ELIAS E OS SEUS PRIMEIROS ADVERSÁRIOS
A apostasia em Israel se originou após a
divisão do reino, quando Roboão e Jeroboão tomaram o controle sobre o sul e
norte respectivamente, introduzindo elementos estranhos ao verdadeiro culto.
O período mais sombrio desta história ocorreu
durante o reinado de Acabe, cujo reinado foi marcado pela tentativa de conciliar
elementos do culto cananeu com adoração a Deus. Esta mistura foi desastrosa (I
Rs 16.29; 22.40), pois substitui o verdadeiro culto pela adoração ao falso Baal.
Acabe casou-se com Jezabel, a princesa
fenícia, filha de Etbaal, rei dos Sidônios e aproveitando-se da conivência de
seu marido, liderou e patrocinou o culto à Baal[1].
Baal, filho de Aserá[2], no inverno era morto pelo
deus da morte (seu adversário), mas após três meses ressuscitava, pela ação do
deus da chuva. Já vivo mantinha relação com sua própria mãe, Aserá, para restabelecer
a vida na natureza, dando inicio a primavera.
Jezabel disseminou a idolatria, expulsou os
sacerdotes levitas e combateu o culto ao Deus de Israel. O Reino do Norte, de
forma bem sorrateira, gradual e consciente, se distanciou de Deus.
Selaram os ouvidos, não se importaram com
a situação e colocaram em prática a política da boa vizinhança, abandonando a
fé de forma consciente. Se tornaram verdadeiros apostatas, pois negaram toda a
verdade conhecida.
Jezabel trouxe ervas daninhas da fenícia
e as plantou em Israel (cf I Tm 4.1). Colocou veneno na panela, atacou a
soberania e negou o Deus de Israel.
Neste contexto deprimente apareceram os
dois grandes gigantes, Elias e Eliseu com a função de combater a idolatria e
restabelecer o culto ao verdadeiro Deus.
a)
Como tudo começou:
Onri, pai de Acabe e rei de Israel reinou
entre os anos 885 e 874 a.C, foi um grande administrador, bem sucedido, mas foi
um desastre como líder espiritual (I Rs 16.25,26).
Fez alianças com Fenícia, Judá e Síria e
levantou Israel como uma nação. Seu filho Acabe, o sucedeu e fez o que era mal
aos olhos do Senhor, inclusive permitiu que sua esposa Jezabel abrisse as
portas para a idolatria.
O rei Acabe também foi um grande
administrador, mas um péssimo líder espiritual, um mau exemplo. Sua conduta
colocou em perigo a existência do povo de Deus.
Os reis deveriam servir de guias
políticos e espirituais para a nação, justamente o que Acabe e Jezabel nunca
fizeram. Suas ações refletiam no povo, que se tornaram inimigo de Elias.
Acabe andou pelos caminhos idólatras de
seu pai, que foi um seguidor de Jeroboão, filho de Nebate (I Rs 16.26) e também
aderiu aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (I Rs
16.31).
Poderia ter dado crédito às palavras de
Elias, mas em contrário, preferiu considerá-lo seu inimigo, o perturbador da
nação. Acabe se tornou um instrumento muito eficaz na propagação do culto
idólatra a Baal.
Jezabel, uma agente do mal, colocou fim
no ministério de muitos profetas em Israel, exceto no de Elias. A rainha fenícia
trouxe para Israel seus falsos deuses juntamente com seus também falsos
profetas (I Rs 18.19). Teve uma verdadeira obstinação na implantação à adoração
a Baal.
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