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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

As injustiças na vida de José e sua vitória


Recomendo a leitura deste texto
fonte: Os Patriarcas - coincidências ou repetições da história?


JOSÉ:
“EIS ME AQUI”
DEUS NUNCA FALOU COM ELE!
A grande verdade é que Jacó, assim como seu pai e avô, também enfrentou problemas familiares, pois não soube criar seus filhos, por isso Deus requisitou um, José, para prepará-lo para uma grande obra e para preservá-lo.
Deus tirou o filho de Jacó para cuidar dele pessoalmente, para ensiná-lo e prepará-lo para governar o Egito. Se continuasse no meio daquela família desestruturada, certamente, José seria um mero pastor de ovelhas envolvido em constantes conflitos familiares.
A prova de que Jacó não soube criar seus filhos foi justamente o fato de ter repetido os mesmos erros de seus antepassados, pois amou mais a José, despertando desta forma ciúmes e acirrando a rivalidade entre seus filhos. Ele não teria como disfarçar este sentimento, na verdade, não existe possibilidade do homem demonstrar atenção a um, sem provocar ciúmes em outros.
Somente Deus é capaz de atender necessitados, em particular, sem magoar os outros. Este sentimento humano é alimentado pelos nossos olhos, pois o ciúme nasce no momento em que enxergamos a atenção Divina sendo dispensados a outros. Isto soa como concessão de privilégios e não como socorro de Deus aos necessitados.
A história da família deste patriarca foi conturbada, uma vez que sempre ficou caracterizado a preferência de Jacó, que fez questão de conceder alguns privilégios a José, sem contar outros acontecimentos, que diferenciava o seu filho predileto:
  • Era o filho da velhice de Jacó;
  • Era filho da mulher que Jacó amava;
  • Ficava no conforto enquanto seus irmãos trabalhavam;
  • Recebia os melhores presentes;
  • Conhecia a vontade de Deus para a sua vida através da revelação recebida em seus sonhos;
  • Espiava seus irmãos no trabalho, mas não ficava entre eles.
José estava sempre ao lado de seu pai ouvindo suas histórias sobre as chamadas de seu avô e bisavô, Isaque e Abraão, respectivamente. Aprendia, servia e alegrava o velho coração de Jacó, enquanto seus irmãos pastoreavam o rebanho em terras distantes, talvez para ficarem alheios a diferenciação demonstrada pelo pai.
Todos os problemas de José foram com os seus dez irmãos mais velhos, já que o menor, Benjamim, não teria como reivindicar algo, pois era o último filho. O fato de contar os seus sonhos[1] e a preferência explícita de seu pai aumentavam ainda mais a rivalidade entre eles, que de tanto ciúmes não se sujeitavam a autoridade potencial e inevitável na vida do futuro patriarca.
De fato os irmãos de José não estavam errados, pois no contexto social e familiar os privilégios deveriam ser do primogênito e não de outros filhos. Isto somente seria possível por uma intervenção de Deus, uma inversão da ordem dos filhos[2].

OBEDECER SEM QUESTIONAR - “EIS ME AQUI”
Jacó enviou José para verificar a situação de seus irmãos, pois estavam distantes. O certo é que não precisavam pastorear tão longe, mas o que motivou este repentino afastamento? Falta de pasto ou o ciúmes e inveja? A preocupação do pai era a mesma com todos eles, apesar de deixar bem evidente a sua preferência.
José foi enviado para o lugar onde, supostamente, estavam seus irmãos, se ele não havia ido antes para ajudar no trabalho iria agora com outra missão, ver como estavam e voltaria para dar notícias ao seu pai.
Ver seus irmãos trabalhando seria uma forma de José aprender com eles, ou seja, ele veria como não deveria se portar, pois a visão que teve foi deplorável, assustadora, medonha, viu dez homens sentados, murmurando, reclamando da vida, arquitetando o mal. O fato de ter ido ao encontro deles foi justamente para ver, aprender e para ser diferente.
Mas se fosse ao contrário, se José estivesse pastoreando sozinho e se os irmãos fossem enviados para verificarem sua situação, eles iriam? Ou na metade do caminho voltariam com falsas noticias para Jacó? O mesmo aconteceu com Davi[3] que pastoreava o rebanho de seu pai enquanto seus irmãos aguardavam ansiosos pela unção que seria ministrada pelo profeta Samuel.
Eles largariam aquela festa para se preocuparem com o irmão? Nenhum deles mexeria uma única palha para mudarem a situação de Davi, muito menos os irmãos de José fariam algo por ele.
Isto prova que não são todos os que respondem “eis me aqui” quando são incumbidos de uma missão. Não restava outra resposta de José ao seu pai. Os que respondem prontamente são os que:
  • Estão constantemente na presença do pai;
  • Gostam de seus irmãos;
  • Tem interesses, objetivos e metas;
  • Não temem o perigo, as distâncias ou dificuldades.
José foi enviado como um cordeiro inocente para encontrar lobos famintos. Esta era a chance que eles tanto esperavam para resolverem as diferenças.
Jacó era conhecedor do plano que Deus tinha com sua família, por isso, zeloso, ordenou ao seu filho que fosse averiguar, espiar a situação de seus irmãos, mas não imaginava que ao pedir que voltasse logo, estaria na verdade se despedindo de seu filho, não era um até logo, mas sim um: “até daqui uns anos”.

COINCIDÊNCIAS OU REPETIÇÕES DA HISTÓRIA?
Abraão havia feito o mesmo com Isaque, quando o levou como um cordeiro para o sacrifício, acreditando que os dois voltariam sãos e salvos, da mesma forma, Jacó esperava o seu breve retorno. No seu entender Deus daria mais um livramento para seu filho, durante o cumprimento desta missão. Somente não esperava que fosse demorar.
José obedeceu prontamente as ordens do pai e foi ao encontro de seus irmãos, porém no meio do caminho se perdeu, mas como sempre acontece, nestas circunstâncias, ele foi auxiliado por um varão que lhe indicou o caminho correto.
A juventude e a inexperiência não foram obstáculos para impedirem que José contemplasse a intervenção Divina em sua vida. Aquele varão não era um qualquer, por isso ele creu em suas palavras e tomou a direção indicada. Em circunstâncias semelhantes aconselharíamos alguém a agir desta forma? Acreditamos no primeiro que aparece? Somos ensinados pela Palavra a vigiarmos e sermos prudentes, orarmos e buscarmos em Deus.
Aquele varão conhecia a intenção de José, sabia o seu destino e o desejo do teu coração, por isto jamais o deixaria perdido e fora do rumo.
Não precisava ter perguntado o motivo que levara José aquelas terras, mas era necessário que ele mesmo declarasse que ainda não havia desistido de sua missão. Encontrar seus irmãos ainda era o seu grande objetivo.
O varão lhe indicou o caminho correto, mas ao dizer que ouviu seus irmãos dizerem que iriam para Dotã, ele estava revelando a sua onisciência, onipresença e onipotência, ou seja, ele não disse que estava ao lado dos irmãos, disse simplesmente que ouviu. Não restava dúvida quanto a identidade do varão.
Da mesma forma como acontecera com seu pai, que um dia optou por um destino para fugir de seu tio Esaú, agora ele decidia acreditar, naquele varão, para se dirigir ao encontro de seus futuros algozes.
O seu bisavô Abraão também enfrentou o mesmo dilema quando escolheu o caminho para se separar de seu sobrinho. Pelos seus olhos optou pelo lado que lhe poderia oferecer a vitória, pois ele não estava preocupado com a continuidade de seu rebanho, mas sim com a sua descendência. José acreditou no varão, não duvidou e seguiu o caminho indicado. Ora se Deus houvera visitado os teus ascendentes no passado não teria o porquê de não visitá-lo também.
Seus irmãos o viram de longe e a princípio, pensaram em matá-lo, mas resolveram somente vendê-lo como escravo aos midianitas (descendentes do filho de Abraão e Quetura).
Mas antes de concretizarem a venda jogaram José em uma cova e deixaram-no, sem água, sem comida, humilhado, tiraram-lhe tudo, exceto a vida. Para completar a crueldade comeram ao lado da cova sem ao menos demonstrarem preocupação com ele. Cada um pegou as suas duas moedas de prata e livres de qualquer sentimento de culpa continuaram seus trabalhos, mas como usaram este dinheiro? Esconderam de Jacó? Rendeu algo? Prosperaram? Resolveram o problema ou criaram outro pior?
A túnica[4] manchada e rasgada apresentado ao pai, não atestava[5] a morte de José, apenas trazia sofrimento, angustia, saudades e dores para o pai.
Uma história semelhante a de Jó, inclusive no desfecho final, pois os dois alcançaram a vitória a partir do momento em que desviaram a atenção de suas respectivas situações para se preocuparem com os problemas de outros. O primeiro poderia ter se recusado a orar pelos seus amigos, enquanto que o segundo, um dia teve o poder e todos os motivos do mundo para se vingar de seus irmãos, porém os dois agiram de forma diferente da lógica humana.
Ser jogado na cova para ser vendido como um escravo, igualou José aos seus irmãos, e o desqualificou, tirou-lhe o valor, cultura, família, as prerrogativas de filho predileto e conforto que tinha na casa do pai.
José, da mesma forma como seu bisavô, Abraão, também teve perdas materiais no momento em que disse sim ao chamado:
  • Perdeu a sua túnica, presente de seu pai, que lhe foi tirada bruscamente pelos irmãos;
  • Perdeu a liberdade, pois foi jogado em uma cova e vendido como escravo;
  • Perdeu sua dignidade, honra, nome, passado e sonhos;
  • Foi acusado, sendo inocente, preso sem julgamento e ficou refém da ingratidão.
Este foi o momento de maior tristeza da vida de Jacó, pois ao ver as vestes ensangüentadas de seu filho julgava que nunca mais tornaria a vê-lo. Estava passando pela mesma situação de seu pai quando fugiu para Padã-Arã, ameaçado de morte por Esaú, ficando por muito tempo sem dar notícias a Isaque, porém entre estes episódios havia uma grande diferença, o segundo patriarca ainda alimentava esperanças de reencontrar um dia seu filho, o que seria seu sucessor na linhagem patriarcal, enquanto que Jacó estava diante da constatação da morte de José, que tanto amou.
Jacó, mesmo depois da trágica notícia, sabia que a história não terminaria ali, poderia até mesmo demorar, mas Deus honraria as promessas feitas. Não poderia ser aquilo um pagamento pelos seus erros e mentiras do passado? A sua consciência o acusava dia e noite. Assim como enganara seu pai, estava ele sendo enganado pelos seus próprios filhos.
Mas será que Jacó creu em toda a história contada pelos seus filhos? Era homem de oração, por isso deve ter buscado um refrigério para sua alma.
Imaginemos que ele não tivesse acreditado na história e começasse a interceder pelo filho todos os dias, pedindo a Deus que guardasse ou trouxesse de volta. Deus teria um argumento para sossegar o seu coração de pai. Não havia motivos para que o reencontro com José fosse antecipado, sendo que ele voltaria pobre, doente, sujo, sem autoridade nenhuma, os conflitos na família continuariam e até mesmo aumentariam. Não seria melhor esperar, para que ele voltasse rico, com poder e autoridade, cheio de vida e saúde? Jacó, espere mais um poucochinho de tempo.

JOSÉ: REINE SOBRE O EGITO E SOBRE OS SEUS IRMÃOS
Quantos pensamentos assolaram a mente de José durante a sua caminhada até ao Egito. Que reviravolta em sua vida! O que poderia fazer para mudar aquela situação? Jurar fidelidade a Deus, mudar sua conduta?
Era tarde demais para pensar em algo? Deveria aceitar a situação e permanecer como uma bênção durante o trajeto, já que não temos notícias de tentativa de fuga, rebelião, mesmo porque não teria condições físicas para tal.
Quando José chegou ao Egito como escravo, foi comprado por Potifar para servi-lo em sua casa e com o passar dos dias ganhou a confiança do seu senhor, até que este lhe permitiu transitar por todas as dependências de sua casa.
Sua primeira impressão foi horrível, pois encontrou um povo estranho, imoral, cultura, tradições e ensinamentos baseados na idolatria e imoralidade de homens que não respeitavam os bons costumes, tudo isto contrário ao que havia aprendido de seu pai, porém durante a adaptação, enfrentou tudo de cabeça erguida e nunca se deixou contaminar por nada.
Uma luz no fim do túnel se ascendeu para José, prova de que não estava tudo perdido, mas ainda não era um livramento. Deus queria testá-lo diante da riqueza e nobreza, já que na pobreza e miséria havia se mostrado fiel.
Enquanto esteve com seu pai, durante a caminhada como escravo, nos momentos em que serviu como empregado e nos longos dias no cárcere, José foi uma benção, mas um dia ele foi preso, vítima da trama armada pela mulher[6] de Potifar. Mesmo na prisão teve uma vida regrada aos bons costumes, por isso ganhou a confiança do carcereiro, portanto não tinha como Deus não abençoá-lo ou engrandecê-lo.
Todas as pessoas que passaram pela vida de José ou os que o rodearam, perderam características essências, justamente as que ele sempre manteve durante o tempo de sua luta:
  • Seus irmãos perderam a sensibilidade;
  • Potifar perdeu a visão a ponto de não enxergar a inocência de seu empregado;
  • O copeiro perdeu a chance de demonstrar toda a sua gratidão a José;
  • Faraó perdeu a confiança em seus deuses e a depositou no Deus de José.
Quando o atormentado Faraó não encontrou respostas para as suas aflições, foi surpreendido com a declaração do copeiro-mor, que então se lembrou de José, o intérprete de sonhos da prisão. Sempre tem alguém por perto para dar testemunho das ações de homens de Deus. Naamã, chefe do exército sírio recebeu sua cura devido ao crédito que deu as informações de uma de suas criadas[7].
Certamente Faraó deve ter se inteirado sobre as condições físicas, psicológicas e morais de José, pois não teria cabimento receber um maltrapilho, um prisioneiro, problemático ou alucinado, pelo menos este era o protocolo da época. Rapidamente prepararam o jovem, mudaram suas vestes e o apresentaram diante da maior autoridade daquela nação.
José entrou escoltado na prisão em silêncio e foi jogado no xadrez. Durante sua estadia naquele lugar, orava a Deus pedindo sua liberdade e nada mais, pois é impensável que ele tenha demonstrado fé suficiente para pedir uma audiência com Faraó ou muito menos o segundo trono do Egito, sequer pensou em pedir roupas novas, corte de cabelo, um quarto no palácio e o respeito dos egípcios e de outras nações. Ele pedia somente uma oportunidade para rever sua família e voltar para sua terra.
Na saída da prisão ele também esteve ao lado dos batedores e foi levado diretamente para a barbearia, cabeleireiro e deu volta em uma lojinha de departamentos egípcia para dar uma renovada no seu guarda roupa, antes do encontro com o desequilibrado Faraó, o que disse de boca cheia: “não o deixe vir como está[8]”.
Naquele dia ele acordou na fria prisão com o barulho de alguém batendo em sua cela, chamando-o pela última vez de prisioneiro. Após o encontro com Faraó, ele seria tratado de outra forma, deveria ser chamado de “vice-Faraó”, de senhor.

  • José levou um susto quando o soldado lhe disse: “Tem alguém querendo lhe falar”. Quem poderia ser? Ele não tinha advogado, os amigos de prisão eram ingratos, a família estava há quilômetros de distância, quem estava ali para visitá-lo? O importante não era com quem iria falar, mas sim quem queria falar com ele. Não era uma visita, uma audiência concedida, era uma convocação. Faraó desejava ardentemente pedir socorro.
A fama de interpretador de sonhos correu rapidamente e agitou os corredores do palácio egípcio. Como em sã consciência alguém poderia imaginar a grande e potente nação sendo abalada pelo temor de uma crise. O pior, para eles, era aceitar que o salvador[9] da pátria, um simples hebreu, sem qualquer qualificação ou formação, estava ali nas frias e solitárias prisões, esperando o momento para cantar o hino da vitória.
José não somente interpretou os sonhos de Faraó, como também lhe deu uma aula de administração e sábios conselhos:
  • Faraó deveria prover-se de um varão inteligente e sábio[10] e nomear governadores;
  • Este homem deveria ser respeitado como uma grande autoridade no Egito;
  • A quinta parte de toda a produção egípcia deveria ser retida durante os anos de fartura;
  • Deveriam ajuntar o máximo que pudessem de comida e trigo, pois a crise se aproximava.
A preocupação de Faraó era com o presente, a de José era com os quatorze anos seguintes. Mas porque tanta preocupação de um simples e desprezado hebreu? Ele estava prestes a sair do anonimato.

QUEM É ESTE HOMEM
QUE ESTÁ ASSOMBRANDO O EGITO?
Todos os sábios e estudiosos do Egito ficaram alvoroçados com a decisão de Faraó em recompensar um ex-prisioneiro[11] pela interpretação e conselhos dados.

Pré-aula_Lição 7: José, fé em meio às injustiças (sem edição)



Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Slides - lição 5sli




Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

A decisão precipitada de Ló


Recomendo a leitura deste texto
fonte: Os Patriarcas - coincidências ou repetições da história?

A separação não se deu por brigas, disputas, mas Deus os separou (Abraão e Ló) por um ato tão sublime, incompreensível ao nosso entendimento. Eles foram separados pelos olhos.

De um lugar alto contemplaram um vasto território. Se pudéssemos perguntar para Ló o que ele havia visto, naquela oportunidade, certamente diria que esteve diante das belas e verdejantes campinas do Jordão, bem regadas, pelo menos antes da destruição[1]. Era um sinal de prosperidade, riqueza, beleza e bem estar. Seus familiares gostariam da escolha e aprovariam a separação.

E Abraão o que viu? Vegetação rara, rasteira, lugares secos, lagos e rios minguando, sinônimos de dores, tristezas, rancores, angústias, solidão, mentiras, desavenças, problemas e mortes? Ou estava contemplando milagres, providências, misericórdia, operações e grandes intervenções de Deus na sua descendência?

Enquanto um enxergava apenas mato e gostava do que via, pois estava preocupado apenas com o bem estar do seu rebanho, o outro contemplava a promessa, ou seja, a sua descendência, milhares como as estrelas do céu e a areia do mar. Era a continuidade do plano de Deus em sua vida e na sua família. Entre o presente e o futuro Abraão escolheu o segundo.

A prova de que a separação não deixou sequelas entre os dois foi o fato de Abraão ter se levantado com seus criados para resgatá-lo das mãos dos quatros reis que guerrearam contra os reinos daquela região, mas nada que se compare ao clamor que levantou em favor dele, quando soube que Deus destruiria a cidade.

A escolha[2] desastrosa de Ló foi fruto de sua cobiça, pois pensou somente no bem estar de seu rebanho. Em nenhum momento se preocupou com sua família ou demonstrou alguma preocupação.

Seus olhos carnais deram instantaneamente a resposta para o seu coração: “escolha o bonito, escolha a melhor parte”. Ele se mostrou completamente diferente de seu tio.

Ficou com a melhor parte, aparentemente, pois naquele momento e durante algum tempo, realmente foi uma terra vistosa, verdejante, prazerosa, mas como todo resultado de visão carnal é enganosa, não demorou para fosse revelado o verdadeiro lado sombrio daquela região.

O que era feio poderia ficar bonito. O que não agradava, poderia agradar com o tempo. O que provocava choro, poderia ser tornar motivo de alegria, algum dia. Esta era a esperança de Abraão e certamente ele foi motivado a concordar com a escolha do sobrinho. Não questionou.

Ló aceitou a proposta, se tivesse visão espiritual teria preferido viver ao lado do tio. Ele acampou aos arredores de Sodoma e com o passar dos tempos, diante do comodismo, acabou se mudando para a cidade. Ficou com a melhor parte do acordo, mas lá no fundo Abraão gritou: “MESMO NA PIOR PARTE EU DAREI E FAREI O MELHOR PARA DEUS”.

Mas, no que parecia bom se tornou o principio das dores e o maior sofrimento[3] de sua vida. Neste caminho tão bonito, verdejante, ele perdeu seus bens, prováveis amigos, esposa, ficou distante do seu tio, o seu melhor amigo, suas filhas corromperam o caráter e por fim, para completar, ele viu surgir na humanidade as duas nações que se tornariam inimigas do povo de seu tio. A escolha de Ló foi um verdadeiro desastre. Poderia ter pensado melhor antes de tomar aquela decisão.

Anos mais tarde a história se repetiu e novamente estavam as descendentes de Abraão e Ló frente a frente e diante de uma decisão dura que mudaria a vida delas. Noemi e Rute, respectivamente, uma querendo devolver aos moabitas a nora e a outra desejando ardentemente se tornar propriedade do Deus de Israel. Nesta ocasião, a falta de visão que faltou a Ló sobrou para Rute que tomou a melhor decisão de sua vida, quando optou pelo Deus de Israel.



[1] Antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24).
[2] Ló fez a sua escolha e separação do tio foi inevitável. Anos mais tarde a história se repetiu com Rute, a moabita, descendente de Ló, que diante da mesma situação preferiu continuar junto e não se separou de sua sogra Noemi.
[3] O bonito ficou feio, a riqueza se perdeu ante a destruição de Sodoma e Gomorra. (Gn 19.24-38).

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)