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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Geografia Bíblica - Geografia do Egito


Netta Kemp de Money descreve o antigo Egito: "O Egito da antigüidade se assemelhava em sua forma a uma flor de lótus (planta importante na literatura e na arte egípcia), no extremo de um talo sinuoso que tem à esquerda e um pouco abaixo da própria flor, um botão de flor. A flor é composta pelo Delta do Nilo, o talo sinuoso é a terra fértil que se estende ao longo do dito rio, e o botão é o lago de Faium que recebe o excedente das inundações anuais do Nilo".

O Egito atual tem o formato de um quadrado. Localizado no Nordeste da África, limita-se ao norte, com o mar Mediterrâneo; a leste, com Israel (e, também, com o mar Vermelho); ao sul, com o Sudão; a oeste, com a Líbia. De sua área, de quase um milhão de quilômetros quadrados, 96 por cento são compostos de terras áridas. Sua população, de 45 milhões de habitantes, é obrigada a viver com os 4 por cento de terras cultiváveis.

Localizava-se o Alto Egito no Sul do atual território egípcio. Essa região, chamada de Patros pelos hebreus (Jr 44.1,15), é constituída por um estreito vale ladeado por penedos de formação calcária. O Baixo Egito, por seu turno, localizava-se no Norte e sua área mais fértil encontra-se no Delta.

O Egito, no entanto, não existiria sem o Nilo. Esse rio é o mais extenso do mundo, com um percurso de 6.400 km com suas vazantes, fertiliza vastas extensões de terra, tornando possível fartas semeaduras. Heródoto, com muita razão, disse ser o Egito um presente do Nilo.

Em seu livro Geografia das Terras Bíblicas, afirma o pastor Enéas Tognini: "Sem o Nilo, o Egito seria um Saara - terrível e inabitado. O Nilo proporcionou riquezas aos faraós que puderam viver nababescamente, construindo templos suntuosos, monumentos grandiosos, palácios de alto luxo, pirâmides gigantescas e a manutenção de exércitos bem armados que, não somente protegiam o Egito, mas tomavam, nas guerras novas regiões.

Os egípcios não tinham necessidade de observar se as nuvens trariam chuvas ou não. O Nilo lhes garantia a irrigação e as suas águas lhes davam colheitas fartas e certas. É fato que uma seca poderia trazer pobreza à terra, como aconteceu no tempo de José. Se a cheia fosse alémdos limites, as águas poderiam arrasar cidades, deixando o povo desabrigado e prejudicariam as safras. Mas, tanto secas como enchentes eram raras. O Nilo era então, como é hoje, a vida do Egito e o principal fator de suas múltiplas organizações, simples algumas e sofisticadas e complexas outras".

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

Geografia Bíblica - História do Egito


Não podemos datar, com precisão, quando chegaram os primeiros colonizadores aos territórios egípcios. Quanto mais recuamos no tempo, mais a cronologia torna-se imprecisa.

Sabemos, contudo, que os primeiros habitantes dessa região foram nômades. Após uma vida de árduas e incômodas peregrinações, eles começaram a organizar-se em pequenos Estados.

Essas diminutas e inexpressivas unidades políticas conhecidas como nomos, foram agrupando-se com o passar dos séculos, até formarem dois grandes reinos: o Alto Egito, no Sul; e, o Baixo Egito, no Norte. Ambos estavam localizados, respectivamente, no Vale do Nilo e no Delta do mesmo rio.

Entre ambas as regiões havia um forte contraste. Seus deuses eram diferentes, como diferentes eram, também, seus dialetos e costumes. Até mesmo a filosofia de vida desses povos eram marcadas por visíveis antagonismos. Declara o egiptólogo Wilson: "Em todo o curso da história, essas duas regiões se diferenciaram e tiveram consciência da sua diferenciação. Quer nos tempos antigos, como nos modernos, as duas regiões falam dialetos muito diferentes e vêem a vida com perspectivas também diferentes."

Sobre essa época, escreve Idel Becker: "Neste período pré-dinástico, o desenvolvimento da cultura egípcia foi, quase totalmente, autóctone e interno. Houve apenas, alguns elementos de evidente influência mesopotâmica: o selo cilíndrico, a arquitetura monumental, certos motivos artísticos e, talvez, a própria idéia da escrita. Há, nessa época, progressos básicos nas artes, ofícios e ciências. Trabalhou-se a pedra, o cobre e o ouro (instrumentos, armas, ornamentos, jóias). Havia olarias; vidragem; sistemas de irrigação. Foi-se formando o Direito, baseado nos usos e costumes tradicionais – leis consuetudinárias."

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

sábado, 16 de outubro de 2010

lição 3 - Oração sábia - orar pelo reino de Deus e não por si mesmo



INTRODUÇÃO
Salomão, cujo nome em hebraico é Lugar do Senhor, foi o terceiro rei de Israel; décimo filho de Davi. No momento que recebeu a visita de Deus, em sonho, pediu sabedoria para governar o povo de Israel, pois entendia que esta seria um bem preciosíssimo e útil para a sua administração.

Este pedido foi sincero, tanto que Deus prontamente concedeu a sabedoria necessária para que Salomão continuasse o seu reinado. Dias depois ele colocou em prática o que recebeu de Deus, no episodio das duas prostituas que disputavam uma criança. Todo Israel ficou maravilhado com a sábia sentença que Salomão proferiu no desfecho do caso (I Re 3”16ss).

Mas antes de pedir e receber sabedoria, por parte de Deus, Salomão já havia errado justamente pela falta desta, que ele considerava uma jóia preciosa, pois aparentara de Faraó do Egito e em uma de suas muitas alianças políticas casou-se com sua filha (com os seus costumes pagãos) e a levou para a cidade de Davi.


I - VIVENDO A DIFERENÇA
Salomão fora criado como príncipe, com educação refinada, acultuada e exemplar acima da média, porém esteve diante de um agrupamento de problemas, comuns, na época, mas não permitidos para aqueles que estão na presença de Deus. E muitos foram os outros episódios que marcaram a vida de Salomão, no entanto, enquanto esteve na presença do Senhor, Deus o abençoou.

Davi certamente educou seus filhos apropriadamente, mas faltou a ele um pulso firme, que, aliás deveria estar amarrado pelo pecado cometido. Sua autoridade e liderança foram reconhecidos pelo seus súditos, mas não pela sua família, que conheceu a ruína. Todos os exemplos dados, pelo pai, fora seguido pelos filhos (adultério, assassinato, etc), ou seja, Davi saiu-se muito bem como rei, mas o mesmo não pode ser dito como pai, pois o seu reino foi estruturado, porém a sua casa conheceu a ruína.

Problemas familiares enfrentados por Davi:

a) Amnon estupra sua irmã (II Sm 13”1-17);

b) Absalão mata seu irmão Amnon (II Sm 13”23-29);

c) Absalão usurpa o trono de Davi (II Sm 15”1-8);

d) Absalão possui sexualmente as concubinas de seu pai (II Sm 16”20-23);

e) Adonias (4º filho) usurpa o trono. Aos olhos humanos era o legitimo sucessor, pois o primogênito (Amnon) fora morto por Absalão, que também havia morrido no desfecho de sua rebelião contra o seu pai e o segundo na linha de sucessão fora somente mencionado na genealogia, talvez nem estivesse vivo também (nota rodapé BAP, página 459).

Durante o seu reinado, Davi esteve bem, oscilou em alguns momentos ao cometer terríveis pecados, mas se ergueu e terminou os seus dias em comunhão com Deus, a ponto de o Senhor se agradar em fazer um pacto com ele, e prometer que o seu reino não teria fim, por isso instruiu seu sucessor e filho a depender totalmente de Deus.

O começo do reinado de Salomão foi maravilhoso e a sua administração foi marcada pela paz com seus vizinhos, devido as suas alianças políticas, porém os seus dias finais foram decepcionantes, diferentes de seu pai, pois abriu as portas para a divisão do reino de Israel.


II - ORAÇÃO DE SALOMÃO NA INAUGURAÇÃO DO TEMPLO
Foi esta uma das mais longas orações registradas na Bíblia (diferente da oração de Elias quando enfrentou os profetas de Baal e Asera, cf lição 2, que fora breve, sucinta, direta e sem alarde). Primeiramente o rei pediu que Deus honrasse as promessas feitas ao seu pai Davi e que ouvisse a sua oração. Ela foi ouvida e respondida prontamente por Deus. O que seguiu depois foi uma seqüência de 7 intercessões a favor de Israel, que precisaria e muito das bênçãos e proteção de Deus:

a) quando um homem for obrigado a prestar algum juramento, então ouve do céu e age;

b) quando o povo de Israel confessar o seu pecado, então ouve do céu e perdoe o seu pecado;

c) quando se converterem do seu mau caminho, porque os afligiste, então ouça do céu e perdoa-lhes o pecado;

d) quando o povo tiver fome, ou praga, e voltar-se para ti em oração, então retribui a cada um segundo o seu coração;

e) quando um estrangeiro chegar e orar voltado para o templo, por causa do Teu grande nome; então faça tudo o que ele clamar a ti;

f) quando enviares o Teu povo à guerra, e eles orarem, então ouve do céu e sustenta a causa deles;

g) quando forem levados ao cativeiro, se abandonarem o seu pecado, e orarem, então lhes perdoa o pecado.

Salomão orou pelas preocupações com o estado social, físico, moral e espiritual de Israel, em nenhum momento mencionou os seus interesses materiais, políticos. Isto postulou a sua oração o rotulo de oração sábia, pois tinha em mente somente o bem-estar da comunidade israelita.


III - AS CARACTERÍSTICAS DA ORAÇÃO DE SALOMÃO
Salomão confessou que não há Deus semelhante ao Senhor nos céus e que não há ninguém semelhante a Ele na terra. Com esta declaração relegou as divindades das nações vizinhas ao nada.

Essa é a primeira declaração que um judeu ouve ao nascer e a última ao morrer (Ouve Israel, O Senhor, nosso Deus, é o único SENHOR). Estes versículos, juntamente com outros textos veterotestamentários, ensinam-nos o monoteísmo.

Salomão logo esqueceu dessa declaração de fé, amou o Deus de seu pai, mas também amou muitas mulheres estrangeiras (1Rs 11.1-8). Teve 700 esposas, fruto dos muitos acordos políticos com várias nações pagãs, e 300 concubinas. Deus havia dito aos israelitas para não se casarem com essas pessoas, de tal modo que elas se tornaram uma cilada para ele. Desviou-se aos falsos deuses deles. A grandiosidade desse pecado desagradou o Senhor muito mais do que o pecado de Davi. Enquanto a punição de Davi foi de que a espada nunca deveria sair de sua casa, a pena para o pecado de Salomão seria a divisão, o declínio e a queda da nação de Israel.


IV - A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
Foram vários os momentos em que homens valentes se colocaram na presença de Deus para intercederem pelo pecado do povo de Israel. Estes se constituíram em verdadeiros intercessores que não pensavam em si mesmo, mas no livramento para a nação. Entre estes encontramos Abraão, Moisés, Davi, Samuel, Ezequias, Elias, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros.


V - A ORAÇÃO NO PERÍODO INTERBÍBLICO
Entre o final do Antigo e o início do Novo Testamento há uma lacuna de 400 anos sem a manifestação de um profeta de Deus. Durante esse longo período houve eventos marcantes, guerras e o surgimento de diversos grupos que estão presentes nas páginas do Novo Testamento. Foi uma época de condições espirituais deploráveis.


VI - A ORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No NT, Jesus é o intercessor supremo, pois acabou com a distância que existia entre nós e Deus. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (ITm 2”5). ‘Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós’ (Rm 8”34).


VII - CONCLUSÃO
Por isso que Deus disse que destruiria Israel se não fosse a intercessão de Moisés, seu escolhido, que ficou na brecha para desviar a sua indignação (Sl 106”23).

O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas por causa dos outros. Ele se coloca numa posição de sacerdote, entre Deus e o homem.

Todo cristão é chamado a exercer o sacerdócio. Ocupar a função sacerdotal implica necessariamente em ministrar a Deus a favor dos homens. É verdade que todos têm acesso à Deus, através de Cristo Jesus, porém é também verdade que a Bíblia nos exorta a orar uns pelos outros e fazer súplicas e intercessões por todos os homens. É um imperativo, um chamado, um dever, um privilégio.

Fonte: www.ebdweb.com.br/w.ebdweb.com.br – BAP

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Oração no Antigo Testamento


INTRODUÇÃO
A oração é o elo de comunicação entre o Deus e o homem, é também uma das mais antigas práticas utilizadas pelo homem para atestar e comprovar a existência de sua fé.

Oração é uma adoração que inclui todas as atitudes do espírito humano em sua aproximação com DEUS. O cristão presta culto a DEUS quando adora, confessa, louva, agradece, intercede e suplica, tudo através da oração. Portanto ela é apontada nas Escrituras Sagradas não como um privilégio, mas sim é estabelecida como uma ordem.

Esta é a prática daqueles que possuem intimidade com Deus. No Antigo Testamento, grandes homens de Deus se apresentaram como intercessores, em nome do povo de Israel. Nesta função eles manifestaram uma incrível coragem e persistência. Todos eles falaram com Deus como se estivessem falando com um amigo.

Assim, podemos entender que a oração era uma prática vital do povo de Deus no Antigo Testamento, pois em varias situações, momentos e períodos difíceis foi possível ver Israel buscando a Deus.

A característica principal da oração veterotestamentária é que ela se dirige exclusiva e diretamente a Deus. O Senhor está no centro das orações, pois, é fiel à sua aliança.


A ORAÇÃO NO PENTATEUCO
O êxodo de Israel foi marcado por vários acontecimentos sobrenaturais, a maioria motivada pelas orações dos descendentes de Jacó. Foram quatrocentos e trinta anos no Egito.

No periodo patriarcal, a oração é apresentada pela expressão invocar o nome do Senhor. Invocar significa: “chamar por alguém”.

a) Gn.4.26;
b) Gn 12:8;
c) Gn13.4;
d) Gn 26:25.

Israel começou a fazer uso deste poderoso instrumento para se comunicar com seu Deus. Desta forma apresentou as suas aflições e sofrimentos.

A saída de Israel do Egito contribuiu para estreitar o relacionamento do homem com Deus, pois antes deste episódio Deus ainda não havia se manifestado de forma a proporcionar ao povo a certeza de que estava agindo e trabalhando para livrá-los das mãos de seus opressores.

Após o livramento se mostraram gratos a Deus, mas esta gratidão durou pouco, pois as dificuldades que se apresentarem logo após foram suficientes para revelarem a dureza dos corações.

O período monárquico foi marcado por constantes intercessões, se tornando esta a principal característica da oração.

a) Oração intercessora não respondida (Ex 32:30 a 35);

b) Jeremias chega a ser proibido de interceder (Jr 7:16 – 11:14 – 14:11);

c) Orações intercessoras bem sucedidas: Ló (Gn 19:17 a 23); Abraão (Gn 20:17); Moisés (Ex 9:27 a 33 – Nm 12:9 – 20:17); Jó (Jó 42:8 à 10); Ezequias e Isaias (II Cr 32:20).


A ORAÇÃO E OS PROFETAS
No Antigo Testamento, a oração era o elo entre o profeta e Deus. Várias são os exemplos de profetas, cujas orações foram decisivas para a mudança de determinadas situações, em sua maioria relacionada com a nação de Israel.

a) A oração era essencial para a recepção da Palavra por parte do profeta (Is 6:5 e segs – 37:1 à 4 – Jr 11:20 à 23 – 12:1 à 6);

b) A visão profética foi dada a Daniel quando este estava em oração (Dn 9:20 e segs);

c) Em certas ocasiões o SENHOR mantinha o profeta a esperar por considerável tempo, até lhe responder (Hc 2:1 à 3).


OS LIVROS POÉTICOS E A ORAÇÃO
Jó é restaurado, enquanto orava pelos seus amigos, recebendo em dobro tudo quanto antes possuía e, ainda, vivendo mais 120 anos.

Existem por volta de 70 salmos completos e 14 porções que podem ser considerados ou chamados de oração.

fonte:http://www.ebdweb.com.br/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Jesus e os impostos


“O peixe em questão era uma tilápia – hoje chamada de peixe de São Pedro. A tilápia carrega seus ovos e mais tarde os novos peixes na boca.

Mesmo quando vão a procura de comida, os peixinhos voltam à proteção da boca da mãe. Quando a mãe-peixe quer que fiquem fora, ela pega um objeto, preferivelmente brilhante, e o segura na boca para evitar que retornem. Nesse caso o peixe pegou uma moeda de um siclo."

Extraído do livro “Usos e costumes dos tempos bíblicos” Ralph Gowe, Ed. CPAD, p. 131

Consultar parte do nome


Executar uma consulta informando apenas parte do nome ou do campo. Para este tipo de consulta não há necessidade de informar todo o campo, basta apenas informar parte dele. Ex: Para consultar os clientes cadastrados que moram em Londres basta somente digitar “Lon”

No critério do campo desejado insira: Como "*" & [INFORME PARTE DO NOME] & "*"

Mais tipos de Cristo


O CARNEIRO:
Gn 22.13 - Deus resolveu submeter Abraão a uma prova e mandou que ele oferecesse seu filho Isaque em holocausto. A finalidade era ensinar ao Seu servo Abraão lições que, de outro modo, não poderia receber. Além disso, era para nos dar o exemplo de fé e obediência na pessoa do velho patriarca.

Abraão não hesitou, obedeceu em tudo a ordem de Deus. Levou o filho ao lugar indicado, amarrou-o, pôs em ordem a lenha e tomou o cutelo para imolá-lo. Mas o anjo bradou desde os céus:”. ..Não estendas a tua mão sobre o moço…” (Gn 22.12a). Olhando para trás, viu um carneiro, que foi sacrificado em lugar de Isaque, do mesmo modo como Jesus foi crucificado por nós.

O ato de Abraão foi aceito por Deus como coisa consumada, porque diz: “Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado… considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. E daí também em figura ele o recobrou” (Hb 11.17-19).

Quando iam caminhando, Isaque perguntou: “…onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7c). Abraão respondeu: “Deus proverá…”. Depois que Deus mostrou o carneiro, que foi imolado, Abraão pode compreender ainda melhor que Deus proverá sempre todas as coisas.

Aquela cena do sacrifício de Isaque foi no monte Moriá (Gn 22.2). Naquele terreno ficava a eira de Ornã ou Araúna, comprada por Davi (II Sm 24.18-25), onde Salomão construiu o Templo, em Jerusalém (II Cr 3.1). Em Jerusalém, Jesus foi condenado à morte de cruz para que nós pudéssemos ser salvos.

A pergunta de Isaque: “Onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7c) foi respondida de um modo completo por João Batista em relação a Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”’ (Jo 1.29b, 36c).


A ESCADA DE JACÓ:
Gn 28.10-17 - Jacó ia fugindo da casa do pai, porque, pela sua desonestidade, criara um ambiente de ameaça, provocando a ira do irmão. Apesar de tudo, Deus buscava a Jacó para o abençoar.

Quando o Senhor Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó…” (Êx 3.6a), trouxe um consolo para os que já andaram em caminhos distantes da vontade de Deus.

Abraão foi o adulto, amadurecido, que ouviu o chamado de Deus para uma mudança de lugar e de companhia, e ele prontamente obedeceu pela fé.

Isaque é exemplo duma vida inteira de fidelidade a Deus. Na infância e mocidade obediente ao pai, a ponto de ir para o sacrifício. Nos problemas de família, recorrendo a Deus (Gn 25.21). Na vida social tinha prejuízo para não questionar. Se os vizinhos tomavam seu poço, cavava outro e assim por diante (Gn 26.19-22). E na velhice adiantada mantinha toda a fé em Deus para pronunciar a bênção dos filhos segundo a vontade do Senhor.’ ‘Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras” (Hb 11:20).

Mas Jacó foi ambicioso nas coisas materiais; enganou o pai e o irmão; mentiu para conseguir riquezas. Sua fuga era consequência de seus erros. Deus é o Deus de Jacó! Pode ser o Deus de todo aquele que tem errado até hoje, mas quer mudar de vida. Jacó falou assim quando teve a visão: “Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não sabia” (Gn 28.16b). E fez um voto: “O Senhor será o meu Deus” (Gn 28.21b).

“uma escada era posta na terra, cujo topo tocava nos céus: e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela… E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: eis que estou contigo e te guardarei…” (Gn 28:12-15). Os anjos primeiro subiam, depois é que desciam pela escada. A escada é tipo de Jesus Cristo porque há as seguintes relações de semelhança:

Pela visão da escada Deus falava com o pecador fazendo-lhe promessas de bênçãos. - Por Jesus Cristo, Deus fala nestes últimos dias (Hb 1.1) aos pecadores, dando-lhes oportunidades de encontrarem o perdão dos pecados, a paz com Deus, a felicidade eterna.

Nas palavras ditas a Natanael, Jesus prometeu:”…daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do homem ” (Jo l.51). Exatamente como na escada de Jacó, por onde os anjos subiam e desciam, também os anjos sobem primeiro, depois descem. Anjo tem o sentido de mensageiro ou enviado. A aplicação pode ser feita às nossas orações; são enviadas daqui da terra para Deus por Jesus, e as respostas de Deus vêm por Ele também. “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei…” (Jo 14.13).


O CORDEIRO PASCOAL:
Êx 12.3-14 - A palavra de Deus a Moisés trouxe esta ordem: “Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses…” (Êx 12.2). O calendário comum continua o seu curso. Mas quem se identifica com Deus começa uma nova contagem de tempo. Por isso Jesus disse a Nicodemos: - “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3.7b). Nesta nova contagem de vida, cada um devia tomar um cordeiro para sua casa (Ex 12.3).

O sangue do cordeiro era posto nas umbreiras e vergas de cada casa. À meia-noite viria o castigo pela morte dos primogênitos de cada família (Ex 12.12-13, 29). Onde houvesse o sangue na porta, o primogênito permaneceria vivo. O sangue era sinal de obediência a Deus e de que um substituto morreu em lugar do primogênito. - O sangue de Jesus é um refúgio para quem obedece ao Evangelho.

A carne do cordeiro era assada no fogo (Ex 12.8). - O Salvador para realizar a Sua missão teve de ser tentado, perseguido e maltratado pelos homens.

Era comido o cordeiro com pães asmos (sinceridade) - (I Co 5.8); e ervas amargas (Ex 12.8), arrependimento. Tinham de estar com os trajes completos, prontos para viajar (Ex 12.11). - O crente tem de estar pronto, esperando a hora de partir para a eternidade. Isto se expressa pela palavra “Vigiai” (Mc 13.37b).

João mostra Jesus como antítipo da Páscoa, aplicando-Lhe a frase: - “Nenhum osso será quebrado” (Êx 12.46b; Jo 19.36b). “Porque Cristo, nossa páscoa” (I Co 5.7b).


A COLUNA DE FOGO:
Êx 13.21 – “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite”’. - Esta coluna representa Jesus Cristo como pastor que vai adiante de suas ovelhas (Jo 10.4) para levá-las aos pastos verdes da abundância e às águas tranquilas da paz verdadeira.

A influência do Senhor Jesus é mencionada pelo Salmista deste modo: “O sol não te molestará de dia nem a lua de noite” (Sl 121.6).

Enfrentando o calor no deserto, os israelitas, guiados por Deus, recebiam a proteção da nuvem, porque o Senhor é sombra contra o calor e refúgio contra a tempestade e a chuva (Is 4.6). Feliz o crente que se abriga à sombra do Onipotente (Sl 91.l), não temerá os males, nem os problemas imaginários.

O fogo pode ser a proteção contra os inimigos, porque Deus é um fogo consumidor (Dt 4.24). O zelo de Deus se manifestava naquela coluna, impedindo que seu povo fosse atacado. Os egípcios marchavam contra Israel, por isso a coluna de fogo da proteção, durante a noite, estava atrás dos israelitas, separando-os dos egípcios. Enquanto servia para alumiar o povo de Deus, formava escuridão para os inimigos, de modo que não puderam chegar um ao outro (Êx 14.19-20).

A proteção de Deus sobre os que lhe pertencem continua ilustrada por esta mesma figura, “uma nuvem de dia, e um fumo, e um resplendor de fogo chamejante de noite…” (Is 4.5b). - Se a noite da fraqueza, da dúvida ou da angústia nos alcança, Ele é o fogo, é a luz. Se o calor das responsabilidades e a correria das obrigações querem nos vencer, Ele é a sombra, o repouso. Abrigado “no esconderijo do Altíssimo. Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia” (Sl 91.la, 5).

O fogo é a justiça divina. Para impedir que o homem pecador entrasse no Éden, Deus colocou à entrada, um querubim com uma espada de fogo (Gn 3.24).

A Palavra do Senhor é como o fogo (Jr 23.29). Corrige nossos erros, esclarece nosso caminho, afugenta as tentações.

A coluna de fogo à frente do povo de Deus é a presença de Jesus e de Sua palavra. Ensino, vitória, paz e abundância.


A ROCHA DE HOREBE:
Êx 17.6 - Na viagem do crente para a eternidade é preciso que venham as várias provações e tentações, para fortalecimento da fé (Tg l.l-2; I Pe l .6-7). Enquanto estivermos nesta carne mortal, enfren¬taremos a correção de Deus.

O povo de Israel, diante da vitória de Deus sobre os inimigos, cantou louvores ao Senhor (Êx 15.1-21). Três dias depois faltou água e eles se esqueceram das obras de Deus, murmurando contra Moisés (Êx 15.22-25). Deus mandou colocar um lenho nas águas amargas e elas ficaram doces.

Pouco adiante chegam a Refidim e novamente falta água. Imagine-se a aflição das famílias com crianças e animais, num deserto sem encontrar água. O povo contendeu com Moisés exigindo dele água e perguntando: “Por que nos fizeste subir ao Egito?” (Êx 17.3b).

Moisés renunciou às vantagens do trono do Egito para sofrer com o povo. Foram tirados do Egito os israelitas porque clamaram ao Senhor, não suportando o cativeiro, os açoites e o trabalho. Moisés foi o instrumento de Deus, o guia, o interme¬diário nas bênçãos e instruções vindas do Senhor. Os filhos de Israel eram tão incrédulos que murmuravam contra Deus e tão ingratos que acusavam a Moisés.

Moisés clamou a Deus. Estava identificado com a direção de cima e entregava o problema a quem podia resolver. “Então disse o Senhor a Moisés: …toma contigo alguns dos anciãos de Israel: e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio: vai. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá…” (Ex 17.5-6a). - A rocha é o tipo de Jesus Cristo, que foi ferido pelo juízo de Deus para nos dar a água da vida: - “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede…” (Jo 4.14a). Moisés executou a ordem de Deu s e água saiu da rocha ferida. “E beberam todos duma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (I Co 10.4).

Continuou a viagem pelo deserto. Os israelitas, depois de mais de vinte paradas, chegaram a Cades (Nm 33.15-38). Novamente faltou água e o povo, esquecido da providência de Deus, acusa Moisés e Arão. Estes não podem resolver por si mesmos, e se prostaram diante do Senhor, buscando a solução (Nm 20.1-6). Outra vez é a rocha que vai dar de beber aos sedentos, mas a ordem de Deus é diferente: “e falai à rocha e dará a sua água” (Nm 20.8a).

Em Horebe a pedra foi ferida para fazer o povo beber, como Jesus Cristo foi ferido por nós. Merece atenção a vara que Moisés empunhava, por ordem de Deus: - “Toma a vara, e ajunta a congregação tu e Aarão, teu irmão, e falai à rocha…” (Nm 20.8a). A vara era a autoridade. Com ela Moisés feriu o rio no Egito e a água se transformou em sangue. Com ela Moisés feriu a rocha em Horebe e jorrou a água. Mas a vara já tinha feito sua obra. Agora não devia ser usada. - Jesus Cristo só podia ser ferido uma vez. “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus…” (I Pe 3.18a). Para receber a água da vida, a salvação perfeita, só é preciso falar ao Filho de Deus. Moisés, aborrecido com a murmuração do povo, feriu a rocha duas vezes (Nm 20.11), quando Deus mandou falar. Em Horebe era preciso ferir, agora em Cades era só falar.

Moisés, o homem mais manso da terra (Nm 12.3), se irritou. Às vezes o homem impetuoso se acovarda diante da tentação; aqui o mais manso perdeu a calma. Ninguém pode confiar em seu temperamento.

Com este ato Moisés destruiu o tipo de Jesus, que só podia padecer uma vez. O castigo de Moisés foi a proibição de entrar na Terra de Canaã (Nm 20.12 e Dt 32.51-52).”…sucedeu mal a Moisés por causa deles; Porque irritaram o seu espírito” (Sl 106.32b, 33a).


A SERPENTE DE METAL:
Nm 21.4-9 - O lugar onde estavam os israelitas no deserto, devia ser perto do golfo de Akaba, onde ainda hoje há serpentes e escorpiões, que atacam quem passa por lá. Naquele tempo, como castigo da murmuração, Deus mesmo mandou serpentes em maior quantidade. Quando murmuravam, vieram serpentes atormentar e matar muita gente. Quando confessaram o pecado, Moisés orou por eles e Deus mandou o livramento, o remédio (Nm 24.7-9). - Sempre que o pecador confessa o seu pecado, recebe a graça de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar…” (I Jo 1.9a).

Quando o filho pródigo disse: “Pai, pequei contra o céu e perante ti…” (Lc 15.21a), foi recebido com festa pelo pai.

O publicano da parábola não tinha relatório bom para apresentar a Deus, só disse: “…Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador” (Lc 18.13b). Voltou para casa justificado.

O malfeitor que morreu ao lado de Jesus, reconheceu que pelos seus feitos só merecia o castigo da cruz. Depois de fazer esta confissão, apelou para Jesus, dizendo: - “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23.42b). Ouviu a resposta: - “…hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43b).

No momento em que o povo de Israel disse: “…Havemos pecado…contra o Senhor e contra ti…” (Nm 24.7a), veio a providência de Deus; Moisés recebeu ordem de Deus para fazer uma serpente de metal, e colocá-la numa haste. Quem olhasse para a serpente ficaria curado, seria livre do veneno fatal. Colocada num mastro elevado, poderia ser vista de qualquer parte do acampamento. Seria livre da morte quem olhasse, em obediência ao Senhor que tinha poder para curar.

Na palestra com Nicodemos, Jesus declarou: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.14-15).

A humanidade foi atingida pela serpente que tentou Adão e Eva (Gn 3.1-15; Ap 12.9) e está condenada à morte eterna. Só olhando para Jesus pela fé, recebe a vida.

Aquele que foi levantado na cruz, fazendo-se pecado por nós, é o único meio de salvação, o único caminho para o céu, o único remédio para os males do pecado e da condenação.

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé…” (Hb 12.2a).

No tempo dos reis, Ezequias, fazendo reformas religiosas e corrigindo os costumes, mandou destruir aquela serpente de metal, porque o povo estava prestando culto a ela (II Reis 18.4). Não tinha valor espiritual, foi só sinal para uma época, um tipo do Filho de Deus crucificado.


A ESTRELA:
Nm 24.17 – “Uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel” - É verdade que este pensamento foi pronunciado por Balaão, elemento classificado como profeta mau, rejeitado por Deus (Nm 31.8; II Pe 2.15). O rei dos moabitas chamou Balaão para amaldiçoar o povo de Israel, mas Deus trocou em bênção a maldição (Dt 23.4-5), de modo que as palavras dele são verdadeiras profecias de bênçãos, confirmadas por outras passagens das Escrituras.

Jesus Cristo: é esta Estrela que procede de Jacó. O versículo citado aqui é em estilo poético. Apresenta um caso muito comum na poesia hebraica, o paralelismo, que consiste em repetição do pensamento em diferentes palavras. “Uma estrela procederá de Jacó” é a mesma ideia de “um cetro subirá de Israel”.

Estrela, ou cetro na linguagem oriental, significa emblema de rei, de governo, de autoridade. Em Daniel 8.10 as estrelas são reis e governos. O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como Rei dos Judeus. Começa com a genealogia chamando: “…Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 3.1). E logo na terceira geração está o nome de Jacó (Mt 1.1-12).

Mateus é também o único que narra a história dos magos, que vieram a Jerusalém para adorar “o Rei dos Judeus” e foram avisados por Deus por meio de uma estrela.

A estrela é Jesus Cristo em sua manifestação aos crentes quando veio buscar sua Igreja. Pedro recomenda a prestar atenção à palavra dos profetas, considerada como luz num lugar escuro “…até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (II Pe 1.19b).

Quando voltar ao mundo, o Senhor Jesus será para os salvos como estrela da alva, que só é vista pelos que acordam cedo.

Para julgar os incrédulos, no aparecimento com os seus santos (Jd 14,15), ele será como “…o Sol da Justiça…” (Ml 4.2a).

No fim da revelação bíblica, Jesus mesmo se apresenta como a estrela da manhã. Depois das visões do juízo, nas admoestações do livro de Apocalipse, o Senhor Jesus Cristo tem uma palavra de conforto, recomendando aos seus servos a santificação: ‘ ‘Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).

Ele é o cetro e a estrela de Números 24.17: - “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas: eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandescente estrela da manhã” (Ap 22.16).


URIM E TUMIM:
Êx 28.30 – “Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Aarão, quando entrar diante do Senhor; assim Aarão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.” - As palavras “Urim” e “Tumim” tem um sentido comum na língua hebraica: Urim significa luzes e Tumim perfeições. Mas como símbolo nos paramentos do sacerdote, não se sabe o que eram num sentido material.

Os rabinos judeus e os teólogos evangélicos, na sua maioria, concordam que não havia um objeto com nenhum destes nomes. Era uma parte do cerimonial da apresentação do povo a Deus, pelo sacerdote. A única relação que se vê é com as pedras que representavam as doze tribos de Israel.

Havia duas pedras, cada uma com seis nomes de tribos, que iam no éfode, que era roupa do sacerdote, em alguns de seus ofícios (Êx 28.9-12).

Também no peitoral, numa peça que o sacerdote colocava sobre o éfode, havia as doze pedras de acordo com as doze tribos (Êx 28.15-21).

O lugar do “Urim” e “Tumim” é o que vem no texto acima: - “Também porás no peitoral do juízo, Urim e Tumim…” (Êx 28.30).

Concluímos então que, quando o sacerdote punha todos os paramentos, incluindo o peitoral e as pedras, com os nomes das doze tribos, estava com “Urim” e “Tumim”, apto para interceder pelo povo e representando o juízo de Deus.

Colocado sobre o coração do sacerdote, estava ele qualificado como juiz e intercessor. Ia ao Santo dos Santos, punha a mão sobre aqueles símbolos, pedia pelo povo e Deus respondia no meio de sua glória.

Aproveitando as expressões “sobre o coração de Aarão” e “continuamente”, poderemos entender que “Urim” e “Tumim” são tipos de Jesus Cristo: Ele leva os Seus remidos no coração porque “como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13.1). E “…permanece eternamente. ..vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.24a, 25b).

“Urim” e “Tumim”, com seus significados, falam das duas naturezas do Senhor Jesus: Luzes lembram sua divindade, porque Deus é luz; Perfeições expressam sua humanidade sem pecado.

O fato dos significados destas palavras virem no plural, é a aplicação dos salvos: sendo muitos milhares e cada crente sendo a luz do mundo, os que forem lavados pelo sangue do Cordeiro serão muitos e brilharão como luzes. Do mesmo modo, os crentes de todas as épocas e de todas as nações, transformados pela graça de Deus, purificados do pecado, serão perfeições perante Ele.

A humanidade perfeita de Jesus quer dizer Seu modo de andar por aqui no mundo. A palavra “Tumim”’ vem algumas vezes no Velho Testamento e pode ajudar a entender seu significado.

“…Noé era varão justo e reto…” (Gn 6.9b). No hebraico a palavra reto é “Tumim”.

Deus disse a Abraão: “…anda em minha presença e sê perfeito”. (Hebraico: Tumim- Gn 17:1).

O cordeiro será sem mancha. (Sem mancha ou “sem mácula” - Hebraico: Tumim, Êx 12.5).

Uma referência à obra de Deus: - “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita…”. (”Perfeita” - hebraico: Tumim - Dt 32.4a).

O Senhor Jesus é o Sumo Sacerdote tipificado em “Urim” e “Tumim”, leva-nos sobre o coração com Seu amor eterno, intercedendo por nós perante o Pai. Quando Ele vier, nos levará para si mesmo. Transformados e revestidos de sua glória, os muitos milhares de crentes participarão destas luzes e perfeições. E Ele será glorificado nos seus santos.

Fonte; http://www.ebdweb.com.br