaz de mudar sua opinião ou pensamento durante a sua administração? Este homem duro, sério e corajoso, se derramava diante de Deus em clamor por todos (1.4-11).

Copeiro do rei Artaxerxes, abriu mão de todas as vantagens que o cargo lhe oferecia e atendeu ao chamado de Deus para a sua vida. Distante da cidade sim, mas não da história de seus antepassados e de Deus. Ao ouvir a noticia sobre a situação da cidade, em vez de se lamentar, clamou a Deus pela mudança. Renunciou a tudo e após uma longa viagem deu inicio aos trabalhos e durante o progresso da reconstrução Deus foi, aos poucos, lhe revelando qual realmente seria a sua missão naquele lugar.

Eram dias de crise moral, espiritual, econômica e política, portanto a responsabilidade seria grande. Muitos, nomeados anteriores, tentaram, mas faltaram a eles a capacitação, que Deus daria no momento certo e para a pessoa correta, por isto que o trabalho de Neemias deu resultado, caso contrário estaria fadado ao fracasso como os anteriores. A exigência para a obra de Deus, na igreja, também são as mesmas. Chamada com capacitação.

Talvez Hanani, o porta voz, que levou as notícias a Neemias, tenha recebido de Deus esta incumbência. Sua missão especifica e direta, seria abalar os fundamentos do futuro líder, que estava por enquanto no anonimato. Certamente a vida dele não foi a mesma depois daquela conversa.

Em nenhum momento Neemias foi conivente com o pecado do povo, ele não se conformou com a situação que encontrou logo em sua chegada. Não era somente a miséria material que estava visível, havia algo mais por trás de tudo. Sempre denunciou os desmandos e desvios, combateu de frente os que estavam prejudicando a sua missão e não temeu as represálias.

Neemias sempre se portou como um verdadeiro líder preocupado com a situação espiritual do povo. Não se aproveitou da posição como os governadores anteriores, mas foi exemplo em tudo.

O que impediu Neemias de retornar para Susã, logo na sua chegada? Que visão caótica ele teve? O que motivou a sua permanência naquela cidade semi destruída?  Observou os prós e contra do seu projeto e somente depois de um profundo estudo é que decidiu revelar seu intento (2.17-18).

Neemias administrou todos os recursos disponíveis com honestidade, transparência e sabedoria (5.9-12). Desta forma ele não encontrou dificuldades para atingir seus objetivos.

Soube trabalhar o emocional do povo, motivando-os para o trabalho, não procurou logo de principio exercer o seu poder de governador, mas sim exerceu a sua autoridade, pois sabia que o trabalho seria árduo e necessitaria da ajuda de todos.

A sua administração foi correta e a sua liderança sobre o povo, que outrora desanimado, foi reconhecida, pois todas as vezes que ele conclamou o povo ao trabalho eles obedeceram.

O viver de Neemias e a sua conduta não poderiam, em nenhum momento, serem questionados pelos judeus ou até mesmo pelos opositores. Isto era o mínimo que o cargo exigia e ele se mostrou como um verdadeiro líder, vivendo o que sempre pregou, sendo exemplo para que todos se mantivessem fiéis e íntegros diante de Deus.

Mesmo os seus inimigos não conseguiram desvirtuar o seu objetivo e manchar o seu caráter. Desde o inicio compreendeu que as falsas acusações e os comentários maliciosos eram frutos da inveja e buscou em Deus forças para contemplar o resultado de sua fé e trabalho.

No término da reconstrução do muro e das portas se deparou com as condições espirituais do povo. Sentiu a necessidade da restauração urgente.



a) Neemias x rainha Ester:
De uma hora para outra o trono foi tirado da rainha Vasti (Et 1.19), pois ela se recusou comparecer diante dos convidados do rei Assuero. Uma oportunidade surgiu para as moças do reino que poderiam se beneficiar pela vacância daquele cargo.

Dois vultos importantíssimos no plano de Deus saíram do anonimato justamente em um momento calamitoso, mas tudo isto não impediu que Neemias e Ester, igualmente, trabalhassem em favor dos judeus, demonstrando todo o amor e zelo pelo povo e história dos antepassados (Ne 2.10b; Et 7.3). A cidade semi destruída, sem perspectiva e aquela tragédia pessoal na vida da destituída rainha foram os cartões de apresentação destes dois grandes servos de Deus.

Neemias poderia ter ficado com seu trabalho secular, com as vantagens e Ester, já direcionada ao trono poderia somente ter se preocupado com sua família, seus interesses pessoais, vaidade, mas o primeiro preferiu a viagem longa e cansativa, enfrentou os opositores, mentiras, ameaças, reclamações e erros do povo, enquanto que a segunda arriscou a própria vida para salvar boa parte da nação de um trágico fim.

b) Neemias x Davi:
Uma grande festa foi preparada para receber o profeta (I Sm 16.5-13). A ocasião pedia, tanto que todos os filhos se reuniram junto ao pai, exceto um (I Sm 16.11). Onde ele estava? Porque não estava presente? A obrigação falou mais alto?

Como o profeta Samuel poderia resignar-se ante a determinação de Deus em ungir um entre aqueles filhos de Jessé presentes? O que lhe impediu de não escolher o primeiro? Ou o mais formoso ou o forte? Porque perguntou se havia acabado os mancebos? Não estavam todos ali à sua frente? Sentiu de Deus em fazer esta pergunta? Entre todos os que se apresentaram diante do profeta nenhum deles preencheu os requisitos pré determinados.

Deus achou graça justamente no menor dos filhos de Jessé, isto surpreendeu a muitos, pois era evidente que ele não era assim tão considerado entre os seus irmãos.

O caráter reto e integro de Davi foi visto em sua vida, pois mesmo ungido não desejou assumir o trono antes do momento exato, inclusive poupou por várias vezes a vida de seu rei (I Sm 24.10; 26.1-25).

Um homem ousado, dirigido por Deus em suas ações, alargou as fronteiras de Israel e estabeleceu o respeito aos seus vizinhos, mas tudo isto não impediu de cometer alguns erros, adultério e decreto de morte (II Sm 11.4-15) o recenseamento de Israel (I Cr 21.1-8). No caso dos pães da proposição (I Sm 21.1-6), tomou esta decisão não porque foi influenciado pelos seus soldados, mas sim porque sentiu de Deus a necessidade. Se tivesse partido de seus exército, aquela idéia, certamente ele recusaria, assim como Neemias quando foi orientado a esconder-se no Templo para preservar sua vida (6.10)

Neemias foi induzido a se esconder no Templo para preservar sua vida (Ne 6.10), mas ele recusou. Davi foi até ao sacerdote Aimeleque e mentindo pediu pão, mas somente tinha pão da proposição, o qual não era digno de ser comido (I Sm 21.1-6), mas resolveu por conta própria arriscar para saciar a fome de seus valentes. Erro consciente. Se alguns dos jovens tivesse dado a idéia para Davi dizendo: “Vá, rei, e MINTA para o sacerdote e pegue os pães da proposição, dos quais não somos e traga para nós”. Certamente Davi não iria, porque existe uma grande diferença entre errar por contra própria (como Davi errou) e errar por influência (como Neemias erraria se entrasse no Templo). Pior seria se Davi tivesse recebido uma profecia como Neemias (Eis, servo meu, a ti te digo: Entre no tabernáculo, meu servo te espera, peça os pães da proposição, porque te abro esta porta. Coma, porque longa será sua jornada). Vou nada, profecia que contraria a Palavra de Deus, é pão sagrado. No caso de Neemias ele se esconderia em um local que não era permitido a entrada para este fim?

c) Neemias x Paulo:
Neemias esteve por três dias, após a sua chegada, somente observando a cidade, procurando o fio da meada, imaginando por onde iniciaria o seu projeto. Em segredo, sem revelar seu projeto a ninguém, da mesma forma como Paulo, após se levantar, esteve por três dias sem comer e beber (At 9.9), somente observando, refletindo sobre a sua vida e principalmente aguardando a visita de Jesus, para dar-lhe as coordenadas, pois ele não sabia por onde começar.

d) Como não incluir Neemias nesta relação!
  • Abraão (Tg 2.23);
  • Moisés (Dt 34.3);
  • Davi (I Sm 13.14);
  • Paulo (At 28.31).
Neste quarteto é possível sim incluirmos Neemias (Ne 1.4-11; 2.20; 4.4; 5.14; 6.11; 6.15; 12.31; 13.9; 13.10;11;17;23;25;28);

4. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • Foram 4 meses de oração para sair do anonimato. O mundo então conheceu Neemias;
  • Existe momentos na vida que é melhor dizermos a verdade, não esconder nada. Se Hanani não tivesse relatado a situação da cidade e do povo, certamente Neemias não teria ido para a oração e tampouco sairia do anonimato, bem diferente da declaração da viúva (II Re 4.26);
  • Será que tomaríamos a mesma atitude se víssemos alguém profanando ou tirando proveito na casa de Deus? Começaríamos com educação, mas depois seriamos mais duros;
  • Havia necessidade de Deus trazer um homem de tão longe? Um que não tinha experiência em administração, política, diplomacia. Em Jerusalém havia homens e muitos, somente não víamos a coragem e capacitação na vida deles;
  • Neemias foi corajoso, integro e ganhou a confiança do povo, assim como aconteceu com os nossos dois missionários primeiros, Daniel e Gunnar, que coragem? Dos que saíram com eles e deles próprios? Faríamos isto hoje? Acompanharíamos dois recém chegados, que pregassem algo diferente, largaríamos tudo para segui-los?
  • Quando Neemias chegou em Jerusalém disse: “é nesta cidade que eu vou trabalhar”, da mesma forma quando encontramos uma pessoa com a vida destruída, problemática, cheio de vícios e oramos a Deus pedindo pela salvação. “É esta vida que Deus vai transformar”;
  • Era importante para Samaria que Jerusalém continuasse daquela forma, assim como é desejo do inimigo que o homem continue destruído, nos vícios e longe de Deus;
  • A primeira barreira para os inimigos transporem em Jerusalém era o muro. Passando pela muralha chegariam ao Templo. O mesmo acontece com a nossa vida, pois a primeira oferta do inimigo não é espiritual, mas sim é para o nosso corpo (I Co 6.19), ele ataca primeiro o corpo, depois os nossos sentidos. Tenho visão de Deus (visão), ouço a Palavra (audição), discirno a origem dos acontecimentos e dos espíritos (paladar), manuseio a Palavra como bom obreiro (tato) e sinto o aroma agradável da presença de Deus (olfato);
  • Uma catástrofe na vida da rainha Vasti proporcionou uma grande e única oportunidade para a judia Ester. De uma hora para a outra a vida de Ester mudou (oportunidade após uma tragédia), da mesma forma que a de Neemias também. Os dois aprenderam muito, apanharam no inicio, mas no final atingiram os seus objetivos;
  • Davi adquiriu experiência e conhecimento para reinar sobre todo o Israel no momento da perseguição de Saul, pois não tocava no ungido de Deus, sofreu com a espada, com a lança que empurrava cada vez mais pela frente;
  • Davi não foi convidado para a festa da unção (este foi o primeiro “esqueceram de mim”);
  • Davi não tomou o trono porque respeitava a posição de Saul, somente não respeitou Bate-Seba e seu marido;
  • Neemias enfrentou a oposição quando declarou o seu projeto (2.18-19) e estava de posse das cartas do rei, da mesma forma que Davi, após a sua unção, se apresentou para lutar contra o gigante Golias, enfrentando logo de cara a oposição (I Sm 17.28) de seu irmão Eliabe (o primeiro que havia se decepcionado na festa da unção).
5. PÉROLAS
  • As lamentações de Neemias não ficaram apenas no papel;
  • Neemias: Pela fé, negou ser chamado copeiro do rei;
  • Jerusalém, terra de ninguém;
  • A luta de Neemias foi contra a carne, sangue ou apatia?
  • Pobreza interna e a zombaria externa, grandes problemas;
  • As observações noturnas revelaram muito mais que as diurnas;
  • Campanha: 12 portas abertas em Jerusalém?
  • Portas abertas de Jerusalém, para justiça? Para comércio? Ou para segurança?
  • É mais fácil aprender com as portas ou com os ferrolhos?
  • Portas abertas? Elas estão queimadas, não se enganem!
  • O vai e vem da oposição. Era uma obra ou guerra?
  • Neemias – líder do governo. Sambalate – líder da oposição;
  • Vamos ao vale? Não tenho tempo. Vamos ao templo? Não sou sacerdote;
  • Oração e ensino. Emoção e movimento. Entendimento e avivamento;
  • A leitura da Lei resgatou o esquecido, a própria língua, o hebraico, que era escrito, mas não era falado. A Babilônia tirou muito dos judeus em pouco tempo;
  • E disse Neemias: “Siga-me os bons”!
  • Ao final da obra, alguns disseram: “Esta sim é Jerusalém que conhecemos”;
  • O segundo estado da cidade foi muito melhor que o primeiro;
  • Todo sacerdote é levita? Filho de peixe, peixinho é;
  • Será que os desinteressados nunca disseram: “Não queria ter nascido nesta tribo, não queria ter nascido levita”;
  • Os Levitas não tinham herança material;
  • Levitas sem ministério atuante – revolta à vista;
  • O gato saiu e o rato fez a festa. Neemias retornou para Susã ao final da obra. O mal alojou no fruto do trabalho, o Templo. Tobias não tinha vergonha na cara? Depois de tudo o que ele havia feito;
  • Agora o segundo estado da cidade estava pior que o primeiro;
  • Inimigo no templo e sacerdotes nas ruas. Templo não é lugar para amonita e moabita;
  • Não ajudaram no passado porque tiveram privilégios?
  • Uma ação (Eliasibe) provocou a reação (Neemias);
  • Sábado, a primeira criação. Domingo, a nova criação;
  • Sábado, fim de uma semana de trabalho. Domingo, inicio de uma semana abençoada. Jesus é o Senhor de todos os dias;
  • Situação dos judeus: Pureza tribal – fácil? Pureza da nação – difícil? Pureza espiritual – impossível?
  • Jugo desigual é sinal de infidelidade à vista. É o oposto da harmonia;
  • Segundo Levíticos 18.22, é bom que o homem esteja só, somente neste caso;
  • “Mui zeloso pela lei” foi Neemias;
  • Oportunidades surgem após grandes tragédias: Uma cidade destruída e um líder levantado. Uma rainha destronada e uma judia escolhida; Os filhos de Jessé decepcionados na festa e um rei ungido e escolhido;
  • Quatro meses de oração e cinqüenta e dois dias de trabalho pesado;
  • Neemias estava distante de Jerusalém, mas não de Deus.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BARBOSA, Francisco. Quando a crise mostra a tua face. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/09/4-trimestre-2011-licao-1-quando-crise.html. Acesso em 27 set. 2011.

BARBOSA, Francisco A. Liderança em tempos de crise. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/10/4-trimestre-2011-licao-2-lideranca-em.html. Acesso em 04 out.  2011.

BARBOSA, Francisco A. Aprendendo com as portas de Jerusalém. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/10/4-trimestre-2011-licao-3-aprendendo-com.html. Acesso em 04 out. 2011.

BARBOSA, Francisco A. A conspiração dos inimigos contra Neemias.  Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/10/4-trimestre-2011-licao-5-conspiracao.html. Acesso em 25 out.2011.

BARBOSA, Francisco A. Neemias lidera um genuíno avivamento. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/11/4-trimestre-2011-licao-6-neemias-lidera.html. Acesso em 03 de nov. 2011.

BARBOSA, Francisco A. Arrependimento, a base para o concerto. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/11/4-trimestre-2011-licao-7-arrependimento.html. Acesso em 09 de nov. 2011.

BARBOSA, Francisco A. A organização do serviço religioso. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/11/4-trimestre-2011-licao-9-organizacao-do.html. . Acesso em 24 de nov. 2011.


BARBOSA, Francisco A. O exercício ministerial na casa do Senhor. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/11/licao-10-o-exercicio-ministerial-na.html. Acesso em 01 de dez. 2011.

BARBOSA, Francisco A. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/12/licao-11-o-dia-de-adoracao-e-servico.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

BARBOSA, Francisco A. As conseqüências do jugo desigual. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/12/licao-12-as-consequencias-do-jugo.html. Acesso em 14 de dez. 2011.

BARBOSA, Francisco A. A integridade de um lider. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/12/licao-13-integridade-de-um-lider.html. Acesso em 21 de dez. 2011.

BARBOSA, José A. Quando a crise mostra a tua face. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/09/licao-01.html. Acesso em 26 set. 2011. Acesso em 19 set. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. Liderança em tempos de crise. Disponível em:. Acesso em 26 set. 2011. http://subsidioebd.blogspot.com/2011/10/licao-02.html. Acesso em 04 out. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. Aprendendo com as portas de Jerusalém. Disponível em:. Acesso em 26 set. 2011. http://subsidioebd.blogspot.com/2011/10/licao-03.html. Acesso em 10 out. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. Como enfrentar a oposição à obra de Deus. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/10/licao-04.html. Acesso em 18 out. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. A conspiração dos inimigos contra Neemias. Disponível em:. http://subsidioebd.blogspot.com/2011/10/licao-05.html. Acesso em 25 out. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. Neemias lidera um genuíno avivamento. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/10/licao-06.html. Acesso em 03 de nov. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. Arrependimento, a base para o concerto. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/11/licao-07.html. Acesso em 09 de nov. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. A organização do serviço religioso.  Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/11/licao-09.html. Acesso em .24 de nov. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. O exercício ministerial na casa do Senhor.  Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/11/licao-10.html. Acesso em 01 dez. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. O dia de adoração e serviço a Deus.  Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/12/licao-11.html. Acesso em 07 dez. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. As conseqüências do jugo desigual. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/12/licao-12_11.html. Acesso em 14 dez. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. A integridade de um lider. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/12/licao-13.html.  Acesso em 21 de dez. 2011.. 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A organização do serviço religioso. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2011/11/4-trimestre-de-2011-licao-n-09-27112011.html. Acesso em 24 de nov. 2011.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2011/12/4-trimestre-de-2011-licao-n-11-111211-o.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. As conseqüências do jugo desigual. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2011_12_14_archive.html. Acesso em 14 de dez. 2011. ARRUMAR REFERNCIA LIÇÃO 12

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A integridade de um lider. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2011/12/4-trimestre-de-2011-licao-n-13-25122011.html. Acesso em 21 de dez. 2011.

COSTA JÚNIOR, José. O exercício ministerial na casa do Senhor. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com/2011_11_01_archive.html#72
719471483 68525281. Acesso em 25 de nov. 2011.

GABY, Wagner. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2011

GERMANO, Altair. O exercício ministerial na casa do Senhor. Disponível em: http://www.altairgermano.net/2011/11/o-exercicio-ministerial-na-casa-do.html

HENRIQUE, Luiz. Organização, louvor, 1pte lição 9, 4tr11; 2pte; 3pte; 4pte; 5pte. Disponível em: http://www.youtube.com/user/Henriquelhas. Acesso em 24 de nov. 2011.

HENRIQUE, Luiz. O exercício ministerial na casa do Senhor 1pte lição 10, 4tr11; 2pte; 3pte; 4pte; 5pte. Disponível em: http://www.youtube.com/user/Henriquelhas. Acesso em 01 dez. 2011.

JESUS, Isaías de. Arrependimento, a base para o concerto. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com/2011_11_01_archive.html#4213044883120450998. Acesso em 10 de nov. 2011.

JESUS, Isaías de. A organização do serviço religioso. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com/2011_11_01_archive.html#4106972254147165580. Acesso em 25 de nov. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Quando a crise mostra a tua face. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/09/aula-01-quando-crise-mostra-sua-face.html. Acesso em 26 set. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Liderança em tempos de crise. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/10/aula-02-lideranca-em-tempos-de-crise.html. Acesso em 03 out. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Aprendendo com as portas de Jerusalém. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/10/aula-03-aprendendo-com-as-portas-de.html. Acesso em 10 out. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Como enfrentar a oposição à obra de Deus. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/10/aula-04-como-enfrentar-oposicao-obra-de.html. Acesso em 17 out. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A conspiração dos inimigos contra Neemias. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/10/aula-05-conspiracao-dos-inimigos-contra.html

LOURENÇO, Luciano de Paula. Neemias lidera um genuíno avivamento. Disponível em:

LOURENÇO, Luciano de Paula. Arrependimento, a base para o concerto. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/11/aula-07-arrependimento-base-do-concerto.html. Acesso em 09 de nov. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Neemias lidera um genuíno avivamento. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2011/10/aula-06-neemias-lidera-um-genuino.html, Acesso em 02 de nov. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A organização do serviço religioso.  Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/11/aula-09-organizacao-do-servico.html. Acesso em 24 de nov. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O exercício ministerial na casa do Senhor.   Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/11/aula-10-o-exercicio-ministerial-na-casa.html. Acesso em 30 de nov. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O dia de adoração e serviço a Deus.   Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/12/aula-11-o-dia-de-adoracao-e-servico.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. As conseqüências do jugo desigual.   Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/12/aula-12-as-consequencias-do-jugo.html. Acesso em 14 de dez. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A integridade de um lider.   Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/12/aula-13-integridade-de-um-lider.html. Acesso em 20 de dez. 2011.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Arrependimento, a base para o concerto. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 10 de nov. 2011.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. A organização do serviço religioso. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 24 de nov. 2011.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 07 de dez. 2011.

ZIBORDI, Ciro. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://cirozibordi.blogspot.com/2011/12/o-dia-de-adoracao-e-servico-deus.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Neemias: como sair do anonimato. Capítulo 16 - slides





Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Neemias: como sair do anonimato. Capítulo 16


CAPÍTULO 16
MISSÃO, OBJETIVOS, META E OPOSIÇÃO

1) A MISSÃO:
a) 1ª Fase – reconstrução do muro e portas:
Tudo começou com uma simples pergunta (1.2). Porque demonstrou tanta preocupação com os judeus e Jerusalém? Distante cerca de 1600 km, alheio aos problemas da cidade e do povo, até então, não teria necessidade de flagelo pela situação deles. Afinal, deveria existir homens naquela cidade? Autoridades? Crentes? Fieis?

Sempre teve boas intenções e demonstrou querer bem aos judeus, por isto logo de início foi sabatinado pela comissão de boas vindas (2.10). Este foi o empurrão que precisava. Resolveu de vez colocar em prática o que Deus havia colocado em seu coração ainda em Susã.

Foi acusado de rebelião (2.19), mas naquele momento ele nos ensinou como nos portar diante da oposição (2.20). Declarou em alta voz a sua vitória e proferiu a sentença de seus, já declarados publicamente, inimigos. Eles não teriam memória em Jerusalém e realmente não tiveram, pois em nenhum momento, tanto ele quanto Esdras, se preocuparam em relacionar o nome dos três em algumas de suas inúmeras relações, a não ser que tivessem algo mais ou menos parecido com isto: “relação dos inimigos que perturbaram a ordem de Jerusalém durante a reconstrução, a saber: Tobias, Sambalate e Gésem”.

Quando Neemias contemplou a reconstrução a pleno vapor, iniciando-se pela porta das ovelhas (3.1), talvez ele tenha se imaginado um verdadeiro líder, influente, quem sabe neste momento ele não tenha entendido que a sua missão era somente aquela, ser um mestre de obras e pronto.

Mas durante a trajetória da reconstrução foi se revelando um verdadeiro pastor, zeloso pelas ovelhas e pela cidade e que acima de tudo não fazia nada para a sua promoção ou bel prazer:
  • Respondeu a alturas as provocações dos inimigos (4.4-5);
  • Resolveu a problemática do povo com sabedoria e lisura (5.14-16);
  • Disse não as ofertas e convocações dos opositores (6.1-5);
  • Não deixou nascer no coração a semente, que foi semeada pelos inimigos, quando lhe acusaram do desejo de se tornar rei (6.6). Pura  invenção do coração dos inimigos e não estava no dele;
  • Com sabedoria não se refugiou no Templo. Tinha autoridade para a reconstrução, mas não tinha para aquilo a que estava sendo forçado a fazer (6.12).
Com tudo isto Neemias ganhou a confiança do povo e terminaram a obra após longos 52 dias de trabalhos (6.15). Aquela visão atemorizou os inimigos, que reconheceram que tudo havia sido obra das mãos de Deus. Ora quem mais poderia ter feito tudo aquilo nos corações dos judeus?

Talvez Neemias tenha recebido uma pequena carta para marcar a sua despedida:

“Neemias, já providenciamos a baixa de sua CTPS, pois a sua missão foi cumprida. Você é um homem de palavra e se portou como um digno servo de Deus. Retorne em paz para Susã. Toda Jerusalém lhe é grata”. Assinado: povo de Jerusalém.

b) 2ª fase – resgate do Ministério:
Após o termino daquela grande obra, Neemias estava livre de qualquer obrigação, poderia ir embora, mas resolveu ficar por alguns dias, por quê? Diante do muro ele olhou para trás e viu um povo, desgarrado, sem pastor, distante de Deus, totalmente descrentes e entendeu que sua missão não era somente material, tinha mais por fazer naquela cidade. E diga-se, de passagem, ele tinha condições para dar continuidade.

Ele estabeleceu porteiros, cantores e levitas, pois já estava preocupado com o ministério deles (7.1). Orientou quanto ao fechamento das portas durante a noite e a abertura ao amanhecer, daqui para frente teriam regras (7.3).

Fez uma justa homenagem genealógica aos que subiram ao cativeiro e aos que retornaram. Foram 42.360 pessoas, mais servos e servas, quase 50.000, abnegados e vitoriosos, que acataram a ordem do retorno e que acreditaram na proposta de Neemias (7.66). Esta foi uma forma bonita e singela de demonstrar sua gratidão.

Quando o povo implorou pela leitura da Lei (8.1), muitos obreiros foram resgatados e colocados a retaguarda de Esdras (8.4) e todos os levitas se misturaram ao povo para ensinarem e explicarem o sentido daquelas palavras que estavam ouvindo.

Ao final desta grande festa, Neemias deve ter recebido um bilhete no qual leu:

“Neemias, o muro e Templo estão reconstruídos, as portas levantadas, os obreiros resgatados e encaminhados para os seus setores de trabalhos. Retorne em paz para Susã, para os seus afazeres. Obrigado, bom homem de Deus”. Assinado: ministério local.

c) 3ª fase – resgate do fervor religioso do povo:
Realmente Neemias poderia ter ido embora ao final da 1ª fase, mas ele entendeu que não era somente o muro o grande problema de Jerusalém. Ao final da 2ª fase, aconteceu o mesmo, pois de que adiantaria a cidade cercada, em segurança, os obreiros animados a seus postos, mas se o povo continuava disperso, desatento, desinteressado e incrédulo.

O resgate do fervor religioso do povo, na verdade, foi a mola propulsora para que os sacerdotes e levitas recobrassem os seus ânimos, pois no momento em que imploraram pela leitura da Lei, alguns dos responsáveis por este trabalho se apresentaram para atenderem ao pedido dos judeus (8.4). Isto reavivou os dois lados naquele dia, tanto o povo quanto os sacerdotes e levitas (8.9-12).

Hoje, não seria necessário todo este desprendimento, pois todos possuem as suas Bíblias, seja qual modelo e versão for, e todos conhecem o seu próprio idioma, o velho e bom português, mas a diferença é gritante quando observamos a sede demonstrada, naquele dias, pelos judeus, justamente o que não é visto nos dias de hoje.

Após o momento de exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) restava somente ao povo um caminho a trilhar, o concerto, é claro, antecedido pelo arrependimento e confissão dos pecados (9.1-2).

A assinatura ao final, de todos (9.38), dava a Neemias a garantia de que permaneceriam na obediência e temor. Então ele poderia ir embora, pois realmente a sua missão havia chegado ao fim. Talvez ele tenha recebido outro bilhete:

“Obrigado, Neemias por tudo! Você nos ajudou muito e Deus seja louvado pela sua vida. Daqui para frente nos estaremos constantemente nos dedicando as coisas de Deus no temor e tremor”. Assinado: crentes de Jerusalém.

d) 4ª fase – a grande festa comemorarem a obra de Deus:
Neemias poderia ter ido embora ao final da 3ª fase, pois os sacerdotes e levitas, reintegrados cada um ao seu posto, dariam continuidade a obra, mas creio que ele deve ter visto tudo aquilo e imaginado que faltava algo para marcar definitivamente, não somente eles, mas todas as gerações que se seguiriam após.

Uma grande comoção na cidade, santa convocação, todos foram reunidos, povo, sacerdotes e principalmente os levitas (12.27), pois seriam os responsáveis pela administração da festa.

Que grande alegria (12.43), que foi ouvida ao longe, os vizinhos idólatras admirando e os inimigos temendo. A fortaleza foi reerguida e os judeus orgulhosamente diziam: “Contemplem a nossa riqueza reconstruída (Ed 6.15 e Ne 6.15), ai mesmo do lado de fora, pois agora estamos protegidos. Pelo muro e portas? Não, pela nossa fé em Deus que foi restaurada”.

Todos participaram, ninguém ficou em suas casas, também como poderiam diante de tanta alegria. Se fosse hoje, certamente alguns assistiriam confortavelmente em suas residências, por transmissão via satélite, tv paga, internet, 3G, Wi-fi, ou por telões, data-show. Certamente o público alcançado seria maior e todos os judeus espalhados pelo mundo se regozijariam. Quantas caravanas não chegariam à cidade nos dias posteriores. O próximo resgate poderia ser o comercial e turístico.

Que festa grandiosa e inesquecível, com frutos duradouros. O que poderia abalar a estrutura do povo?

O serviço no Templo restaurado, sacerdotes e levitas trabalhando com alegria e o povo servindo a Deus no temor. Não tinha mais o que ser feito naquela cidade. Neemias não era um conquistador como Davi (II Sm 7.9), tampouco diplomata como Salomão (I Re 3.1; 5.1; 10.1), então a sua missão terminava naquele momento. A festa de dedicação dos muros serviu também como despedida para aquele bom homem. Quem sabe ao final da comemoração ele tenha recebido uma placa comemorativa:

“Neemias, servo do Deus altíssimo. Toda Jerusalém é grata pelos seus serviços. Deus seja louvado e lhe guarde na volta para Susã”. Assinado: todos de Jerusalém.

e) 5ª Fase – o retorno: a missão:
Depois de alguns dias em Susã, Neemias renovou sua licença e retornou a Jerusalém, mas por qual motivo? Será que novamente foi avisado da situação da cidade? Outra vez recebeu a notícia de que estavam em miséria e desprezo? Pelo menos não tinha diferença entre o primeiro estado e o atual. Ou simplesmente os 12 anos de serviços lhe bateram no coração como saudade. O desejo de rever a cidade de seus antepassados.

O que imaginava durante a volta? A cidade ainda estaria respirando os ares do avivamento? Estariam ainda se deliciando com o fruto do concerto? Ou a corrupção já teria batido nas portas de Jerusalém?

Primeira impressão é a que NÃO fica, prova disto foi a situação em que ele encontrou a cidade antes da reconstrução, mudou completamente. Agora não seria diferente.

Logo de início contemplou o mal no aparentamento do sacerdote Eliasibe a Tobias (13.4) e do neto do sumo sacerdote a Sambalate (13.28). Mais uma volta pela cidade e descobriu que Tobias fora agraciado com uma câmara no Templo (13.7). Esta foi a gota d’água. Entraria em ação o velho e bom Neemias do passado. A sua indignação com tal permissão foi pública e notória e de propósito (13.8), pois todos deveriam compreender o mal que haviam permitido em Jerusalém. A ele pouco importava a reação do interessado e muito menos de seus aliados.

Ordenou a purificação da câmara para o restabelecimento de suas funções anteriores (13.9), pois era o local destinado a guarda dos utensílios, ofertas de manjares e incenso.

Chamou de volta os levitas e lhes assegurou o sustento, pois com a presença do intruso no Templo as ofertas e arrecadação havia caído e desta forma o sustento dos levitas foi prejudicado, por isto voltaram para as terra, roças (o lugar deles não era este). Neemias organizou novamente aquela câmara, nomeou tesoureiros, pois a os dízimos e ofertas voltaram (13.12).

O Templo já estava purificado, então Neemias resolveu dar outra volta na cidade e contemplou o trabalho e o comércio no dia em que deveriam estar na presença de Deus (13.17). Ao contender com os magistrados sobre esta permissão ele revelou aquele que foi um dos motivos do exílio. Corriam perigo novamente.

Com os mercadores bastou apenas uma atitude e uma palavra. Fechou as portas no por do sol do dia sagrado e deu o ultimato a eles (13.21). Depois disto nunca mais vieram ao sábado.

Mas agora vem a parte cruel, quando contemplou algumas mulheres diferentes, com seus filhos falando outra língua (a língua da mistura), que decepção (13.23-24). Contender com eles seria pouco, por isto, amaldiçoou, espancou alguns, talvez os que resistiram as suas palavras, arrancou alguns cabelos, deles, e os fez jurar que não mais cometeriam tal torpeza. Ai de quem não jurasse.

Teve um que chegou depois, bem quietinho, afinal era o neto do sumo sacerdote, deveria ser respeitado por isto? A esposa dele era uma horonita, filha de Sambalate, o mesmo que fez de tudo para impedir a reconstrução dos judeus. A este jovem, neto do sumo sacerdote, Neemias disse apenas: “Suma da minha frente” (13.28).

Quando as duas autoridade de Jerusalém, Esdras e Neemias, souberam da mistura, tiveram reações bem diferentes (Ed 9.3-8; 10.2), mas todas foram necessárias.

Assim terminou Neemias, enfim, a sua missão, que não foi apenas material, tampouco se limitava ao resgate do povo, do ministério, dos serviços no Templo, mas sim foi bem mais profunda e serve de reflexão e lição para a igreja atual. A vigilância, o cuidado com o rebanho com as coisas de Deus e o zelo pela obra são importantíssimos no tocante ao progresso da obra.

Ao final do capítulo 13, Neemias então respirando o ar de satisfação, pois agora terminava sim a sua missão, ele não contemplou, pois não tinha placa alguma, mas um dia ele ouvirá, assim como muitos:

“Vinde, bendito de meu Pai e possui por herança o reino” (Mt 25.34). “Sobre o pouco foste fiel, então sobre o muito te colocarei" (cfe Lc 19.17).

2) OPOSIÇÃO:
a) Pessoal:
A oposição, no inicio parecia pessoal (2.10), já que Neemias havia vindo de uma terra distante e mesmo com as cartas do rei, que lhe garantia o trânsito e materiais, ele deve ter se sentido um peixe fora da água, ainda mais diante da cena grotesca que encontrou. Creio que a cidade estava da mesma forma que Nabucodonosor havia deixado, se não pior.

A oposição pessoal é até aceitável se imaginarmos que os homens da cidade pudessem se sentir ofendidos com a chegada dele. Que afronta? Seria o mesmo que dizer que não havia homens corajosos, trabalhadores para reerguerem a cidade.

b) Política:
Talvez a oposição tenha sido política, movida por meros frutos de interesses políticos (2.19). Sambalate, Tobias, Gesém, Jerusalém e Samaria. Quantos interesses envolvidos nesta história? Até de tentativa de conspiração contra o rei acusaram Neemias.

Duas cidades rivais historicamente (I Rs 12.19), dois interesses bem visíveis. Seria natural pensarmos assim, pois o desenrolar dos acontecimentos direcionavam para esta conclusão. Como Samaria ganharia com se a situação de Jerusalém não fosse reconstruída. Por outro lado a mudança afrontaria e traria a tona a rivalidade do passado.

Os opositores corriam contra o tempo, a todo custo era necessário impedir a reconstrução da cidade, a princesa das nações (Lm 1.1). Eles imaginavam a cidade reconstruída, um novo governador, opressão, exaltação e favorecimentos por parte do império.

c) Espiritual:
Aos poucos, o inimigo de nossas almas, começou a revelar a sua intenção nesta história. As zombarias, as tentativas de desanimarem o povo, as mentiras, foram instrumentos usados por ele para impedir a reconstrução da cidade e a sua posterior prosperidade. Não a material, mas a espiritual. Ele sabia que Jerusalém deveria estar preparada para receber o Messias, somente não sabia quando se daria tal evento, por isto deveria correr contra o tempo.

O maligno então tentou misturar os povos que eram impedidos de serem agregados à congregação de Israel, mas sempre bateu de frente com os vigilantes, enviados por Deus que denunciavam o erro (Ed 9.1-3; Ne 13.23), que percebia e desfazia as suas obras. A sua cartada final foi na ocasião da ameaça de morte que os opositores fizeram a Neemias (6.10-13), não contentes com isto, subornaram um pretenso profeta para que convencesse o grande líder a se refugiar no Templo, mesmo que ele não fosse autorizado ou que não possuísse autoridade para tal. Qual a intenção por trás desta trama? Neemias entraria no Templo, para se esconder e preservar a sua vida e todos os judeus o veriam, como um covarde, que pensavam somente me si mesmo, um profanador, fazendo uso de um edifício para o qual não estava autorizado.

Ele não poderia fazer isto, pois certamente os judeus o taxariam e os despediriam, mas porque não tiveram a mesma reação quando o sem vergonha do Tobias arrombou as portas para tomar uma das câmaras do Templo, como aceitariam isto.

3) OBJETIVO:
Neemias teve a sua missão, enfrentou a oposição, porque desde o inicio tinha um objetivo e uma meta. O seu objetivo, de início, ficou bem claro no momento em que chegou à cidade. Era reconstrução, somente isto. Teria muito trabalho. Queria colocar em ordem aquela cidade e para isto dependeria da ajuda dos judeus, haja vista, que seria impossível que fizesse todo o trabalho sozinho.

A reconstrução do muro e portas gerou necessidades urgente que foram percebidas por Neemias, pois disto dependia o sucesso de sua meta. A reconstrução material proporcionou o resgate da Lei e do ensino, dos levitas e sacerdotes, a alegria voltou a reinar na cidade juntamente com o temor a Deus.

4) METAS:
A sua meta era oferecer condições para que o maior símbolo religioso de Jerusalém, o Templo, fosse preservado, pois isto representaria a própria preservação da identidade religiosa de Israel. Vejamos:
  • Templo destruído – povo corrompido, desmotivado, humilhado e sem esperanças.
  • Templo reconstruído – a reconstrução se iniciou por ele, justamente para que quando o contemplassem pudessem exteriorizar todo o sentimento nacionalista e religioso.
A arca do concerto estava bem longe neste momento, local incerto, escondida, tomada, roubada, mas o importante era que o Templo estava reconstruído, justamente o local onde ela deveria repousar.

Que ensinamento podemos tirar desta historia? A arca era um símbolo, sim era, mas o Templo, bem diferente, era uma realidade presente na vida dos judeus. Eles deveriam se reportar a Deus naquele lugar, em vez de ficarem desfilando com a arca diante de seus inimigos para atemorizá-los.

Se aquele povo buscasse o Senhor de coração e se convertesse dos maus caminhos, então os olhos de Deus estariam naquele lugar e seus ouvidos atentos a toda oração que fizesse (II Cr 7.14-15).

Portanto era necessário que o muro fosse reconstruído, as portas levantadas, o povo e obreiros fossem restaurados, mas acima de tudo, o Templo, lugar onde seriam ouvidos por Deus, deveria estar ali, a disposição deles, TOTALMENTE PRESERVADO.

Neemias:
  • Chamada: preocupação com Jerusalém, povo e ministério;
  • Missão: reconstruir muro e portas;
  • Objetivos: solucionar todos os problemas que aparecessem em virtude da reconstrução;
  • Meta: preservar o maior símbolo da religião judaica – o Templo.
Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)