Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Sacrifício vicário de Jesus


vicário – morrer pelo outro – substituto
remir – tirar do cativeiro – indenizar
A morte de Jesus não foi um incidente histórico, um acidente de percurso, conseqüência de um ato mal calculado ou tampouco foi fruto da ira dos romanos e moralista judeus da época que estavam de plantão.

O plano da salvação estava sendo revelado e aos poucos Deus mostrava aos homens que vinculava a concretização do seu plano à morte de um inocente, satisfazendo assim toda a sua justiça. Fato este que não foi aceito pelos judeus, pois se não O aceitaram como Messias como então acreditarem no seu sacrifício vicário?

Se soubessem que a sua morte seria parte essencial do plano de Deus, e que por isto Ele seria exaltado, certamente não O teriam condenado.

Diante disto não tinham outra alternativa a não ser mentirem para o povo, simularem situações a fim de encobrirem a ressurreição de Jesus, mal sabiam eles que o principal de toda esta história não era propriamente a ressurreição, mas sim a morte.


1) A teoria da fatalidade:
No início a preocupação judaica era para que não acreditassem na ressurreição, porém com o passar dos anos teorias e teorias foram levantadas a fim de desvalorizarem o sacrifício vicário relegando-o a um plano inferior. Estas idéias tiveram a finalidade de afirmar que a causa mortis de Jesus havia sido os problemas históricos, sociais e ou políticos da época ou os que Ele havia criado, ou seja, quem mandou mexer com quem estava quieto.


2) A teoria de Caxemira:
Esta teoria afirmava que Jesus havia sobrevivido ao episódio da cruz, sendo atendido por José de Arimatéia, estabelecendo moradia na Caxemira, uma região da Índia, para onde fugiu tão logo recobrou as suas forças, pois a idéia central desta teoria afirmava que todo aquele sofrimento não teria sido capaz de causar a sua morte.


3) Confirmação pública da morte de Jesus:
a) A morte de Jesus foi atestada pelos soldados romanos, experientes em crucificação, jamais errariam (Jo 19”33);

b) José de Arimatéia também atestou publicamente a morte de Jesus ao reclamar o seu corpo para Pilatos (que por sua vez antes confirmou a morte com os soldados). Muitos viram Seu corpo sendo tirado da cruz e sendo sepultado, para que servissem de testemunho público da mesma forma como foi visto ao nascer, ao crescer e estudando com os doutores da Lei;

c) Os sacerdotes também, inconscientemente, deram a prova pública da morte física de Jesus, quando subornaram os soldados para dizerem que o corpo havia sido roubado pelos discípulos, pois quando convenceram o povo do roubo do corpo estavam, na verdade, atestando a sua morte. O difícil para eles era convencer que Jesus não havia morrido, já que muitos viram quando Ele expirou na cruz.


4) Menções da salvação através da morte ou sofrimento de Jesus (o substituto):
a) Gn 3”21 - O primeiro casal estava nú e coseram vestimentas de folhas, mas isto não foi suficiente para expiar os pecados, pois seria necessário derramamento de sangue (animais inocentes seriam mortos para cobrirem os pecados do homem);

b) Abraão presenciou a antecipação da tipificação da salvação vicária em Jesus no episódio do sacrifício de Isaque, que no momento crucial foi substituído por um cordeiro inocente;

c) O sistema de sacrifício instituído pela Lei mosaica indicava a necessidade da morte de um animal no lugar do pecador. O ofertante deveria por a mão na cabeça do animal como sinal de que aquela pobre criatura (o substituto) estava aceitando ser sacrificado em seu lugar.


5) Páscoa – figura da morte de cristo
a) A mais solene das festas judaicas;

b) Celebrava a libertação de Israel das mãos egípcias;

c) No dia 10 do mês de Nisã (entre março e abril) deveria ser escolhido um cordeiro macho de um ano, sem mácula que deveria ser guardado até o dia 14. Jesus foi este cordeiro, apontado por João Batista como o “ecce agnus dei qui tollit peccatum mundi”;

d) No dia 14 o cordeiro seria sacrificado mais ou menos entre 3 e 5 horas da tarde. Jesus morreu por volta da hora nona (3 da tarde) e retirado da cruz mais ou menos 5 horas da tarde (final do dia);

e) Depois o sangue do cordeiro era aspergido na verga das umbreiras das casas, para que o anjo da morte não parasse. O sangue de Jesus aspergido nos trouxe de volta a vida, nos marcou;

f) Depois o cordeiro deveria ser assado inteiro e comido a noite com pães asmos e ervas amargas e tudo o que sobrasse deveria ser queimado. O sacrifício de Jesus foi único, completo, não precisou ser repetido e nem restou algo (assado) para ser efetivado. Foi com sofrimento (ervas amargas) e com sinceridade (pães asmos). O cordeiro assado e retirado do forno para servir de comida representa a ressurreição de Jesus.


6) Previsões do sacrifício de Jesus nas escrituras:
Salmos 22
a) vers. 1 – “Deus, Deus meu porque me abandonaste?”

b) vers. 6 – “mas eu sou verme e não homem, opóbrio dos homens, desprezado”;

c) vers. 7 – “todos os que me vêem zombam de mim, confiou em Deus que o livre”;

d) vers. 14 – “todos os meus ossos se desconjuntaram” (crucificação);

e) vers. 15 – “e a língua se me pega no paladar” (teve sede, mas deu a água da vida ao homem);

f) vers. 16 – “transpassaram-me as mãos e os pés”;

g) vers. 17 – “poderia contar os meus ossos” (foram preservados);

h) vers. 18 – “repartem entre si os meus vestidos e lançam sorte sobre a minha túnica”.


Isaias 53
a) vers. 3 – desprezado e indigno;

b) vers. 4 - tomou a posição de substituto, levou sobre si nossas dores e enfermidades;

c) vers. 5 – ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades;

d) vers. 6 – assumiu a nossa culpa;

e) vers. 7 – como cordeiro foi levado ao matadouro, sofrimento;

f) vers. 8 – foi tirado da terra dos viventes (morreu);

g) vers. 9 – foi sepultado;

h) vers. 10 – seu sacrifício foi aceito por Deus.

O verdadeiro sacrifício foi contemplado pelo homem. A vitima (substituto) aceitou a mão dos ofertantes sobre sua cabeça e morreu no lugar deles. Não era como na Lei que muitos sacrificavam, mas não eram aprovados e os sacrifícios não eram aceitos por Deus.

Após a crucificação de Jesus, muitos voltaram batendo nos peitos e declarando que haviam matado um justo. Era desta forma que deveriam sacrificar, completamente arrependidos, por isso a morte de Jesus foi o verdadeiro sacrifício que foi capaz de levar o homem ao arrependimento.

extraído do plano de aula utilizado nas lição nº 11 do 1º trimestre de 2008 - Jesus verdadeiro, homem verdadeiro Deus. autor: Ailton Silva.

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