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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Elias - o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 9


c) Presentes de Deus:

E disse Deus a Moisés:

  • Pisa Moisés na terra que você tanto desejou;
  • Pisa na terra que um dia você orou clamando pedindo autorização para entrar (Dt 3.23-26);
  • Pisa na terra que fez arder o seu coração tal como sarça que você viu em nosso primeiro encontro (Ex 3.1-2);
  • Pisa na terra que tanto te fascinou. Durante a caminhada pisaste somente em terras egípcias, midianitas, amalequitas, moabitas e amonitas, entre outras. Você foi tão zeloso que evitou pisar em terras edomitas (Nm 20.14-21), seus parentes (Gn 36.1, 9) para não provocar uma guerra desnecessária;
  • Pisa Moisés, pisa agora Moisés (Mc 9.4; Lc 9;30). Somente Eu sei em que forma você está e isto eu não revelei a ninguém na terra.

E disse Deus a Elias:

  • Contemple Elias a Restauração de Israel;
  • Veja bem os olhos Dele. Converse com Ele;
  • Era Ele que faltava para Israel ser completamente restaurado.

Após esta cena não seria loucura se Elias dissesse: "se foi para isto[1] que fui arrebatado, pronto, já terminei a minha missão".

 

d) Presente de homens, "as 3 cabanas":

Que presente maravilhoso Deus concedeu a Moisés e Elias! E o que os discípulos ofereceram de recompensa para estes dois grandes homens? Pedro ofereceu cabanas, uma para cada um deles, como se paredes e teto pudessem alegrar corações. Quanta diferença!

Enquanto Deus estava oferecendo um grande tesouro, apareceu Pedro com a sua ofertinha material.

Como a visão humana é curta. Após o quinto dia da criação, Deus viu que tudo o que havia feito era bom, Ele sabia o porque e para quem estava destinando aquela obra, por isto declarou diante daquela visão? “Façamos o homem”, pois eu tenho propósitos e objetivos (Gn 1.28-30), tenho metas e plano (cf Gn 3.15). E o homem, diante da visão de Cristo glorificado (Mc 9.2) somente conseguiu dizer: “Façamos cabanas, eu ofereço cabanas”.

Realmente Pedro não sabia o que dizia naquele momento (Mc 9.6). Mal sabia que Moisés havia perdido a sua bênção por ter dito algo mais ou menos parecido: "tiraremos água da rocha para vós"? Agora um mero homem se achou em condições de construir três cabanas para abrigar um que estava morto, outro que ninguém sabe como era a sua composição e outra para o Rei da Glória.

Que tipo de material poderia ser utilizado para construção daquelas cabanas? O que poderia abrigar e segurar um homem morto? Ou um que sequer conhecemos o teor de sua formação corpórea? Ou que tipo de material poderia abrigar e dar algum tipo de segurança para Jesus?

As paredes das cabanas não resistiram ao falecido Moisés, que não estava ali em carne, pois ao homem está ordenado morrer uma única vez e não temos relato de que tenha ressuscitado para participar daquela reunião.

As paredes das cabanas não resistiram ao vivíssimo Elias, pois seu corpo, alma, espírito ainda estavam intactos, uma vez que não havia conhecido a morte, portanto não haveria possibilidade de se manter na Terra após o término da reunião. Certamente voltou para o lugar de onde havia vindo, mas qual?

Jamais as paredes das cabanas poderiam resistir à Glória de Jesus.

 

e) O objetivo da Transfiguração:

Porque Moisés e Elias foram convocados? Bastava o testemunho da Lei e dos Profetas. Um estava morto e outro arrebatado e ninguém soube para onde foram após a reunião.

Independente dos convidados, origem e destino o evento teve seus objetivos e todos foram alcançados:

  • Conceder aos dois grandes vultos do passado hebraico um momento de intimidade, um relacionamento com Jesus, tal como os discípulos tiveram durante o ministério terreno. Estes dois personagens somente conheceram pelas referências proféticas, enquanto que os discípulos e Israel contemplarem e ouviram o Cristo;
  • Moisés e Elias receberam dois grandes presentes naquele evento, pois o primeiro havia perdido o direito de pisar na Terra Prometida (Nm 20.10; Dt 3.23-26; 34.4), enquanto que o segundo, até ao seu arrebatamento (II Rs 2.11) não havia visto Israel completamente restaurado;
  • Moisés estava pisando na terra de Israel e Elias estava contemplando a verdadeira restauração de Israel e da humanidade.

No Monte da Transfiguração Deus mostrou sua total aprovação ao ministério do Filho, que estava no pleno exercício de sua natureza divina, portanto qualquer um poderia se apresentar a Ele se fosse convocado, até mesmo um morto ou Elias, que ninguém sabia onde estava ou onde está, o que estava fazendo e muito menos em que forma estava durante aquele evento.

A Elias, o profeta do fogo, fica o nosso respeito, por ter sido um grande instrumento nas mãos de Deus. Que grandes ensinamentos extraímos de seu ministério.

  

Referências bibliográficas:

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JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004

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OLIVEIRA, Ismael Pereira de. Elias e os profetas de Baal. Disponível em: http://ebdiadecal.blogspot.com.br/2013/01/licao-4-Elias-e-os-profetas-de-baal.html. Acesso em 24 de janeiro de 2013.

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SILVA, Eliezer de Lira. A busca do caráter cristão – aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2007. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2007.



[1] Ele sabe que sua missão não encerrou no Monte da Transfiguração, seu ministério terá continuidade em Israel na Grande Tribulação.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 14 de junho de 2022

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 12

A continuidade do plano.

Passagem do comando


Abraão, conhecedor do plano que Deus tinha com sua família, jamais aceitaria a união de seu filho com uma das filhas dos cananeus. A sombra da idolatria rondava novamente a família do patriarca.

Portanto era necessário um plano para que Isaque continuasse o que havia sido iniciado pelo pai. Nada poderia dar errado, todos deveriam cumprir seus papéis.

Afinal tudo o que já havia acontecido com o pai dava provas que a continuidade do plano, pela vida do filho, era necessária.

 

1) Missão quase concluída

Abraão estava com a sensação de dever cumprido, mas ainda faltava a última tarefa.

Na sua velhice recebeu a oportunidade para refletir sobre tudo o que havia acontecido. Nada mais justo da parte de Deus.

Naquele momento, Abraão não pensava no passado ou no presente, o seu pensamento estava no futuro, em sua descendência, que se tornaria a nação de Deus. Sua missão estava quase concluída, faltava pouco.

 

2) Última tarefa de Abraão

Abraão, mesmo avançado em idade deveria, como última tarefa, preparar o caminho de seu filho unigênito para que sua descendência tivesse continuidade.

O primeiro passo seria escolher uma esposa para seu filho, que não poderia ser tirada dentre as filhas dos cananeus. Pela sua experiência sabia que não estava prevista a mistura com aquele povo.

 

3) A escolha da esposa 

A escolha da esposa de Isaque não poderia ser motivada por interesses pessoais ou financeiros. A moça também não poderia ser escolhida pelo próprio Isaque, para não correr o risco de errar como Esaú (Gn 28.9).

Esta tarefa coube a Abraão, que então comissionou seu servo de confiança, Eliezer, para trazer de sua terra natal a futura esposa para seu filho.

A atitude consciente de Abraão tinha propósito, temor, fé e confirmações. A escolha não poderia levar em conta beleza, passado ou presente.

 

4) A decisão de Eliezer

Eliezer, servo de Abraão (Gn 15.2), partiu rumo a Mesopotâmia (Gn 24.10), para cumprir sua missão. A escolha dependeria de sua fidelidade a Abraão, do temor a Deus e principalmente de seus olhos.

O acerto seria imprescindível para continuidade do plano de Deus.

 

5) O três pares de olhos

Não tinha como Isaque disfarçar suas preocupações e ansiedade, pois sabia que a qualquer momento o servo de seu pai poderia chegar com sua futura esposa.

Eliezer havia acertado em sua escolha? Como recepcionaria a moça? Ela alegraria seus olhos? Ou ela se agradaria dele?

Os seus olhos, os de Eliezer e os dela foram os principais motivos de sua costumeira oração. Estes três pares de olhos não poderiam errar. O futuro de muitos dependia daquela decisão.

 

6) A obediência do filho

Mais uma vez Isaque se mostrava obediente às ordens de seu pai e de Deus. Poderia ter escolhido uma esposa entre as filhas dos cananeus caso quisesse, tal com fizeram seu irmão Ismael e seu filho Esaú (Gn 21.21; 26.34; 28.9; 36.2).

Como de costume, Isaque voltava de seu momento devocional, quando encontrou o servo de seu pai juntamente com Rebeca e naquela fração de segundo esteve frente ao futuro do seu povo.

O plano do pai e a obediência do filho geraram, no futuro, a nação de Deus, enquanto que as escolhas efetuadas por Agar, Ismael e Esaú, deram origem aos inimigos de Israel.

Abraão se regozijou com a sensação de dever cumprido, mas ainda faltava cumprir sua última tarefa. Seria necessário preparar o caminho de seu filho unigênito para que o plano de Deus tivesse continuidade.

Deveria preparar uma esposa para o filho, que não poderia ser escolhida dentre as filhas dos cananeus. Isaque novamente se mostrou fiel a Deus.


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 9

O arrebatemento de Elias não significava o fim do ministério profético em Israel. O profeta foi levado vivo para o céu para que todos entendessem que o trabalho de restauração ainda não havia terminado.

Prova disto é que Elias, juntamente com Moisés, esteve presente no monte da Transfiguração para atestar a messianidade de Jesus. A presença dos neste evento serviu para confirmar que a Lei e os Profetas se cumpriram em Cristo, o Messias prometido.

A transfiguração de Jesus, a forma humana de se transcender ou se transfigurar em algo sobrenatural, relatada nos evangelhos sinóticos, é um dos mais emblemáticos acontecimentos registrados em o Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).

Além de Moisés e Elias, estiveram também presentes Pedro, Tiago e João e nenhum deles aparece como a figura central. Naquele dia, as atenções foram tiradas do profeta de Tisbe e direcionadas ao profeta de Nazaré.

 

a) A convocação:

Somente Deus sabe onde e em quais condições se encontravam Elias e Moisés[1], pois nossa imaginação jamais conseguiria ir além para entender este mistério (cf I Co 2.14). O certo é que os dois foram avisados da obrigatoriedade da presença no monte da transfiguração, por isto não criaram obstáculos ou questionaram.

Tudo o que aconteceu ali, foi para edificação de todos, por isto não havia motivos para que não atendessem a tão sublime convocação. Depois da glorificação de Jesus diante dos dorminhocos discípulos (Lc 9.32), os dois convidados ilustres apareceram e iniciaram uma conversa sadia, gostosa e edificante (Lc 9.31). Que privilégio, pois muitos outros fiéis e piedosos desejaram aquele momento e não foram agraciados.

Ao final, se Moisés tivesse ousado perguntar a Jesus, se poderia então descansar em paz, devido a sua condição, digamos de falecido (Dt 34.7), a resposta seria afirmativa, já Elias ouviria um sonoro não, mesmo porque ainda estava vivo e tinha outra missão na terra (Ap 11.1-13).

 

b) Frustrações de dois homens:

Como havia sido difícil o ministério de Moisés e Elias. Confronto com governantes e reis (Ex 5.1; I Rs 17.1; 18.1; 21.19), revolta do povo (Nm 11.4-5; 14.22), desvio espiritual (Ex 32.1), apostasia (Ex 32.8; I Rs 12.28-29), descrença (I Rs 18.24) e outras tantas ações do povo que a cada dia mais se afastava de Deus, mas estes dois gigantes da fé, foram até ao final e contemplaram parte da benção.

Um chegou e contemplou a bênção, mas não colocou os pés, viu a porta fechada que não se abria, mesmo diante de seu clamor, enquanto que o outro havia lutado tanto e quando tudo parecia correr para um desfecho feliz, Deus o tomou desta terra.

Não era justo que não recebessem suas respectivas bênçãos. O plano de Deus previa, um dia, mostrar para os dois e ensinar para a sua igreja, que a justiça Dele é breve e certa.

Parece que ouço Moisés gritando bem alto: “Eis que estou às portas [...] se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta eu entrarei”. Deus ouviu sua voz (Dt 3.23-26), mas não abriu a porta (Dt 34.4-7). Então o grande profeta não pisou na Terra Prometida (Gn 15.13-16; 26.3; 28.14-15; Gn 50.25).

Com Elias aconteceu algo semelhante, ousadia e coragem no início do ministério (I Rs 17.1; 18.1), problemas e dificuldades materiais (I Rs 17.3, 9), longas viagens seguindo orientações de Deus:

  • Saiu de Gileade e foi até a presença do rei Acabe, para se apresentar e dizer que ainda havia Deus em Israel;
  • Foi até Querite, para conhecer o Deus da provisão e para ficar do tamanho certo;
  • De Querite à Sarepta, para apresentar o Deus da provisão e da vida à uma estrangeira necessitada;
  • No monte Carmelo, onde quase cuspiu fogo, pois foi agressivo, direto (I Rs 18.22-40) e honrado por Deus;
  • Do monte Carmelo até Jezreel, para conhecer na pele as consequências de atitudes impensadas (I Rs 18.46), de decisões precipitadas e fora da direção de Deus;
  • De Jezreel até Berseba para conhecer a solidão e ver Deus agindo em seu favor;
  • Foi até Horebe para ter um reencontro com Deus, uma volta às origens, que fortaleceu sua fé para receber a maior de todas as revelações. Algo que foi capaz de colocá-lo em pé imediatamente (I Rs 19.18);
  • Pelo Deserto de Damasco, para ungir dois reis, um para a Síria e outro para Israel e o seu sucessor, Eliseu;
  • Foi para Gilgal, enquanto preparava Eliseu para a sucessão, justamente no local onde o povo de Deus havia acampado (Js 4.19) logo depois da entrada triunfal na Terra Prometida, sobre às águas repartidas do Jordão;
  • Foi para Betel, o lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8);
  • Foi até Jericó, o lugar da primeira batalha pela Terra Prometida (Js 6), pois até então, durante a caminhada, Israel havia se deparado com alguns inimigos que tentaram impedir a caminhada, mas agora o inimigo queria impedir a posse;
  • No rio Jordão (II Rs 2.1-6) se deu a última parada de Elias.

Parecia que Elias havia chegado ao topo do seu ministério, pois parecia ter visto Israel restaurado, buscando e adorando o verdadeiro e único Deus e não mais iludidos com as estátuas de Baal, mas foi neste momento que ouviu o “vem” de Deus e não resistiu ao chamado.

Elias desejou tanto ver Israel livre da idolatria e apostasia, mas foi tomado por Deus e imaginou ter deixado o caminho livre para Jezabel continuar com seu ardiloso plano de laicizar Israel, impondo-lhe a sua religião vã com seus ídolos quebráveis, no entanto, o seu sucessor daria continuidade ao seu serviço profético nas mesmas condições (I Rs 19.17).

A revelação do Horebe deixava claro que os que escapassem de Jeú, certamente conheceriam a espada de Eliseu. A rainha idólatra escapou do primeiro e deu de cara com o profeta sucessor de Elias (II Rs 9.30-35) e não escapou.

continua...



[1] Elias e Moisés foram os convidados especiais.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0059


“A tentação é algo que nunca devemos estimular, mas que sempre devemos esperar”. J. Blanchard

“Não existe ordem tão sagrada nem lugar tão secreto nos quais não haja tentação”. Thomas à Kempis

“Deus promete uma aterrissagem segura, mas não uma viagem tranquila”. Anônimo

“Jesus foi tentado não porque era mau, mas porque era importante”. G. B. Duncan

“O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados”. Matthew Henry

“A maior tentação provinda do inferno é a de viver sem tentação”. Samuel Rutherford

“Você não é tentado porque é mau, mas sim porque é humano”. Fulton J. Sheen

“São necessárias duas pessoas para fazer da tentação um sucesso; você é uma delas”. Anônimo

“Se você não quer que o diabo o tente com fruto proibido, é melhor sair do pomar dele”. Doug Barnett

“É melhor recusar a isca do que se debater na armadilha”. John Dryden

“Doutrinas fracas não são páreo para tentações poderosas”. William S. Plumer

“Se você segura o estribo, não é de admirar que Satanás suba à sela”. William Secker

“Tentação não é pecado; é o chamado para a batalha”. Frederick P. Wood

“Satanás, como um pescador, põe isca em seu anzol de acordo com o apetite do peixe”. Thomas Adams

“Tentação é o tentador olhando pelo buraco da fechadura para o quarto em que você vive; pecado é o ato de você destrancar a porta e fazer com que seja possível ele entrar”. J. Wilbur Chapman

Ó Senhor, ajuda-nos a ouvir o guizo da serpente antes de sentir suas presas” Thomas De Witt Talmage

Satanás nunca coloca diante dos homens um prato que eles não apreciem”. Thomas Watson

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 8

d) Eliseu atento aos últimos de Elias na Terra:

Elias levou Eliseu a vários lugares diferentes e em cada um deles colocou o sucessor à prova. Este momento antecedeu o seu arrebatamento e também serviu de preparação para o discípulo (II Rs 2.1-8), que resistiu as provas, pois desejava algo a mais em sua vida.

Eliseu demonstrou estar familiarizado com aquilo que o Senhor estava prestes a fazer (II Rs 2.1) em sua vida. Estava consciente que algo extraordinário, envolvendo o profeta Elias, poderia acontecer a qualquer momento (II Rs 2.3), por isto ficou atento para fazer parte da história.

Também demonstrou perseverança quando se recusou a largar Elias, acompanhando-o até Gilgal, local onde Josué acampou com o povo de Israel (Js. 4.19). Depois continuou com o mestre até Betel, um lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8). Firme como sempre, partiu com Elias até Jericó, o lugar da primeira batalha antes dos hebreus entrarem na Terra Prometida (Js 6) e por fim esteve junto ao mestre até que chegasse a sua última parada, o rio Jordão (II Rs 2.1-6).

O mesmo local onde Elias havia aparecido, para se apresentar ao rei Acabe (I Rs 17.1), servia agora para ser o palco do encerramento do ministério do profeta do fogo. Se Eliseu tivesse ficado pelo caminho, não teria sido o homem de Deus que foi!

Por fim Eliseu provou ser um homem vigilante e atento às oportunidades. O seu pedido, quando presenciou Elias ser levado aos céus (II Rs 2.12), foi ousado, algo que merece uma reflexão à parte, pois revela a nobreza da sua chamada. Diante de uma oportunidade única, não teve dúvidas, e pediu: “que haja porção dobrada do teu espírito sobre mim” (II Rs 2.9). Excelente obra desejou Eliseu (I Tm 3.1-2).

O discípulo queria fazer parte daquela história, queria também deixar o seu legado, fazer mais do que o mestre, para tanto seria necessário que iniciasse com chave de ouro. 

Sua intenção era requerer o direito à primogenitura sobre os demais profetas da escola de Elias. Quem deveria ser o substituto com a vacância do cargo? Quem deveria dar continuidade? Quem deveria assumir o controle sobre os demais e futuros profetas? Não poderia ser qualquer pessoa.

Eliseu fez o pedido baseado na Lei Mosaica (cf. Dt 21.17), que garantia ao filho primogênito o direito a porção[1] dobrada da herança, porém isto implicava em maior responsabilidade.

Deus agradou-se do pedido de Eliseu como se agradara do pedido de Salomão (I Rs 3.10). Muitas vezes as pessoas preferem aquilo que e medíocre em vez do que é nobre. Preferem escolher o que satisfaz o ego em vez de escolher o que agrada e alegra a Deus

 

e) Elias e Eliseu – diferenças e semelhanças:

Elias apareceu do nada no cenário mundial, um verdadeiro “estranho” (I Rs 17.1) e ficou conhecido como o "arrebatado”, pois sumiu diante dos olhos de Eliseu (II Rs 2.11), mas foi visto por Tiago, Pedro e João (Mc 9.4) no monte da Transfiguração. Por todo este tempo, o profeta do fogo, esteve "ausente da terra, mas presente no céu".

Já Eliseu, que teve pai e mãe (I Rs 1.29), esteve até o último momento de sua vida preocupado e trabalhou em prol de Israel (II Rs 13.14.19). Morreu e foi sepultado como qualquer outro ser humano (II Rs 13.20).

Acabe não conseguiu encontrar o esconderijo de Elias em nenhum lugar dentro do território de Israel, já o profeta Eliseu foi facilmente encontrado pelo rei Jeoáz (II Rs 13.14).

Elias, corajoso, se apresentou ao rei Acabe (I Rs 17.1), sem temer as represálias. Eliseu se apresentou a Jorão e a Josafá (II Rs 3.14) e não temeu repreendê-los diante do rei de Judá. Se apresentou também a Hazael, futuro rei da Síria, que faria muito mal a Israel e o ungiu como rei (II Rs 8.11-12).

Mas, um dia Elias temeu Jezabel (I Rs 19.2-3) e fugiu, bem diferente de Eliseu, que não teve medo de afrontar o filho dela, o rei Jorão (II Rs 3.14), tampouco o capitão de Samaria (II Rs 7.2).

Elias foi visto pela penúltima vez no Monte da Transfiguração (Mc 9.4), pois retornará para ser uma das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.3-6). Já Eliseu não retornará mais, pois já conheceu a morte (Hb 9.27).

Elias procurou e encontrou seu sucessor trabalhando (I Rs 19.16-19) e formou com Eliseu, a dupla dinâmica, amigos inseparáveis até ao momento do arrebatamento.

 

f) Elias e Eliseu – Jesus e igreja:

Elias e Eliseu não desenvolveram seus ministérios concomitantemente (II Rs 2.14). Um somente entrou em cena depois que o outro foi tirado deste mundo (II Rs 2.11), da mesma forma a igreja somente iniciou o exercício de sua função depois que Jesus subiu aos céus e logo após ser cheia do Espírito Santo (At 1.9; 2.1).

Elias foi tirado de Eliseu, foi separado pelos carros, fogo e levado pelo redemoinho. Estavam andando e falando um com o outro, quando isto aconteceu. Os discípulos também estavam conversando com Jesus quando o viram se tornar assunto aos céus (At 1.3-8).

Jesus havia avisado seus discípulos que iria (Jo 16.18; At 1.10), o mesmo foi feito por Elias que também avisou Eliseu (II Rs 2.9,12).

Elias preparou Eliseu para sucedê-lo, um ensinava e o outro aprendia (I Rs 19.21), assim como os discípulos aprenderam[2] com Jesus.

Eliseu foi cheio (II Rs 2.12-14), na descida da capa de Elias sobre ele, enquanto que os discípulos foram cheios (At 2.1-4) na descida do Espírito Santo.

Eliseu desejou a porção dobrada, conforme a herança reservada para o filho primogênito (Dt 21.15-17). Desejou a continuação do ministério profético. A igreja sucederia Jesus no ministério de socorro aos gentios e daria continuidade ao que foi iniciado (Mt 8.5-13; Mt 15.21-28).

Faltou somente ter aparecido dois varões de branco, tal como aconteceu com os apóstolos (At 1.11), para animarem o coração de Eliseu após o arrebatamento de Elias. Certamente diriam: “Assim como você o viu subir, um dia voltará, para ser uma das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.2), mas antes voltará para conversar um pouco com Jesus e Moisés no monte da Transfiguração (Lc 9.31).



[1] A porção dobrada, a principio, significava mais poder acompanhado de mais responsabilidades.

[2] Os discípulos foram ensinados (Mt 11.29; Jo 9.2) e colocaram em prática logo na primeira oportunidade (At 3.4).

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Grandes verdades em poucas palavras - 0058



“Se o diabo não puder usar os fracassos para derrubar você, ele usará o sucesso”. J. Blanchard

“É difícil estar no alto e não ser orgulhoso. William Jenkyn

“Nenhum homem pode fazer o inquilino sair da moradia enquanto Deus, o proprietário, não o exigir”. Thomas Adams

“Nenhuma criatura se mata voluntariamente, a não ser o homem”. Thomas Watson

“Tememos muito ao homem porque tememos pouco a Deus”. William Gurnall

“Somente o temor a Deus pode livrar-nos do temor aos homens”. John Witherspoon

“O mundo começou com o tempo, e o tempo com o mundo”. Thomas Adams

“O tempo não é nada mais do que a borda da eternidade”. Anônimo

“O que costuramos no tempo vestiremos na eternidade”. Anônimo

“O grande peso da eternidade está dependurado pelo pequeno fio do tempo”. Thomas Brooks

“O tempo é o casulo da eternidade”. Jean Paul Richter

“Você não pode matar o tempo sem ferir a eternidade”. Henry David Thoreau

“Mate o tempo, e você estará assassinando a oportunidade”. Anônimo

“O tempo perdido nunca é encontrado”. Anônimo

“Desperdiçar tempo é esbanjar um dom de Deus”. J. Blanchard

“Tempo e dinheiro são os fardos mais pesados da vida; os mais infelizes dos mortais são os que possuem qualquer um deles em quantidade maior do que a capacidade que têm de usá-los”. Samuel Johnson

“Hoje é o amanhã com o qual você se preocupou ontem”. Anônimo

“O amanhã é um cheque pré-datado. O hoje é dinheiro vivo”. Anônimo

“O tempo é o depósito que cada pessoa tem no banco de Deus, mas ninguém sabe qual é seu saldo”. Ralph W. Sockman

“Não tenho tempo para me apressar”. John Wesley

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)