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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 7

Até então, o povo não havia demonstrado este sentimento durante a caminhada, porém naquele momento expuseram esta seta maligna, revelando o caráter da maioria. Aquela situação catastrófica teve inicio com uma reclamação de Arão e Miriã, que se imaginaram nas mesmas condições espirituais que Moisés, na intenção de absorver uma responsabilidade que não suportariam, pois não estavam preparados para exercerem este cargo. Aliás não estavam e não foram preparados para tal, não trilharam o mesmo caminho e não tinham razão em reclamarem. 


A MURMURAÇÃO

Moisés, o líder, não foi forjado do dia para a noite. Foi um longo período de caminhada com Deus, experiências e atitudes, que caracterizaram o seu amadurecimento. Foi preparado ao longo dos anos até que se atingisse a estatura de varão libertador.

Esta preparação se iniciou com seu nascimento e continuou pelos seus primeiros quarenta anos de vida, os quarenta intermediários e os finais.

Servo fiel, instruído em toda a ciência dos egípcios e poderoso em suas palavras e obras (At 7.22). No Egito aprendeu a “como mandar”, bem diferente do que aprendera no deserto.

Estava pastoreando ovelhas, cuidando de bicho, quando Deus o chamou para libertar os hebreus. Este período foi de grande aprendizado para quem mais tarde se tornaria o pastor do povo de Deus (Sl 77.20).

Na situação em que estava quando fugiu do Egito não reunia nenhuma condição para dar inicio à missão. O aprendizado secular que recebeu, aliado a valentia e braveza, somente atrapalhou sua vida.

No auge de seus quase oitenta anos de idade, quando não esperava mais nada da vida, talvez aguardando ansioso uma “aposentadoria”, recebeu a visita de Deus enquanto cuidava do rebanho de seu sogro. Desde então a sua vida nunca mais foi a mesma. Afinal, a missão pedia um homem com este perfil.

Moisés relutou com Deus sobre a ideia de retornar ao Egito, de onde havia fugido por medo da vingança. Aquele homem impulsivo que matou o egípcio e o enterrou na areia já não existia mais.

Houve uma mudança em sua vida e agora precisava crer não no seu potencial, mas em Deus. Ao ser chamado para ser o libertador dos hebreus, Moisés se apresentou com algumas dúvidas:

  • Não confiou em sua capacidade: “quem sou eu”? Se fosse o Moisés dos primeiros quarenta anos, certamente diria: “Eis me aqui”;
  • Temeu a incredulidade dos hebreus: “como saberão que foi o Senhor que me enviou”? O homem dos primeiros quarenta anos não teria dificuldade para ganhar a confiança do povo pela sua valentia;
  • Ele não confiou na sua eloquência: “sou pesado de boca e palavras”. O jovem dos primeiros quarenta anos saberia muito bem se expressar e não perderia a chance de ser o porta voz de Deus na Terra;
  • Por fim duvidou da seleta e criteriosa escolha de Deus: “envia outro que o Senhor escolher”. O Moisés dos primeiros quarenta anos não perderia a oportunidade de representar o próprio Deus na Terra.
  • A fim de encorajá-lo e confirmar o seu chamado, Deus fez grandes promessas para sanar cada uma das duvidas que ainda pairavam sobre Moisés (Ex 4.1-9);
  • Deus prometeu a Sua presença: “Eu serei contigo”, pois Moisés não se achou em condições de seguir (quem sou eu?);
  • Deus prometeu autoridade: “O Eu Sou me enviou a vós”, pois temeu a recepção dos egípcios e a incredulidade dos hebreus (como saberão que foi o Senhor que me enviou?);
  • Deus prometeu poder e ousadia: “Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar”, pois não se imaginava em condições de apresentar o plano divino e de convencer os hebreus pelas suas palavras (“Ah, meu Senhor! Eu não sou homem eloquente);
  • Deus prometeu um cooperador: “Não é Arão, o levita, teu irmão?”. Moisés não se imaginou com força suficiente para enfrentar aquela missão sozinho (Envia pela mão daquele a quem tu hás de enviar”). Arão seria seu profeta, seu porta-voz e seu auxiliador.

Todas estas promessas foram capazes de animá-lo e fortalecê-lo para o retorno. A preocupação e o medo pelas represálias não seriam capazes de impedir a sua volta, tampouco a dúvida quanto a prescrição do seu crime, na verdade, voltaria fazendo uso de um salvo-conduto, decretado e assinado por Deus.

No início temeu, pois sabia que estava jurado, ou pelo menos imaginava que estivesse. Seria preso ou morto tão logo pisasse em solo egípcio.

Enfim chegou o momento do reencontro com seu povo, sua linhagem e até mesmo com alguns de seus parentes. Os filhos de Israel o receberam de bom grado, pois estavam no sofrimento, enfermos, escravos, pobres e sem esperança. Viram em Moisés a resposta de seus clamores que havia chegado aos ouvidos de Deus.

Os mais jovens entusiastas já se imaginavam fazendo parte do grande exército que derrotariam os egípcios. Os idosos o resgate das tradições e fé monoteísta hebraica, esquecida com o passar dos anos.

Chegando ao Egito, Moisés e seu irmão Arão procuraram Faraó para comunicar-lhe a vontade de Deus para o povo de Israel. Quão difícil e arriscada seria a tarefa de Moisés. Após o encontro que teve com Deus, estava preparado para apresentar-se ao governante do Egito, não deveria temer.

Faraó recusou de imediato o pedido de Moisés. Além de recusar deixar o povo ir embora, aumentou o volume de trabalho dos hebreus (Êx 5.8,9).

Os hebreus se alegraram com a chegada de Moisés. Ouviram atentamente e entenderam o plano, que consistia na libertação total para adorarem e celebrarem ao Senhor no deserto, após três dias de caminhada, porém com o decorrer dos acontecimentos demonstraram todo o descontentamento com a situação e logo começaram a murmurar.

Certamente todos esperavam que a saída do Egito fosse imediata. Mas este não era o plano de Deus. Moisés não entendia o que estava acontecendo.

A saída dos hebreus do Egito seria algo sobrenatural e esta promessa foi totalmente cumprida. Uma alegria nunca vista na Terra. Que satisfação! Os egípcios contemplaram o desfile dos vitoriosos, alguns rangeram os dentes de raiva, outros juraram vingança, muitos desejaram boa viagem: “vão com seu Deus e sumam daqui”.

O grande “Eu Sou” escolheu e preparou Moisés para libertar seu povo da escravidão egípcia, mas foi um longo período de preparação, não foi do dia para a noite. Como alguém em são consciência poderia se imaginar no mesmo patamar que Moisés? 

“E disseram; Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu” (Nm 12.2). 

Arão e Miriã não tinham experiência espiritual para tomar, à força, o cargo do irmão, sequer poderiam pensar em tamanha afronta. Caso isto viesse a acontecer, fatalmente atrapalhariam e em nada auxiliariam. Auxiliares como estes dois, quem gostaria de ter?

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Quando Deus inverte a "pirâmide"

As ordens de Deus para três ímpios:

  • “Potifar, cuide bem do meu servo José”.
  • “Carcereiro, cuide bem do meu servo José”.
  • “Faraó, cuide bem do meu servo José”.

 

 

José:

  • melhor filho;
  • melhor servo;
  • melhor administrador.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Grandes verdades em poucas palavras - 0048

Esmagar a igreja é como bombardear um átomo: energia de alta qualidade é liberada em quantidades enormes e com efeitos miraculosos”. Benjamin E. Fernando

“O fogo de Deus não pode ser apagado pelas águas da perseguição dos homens”. A. W. Tozer

“Sou curado pela enfermidade, enriquecido pela pobreza e fortalecido pela fraqueza”. Abraham Wright

“Considere os prazeres quando se vão, não quando vêm”. Aristóteles

“Amar a pregação é uma coisa - amar as pessoas a quem pregamos é outra”. Richard Cecil

“A pregação é a carruagem que eleva Cristo e rebaixa o mundo”. Richard Sibbes

“Quem salva a alma não é o homem que traz a Palavra, mas a Palavra que ele traz”. Thomas Arthur

“Pregação é a manifestação da Palavra encarnada, a partir da Palavra escrita, mediante a palavra falada” Bernard Manning

“Não somos menos pecadores do que nosso auditório”. Humphrey Vellacott

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 2

5) Decisão pela fé

Uma decisão tomada pela fé, por isto não tinha como dar errado, mesmo que familiares, amigos e outros pensassem, dissessem ou desejassem o contrário.

Abraão não poderia mais retardar sua saída, pois não decidiu pelo que viu, foi justamente o contrário. Até então não havia visto a Terra Prometida.

Escutou a voz de Deus em meio a idolatria, desconhecimento e obedeceu à risca mesmo com possibilidades de represálias. Esta foi uma decisão difícil, corajosa, que poucos tomariam.

Desde então o caminho para a vitória de Abraão esteve atrelado à vontade de Deus.

 

6) Decisão sem dúvidas

O primeiro passo foi difícil, mas Abraão não poderia olhar para trás, pois já estava inserido no plano de Deus. Então era seguir ou seguir.

Esta decisão corajosa não permitiria vacilo por parte do protagonista da maior e da mais bela demonstração de fé já vista.

A Terra Prometida ainda estava longe de ser avistada, mas a esperança e fé fizeram com que o patriarca tomasse sua decisão. As promessas eram reais e logo se cumpririam em sua vida.

A resposta de Abraão para Deus foi direta, espontânea e sem vacilos.

Não foi uma decisão fácil, mas naquele momento nada poderia impedir a comunhão que se estabelecia. Ele creu com convicção, enfrentou familiares, amigos e todos que pudessem se apresentar como obstáculos. Nada mais justo que ser reconhecido como o “pai da fé".

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Ministério Cristão - aula 2

II – O MINISTÉRIO

Segundo o dicionário da língua portuguesa, ministério nos remete à ideia de "trabalho ou serviço na igreja". Biblicamente trata-se de todo serviço cristão desempenhado de forma contínua, que abrange desde a liderança até as tarefas operacionais de caráter permanente.

 

Não é emprego, não é transferível e tampouco hereditário e difere do exercício dos dons espirituais concedidos por Deus. Trata-se de vocação, portanto carece de prudência por parte da liderança para que tais sejam separados para a obra.

 

1) Apóstolos

Apóstolo (enviado) foi o primeiro ministério estabelecido na igreja (I Co 12.28). A tarefa dos primeiros apóstolos era pregar o Evangelho com autoridade e em nome de quem havia enviado eles, ou seja, com autoridade e em nome de Jesus, que foi o maior de todos os apóstolos. Ele foi enviado e executou sua obra na Terra (Hb 3.1 Jo 4.34) que teve continuidade após sua ascensão através do oficio dos apóstolos por Ele escolhidos (Mt 10.1-2; Jo 20.21; At 1.16-26).

 

Esses homens foram escolhidos, capacitados e dotados de autoridade para operarem milagres e pregarem com ousadia. Alguns defendem que esse ministério tenha se encerrado com esses apóstolos, no entanto, muitos outros foram levantados por Deus em seguida, tais como Paulo e Barnabé (At 14.14). Mas para o desempenho desse ministério é imprescindível o conhecimento e experiência em todos os outros ministérios, a fim de atender todas as necessidades, oferecer socorro espiritual, atuar na administração, preparar ensino para a igreja e para pastorear o rebanho.


 

2) Profetas

O profeta recebe a mensagem diretamente de Deus e a transmite ao povo, por meio de revelação, admoestação ou predição. Esse ministério foi de fundamental importância para Israel (Pv 29.18).

 

João Batista, em o Novo Testamento, continuou esse ministério nos mesmos moldes dos profetas antigos, se assemelhando a Elias (Lc 1.76; Mt 11.9-14; Mc 11.32) e preparou o caminho para o maior profeta, Jesus. Outros foram levantados para orientar a igreja primitiva, alguns deles em Jerusalém, Antioquia, Corinto e outras cidades. (At 13.1; At 11.27; 1 Co 14.29) e foram, de igual modo, fundamentais para manter a unidade, paz, fé e a sã doutrina entre os primeiros crentes.


 

3) Evangelistas

Pessoa dotada de capacidade especial para pregar o Evangelho, levantada por Deus (At 21.8; 2 Tm 4.5). Não se trata de um mero pregador, mestre ou preditor do futuro. Na verdade é um ministro de Cristo, que não apela para a lógica, erudição, oratória, psicologia, igorância ou misticismo. O evangelista equivale ao cargo de pastor, coordena evangelismo, abre ou dirige trabalhos e prega a Palavra com maestria.


4) Missionários

Obreiro enviado para uma missão dentro ou fora de seu país. Sua tarefa é evangelizar, abrir congregações e alcançar povos. Muitas vezes são enviados para lugares difíceis, sob risco de deportação e perseguição, por isso deve ser um crente nascido de novo, cheio de amor pelas almas e que esteja pronto a servir a Deus e fazer a obra em terras estranhas.

 

5) Pastores

Pastor, o anjo da igreja e líder espiritual do rebanho, administrador (1 Pe 5.1-3) e responsável pelo cuidado dispensado as ovelhas. Recebe orientações diretamente de Deus para desempenho de suas funções (Ap 2.1,7,12,18; 3.1,7,14). O trabalho vai desde a procura de melhor alimento, através da Palavra bem pregada e ensinada até a defesa contra ladrões, lobos e salteadores, cuidando, protegendo e conduzindo o rebanho até o sumo Pastor. De todos os ministérios, esse é o que mais fica em contanto com as ovelhas, se comprometendoe dispensando atenção primaria.

 

Além de batizar, celebrar casamentos, funerais, pregar sermões, o pastor também deve se preocupar com o aperfeiçoamento dos santos no desempenho de suas respectivas funções, além de proporcionar meios para edificação do Corpo de Cristo, através de escolas bíblicas, ensinos, sermões, cursos teológicos e encontros.

 

6) Bispos

Bispo (gr. Episkopos), que significa inspetor, supervisor, superintendente. Trata-se de um pastor dotado de visão administrativa e indica uma função que vai além do pastoreio. Algumas igrejas “neopentecostais” possuem em sua hierarquia a posição episcopal, sendo o bispo o seu representante máximo e em outros casos, algumas denominações apenas se referem a bispo como um pastor regional subordinado a outro bispo ou “apostolo”.

 

7) Presbíteros

Na igreja primitiva foram ordenados para desempenharem funções pastorais na Palavra, batismos, ceias, etc. (At 14.21-23). Deveriam ser homens de certa idade, firmes na fé, inabaláveis no amor, constantes na obra do Senhor e homens experimentados na vida espiritual. Os presbíteros são os defensores e guardiães da sã doutrina.

 

Em o Novo Testamento, equivale a pastor e ao bispo (At 20.17-18) e devido essa equivalência atualmente se constituem em auxiliares ou substitutos dos pastores. São responsáveis pelas funções administrativas, ensino, aconselhamento, direção dos trabalhos da igreja (Tt 1.5-7) e unção com o óleo, entre outras atribuições.


  

8) Mestres

O ensino da Palavra sempre ocupou lugar de destaque na igreja primitiva, pois os cristão não poderiam permencer na ignorância da doutrina bíblica, já que a falta de conhecimento pode acarretar a destruição (cfe Os 4.6). Para tanto, Deus estabeleceu mestres e doutores, revestidos do dom da palavra do conhecimento e da sabedoria (1 Co 12.8), com capacidade intelectual e facilidade de comunicação.

 

O dom da palavra da sabedoria é a mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. É o poder de falar com discernimento divino. Tal mensagem, revelação da Palavra ou sabedoria do Espírito Santo, aplica-se em situações ou problemas específicos (At 6.10; 15.13-22), quer na defesa da fé, na resolução de conflitos, em conselhos práticos ou ao pleitear uma causa perante autoridades hostis. Estevão manifestou de tal modo a palavra da sabedoria que seus adversários não resistiram à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava (Atos 6.10).  Esse dom vem do Espírito Santo de Deus e visa a edificação da igreja, por isso é manifestado diante de momentos em que a igreja precisa de soluções para os seus problemas.

 

Já o dom da Palavra da ciência é o dom que revela os segredos ocultos que somente Deus pode esclarecer. Está relacionado ao ensino das verdades da Palavra e não é resultado de estudos. É a mensagem verbal, inspirada pelo Espírito Santo, para a edificação, consolação e exortação da igreja, revelando sobrenaturalmente, e instantaneamente, diante de uma situação específica, um conhecimento que não poderia ser acessado pelas vias da razão ou experiência (At. 5.1-10; I Co. 14.24,25; At.16.16). Pela revelação divina (palavra da ciência), Deus fez conhecer a Pedro a fraude de Ananias e Safira (Atos 5.1-11).


 

9) Diáconos

Diácono (gr. diakonos), nos remete a ideia de "atendente", "servente" ou “obreiro voluntário”. O diaconato surgiu na igreja primitiva durante as murmurações dos primeiros cristãos, ocasião em que os apóstolos escolheram sete homens para a direção do trabalho social na igreja de Jerusalém (At 6.1-7).

Os diáconos cuidam das necessidades físicas e logísticas da igreja, auxiliando e diminuindo a carga horária de pastores e presbíteros (cfe At 6.1). Esses obreiros devem ser respeitáveis, não avarento, irrepreensíveis, marido de uma só mulher, não dado ao vinho, um bom governante de filhos e casa, de uma só palavra, não cobiçoso de sórdida ganancia, sólidos na fé e na vida (1 Tm 3.1-13), que por servirem bem alcançarão para si boa posição na fé que há Cristo Jesus (1 Tm 3.13).

Basicamente serviriam à mesa, no entanto, devido ao crescimento e ascensão da igreja tiveram uma acúmulo de funções. O ideal seria que todos os obreiros passassem por esse ministério, pois se trata de um cargo que melhor expressa a intenção de Jesus (Jo 13.12-15). As mulheres também desempenham essas funções e são separadas e consagradas para tal.

 

10) Cooperadores

Os cooperadores fazem parte de um grupo que precede ao diaconato, chegando a desempenhar algumas funções. Trata-se um período de experimento, de observação para posterior aprovação do obreiro. O apóstolo Paulo fez menção de várias pessoas que cooperaram durante seu ministério (Rm 16.22; Fm 1.24; 1 Co 16.19)

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 12 de dezembro de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 16

Segundo patriarca

Isaque recebeu Rebeca, a sua recompensa, pela fidelidade demonstrada na ocasião do sacrifício não consumado, pois poderia ter fugido no momento em que soube que seria o cordeiro. Muitos correriam e deixariam o pai diante do altar, na verdade, muitos correm e largam o Pai.

Foi perseverante quando despediu Jacó crendo que Deus guiaria e protegeria até Padã-Arã, ou que um dia promoveria a reconciliação entre seus filhos. Tinha a certeza que um deles veria o cumprimento da promessa, portanto um não mataria o outro. Por estas atitudes contemplamos o zelo que teve por sua descendência.

Após a reconciliação entre seus filhos, cada um seguiu o seu caminho para dar origem aos seus respectivos povos e nações[1].

continua...


[1] Descendentes de Ismael (Gn 25.12-18). Os descendentes de Isaque (Gn 25.19-26).

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 11 de dezembro de 2021

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 2

ELIAS E OS SEUS PRIMEIROS ADVERSÁRIOS 

A apostasia em Israel se originou após a divisão do reino, quando Roboão e Jeroboão tomaram o controle sobre o sul e norte respectivamente, introduzindo elementos estranhos ao verdadeiro culto.

O período mais sombrio desta história ocorreu durante o reinado de Acabe, cujo reinado foi marcado pela tentativa de conciliar elementos do culto cananeu com adoração a Deus. Esta mistura foi desastrosa (I Rs 16.29; 22.40), pois substitui o verdadeiro culto pela adoração ao falso Baal.

Acabe casou-se com Jezabel, a princesa fenícia, filha de Etbaal, rei dos Sidônios e aproveitando-se da conivência de seu marido, liderou e patrocinou o culto à Baal[1].

Baal, filho de Aserá[2], no inverno era morto pelo deus da morte (seu adversário), mas após três meses ressuscitava, pela ação do deus da chuva. Já vivo mantinha relação com sua própria mãe, Aserá, para restabelecer a vida na natureza, dando inicio a primavera.

Jezabel disseminou a idolatria, expulsou os sacerdotes levitas e combateu o culto ao Deus de Israel. O Reino do Norte, de forma bem sorrateira, gradual e consciente, se distanciou de Deus.

Selaram os ouvidos, não se importaram com a situação e colocaram em prática a política da boa vizinhança, abandonando a fé de forma consciente. Se tornaram verdadeiros apostatas, pois negaram toda a verdade conhecida.

Jezabel trouxe ervas daninhas da fenícia e as plantou em Israel (cf I Tm 4.1). Colocou veneno na panela, atacou a soberania e negou o Deus de Israel.

Neste contexto deprimente apareceram os dois grandes gigantes, Elias e Eliseu com a função de combater a idolatria e restabelecer o culto ao verdadeiro Deus.

 

a)  Como tudo começou:

Onri, pai de Acabe e rei de Israel reinou entre os anos 885 e 874 a.C, foi um grande administrador, bem sucedido, mas foi um desastre como líder espiritual (I Rs 16.25,26).

Fez alianças com Fenícia, Judá e Síria e levantou Israel como uma nação. Seu filho Acabe, o sucedeu e fez o que era mal aos olhos do Senhor, inclusive permitiu que sua esposa Jezabel abrisse as portas para a idolatria.

O rei Acabe também foi um grande administrador, mas um péssimo líder espiritual, um mau exemplo. Sua conduta colocou em perigo a existência do povo de Deus.

Os reis deveriam servir de guias políticos e espirituais para a nação, justamente o que Acabe e Jezabel nunca fizeram. Suas ações refletiam no povo, que se tornaram inimigo de Elias.

Acabe andou pelos caminhos idólatras de seu pai, que foi um seguidor de Jeroboão, filho de Nebate (I Rs 16.26) e também aderiu aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (I Rs 16.31).

Poderia ter dado crédito às palavras de Elias, mas em contrário, preferiu considerá-lo seu inimigo, o perturbador da nação. Acabe se tornou um instrumento muito eficaz na propagação do culto idólatra a Baal.

Jezabel, uma agente do mal, colocou fim no ministério de muitos profetas em Israel, exceto no de Elias. A rainha fenícia trouxe para Israel seus falsos deuses juntamente com seus também falsos profetas (I Rs 18.19). Teve uma verdadeira obstinação na implantação à adoração a Baal.

continua...

[1] Baal era a maior divindade dos fenícios, o deus da fertilidade.

[2] Aserá, deusa mãe, deusa da produção.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)