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sexta-feira, 1 de março de 2013

Elias no monte da transfiguração. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17.2-3).

VERDADE PRÁTICA
O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – MT 17.1-8
1 – Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 – E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 – E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 – E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.
5 – E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
6 – E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.
7 – E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo.
8 – E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus. 

PROPOSTA DA LIÇÃO
  • Monte da transfiguração: Elias e Moisés – meros figurantes;
  • Transfiguração: mudança de aparência e não de essência;
  • Moisés, Elias e os discípulos contemplaram a Glória;
  • Moisés (Lei), Elias (profetas), apontavam para Jesus;
  • Elias e João Batista, provaram a messianidade de Jesus;
  • Elias antes do Messias? João Batista cumpriu a profecia!
  • Confissão (Pedro), consciência (Jesus) prenúncio;
  • O Messias restauraria tudo pela sua morte? Humilhação?
  • Pedro não se esqueceu o que viu (2 Pe 1.16-17)

INTRODUÇÃO
A transfiguração de Jesus, a “forma humana de se transcender ou se transfigurar em algo sobrenatural”, relatada nos evangelhos sinóticos, é um dos mais emblemáticos do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).

Além do nome de Moisés, o texto coloca em evidência também o de Elias, Pedro, Tiago e João. Entretanto, diferentemente dos outros textos até aqui estudados, Elias, não aparece como a figura central, mas secundária! A atenção foi tirada do profeta de Tisbe e voltada para o de Nazaré, Jesus. Elias havia sido tomado da terra (2 Rs 2.11), mas ainda tinha e tem muito por fazer (Ap 11.3-6), agora os discípulos, os mais próximos, foram somente testemunhas oculares e meros coadjuvantes naquele cenário, no qual o Messias prometido foi a figura principal. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Elias foi levado aos céus em um redemoinho (2 Rs 2:11). Sua missão foi findada na Terra, mas a participação desse admirável homem de Deus na história sagrada não se encerrou com o seu arrebatamento. Deus o faria aparecer séculos depois, como representante dos profetas, para confirmar o ministério de Jesus. Aliás, a experiência da transfiguração foi uma confirmação, por Deus Pai, que Jesus era verdadeiramente seu Filho, todo suficiente para redimir a raça humana”.

A não morte de Elias significava que o seu ministério deveria continuar. Ele foi levado vivo para o céu para que Israel entendesse que o trabalho de restauração ainda não havia terminado.

A grande lição que podemos extrair do evento da transfiguração é justamente a certeza de que a restauração do homem não se dá somente por reconhecer Deus como Senhor e Criador, conforme significado do nome de Elias (o Senhor é Deus), mas sim quando Deus se revela como Salvador, sem reservas ao homem, conforme significado do nome de Eliseu (Deus salva).

I – ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO
1 – TRANSFIGURAÇÃO
A confissão de Cesaréia (Mt 16.16), ocasião em que Pedro confessou Jesus como Cristo, o Filho do Deus vivo, antecedeu o evento da transfiguração. Deus revelou a Pedro s messianidade de Jesus, que por sua vez, revelou aos discípulos, ali presentes, o mistério da sua igreja, paixão e morte.

Jesus subiu ao monte com Pedro, Tiago e João e se transfigurou diante deles (Mt 17.2), para revelar-lhes o que sempre fora, uma vez que a transfiguração não transformou Jesus em outro ser, mas somente revelou a sua glória (cf Fp 2.5-8). A glória veio do seu interior e não sobre Ele.

Tudo isto Jesus já havia dito aos discípulos, que não entenderam na oportunidade. Aliás naquele momento eles também não estavam entendendo, pois Pedro equiparou Jesus a Moisés e Elias, ao desejar a construção das cabanas, ocasião em que Deus, o Pai, se manifestou para tirar qualquer dúvida que pudesse continuar na mente deles.

O rosto de Jesus brilhou como o sol e suas vestes resplandeceram (Mt 17.2). Ele, se transfigurou, mudou sua aparência diante dos olhos de seus discípulos, mas não mudou sua essência. Estes fatos provaram a identidade do Messias, o Filho de Deus. Sobre este evento os professores José Roberto A. Barbosa, Luciano de Paula Lourenço e Francisco A. Barbosa escreveram, respectivamente, conforme abaixo:

“A transfiguração de Jesus foi um evento particular (com alguns discípulos) e histórico (em tempo determinado), pois “seis dias depois”, Jesus tomou consigo “Pedro, Tiago e a João”, e os conduziu a um monte alto (Mt. 17.1). Esses apóstolos eram os mais próximos de Jesus (Lc. 6.12). Eles foram chamados, naquela circunstância, com o propósito específico de serem testemunhas oculares (Mc. 14.33). [...] Esse momento glorioso antecipou, no plano escatológico, a glória que nEle haverá de ser revelada (Jo. 12.16,23; 17.5,22-24; II Co. 3.18; Mt. 13.43). [...] Do interior de Jesus irradiou uma luz, ressaltando, assim, Sua glória essencial (Hb. 1.3). Esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, o próprio Pedro confessou que Jesus era o Cristo, após aquele momento (Jo. 11.40); 2) a glória do Reino de Jesus – a transfiguração demonstrou a glória do Reino que está por vir (Mt. 16.28), cujo cumprimento visível se dará por ocasião do Milênio (Ap. 19)”.

Não era uma mudança meramente de aparência, mas era uma mudança completa, em que a pessoa passa ter outra forma. Na terra, Jesus tinha a aparência de um homem, mas na Transfiguração, o corpo de Jesus foi transformado em um esplendor glorioso que Ele tinha antes de vir para a Terra (João 17:5); Fp 2:6), e que Ele terá quando voltar em glória (Ap 1:14,15).

“Nós só podemos compreender a transfiguração de Jesus a partir da Sua encarnação. “O Verbo se fez carne e tabernaculou entre os homens, cheio de graça e de verdade”. Quando o Filho de Deus veio a este mundo, Ele tomou sobre Si a carne humana e essa carne serviu como um véu sobre Ele. Por esta razão, enquanto estava na Terra, quando os homens olhavam para Ele, viam apenas um Homem. Não viam a glória do Filho de Deus porque Ele estava coberto pelo véu. Aquele véu que cobria a Sua glória, era a Sua carne. Lemos em Hebreus 10.20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne. O mundo não podia ver Sua glória como a glória do Unigênito do Pai. O que o mundo via era Ele como homem natural, mas Sua glória moral como o Filho do Homem não podia também ser ocultada. Durante toda a Sua vida, Jesus estava sob aquele véu (Mc 7.24). Apenas uma única vez em Sua vida aquele véu foi aberto e a Sua glória brilhou por meio da Sua carne humana, e essa vez foi no monte da transfiguração. Foi apenas por um período curto de tempo e, então, aquele véu caiu sobre Ele novamente até que foi rasgado na cruz do Calvário. Lembramos-nos que, quando Ele foi crucificado, o véu no templo foi rasgado em dois, de alto abaixo e, então Sua glória foi manifestada plenamente”.

Os objetivos deste evento foram:
a) Conceder aos dois grandes vultos do passado hebraico “um momento de intimidade”, um relacionamento com Jesus, tal como os discípulos, tiveram durante o ministério terreno, haja vista que os dois personagens somente O conhecia pelas referencias proféticas, enquanto que os discípulos e Israel foram privilegiados por contemplarem e ouvirem o Cristo encarnado;
b) Revelar a glória do Senhor mesmo antes de sua morte, ressurreição e ascensão, componentes do seu êxodo, pois Jesus se transfigurou, suas vestes tornaram-se brancas, seu rosto resplandeceu como o sol e Deus confirmou a paternidade divina do Filho;
c) Mostrar que Jesus era realmente o Messias tão esperado e para tanto foi dado a Moisés o privilégio de estar presente para confirmar o cumprimento da Lei em Cristo;
d) Conceder a Elias o privilégio de autenticar o ministério profético de Jesus, uma vez que “o objetivo do ministério de Elias concretiza-se em Cristo Jesus, o único que pode restaurar espiritualmente o ser humano de forma definitiva”;
e) Mostrar aos discípulos que o Messias estava ali e se Elias era condição primordial para que O reconhecessem como tal, ali estava Elias;
f) Conceder a Moisés e Elias dois grandes presentes, pois o primeiro perdeu a benção e não pode pisar na Terra Prometida (Nm 20.10; Dt 3.23-26; 34.4), enquanto que o segundo, até ao seu arrebatamento (2 Rs 2.11) não havia visto Israel completamente restaurado, além do que o caminho para que Jezabel continuasse agindo ficou completamente livre. Moisés estava pisando na terra de Israel e Elias estava contemplando a verdadeira restauração de Israel e da humanidade, Jesus;
g) E manifestar a total aprovação do Pai em relação ao ministério do Filho.

Pedro, Tiago e João, testemunhas oculares da transfiguração tiveram papéis importantíssimos na igreja primitiva. O primeiro foi o que “abriu as portas” do Evangelho para os judeus (At 2.14) e gentios (At 10). O segundo foi o primeiro apóstolo a ser morto por causa do Evangelho, já que o primeiro mártir da igreja primitiva foi Estevão, que era um diácono, não fazia parte do colegiado apostólico. O terceiro foi o escolhido para receber a revelação final e o último a conhecer a morte.

2 – GLÓRIA DIVINA
É relevante o fato de que Mateus, ao escrever o evangelho aos hebreus, põe em evidência o fato de que Jesus é o Messias anunciado no Antigo Testamento. O evangelista registrou, no evento da transfiguração, que “uma nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). Esta nuvem luminosa, está relacionada com a manifestação da presença de Deus (Ex 14.19,20; 24.15-17; 1 Rs 8.10-11; Ez 1.4; 10.4). “Esta nuvem não era uma nuvem comum; era uma nuvem brilhante. Era o “Shekinah” da glória de Deus”. Era a manifestação da glória de Deus em seu Filho. Sobre isto o professor Francisco de Assis Barbosa:

“Fisicamente, Jesus tinha todas as características de um homem; espiritualmente, ele compartilhava da natureza de Deus. Na transfiguração, sua glória interna tornou-se visível externamente. Temos que chegar a ver em Jesus a glória de Deus. Uma razão por que Jesus se tornou um homem foi para manifestar a natureza de Deus. Jesus é "o resplendor da glória" de Deus e "a expressão exata do seu Ser" (Hb 1.3). Ele reflete perfeitamente a natureza e o caráter de Deus. Quando olhamos para Jesus, podemos ver "a glória do Senhor" (2Co 3.18 – 4.6). A conversa de Jesus com Filipe ilustra estes pontos [...] (Jo 14.7-10). Jesus é a revelação, a manifestação do Pai (Jo 1.18)”.

Os discípulos, que serviram neste caso de testemunhas oculares, contemplaram “a glória, a identidade e o poder de Jesus, como o Filho de Deus” (2 Pe 1.16-18) e ficaram fascinados com aquela visão, mas como souberam que era Elias e Moisés, que conversavam com Jesus? Foi revelado a eles?

O fascínio se tornou assombro (cf Dn 10.7-9) quando ouviram uma voz afirmando: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo, a Ele ouvi” (Mt 17.5). Rapidamente Pedro, tomando a palavra, disse que seria bom que construíssem tabernáculos para que ficassem ali, por tempo indeterminado, mas como estava errado nesta sua colocação não foi atendido, pois jamais Jesus poderia ser comparado aos presentes ali. Quando ergueram os olhos não viram nada senão e unicamente a Jesus, o Salvador atestado por Deus.

Tanto Moises como Elias, quando estiveram no Sinai, presenciaram a manifestação dessa glória. Todavia, não como os discípulos a vivenciaram no Monte da Transfiguração, (Mt 17.1-2).

II – ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO
1 – TIPOLOGIA
No evento da transfiguração, o texto destaca os nomes de Moisés e Elias (Mt 17.3). Para a igreja Cristã, Moisés prefigura a Lei enquanto Elias, os profetas. É perceptível, nessa passagem que Moisés aparece como figura tipológica. Mateus põe em evidência o pronunciamento do próprio Deus “Escutai-o” (Mt 17.5), a mesma forma como havia dito Moisés, quando se referiu ao Profeta que viria depois dele: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta no meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A transfiguração revela que Moisés tem seu tipo revelado em Jesus de Nazaré e que toda a Lei apontava para Ele. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

Na cena da Transfiguração, o texto destaca os nomes de Moisés e Elias (Mt 17:3). Estes eram considerados os dois maiores profetas do Antigo Testamento. Moisés representava a lei, ou a antiga aliança; ele havia escrito o Pentateuco e predito a vinda de um grande profeta (Dt 18:15-19). Elias representava os profetas que haviam predito a vinda do Messias (Ml 4:5,6). A presença de Moisés e Elias com Jesus confirmava a missão messiânica de Jesus para cumprir a lei de Deus e as palavras dos profetas de Deus (Mt 5:17). O aparecimento deles também removia qualquer pensamento de que Jesus fosse a reencarnação de Elias ou Moisés. Ele não era meramente um dos profetas. Como o único Filho de Deus, Jesus os sobrepujava grandemente em autoridade e poder. Além disto, a capacidade que eles tiveram de falar com Jesus, apóia a promessa da ressurreição de todos os crentes”.

2 – ESCATOLOGIA
Enquanto Moisés ocupa um papel tipológico no evento da transfiguração, Elias aparece em um contexto escatológico, já que ele foi apresentado como precursor do Messias (Ml 4.5-6), mas não a pessoa de Elias e sim a virtude, o espírito, a ousadia e coragem. A profecia em questão diz respeito ao poder e não a pessoa reencarnada. O cumprimento desta Escritura se aplica à vida de João Batista (Lc 1.17). Assim como Elias, João foi um profeta de confronto (Mt 3.7), ousado (Lc 3.1-14) e rejeitado (Mt 11.18). A presença do Batista, o que havia de vir, era uma clara demonstração da messianidade de Jesus.

A presença dos discípulos, ali naquele evento, foi necessária para que compreendessem o que já era de conhecimento deles, a respeito da morte de Jesus. Eles deveriam aceitar aquela informação como parte primordial do processo de restauração, pois não haveria glorificação (ressurreição e ascensão), sem a humilhação (morte). Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Não devemos ter dúvidas de que esta maravilhosa visão aconteceu com o propósito de encorajar e fortalecer os discípulos de nosso Senhor. Eles tinham acabado de ouvir a respeito da crucificação e morte de seu Senhor, do negar a si mesmos e dos sofrimentos aos quais teriam de sujeitar-se, se desejassem ser salvos. Agora foram animados por meio de uma breve contemplação “da glória que os seguiria” (1Pe 1.11) e da recompensa que todos os fiéis servos de Cristo um dia receberiam. O Senhor lhes fizera ver o dia de sua própria fraqueza; agora estavam contemplando, por alguns minutos, uma amostra de sua glória futura. Outra vez, o principal motivo da visão no monte da transfiguração é o de demonstrar que a Lei de Moisés e todos os profetas do Antigo Testamento tiveram seu cumprimento na pessoa magnífica do Senhor Jesus Cristo”.

Não restavam dúvidas entre os discípulos de que Jesus era realmente o Messias, mas a grande questão era; onde estava Elias, o antecessor, nesta história? João Batista, antes do batismo de Jesus, já havia dito que não era ele o Elias esperado, aliás ele disse que nem profeta era (Jo 1.21, cf Lc 16.16).

Elias deveria “voltar antes que o Messias viesse” com a missão de levar os corações ao arrependimento, mas a questão era que os discípulos viram o Messias e Elias no monte e questionaram, ente si, a respeito das obras do antecessor que não foram vista ali. Depois de uma conversa eles entenderam que João Batista já havia vindo no espírito e virtude de Elias (Mt 17.13).

III – ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO
1 – O MESSIAS ESPERADO
Tanto os rabinos como o povo comum sabiam que antes do advento do Messias, Elias haveria de aparecer (Ml 4.5-6; Mt 17.10). O relato de Mateus sugere que os escribas não reconheceram a Jesus como o Messias, porque faltava um sinal que para eles era determinante, o aparecimento de Elias antes da manifestação do Messias (Mt 17.10).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma igreja autenticamente pentecostal. Plano de Aula

EVANGELIZAÇÃO É A CAUSA DAS CAUSAS
RELIGIÃO DO CAMINHO, DO MOVIMENTO, DA AÇÃO
ORTODOXIA SEM ORTOPRAXIA É VERDADE SEM VIDA
MISSÃO: FAZER DISCÍPULOS OU APRESENTAR PLACAS?
MATÉRIA PRIMA PARA ESPECULAÇÕES DOUTRINÁRIAS?
ADJETIVO PENTECOSTAL VERSUS TRADIÇÃO PENTECOSTAL
MISSÃO IMPERATIVA, INTRANSFERÍVEL E IMPOSTERGÁVEL
ORDENS CLARAS E DIRETAS OU MENSAGENS SUBLIMINARES?


INTRODUÇÃO
Temos ou não temos as características de uma igreja autenticamente pentecostal? Mas quais são os requisitos necessários para que uma igreja seja reconhecida como autenticamente pentecostal? Muitas igrejas, em nossos dias, são abertas com um adjetivo pentecostal, no entanto, muitas delas sequer apresentam alguns traços da tradição pentecostal, vistos em seus costumes, liturgia e outras características inerentes ao verdadeiro pentecostalismo.

O evangelismo, missões, discipulado, ensinos sistemáticos, socorro aos necessitados, o bem-estar espiritual, o cuidado com a alma, o conforto espiritual, a orientação, o afeto e a gloriosa esperança da volta de Jesus são as características marcantes de uma igreja autenticamente pentecostal.

A ordem de Jesus aos seus discípulos foi clara e direta (Mc 16”15-18):
• Ele não rodeou;
• Não usou de subterfúgios;
• Não usou mensagens subliminares;
• Não deixou sombras ou variações de dúvidas;
• Não deixou material farto para estudo, revelação ou matéria prima para especulação doutrinaria.

Ele declarou o alvo, destacou a responsabilidade e comissionou à igreja uma grande tarefa, fazer missões. Esta é a sua principal função nesta Terra, tanto que todos os outros trabalhos possuem as suas importâncias espirituais e materiais, mas não tanto quanto o cumprimento destas ordens.

No entanto é bom destacarmos que este trabalho deve ser com qualidade e não e tão somente norteado pela necessidade de aumento da quantidade de congregados, mas sim de discípulos que imitem Jesus (Jo 8.31), ou seja, a finalidade destas ordens não é cristanizar o mundo, espalhar aleatoriamente a semente da Palavra, de modo desordenado, cumprimento de metas humanas estabelecidas por placas, mas sim fazer com que os futuros discípulos abandonem o mundo e seu sistema malígno e imoral.

I. EVANGELIZAÇÃO, MISSÃO DA IGREJA PENTECOSTAL
1. O imperativo da evangelização.
Pregar, fazer discípulos, batizar e ensinar são as 4 principais ações da igreja (Mt 28”19-20). Isto não é uma opção, escolha ou motivo de louvor quando priorizada, mas sim faz parte da vocação da igreja, de sua chamada, é o seu norte, a sua direção excelente, que não pode ser esquecida ou desprezada. Tanto é que esta ordem foi registrada pelos 4 evangelistas, inclusive nos relatos lucanos ela foi destacada como a principal função daqueles que logo se tornariam pregadores e testemunhas de Jesus ressurreto, primeiramente em Israel e depois em todo o globo. O não cumprimento destas ordens caracteriza desobediência e infidelidade a Cristo.

Quando os cristãos têm consciência que a tarefa primordial da Igreja é a evangelização, passam a entender que sua existência gira em torno desta missão. Para entendermos a importância da missão evangelizadora da igreja devemos compreender o significado de evangelho:
• O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1:16);
• O Evangelho é a mensagem de fé que pregamos (Rm 10:8);
• O Evangelho é a palavra da cruz, loucura para os que perecem, mas para os que são salvos, poder de Deus (1Co 1:18);
• O Evangelho é a notícia do perdão de Deus oferecido aos pecadores. As boas novas de grande alegria para todo o povo ( Lc 2:10).

2. A evangelização como fator de crescimento.
O principal objetivo do batismo com o Espírito Santo é capacitar a Igreja para pregar o Evangelho de poder, com poder, ou seja, uma dotação sobrenatural com propósito e não um fim em si mesmo. Mas, como pregar o Evangelho? O evangelismo de abordagem pessoal e as cruzadas ou concentrações evangelísticas foram os dois métodos de evangelização utilizados e bem marcantes ao longo destes 100 anos de existência assembleiana.

Nossos fundadores sempre primaram pela evangelização e obra missionária, nunca mediram esforços para cumprirem as ordens de Jesus.

Assim nasceu a Assembléia de Deus, com um grupo excluído arbitrariamente e potenciais engessados da congregação batista, caso tivessem valorizado a placa.

Livres então do gesso doutrinário, saíram cheios do Espírito Santo, evangelizando os lugares antes temidos, pelos então aceitos e respeitados ministérios existentes.

Depois de ter consumado a obra da redenção do homem no Calvário (João 19:30) e após ter passado quarenta dias dando prova da Sua ressurreição aos discípulos e falado a respeito do reino de Deus (At 1:3), Jesus explicitamente determinou qual seria a tarefa principal da Igreja. O assunto principal da Igreja é a salvação do homem na pessoa de Jesus Cristo. É para isto que ela existe.

3. O discipulado.
Discipular (ação, ir atrás de), é um dos mais importantes trabalhos da igreja, pois é o complemento da evangelização e consiste em oferecer condições para que os novos convertidos se tornem autênticos seguidores de Jesus. Nada mais é do que ensinar a Palavra de Deus aos que aceitaram Jesus como Salvador, para que dêem o fruto do Espírito, ou seja, tenham um novo caráter, uma nova maneira de viver que os levem a glorificar o Pai.

A igreja, além de evangelizar, tem por função o aperfeiçoamento dos santos, através da promoção do ensino da sã doutrina, que também é uma ordem imperativa de Jesus (Mt 28:19).

O discipulado é necessário, pois se trata do acompanhamento e ensino aos novos convertidos, levando-se em conta suas dificuldades iniciais para entenderem plenamente as principais doutrinas bíblicas.

À medida que uma pessoa é discipulada, ela também é doutrinada à luz dos conceitos teológicos daquele que a discipula. Foi exatamente isto que Barnabé e Saulo fizeram na igreja missionária de Antioquia, a primeira formada por gentios. Como estes crentes não partilhavam das promessas de Deus, como os judeus (Rm 9:4,5), havia necessidade de instruí-los nas Escrituras, para que aprendessem o que é servir a Deus. As conversões realmente foram reais e atestadas por Barnabé, mas somente isto não era insuficiente para que pudessem transformar o propósito em realidade, havia necessidade do discipulado. Assim, os primeiros convertidos a fé cristã relatados no Novo Testamento, perseveravam na doutrina dos apóstolos (At 2.42).

O ensino é uma das principais características do discipulado. O ensino no discipulado precisa ser com autoridade. A autoridade de quem ensina não está no cargo ou posição, mas na vida de obediência à Palavra.

II. A MISSÃO EDUCADORA DA IGREJA PENTECOSTAL
1. Jesus e o ensino da Palavra.
Embora a principal missão de Jesus aqui na terra tenha sido dar a vida em resgate de muitos (Jo 3.14), sua vida terrena não limitou-se apenas ao sacrifício do calvário. Ele dedicou também grande parte do seu ministério, ao ensino da Palavra de Deus (Mc 2:1,2; João 3:3-21; At 1:1).

Por esta razão foi constantemente chamado de Mestre. Até mesmo aqueles que foram prendê-lo se maravilharam pela autoridade e forma como falava (Jo 7.46). A sua intenção, com o ensino, era justamente que o povo contemplasse tamanho conhecimento e autoridade, nunca vistos antes.

O certo é que se Jesus ocupasse todo o tempo de seu ministério com a pregação, sinais e milagres, certamente não teria encontrado sucesso ante a gritante rejeição de Israel (João 1:11).

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ensinar consiste em:
• Repassar ensinamentos sobre, ou sobre como fazer;
• Doutrinar;
• Lecionar;
• Transmitir experiência prática;
• Instruir por meio de exemplos;
• tornar conhecido e familiar;
• Dar lições a;
• Instruir;
• Mostrar as conseqüências ruins de seus atos;
• Mostrar com precisão;
• Indicar.

A palavra deriva do latim (insigno), cujo significado é:
• Pôr uma marca;
• Distinguir;
• Assinalar.

Uma igreja pentecostal deve dedicar-se ao ensino da Palavra, assim como Jesus também dedicou boa parte de seu ministério terreno. Esta dedicação deve ser da forma mais didática possível, através da pesquisa, do manuseio e do estudo da Palavra.

Uma Igreja que prima pelo ensino é menos suscetível a falsos ensinos e profetas e não sucumbe aos ventos de falsas doutrinas que muito se espalham em nossos dias.

2. O exemplo da Igreja de Antioquia.
a) O exemplo de Barnabé:
• Barnabé confirmou a conversão de Saulo ao apresenta-lo aos apóstolos em Jerusalém (At 9”27);
• Entendeu como sendo genuínas as conversões dos gentios (At 11”23);
• Recrutou Saulo, para que o auxiliasse no ensino (At 11”25-26).

b) A igreja de Antioquia:
O ponto de partida das 3 primeiras viagens de Paulo foi Antioquia da Síria (a moderna Antakya, na Turquia). A cidade distava cerca 500 quilômetros de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para missões.

Localizava-se na divisa entre os três mundos culturais da época, o grego, romano e o semita. Era a terceira cidade do Império Romano, vindo depois de Roma e Alexandria. Antioquia ocupa um importante lugar na história do cristianismo, pois foi onde Paulo pregou o seu primeiro sermão (numa sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de Cristãos (At 11.26).

Essa Igreja começou no anonimato. Os fundadores da igreja de Antioquia eram de Chipre e de Cirene, os quais entrando em Antioquia pregaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. Até então o evangelho era pregado somente aos judeus. Estes gregos creram em Jesus e o número deles crescia a cada dia. Assim nasceu a igreja dos gentios.

Durante 1 ano, houve o ensino da Palavra a Igreja de Antioquia. O resultado daquele trabalho não poderia ter sido melhor:
• A vida deles passou a ser muito semelhante a de Jesus, bem diferentes dos demais moradores de Antioquia;
• Foram transformados em provas vivas do que o Evangelho pode produzir nas pessoas.

Após este período de ensino, os demais moradores notaram a diferença nos conversos e como conseqüência começaram a chamá-los de cristãos, isto é, parecidos com Cristo, semelhantes a Cristo (At 11:26). Eram os homens glorificando ao Pai que está nos céus (Mt 5:16). Era o resultado do ensino da Palavra.

A ordem profética de pregarem até aos confins da terra estava caminhando rapidamente para o seu cumprimento. A igreja de Antioquia da Síria tinha fome por missões. Essa igreja entendeu missões como razão de sua existência.

Aquela Igreja estava bem servida de ensinadores, Barnabé e Saulo. Por isto a visão daqueles crentes não era mais voltada para a cidade, região ou continente, mas ia muito além. A igreja enxergou a necessidade dos gentios, dos judeus dispersos e acima de tudo, ouviu os gritos dos confins da terra, que clamavam e esperavam pela salvação em Jesus.

A igreja, filha de Jerusalém e da perseguição, tornou-se a mãe de tantas outras igrejas, como resultado do seu esforço de enviar e suportar tantos missionários.

3. A ortodoxia do ensino bíblico.
A palavra ortodoxia significa absoluta conformidade com um princípio ou doutrina bíblica. Todo ensino bíblico-doutrinário deve estar de acordo com a mensagem divina revelada na Bíblia Sagrada.

A ortodoxia e a ortopraxia (prática cristã correta), se completam, pois para que haja uma real ortopraxia, é preciso a ortodoxia, ou seja, é necessário que o conhecimento seja materializado em uma vida de santidade. Para que isto venha a acontecer o ensino deve ser ortodoxo.

Quando Jesus declarou aos discípulos que edificaria sua igreja (Mt 16.18), sobre um fundamento e colunas, estava se referindo as doutrinas bíblicas fundamentais, as quais dão sustentação a este edifício espiritual (I Co 3.9,10,16). A Igreja é edificada sobre o fundamento dos apóstolos (ensino) e dos profetas (revelação), do qual Jesus é a principal pedra de esquina (Ef 2.20).

a) Entendemos doutrina como:
• Conjunto de idéias fundamentais (fundamentadas em algo, rocha);
• Manifestação da vontade de Deus para os homens;
• Ensino de Deus aos homens a partir de sua Palavra;
• Vem do alto, vem do céu (Dt 32”2 – goteje a minha doutrina);
• Chuvisco do orvalho sobre a relva, pois o gotejo mantém a vida renovada;;
• Não pode ser modificada pela igreja, pois ela não tem autoridade para tal;
• Ela tem um peso (peso de cruz).

b) Entendemos coluna como:
• Uma pela que tem o papel de sustentar algo que está acima dela;
• Deve estar em posição vertical, de pé;
• Não pode dobrar-se ou curvar-se;
• Deve estar firme para manter o peso (a verdade) que está acima dela;
• Deve estar fundada em um solo forte, resistente, rocha;
• Não pode estar no lodo.

Na verdade, a Bíblia declara que ninguém pode colocar outro fundamento além do que já está posto. Devemos fielmente preservar aquilo que temos recebido da parte do Senhor. Uma igreja verdadeiramente pentecostal é aquela que se mantém em tudo fiel à sã doutrina bíblica.

A Igreja do Deus vivo é um povo santo, separado do pecado e do mundanismo, é a demonstração viva e santa da Verdade do evangelho. Seu papel é o de sustentar, manter e defender a Verdade contra todo erro e oposição intelectual, religiosa e filosófica dos falsos mestres. A Verdade foi confiada à Igreja, e todo erro e heresia devem ser refutados por ela (1 Tm 6.3-5; 2 Tm 2.18; 3.8; 4.4). O grande espaço educativo das igrejas pentecostais continua sendo a Escola Bíblica Dominical.

c) Ensino e o louvor – Mt 14”13-21
Se levarmos em consideração que o resultado final da multiplicação foi proporcional a quantidade de pães e peixes apresentados (5 e 2), certamente foi oferecido ao povo uma quantidade bem maior de pão do que de peixe.

Neste episodio ficou bem claro que houve fartura de um e cuidado com o outro, ou seja, os pães foram multiplicados para saciar a fome do povo, mas com os peixes a historia foi diferente, havia um perigo.

Os 5 pães e 2 peixes simbolizam a Palavra e o louvor, respectivamente e neste caso, Jesus, além de atender aos necessitados, mostrou a sua igreja que a sua Palavra pode saciar a fome da humanidade, por outro lado o louvor sim, é necessário, mas devemos ter um certo cuidado, não podemos comer a vontade, de qualquer jeito.

III. A IGREJA PENTECOSTAL NÃO DEVE DESCUIDAR DO SERVIÇO SOCIAL E DA COMUNHÃO
1. O serviço social.
A igreja, na sua dimensão local, é um grupo social, que diariamente mantém suas relações com os demais homens, não podendo se separar dos demais. Prova disto foi Jesus ter pedido ao Pai que livrasse seus discípulos do mal e não que os tirassem do mundo.

A evangelização e a assistência social devem caminhar a passos largos e juntas, fazem parte da missão integral da Igreja, pois somos chamados à isto. Jesus andava por toda parte pregando, anunciando o evangelho, fazendo o bem (Lc 8.1; At 10.38), curando, atendendo, ouvindo, socorrendo e confortando a todos.

A missão assistencial da Igreja no mundo é a continuação da obra iniciada por Jesus. Assim como o Senhor jamais se esqueceu dos pobres, a Igreja não deve desprezá-los (Lc 4.18,19). O imperativo da Grande Comissão inclui, na essência da mensagem do evangelho, o atendimento às pessoas necessitadas (Mt 25.35-40; Jo 13.14,15).

Ao efetuar ação social, a Igreja mostra ao mundo que é um povo especial, zeloso de boas obras, é a agência do reino de Deus na Terra. Comprova, com fatos, que Jesus ama e veio salvar a humanidade. Jesus considerou como um dos dois mandamentos a que se resumia a lei e os profetas (Mt 22:39,40).

2. Atender aos necessitados.
Ajudar aos necessitados, tanto do ponto-de-vista material quanto espiritual, é um dos elementos do serviço cristão, é uma característica da igreja autenticamente pentecostal. Há quem pense que a assistência social não faz parte da missão da igreja, mas esse é um pensamento equivocado. Deus espera que socorramos os domésticos da fé, de forma que não haja, em nosso meio, necessitados.

Jesus disse que sempre haveria pobres sobre a face da Terra (João 12:8), não fugindo desta realidade nem mesmo aqueles que pertencem à igreja, como nos mostra o episódio que levou à criação do diaconato (At 6:1-3).

O crescimento saudável da igreja é visto pela intensidade de seu serviço prestado ao mundo, como prova concreta do amor de Deus. Esta dimensão envolve o impacto que o ministério reconciliador da igreja exerce sobre o mundo e o seu grau de participação para ajudar na resolução dos conflitos ou para encorajar diante dos inúmeros temores existentes. A esperança da sociedade aumenta justamente no momento em que a igreja, através do atendimento aos necessitados, alivia a dor humana e auxilia na transformação das condições sociais que têm condenado milhões de homens, mulheres e crianças à pobreza.

Sem este serviço a igreja perde sua autenticidade e credibilidade como agência do Reino de Deus neste mundo, pois somente será respeitada e terá crédito a medida que tornar visível a sua vocação, a que foi chamada.

Tiago, falando sobre o papel social da igreja, afirma que a fé sem obras é morta (2.17). A Igreja está no mundo para ser social, ou seja, evangelização e responsabilidade social caminham de mãos dadas. Isto é fundamental no Crescimento Integral do Corpo de Cristo.

3. Comunhão.
A comunhão, antes de tudo, exige um esforço de compreensão, humildade e resignação. O orgulho e a altivez são inimigos de uma Igreja que busca a união.

Comunhão é o sentimento de unidade que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus. Tendo como vínculo o amor, a comunhão cristã desconhece distinções sociais, culturais e nacionais. Agora somos um em Cristo. Não basta amar o próximo como a nós mesmos, temos de amá-lo como Jesus nos amou.

É a principal característica de uma Igreja pentecostal. É a sua marca perante a humanidade. Pela comunhão, a Igreja mostra-se como um povo perante os demais seres humanos e, graças a ela, pode cumprir todas as tarefas determinadas.

É o vínculo que interliga sinergicamente os cristãos uns aos outros (comunhão horizontal), a Cristo (comunhão vertical).

Pela comunhão compartilhamos graciosamente, combatemos o egoísmo, cooperamos na obra, praticamos a fé e temos comunhão com o Espírito de Deus.

Esta expressão é típica da Igreja, tanto que somente é encontrada nas Escrituras Sagradas no Novo Testamento, mais especificamente, após a inauguração da Igreja a partir do Pentecostes, subsequente à ascensão de Jesus.

O segredo para o rápido crescimento da Igreja Primitiva, formada por dois povos, judeus e gentios, foi a comunhão entre eles. A Igreja somente progrediu mediante a unidade entre seus membros. Sem comunhão entre os membros não há crescimento, fruto da evangelização.

Conclusão
Uma Igreja autenticamente pentecostal não é caracterizada somente pela manifestação do batismo com Espírito Santo e do falar em línguas estranhas. Ela evangeliza, discipula, ensina, comunga, socorre os necessitados e mantém os seus membros em comunhão, ou seja, cumpre sua missão de forma integral.

Resumo extraído do conteúdo proposto na lição 11 (Revista Lições Bíblicas) e dos subsídios disponibilizados nos sites abaixo:

http://auxilioebd.blogspot.com – acesso em 05/06/2011
http://www.subsidioebd.blogspot.com/ - acesso em 06/06/2011
http://www.altairgermano.net/ - acesso em 06/06/2011
http://luloure.blogspot.com/ - acesso em 06/06/2011
http://rxisaias.blogspot.com – acesso em 07/06/2011

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Jesus, o exemplo ideal de humildade, Plano de aula

TEXTO ÁUREO
‘De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5).

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.5-11.
5 - De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 - que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
7 - Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 - e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 - Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 - para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 - e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor; para glória de Deus Pai.

PROPOSTA
          Os filipenses deveriam ter a mesma disposição de Jesus;
          “Em forma de Deus”, uma configuração, semelhança;
          Jesus não se apegou aos seus direitos divinos;
          Jesus não trocou sua natureza divina pela humana;
          Ele encarnou, permitiu se rebaixar;
          No calvário, Ele desceu ao ponto mais baixo;
          O caminho da exaltação passa pela humilhação;
          “Dobre todo joelho” – reconhecer a autoridade de alguém;
          “Toda língua confesse” – reconhecimento público.

INTRODUÇÃO
Segundo o pastor Geraldo Carneiro a “humildade é a virtude com que manifestamos o sentimento da nossa fraqueza ou de nosso pouco ou nenhum mérito”. Continua o mesmo pastor dizendo que esta virtude é ordenada (Mq 6:8; Mt 20:25; Lc 14:10; 22:26, 44; Rm 11:20; 12:3; Ef 4:2; Fp 2:5; Tg 4:10) e que a ausência dela é condenada pela Bíblia (II Cr 33:23; 36:12; Jr 44:10; Dn 5:22), portanto reconhecemos a importância da existência desta característica na vida do cristão, uma vez que ficou muito evidente na vida de Jesus, o qual devemos imitar assim como foi imitado por Paulo.

Ao ensinar a igreja de Filipos, Paulo usou o exemplo de Jesus, para que os cristãos entendessem que nada poderia ser feito por contenda ou vanglória. Eles deveriam imitar Cristo (1 Co 11.1), por isto haviam recebido este título (At 11.26). Deveriam aprender sobre este quesito tão importante. O maior e melhor exemplo não havia do que o apresentado pelo “maior líder da história”, o próprio filho de Deus encarnado, o Cristo.

Assim como Jesus dispensou sua glória, é necessário que os cristãos se desprendam da glória humana (passageira, presunçosa, exagerada, baseada em propósitos irreais). Por esta atitude, Ele não deixou de ser Deus, apenas abriu mão da glória, que possuía com o Pai, desde a eternidade (Jo 17.5), para se tornar como um de nós. Alguns dos sacerdotes que ouviram Jesus, chegaram a crer, mas não confessaram por medo de serem expulsos das sinagogas (Jo 12.42), não tiveram coragem de se desprenderem da gloria momentânea, da qual usufruíam no Templo, não queriam perder seus lugarzinhos.

As atitudes de Cristo revelaram sua natureza humana, obediência e humilhação, bem como a sua divindade. Humanidade e divindade, que diga-se de passagem, são duas naturezas inseparáveis de Jesus. Esta doutrina apresentada por Paulo no segundo capítulo da Epístola aos Fiiipenses, nos prova que Jesus nunca deixou de ser Deus, e que encarnando-se, salvou-nos de nossos pecados.

Para a missão de salvar a humanidade, não foi escolhido por Deus um politico judeu influente ou poderoso, tampouco um respeitado sacerdote da linhagem da Arão, pelo contrário, pois Deus “escolheu alguém que não tinha onde reclinar a cabeça? Alguém que em seu nascimento não tinha onde pousar com a sua mãe”.

Jesus não se revelou plenamente, mas em simplicidade e ternura para nos mostrar que esta é “uma das características do cristão, condição necessária para a unidade da igreja. Ele se humilhou e abrindo mão de sua glória. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

O Filho de Deus deixou o céu, a glória, o Seu trono, e se fez carne, fez-se homem, se encarnou. O eterno Filho de Deus não nasceu em um palácio. O Rei dos reis não nasceu num berço de ouro nem entrou no mundo por intermédio de uma família rica e opulenta; ao contrário, nasceu num berço pobre, numa família pobre, numa cidade pobre. Jesus nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Ele não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10:45). Ele renunciou a Sua glória celestial. Ele tinha glória com o Pai antes que houvesse mundo (João 17:5). No entanto, voluntariamente deixou a companhia dos anjos e veio para ser perseguido e cuspido pelos homens. Do infinito sideral de eterno deleite, na própria presença do Pai, voluntariamente Ele desceu a este mundo de miséria a fim de armar a Sua tenda com os pecadores. Ele, em cuja presença os serafins cobriam o rosto, o objeto da mais solene adoração, voluntariamente desceu a este mundo, onde foi "... desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer" (Is 53:3). Jesus é o modelo ideal de humildade”

I - O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO
1. ELE DEU O MAIOR EXEMPLO DE HUMILDADE. 
A humildade de Cristo revelada antes de sua encarnação foi ensinada por Paulo aos Filipenses: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5). O próprio Jesus afirmou isto, em certa ocasião, enquanto ensinava os seus discípulos, pois os instruiu a aprenderem Dele, que era o maior exemplo e o modelo perfeito de mansidão e humildade que poderia existir (Mt 11.29). Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

Jesus tirava tempo de sua apertada agenda para falar com todos, respondendo perguntas, tirando dúvidas e mostrando o melhor caminho. Ele visitava as casas do povo, assistia casamentos, pescava com amigos, falava com crianças no Seu colo. Ele sempre parava no caminho para atender um chamado de ajuda. Em Jesus podemos ver todas as atitudes associadas com uma pessoa pobre de espírito: humildade, submissão, serviço e amor. Sem dúvida, Jesus é o modelo ideal de humildade”.

Ele não mediu esforços para atender aos necessitados, doentes, problemáticos e desprezados. Foram várias as atitudes que o qualificavam como “o bom Servo”, o que viera primeiro para servir, para depois ser servido (Mt 10.28), entre quais destacamos:
  • Tocou em leprosos (Mt 8.1-3);
  • Tratou um surdo-mudo de uma forma não vista antes, enfiou o dedo no ouvido e cuspiu, tocando em sua língua (Mc 7.33);
  • Permitiu que uma prostituta molhasse seus pés com lágrimas e que enxugasse com o próprio cabelo (Lc 7.36-48);
  • Conversou com publicanos, comeu com pecadores (Mt 9.10-13);
  • Lavou os pés de seus discípulos (Jo 13.5);
  • Cuspiu na terra, fez lodo e refez o globo ocular de um cego de nascença (Jo 9.6).

2. ELE ERA IGUAL A DEUS.
Jesus é Deus, igual ao pai, pois ambos tem a mesma natureza, glória e essência (Jo 17.5). “Em forma de Deus” (v.6), sugere a ideia de mesma configuração, semelhança. “Ele existiu desde a eternidade como Deus”, somente se esvaziou de sua gloria, mas não da divindade. A igualdade pessoal continuou a existir, o que foi deixada foi a igualdade posicional. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“É da máxima importância distinguir aqui entre igualdade pessoal com Deus e igualdade posicional. Quanto à sua Pessoa, Cristo sempre foi, é e há de ser igual a Deus. Era-lhe impossível abrir mão disso, mas igualdade posicional já é outra coisa. Desde a eternidade, Cristo era posicionalmente igual ao Pai, desfrutando as glórias do Céu. Ele não julgou, porém, que fosse necessário agarrar-se a essa posição a qualquer custo. Quando foi necessário redimir a humanidade perdida, ele abriu mão livremente de sua igualdade posicional com Deus, ou seja, os confortos e a alegria do Céu. “Não julgou” necessário agarrar-se a eles para sempre e sob qualquer circunstância. Assim estava pronto para vir a este mundo e padecer a contradição dos pecadores contra ele mesmo. Ninguém jamais cuspiu em Deus Pai, tampouco foi ele agredido fisicamente ou crucificado. É neste sentido que o Pai é maior que o Filho; não é maior quanto à Sua Pessoa, e, sim, quanto à sua posição e à maneira em que viveu. João exprime esse pensamento: “Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu” (João 14:28). Os discípulos deviam se alegrar com a noticia de que ele ia para o Céu. Enquanto viveu na terra, Jesus foi tratado cruelmente e por fim rejeitado. Vivera em circunstâncias muito inferiores às de seu Pai. Nesse sentido, o Pai lhe era superior. Quando voltou para o céu, porém, passou a ser igual ao Pai quanto às circunstâncias e à Pessoa deste”.

A forma verbal da palavra “sendo’ aparece em outras versões bíblicas como subsistindo ou existindo. Cristo é, por natureza, Deus, pois antes de fazer-se humano “subsistia em forma de Deus”. Os líderes de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele dizia ser “igual a Deus”. A Filipe, o Senhor afirmou ser igual ao Pai (Jo 14.9-11). A divindade de Cristo é fartamente corroborada ao longo da Bíblia (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; Hb 1.8; Ap 21.7). Portanto, Cristo, ao fazer-se homem, esvaziou-se não de sua divindade, mas de sua glória. Ele a deixou temporariamente (Jo 17.5).

3. MAS “NÃO TEVE POR USURPAÇÃO SER IGUAL A DEUS”.
Isto não significa que Jesus se desapegou por completo de seus “direitos divinos”, apenas os colocou ao lado por alguns instantes. Ele não agiu egoisticamente, mas esvaziou- se da sua glória, para assumir a natureza humana e entregar-se em expiação por toda humanidade, para provar o seu amor pelo mundo.

Por amor a nós, Cristo ocultou a sua glória, que possuía em seu estado pré-encarnado (Jo 17.5), sob a presença da natureza terrena. Não deixou de ser Deus, apenas se tornou completamente humano e divino. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

Quando Cristo nasceu, Deus tornou-se um homem. Jesus não era parte homem e parte Deus; ele era completamente humano e completamente divino. Cristo é a perfeita expressão de Deus na forma humana. Como um homem, Jesus estava sujeito ao lugar, ao tempo, e às outras limitações humanas. O que tornou a humanidade de Jesus excepcional foi o fato de não ter pecado. Ele não abandonou o seu poder eterno quando se tornou humano, mas deixou de lado a sua glória e os seus direito”.

Voluntariamente, humilhou-se e assumiu a nossa fragilidade, com exceção do pecado.

II - O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO
1. “ANIQUILOU-SE A SI MESMO”.
Foi na sua encarnação que o Senhor Jesus deu a maior prova da sua humildade, pois Ele “aniquilou-se a si mesmo”, privou-se de sua glória e tomou a natureza humana (gr. Kenoô), que significa também esvaziar, ficar vazio. Portanto, o verbo esvaziar comunica melhor do que aniquilar a ideia da encarnação de Jesus, todavia, em momento algum veio a despojar-se da sua divindade.

Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou em parte às prerrogativas inerentes à divindade, para assumir a nossa humanidade. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

Devemos ter cuidado ao responder a essa pergunta. Muitas vezes, ao tentar definir esse esvaziamento, muitos acabam por roubar de Cristo os atributos da Divindade. Por exemplo, dizem alguns que o Senhor Jesus, quando andava aqui na Terra, não era onisciente nem onipotente; que ele não podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo; que ele voluntariamente pôs à parte esses atributos da divindade quando entrou no mundo como homem. Uns dizem até que ele estava sujeito às mesmas limitações que os homens, que era passível de erro e que aceitava as opiniões e os mitos comuns de seus dias! Refutamos isso com veemência. O Senhor Jesus Cristo não pôs à parte nenhum dos seus atributos divinos quando veio a este mundo. Ele continuou a ser onisciente (sabendo tudo); continuou a ser onipotente (todo-poderoso); continuou a ser onipresente (presente em todas as partes ao mesmo tempo). O que ele fez foi desfazer-se de sua posição de igualdade com Deus Pai e ocultou sua glória por baixo de um corpo de carne humana. A glória ainda estava lá, mas escondida, brilhando apenas em certas ocasiões, como, por exemplo, no monte da Transfiguração. Não houve um momento sequer, em toda a sua existência sobre a terra, em que ele ficasse sem os atributos da Divindade”

Tornando-se verdadeiro homem, fez-se maldição por nós (Gl 3.13). E levou sobre o seu corpo todos os nossos pecados (1 Pe 2.24). Em Gálatas 4.4, Paulo escreveu que, na plenitude dos tempos, “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher". Isto indica que Jesus é consubstancial com toda a humanidade nascida em Adão. A diferença entre Jesus e os demais seres humanos está no fato de Ele ter sido gerado virginalmente pelo Espírito Santo e nunca ter cometido qualquer pecado ou iniquidade (Lc 1.35). Por isso, o amado Mestre é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus".

2. ELE “HUMILHOU-SE A SI MESMO”.
Jesus encarnado, deixou sua glória e rebaixou-se mais ainda ao permitir ser escarnecido e maltratado pelos incrédulos (Is 53.7; Mt 26.62-64; Mc 14.60,61) ao mesmo tempo que tomava a posição de servo. Se precisasse mais alguma demonstração de humilhação, certamente Ele se submeteria.

A auto humilhação do Mestre foi espontânea, Ele submeteu-se às maiores afrontas, porém jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça de Deus para salvar a humanidade.

3. ELE FOI “OBEDIENTE ATÉ A MORTE E MORTE DE CRUZ”. 
O Mestre amado foi obediente à vontade do Pai até mesmo em sua agonia: "Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). No Getsêmani, antes de encarar o Calvário, Jesus enfrentou profunda angústia e submeteu-se totalmente a Deus, acatando-lhe a vontade soberana.

Quando enfrentou o Calvário, o Mestre desceu ao ponto mais baixo da sua humilhação. Ele se fez maldição por nós (Dt 21.22,23; cf. Gl 3.13), passando pela ultrajante e maldita morte de cruz, o principal momento de seu ministério terreno, a hora vital. Mas porque tamanha obediência? Teria sido pelo fato do dinheiro envolvido na traição? Ou da inveja maligna vinda dos sacerdotes? Ou pela covardia de Pilatos ao condená-lo? Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

A grande questão é: por que Ele morreu na cruz? Cristo não foi para a cruz porque Judas O traiu por ganância, porque os sacerdotes O entregaram por inveja ou porque Pilatos O condenou por covardia. Ele foi para a cruz porque o Pai O entregou por amor e porque Ele a si mesmo se entregou por nós. Ele morreu pelos nossos pecados (1Co 15:3). Nós O crucificamos. Nós estávamos lá no Calvário não como plateia, mas como agentes da Sua crucificação”.

III - A EXALTAÇÃO DE CRISTO (2.9-11)
1. “DEUS O EXALTOU SOBERANAMENTE”. 
Jesus somente foi exaltado, pelo Pai, após sua vitória sobre o pecado, vitória esta que se deu justamente durante o processo de humilhação. Ele passou pelo vale, enfrentou a estrada que conduzia a coroação e nesta estrada havia uma cruz, da qual Ele não fugiu, por isto recebeu a recompensa do Pai. Se levantou da morte, subiu ao céu glorificado.

Na sua exaltação Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3; 2.9;12.2). Usado pelo autor sagrado para designar especialmente Jesus, o termo grego Kyrios revela a glorificação de Cristo. O nome “Jesus” é equivalente a “Senhor”, e, por decreto divino, Ele foi elevado acima de todo nome. As Escrituras atestam que ante o seu nome “se dobre todo joelho dos que estão nos céus (anjos), e na terra (humanidade), e debaixo da terra (mortos sem Cristo ou demônios), e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [o Kyrios]” (v.10).

2. DOBRE-SE TODO JOELHO. 
Diante de Jesus, todo joelho se dobrará (v.10). Ajoelhar-se implica reconhecer a autoridade de alguém. Logo, quando nos ajoelhamos diante de Jesus, deixamos bem claro que Ele é a autoridade suprema não só da Igreja, mas de todo o Universo. Quando oramos em seu nome e cantamos-lhe louvores, reconhecemos-lhe a soberania. Pois todas as coisas, animadas e inanimadas, estão sob a sua autoridade e não podem esquivar-se do seu senhorio. “Deus Pai estava tão contente com a obra redentora de Cristo que determinou que todo joelho haverá de se dobrar perante Ele”, quer queiram ou não


Todo o joelho se dobrará dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra. Não importa quem são, o importante é que todos dobrarão seus joelhos e confessarão a Cristo como Senhor, não somente da terra, mas de tudo e de todos.

3. “TODA LÍNGUA CONFESSE” (V.11). 
Além de ressaltar o reconhecimento do senhorio de Jesus, a expressão implica também a pregação do Evangelho em todo o mundo. Cada crente deve proclamar o nome de Jesus.

O valor do Cristianismo está naquilo que se crê, A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja (Rm 10.9; At 10.36; 1 Co 8.6). Nosso credo implica o reconhecimento público de Jesus Cristo como o Senhor da Igreja. A exaltação de Cristo deve ser proclamada universalmente.

Os que negaram, os que zombaram e os que desprezaram terão que confessá-lo publicamente, não por imposição de Deus, mas por que não terão alternativa. O universo se curvará diante de seu poderio, mas um pouco tarde para esperarem como recompensa a salvação.

CONCLUSÃO
A humanização (encarnação), humilhação e exaltação de Jesus são verdades incontestáveis. Jesus é o Deus forte encarnado — verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ele recebeu do Pai toda a autoridade nos céus e na terra. Ele é o Kyrios, o Senhor Todo-Poderoso. O nome sob o qual, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Essa verdade universal deve ser proclamada por todos nós.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1) Conhecer o estado eterno da pré-encarnação de Cristo:
       Que haja em nós o que houve em Jesus, antes!

2) Aprender o que a Bíblia ensina sobre o estado temporal:
       Jesus aniquilou-se, humilhou-se a si mesmo e obedeceu;

3) Compreender a exaltação final de Cristo:
       Deus o exaltou soberanamente, depois da humilhação;
       Um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará

REFERÊNCIAS
BARBOSA, José Roberto A Jesus, o modelo ideal de humildade. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/07/licao-04.html. Acesso em 24 de julho de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Jesus, o modelo ideal de humildade. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/07/3-trimestre-de-2013-licao-n-04-28072013.html. Acesso em 25 de julho de 2013.

Escola Dominical OCZ. Jesus, o modelo ideal de humildade. Disponível em: http://assembleiadedeusoczescoladominical.blogspot.com.br/p/4-licao-3-tri-2013_26.html. Acesso em 24 de julho de 2013.

Estudantes da Bíblia. Família, criação de Deus. Disponível em:http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-03-04.htm. Acesso em 26 de julho de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Jesus, o modelo ideal de humildade. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/07/aula-04-jesus-o-modelo-ideal-de.html. Acesso em 24 de julho de 2013.

NEVES, Natalino das. Jesus, o modelo ideal de humildade. Disponível em: http://www.slideshare.net/natalinoneves1/planejamento-estratgico-para-igrejas. Acesso em 24 de julho de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano IV - caminhando para o ano V