Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A influência cultural da Igreja. Plano de aula.

A INFLUÊNCIA CULTURAL DA IGREJA

ZEUS E HERMES
BARNABÉ E PAULO
JÚPITER E MERCÚRIO
PONTES CULTURAIS PARA PREGAÇÃO
O EVANGELHO É ESPONJA? ABSORVE CULTURAS
JESUS, O PRIMEIRO MISSIONÁRIO TRANSCULTURAL


PROPOSTA DA LIÇÃO:
• Façamos o homem e criemos um ambiente sadio para que ele viva!
• Conseqüência da missão da Igreja: influência no comportamento do mundo.

APÓS O PECADO - A forma de vida estabelecida por Deus foi contaminada:
• Os atores sociais continuaram os mesmos;
• Mas as produções sociais foram diferentes, imperfeitas.

CULTURA BABILÔNICA, GRECO-ROMANA E JUDA
• A riqueza cultural babilônica não encantou Daniel;
• A cultura greco-romana não iludiu a Paulo e Barnabé;
• Jesus respeitou as tradições culturais judaicas (festas e rituais);
• A igreja primitiva agiu com diplomacia ante as questões culturais.

INTRODUÇÃO:
A Igreja, a agência do Reino de Deus na Terra, tem por missão transmitir a Palavra de Deus ao mundo, o campo de atuação do inimigo de nossas almas. Mesmo neste cenário de caos espiritual é possível observamos algo de produtivo na cultura de cada povo, seja no campo econômico, político, artes, costumes, leis, mas temos condições de afirmarmos que somente no meio dito Evangélico é que encontramos respeito, vigilância e até mesmo temor?

A primeira grande responsabilidade da igreja, ante a sociedade, é a grande Comissão (Mt. 29.19,20), pregando a todas as criaturas, afrontando, interferindo nas culturas humanas e propondo condições para que ocorram as mudanças que estão propostas na Palavra. Seria possível interferimos nas culturas humanas como resultado da pregação o evangelho? Ora, o pecado foi capaz de transformar a cultura original, muito mais agora a Palavra pode restaurá-lo.

a) Definição de cultura:
• Estilo de vida estabelecido pelo coletivo baseado em valores comuns (produções sociais, costumes);
• Manifestações sociais, linguísticas, comportamentos, mitos, forma de organização, raciocínio humano, aptidões, crenças, hábitos, artes, princípios morais, leis, costumes, valores;
• Biblicamente, os valores terrenos (modo de vida do cristão) devem ser sombras das virtudes de Cristo, pois o seu reino não é deste mundo (Jo 18”36). Devemos ser o sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14), inconformados com esta cultura humana afastada de Deus (Rm. 12.1,2).

I. A CULTURA ANTES E APÓS A QUEDA
1. A natureza da cultura humana
.
Cultura, do latim colere (cultivar), é uma característica humana, que nos difere das outras criaturas, pois somos capazes de pensar, criar e comunicar-nos uns com os outros e com Deus. Fomos criados como seres sociais, para cuidarmos da terra, zelar pelos animais e administrarmos nossas famílias (Gn 1.28,29). Todos os povos possuem suas culturas e a passam de geração a geração.

O homem foi criado por Deus com a extraordinária capacidade para administrar a criação, o mundo (Gn 1.28-30) e o seu caráter era bom (Gn 1:31), pois foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26), reflexo e projeção do Senhor, um homem de conduta exemplar, estrutura moral e espiritual capaz de lembrar o próprio criador (Ec 7:29).

Mas, o homem falhou nesta sua missão e, por conseguinte, o seu egoísmo o tende a busca pelos seus próprios interesses. Com isto a sua produção cultural se comprometeu com o mal (Gn 3”5-10,17-19), se espalhando rapidamente por ele bem como pela natureza (Gn 6”5-7; Sl 14”3; Rm 7”18). Se tornou servo do pecado (Jo 8”34), perdeu o domínio sobre a Terra, teve o seu caráter moldado pelo pecado e distorceu a semelhança adquirida no momento da criação.

2. A cultura como beleza da criação.
O homem foi criado para ser o agente do reino de Deus, para governar e dominar o resto da criação e, principalmente, para manter uma relação estreita, profunda, familiar e intima com Deus. A beleza da criação reside justamente na capacidade do homem em criar e desenvolver culturas. Apesar de tudo, o homem ainda expressa a imagem de Deus, pois o Seu plano não foi cancelado ou desvirtuado pela queda humana. As duras penas, o homem ainda reflete, por espelho (I Co 13”12) a sua natureza original como portadores da imagem de Deus.

3. A Queda manchou a cultura humana.
O pecado comprometeu toda a criação de Deus, tornando imperfeita toda a produção cultural dos atores sociais envolvidos, pois o erro manchou a cultura humana e alguns traços da imagem de Deus, vistas no homem, foram perdendo seu valor. Mesmo com a queda a comissão cultural não foi anulada, pode ser que o homem tenha pensado que sim, mas ele ainda continua responsável pela administração da terra (Gn 3.23), ou seja, ele ficou sujeito à vaidade (Rm 8:20-22) e perdeu a semelhança, mas a sua função continuou a mesma.

II. EXEMPLOS BÍBLICOS DE RELACIONAMENTO CULTURAL
1. Daniel discerne a cultura babilônica. Não se recusou a aprender, somente a comer
:
Babilônia (para os babilônicos significava “porta de Deus”, mas para os judeus tinha outro significado, “confusão”), era a capital da antiga Suméria e Acádia, na Mesopotâmia (Iraque), a aproximadamente 80 km ao sul de Bagdá, fundada provavelmente por volta de 3800 a.C. Avançados na arquitetura, agricultura, artes, astronomia, direito (Dn 4”30) e outros assuntos, influenciaram em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e outros.

O principal deus babilônico era Bel, mas também eram adeptos da magia, feitiçaria e astrologia. Foi este ambiente que Daniel e seus amigos se depararam, mas em nenhum momento se prostituíram ou fizeram concessões doutrinarias ou morais. Eles não discutiram com os babilônicos, não profetizaram contra, não se levantaram contra o rei, contra a cultura ou contra o povo. Respeitaram (Dn 1”8) e se esforçaram em servirem ao Senhor. Daniel recebeu o nome de Beltessazar, que Bel proteja a sua vida. O jovem hebreu soube como discernir os prós e os contras da cultura babilônica. Ele examinou tudo e reteve o conhecimento que lhe ofereceram (Dn 1.4).

Como Daniel mantinha tamanha fé? Poderia até mesmo ter duvidado do poder de Deus, pois não foram protegidos dos ataques babilônicos e estava agora sendo preparados para servirem a outro governo. Ele percebeu que os alimentos e bebidas poderiam contaminá-los, ou que fossem proibidos pela Lei do Monte Sinai, mas não tinha controle sobre o rei, sobre o encarregado de treiná-los, tampouco sobre si, mas tomou a decisão correta (Dn 1:8).

2. Paulo, Barnabé e a transformação cultural em Listra.
Na cidade de Listra, na província romana da Galácia, estava localizado o templo de Júpiter e Mercúrio (pai e mensageiro dos deuses, conhecidos pelos gregos como Zeus e Hermes, respectivamente), cujos moradores acreditavam numa possível humanização destes deuses. Quando Barnabé e Paulo chegaram à cidade, curaram um paralítico de nascença (At 14) e alvoroçaram todos os moradores, que foram induzidos, por aproveitadores (como na atualidade), ou por ignorância, para pensarem que tais deuses tivessem se humanizados entre eles. A Barnabé chamaram de Júpiter e a Paulo (o que mais falava e pregava) de Mercúrio. É fato que os dois missionários resistiram a tal abominação pagã através da pregação do Evangelho e do estabelecimento de uma igreja (At 14”21-22).

a) A lenda de Júpiter e Mercúrio:
Deuses populares na cultura romana. Acreditavam que eles já haviam visitado a cidade de Listra por uma vez e que foram hospedados por um casal de idosos. Por esta razão os deuses castigaram os habitantes da cidade com a morte, livrando apenas o casal que hospedaram os dois. Quando os moradores de Listra viram a Barnabé e a Paulo operando milagres imaginaram que se tratasse novamente de outra visita dos deuses pagãos.

III. EVANGELHO, IGREJA E CULTURA
1. Evangelho e cultura.
A igreja, no cumprimento de sua missão, deve se inteirar e estudar o grupo de pessoas a que deseja alcançar para então definir suas estratégias que facilitarão o alcance de seu objetivo, mas rejeitando os valores culturais que se opõem a mensagem do evangelho e retendo apenas o que lhe é bom. A dificuldade para que exista esta interação é real, pois o medo do abalo da fé ou do ataque do inimigo, que está ao derredor, impedem que a igreja venha usar a cultura em favor da expansão do reino de Deus.

a) Pontes culturais em ambientes diversificados:
• Jesus pregando à samaritana sem sair do seu contexto cultural daquela mulher (Jo 4”7-26);
• Paulo no areópago de Atenas, discursando entre a elite intelectual, apresentando o Deus desconhecido (At 17”23-34).
• Jesus participou das festas anuais em Jerusalém, frequentou sinagogas e apresentou a mensagem evangélica. Ele respeitou a cultura judaica (Lc 2”41-43; Lc 22”7-13; Jo 2”1-12; Jo 7”10-53).

2. Igreja e cultura.
Os conflitos culturais não são exclusividades da igreja hodierna, já a primitiva os enfrentou, tão logo houve o ajuntamento dos recém convertidos gentios e cristãos judeus. Para resolver este primeiro conflito entre estes dois grupos houve a necessidade da realização do primeiro concílio em Jerusalém (At 15). Esta foi a maior prova de que a cultura não pode ser um instrumento de divisão da igreja, por mais arcaica ou avançada que seja.

a) Problemas culturais enfrentados pela igreja moderna:
• Globalização;
• Consumismo desenfreado;
• Consumo de experiências religiosas e formas de pensamento;
• A ausência de uma ética cristã;
• Individualismo, egoísmo e ceticismo.

3. O despertamento cultural da Igreja.
Quando o povo de Israel se preparava para entrar em Canaã recebeu orientações de Deus para que se apartassem dos cananeus e de suas condutas, pois eles tinham uma cultura religiosa totalmente idolatra que não poderia ser absorvida pelos hebreus. O cuidado de Deus era necessário, já que de uma hora para outra eles seriam submersos naquele novo mundo e mesmo com toda a preparação efetuada por Moisés, durante a caminhada, encontrariam dificuldades naquelas terras. Daniel e seus amigos estiveram na mesma posição e souberam separar e evitar os conceitos morais, pressupostos culturais e crenças religiosas. Isto é a prova de que o evangelho é o agente transformador, o poder de Deus para remissão do pecador e não apenas a esponja para absorver as culturas.

CONCLUSÃO
A igreja foi chamada para influenciar a cultura humana, através da pregação da Palavra, a única que pode transformar o homem.

1) Diferençar: A cultura antes e depois da Queda.
• O homem foi criado governar e dominar o restante da criação;
• E para manter uma relação estreita, profunda, familiar e intima com Deus.
• O pecado manchou a cultura humana e comprometeu a criação de Deus;

2) Conhecer: Os exemplos bíblicos de relacionamento cultural.
• Daniel e seus amigos que resistiram aos avanços culturais babilônicos;
• Barnabé e Paulo em Listra que resistiram a cultura grega e romana.

3) Compreender: A Igreja deve influenciar culturalmente a sociedade.
• A igreja deve usar a cultura em favor da expansão do reino de Deus;
• Mas deve rejeitar os valores culturais que se opõem a Palavra.

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Francisco. A influência cultural da igreja. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/09/licao-11-influencia-cultural-da-igreja.html. Acesso em 05 set. 2011.

BARBOSA, José A. A influência cultural da igreja. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/09/licao-11.html. Acesso em 05 set. 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Estudantes da Bíblia. A influência cultural da igreja. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-03-11.htm. Acesso em 05 set. 2011.

GABY, Wagner. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2011

LOURENÇO, Luciano de Paula. A influência cultural da igreja. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/09/aula-11-influencia-cultural-da-igreja.html. Acesso em 05 set. 2011.

Por: Ailton da Silva


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