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sexta-feira, 11 de março de 2011

Significado da palavra Selá


SELÁ???!!! O QUE SIGNIFICA "SELÁ" ?
A PALAVRA “SELÁ” NA BÍBLIA
• SALMOS 3:2,4,8
2 Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. Selá.
4 Com a minha voz clamei ao SENHOR, e ouviu-me desde o seu santo monte. Selá.
8 A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção. Selá.

INTRODUÇÃO Quando fazemos a leitura do versículo, devemos ler também a palavra “Selá” ? Certa feita, um irmão, ao fazer a leitura em voz alta na igreja, leu inclusive a palavra em questão! Retomo a pergunta: tal palavra deve ser lida também, ou não? Qual é o seu significado?

II) SIGNIFICADO DA PALAVRA “SELÁ” (ou Selah)
1) O Dicionário Bíblico Ilustrado para a Família, define assim tal palavra: “Termo que aparece 71 vezes nos Salmos e três vezes em Habacuque. Deve ser uma pausa musical ou uma instrução litúrgica, mas não se conhece o seu significado. (As versões mais recentes costumam suprimir a expressão.)”

2) O Dicionário da Bíblia de John D. Davis, por seu turno, define a palavra em apreço: “SELÁ, Elevação. Palavra que se encontra setenta e uma vezes nos salmos e também em Hc 3.9,13. Stainer oferece seis opiniões distintas quanto ao sentido:
(1) pausa;
(2) repetição semelhante a “da capo”;
(3) final de uma estrofe;
(4) toque com força (fortíssimo);
(5) curvatura do corpo em sinal de obediência; e
(6) repetição da sinfonia (“ritornello”).

Provavelmente significa uma pausa da orquestra ou mudança de piano para forte. 3) Por fim, outros estudiosos no assunto, definem “SELÁ”, como sendo:
• UMA PAUSA para que o nosso pensamento seja elevado a Deus.
• Um SUSPIRO pausado de ALEGRIA, quando alguém que amamos chega inesperadamente a nossa frente ou a nossa casa.
• Seria uma espécie de INTERJEIÇÃO DE ALEGRIA ou SATISFAÇÃO, ou ainda,
• o EXPRESSAR HARMONIOSO de todas as FIBRAS de um CORAÇÃO que ansiasse pelo auxílio de Deus e de repente SENTISSE a DOCE SERENIDADE da presença divina, como se conclui do SALMO 67:1:
“DEUS tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós ( Selá. )”

Em assim sendo, não seria o caso de se ler tal palavra, sobretudo em voz alta. O leitor, deveria sim, fazer uma PAUSA na leitura do texto bíblico, para expressar o sentimento de alegria, de satisfação, motivada pela doce presença divina.

Portanto, penso ser este o significado de palavra em apreço, ou seja, ELEVAÇÃO, PAUSA, etc.

Extraído: http://fotolog.terra.com.br/osvaldo_g_cruz1:277

Por:  Ailton Silva - desde 2009

33ª UMADEPRESP

Alguns pontos das mensagens da 33ª UMADEPRESP - Pres. Prudente 5 a 8 de março de 2011.
Preletor: Pastor Elson de Assis (RJ)
Mensagens: segunda e terça-feira de manhã

No ano em que morreu o rei Uzias
Ele precisava de uma referencia histórica
Naquele ano o trono ficou vazio

Isaias falou de 2 tronos:
Trono de cima - vi ao Senhor sentado sobre um alto e sublime trono
Trono de baixo – trono do rei Uzias

Para o trono de baixo Isaias não servia, pois era um homem de lábios impuros, mas para o trono de cima servia.

O trono de baixo considera o exterior, o trono de cima contempla o interior.

Os serafins com duas asas cobriam os rostos, com duas os pés e com duas voavam acima do templo:
Não poderiam ver Deus de cima para baixo, por isso cobriam o rosto;
Deus permitiu voarem acima do templo, pois seria para adorarem. É o máximo que uma adoração pode atingir;
Mesmo com os olhos cobertos, voavam e não se chocavam.

Quem seria enviado para a missão? Os serafins não poderiam, pois eram seres ardentes, portanto, a humanidade não suportaria. O dono da obra também não poderia. Restou somente Isaias.

Deus é o único ser que consegue dar uma atenção especial para alguém sem provocar ciúmes em outros, Somente temos ciúmes do que podemos ver. Deus é invisível, portanto Ele pode dispensar atenção especial a quem quiser.

Miseri – miséria
Córdia – coração
Aplicação da expressão “TENHA MISERICÓRDIA” – “Coloca este miserável em seu coração, Deus”

Misericórdia, sem ela não sobrevivemos. Ela está presente:
a) No chão que pisamos;
b) No teto que contemplamos;
c) No equilíbrio em que vivemos.

A morte trabalha com amarras, cordéis, por isto todos que morrem ficam presos, somente um não ficou, Jesus, pois o aguilhão da morte é o pecado e como Jesus não tinha, ficou livre.

No Calvário a morte chegou bem perto da cruz do meio, mas não pode prosseguir para amarrar Jesus. O ladrão da esquerda já estava garantido, o da direita, já tinha o aceso garantido no paraíso e o do meio, a morte, sequer chegou perto. Ela ficou sem ação, pois Jesus entregou seu espírito à Deus.

O importante não é a tonalidade da voz na oração, mas sim a intensidade da oração.

Na UTI espiritual quanto pior for o caso mais Deus se agrada e mesmo que seja grave Ele jamais desligará o aparelho. Eutanásia não é com Ele.

Nós não temos o rei na barriga, mas sim temos o Rei no coração.

Pérolas do Pastor Jesiel Padilha

Estudo retirado do blog do Pastor Jeziel Padilha - Assembléia de Deus - Santos
Ventos de doutrina:
1) sectarismo e radicalismo – condenava a televisão, cuspe, coca-cola, passear com a família e amigos (eu mesmo fiz isto), tênis, jeans, sapato social sem meia (presenciei isto);

2) apologia a ignorância – condenava o estudo teológico e outros estudos seculares;

3) arrebatamentos (nas décadas de 70 e 80) – eram vistos: velhinho de barba branca e roupas cumpridas, Jesus, Deus, Espírito Santo, parentes, pastores, inferno, saias rachadas, cabelo, presília, arco de cabelo, televisão, paletó rachado e tinta de cabelo;

4) revelações nas décadas de 80 e 90;

5) terrorismo escatológico – rotulava tudo como material do anti-cristo, sinais em personagens mundiais, astros, políticos e nas embalagens dos alimentos (era a onda do 666, fiz muito isto);

6) onda dos dentes de ouro (passaram por aqui em uma tenda);

7) cair na unção;

8) regressão;

9) quebra de maldição;

10) adoração a anjos;

11) teologia da prosperidade.

12) Introdução do curanderismo em detrimento a pregação do evangelho;

13) Introdução de liturgias do candomblé em cultos pentecostais, como: engolir e vomitar cobra, fumar dentro do templo para nunca mais fumar. Colar os pés no chão, as mãos. Dança em círculo no ritmo do candomblé, roda pião, aviãozinho, imitar animais, engatinhar no púlpito imitando gato, leão, cordeiro. Retorcer o corpo como se estivesse fugindo de bala, karatê, metralhadora e gargalhada e muitas outros trejeitos do neopentecostalismo.

14) Endeusamento de líderes religiosos, verdadeiros ícones;


Pedro era muito ruim de pontaria, no caso de Malco não era para cortar a orelha, mas sim a cabeça do soldado.


Conta que um irmão contendeiro abriu a Bíblia e leu em: II Sam 18”33 – Davi chorava pelo seu filho. “Absalão, meu filho. Absalão, meu filho” mas ele entendeu assim: “Abre salão, meu filho. Abre salão meu filho”.


Igreja foi:
a) Planejada por Deus;
b) Executada e aberta por Jesus no Calvário;
c) E inaugurada pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes.


“Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigentio, não emprestou, não financiou ou mesmo deu em consignação”.

Plano de aula e resumo - lição 11

A fé sem circuncisão é morta?
Evangelho ou a lei ?
Os legalistas ou os liberais?

INTRODUÇÃO
Logo nos primórdios da igreja cristã precisou lidar com controvérsias que colocaram em risco a sua unidade doutrinária. Surgiram aqueles que não foram cautelosos e cuidadosos, deixando-se levar pelo fermento dos fariseus, apesar das advertências de Jesus durante o ministério terreno (Mt 15:10-20; 16:1-12; Mc 8:15-21), querendo exigir a observância da lei como um requisito para a salvação (At 15:1,5).

Com o início da pregação aos gentios, em Antioquia, os segmentos judaizantes de Jerusalém, agindo por conta própria e sem a autorização do seu pastor, Tiago, o irmão do Senhor (At 15:24), foram ao encontro das igrejas gentílicas que se formavam, pregando a necessidade da prática da lei para que houvesse a salvação. O tumulto foi tão grande (At 15:2) que foi preciso reunir os apóstolos e os anciãos da Igreja em Jerusalém e sob a orientação do Espírito Santo, decidir a respeito.

A questão era apenas uma, mas levava a várias outras:
· Os gentios deveriam guardar a lei mosaica para serem salvos?
· Os gentios deveriam se igualar religiosamente aos judeus?
· Como vencer as dificuldades que pareciam impedir a formação de uma igreja única?
· Como unir os gentios religiosamente sem a obrigação de guardar a lei mosaica?
· Como uni-los socialmente como irmãos iguais na família de um pai comum?
· Como impedir que os judeus cristão se escandalizassem com as atitudes dos gentios?

Paulo evangelizou os gentios sem os judaizar, mas os radicais que permeavam a Igreja queriam que esses novos convertidos adotassem o costume judaico.

I – O QUE É UM CONCÍLIO
Definição: Reunião em que se trata de assuntos dogmáticos, doutrinários ou disciplinares, fé, costumes (moral) e disciplina eclesiástica. Do latim concilium (reunião, assembleia, concílio, entrevista), Assembléia do alto clero para tomar decisões disciplinares ou de fé; Cânones ou decisões conciliares; Congresso; assembléia. O vocábulo concílio foi substituído, na atualidade, pelo termo convenção. O importante é que estas reuniões, tanto ordinárias como extraordinárias, sejam assistidas pelo Espírito Santo.

2 – OS CONCÍLIOS DO ANTIGO TESTAMENTO
Ao longo da história de Israel ocorreram várias reuniões deliberativas entre os líderes para tratar das urgências nacionais e das crises que surgiram (II Cr 34:29; Ed 10:14; Ez 8:1).

A primeira ocasião em que surge a necessidade do povo de Deus reunir-se em assembléia para a tomada de uma importante decisão. YAHWEH ordena a Moisés que reúna os anciãos (literalmente os barbados), aqueles em idade avançada que, pela grande experiência e autoridade, eram os líderes do povo hebreu. Esses são os cabeças de famílias que representariam Israel.

3 – OS CONCÍLIOS DO NOVO TESTAMENTO
As questões de suma importância e que influenciariam o futuro da Igreja, foram tratadas e decididas em 3 reuniões promovidas pelos líderes, orientados pelo Espírito Santo:
· At 1.15 para elegerem Matias como substituto de Judas e para aguardarem a chegada do Espírito Santo;
· At 6.2 para tratarem acerca da assistência social, ocasião em que foi eleito sete homens para se dedicarem exclusivamente neste ministério;
· At 15:6-30) para tratarem de temas que estavam dividindo os primeiros cristãos: de um lado os judaizantes (judeus convertidos) e do outro os gentios (os convertidos não-judeus, que eram maioria).

II – A IMPORTÂNCIA DO CONCILIO DE JERUSALÉM
O Concílio de Jerusalém é citado como o primeiro e mais importante, talvez em virtude da importância de suas decisões para a expansão do Evangelho.

Este foi nome dado a esta reunião efetuada por delegados enviados pela igreja de Antioquia (liderados por Paulo e Barnabé) com os apóstolos e anciãos da igreja de Jerusalém, a fim de dirimir dúvidas e questões doutrinárias originadas pelo grande influxo de convertidos gentios na igreja (At 15:2-29).

Provavelmente no ano de 49 d.C. e se tornou o marco definitivo da ruptura do judaísmo com o cristianismo. A admissão de gentios (não-judeus) era um fato de difícil compreensão para os crentes-judeus, que ainda se encontravam em parte presos às velhas tradições e práticas antigas. Entre eles estabeleceu-se uma dúvida e uma polêmica: os gentios que se convertiam deveriam adotar algumas das práticas antigas da Lei Mosaica para serem salvos, inclusive a circuncisão.

Logo a princípio, Paulo percebeu que esse ensinamento era contrário à fé cristã, e que punha em risco o evangelho de Cristo, desconsiderando a Sua morte expiatória (Gl. 2.21; 5.1-6). Caso a igreja optasse pela doutrina dos judaizantes, a morte de Cristo perderia a razão de ser, e o cristianismo não passaria de uma facção de judaísmo (Gl. 3.1-3).

O posicionamento contundente de Paulo em relação aos judaizantes revelava o risco que o evangelho estava enfrentando e a necessidade de defender os princípios básicos da fé cristã e o futuro da igreja de Jesus Cristo.

Pedro lembrou do episódio de Cesaréia, na residência de Cornélio, como testemunho de aqueles foram salvos assim como eles.

Tiago, o meio-irmão do Senhor, líder da igreja em Jerusalém, também confirmou que Deus estava visitando os gentios, a fim de construir dentre eles um povo para o seu nome (At. 15.14). Para ele, aquela realidade confirmava as palavras dos profetas (At. 15.15).

Não eram algumas práticas cultuais judaicas que estavam em jogo, mas sim a verdade do evangelho e o futuro da Igreja. Se os apóstolos cedessem à pressão dos judaizantes, o cristianismo tinha-se transformado em mera seita judaica. Havia, portanto, o perigo de a igreja se dividir em facções teológicas rivais, cada apóstolo ensinando um evangelho diferente, destruindo a unidade da igreja.

A igreja de Antioquia percebeu o problema e adotou medidas práticas para resolver a questão. O Concílio de Jerusalém conseguiu uma dupla vitória, pois confirmou o evangelho da graça e o amor ao preservar a comunhão e a unidade através de concessões compassivas aos escrúpulos dos judeus conscienciosos.

1 - CONVOCAÇÃO
A visita dos judaizantes a Antioquia, para pregar à moda antiga (At 15.24), provocou o encontro de Jerusalém a fim de discutir este problema.

A convocação de um concílio pode ser extremamente valiosa, se o seu propósito for esclarecer alguma doutrina, acabar com controvérsias e promover a paz. E este era o propósito precípuo do Concílio de Jerusalém.

A igreja de Antioquia resolveu enviar Paulo e Barnabé e alguns outros dentre eles a Jerusalém. Assim que chegaram, Paulo se reuniu com os apóstolos e lhe deu um relatório completo acerca do evangelho que estava pregando aos gentios.

2. Presidência.
O presidente do conselho era o Espírito Santo. Jesus prometera que o Espírito Santo guiaria os fiéis em toda a verdade (João 16:13). Certamente, o Concílio foi liderado pelo apóstolo Tiago, que era o líder da Igreja de Jerusalém (Atos 21:18). Embora Pedro tenha iniciado a discussão não significa que ele tenh presidido o Concílio. Pedro iniciou o debate porque Deus o usou para instigar a quebra da barreira de comunicação e de relacionamento que havia entre os judeus e gentios (Atos 10).

3. Debates.
Os da circuncisão (cristãos judeus), principalmente da igreja de Jerusalém, que criam que o sinal da circuncisão do AT era necessário a todos os crentes da Nova Aliança, ensinavam que os crentes judaicos não deviam comer com crentes gentios não circuncidados e que não observassem os costumes e as restrições sobre os alimentos dos judeus.

A Igreja de Antioquia da Síria era unida e conservava-se em plena comunhão, mas essa tranquilidade foi quebrada com a chegada de um grupo que Paulo mais tarde chamou de perturbadores. Alguns indivíduos desceram da Judéia para Antioquia (15:1). Eles eram fariseus (15:5) e zelosos da lei (21:20).

A circuncisão dos gentios não era a única exigência deles. Eles iam além. Os convertidos gentios também eram instigados a observarem a lei de Moisés (15:5). Eles não se opunham à missão entre os gentios, mas estavam convictos de que ela devia acontecer sob a guarda da igreja judaica e que os crentes gentios precisavam se submeter não só ao batismo em nome de Jesus, mas também à circuncisão e à observância da lei, como os prosélitos do judaísmo. Esse ensino provocou da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles (15:2a).

Eles faziam circuncisão uma condição para a salvação. Diziam aos convertidos gentios que a fé em Jesus não era suficiente, não bastava para a salvação. Em outras palavras, eles precisavam permitir que Moisés completasse o que Jesus havia começado e permitir que a lei completasse o evangelho. O problema era imenso. O caminho da salvação estava em jogo. O evangelho estava sendo questionado. Os fundamentos básicos da fé cristã estavam sendo minados.

Evidentemente nenhuma palavra sobre a circuncisão foi dita a Cornélio e seus familiares, e quando Tito, um crente gentio, visitou Jerusalém em companhia de Paulo e Barnabé, em ocasião anterior, a questão de sua circuncisão nem ao menos foi abordada (Gl 2:3).

Na própria igreja de Antioquia tais judaizantes causaram tal controvérsia que os lideres da igreja finalmente resolveram que a questão inteira fosse ventilada e estabelecida pelas autoridades espirituais superiores - os apóstolos. Foi então efetuada aquela reunião que atualmente conhecemos como Concílio de Jerusalém.

O debate foi aberto pelo partido farisaico da igreja de Jerusalém, o qual insistia que os convertidos entre os gentios tinham de ser circuncidados e obrigados a guardarem a lei (Atos 15:5).

Apesar de estarem presentes também outras pessoas (15:12), os debates envolveram os três Pedro (15:7-11), Paulo apoiado por Barnabé (15:12); e Tiago (15:13-21).

a) Pedro
Pedro foi coerente com o que já vinha fazendo na prática e não poderia agir de outro modo. Na pratica ele também não concordava com a imposição de se fazer a circuncisão aos convertidos, apesar que os judaizantes tenham imaginado que ele defenderia a posição deles.

Ele havia sido o primeiro a evangelizar os pagãos e compreendeu que para Deus não havia distinção entre pagão e judeu (At. 10, 34, 44-47). Ele contemplou todos na casa de Cornélio recebendo o Espírito Santo. Para ele os costumes judaicos seriam um jugo, um elemento cultural que não deveria ser apresentado aos gentios, já que estavam pregando a salvação pela graça.

b) Paulo
Toda a assembléia ficou em silêncio para escutarem Barnabé e Paulo relatarem todos os sinais e prodígios que Deus tinha feito entre os pagãos por meio deles.

Eles relataram como Deus havia operado no meio dos gentios e autenticado a pregação do evangelho com sinais e prodígios, sem o ritualismo judaico e nem os seus encargos. Isso era a prova de que essas práticas não serviam para salvação. O testemunho esmagador de Paulo de Barnabé, somado ao discurso de Pedro, testificava contra os judaizantes.

c) Tiago
Tiago, o Justo, como se tornaria conhecido mais tarde devido à sua reputação como homem justo e piedoso, era um dos irmãos de Jesus, que provavelmente se converteu depois de ver Jesus ressuscitado (At 1:14; 1Co 15:7). Provavelmente contado entre os apóstolos (Gl 1:19) e já reconhecido como um líder da igreja de Jerusalém (Atos 12:17; Gl 2:9; Atos 21:18), evidentemente ele era o coordenador da assembléia.

Tiago esperou que os líderes missionários, Pedro, Paulo e Barnabé, terminassem seus discursos. Ele não atacou os legalistas e muito menos os liberais, pois o seu compromisso era com a Palavra de Deus. Ele resumiu seu testemunho com as seguintes palavras: Expôs Simão como Deus primeiro visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome (15:14).

A afirmação de Tiago é consideravelmente mais importante do que parece à primeira vista, pois as expressões povo e para o seu nome são regularmente empregados no Antigo Testamento em relação a Israel. Tiago estava expressando sua crença de que os convertidos gentios agora faziam parte do Israel verdadeiro, chamados e escolhidos por Deus para pertencerem ao seu único povo e para glorificar o seu nome.

Assim, Tiago declarou que estava de pleno acordo com Pedro, Paulo e Barnabé. A inclusão dos gentios não era uma idéia posterior de Deus, mas algo predito pelos profetas. A citação de Amós 9:11,12 apenas indica uma das muitas passagens do Antigo Testamento que prevê a salvação dos gentios (Gn 22:18; Sl 22:27; Is 9:2; 42:4; 45:22; 49:6; 60:3; Dn 7:14, etc). As próprias Escrituras confirmavam os fatos experimentados pelos missionários.

d) Decisão do concílio
Tiago, depois de ouvir Pedro e a Paulo, toma posição favorável a não haver necessidade de circuncidar os convertidos. Mas, algumas exigências da Lei Mosaica ficaram ainda em vigor, entretanto não estavam relacionadas ao problema da circuncisão. Foram elas: abster da carne imolada dos ídolos, do uso do sangue e da carne de animais estrangulados e das uniões ilegais.

A opinião de Tiago acaba por ser a decisão final do Concílio, que para ficar bem registrada e para que todos pudessem cumprir a decisão tomada deu origem a uma carta que foi enviada aos convertidos do paganismo que moravam em Antioquia, na Síria e na Cilícia.

Os apóstolos, presbíteros e toda a assembléia resolveram então escolher entre eles alguns homens e enviá-los a Antioquia junto com Paulo e Barnabé (Atos 15, 22-29). Eram eles: Judas, Barsabás e Silas, homens de muito prestígio entre os irmãos. Por seu intermédio lhes foi enviada a seguinte carta:

III – A CARTA DE JERUSALÉM
O desejo comum e verdadeiro de conhecer a mente de Deus leva à unanimidade. A Igreja que possui o Espírito Santo tem a garantia de não estar desamparada. O Espírito Santo trouxe concordância harmoniosa aos líderes diante de uma não pequena discussão e grande contenda (At 15.22). Foram estabelecidos certos limites que possibilitariam a convivência harmoniosa entre os cristãos judaicos e os gentios. Os gentios deviam abster-se de certas práticas consideradas ofensivas aos judeus, o que foi resumido na primeira encíclica da Igreja da seguinte forma.

Os debates ocorridos naquele concílio resultaram na produção de uma Carta que deveria ser enviada às igrejas. O teor dessa missiva deixava explícito o repúdio dos cristãos aos postulados judaizantes, e os desautorizava a proclamar os falsos ensinamentos que comprometiam a verdade da fé cristã.

O objetivo primordial de tais recomendações era a preservação dos irmãos mais fracos, os judeus que não comiam carne se o sangue não tivesse sido tirado, nem a de animais estrangulados ou que morriam por doença. Por isso, era preciso que os gentios fizessem algumas concessões com respeito à alimentação. Assim fazendo, estavam seguindo a lei do amor, evitando o escândalo dos irmãos mais judeus mais fracos na fé (Rm. 14.21).

Encerrados os debates, decidem os apóstolos enviar uma carta às igrejas de Antioquia, Síria e Cilícia, por intermédio de Paulo, Barnabé, Judas e Silas, expondo as resoluções tomadas no Concílio de Jerusalém.

“Os apóstolos e presbíteros, vossos irmãos, aos irmãos que moram em Antioquia, na Síria e na Cilícia, provenientes do paganismo. Saudações. Fomos informados de que alguns dos nossos, sem nossa autorização, vos foram inquietar com certas afirmações, criando confusão em vossas mentes. Resolvemos por unanimidade escolher alguns representantes e enviá-los a vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo. Estes dois têm dedicado suas vidas à causa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, pois, Judas e Silas, para vos transmitir de viva voz as mesmas diretivas. Porque o Espírito Santo e nós mesmos decidimos não vos impor nenhum outro peso além do indispensável: abster-vos da carne imolada dos ídolos, do uso do sangue e da carne de animais estrangulados e das uniões ilegais. Fareis bem evitando isto tudo. Passai bem!” Atos 15:23-29.

1. Da salvação pela graça.
O cerne da conferência de Jerusalém era se a circuncisão e a obediência à lei Mosaica eram necessárias à salvação em Cristo. Os representantes que se reuniram ali chegaram à conclusão de que os gentios eram salvos pela graça do Senhor Jesus, que lhes perdoara os pecados e deles fizera novas criaturas. A graça é concedida à pessoa que se arrepende do pecado e crê em Cristo como Senhor e Salvador (At 2.38,39). Essa receptividade à graça de Deus capacita a pessoa a receber o poder de tornar-se filho de Deus (Jo 1.12). “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8); em suas cartas, Paulo se refere à salvação ou como um acontecimento futuro (Rm 5.9,10) ou como um processo presente (1Co 1.18); 2Co 2.15). Em Rm 8.24, Paulo refere-se à salvação como fato consumado no passado, mas ainda por ser completada no retorno de Cristo: ‘Porque, na esperança, fomos salvos’.

2. Da comida sacrificada aos ídolos.
Esse preceito diz respeito às restrições que se referem aos alimentos sacrificados aos ídolos. Esse assunto foi aprofundado por Paulo em Rm14.13-16; 1Co 8.7-15 e 10.23-33. Paulo afirma que aqueles que, pelo seu exemplo, levam outros ao pecado e à ruína espiritual incorrem em pecado, não somente contra aquela pessoa, mas também contra o próprio Cristo.

Se os cristãos gentios continuassem consumindo os alimentos oferecidos a ídolos, seus irmãos judeus poderiam questionar se, de fato, os convertidos haviam abandonado a idolatria. Apesar de terem liberdade de consumi-los, seria errado os cristãos gentios lançarem mão dela, pois poderiam tornar-se pedra de tropeço para os irmãos judeus mais fracos. Essa matéria foi aprofundada posteriormente por Paulo(Rm 14:13-16; 1Co 8:7-15; 10:23-33).

3. Da ingestão de sangue e de carne sufocada.
A proibição de ingerir sangue está prevista em Lv 3.17, porém, os gentios desconheciam esse padrão divino e costumavam utilizar o sangue como alimento e bebida. Era muito comum entre os gentios o abate de animais sem derramar o sangue, o que era proibido a Israel (Gn 9.5; 17.10-16; Dt 12.16, 23-25). Os judeus sempre matavam os animais que iriam comer, degolando-os e deixando o sangue todo escorrer. Os outros povos muitas vezes matavam por sufocamento ou destroncando o pescoço do animal ou da ave. Assim, o sangue permanecia na carne e nós hoje sabemos que o sangue transmite doenças e, por isso, deve ser evitado.

Essa proibição faz parte da aliança de Deus com Noé após o dilúvio (Gn 9:4,5). Assim, é uma ordem que vigora para toda a raça humana, e não apenas para a nação de Israel. Uma vez que a aliança com Noé não foi abrogada, consideramos que suas prescrições continuam em vigor nos dias de hoje.

4. Das relações sexuais ilícitas.
O padrão moral dos gentios não se assemelhava ao judaico-cristão. Para quem nasceu numa cultura licenciosa, era fácil ter uma recaída e naufragarem nessas práticas licenciosas. O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (2Co 11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2).

A palavra puro (gr. hagnos ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em concupiscência (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados.

Tendo em vista este ser o pecado principal dos gentios, era essencial que fosse incluído entre as questões mencionadas. Nenhuma passagem da Bíblia revoga a ordem de abstenção das relações sexuais ilícitas. Trata-se de uma prescrição em vigor para todas as gerações.

A expressão destas coisas fazeis bem se vos guardardes (At 15:29) parece mais uma recomendação. Essas regras eram o mínimo que se pedia dos gentios, para não escandalizarem os judeus cristãos. Porém, mais por amor a eles, do que um meio de salvação. Com relação à salvação não haveria mais o que discutir, pois somos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo (At 15:11).

CONCLUSÃO
Ao retornar de sua primeira viagem missionária, Paulo defronta-se com um sério problema na Igreja judaica envolvendo os gentios convertidos que não guardavam os costumes judaicos. A conversão de gentios ao Evangelho não era questionado, o problema era judaização. Até Pedro se deixou levar por essa dissimulação fazendo vista grossa (Gl 2.11-13). A experiência do apóstolo dos gentios em sua viagem falava alto como Deus agiu poderosamente entre os novos convertidos sem o ritualismo judaico. Esse concílio trouxe as bases para a nova Igreja e se a decisão fosse outra, teríamos uma medíocre seita judaica. A decisão influenciada pelo Espírito Santo trouxe o marco definitivo da ruptura do judaísmo com o cristianismo.

As decisões da Igreja não devem ser tomadas pelo homem apenas. Este deve buscar a direção do Espírito, mediante oração e jejum e a fidelidade à Palavra de Deus até que a vontade divina seja claramente discernida (At 13:2-4).

No Concílio de Jerusalém, os apóstolos (Pedro, Barnabé, Paulo e Tiago), os presbitérios e toda a igreja, sob a direção do Espírito Santo, chegaram a uma decisão unânime (At 15:22,28). Assim, a unidade do evangelho preservou a unidade da Igreja.

fonte: Extraído dos subsidios - http://www.ebdweb.com.br/

segunda-feira, 7 de março de 2011

Pérolas da EBD - lição 10

Deus criou o homem perfeito, no paraíso, porém a sua criação conheceu o pecado.
Ação de Deus: O homem foi expulso do paraíso.
Mudança de vida do homem: nenhuma


As gerações que se seguiram após estes acontecimentos também se corromperam, levando Deus a mudar a sua misericórdia em juízo.
Ação de Deus: O dilúvio
Mudança de vida do homem: nenhuma


Após o dilúvio, a corrupção permaneceu.
Ação de Deus: deu seu filho Unigênito Jesus Cristo
Mudança de vida do homem: salvação

Somente o sacrifício do Calvário pode transformar a vida do homem.


mais....

"Deus amou ISRAEL de tal maneira que deu seu Filho Unigênito.
N
Ã
O
"
DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA QUE DEU SEU FILHO UNIGÊNITO"


a última: esta foi da lição 9
- Ananias, visite um homem que está hospedado na Rua Direita.
- Sim, Jesus, vou, pois sou teu servo e estou na tua presença, mas qual é o nome dele, procuro por quem?
- O nome dele é Saulo, Ananias, vou repetir, o nome dele é Saulo!
- Misericórdia, Jesus, envia outro. Aquele homem é um animal, vai me matar, vou nada.
Ananias foi, mas no caminho pensava como encontraria Saulo. Armado? Pronto para ceifar mais um cristão? Traiçoeiro?
Ao chegar na casa, perdeu a fala, pois a visão foi tremenda. Ele não viu Saulo armado e tampouco arquitetando o mal, apenas o viu na posição de crente, orando e jejuando, buscando por respostas, já que a sua cabeça estava confusa, foram muitas informações, Jesus, salvação, Sangue Carmesim, cumprimento da Lei, etc.
Ananias olhou para Saulo e disse (não tinha mais a dizer, somente isto):
-Irmão Saulo!
um jargão muito usado por nós: "Eu saúdo os irmãos com a paz do Senhor e os OUVINTES com a boa noite de salvação".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Resumo e Plano de aula - Lição 10

INTRODUÇÃO
A pregação do Evangelho e o ministério dos apóstolos estavam restritos apenas a Jerusalém (visão micro). Era necessário mudar esta situação, pois a Judéia, Samaria e os confins da Terra, deveriam ser alcançados. Somente desta forma a salvação seria vista como uma certeza absoluta e não como uma possibilidade.

A humanidade está dividida em três grupos, conforme (I Co 10.32):
· Judeus;
· Gentios;
· Igreja.

A salvação dos gentios estava no plano estabelecido por Deus. Portanto, não foi uma improvisação de última hora feita por Jesus e seus apóstolos. Em Gênesis 12:3, Abraão ouviu de Deus que todas as famílias da Terra seriam benditas pela sua vida. Esta era a declaração de salvação a todos os povos.

O oficial Cornélio foi o primeiro gentio a se converter a Cristo, foi nesse episódio que Pedro entendeu que o evangelho seria destinado a todas as nações e não apenas para Israel. Assim como Paulo ele também foi alcançado pela graça de Deus, porém entre os dois havia algumas diferenças:
· Raça – Saulo era judeu e Cornélio gentio;
· Cultura - Saulo era um erudito e Cornélio um soldado;
· Religião - Saulo era um fanático e Cornélio um simpatizante;
· Conversão – Saulo perseguia e Cornélio orava, jejuava e praticava caridade.

Mas ambos receberam o perdão de pecados e a dádiva do Espírito Santo e foram batizados, sendo recebidos na família cristã em igualdade de condições.

I – OS GENTIOS NO ANTIGO TESTAMENTO
Nos dias de Noé, o pecado abertamente se manifestava no ser humano na concupiscência carnal e pela violência (Gn 6.2,11,12). O arrependimento de Deus significou que, por causa do trágico pecado da raça humana, Ele mudou sua disposição para com as pessoas, pois sua atitude de misericórdia e de longanimidade passou a ser atitude de juízo (Êx 32.14; 2 Sm 24.16; Jr 18.7-10; 26.3,13,19; Ez 18.4-28; Jn 3.8-10).

O dilúvio foi o castigo divino universal sobre um mundo corrompido, ímpio e impenitente.

QUEM ERAM OS GENTIOS
Denominam-se gentios todos os demais povos que não são judeus (Is 49:6; Rm 2:14; 3:29). Os judeus os chamavam de estrangeiros.

Após a destruição da humanidade pelo dilúvio, formou-se uma única nação por parte dos descendentes de Noé, mas esta comunidade logo se revoltou contra Deus, que permitiu a divisão através da confusão das línguas (Gn11:1-9).

Em virtude deste juízo, Deus resolve formar um povo, a partir de Abraão, para trazer a salvação à humanidade (Gn 12:1-3). Perceba-se que a formação deste povo não significa, em absoluto, predileção ou acepção de pessoas, mas visa criar um povo que pudesse ser a demonstração do amor de Deus a todas as nações, uma nação que testificasse as maravilhas de Deus. No entanto Israel falhou quando rejeitou o Messias (João 1:11), abrindo-se, então, uma oportunidade aos gentios para que recebessem a Deus através de Jesus Cristo (João 1:12,13; Rm 9:30-33,10:11-25).
Os judeus tinham religião sublime, cuja verdade contrastava com as falsidades das religiões dos gentios. Tinham leis que impediam a corrupção dos costumes e a alteração das práticas religiosas, em contato com o paganismo, numa prova inconteste de que eles se achavam superiores. Tudo isto levou o povo judeu a desprezar injustamente os gentios. Todavia, o apóstolo Pedro, instruído pela visão que teve em Jope, rompeu com estas restrições, foi visitar Cornélio, que era gentio, inclusive comendo com ele, dando motivos para que os cristãos israelitas se escandalizassem (Atos 10: 28; 11:1-18).

1. Um novo começo com Noé.
Os filhos de Noé repovoam a terra e não demorou muito para insurgirem outra vez contra o Senhor. O pecado foi a ambição de dominar o mundo e dirigir o seu próprio destino, através da união política centralizada, poder e grandes conquistas. Esse desígnio era fruto do orgulho e rebeldia.

Deus frustrou o propósito deles, multiplicando idiomas em seu meio, de tal maneira que não puderam se comunicar entre si. Nesse tempo, a raça humana deixando a Deus, voltou-se para a idolatria, a feitiçaria e a astrologia (Is 47.12; ver Êx 22.18; Dt 18.10).

2. A exclusividade dos descendentes de Abraão (Gn 15.5,6)
A escolha do povo judeu tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Isaías 49.1-6). Os gentios também estavam incluídos na promessa (Is 2.2-4; Am 9.12; Zc 9.7). A chamada de Abraão conforme a narrativa de Gênesis 12 dá início a um novo capítulo na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana.

A eleição dos filhos de Abraão como o povo de Deus fez de Israel a possessão preciosa do próprio Deus (Dt 4.10; Am 3.2; 9.7). Essa eleição trouxe certo orgulho aos israelitas.

II. OS GENTIOS NO NOVO TESTAMENTO
O poder transformador da cruz faz surgir uma nova humanidade na qual não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus’ (Gl 3.28,29). Embora possa haver diferenças entre pessoas, gêneros, culturas, raças e nações, o propósito divino final é de levar todos os seres criados à unidade ‘em Cristo’ (Ef 1.10).

1. Nos Evangelhos.
Todos os discípulos de Jesus eram israelitas, pois havia a necessidade de, primeiramente restaurar a nação de Israel para depois estes alcançarem o mundo com a pregação do Evangelho, mas em algumas ocasiões Jesus se deparou com os gentios e prontamente atendeu os pedidos de cada um, inclusive exaltando a fé deles, como nos casos da mulher síro-fenicia (Mt 15:21, Mc 7:24-30) e do centurião romano (Mt 8:5-13) que tiveram seus filhos curados e libertos, respectivamente. Isso sem mencionarmos o caso da mulher samaritana (João 4:1-26), já que os judeus os consideravam misturado com os gentios, talvez aquela mulher fosse mais gentia do que judia, propriamente.

2. Nos Atos dos Apóstolos.
Provavelmente Pedro não teria visitado a casa de Cornélio se Deus não tivesse se dirigido a ele tão diretamente. Na cidade de Cesaréia, habitava um oficial romano, por nome Cornélio. O texto dá a entender que Cornélio era um convertido ao judaísmo e que tinha a intenção de servir a Deus.

Deus ouviu e respondeu a oração de um gentio e enviou um anjo, que não lhe pregou o Evangelho, pois não é atribuição angelical tal função, mas sim para lhe ordenar que enviasse seus servos a procura de Pedro.

Enquanto isto Pedro era avisado, através de uma visão de um lençol, que representava o mundo e os quatro cantos significava os quatro pontos cardeais da terra, norte, sul, leste e oeste, ou seja, as direções que a igreja deveria tomar. A visão foi tão real, que Deus avisou a respeito dos servos de Cornélio que foram lhe procurar, pois Pedro poderia acreditar que fosse uma cilada.

Cornélio esperava, e para ouvi-lo, preparou o ambiente, reunindo seus parentes e amigos íntimos (At. 10.24). Pedro expôs a verdade do evangelho, partindo da revelação que o Senhor havia lhe dado.

A mensagem de Pedro revelava que Deus não fazia, e não faz, distinção geográfica de pessoas, isto é, quanto à nacionalidade. Isso não quer dizer que elas poderiam ser salvas por meio das obras, era necessário uma mudança, justamente o que estava ocorrendo com Cornélio.

Enquanto Pedro anunciava a mensagem, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a Palavra (At. 10.44). O verdadeiro pentecostes acontece sempre em consonância com a ministração da Palavra de Deus. O movimento pentecostal não é resultado de mero subjetivismo.

A igreja cristã, que estava começando, era composta principalmente de judeus cristãos, os quais a princípio tampouco compreenderam o que significava o fato de o Evangelho ter sido dado a todas as nações da terra. Os judeus cristãos do primeiro século confundiram o ser cristão com ritos, comidas e costumes, isto é, pensavam que o gentio, para ser cristão, deveria tornar-se como eles, ao menos suportavam tamanha carga, os seus pais do passado suportaram, então porque sobrecarregar os gentios, que estavam sendo libertos?
Ao chegar em Jerusalém, Pedro teve de se justificar diante da igreja por ter batizado os gentios. O seu depoimento somente foi aceito porque o apóstolo disse que o Espírito Santo veio sobre os gentios e os encheu, da mesma forma como fizera com os israelitas no dia do Pentecostes. Não fosse a atuação do Espírito Santo, que interveio de forma sobrenatural, provavelmente os judeus demorariam mais a entender a ordem de pregar o Evangelho por todo o mundo.

3. Missão e salvação entre os gentios.
Foi difícil para os judeus rigorosos, que não haviam recebido e nem tinham a mesma visão cosmo de Pedro (At 11.5), entender que Deus não faria acepção de pessoas.

Eles até aceitaram os gentios, mas queriam que eles se submetessem aos seus ritos e cultura, por isso houve a necessidade do primeiro concilio. Realmente Israel era de dura cerviz, Deus estava certo ao dizer isto para Moisés.

O povo judeu, através de sua história, teve um pouco de dificuldade para chegar a compreender esta verdade. Vejamos, por exemplo, a história de Jonas, como diante da ordem de ir a Nínive anunciar o juízo de Deus, ele se recusou e intencionou escapar da presença de Deus. Jonas e muitos judeus como ele tinham desprezo e preconceitos contra os ninivitas, uma vez que os consideravam como pessoas pagãs e contaminadas, com as quais eles não deveriam manter contato. Nínive era uma grande cidade, cujo pecado havia chegado ao limite da paciência de Deus (Jonas 1:1-3). Deus queria dar aquele povo uma oportunidade de se arrependerem, antes de desatar seu juízo contra eles, Jonas não queria anunciar a advertência de Deus, pois temia o arrependimento dos ninivitas. Não queria compartilhar a misericórdia de Deus com os demais, pelo contrário, queria monopolizá-la toda para si e seu povo judeu. Deus, porém, não pensava assim. Seu amor e misericórdia estendiam-se a todas as nações; escolheu precisamente a Abraão e o povo judeu para que fosse bênção para todas as nações da terra.

III. JUDEUS E GENTIOS UNIDOS POR DEUS MEDIANTE A CRUZ
No Novo Testamento, o mundo estava dividido em duas classes de pessoas - o judeu e o gentio. Jesus criou uma terceira classe - a igreja de Deus (I Cor 10:32). Nos versículos supracitados o apóstolo Paulo diz que os crentes judeus e gentios são feitos um só em Cristo e são inseridos numa nova comunidade, onde não há judeu nem gentio.

A Igreja do Novo Testamento não é a continuação do povo de Israel do Antigo Testamento. É distinta de tudo o que a precedeu ou que ainda vai surgir. Isso é evidente pelo seguinte:
a) a união de ambos os povos criou outro;
b) a parede de separação entre os dois povos foi demolida;
c) a inimizade entre judeus e gentios foi abolida;
d) igreja era a novidade de vida para os judeus, que perderam a identidade nacional e se tornaram cristãos e para os gentios era o direito de desfrutarem dos mesmos direitos e privilégios.

1. A Igreja de Deus. O plano de Deus é tirar dentre todas as nações um povo para si, para o seu nome. Esse corpo de Cristo, constituído daqueles que largaram o presente sistema mundano, para se preparam na qualidade de noiva de Cristo (Ap 19.7,8). Antes do NT, os gentios foram excluídos da cidadania na comunidade de Israel e eram estrangeiros para as promessas solenes de Deus. Não havia esperança e nenhuma capacidade para conhecer a presença de Deus no mundo. O calvário alcançou os crentes gentios que estavam alijados da presença de Deus e juntou aos judeus formando a Igreja. Não somente foram alcançados e incluídos na Igreja como também foram feitos herdeiros com os patriarcas de todas as promessas de Deus.

2. Expansão da Igreja entre os gentios. Como resultado das quatro viagens missionárias de Paulo, surgiram as igrejas da Ásia e da Europa. A expansão do evangelho tem em Paulo o maior expoente.

CONCLUSÃO
O evangelho de Jesus Cristo não é exclusividade de uma nação. Desde o princípio o Senhor ordenou que Sua mensagem fosse pregada a todas as etnias (Mc. 16.15), até aos confins da terra (At. 1.8). Depois da perseguição, os discípulos se espalharam por Samaria, anunciado a Palavra (At. 8.4).
Deus abriu a porta para a difusão do evangelho entre os gentios, mostrando que Ele não faz acepção de pessoas. Diante dessa verdade, resta a igreja a responsabilidade de fazer discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt. 28.19).

Importante: A DENOMINAÇÃO CRISTÃO SURGIU EM ANTIOQUIA, UMA IGREJA GENTIA
Fonte: ebdweb.com.br

terça-feira, 1 de março de 2011

mais um trecho do meu livro

Deus havia pedido que entregasse seu filho em sacrifício, não o primogênito, o segundo ou um outro qualquer, mas sim o unigênito. Mesmo com o coração condoído ele obedeceu e durante a caminhada vinha a lembrança em sua mente das promessas feitas no passado e ficava imaginando como se cumpririam caso o menino fosse sacrificado, será que teria outro filho para receber a herdade prometida, ou Ismael requisitaria para si todos os direitos de primogênito e único filho vivo?

Abraão não conseguia entender a vontade de Deus para a sua vida e a única solução foi trancar-se na solidão da sua alma e seguir adiante sem deixar que seu filho percebesse algo. Seria difícil Isaque não atentar para o peso da angústia que seu pai estava carregando e a princípio não entendeu tamanha tristeza, pois estavam prestes a entregarem um sacrifício a Deus, isto deveria ser motivo de alegria, mas como era submisso continuou a caminhada calado. O silêncio somente fora quebrado quando ele perguntou sobre o animal para o sacrifício, já que não estavam levando nenhum. O cordeiro será provido no momento certo, essa foi a sua resposta de seu pai, confiante na providência Divina.

O velho coração de Abraão chorava angustiado, pois não tinha coragem de revelar a seu filho que ele seria o cordeiro. O difícil não seria nem tanto dizer, mas sim tirar-lhe a vida. Qual seria a reação ao vê-lo estendido inerte sobre o altar? Este pensamento vinha perturbando a sua mente durante o percurso.

O silêncio era tanto que era possível ouvir os pássaros, os ruídos e o barulho das lágrimas internas de Abraão que não foram fortes o suficiente para escorrerem pelos seus olhos.

Mas que espécie de sacrifício racional era este? Tristeza em vez de alegria? Choro no lugar de júbilos? Perdas substituindo ganhos? Derrotas e não vitória? Era isto que receberia por ter posto a mão no arado? Era isto que Deus havia lhe reservado por ter se auto anulado?

Desde a sua chamada, a sua única preocupação fora com a formação e preservação da nação ora prometida a ele.

Sua vida, jornada, trabalho e fé foram essencialmente baseados e firmados nas promessas, não tinha mais vontade própria ou objetivos pessoais.

E o que estava recebendo por toda esta dedicação? Ganharia rótulos de assassino, louco, fanático, extremista entre outros tantos.

Sara o receberia de braços abertos? Teria pelo menos o apoio de sua esposa? E os parentes o taxariam ainda mais, dariam graças, aos seus inúmeros deuses, por Abraão estar tão longe, pois poderia sobrar para alguns deles. Ló certamente diria que Deus havia lhe dado um livramento, após a separação dos dois.

Quantos pensamentos, em fração de poucos segundos. Quantas perdas materiais e espirituais.

Seria melhor se rebelar e fugir com Isaque e Sara para bem longe de Deus? Mas para onde?

Ele sabia que isto era impossível, então o jeito era se entregar cem por cento ao chamado sacrifício racional.

Foram várias as perguntas sem respostas durante a caminhada, porém as únicas duas que não foram feitas eram exatamente as que tinham as respostas prontas.

Deus poderia ter perguntado a Isaque se seria possível um pai ou uma mãe se esquecer de um filho. A resposta seria imediata e direta, pois seria possível isto acontecer, porém ele jamais seria esquecido ou abandonado, mesmo naquela situação.

A outra pergunta poderia ser de Isaque ao seu pai, pois ao vê-lo triste, poderia imaginar que tal situação fosse devido ao não cumprimento das promessas ou pela demora por parte de Deus, por isto está me levando para que eu administre o sacrifício? Será que ele está muito fraco espiritualmente e está precisando de ajuda?

Abraão estava sim precisando de ajuda para provar a sua fidelidade ao Deus todo poderoso.

Ao chegarem ao local do sacrifício, Abraão diante do altar ergueu o cutelo, mas neste instante ouviu a voz do anjo do Senhor dizendo que não finalizasse o sacrifício, já que ele havia provado que temia a Deus.

Este momento contrastava com o anterior, pois há poucos minutos atrás Abraão chorava ante a atitude que teria que tomar e agora, abraçado a seu filho, sorria alegre pelo livramento que ambos receberam, aumentando com isso a sua fé ainda mais, já que desde o princípio cria que Deus faria algo para tirá-lo daquela angústia.

Jamais conseguiríamos imaginar a intensa alegria sentida pelos dois naquele momento, um sentimento que somente ambos poderiam descrever, em face a tensão vivida durante o trajeto e os cruciais minutos que antecederam o sacrifício.

Ter saído da terra de seus pais, para depois ser presenteado com um filho na velhice, que anos mais tarde fora o instrumento usado para provar a sua fidelidade, eram a base da segurança de Abraão para aguardar o cumprimento das promessas, acreditando agora mais do que nunca no grande plano que Deus tinha com a sua vida e de toda a sua família.

Já avançado em idade Abraão morre, sem poder contemplar o nascimento de seu neto Jacó, outro que juntamente com os seus doze filhos foram usados por Deus para dar segmento ao seu plano de criação de Israel, a nação santa e escolhida.

Extraído do livro: Criado, eleito, perdido e resgatado – Autor: Ailton Silva - em fase de revisão.