Apresentação da lição em power point

sábado, 4 de outubro de 2014

Neemias: como sair do anonimato? Capítulo 10

CAPÍTULO 10
TERMINAMOS! FESTA OU ENSINO?

1. OS INIMIGOS VIRAM A OBRA DAS MÃOS DE DEUS:
Enfim a obra estava concluída. Os inimigos não poderiam fazer mais nada para impedir. Mas qual reação poderíamos esperar dos inimigos? No inicio do projeto, riram e zombaram, durante a obra conspiraram, ameaçaram e subornaram, mas então diante da conclusão da obra eles ficaram sem ação.

Neemias reconheceu a necessidade e grandiosidade da obra. Ele sabia que muitos seriam beneficiados. A reconstrução avivou o coração dos judeus e resgatou o verdadeiro culto a Deus e todos se arrependeram e fizeram confissão de seus pecados e dos pais (9.1-2).

Os inimigos contemplaram a obra das mãos de Deus, o grande construtor. Eles haviam feito oposição à pessoa errada, pois Neemias foi apenas um instrumento. Ele venceu as conspirações e resistiu as investidas dos inimigos. A oposição que parecia pessoal e política foi na verdade espiritual, contra Deus, aquele que autorizou a reconstrução da cidade.

Era o momento ideal para então, Neemias, cumprir o que fora dito pelos seus inimigos (6.6-7) para se tornar, fortalecido politicamente, o único e legitimo representante do império medo-persa naquela região, mas esta não foi sua vontade e tampouco a de Deus.

2. TERMINAMOS, MAS NÃO COMEMOREM AINDA! 
Em cinqüenta e dois dias os judeus desanimados, sem esperanças, conformados, miseráveis e desprotegidos reconstruíram o muro. Desde o inicio confiaram em Deus para realizarem tal proeza, sem a qual jamais teriam conseguido.

Deus esteve o tempo todo auxiliando e protegendo o povo, enviou um líder corajoso, dedicado, que em poucos dias conseguiu converter em fervor de coração o desanimo que encontrou em sua chegada.

3. FINAL DA MISSÃO DE NEEMIAS?
reconstrução do muro de Jerusalém foi importante e necessária, mas a missão de Neemias não havia terminado. Além de ser o responsável pelo estabelecimento dinfra-estruturda cidade, ele também deu início ao processo de resgate da identidade espiritual do povo judeu. O fruto do pós reconstrução foi o avivamento gerado entre o povo, através da Leitura e o ensino genuíno da Lei.

A tarefa agora seria outra e tão mais difícil e árdua quanto a primeira, mas necessária, pois em nada adiantaria os muros reconstruídos, as portas levantadas, segurança estabelecida se permanecessem ainda alheios aos ensinos da Lei Mosaica, vulneráveis ao desânimo, enganos e com possibilidade de voltarem ao estado anterior de sofrimento.

Deus encontrou as condições mínimas necessárias para operar entre o povo, por isto este foi um dos maiores avivamentos registrados na Bíblia em seus dois testamentos, pois:
·         Busca incessante da misericórdia e poder de Deus;
·         Submissão à Palavra do Senhor;
·         Confissão dos pecados;
·         Arrependimento;
·         Mudança de vida.
O ministério de Neemias começou com uma oração ainda na corte persa e agora o resgate espiritual dos judeus se iniciava pelo ensino da Palavra.

4. A RECONSTRUÇÃO AVIVOU O CORAÇÃO DO POVO:
Os setenta anos de cativeiro foram tão cruéis para eles, tão mais quanto os da escravidão no Egito e os quase dois milênios em que viveram sem bandeira, sem hino, sem terra e sem direito a ajuntamento para adorarem a Deus na era moderna. A Babilônia foi capaz, de em pouco tempo, tirar muito dos judeus. Se levássemos em conta o principio da proporção, este período foi tempos de refrigério perto dos outros dois.

Pouco a pouco, o cativeiro, foi tirando dos judeus as suas preciosidades: o temor, o fervor, as tradições, os ritos, a Lei e principalmente foram esquecendo o próprio idioma, pois o aramaico foi sutilmente introduzido nas famílias judaicas exiladas e permaneceu após o retorno. Muitas expressões hebraicas contidas na Lei eram desconhecidas por muitos deles, por isto houve a necessidade da leitura, explicação e ensino para que entendessem.

Após o término fizeram a leitura da Lei (8.5-6) e alguns ministérios foram resgatados (8.7-8), pois os levitas explicavam e ensinavam o povo conforme era lido o livro da Lei e por fim comemoraram a festa dos Tabernáculos (8.17-18).

5. AJUNTAMENTO ESPONTÂNEO PARA OUVIREM A LEI:
Após a reconstrução dos muros restava agora o resgate espiritual dos judeus, que por muito tempo estiveram distantes e alheios aos ensinos da Lei Mosaica. A situação espiritual dos que permaneceram na cidade e dos que retornaram pedia um urgente avivamento. A missão do grande líder não era somente material, agora seria a segunda parte.

a) Como se deu este ajuntamento (8.1-2):
  • Não houve convocação (8.1), tampouco uso da força ou violência, pois todo o povo se ajuntou espontaneamente;
  • Praticamente exigiram o ensino, pois ainda no ardor da reconstrução do muro, pediram a Esdras que trouxesse o livro da Lei (8.1), estavam com sede da Palavra;
  • Foi em unidade, pois todo o povo se ajuntou como um só homem.
A leitura, explicação e ensino foram a base para o grande avivamento entre os judeus, pois buscaram a Deus, foram renovados e demonstraram interesse pela Lei. Neemias entendeu que aquela tarefa era tão urgente e necessária quanto a reconstrução da cidade, por isto envolveu todos no trabalho, principalmente os levitas (11.1). Os ensinadores também foram renovados, capacitados, muitos deles resgatados e outros seriam apresentados a tradição judaica, pois até aquele momento conheciam somente a cultura babilônica, mas o principal estava sendo revelado e eles manejaram bem a Lei (I Tm 2.15)

6. CULTO DE ENSINO/RESGATE DA REVERÊNCIA (8.5-8):
Todos se reuniram diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio dia para ouvirem atentamente a leitura da Lei. Durante sete dias foram seis horas diárias de leitura. De pé, Esdras lia o livro da lei e não havia espaço para a distração, cansaço ou dispersão. Todos estavam atentos a leitura, pois estavam sedentos. Não poderia ter outro resultado que não o choro e o arrependimento coletivo.

a) Resgate da reverência a Lei (8.5):
Todo o povo compreendeu aquele momento e reverenciou a leitura da Lei, se colocaram em pé, participando ativamente, concordando com a leitura, adorando ao Senhor e prostrando-se por terra.

b) Resgate do ensino da Lei (8.7-8):
Os líderes compreenderam que não era tão somente apresentar a Lei a muitos deles, que sequer conheciam, seria necessário o empenhar maior para que entendessem o que estava sendo lido, pois muitos somente conheciam o aramaico, língua oficial dos que voltaram do exílio. O importante para eles seria o entendimento e não propriamente as emoções.

Não saiam do lugar, não distraiam, não se preocupavam com o amanhã, apenas prestavam atenção à leitura. Neste momento os levitas entraram em cena e ensinaram e explicaram o sentido para que entendessem o que estava sendo lido. Neemias, orgulhoso pelo trabalhar de Deus, consagrou aquele dia ao grande responsável por toda aquela obra.

7. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • Às vezes temos que explicar aos visitantes na igreja cada passo do culto, pois muitos não conhecem nosso vocabulário, não entendem a Palavra;
  • Clamor do povo: "Expliquem melhor o que vocês estão nos dizendo";
  • Seria possível ouvirmos uma mensagem na igreja e não entendermos nada?
  • Quando pregamos para os pecadores muitos não entendem, zombam, mas depois que explicamos, ensinamos, eles aceitam Jesus como Salvador e a história muda;
  • Leitura, ensino e explicação são base para o genuíno avivamento. De nada adiantariam seis horas diárias e sete dias por semana se não houvesse a exposição da Palavra;
  • O ideal seria os mega pregadores ficarem dois ou mais dias, após os grandes congressos, para ensinarem e explicarem suas mensagens para a igreja;
  • Pregação da Palavra é como uma foice que corre o mato e corta em grande quantidade. O ensino é como aquela enxadinha de horta, que fica rodeando a plantinha, limpando ao seu redor;
  • Avivamento é reunir de trezentas a mil pessoas em um estádio ou ginásio ou é leitura, ensino, explicação, choro, arrependimento e mudança de vida;
  • Os judeus pediram aos líderes como um dia pediram a Paulo na sinagoga na sua primeira viagem missionária (At 13.15) “se você tem alguma palavra de consolação para o povo, falai”;
  • Todo tempo em que ficaram dispersos pelo mundo, os judeus fizeram de tudo para preservarem as suas tradições, apesar que em alguns casos tiveram que ensinar novamente;
  • Neemias poderia ter ordenado o seguinte: Esdras você faz a leitura e eu fico ao lado como representante do rei. O povo que ouça e pratique depois, mas não foi isto que aconteceu, pois colocaram os obreiros a direita e esquerda e os levitas auxiliado no ensino e explicação;
  • Poderíamos dizer para uma criança que da árvore tal colhemos os seus frutos. Não seria melhor ensinarmos e explicarmos sobre a semente que é jogada no chão, dentro de um buraco, várias vezes maiores que ela, para ficar no escuro, na solidão, umidade, enterrada, pisada e que quando começa a crescer em vez de desabrochar para cima, primeiramente ela busca o fortalecimento de suas raízes, para então aparecer sobre a terra. Neste momento ela começa a fugir das enxadadas do agricultor, quando não aparecem os ventos, que ajudam a engrossarem o seu caule. Somente depois é que vem o fruto visível.
Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

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