Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dízimos e ofertas. Plano de aula.

TRAZEI O DIZIMO AOS “LEVITAS”
TRAZEI TUDO, INCLUSIVE O DÍZIMO
DIZIMO = PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO?
FIDELIDADE DO HOMEM X SOBERANIA DE DEUS
DEPOSITAI AOS PÉS DOS APÓSTOLOS (PRIMITIVOS)
DIZIMO = MULTIPLICAÇÃO, RESTITUIÇÃO E PROVISÃO?

LIÇÃO 9 - 1º TRIMESTRE DE 2012

PROPOSTA DA LIÇÃO:
• DÍZIMO NÃO É LOTERIA, RASPADINHA OU “TIRO NO ESCURO”
• DÍZIMO É A 10ª PARTE (NÃO É DO HOMEM). JÁ EXISTIA NA ERA PATRIARCAL;
• VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE O DÍZIMO LEVÍTICO E O CRISTÃO?
• VOCÊ CONHECE O DÍZIMO COMUNITÁRIO (DT 26.12-15)?
• A BÊNÇÃO OU UNÇÃO DA MULTIPLICAÇÃO?
• A BÊNÇÃO DA RESTITUIÇÃO: DEUS RESTITUI O QUE A “PRAGA” CONSUMIU;
• PROSPERIDADE BÍBLICA É VIVER NA SUFICIÊNCIA DE CRISTO;
• VOCÊ É ABENÇOADO PORQUE CONTRIBUI?
• OU CONTRIBUI PORQUE É ABENÇOADO?

INTRODUÇÃO
O dízimo já era praticado entre os babilônicos, gregos, romanos, árabes e fenícios, mas tinha um caráter tributário, uma espécie de imposto. O império grego oferecia aos seus deuses o dízimo dos despojos dos povos conquistados por eles e não propriamente da renda.

Abraão foi o iniciador (Gn 14.18-20), seu neto Jacó foi o continuador (Gn 28.20). Anos mais tarde Moisés foi o instituidor (Dt 14.22). Neemias, após o retorno do exílio babilônico foi o restaurador (Ne 10.32; 13.1-13;) e por fim Malaquias foi aquele que condenou o esquecimento e o desleixo dos judeus (Ml 3.7-9).

Portanto, a prática dos dízimos e ofertas são determinações procedentes de Deus, anteriores a lei, mas que foram confirmados e incorporados, tornando-se válidas para qualquer época ou situações. Os dízimos e ofertas são os únicos meios de entradas de recursos nas igrejas evangélicas, através de seus membros. Afinal porque contribuir? Quais os benefícios espirituais que obteremos? Os dízimos e ofertas são atitudes de amor e gratidão a Deus.

“O dízimo não deve ser um teto em que paramos de contribuiu, mas um piso a partir do qual começamos“ J. Blanchard (ver quem foi).

A teologia da prosperidade através de suas práticas tem comprometido os verdadeiros propósitos e fundamentos dos dízimos e ofertas. O que ganharíamos contribuindo por constrangimento, por obrigação ou interesse?

I. DÍZIMOS E OFERTAS NA BÍBLIA
1. O ANTIGO TESTAMENTO
Dízimo, o que é devolvido ao Senhor, a décima parte, tanto em dinheiro como em produtos e bens (Pv 3.9). A lei mosaica não instituiu os dízimos e ofertas entre os filhos de Israel, apenas lhe deu conteúdo, forma e sistematizou-os, pois já eram praticados entre os homens, tal como podemos observar nos casos de Abel (Gn 4.4) e entre os patriarcas (Gn 28.22). Portanto a lei mosaica ratificou o que já existia.

O dízimo, ordenado pelo Senhor (Lv 27.30-32) deveria ser entregue aos levitas para manutenção do ministério levítico (Nm 18.21) e dos sacerdotes (Nm 18.28), para auxilio nas refeições sagradas (Dt 14.22-27) e para socorrer aos pobres, órfãos e viúvas (Dt 14.28-29). Os levitas não tiveram possessões, pois eram propriedades do Senhor, por isto dependiam destas contribuições. Quando abandonavam este principio sempre havia alguém que os lembravam de suas funções (Ne 13.10)

Na primeira geração, pós saída do Éden, já foi possível contemplarmos o homem materializando sua gratidão e demonstrando respeito pela soberania de Deus. Os filhos de Adão, Caim e Abel, apresentaram suas ofertas, espontâneas ou por influência dos pais, seja qual foi o motivo, mas estavam lá os dois, tentando agradar a Deus. Eles tinham consciência que, mesmo longe do paraíso, ainda dependiam do favor Divino.
2. O NOVO TESTAMENTO
Muitos defendem que a prática do dízimo se restringiu somente ao Antigo Testamento e que foi abolida, com o cumprimento da lei, no entanto o objetivo maior do culto a Deus permanece imutável, ou seja, a adoração. As mudanças ocorreram nas formas, nas liturgias e na condução dos trabalhos e não no principio maior e que fundamenta a nossa fé e esperança.

Jesus cumpriu toda a lei (Mt 5.17) e em seus ensinamentos observou a importância do dízimo e o recomendou (Mt 23.23). O apóstolo Paulo fez referência ao dízimo levítico, quando salientou a necessidade dos obreiros viverem e serem dignos de seus salários (I Co 9.9-14; Lv 6.16; Dt 18.1).

a) Diferença entre dízimo levítico e o cristão:
O dízimo levítico pertencia a ordem de Arão, que era transitória e servia para sustento dos sacerdotes e levitas, instituído pela lei. O dízimo cristão está atrelado a ordem de Melquisedeque, anterior a lei (Hb 5.10; 7.1-10; Sl 110.4). Abraão entregou o dízimo de tudo (Gn 14.20) e se recusou a receber algo do rei de Sodoma, preferiu esperar no Senhor.

Já no Novo Testamento uma outra função foi atribuída aos dízimos e ofertas, já que tais devem promover o crescimento do reino de Deus, mas sem deixar de lado o socorro aos necessitados (Gl 2.10).

II. A PRÁTICA DO DÍZIMO E DAS OFERTAS COMO FORMA DE ADORAÇÃO
1. RECONHECIMENTO DA SOBERANIA E DA BONDADE DE DEUS.
O principio básico que legitima a prática do dízimo é justamente o fato de reconhecermos a soberania de Deus e a certeza de que Dele provém todas as coisas (Ag 2.8; Cl 1.17). A teologia da prosperidade ensina o contrário, pois consegue inocular nos homens a certeza de que as posses materiais são consequências de seus esforços e méritos (Jz 7.2).

Israel tinha promessa de segurança (Dt 28.7), mas esta certeza não os isentava de enfrentar algumas situações desagradáveis ao longo de sua história. A nação eleita poderia requisitar para si o cumprimento de todas as promessas que diziam respeito a sua condição em relação aos seus inimigos, mas era mister que reconhecessem a soberania de Deus, através das situações permitidas (II Tm 3.12).

Da mesma forma temos promessas de proteção e segurança, basta confiarmos, pois somos propriedade particular de Deus (I Pe 2.9).

2. RECONHECIMENTO DO VALOR DO PRÓXIMO
O dízimo comunitário, trienal (Dt 14.28-29; 26.12-15), deveria socorrer os pobres, órfãos, viúvas, estrangeiros e levitas, para que assim seus praticantes esperassem as bênçãos de Deus sobre todas as suas obras.

O propósito maior era que cada um demonstrasse suas preocupações com os menos favorecidos. Era um recurso a mais para que os menos favorecidos fossem providos em suas necessidades. O gerenciamento dos recursos provenientes dos dízimos ficavam a cargo dos levitas (Nm 18.21). Deus priorizou os pobres e necessitados (Pv 19.17).

III. DÍZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BÊNÇÃOS
1. A BÊNÇÃO DA MULTIPLICAÇÃO
Deus sempre reconheceu e recompensou a fidelidade de seu povo, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo (II Co 9.6-10). Após a reconstrução do Templo, Israel relaxou espiritualmente em seus deveres. Entre estes desleixos eles não observaram os menos favorecidos e não socorreram mais os próximo, por conseguinte, a sonegação ao dízimo foi questão de tempo (Ml 3.10).

Primeiramente abriram o coração para a feitiçaria, idolatria e adultério espiritual, fruto da mistura com outras nações e com o tempo viraram as costas para o próximo e para Deus (Ml 3.8). Por isto foram convidados a fazerem prova da fidelidade de Deus (Ml 3.10).

2. A BÊNÇÃO DA RESTITUIÇÃO.
Israel era constantemente atacado por gafanhotos que destruíam suas lavouras. Havia promessa de restituição para eles (Jl 1.4; 2.25; Na 3.16). O devorador foi associado as pragas que consumiam o fruto da terra, mas também representava a atuação do mal sobre o povo (Ml 3.11).

3. A BÊNÇÃO DA PROVISÃO
Era promessa de Deus, na Antiga Aliança, derramar bênçãos sem medidas (Ml 3.10). No Novo Testamento o homem é instigado a buscar e viver da suficiência de Cristo, que é a provisão de Deus para nossas vidas, que certamente não se limitam a tão somente aos bens materiais.

O apóstolo Paulo nunca deixou de confiar nas provisões de Deus, mesmo que as circunstâncias não lhes fossem favoráveis (Fp 1.3; At 28.30; II Tm 4.13).

CONCLUSÃO - OBJETIVOS DA LIÇÃO
A prática do dízimo e ofertas sempre estiveram presentes na vida do povo de Deus. Somos abençoados porque contribuímos ou contribuímos por que somos abençoados.

1) Analisar: Dízimo e ofertas dentro de uma perspectiva bíblica:
• Abel ofertou (Gn 4.4) e os patriarcas dizimaram (Gn 14.20; 28.22);
• Foram várias as mudanças, mas a adoração permanece imutável;

2) Conscientizar-se: A prática do dízimo e ofertas é adoração:
• Através do dízimo e ofertas reconhecemos a soberania de Deus;
• E temos a certeza de que Dele provém tudo.

3) Explicar os dízimos e as ofertas como fontes de bênçãos:
• Deus sempre reconheceu e recompensou a fidelidade de seu povo;
• Multiplicação, restituição e provisão, bênçãos sem medidas.

REFERÊNCIAS:
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BITTENCOURT, Marcos Antonio Miranda. Sete profetas antigos e muitos ensinamentos contemporâneos. Estudos em Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Revista do adulto cristão. 4º trimestre de 2011. JUERP, 2011.

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GILBERTO, Antonio. As disciplinas da vida cristã. Trabalhando em busca da perfeição. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 2º trimestre de 2008. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2008

JESUS, Isaias Silva de Jesus. Dízimos e ofertas. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com/20120201_archive.html#2849017932270942131. Acesso em 22 de jan. 2012.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Dízimos e ofertas. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2012/02/aula-09-dízimos-e-ofertas.html - acesso em 21 de fev. de 2012.

PAUDA, Osmir Moreira. Prosperidade, dízimos e ofertas. 13ª ed. Editora Associação religiosa Imprensa da fé. São Paulo, 2007.

ROMEIRO, Paulo. Supercrentes. O Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1993.

Por: Ailton da Silva

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