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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Eclesiologia - aula 1



I – ECLESIOLOGIA

1) DEFINIÇÃO

Eclesiologia (ekklesia – assembleia) é a disciplina que estuda a origem da Igreja como organismo e organização viva, desvendando seu papel no processo da salvação, sua forma de relacionar com o mundo material e espiritual, bem como estuda os avanços, mudanças e crises enfrentadas ao longo de sua história, proporcionando uma visão de si mesma.

 

Entendemos por Ekklesia (assembleia) a reunião, a totalidade dos salvos em Cristo compromissados com a obra do Senhor. Estes são os que foram separados, tirados de fora e colocados para dentro, ou seja, tirados do mundo e inseridos na igreja visível (legalmente institucionalizada na Terra entre os homens) e na Igreja invisível (igreja que será arrebatada).

 

2) O MISTÉRIO DE DEUS REVELADO

O projeto, Igreja, sempre existiu no coração de Deus, mesmo antes da fundação do mundo, o plano de salvação. Deus fundou, Jesus formou e o Espírito Santo confirmou a Igreja. O projeto que sempre esteve no coração de Deus foi revelado no dia de Pentecostes, pelo poderoso derramamento do Espírito Santo. A Igreja, antes era “oculta em Deus”, mas foi revelada em Cristo e assim o “segredo de Deus” tornou se conhecido pelos homens. A igreja foi estabelecida no mundo espiritual, faltava apenas o homem encontrar uma forma de cultivar uma comunhão vertical (com Deus) e horizontal (com seus semelhantes) em um local escolhido para esse fim.

 

3) A FUNDAÇÃO DA IGREJA

A Igreja de Cristo iniciou sua história com um movimento de âmbito mundial, no dia de Pentecostes. Estavam todos reunidos quando línguas de fogo desceram sobre eles e falaram em outras línguas. A partir de então, entenderam que o Reino de Deus não era politico e que deveriam permanecer totalmente na dependência do Espírito Santo. Deus concedeu unção e autoridade necessárias para que a igreja agisse nesse mundo, tornando-se necessária.

 

4) LOCALIZAÇÃO DA IGREJA

A Igreja foi estabelecida no plano físico, porém suas implicações vão muito além deste mundo visível, na verdade, a Igreja está atrelada ao mundo espiritual. Deus posicionou a Igreja em um lugar estratégico, de forma a atender as necessidades materiais e espirituais da humanidade, para assim combater o poder das trevas, com o auxilio de armas e recursos espirituais.

 

5) IGREJA – REPRESENTANTE DO REINO DE DEUS

A Igreja não é o reino de Deus, mas é uma partícula e existe justamente para que este reino opere no mundo. Sua preocupação não é somente com o bem estar de seus membros, mas sim com os que estão destituídos da Glória de Deus. Esta é a posição da Igreja diante do reino de Deus, que não deve se furtar a sua principal missão. A Igreja, enquanto reunião solene dos que creem em Jesus ligados por uma fé comum, foi autorizada a representá-lo neste mundo (I Pe 2.9), para defender seus interesses, como verdadeira embaixadora do reino de Deus. Mesmo possuindo limites claros, formas institucionais e regidas por lideres humanamente falíveis. 

A Igreja, como mistério de Deus revelado, assumiu o compromisso de viver regida pelo governo Divino, cumprindo as ordens, executando tarefas, tendo como missão principal a divulgação do Evangelho alcançando o homem em sua integralidade, ou seja, corpo, alma e espírito. A Igreja é, portanto, a agente do reino de Deus. 

6) IGREJA LOCAL

  • Ela é geográfica, temporal e física (1 Co 1.2; 1 Ts 1.1);
  • Trata-se da reunião de cristãos convertidos, regenerados, batizados que professam a mesma fé (Mt 28.18-20; Jo 3.5; At 2.41; 4.32);
  • É autônoma, submissa a Cristo;
  • Possuem seus oficiais (Pastores, Presbíteros, Evangelistas, Missionários, Diáconos, Cooperadores, etc);
  • Formada por cidadãos de determinados locais (1 Co 1.2).

7) IGREJA UNIVERSAL

  • É espiritual, atemporal e mística (Ef 5.22ss; Ap 21-22)
  • É a Igreja dos primogênitos (Hb 12.23);
  • A esposa de Cristo (2 Co 11.2; Ef 5.31-32; Ap 19.7);
  • A Igreja do Senhor (At 8.3; 1 Co 15.9; Gl 1.13);
  • Santuário do Espírito Santo (1 Co 3.16-17).

8) SÍMBOLOS E FIGURAS DA IGREJA

  • Povo de Deus (2 Co 6.16);
  • Corpo de Cristo (Cl 1.15-18; 2.9,10,19);
  • Templo do Espírito Santo (1 Co 3.16-17);
  • Edifício de Deus (1 Co 3.9-11);
  • Noiva do Cordeiro (Tg 4.4; Ap 19.7-8). 

9) O CRESCIMENTO EXPANSÃO DA IGREJA

A Igreja primitiva cresceu demasiadamente, pregando a Palavra e fazendo uso dos testemunhos de seus membros, que dia a dia aumentava. Os motivos desse crescimento foram:

  • Perseverança na doutrina dos apóstolos, comunhão e partir do pão e na oração e havia temor;
  • Muitos sinais e maravilhas se faziam. Havia alegria e sinceridade. 

Com a perseguição, a Igreja em Jerusalém dispersou-se por toda a terra. O vento da perseguição, que pretendia apagar a chama do Espírito, serviu justamente para propagar de forma rápida a mensagem do Evangelho. A igreja saiu dos limites territoriais de Israel e alcançou Damasco, Antioquia (At 8.4) e os confins da Terra.

 

 

II – A PERSEGUIÇÃO

1) ERA SOMBRIA

O período compreendido entre os anos 60 ao 100 d.C., é conhecido como a “Era sombria”, devido as perseguições que se levantaram contra a Igreja. Nero, o imperador de Roma, chegou ao poder em 54 d.C., e todos os seus opositores eram condenados à morte ou recebiam ordem para se suicidarem.

 

No ano 81 d.C., Domiciano sucedeu ao imperador Tito que havia invadido Jerusalém no ano 70 e ordenou aos judeus que enviassem à Roma ofertas anuais. Devido à desobediência, teve inicio a segunda perseguição, não somente sobre os judeus, mas também sobre os cristãos.

 

2) AS PERSEGUIÇÕES IMPERIAIS

As perseguições realizadas pelos imperadores romanos duraram até o Edito de Constantino no ano 313 d.C., quando foram cessados todos os propósitos de destruir a Igreja. O imperador Constantino, um impositor e impostor, se fingiu de cristão convertido somente para impor à igreja inovações, modismo e idolatria. A igreja recebeu com alegria esta decisão, sem saber que estava se abrigando no lugar mais escuro da sua história.

 

Outros imperadores também perseguiram a Igreja, entre eles, Trajano (98 a 117 d.C), Adriano (117 a 138 d.C.), Marco Aurélio (161 a 180 d.C.), Severo (193 a 211 d.C.), Décio (249 a 251 d.C) e Diocleciano (305 a 310 d.C.).

 

3) OS MOTIVOS DAS PERSEGUIÇÕES

O Cristianismo rejeitava toda forma de adoração, enquanto que o paganismo aceitava, inclusive a adoração aos imperadores como forma de lealdade, rejeitada pelos cristãos, que recusavam ofertar qualquer tipo de adoração a imperadores. Outro fator que motivou as perseguições foram as reuniões secretas dos cristãos que despertaram suspeitas, pois foram acusados de praticarem atos imorais e criminosos, principalmente durante a celebração da Santa Ceia. Também foram acusados de perturbadores da ordem social, anarquistas e niveladores da sociedade, já que consideravam todos iguais.

 

4) OS PRINCIPAIS MÁRTIRES

  • Inácio, bispo em Antioquia, foi condenado no ano 107 d.C., por não adorar a outros deuses. Foi lançado para feras no anfiteatro romano;
  • Policarpo, Bispo em Esmirna, na Ásia Menor, morreu no ano 155 d.C., pois negou-se a abandonar sua fé;
  • Justino Mártir, um dos principais defensores da fé. Foi martirizado no ano 166 d.C.

 

5) SEITAS E HERESIAS QUE ATACAVAM A IGREJA

  • Gnósticismo, do grego Gnósis (sabedoria, conhecimento): conjunto de ensinamentos complexos, mistura de filosofia religiosa, orientais e de ensinamentos cristão. Acreditavam em Deus como a causa de todo bem e na matéria como má e inferior;
  • Ebionismo: ramificações do cristianismo que insistia na observância da Lei e dos costumes judaicos;
  • Nicolaísmo: seita gnóstico-libertina que surgiu em Pérgamo e Éfeso (Ap 2.6,15), fundada por Nicolau, diácono da Igreja. Eram falsos mestres que deturpavam a pureza da doutrina de Cristo;
  • Maniques: de origem persa, acreditavam que o universo era composto pelo reino das trevas e da luz e que ambos os reinos lutavam pelo domínio do homem, rejeitavam Jesus e seus ensinos.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 24 de outubro de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 13



Moisés: Abriria um mar, mas não abriu um rio 

A mãe de Moisés não poderia perder tempo, então construiu um pequeno cesto de junco betumado e lançou o menino no rio, cumprindo, em parte, o que fora ordenado por Faraó.

Joquebede conhecia muito bem a matéria-prima que estava utilizando. Confiou em sua habilidade e parou na borda do rio, pois dali para frente não poderia prosseguir.

A borda do rio era a fronteira entre o possível e o impossível. Ali se esgotavam suas forças e recursos para entrar em ação a fé[1].

A mãe entregou o menino para que Deus cuidasse rio abaixo. Se fosse uma exímia nadadora poderia atravessá-los juntos e fugiriam para outras localidades. Dentro do cesto, desprotegido e entregue a morte, era esta a posição que o inimigo desejava vê-lo, seria o seu fim? A sua mãe não pensava desta forma.

Na borda do rio, a mãe sentiu que o livramento não dependeria dela. Dali para frente seria com Deus, que faria além do imaginado e esperado[2]. A sua esperança era de livramento, bem longe de Faraó e sua família, porém Deus guiou o menino para outro caminho. O que parecia ser ruim, poderia ser muito útil no futuro. Não iria somente preservá-lo, mas sim, prepará-lo para uma grande obra, com uma grande contribuição dos egípcios.

Esta foi a primeira experiência de Moisés com as águas, devido a sua tenra idade não teria condições de ordenar que aquele rio se abrisse em duas colunas para atravessar juntamente com sua mãe, como aconteceria dentro de alguns anos. Era necessário que Joquebede enfrentasse o perigo, desespero e a angústia, pois a fuga não fazia parte dos planos de Deus. A abertura das águas, na vida de Moisés, não seria antecipada[3] antes para os dois atravessarem a salvos para o outro lado.

Por que Deus não antecipou a divisão das águas do rio para tornar seco o caminho da mãe e filho? Justamente porque o ministério de liderança de Moisés não seria antecipado.

 

Terceiro livramento – a filha de Faraó

Qual era a esperança de Joquebede? Outra família hebréia em melhores condições o encontraria ou alguém mais corajoso poderia aparecer para resgatá-lo?

Ou esperava que as águas levassem Moisés para bem longe da dominação egípcia? Ou um milagre ainda maior? Será que tinha conhecimento da rotina da filha de Faraó?

Miriã, irmã de Moisés, margeou[4] o rio, para acompanhar o trajeto do barquinho por três motivos:

  • Queria ter a certeza de que alguém o encontraria;
  • Sua fé, talvez, não fosse suficiente para confiar nas providências de Deus;
  • Ou queria ser a primeira a dar a notícia do milagre de Deus para sua mãe.

Deus fez muito mais do que esperava, pois o bebê foi encontrado pela filha de Faraó, que preferiu livrá-lo da morte certa, mesmo contrariando as ordens de seu pai. O choro da criança amoleceu o coração dela.

Miriã vendo isto correu ao encontro dela e se ofereceu para encontrar uma pessoa para cuidar da criança. Foi tão convincente que não despertou nenhuma suspeita quanto a sua estreita ligação familiar com aquele bebê. O desfecho desta história se deu com chave de ouro, pois a sua própria mãe foi remunerada para criá-lo.

O milagre de Deus foi simples, três livramentos de morte para Moisés, uma porta aberta de emprego e um passeio em sua arca de junco rio abaixo. Aquilo que parecia ser o fim foi, na verdade, o começo de uma nova vida, pois atracou com seu barquinho na realeza egípcia a fim de usufruir de todos os recursos disponíveis e ao mesmo tempo ser criado, pela mãe, no temor de Deus.

Ser tirado das águas foi uma providência divina para prepará-lo fisicamente e espiritualmente para a árdua missão. Além do vigor físico, seria necessário o conhecimento histórico e geográfico do Egito.

Aprenderia táticas de guerra, organização, comando e defesa pessoal, matemática[5], geografia, astronomia e outras ciências egípcias, que lhes seriam úteis durante a caminhada em direção a Canaã. Estava no lugar certo, onde seria possível obter todos estes conhecimentos.

Moisés foi adotado pela filha de Faraó e ganhou esta bolsa de estudo, que muito o ajudou para derrotar o próprio Egito. Aproveitou a oportunidade, adquiriu conhecimento necessário e teve acesso a mordomia do sistema.

Mais uma vez o Egito entrou na história dos hebreus como coadjuvante a fim de fornecê-los o que precisavam, da mesma forma como fizeram com Jacó e seus filhos quando os sustentaram no período de fome durante a administração de José e quando deram guarida e socorro para Abraão (Gn 12.10).

Moisés, criança incomum, formoso, educado e instruído em toda ciência, poderoso em palavras, realmente foi uma vida privilegiada, para quem sequer esperava sobreviver após o nascimento.

Sua mãe teve a oportunidade de criá-lo segundo os costumes e tradições hebraicas, certamente, por isto, deve ter lhe falado acerca das promessas feitas a Abraão, Isaque, Jacó e José. Aos poucos conseguiu convencê-lo de que tinha linhagem semita e que em suas veias corria sangue hebraico e não egípcio.

Moisés recebeu estes ensinamentos justamente no momento em que estava sendo formado o seu caráter. O pouco que recebeu de sua mãe foi o suficiente para que sentisse as dores do seu povo quando as conheceu de perto.

Estava diante da nobreza, riqueza e do pseudos poderosos, por isso deveria ser realmente criado no temor de Deus para que jamais fosse contaminado pelas ofertas egípcias.

A fé de sua mãe foi recompensada pelo livramento, que jamais poderia ser previsto, tamanha misericórdia de Deus revelada, pois como em sã consciência, Faraó poderia imaginar que um sobrevivente da matança pudesse ser criado em seu próprio palácio? Qual seria a sua reação caso visualizasse os sólidos fundamentos daquele império sendo abalados por Moisés no futuro?

Quando a filha de Faraó recolheu[6] aquele bebê jamais imaginou que estivesse sendo usada como um instrumento para o cumprimento do plano de Deus.

Quantas notícias[7] boas a sua mãe recebeu naquele dia. Julgava que seu bebê não suportaria ficar por muito tempo exposto no rio e sol. Imaginou o filho morto, mas de uma hora para outra, sua filha lhe deu ótimas notícias:

  • Moisés foi resgatado;
  • Tem um trabalho lhe esperando com a promessa de um bom salário;
  • Moisés será criado por nós, por algum tempo, no temor de Deus e conhecerá parte de nossa história;
  • E quando atingir uma idade, certamente, pela fé e conhecendo Deus, se recusará ser chamado de filho da filha de Faraó. A maior esperança das duas se tornaria a maior decepção[8] da filha de Faraó.

Onde estavam os sábios e estudiosos do Egito que não alertaram Faraó sobre o risco que estava correndo ao amparar Moisés? No passado um encarcerado hebreu livrou o império da crise e o levou a um período próspero, mas trouxe consigo os que mais tarde assustaram os governantes egípcios.

A diferença foi que José esteve muito tempo como um escravo e encarcerado, para depois ser exaltado entre a nobreza, enquanto que Moisés foi, desde criança, instruído em toda ciência egípcia, para depois de alguns anos, afrontar o império egípcio. Um dia usaria todo o conhecimento adquirido.



[1] Na borda do rio ocorreu uma das maiores guerras espirituais. A maior de todas aconteceu na crucificação de Jesus, por isso foi permitido que alguns ficassem aos pés da cruz, dali para frente era entre Jesus e Maligno (Jo 19.25)

[2] Tal como Jacó que havia recebido o “algo mais de Deus”. O patriarca anterior orou pedindo somente alimentos e foi abençoado. A mãe pedia somente a preservação da vida e recebeu muito mais.

[3] As águas se dividiram na vida de Moisés na hora determinada por Deus, tal como o deserto se apresentou na vida dele no momento correto, quando fugiu para Midiã. Deus não antecipa a sua obra na nossa vida. É no momento certo.

[4] Miriã, a jovem que correu atrás do milagre. Queria ver o bem do irmão. Atuou como uma verdadeira pastora acompanhando sua ovelha de perto. Se machucou, arranhou, caiu, enroscou em galhos e árvores, mas foi até ao final.

[5] Moisés, exímio matemático, foi capaz de calcular a quantidade de carne necessária para saciar os hebreus em pleno deserto por trinta dias (Nm 11.22). Seria necessário todas as vacas, ovelhas e peixes do mar. Foi muito infeliz em seu comentário.

[6] A solução para Moisés estava dentro do palácio. Deus reservou o melhor lugar para ele.

[7] Tal como Jacó, quando ouviu de seus filhos que José estava vivo, que era governante, rico e que os aguardavam com muitas outras bênçãos no Egito.

[8] Primeira decepção: Moisés não quis ser chamado de filho da filha. Segunda decepção: ela sabia que não era a verdadeira mãe, pois não havia dado a luz, criado ou educado.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 23 de outubro de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais! Capítulo 10



A GRANDE BATALHA: O JULGAMENTO E O FIM DO MAL 

Como narrar os acontecimentos pré e pós Armagedon? Um tempo de catástrofes mundiais, gritos de pavor, espanto, tumultos diante dos sinais vindos do céu e derramados sobre a humanidade. Terremotos, abalo das potências do céu, reviravolta nas estrelas, luas e revolta da natureza, mares e oceanos.

 

A) PRIMEIRA E ÚNICA GUERRA PROFETIZADA:

O grande dia da manifestação do juízo de Deus contra toda a carne será o acerto de contas final de Jesus com o Anticristo, para por um fim às ambições humanas e malignas.

Na metade da Grande Tribulação, ocorrerá este embate entre Israel e um conglomerado de nações, a mando do governante Mundial.

Esta guerra será breve, com desdobramento inédito na Terra. Muitos pasmarão diante dos acontecimentos pré e pós-combate. Os gentios se reunirão com a finalidade de destruírem Jerusalém e contarão com um poderio bélico extraordinário, armas de fogo sofisticadas e modernas e bombas de última geração.

O Anticristo fará seu ultimo esforço na intenção de varrer do mapa a nação de Israel. Para este intento recrutará muitos dentre as nações que serão seduzidas e enganadas.

A marcha terá inicio sob a Terra Santa. O grande general maligno estará à frente e comandará os ataques. Os judeus se sentirão encurralados, mas não desprotegidos.

 

B) LINHA DO TEMPO:

A guerra se dará na metade final da Grande Tribulação, nos derradeiros dias da humanidade e abrirá as portas para instalação do Milênio, o período de governo perfeito de Jesus.

 

C) LOCAL DA GUERRA:

Armagedom, do hebraico “Har Megiddo”, que significa Monte Megido. Este foi o local de muitos eventos e guerras ao longo da história, devido a sua estratégica localização (Jz 4.13-14; 5.19-21; 7; I Sm 31.8; II Rs 9.27; 29.30; II Cr 35.20-24).

 

D) A INTERVENÇÃO DE JESUS – O SOCORRO BEM PRESENTE NA HORA DA ANGUSTIA:

Será uma guerra como jamais houve na história da humanidade. Ao final os judeus verão a vitória de Jesus e muitos se converterão e serão salvos, mas este combate terá seu inicio muito antes de seu desfecho, pois o Anticristo será fiel ao seu plano e o executará de forma meticulosa.

Sua intenção será atingir Israel em seu momento de maior fraqueza espiritual, justamente quando se declarar um deus e exigir a adoração dos judeus, que se rebelarão e desta forma ficarão vulneráveis diante do ataque maciço das nações controladas pelo Maligno.

Os judeus clamarão justamente no momento que se sentirem sem saída e serão atendidos pelo Messias rejeitado (Dt 4.30; Ez 39.22). Por esta intervenção de Jesus serão livres das garras do Anticristo e seu fascinante poderio bélico.

A guerra será vencida para Israel e todos saberão quem é o verdadeiro Cristo (Ez 38.23; 39.1-7; Zc 14.3; Ap 19.19-21).

 

E) A ATUAÇÃO DE JESUS NA GUERRA:

Jesus descerá com a Igreja, arrebatada e galardoada (Jd 1.14; Ap 19.14; Zc 14.5) e firmará seus pés sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14.4). Esta visão, acessível a todos (Ap 1.7), será o sinal para que todo o joelho se dobre diante dEle (Rm 14.11; Fp 2.10; Ap 15.4).

Jesus guerreará contra o Anticristo e o vencerá diante dos olhos curiosos e assustados de judeus e dos gentios.

 

F) RESULTADO PÓS-GUERRA:

Uma guerra grandiosa, como nunca vista na Terra, terá proporções gigantescas. Muitos morrerão, Israel será corrigido e os ímpios simpatizantes ao Anticristo sofrerão uma derrota como nunca imaginaram.

O resultado será assustador, pois os mortos estendidos sobre a terra não serão sepultados, já que não haverá pessoas suficientes e tampouco haverá tempo para isto, portanto ficarão a mercê das aves de rapina, que serão chamadas para se alimentarem. O que sobrar servirá de esterco.

continua... 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 4

4ª MURMURAÇÃO - MOTIVO: SEDE 

Na região do Sinai, o povo avançava em direção a Terra Prometida, porém houve necessidade de uma breve parada no monte Horebe[1], o mesmo local onde Moisés havia encontrado, pela primeira vez, o “Eu sou”, fato que concretizou e oficializou sua chamada e onde mais tarde o profeta Elias também ouviria a voz de Deus (I Rs 19.13), portanto era e seria um lugar especial para Israel.

A caminhada continuava a passos largos, porém sem avanço satisfatório que pudesse animar ou acalmar aquele povo. A experiência frustrante em Mara e a posterior fartura vivida em Elim, o lugar de tranquilidade e repouso, com suas doze fontes e setenta palmeiras, abriam precedentes para novas situações, fossem agradáveis ou não.

Os mais ansiosos aguardavam, a qualquer momento, mudanças, decepções, alegrias ou intempéries. Outros imaginavam que o mar de rosas os seguiria até a entrada na Terra Prometida.

Então o que temiam aconteceu, a situação inesperada ou esperada por alguns, sofreu alteração. De uma hora para a outra, a alegria e confiança adquiridos após a última intervenção de Deus em Mara deu lugar ao desespero e descontrole. Em Refidim[2] pode se ouvir os primeiros choros e reclamações pela falta de água.

Esta foi a primeira vez que reclamaram pela falta de água, pois em Mara a reclamação foi pela qualidade.

A sede atacou e não poupou a ninguém. Era de se esperar que este problema alcançasse aquele povo. Os hebreus saíram do Egito com uma larga distância dos problemas, mas aos poucos foram perdendo a vantagem que tinham e se deixaram alcançar pelo medo, murmuração, fome e sede, os fatos geradores de muitos problemas.

Refidim, que deveria ser um local para descanso e não para contenda, logo se tornou um inferno a céu aberto, como poderia ser este local de refrigério se não havia como saciar a sede? A esperança seria os céus disponibilizassem chuvas em abundância, ou o solo permitisse que águas brotassem do subterrâneo, mas ninguém pensou no improvável, no inédito ou em algo que somente poderia ser feito por Deus. Realmente era muito pouco para quem já havia visto muito.

A situação era grave e Moisés sentiu o peso da responsabilidade. Afinal todos esperavam alguma reação dele diante do caos. Como de costume murmuraram e o caso foi levado ao conhecimento de Deus.

 

A MURMURAÇÃO

Quanto seria necessário para suprir a sede de todo aquele amontoado de gente e animais? Será que o ajuntamento de toda a água potável do planeta seria capaz de saciar o povo? Independente de onde poderia vir ou a quantidade, o certo é que um culpado foi novamente eleito e colocado à parede para apresentar soluções.

O mais estranho era que, por mais que presenciassem a manifestação do poder de Deus, não conseguiam crer com convicção, pois a fé a cada dia diminuía e o temor, aos poucos, desaparecia. Era para ser ao contrário, mas os corações duros se revelavam e contagiavam um a um.

 

“Tendo, pois ali o povo sede d’agua, o povo murmurou contra Moisés e disse: Porque nos fizeste subir do Egito, para nos matardes de sede, a nós e aos nossos filhos e ao nosso gado?” (Ex 17.3).

 

Todas as vezes que iniciavam uma reclamação faziam questão de mencionarem o Egito e a suposta fartura que tinham ou tiveram naquela nação. “Porque nos fizeste subir do Egito?” Como tiveram coragem de perguntar isto? Moisés os fez subir do Egito por que clamaram e foram ouvidos e também por que Deus havia decidido pela libertação, nada mais do que isto. Não foi Moisés que pensou, sonhou, planejou a saída. Todos tinham conhecimento desta situação.

Aquela situação era fruto da ignorância espiritual, da dureza do coração e das incansáveis murmurações. Não foram libertos para morrerem de sede, fome ou nas mãos dos inimigos.

Nenhum deles morreria de sede, nem seus filhos ou muito menos os rebanhos, seria uma incoerência da parte de Deus caso permitisse isto. A promessa da saída e chegada foi feita e não poderia ser mudada ou anulada. 

Ou mudavam o curso daquela caminhada, voltando para o Egito, ou matavam o líder e elegeriam outro. Coragem para isto teriam, pois a revolta era grande e serviria de combustível para que o caos se instalasse. Seria apenas uma questão de tempo. A presença e atuação de um homem de pulso firme era necessário.

continua...



[1] Horebe: seco e desolado em hebraico

[2] Refidim: local de refrigério, porém não tinha água

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 16

b) Segunda fase – resgate do Ministério:

Após o termino daquela grande obra, Neemias estava livre de qualquer obrigação, poderia ir embora, mas resolveu ficar por alguns dias.

No inicio contemplou um povo, desgarrado, sem pastor, totalmente descrente e entendeu que sua missão não era somente material, tinha mais por fazer naquela cidade.

Estabeleceu porteiros, cantores e levitas, pois já estava preocupado com o ministério deles (7.1). Orientou quanto ao fechamento das portas durante a noite e a abertura ao amanhecer (7.3).

Fez uma justa homenagem genealógica aos que retornaram do cativeiro. Foram quarenta e duas trezentas e sessenta judeus, que com seus servos e servas, totalizaram quase cinquenta mil. Vitoriosos que acataram a ordem do retorno e que acreditaram na proposta de Neemias (7.66). Esta foi uma forma bonita e singela de demonstrar sua gratidão.

Quando o povo implorou pela leitura da Lei (8.1), muitos obreiros foram resgatados e colocados a retaguarda de Esdras (8.4) e todos os levitas se misturaram ao povo para ensinar e explicar o sentido das palavras que estavam ouvindo.

 

c) Terceira fase – resgate do fervor religioso:

Realmente Neemias poderia ter ido embora ao final da primeira fase, mas entendeu que não era somente o muro o grande problema de Jerusalém. Ao final da segunda fase, pensou da mesma forma, pois de que adiantaria a cidade cercada, em segurança, os obreiros animados a seus postos, se o povo continuava disperso, desatento, desinteressado e incrédulo.

O resgate do fervor religioso do povo, na verdade, foi a mola propulsora para que os sacerdotes e levitas recobrassem os seus ânimos, pois no momento em que imploraram pela leitura da Lei, alguns dos responsáveis por este trabalho se apresentaram (8.4). Isto reavivou os dois lados naquele dia, tanto o povo quanto os sacerdotes e levitas (8.9-12).

Após o momento de exposição da Palavra, com a leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação, restava somente ao povo um caminho a trilhar, o concerto, é claro, antecedido pelo arrependimento e confissão dos pecados (9.1-2).

A assinatura ao final, de todos (9.38), dava a Neemias a garantia de que permaneceriam na obediência e temor. Então poderia ir embora, pois realmente a sua missão havia chegado ao fim.

Então Neemias poderia ter ido embora, mas deve ter visto tudo aquilo e imaginado que faltava algo para marcar definitivamente todas as gerações que se seguiriam.

Uma grande comoção na cidade, pois foram convocados e todos se reuniram. Povo, sacerdotes e os levitas (12.27), os responsáveis pela administração da festa.

A grande alegria (12.43) foi ouvida ao longe pelos vizinhos idólatras e pelos inimigos. A fortaleza foi reerguida e os judeus orgulhosamente diziam: “Contemplem a nossa riqueza reconstruída (Ed 6.15 e Ne 6.15), ai mesmo do lado de fora, pois agora estamos protegidos”. A proteção era pelos muros erguidos e portas fechadas? Não, era pela fé em Deus que foi restaurada.

Todos participaram, ninguém ficou em suas casas, também como poderiam diante de tanta alegria. Se fosse hoje, certamente alguns assistiriam confortavelmente em suas residências, por transmissão via satélite, tv paga, internet, 5G, Wi-fi, ou por telões, data-show. Certamente o público alcançado seria maior e todos os judeus espalhados pelo mundo se regozijariam. Quantas caravanas não chegariam à cidade nos dias posteriores. O próximo resgate poderia ser o comercial e turístico.

O serviço no Templo restaurado, sacerdotes e levitas trabalhando com alegria e o povo servindo a Deus no temor. Não tinha mais o que ser feito naquela cidade. Neemias não era um conquistador como Davi (II Sm 7.9), tampouco diplomata como Salomão (I Re 3.1; 5.1; 10.1), então a sua missão terminava naquele momento. A festa de dedicação dos muros serviu também como despedida para aquele bom homem.

Anos mais tarde, Neemias retornou a Jerusalém e encontrou o caos, mas nada que uma atitude de homem de Deus não pudesse resolver.

 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Grandes verdades em poucas palavras - 0040

“Cristo não morreu para comprar este mundo para nós”. Thomas Adams

“Um leão na causa de Deus precisa ser um cordeiro em sua própria causa”. Matthew Henry

“Pobreza de espírito é a bolsa onde Cristo coloca as riquezas de sua graça”. Rowland Hill

“A coisa mais difícil do mundo é tornar-se pobre de espírito”. D. Martyn Lloyd-Jones

“O homem manso é um bom vizinho”. George Swinnock

“Os mártires foram presos, amarrados, açoitados, supliciados, queimados, torturados, rasgados, cortados - e multiplicaram-se”. Agostinho

“O que faz um mártir não é o sangue, mas a causa”. Thomas Brooks

“Para mim, é melhor ser mártir do que monarca”. Inácio

“Vocês podem matar-nos, porém jamais poderão fazer-nos mal”. Justino Mártir

“Os mártires abalaram os poderes das trevas com a força irresistível da fraqueza”. John Milton

“O materialismo é tão perigoso quanto o modernismo”. J. Blanchard

“É bom ter a mente aberta, desde que ela não esteja aberta em ambas as extremidades”. Doug Barnett

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Os primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu. Capítulo 6

b) A despedida de Moisés

Moisés consciente do fim de seu ministério reuniu os hebreus e os instruiu a guardarem a Lei, pois não permitiria que ali mesmo, pertinho da vitória, pudessem se corromper. A sua preocupação com o futuro da nação era constante. Um líder nato, escolhido por Deus, honrou sua chamada e se deixou usar como um valiosíssimo instrumento.

Antes de morrer, Moisés abençoou cada uma das tribos de Israel (Dt 33.1-29). Até neste momento se mostrou obediente, pois sabia do encerramento do ciclo de sua vida (Dt 32.48-52), quem sabe não pensou em clamar a Deus para que esta decisão fosse mudada.

Moisés subiu ao monte Nebo e dali avistou toda a Terra Prometida, pois não seria possível imaginarmos Deus não permitindo que, pelo menos, pudesse contemplar o fruto de seu trabalho. Ali no monte, solitário, o grande legislador vai se encontrar com o seu Deus.

 

c) O presente para o primogênito de Deus

Que alegria entre os hebreus quando conquistaram definitivamente as terras de Canaã. Era a promessa de Deus se cumprindo na vida deles, mas o melhor viria com o tempo, pois receberam como brinde o descanso em relação aos inimigos, que foram surpreendidos e vencidos (Js 21.43-45).

Que visão maravilhosa quando contemplavam aquelas terras. O cumprimento das palavras recebidas por Abraão. Cada tribo recebendo sua herança, felizes da vida. Agora serviriam a Deus e cumpririam sua missão como povo e propriedade exclusiva de Deus (Ex 19.5).

Israel conheceu a verdadeira alegria justamente em pleno deserto, quando peregrinava, nas batalhas diárias com seus inimigos, quando viam a mão de Deus estendidas sobre todos. A cada vitória se sentiam propriedade exclusiva de Deus.

Em Canaã houve muita ilusão e engano, pois alguns de seus inimigos foram preservados. Era momento de vigilância e não de demonstrarem a alegria superficial. Os hebreus não entenderam desta forma e foram enganados. 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Geografia Bíblica. Rio de Janeiro . CPAD, 1987. 

Bíblia de aplicação pessoal 

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000. 

Como deixar de ser filho da filha de faraó. Disponível em: http://coraoquepulsa.blogspot.com/2011/08/como-deixar-de-ser-filho-da-filha-de.html. Acesso em 01 set. 2011. 

COPE, Landa L. Modelo Social do Antigo Testamento: redescobrindo princípios de Deus para discipular as nações. Traduzido por: Andréa Aparício Ribeiro. Almirante Tamandaré JMÍ. Gráfica & Editora Jocum Brasil, 2007. 

CRUZUÉ, João. As quatro propostas de Faraó.  Disponível em: http://olharcristao.blogspot.com/2008/11/quatro-propostas-farao.html. acesso em 15 set. 2011. 

GRENZER, Matthias. Do clã de Jacó ao povo de Israel (Ex 1,1-7). Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/culturateo/article/view/15573. Acesso em 03 de agosto de 2014. 

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento - vol 1 - Gênesis a Neemias. 

História do povo judeu. Faculdade de teologia Hokemah. São Luís, 2004. 

JOSEFO, Flávio. A história dos hebreus de Abraão a queda de Jerusalém. Traduzido por Vicente Pedroso 

MACEDO, Edir. A fé de Abraão. Rio de Janeiro. Editora Universal, 2001. 

MACKINTOSH, C. H. Estudos sobre o livro de Exodo. 

OLIVEIRA, Admilson. Piedade e a fé de seus pais. Disponível em: http://ministerioemfoco.blogspot.com/2011/07/moises-piedade-e-fe-do-seus-pais.html. Acesso em: 01 de ago. 2011. 

Schultz, Samuel J. A história de Israel no antigo testamento. 

Silva, Antônio Gilberto da. A Bíblia através dos séculos: uma introdução. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1986.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)