Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tudo posso naquele que me fortalece. Plano de aula. Lição 7



ESCASSEZ DE ALEGRIA
ABUNDÂNCIA DE PROBLEMAS
POSSO TUDO – VIDA SANTA?
POSSO TUDO – VIDA MATERIAL?
SER GRATO NA PROVISÃO? FÁCIL
SER GRATO NA NECESSIDADE? DIFÍCIL?
POSSO TUDO: RECUPERAR O QUE PERDI (Fp 3.8)

LIÇÃO 7 – 1º TRIMESTRE 2012

PROPOSTA DA LIÇÃO:
• Às vezes a presunção é maior que a confiança;
• Mantra: “posso todas as coisas”. E a soberania de Deus?
• Pirlimpimpim: “posso todas as coisas”
• Paulo defensor? Ou combatente da teologia da prosperidade?
• Fazia tendas e terminou seus dias em uma fria prisão em Roma;
• A prisão de Paulo foi de grande valia para o Evangelho;
• Exemplo de Jesus: A encarnação não diminuiu a sua divindade;
• Atual conceito de prosperidade: declaração de independência;
• A nossa suficiência está em Deus e não em nós mesmos;
• Prosperidade bíblica: consolida-se na unidade e comunhão.

INTRODUÇÃO
Muitos falsos mestres e porque não dizer, muitos de nós, interpretam de forma equivocada uma das maiores declarações do apostolo Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Muitos ensinos que levam o homem a pensar que pode fazer o que quiser e o que vem entender, pois contará com o aval de Deus, independente das circunstâncias. Esta declaração chega a ser usada como um mantra, sendo capaz de garantir tudo a vida, até mesmo a ignorância em relação a soberania de Deus. Esta interpretação errada caracteriza muito mais a presunção, do que propriamente a confiança, sugere mais o triunfalismo do que a verdadeira fé.

Este texto é considerado por muitos como um instrumento capaz de inserir o homem em suas batalhas e empreitadas. Acreditam que podem vencer todas as barreiras para então possuírem tudo, pois está garantido por Deus.

Mas o que o apóstolo Paulo quis dizer com esta declaração (Fp 4.10-20)? Ele relacionou necessidades pessoais que foram vividas durante seu ministério? Fartura, abundância, dar, receber, mas também ele falou sobre a pobreza, fome, escassez, necessidades e falou algo sobre receber “ajuda” de quem estivesse em melhores condições materiais.

A epístola ao Filipenses foi uma das cartas da prisão (Fp. 1.7, 13, 14) e mesmo nestas condições o apóstolo agradece a generosidade dos irmãos (Fp 4.14-19). Fez questão de revelar sua imensa confiança em Deus e rogou para que não desanimassem por causa de sua atual condição (Fp 1.12-26).

Em suma, a sua intenção era dizer que poderia passar por todas as situações, boas ou ruins, pois Deus o fortalecia, mas na abundância há necessidade da ajuda Divina? Ou somente nas horas difíceis da vida? Em todos os momentos, independente da situação ele foi suprido por Cristo em tudo o que precisava, mas também suportou todas as outras intempéries da vida ou então esta declaração o ajudava a recuperar tudo o que havia perdido após sua conversão (Fp 3.8). Muitas foram as suas perdas, mas tudo ele considerava “esterco” diante da justiça de Deus revelada pela sua fé.

I. PROSPERIDADE NA ADVERSIDADE
1. ESCASSEZ E ABUNDÂNCIA.
Paulo declarou a sua total dependência de Cristo quando afirmou que sabia lidar com as bênçãos em abundancias e com a necessidade (Fp 4.12). No início de seu ministério fazia tendas (At 18.3) e findou em uma prisão em Roma (At 28.30). No final de seus dias, precisou que Timóteo lhe enviasse uma capa, para se aquecer no cárcere (II Tm 4.13). Por isto afirmamos que o apóstolo não dependia da abundância ou da escassez de bens materiais, mas sim da suficiência em Cristo. O problema não era a falta de bens, mas sim como reagiria a esta situação. A vida de Paulo não serve como modelo para a teologia da prosperidade.

a) Escassez de recursos e abundância de sofrimento:
• Abundância: perseguições, ameaças, esquecido, abandonado, açoitado, apedrejado, caluniado, fustigado com varas, prisões, naufrágios, fome e a presença de falsos irmãos (II Co 11.23-27);
• Escassez: gratidão, recursos financeiros, aplausos do mundo.

b) Vida santa - escassez;
A maior preocupação de Moisés era o fato de Israel não reconhecer mais o seu próprio Deus (Ex 3.13), o que poderia ser um empecilho para que acreditassem e aceitassem aquela nova forma de vida para qual estavam sendo apresentados. A benção da libertação já estava garantida, pois Deus havia ouvido o clamor deles e determinado a vitória (Ex 3.7).

Mas Israel não conseguiu se manter fiel aos propósitos de Deus e tampouco o adorou (Ex 3.18). Para tomarem posse do material, do visível, as conquistas, não criaram obstáculos, mesmo vivendo entre os inimigos, mas terem vida santa e viverem na presença de Deus constantemente mediram esforços.

A teologia da prosperidade faz uso desta referência bíblica e de outros textos isolados para justificarem e argumentarem suas teses materiais, ignorando contextos mediatos e imediatos, levando a interpretações errôneas e esperanças nulas. O estudo sistemático da Palavra e o exercício da bem-aventurança da mansidão nos conduzirá a uma relação mais madura com Deus, entendendo, confiando e aceitando a Sua vontade em nossas vidas, independentemente das circunstâncias.

c) Vida material próspera – abundância:
Israel, mesmo no Egito, usufrui de algum conforto e prosperidade durante os áureos anos de administração de José. Os hebreus viveram em umas das melhores porções de terras egípcias (Gn 47.11) e antes mesmo de serem libertos foram temidos e reconhecidos, pelo próprio opressor, como um povo forte e poderoso (Ex 1.9), mas tudo o que se inicia tem o seu fim, inclusive o materialismo e o superficial.

Aquela nação, durante a viagem com Jacó em direção ao Egito (Gn 46.26), teve por lema “Tudo podemos naquele que nos fortalece”. Vamos receber nossa recompensa, após tantos anos de sofrimento! Mesmo que estejamos em terras estranhas, não nos importamos com isto, somos valentes, temos Deus em nossas vidas. As bênçãos materiais foram muitas, mas um dia elas acabaram.

2. PERSEGUIÇÃO E REJEIÇÃO.
Mesmo em prisões, Paulo impressionava pela alegria e regozijo (Fp 1.7,13,14). Isto prova que a alegria do cristão não depende das circunstâncias, como muitos imaginam. A sua situação estava sendo benéfica para o progresso do Evangelho, tanto quanto os momentos de liberdade.

Mesmo neste momento de sofrimento, aos olhos dos teólogos da prosperidade, Paulo utilizou-se da Palavra para que seu cativeiro fosse mudado. Ou declarou, requisitou para si a liberdade sobrenatural como ocorreu com Pedro, João, Silas e com ele próprio, em outra oportunidade (At 5.17-20; 12.6-11; 16.25-28). Se fosse assim talvez o teria declarado em alto e bom som que podia tudo naquele o fortalecia.

II. PROSPERIDADE NA HUMILDADE
1. O EXEMPLO DE PAULO.
O resultado da felicidade de Paulo era demonstrado na sua total dependência de Deus, mas a sua declaração do “tudo posso” transformou-se em uma chave mágica para que muitos realizem seus desejos. A essência desta declaração reside justamente no esvaziamento do homem e na suficiência divina.

O exemplo de Paulo como apóstolo de Cristo (I Co 11.1) em nada serviria hoje como modelo para a teologia da prosperidade. Suas lagrimas, preocupações e ensinos despertariam animosidade e hostilidade.

Paulo sempre manteve a sua consciência pura diante de Deus e dos homens, mas foi alvo de ciladas, andou por campos minados. Por pouco não abreviou a sua hora, assim como Jesus (Jo 8.20b). Tanto a humilhação quanto a honra, a riqueza quanto a pobreza, a fartura quanto a fome, não seriam impedimentos para o seu contentamento, que não dependia das bens materiais, que no caso ele não possuía mais (Fp 3.8).

2. O EXEMPLO DE CRISTO.
Paulo não tomou a sua situação como exemplo para continuar seu ministério, mas antes se espelhou em Jesus, que mesmo sendo Deus, se fez homem, assumindo a forma de servo (Fp 2.5-7). A encarnação não diminuiu a divindade, mas acrescentou-lhe a humanidade. Ele não perdeu os seus atributos divinos, mas se esvaziou de sua glória para que, com Ele, fôssemos glorificados (Jo 17.5). A humanidade de Jesus é tão real quanto a sua divindade.

Jesus se humilhou para ser obediente a te a morte, até ao fim. Foi exaltado sobremaneira por Deus que lhe deu um Nome acima de todos os outros para que todos os joelhos se dobrem diante dele (Fp 2.9).

III. PROSPERIDADE NA CARIDADE E NA UNIDADE
1. AMOR E CARIDADE.
Paulo escreveu aos filipenses para agradecer-lhes ajuda recebida (Fp 4.15), pois esta igreja o auxiliou no inicio de seu ministério, quando partiu para a Macedônia e mesmo enquanto estava em Tessalônica, os filipenses também mandaram o bastante para as suas necessidades (Fp 4.16).

Aquela igreja foi orientada a exercer o amor altruísta e a cuidar do próximo, pois desta forma seriam prósperos segundo mo modelo de prosperidade pregado por Paulo.

2. PROVISÃO E GRATIDÃO.
A intenção de Paulo foi dizer que estava contente com a abundância ou necessidade. Ele aprendeu a lidar com estas situações, por isto ele não se lamentava, apenas se regozijava-se com a oferta dos filipenses (Fp 4.18).

Paulo não fez uso de nenhuma das inúmeras fórmulas mágicas apresentadas pelos falsos ensinadores da teologia da prosperidade. Se fosse nos dias atuais certamente lhe diriam para não se conformar com aquelas prisões e tampouco para ficar sob as ordens dos outros apóstolos.

Como nos portamos diante da provisão? É muito fácil sermos gratos a Deus, mas qual seria nossa atitude diante da adversidade e da necessidade? Ingratidão? Paulo tinha a certeza de que Deus, segundo as suas riquezas, supriria todas as suas necessidade em glória, assim como as nossas.

3. A COMUNHÃO E A SÃ DOUTRINA.
A genuína prosperidade bíblica se consolida na unidade e na comunhão do Espírito Santo, esta verdade se sobressai na epístola aos filipenses, que também alerta a igreja quanto aos problemas internos e instrusões externas, tais como as heresias e modismos (Fp 3.2), as quais também enfermam e desviam a muitos da verdade.

Os filipenses foram orientados, por Paulo, a manterem a unidade e comunhão, amando uns aos outros e se unindo em espírito e propósitos (Fp 2.3-5), pois somente desta forma colocariam os problemas e necessidades de outros em primeiro lugar, acima dos próprios.

CONCLUSÃO - OBJETIVOS DA LIÇÃO
A declaração de Paulo revela a sua total e completa dependência de Deus e em nenhum momento deixava que as circunstâncias moldassem a sua vida.

1) Conscientizar-se: A prosperidade também ocorre na adversidade:
• O problema não é a escassez, mas sim como reagiremos;
• Prosperidade também ocorre na escassez, na perseguição e rejeição.

2) Reconhecer: Prosperidade – dependência de Deus:
• “Tudo posso”: esvaziamento do homem e suficiência divina.
• I Co 11.1 – isto não serve de modelo para a teologia da prosperidade.

3) identificar: Unidade e a solidariedade fundamentam a prosperidade:
• Amor, caridade, gratidão, comunhão;
• Cuidado com o próximo e a com a Sã doutrina.

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Francisco A. Tudo posso naquele que me fortalece. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2012/02/licao-7-tudo-posso-naquele-que-me.html. Acesso em 09 de fev. 2012.

BARBOSA, José Robero A. Tudo posso naquele que me fortalece. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2012/02/licao-07.html. Acesso em 06 de fev. 2012.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Tudo posso naquele que me fortalece. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2012/02/1-trimestre-de-2012-licao-n-07-12022012.html. Acesso em 08 de fev. 2012.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Tudo posso naquele que me fortalece. Disponível em; http://luloure.blogspot.com/2012/02/aula-07-tudo-posso-naquele-que-me.html. Acesso em 06 de fev. 2012.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Tudo posso naquele me fortalece. Disponível em: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 09 de fev. 2012.

ROMEIRO, Paulo. Supercrentes. O Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1993.

Por: Ailton da Silva

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