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sábado, 30 de outubro de 2010

A oração que não foi respondida


Foi a mais terrível e chocante oração não-respondida da história da humanidade: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46).

Dinâmica: Pai nosso dialogado


Sugestão: Duas pessoas ensaiam e apresentam durante a aula.
PAI NOSSO DIALOGADO
CRISTÃO: “Pai nosso que estais no céu...”

DEUS: Sim? Estou aqui.

Lição 5 - Orando como Jesus ensinou


1 – INTRODUÇÃO
A pergunta campeã no meio evangélico é: “Se Deus já conhece minhas necessidades, por que então devo orar?” Em primeiro lugar, precisamos entender que orar é uma necessidade da alma humana e somos nós que precisamos dela e não propriamente Deus, além é claro, através dela unimos nossa vontade à vontade de Deus e desse modo ficamos conhecendo a Sua vontade e comunicamos a nossa. Portanto ela se torna a base de toda a comunicação com o Senhor Jesus.


2 – A ORAÇÃO DEVE SER INERENTE AO CRENTE
Jesus dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se compromete a servir com inteireza de coração a Deus. A oração foi o instrumento pelo qual Ele suportou as afrontas, por ela, não deu lugar ao pecado, por ela, tomou o peso da cruz e venceu o maligno (Mt 26.36-46). Ao assumir a forma humana, Jesus esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu plenamente a natureza humana (Fp 2.5-8) experimentado todas as circunstancias inerentes à vida humana, inclusive a tentação (Hb 4.15).

Por varias vezes Jesus incitou os seus discípulos a orarem e em certa ocasião Ele estava orando e quando terminou os seus os discípulos sentiram o desejo de orar como Ele. Então um deles pediu que Jesus os ensinasse a orar. O Senhor prontamente atendeu ao súplice, pois Ele sabe que essa função é primordial na vida de qualquer cristão, e que deve ser praticada “sem cessar” enquanto estivermos neste mundo.

Todavia Jesus não disse que esta oração devesse ser repetida mecanicamente todas as vezes que fossem buscar ao Pai, como era costume entre os sacerdotes romanos que repetiam suas orações memorizadas com o extremo zelo de não errarem para não comprometerem as suas cerimônias.


3 – DECORRÊNCIAS PRÁTICAS DA ORAÇÃO MODELO
Nesta oração modelo, Cristo indicou, em cada área de interesse, a nossa posição diante de Deus Pai. Vejamos:


Como se vê, a estrutura da oração-modelo que o Senhor deixou não dá lugar para o “EU” e nem para o determinismo arrogante.


a)Porque Jesus orou:
Se Jesus era e é Deus, existia a necessidade Dele orar? Jesus não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.


b)Quando Jesus orou?
• nas horas de grandes aflições e provações (Getsêmani);
• antes de grandes decisões (escolha dos 12 discípulos);
• antes de grandes realizações (ressurreição de Lázaro);
• no término de sua obra (João 17:4);
• orou na cruz do Calvário.

c)Onde Jesus orou?
Jesus frequentemente procurava um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Frequentemente, Ele subia a montes, ou saia para um jardim, e gostava mais do período da noite ou ao amanhecer, quando havia menos distração com o mundo agitado. Tais hábitos eram tão típicos da vida de Cristo que Judas sabia exatamente onde encontrá-lo, embora só estivesse estado em Jerusalém poucos dias (João 18:1-3).


d)Como Jesus orou?
* Quando orardes não sereis como os hipócritas - Como podemos saber quando a nossa oração não é hipocrisia? A resposta é: Quando é direcionada aos céus e não para as vistas do homem;

* Entra no teu quarto - É evidente que Cristo não condena a oração nos cultos públicos (Jo 11:41-42; 17:1; At 1:14). Mas, mesmo a oração pública deve ser com “a porta fechada”, isto é, com o mundo excluído do coração e em contato com o trono de Deus, em espírito. Na maior multidão o crente pode achar seu “quarto de oração”. É difícil evitar a hipocrisia, mesmo no tempo de tristeza e angústia; mas em secreto é mais fácil orar sem fingimento;

* Feche a porta - Portanto, isso quer dizer separado do mundo e em contato com Deus. Devemos fechar a porta não somente para não sermos perturbados e distraídos, mas, também, para fugirmos aos olhos dos homens e ficarmos a sós com Deus - Sl 27:8. O quarto de oração de Jesus era o monte e o deserto (Mc 1:35; Lc 6:12); de Isaque, era o campo (Gn 24:63); de Davi, o quarto de dormir (Sl 4:4); de Pedro, o eirado (At 10:9); de Ezequias, o rosto virado para a parede (II Rs 20:2);

* Teu pai que ve em secreto - O lugar secreto, de amizade íntima, Sl 25:14; 27:5; 31:20; 91:1.


CONCLUSÃO:
A ênfase de Jesus sobre a necessidade do segredo da oração NÃO DEVE SER LEVADA A EXTREMOS, pois, se todas as nossas orações fossem mantidas em segredo, teríamos de desistir da ir à Igreja, orar em família e nas reuniões de oração. Jesus estava se referindo a oração particular (“TU PORÉM, QUANDO ORARES….E, FECHADA A TUA PORTA, ORARÁS A TEU PAI…”)

Fonte: www.ebdweb.com.br

Deserto


O deserto é a pátria dos fortes.
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O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A oração em o Novo Testamento - fé na nossa fé ou fé em Deus?


Introdução:
Em Atos dos Apóstolos encontramos registros de ações de um grupo especial de pessoas, no caso a igreja, ações estas inspiradas pelas ações do Espírito Santo de Deus, como nunca houvera antes ocorrido na Terra. Sem duvida nenhuma foi um derramamento de poder na Igreja pós pentecostes, no entanto, também encontramos muitos registros neste livro a respeito de ações das forças contrárias e malignas que tentaram impedir o seu crescimento desta tão grande obra.

As orações foram essências para a ocorrência dos inúmeros eventos sobrenaturais que marcaram os primeiros dias da Igreja na face da Terra, como um diferencial, pois sem ela muitos destes registros não estariam disponíveis para enriquecimento espiritual de todos aqueles que confessam o nome de Jesus.


A PRIMIERA REUNIÃO DE ORAÇÃO DA IGREJA PRIMITIVA:
A motivação para essa primeira reunião veio diretamente de Jesus, embora não tenha sido ordenado diretamente por Ele, que os seus discípulos ficassem em oração, estes perceberam que seria necessário preencher o vazio que sentiam com orações, pois as ordens de Jesus era que permanecessem em Jerusalém (Lc 24.49) até que do alto fossem cheios do Espírito Santo.

Nenhum registro nos comprova qual era a necessidade deles, naquele momento, ou qual eram as suas petições. O certo é que perceberam que precisavam ficam em oração e o mais importante, sabiam que algo de maravilhoso estava por acontecer, algo para confirmar a chamada, e para sacramentar o sacrifício do Calvário, algo que desse inicio ou que estimulassem a saírem para pregarem sem temor. Isto somente aconteceria se buscassem em oração.

O resultado da primeira reunião de oração da Igreja Primitiva afetou o mundo para sempre, pois o revestimento dos que buscavam foi de uma maneira nunca vista antes e isto os motivou a serem, de fatos, testemunhas de Jesus em todos os cantos da Terra.


LIÇÕES IMPORTANTES:
a) a oração é a principal chave para o derramamento do Espírito Santo;

b) a oração sempre será o prelúdio de poderosas manifestações do poder de Deus.

Nem precisamos indagar se a oração daquele grupo primitivo de cristãos foi ouvida. A resposta foi dinâmica:

a) lugar onde estavam reunidos foi sacudido;

b) todos foram cheios do Espírito Santo;

c) anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (At 4.31).

A resposta de Deus foi dada por meio do Espírito Santo, tal como Jesus antes indicara: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós” (At 1.8). Aqueles discípulos haviam recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Nesta Dispensação, a oração é o segredo espiritual, que alimenta a comunhão espiritual da Igreja com Deus e consigo mesma. A Igreja primitiva vivia em oração. Este era o segredo da comunhão e do crescimento entre os cristãos primitivos.


ORAÇÃO ANTE A PERSEGUIÇÃO:
Os crentes do NT enfrentavam a perseguição em oração fervorosa. A situação parecia impossível; Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão vigiado por dezesseis soldados. Todavia, a igreja primitiva tinha a convicção de que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e oraram de um modo intenso e contínuo a respeito da situação de Pedro. A oração deles não demorou a ser atendida (At 12.6-17).


A ORAÇÃO NOS EVANGELHOS
Os evangelhos descrevem a vida e os ensinamentos de Jesus. O fato de Ele ter orado é uma premissa fundamental para que também oremos.Encontramos, nos relatos evangélicos: Mateus, Marcos, Lucas e João, vários episódios nos quais Jesus se encontrava em oração. Ele orou por ocasião:

a) no batismo nas águas (Lc. 3.21,22);

b) antes de escolher seus discípulos (Lc. 6.12,13);

c) pelas criancinhas que lhe cercavam (Mt. 19.13-15);

d) em favor de Pedro (Lc. 22.32);

e) diante do túmulo de Lázaro (Jo. 11.41,42);

f) pelos cristãos de todos os tempos (Jo. 17);

g) antes de ser crucificado, no Getsêmane (Mt. 26.39-44);

h) e na cruz (Mc. 15.34; Mt. 27.46).


A ORAÇÃO EM ATOS:
a) o derramamento do Espírito veio sobre a igreja justamente em um momento de oração (At. 2);

b) os primeiros irmãos mantinham a prática judaica rotineira da oração a Deus (At. 3.1);

c) quando a perseguição chegou, a igreja refugiou-se na oração (At. 4.24-31);

d) a oração era uma prioridade para a igreja primitiva (At. 6.4);

e) diante das adversidades, e mesmo na hora da morte, os primeiros cristãos buscavam ao Senhor em oração (At. 7.54-60);

f) enquanto orava, Ananias recebeu a orientação de Deus para que procurasse Saulo, o perseguidor da igreja (At. 9.11);

g) Cornélio, o homem piedoso, orava e suas orações foram ouvidas pelo Senhor, que enviou Pedro para que o conduzisse ao evangelho (At. 10.1-6);

h) Pedro fora libertado da prisão porque a igreja orou por ele (At. 12.5);

i) os primeiros obreiros eram enviados por direção do Espírito, após a igreja jejuar e orar (At. 13.2,3);

j) os poderes satânicos eram enfrentados através da oração (At. 16.13-18);

k) em resposta à oração de Paulo e Silas, os alicerces do cárcere se moveram (At. 16.25-30);

l) muitas revelações foram dadas a Paulo em momentos de oração (At. 27.21-26), bem como curas de enfermidades (At. 28.8,9).


Fonte: www.ebdweb.com.br

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Geografia Bíblica - O Egito e os filhos de Israel


O relacionamento de Israel com o Egito remonta à Era Patriarcal. Premidos pela fome e outras agruras, Abraão e Isaque desceram à terra dos faraós, onde sofreram sérios constrangimentos. O primeiro e maior patriarca hebreu, por exemplo, esteve prestes a perder a esposa, cuja beleza embeveceu o rei daquela nação. Não fosse a intervenção divina. Sara não seria contada entre as ilustres mães do povo israelita.

Em sua velhice, Abraão recebe esta sombria revelação do Senhor: "Saibas, de certo, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. K a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia" (Gn 15.13-16).


1 - José, primeiro-ministro do Egito
Estêvão, sábio diácono da igreja primitiva, conta-nos como José chegou a primeiroministro do Faraó: "E os patriarcas, movidos de inveja, venderam a José para o Egito. mas, Deus era com ele. E livrou-o de todas as suas tributações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito. que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa. Sobreveio então a todo o país do Egito e de Canaã fome e grande tributação; e nossos pais não achavam alimentos. Mas, tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou ali nossos pais, a primeira vez. E, na segunda vez foi José conhecido por seus irmãos, e a sua linhagem foi manifesta a Faraó. E José mandou chamar a seu pai Jacó e a toda sua parentela, que era de setenta e cinco almas" (At 7.9-14).

Não obstante sua humilde condição de escravo, José tornou-se primeiro-ministro do Faraó. E, por seu intermédio, Deus salvou toda a descendência de Israel. Não fosse o providencial ministério exercido por esse intrépido hebreu, a progênie abraâmica ver-se-ia em grandes dificuldades. Sua história é uma das obras-primas da humanidade.

José chegou ao Egito no Século XX a.C. Nesse tempo, segundo os historiadores, os hicsos dominavam o país. Sendo, também, semitas, os novos senhores da terra não tiveram dificuldades em demonstrar sua magnanimidade aos hebreus. Mostrando-se liberais e generosos, ofereceram aos israelitas a região de Gósen, onde a linhagem abraâmica desenvolveu-se sobremaneira


2 - Moisés
Continua Estêvão a contar a história dos israelitas no Egito: Aproximando-se, porém, o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito; até que se levantou outro rei, que não conhecia a José.

Esse, usando de astúcia contra a nossa linhagem, maltratou nossos pais, a ponto de os fazer enjeitar as suas crianças, para que não se multiplicassem. Nesse tempo, nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai. E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó, e o criou como seu filho. E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.

"E, quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos de Israel. E, vendo maltratado um deles, o defendeu, e vingou o ofendido, matando o egípcio. E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam. E no dia seguinte, pelejando eles, foi por eles visto, e quis levá-los à paz, dizendo: Varões, sois irmãos; por que vos agravais um ao outro? E o que ofendia o seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz sobre nós? Queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio?

"E a esta palavra fugiu Moisés, e esteve como estrangeiro na terra de Midiã, onde gerou dois filhos. E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor, no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo de um sarçal. Então Moisés, quando viu isto, maravilhou-se da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor:

"Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés, todo trêmulo, não ousava olhar. E disse-lhe o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.

"A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal.

Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, e no mar Vermelho, e no deserto, por quarenta anos. Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: ü Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis" (At 7.17-37).

Israel deixou o Egito no Século XV a.C. Depois do Êxodo, israelitas e egípcios voltariam a se enfrentar no tempo dos reis e no chamado período inter-bíblico.

Recentemente, com a independência do moderno Estado de Israel, as forças judaicas defrontaram-se com as egípcias diversas vezes. O antagonismo entre ambos os povos é milenar. Entretanto, o futuro dessas nações será de paz e glória: "Naquele dia haverá estrada do Egito até a Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria: e os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança" (Is 19.23-25).

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

Geografia Bíblica - A grandeza do Egito


Os egípcios deixaram um marco de indelével grandeza na História. Desde as pirâmides às conquistas científicas e tecnológicas, foram magistrais. Haja vista, por exemplo, os arquitetos modernos que continuam a contemplar, com grande admiração, os monumentos piramidais construídos pelos faraós.

Desta forma Halley descreve a Grande Pirâmide de Queops: "O mais grandioso monumento dos séculos. Ocupava 526,5 acres, 253 metros quadrados (hoje 137), 159 m de altura (hoje. 148). Calcula-se que se empregaram nela 2.300.000 pedras de 1 metro de espessura média, e peso médio de 2,5 toneladas. Construída de camadas sucessivas de blocos de pedra calcária toscamente lavrada, a camada exterior alisada, de blocos de granito delicadamente esculpidos e ajustados. Estes blocos exteriores foram removidos e empregados no Cairo. No meio do lado norte há uma passagem, 1 m de largura por 130 de altura, que leva a uma câmara cavada em rocha sólida, 33 m abaixo do nível do solo, e exatamente 180m abaixo do vértice; há duas outras câmaras entre esta e o vértice, com pinturas e esculturas descritivas das proezas do rei".

Os antigos egípcios destacaram-se, ainda, na matemática e na astronomia. Há mais de quatro mil anos, quando a Europa revolvia-se em sua primitividade, os sábios dos faraós já lidavam com fórmulas para calcular as áreas do triângulo e do círculo e, também, do volume das esferas e dos cilindros.

Souto Maior fala-nos, com mais detalhes, acerca do avanço científico dos antigos egípcios: "Apesar de não conhecerem o zero, já resolviam nessa época equações algébricas.

Os seus conhecimentos astronômicos permitiram-lhes a organização de um calendário baseado nos movimentos do Sol. A divisão do ano em doze meses de trinta dias é de origem egípcia; os romanos adotaram-na e ainda hoje é conservada com pequenas modificações. A medicina egípcia também era surpreendentemente adiantada. Chegaram a fazer pequenas operações e a tratar com habilidade as fraturas ósseas. Pressentiram a importância do coração e, na observação das propriedades terapêuticas de certas drogas, adquiriram alguns conhecimentos de farmaco-dinâmica".

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987