Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Cumprindo as obrigações diante de Deus. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o (Ec 5.4).

VERDADE PRÁTICA
A nossa vida de adoração somente será verdadeira quando nos conscientizarmos dos nossos direitos e deveres diante de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Ec 5.1-5.
1 - Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.
2 - Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras.
3 - Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da multidão das palavras.
4 - Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o.
5 - Melhor é que não votes do que votes e não pagues.

PROPOSTA
         Conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria;
         Primeiro a obrigação, depois a devoção? Ou não?
         Obrigações de ordem religiosa: culto, adoração;
         Liturgia: o que há de errado?
         Legalismo: obedecer leis sem conhecer seus princípios;
         Todas as religiões possuem noção e respeitam o sagrado;
         O homem foi criado por Deus como a coroa da criação;
         Imanência: relacionamento de Deus com sua criação;
         Deus se faz presente e abençoa seus filhos.

INTRODUÇÃO
O que acontece “debaixo do sol” (Ec 1 — 4), juntamente com o conhecimento sem o temor de Deus, pura loucura, aliados ao desejo desenfreado do ser humano pela busca do prazer e bens terrenos não são capazes de fazer um ser humano feliz.

Estes foram os pontos apresentados pelo escritor de Eclesiastes, que são ineficientes quando o assunto é proporcionar este estado de satisfação e alegria, que somente pode ser alcançado através e pelo estilo de vida de um adorar consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Mas como conhecer e atingir este estágio? O pregador nos expôs “uma série de conselhos práticos”, falando acerca da reverência à Casa de Deus (Ec 5.1). Por vezes pensamentos que tais obrigações e compromissos se limitam apenas ao “mundo eclesiástico-religioso”, mas este universo se estende a todas as esferas de nossas vida, por isto devemos nos empenhar no compromisso de servi-lo de toda mente e coração.

I. OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO
1) OBRIGAÇÕES DE NATUREZA POLÍTICO-SOCIAL 
Há um ditado popular que diz: “Primeiro a obrigação, depois a devoção”. Aqui, há um dualismo que separa a obrigação (vida social) da devoção (vida espiritual), como se ambas fossem duas dimensões distintas, sem duvidas elas estão interligadas e uma depende da outra. Se comungarmos a ideia de separação destas duas grandezas (social e espiritual) estaremos caminhando a passos largos ao enfado e fracasso.

Tal máxima, fundamento deste dualismo sociológico maléfico e falível, não é bíblica, pois o livro de Eclesiastes denota uma perspectiva completamente oposta (Ec 8.2). As Escrituras orientam-nos a priorizar o Reino de Deus sem perder de vista a dimensão material em que estamos inseridos (Mt 6.33; 22.21).

Temos obrigações, temos direitos, pois vivemos em um mundo em que há autoridades constituídas e onde, consequentemente, estes direitos e deveres são estabelecidos para que a relação horizontal (humano com humano) não seja comprometida. Possuímos direitos e deveres para com o Estado. Pagamos os impostos, podemos votar e receber votos. Enfim, não podemos eximir-nos das nossas obrigações para com a nação. A nossa consciência cívica deve ter como base a Bíblia Sagrada.

2) OBRIGAÇÕES DE NATUREZA RELIGIOSA
Além da nossa obrigação político-social, de natureza cível, há também a de natureza religiosa ou espiritual. Elas acontecem na dimensão do culto, da adoração. Elas atingem o ápice no momento em que ocorre a unidade de pensamentos, de vontades, de ideais. A partir de então Deus se agrada e opera entre o seu povo.

A palavra hebraica shachar mantém o sentido de “prostrar-se com deferência diante de um superior” (Gn 22.5; Êx 20.5). É com esse entendimento que Salomão fala da casa de Deus como o local de adoração (Ec 5.1). Construtor do grande templo, ele sabia que essa casa tinha como objetivos centralizar o culto, a fim de assegurar os elementos mais sublimes de sua liturgia: a adoração verdadeira a Deus e a unidade dos adoradores num único povo.

II. OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS
1) REVERÊNCIA
Todo culto tem uma liturgia, e não há nada de errado nisso. A palavra liturgia está associada ao culto da Igreja Primitiva. Quando em Antioquia houve uma escolha e separação de obreiros para a obra missionária (At 13.2), Lucas registra o fato utilizando a palavra grega leitourgeo para designar serviço, e dessa palavra vem o vocábulo português liturgia. Esta também faz parte da adoração a Deus.

Salomão sabia disso e advertiu-nos quanto ao cuidado que devemos ter quando entrarmos na casa de Deus (Ec 5.1). Desligue o celular, não masque chiclete, seja reverente! Seja um verdadeiro adorador, mas diante da situação atual, onde o sagrado é zombado e menosprezado, torna-se necessário resgatarmos “o respeito e reverência para com Deus e Sua Palavra”.

Mas como definirmos a palavra reverência? É certo que “significa mais do que dar louvores ou ajoelhar-nos quando oramos”. Jesus se indignou com a falta de reverência de alguns, quando adentrou ao Templo (Mt 21.12), pois a atenção dos que ali estavam certamente não estava voltada para a glória devida a Deus, mas sim para os gritos dos cambistas “e dos que comercializavam os pombinhos que eram utilizados nos sacrifícios”.

2) OBEDIÊNCIA
Obedecer a um conjunto de normas e regras sem atentar para os princípios que o fundamentam é puro legalismo. Não vale a pena observar o preceito sem atentar para o princípio existente por trás dele. O livro de Eclesiastes demonstra isso com clareza (Ec 5.1), pois Deus não se interessa na observância do sacrifício em si, e sim na obediência aos princípios que regulamentam a sua prática. Foi exatamente isso que o profeta Samuel ensinou a Saul (1Sm 15.22), obedecer com reverência. Desta forma se portou Jesus em relação ao Pai: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.8-9).

III. OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS
1) DEUS, O CRIADOR 
Todas as religiões possuem a noção do sagrado e demonstram respeito por ele. No cristianismo, como no judaísmo, a consciência do sagrado revela-se na manifestação do Deus verdadeiro, que ao longo da história deu-se a conhecer ao homem. O Deus Criador se distingue da própria criação (Dt 4.15-20). A teologia bíblica denomina essa doutrina de “a transcendência de Deus”.

Deus está além de suas criaturas, como afirma o Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra” (Ec 5.2b). Ele pode humanizar-se, como já o fez (Jo 1.14), mas o homem não pode tornar-se divino. Quem procurou ser igual a Deus foi expulso do céu (Ez 28.1,2; Is 14.12-15).

2) HOMEM, A CRIATURA
O homem foi criado por Deus como a coroa da criação, uma dotação impar, ainda mais por ter recebido do próprio Deus o fôlego de vida. Ele não surgiu do acaso nem de uma mistura acidental de elementos naturais, mas do próprio trabalho das mãos de Deus, que a nós se revelou, manifestando seus atributos, vontades e apesar de estarmos condenados à morte eterna, Deus proporcionou em Jesus Cristo a salvação que nos era necessária para que passássemos a eternidade futura com o nosso Criador e Redentor.

IV. OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS
1) DEUS ESTÁ PRÓXIMO 
O atributo da imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. Isto significa que o Pai Celeste não é um Deus distante que, após criar o mundo, ausentou-se dele! Pelo contrário, Ele é um Deus presente, participa da sua criação e nela intervém. É a “sua presença difundida e seu poder dentro de sua criação”. Ele não é um mero espectador das obras de suas mãos.

O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto a Deus e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando-o (Ec 5.4b). Essa mesma verdade é confirmada em o Novo Testamento (2Co 6.16). A proximidade de Deus com o homem deve fazer-nos melhores crentes e pessoas.

2) O VALOR DAS ORAÇÕES E VOTOS. 
Deus não apenas se faz presente, mas também prometeu abençoar os seus filhos, atendendo nossas orações e súplicas. Isso acontecerá quando orarmos de acordo com sua vontade (Jr 29.12,13; Jo 14.13,14).

Cientes dessa verdade, os judeus não somente oravam a Deus, como também se empenhavam com votos (Nm 30.3-16; Dt 23.21-23). Não há dúvidas de que o livro de Eclesiastes tem em mente essas passagens bíblicas, quando adverte sobre a seriedade do voto (Ec 5.4). Em o Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido, pois o cumprimento de um voto, ou de um propósito diante de Deus, é algo que ultrapassa gerações.

CONCLUSÃO
Não há adoração verdadeira quando o crente não leva em conta e quando não cumpre suas obrigações diante de Deus e dos homens. Se quisermos viver uma vida espiritual plena devemos ter em mente as implicações que a acompanham. De nada adianta termos templos suntuosos, pregadores eloquentes e cantores famosos se não estamos cumprindo as obrigações que uma verdadeira adoração requer. Esta advertência bem se aplica nos dias de hoje. Muitos estão guardando o pé ao entrar, mas estão jogando as mãos para o alto, levantando a voz, em sinal de irreverência a Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO:
1) Conceituar as obrigações político-social e religiosa:
         Possuímos direitos e deveres para com o Estado.
         Obrigações religiosas acontecem na dimensão do culto.

2) Explicar as obrigações ante a santidade de Deus:
         Devemos ter reverência diante de Deus.

3) Compreender: obrigações/transcendência/imanência:
         Transcendência: Deus se distingue de sua criação;
         Imanência divina: Deus se relacionando com a criação.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O tempo para todas as coisas. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/12/aula-10-cumprindo-as-obrigacoes-diante.html. Acesso em 04 de dezembro de 2013.

Por: Ailton da Silva - Ano V

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