Páginas

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Repitam!



Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

proposta da lição 8

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

lição 7 - pós aula

Liturgia perfeita: um amontoado de trabalho. Todos os dias

Esquisito: durante a adoração o povo se derrama, mas na hora da mensagem, some.

O estoque de carneiros estava grande. A dispensa estava cheia. Geladeira e freezer(s) não davam conta do montante de carne. Tinham sacrifico para o ano inteiro.

Quanta prosperidade em Samaria e Jerusalém? Estoque abastado de animais, couro, ossos, sangue etc. Todos estavam felizes. Sacerdotes contentes com o aumento de sacrifícios, criadores com a venda do rebanho, o único que não estava contente era Deus.

Como conseguiam complicar algo que por si só já era complicado?

Será que é mais fácil agradar a Deus somente com 2 ordenanças (batismo e ceia) ou 613?

Muitos sacrifícios, muito rebanho, MAS POUCAS OVELHAS DE VERDADE.

Deus sabia muito bem com quem estava mexendo (1 Sm 8.4).

O conhecimento que Miquéías tinha da situação o favoreceu na chamada e seu ministério. Ele sabia o que como era sofrer nas mãos daquele povo.

A alegria de Israel ao entrar na Terra prometida foi tamanha, mas com o tempo eles esqueceram, se acomodaram, se acostumaram com a rotina.

Há muito tempo atrás assisti a uma palestra na qual foi nos ensinado a forma correta de chamar a atenção de um funcionário:
1) pontue os problemas e as falhas;
2) elogie
3) e por fim chame a atenção e aplique a disciplina

Esta é exatamente a estrutura do livro de Miquéias: pontuou os problemas, apresentou um consolo e descreveu as queixas de Deus.

“Ouvi todos os povos, presta atenção ó terra”, Deus descerá do seu santo lugar. Israel está em pecado.

Certamente eles não gostaram de ouvir isto. Porque Deus bradou dos altos céus para toda ouvir? Porque não falou somente com eles? Porque as outras nações deveriam saber de seus “podres”? Não tinha como a terra não ouvir a voz de trovão.

Engraçado que as outras nações não poderiam saber de seus “podres”, mas quando o assunto era uma benção recebida, ai sim toda a terra poderia, não somente ouvir, como também declarar; “Quão grandes coisas fez o Senhor a estes”.

Se Israel tivesse o Templo, certamente estariam oferecendo seus sacrifícios ainda da mesma forma como fora ordenado por Moisés. Eles não mudariam em nada, não acrescentariam ou diminuíram nada do ordenado, ou mudaria algo para facilitar, favorecer ou privilegiar alguns?

Porque a igreja então muda tanto, acrescenta, diminuiu, favorece, facilita e privilegia?

Israel recebeu todas as orientações para cumprir seus rituais, que eram diferentes dos vistos nas outras nações, portanto não havia necessidade de copiarem, pois Moisés já havia deixado tudo relacionado.

Agora as outras nações poderiam copiar, caso desejassem, quem os impediria? Mas para isto deveriam ter ciência de tudo, conhecer a Deus, sua vontade, se entregarem. Mas seria tão difícil conhecerem e aceitarem tudo, que nos diga alguns participantes do 1º concílio da igreja primitiva (At 15), ainda bem que o sangue de Jesus no facilitou muita coisa.

Batismo livre, de qualquer jeito, de qualquer maneira, em qualquer tempo ou época, sem libertação, sem compromisso, etc. Vamos aumentar o número, alcançar metas, pendurar placas de reconhecimento, honras ao mérito humano, etc.

Ceia livre, de qualquer jeito, de qualquer maneira, em qualquer tempo ou época, sem libertação, sem compromisso, etc. Vamos aumentar o número, alcançar metas, pendurar placas de reconhecimento, honras ao mérito humano, etc.


Batismo salva? Ceia salva? Mas eu sou batizado! Participo todos os meses?

Batismo e ceia são ritos que servem para nos distinguir do mundo, assim como os rituais leviticos diferenciavam Israel das outras nações. Se batismo e ceia forem livres, em que seremos diferentes?

Ceia é individualismo, “cada um examine-se a si mesmo”.

Diga nas aos privilégios, favorecimentos e facilitações.

Ele Israel! Ele igreja: “Moisés não sonda corações e pensamentos”, somente Deus. Faça como ordenado, mas antes, atente para a obediência.
Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sábado, 17 de novembro de 2012

Pré congresso - setor 42 - 17/11/2012

Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

Façam o que eu mando e não o que eu não faço

Intentavam, planejavam, cobiçavam e desejavam o mal para o próximo. Quantos erros de um povo que deveria se portar de outra forma, já que conheciam e presumiam estar na presença de Deus.

Intentavam iniqüidades em suas camas, maquinavam o mal e ao raiar da alva colocavam em prática todo o plano. Cobiçavam os campos, casas e na primeira oportunidade arrebanhavam tudo para si, mas um dia se assustaram quando ouviram:

“Ai daqueles que, nas suas camas intentam a iniqüidade e maquinam o mal”. E cobiçam campos”. (2.1-2).

“São estas as suas obras”? (2.7)

O que poderiam responder? Enganar as autoridades religiosas e políticas era possível, mas não tinham condições de esconderem de Deus, tanto que Miquéias ao entrar em cena já foi revelando toda a situação da nação (1.2).

O profeta conhecedor das dificuldades da vida do campo, não titubeou em apontar as injustiças sociais praticadas contra os menos favorecidos. Ele, agora era um profeta, fazia parte de um seleto grupo, foi tirado do campo, portanto não teria necessidades de se preocupar com aqueles que estavam sofrendo, a não ser que estivesse realmente envolvido com as coisas de Deus. E realmente estava.

Quem deveria ter esta consciência era Israel, que se olhasse para o seu passado e relembrasse os inúmeros milagres operados por Deus (Sl 136.10-26), certamente mudaria suas atitudes.

Israel aprendeu a arrancar a pele e os ossos, já que bom professor para isto tiveram. Os assírios foram mestres e não encontraram dificuldades em transmitirem a matéria ao aplicado aluno, Israel.

“Pare com essas profecias! Não diga isso! Não é possível que Deus faça a desgraça cair sobre a gente! Será que o povo de Israel está amaldiçoado? Será que o Senhor está irritado? É assim que Ele age? (2.6 – NTLH).

É assim que Deus age? Quanta petulância! Realmente havia motivos para a indignação Divina (1.3). O agravo aqui era em relação as ações deles e não de Deus. O lado soberbo, ignorante e irracional era o humano, mas não eram suficientemente dignos para reconhecerem o erro, portanto era necessário a intervenção mais dura do profeta.

Uma luz no fim do túnel parece ter surgido entre os desavisados e interesseiros deturpadores da Palavra de Deus.

“Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso”. (2.10 – ARC).

Algum mal intencionado poderia apaziguar a situação ou tentar encerrar a conversa, já que profetas mal intencionados não faltavam (2.11).

Que palavra consoladora para o povo foi esta de Miquéias? Deus está nos falando a respeito do futuro, do descanso eterno, da glória do provir, a nós que somos o seu primogênito (cfe Ex 4.22).

Mas o profeta, indignado, bradou: “Deixe-me terminar a profecia, ouvi o resto”!

“... por causa da corrupção que destrói, sim que destrói grandemente”. (2.10).

Ou poderia ser transcrito conforme a nova tradução na linguagem de hoje:

“Saiam daqui! Vão embora! Pois não é este o lugar onde vocês vão descansar em paz! Aqui há tanta gente desonesta e sem vergonha, que a destruição vai ser total”. (2.10 – NTLH).

O alerta foi acionado, a correria foi geral, mas a mudança esperada não aconteceu e sobrou para o profeta, novamente, repetir a velha e boa máxima tão conhecida por eles: “Quem deu crédito a nossa pregação”? (cfe Is 53.1).

Deus bradou dos altos céus (Is 57.15, Mq 1.3) que aquele povo não era digno de estar na terra que houvera sido, no passado, prometida aos vossos pais, antes e depois da saída do Egito (cfe Gn 15.13-16; Ex 3.8).

Esta é realmente uma advertência e consolação para santificação da igreja de Cristo, aprendamos, pois com os erros de Israel.

 Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Miquéias, a importância da obediência. Plano de aula

TEXTO  AUREO
“[...] Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor é do que o gordura de carneiros” (1 Sm 15.22).

VERDADE PRÁTICA
A mensagem de Miquéias leva-nos a pensar seriamente acerca do tipo de cristianismo que estamos vivendo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Miquéias 1.1-5; 6.6-8.
1.1 - Palavra do SENHOR que veio a Miquéias, morastita, nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, a qual ele viu sobre Samaria e Jerusalém.
1.2 - Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, em tua plenitude, e seja o Senhor JEOVÁ testemunha contra vós, o Senhor, desde o templo da sua santidade.
1.3 - Porque eis que o SENHOR sai do seu lugar, e descerá, e andará sobre as alturas da terra.
1.4 - E os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão, como a cera diante do fogo, como as águas que se precipitam em um abismo.
1.5 - Tudo isso por causa da prevaricação de Jacó e dos pecados da casa de Israel; qual é a transgressão de Jacó? Não é Samaria? E quais os altos de Judá? Não é Jerusalém?

Miquéias 6
6.6 - Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano?
6.7 - Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma?
6.8 - Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?

PROPOSTA
          Assunto do livro: ira divina contra a opressão e idolatria;
          Miquéias anunciou o local do nascimento do Messias;
          A obediência precede o acatamento da mensagem;
          Cerimonialismo sem sinceridade produz salvação?
          O povo queria tirar proveito das injustiças sociais;
          O problema não era a falta de rituais, mas de conversão;
          Se auto-justificar diante de Deus pelos rituais e sacríficios?
          Sumário da Lei: justiça, beneficiência e humildade;
          O povo não observava estes três preceitos.

INTRODUÇÃO
O problema do povo a quem Miquéias dirigiu a sua mensagem não era falta de liturgia, mas de uma correta motivação para se adorar ao Senhor. Embora cometesse toda a sorte de injustiças sociais, aquela geração continuava a oferecer sacrifícios a Deus, praticando todos os rituais levíticos, mas ignorando por total o verdadeiro significado do amor a Deus e ao próximo.

O ativismo religioso era notório, havia muita organização, observância e zelo. Tudo o que fora ordenado por Moisés era cumprido a risca. A única falha estava no comportamento e no desinteresse de um pelos problemas dos outros. Era uma espécie de “cada um por si e Deus por todos”. Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“O ministério profético de Miquéias tem lugar numa época dominada por um enorme contraste, tanto em Israel quanto em Judá, entre os excessivamente ricos e os pobres oprimidos, devido à exploração da classe média de Israel (veja 2.1-5). Os ricos opressores eram apoiados por líderes corruptos políticos e religiosos de Israel. Em razão dessa má liderança, toda a nação tornou-se corrupta e digna de julgamento. Miquéias é levantado por Deus nesse cenário, para proclamar que o Santo e Justo não tolerará mais a maldade de seu povo. Os pecados morais e religiosos da ganância e da idolatria daqueles dias foram o fator desencadeador do ministério profético de Miquéias”.

O povo que desobedecia a Deus, a ponto de descontentar o profeta, era o mais organizado liturgicamente. Eles apresentavam o culto perfeito ao verdadeiro e único Deus, mas permitiam que as inúmeras injustiças e conflitos sociais se tornassem o cenário para seus rituais.

Eles inverteram os valores, pois consideravam os sacrifícios bem mais importantes e necessários do que a obediência (1 Sm 15.22). Se esqueceram que acima da perfeita liturgia seria necessário a presença do correto relacionamento com Deus (o vertical), sem o qual o relacionamento horizontal (homem com homem) ficaria totalmente comprometido. Todo aquele zelo pela liturgia foi jogado ao vento, desperdiçado, pois o principal eles deixaram de lado.

Miquéias, um simples camponês de origem humilde, tal como Amós, não suportou as injustiças sociais praticadas (2.1-3) pelos governantes, autoridades políticas e religiosas e não temeu diante desta situação e entregou a mensagem de Deus, pois não se conformava com o gritante contraste existente entre os ricos e pobres (2.1-9). Sobre esta coragem do profeta o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Com coragem invulgar denunciou os esquemas de corrupção no palácio, no poder judiciário e nos corredores do Templo. Miquéias denunciou a aliança espúria e o amasio vergonhoso entre os políticos inescrupulosos e os religiosos avarentos. A religião e a política se uniram pelos mais sórdidos motivos para buscar os mais perversos resultados. O propósito desse conluio maldito foi uma implacável opressão aos pobres. Os camponeses perderam as terras, as casas, as famílias e até a liberdade. Os ricos criaram mecanismos criminosos para roubarem os fracos, os oprimidos e os pobres. Esses não tinham direito, nem vez, nem voz. Os tribunais estavam ocupados por homens corruptos que, mancomunados com os ricos, vendiam sentenças por dinheiro e prostituíam sua sacrossanta vocação. Miquéias, porém, não se impressionou com a magnificência dos palácios da cidade nem com suas torres imponentes. Ele não vendeu sua consciência como os sacerdotes avarentos nem se corrompeu como os profetas da conveniência. Antes, desmascarou a liderança corrupta, chamou o povo ao arrependimento e anunciou, em nome de Deus, o juízo inevitável que viria sobre toda a nação”.

O ministério de Miquéias foi exercício durante a expansão do império assírio, inclusive ele presenciou o cumprimento de suas profecias, com a posterior queda de Samaria (1.6-7) e o cerco a Jerusalém (1.8-16).

I. O LIVRO DE MIQUÉIAS
1. CONTEXTO HISTÓRICO.
Miquéias, cujo nome significa “quem é semelhante ao Senhor”, contemporâneo de Isaías, era de Moresete-Cate (1.1,14; Jr 26.18), cidade agrícola a 32 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Ele conhecia o sofrimento e o trabalho do campo e acima de tudo era testemunho das injustiças cometidas. Assim como os demais profetas de Judá, não cita reis do Reino do Norte na introdução de seus oráculos, porém o seu ministério se deu durante os reinados “de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1).

O profeta Jeremias afirma que a mensagem de Miquéias foi entregue no reinado de Ezequias (26.18). Considerando os últimos anos de Acaz e os primeiros de Ezequias, Miquéias deve ter profetizado entre 735 a.C. e 710 a.C.

Homem do campo, como Amós, ele condenou “os governantes corruptos, os falsos profetas, os sacerdotes ímpios, os mercadores desonestos e os juízes venais, que havia em Judá”. O carro chefe de suas pregações foi a injustiça social, mas também alertou o povo para as consequências da continuidade destas práticas.

Miquéias profetizou durante a atuação maléfica do império assírio, que encontrou alguma resistência e rebelião em Israel e Judá, principalmente com o rei Ezequias (2 Rs 19.35-37), que conseguiu com a intervenção de Deus derrotar o invasor. O mesmo desfecho alegre não teve Samaria (2 Rs 17.1-41).

2. ESTRUTURA E MENSAGEM.
Trata-se de uma coleção de breves oráculos agrupados em sete capítulos divididos em três partes principais, sendo cada uma das partes marcadas pelo imperativo: “Ouvi” (1.2; 3.1; 6.1), que é fraseologia similar a de Isaías (4.1-5; Is 2.2-4):

a) Primeira parte (1-3): o profeta denunciou os pecados de Israel (Samaria) e Judá (Jerusalém), frutos da “violência, da injustiça social e de uma religiosidade fingida”;

b) Segunda parte (4-5): o profeta oferece consolo ao remanescente. Não somente pontuou as falhas, como também apresentou a solução e por fim concluiu com o vaticinado sobre o Messias e a implantação de seu reino (Cfe 5.2-15);

c) Terceira parte (6-7): o profeta “descreve a queixa de Deus contra seu povo, como se fora uma cena de tribunal”. Ele não foi um profeta pessimista, pois apresentou o escape, a graça, a misericórdia de Deus.

O assunto do livro é a ira divina em relação aos pecados de Samaria e de Jerusalém. Miquéias dirigiu seu discurso contra a idolatria, censurou com veemência a opressão aos pobres e denunciou o colapso da justiça nacional (1.5; 2.1,2; 3.9-11), além disso, anunciou, de antemão, o local do nascimento do Messias, em Belém (5.2 cp. Mt 2.1,4-6). O profeta chegou a ser citado pelo Senhor Jesus (7.6 cp. Mt 10.35,36).

II. A OBEDIÊNCIA A DEUS
1. O CONCEITO BÍBLICO DE OBEDIÊNCIA.
O verbo hebraico shemá: “ouvir, escutar, prestar atenção, obedecer”, não significa apenas receber uma comunicação ou informação. O seu real sentido é mais forte e imperioso: obedecer é acatar ordens de autoridade religiosa, civil ou familiar. O referido verbo é empregado no Antigo Testamento para “obedecer” (1 Sm 15.22; Jr 42.6). É usado, também, em seis das nove vezes em que shemá (ouvir com atenção, obedecer, acatar ordens) aparece em Miquéias (1.2; 3.1; 6.1).

A mesma ideia é vista nos ensinos de Jesus (Mt 11.15; 13.43). Por conseguinte, a obediência deve ser precedida pela compreensão e pelo amoroso acatamento da mensagem divina (Mt 7.24-26). Sobre isto professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Obedecer de coração à Palavra de Deus é melhor do que qualquer forma exterior de adoração, serviço a Deus, ou abnegação pessoal. O culto, a oração, o louvor, os dons espirituais e o serviço a Deus não tem valor aos seus olhos, se não forem acompanhados pela obediência explícita a Ele e aos seus padrões de retidão”.

2. A DESOBEDIÊNCIA DAS NAÇÕES.
O Senhor não habita entre quatro paredes. Ele é o Deus de toda a terra e o Soberano de todo o Universo. Justamente por isso, Ele apresenta-se como juiz e testemunha não apenas contra seu povo, Israel e Judá, mas também contra todas as nações da terra (1.2).

Miquéias, em sua profecia, se dirige a todas as nações, uma vez que Deus é soberano em toda a terra (4.2-3) e exige tanto esta atenção quanto a obediência. O Deus transcendente e imanente, no alto e sublime trono (Is 6.1; 57.15), governa a terra e requer do homem a devida observância de sua Palavra, tratando com ele de forma singular, impar e pessoal (Hb 1.1).

3. A IRA DE DEUS SOBRE O PECADO (1.3-5).
O profeta descreve de forma pitoresca a reação divina contra o seu povo. Numa linguagem antropomórfica, o Senhor desce de seu santo templo, o céu, para julgar Samaria, capital de Israel e, da mesma forma, Jerusalém, capital de Judá, cujo pecado influência todo o país. O quadro da sua majestosa e terrível presença lembra a ação dos terremotos e dos vulcões (Jz 5.4; Sl 18.7-10; Is 64.1-3; Hc 3.6,7).

Sobre a tríade pecaminosa, idolatria, imoralidade e injustiça social, que imperava em Samaria e atingiu Jerusalém, o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Em Jerusalém, no Templo do Senhor, o culto a Deus era realizado conforme as prescrições divinas. Todavia, não tardou para que a idolatria de Samaria e a sedução dos deuses de outros povos também penetrassem pelas portas dessa cidade. No reinado de Acaz, ídolos abomináveis foram introduzidos dentro do templo do Senhor. A porta da casa de Deus foi fechada. A impiedade tomou conta da cidade. Com a apostasia veio, também, a opressão do inimigo. Com o abandono da lei de Deus, os ricos passaram a explorar os pobres. Os juízes se corromperam para dar sentenças injustas. Os profetas e sacerdotes abandonaram o ensino fiel da Palavra de Deus, e a nação afundou num pântano nauseabundo de apostasia, corrupção e maldade. O povo de Judá ia ao Templo, mas também fazia sacrifícios nos altos, redutos de idolatria e imoralidade”.

O sincretismo religioso já havia capturado Israel e Judá, por isto era necessário uma conscientização e ação do povo antes que Deus “descesse do seu lugar e antes que os montes se derretessem e os vales se fendessem” (1.3-4; Hb 10.31). Esta era a mais pura demonstração da misericórdia divina.

A luta de Miquéias



Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III