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segunda-feira, 4 de março de 2013

Como explicar isto? O monte da Transfiguração explica

Ontem eu estive cooperando em uma de nossas congregações em Álvares Machado, para ministrar a lição 9. Esta congregação dista mais ou menos de 2 a 3 km do centro da cidade. 

No meio do caminho passei por um jovem recém convertido, que estava a PÉ se dirigindo a congregação. Como estava de moto e sem outro capacete não tinha como dar carona. Pois bem, ele chegou, assistiu a aula inteira e depois ficou no ensaio da mocidade.

Ainda é possível encontrarmos pessoas assim. E olha que temos congregações em cada esquina da cidade, praticamente e muitos sequer lembram da EBD. Muitos não sabem o tema do trimestre. Muitos, fazem tempo que não adquirem a revista e moram quase que do lado das igrejas. Muitos são obreiros, cooperadores e líderes de setores, que deveriam estar, para serem exemplos, no mínimo. 

Imagino Pedro, Tiago e João sendo convocados por Jesus para alguns momentos de oração ou passeios e eles sem ânimo, ou emburrados, mas iam, assim mesmo, e ganharam muito com isto.

Cheguei a conclusão que alguns preferem ficar em casa aos domingos de manhã para:
  • lavarem seus carros - já presenciei muito isto;
  • outros preferem ficar para dar atenção aos filhos que estão crescendo;
  • outros ficam porque acordam cedo a semana toda e pelo menos ao domingo, eles se acham no direito de acordarem as 10 ou as 11 da manhã (isto me dá pavor quando ouço).

POIS BEM:
  • aos que gostam de lavar os carros aos domingos de manhã, CONTINUEM lavando até que a ferrugem corroa toda a lata;
  • aos que preferem ficar para dar atenção aos filhos que estão crescendo, CONTINUEM até que eles cresçam fora da direção de Deus, pois se os pais não são alunos, duvido que os filhos sejam;
  • e aos que gostam de dormir até tarde aos domingos, pois acordam cedo a semana toda, CONTINUEM, mas lembrem-se que vocês acordam cedo na semana porque ALGUÉM abriu uma porta e se esta porta estivesse fechada, vocês acordariam tarde e continuariam acordando tarde aos domingos, já que vossos corpos acostumariam. Então continuem dormindo, até que a "vossa baba" lhes sufoquem (Nm 11.20) ou que a remela dos olhos vos ceguem.
E antes que digam que isto seja uma espécie de maldição ou algo do gênero, deixo como resposta o evento do Monte da Transfiguração: "NUNCA ATRIBUA AO HOMEM OU AO MATERIAL A GLÓRIA DEVIDA SOMENTE A JESUS. De que adianta construir inúmeras cabanas, se elas te impedem de contemplar a Glória?". Fica a dica.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

lição 10 - Proposta

Por: Ailton da Silva - Ano IV

Lição 9 - pós aula

AS 3 CABANAS:
Pedro errou quando mencionou as 3 cabanas, mas nunca mais ele voltou a errar, nunca mais atribuiu ao homem o que é devido somente a Jesus. Cometeu outros erros em sua vida, erros piores tal como ter negado Jesus (Mt 26.69-75). No monte da transfiguração ele aprendeu a lição.


PÓS DESCIDA:
Era necessário que Elias viesse primeiro, então ele estava lá no monte, o problema foram as obras, os discípulos não viram, por isto foi necessário a conversa na descida do monte (Mt 17.10-13). As obras do antecessor (Ml 4.5-6) foram realizadas por João Batista.



NÃO SOU ELIAS, NÃO SOU PROFETA E ACHO QUE NEM GENTE SOU!
Alguém também disse: “Ei, João Batista, quem deu crédito à nossa pregação”.

João Batista disse: “EU NÃO SOU ELIAS, NÃO SOU PROFETA, EU NÃO SOU NEM GENTE”.

Mas o povo considerava João como profeta (Mt 14.5).

Elias não freqüentava palácios, não sentou na mesa de Jezabel. João Batista também não era bem visto, ele não poderia passar sequer na rua do palácio herodiano, mas da sua cabeça não podemos falar o mesmo (Mt 14.11).

Porque João Batista gostava de complicar? As profecias diziam respeito do Messias, Salvador, Restaurador e aparece o profeta batista pregando arrependimento, do seu jeito, “raça de víboras, o machado está na raiz, o fogo nunca se apagará, etc”. E quando perguntaram para eles se o maior sinal que antecederia o Messias havia se cumprido em sua vida, ele negou. “EU NÃO SOU ELIAS, NEM SOU PROFETA”.

A culpa não foi dele, fizeram a pergunta da forma errada. A certa seria: “Por acaso é você que viria na virtude de Elias?”. Certamente ele responderia: “SOU”.


AS BOBAGENS:
a) Elias: “só eu fiquei”.
b) Moisés: “tiraremos água” (Nm 20.10). ‘degolar-se-á todas as ovelhas e vacas e ajuntar-se-á todos os peixes para alimentar este povo? (Nm 11.22).
c) Pedro: “façamos cabanas”
d) Se Judas estivesse naquele encontro certamente ele diria: “FAÇAMOS TESOURARIAS”.


O EVENTO:
Todos os 3 evangelistas colocaram na mesma ordem, após o monte da transfiguração, a cura do jovem lunático e a patética disputa entre os discípulos para verem quem era o maior entre eles.

Vê e escreve (cf Ap 1.19), assim como para João não foi repetido, apenas mostrado, da mesma forma aconteceu com os discípulos. “Aproveitem, pois não será repetido. Entendam o que vocês estão vendo”.

O monte da transfiguração e a sucessão de Elias coloca o homem no seu devido lugar. Preparem seus sucessores, a obra continua e não atribuem a outros a glória que é devida somente a Deus.

O ministério de Elias é difícil de compreender, mas somente para o homem carnal, o espiritual compreende (1 Co 2.14). Ele lutou contra a idolatria, luta pesada, foram poucos os que enfrentaram esta situação. Moisés apenas deu de cara com algumas palhaçadas do povo, durante a caminhada no deserto, agora Elias encarou de frente, não teve medo. Esta luta é tremenda. Vícios, prostituição, certamente o homem consegue tirar do outro, haja vista, as casas de recuperação sempre apresentarem algum sucesso, mas idolatria, somente Deus pode tratar.

O que Jesus fez monte, no uso de sua natureza divina, jamais Ele faria na sua natureza humana. Se isto acontecesse, muitas teorias espíritas e outras tantas aberrações ficariam comprovadas. Ele, em sua natureza divina, faz o que quer, conversa com vivo, com morto, com arrebatado e até com animais. “Ei grande peixe, se posicione abaixo de um navio e espera um fujão. Ei corvos, levem alimentos para meu servo”.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sábado, 2 de março de 2013

100º texto: Ei Elias, valeu! Até breve, mas não quero te ver em Apocalipse 11, estaremos bem longe.



1) A CONVOCAÇÃO:
Somente Deus sabe onde e em quais condições se encontravam Elias e Moisés, me reservo ao direito de falar sobre isto, uma vez que nossa imaginação jamais conseguirá suprir esta plena carência de conhecimento (cf 1 Co 2.14) para entender este mistério e quem o poderia?

Os dois foram avisados da obrigatoriedade da presença no monte da transfiguração e se apresentaram. Não criaram obstáculos ou questionamentos, tais como: para que? Por que? Muitos, do público alvo não entenderão, alguns distorcerão, criarão doutrinas, dogmas, prisões espirituais e serão levianos uns com os outros, então qual é o propósito deste evento?

Aquilo seria para o bem de muitos e proporcionaria crescimento espiritual, por isto não havia motivos e tampouco condições para que eles não atendessem a tão sublime convocação.

Depois da glorificação de Jesus diante dos dorminhocos discípulos (Lc 9.32), os dois convidados ilustres apareceram e iniciaram uma conversa sadia, gostosa e edificante (Lc 9.31). Que privilégio concedido, haja vista que muitos outros fiéis e piedosos desejaram aquele momento e não foram agraciados tal como eles. Até quase receberam um presente de Pedro (Mc 9.5), uma ofertinha que não chegava nem aos pés do que Deus concedeu.

Mas ao final, se Moisés tivesse “ousado” perguntar a Deus/Jesus, se ele poderia, digamos “descansar em paz”, devido a sua condição, digamos de falecido (Dt 34.7), a resposta seria afirmativa, já no caso de Elias certamente ele ouviria um sonoro “não”, mesmo porque ainda estava vivo e porque teria outra missão na terra e não demoraria muito, ou seja, “por estes dias” (Ap 11.1-13). A sua parte, Moisés, terminou, a do outro que está ao seu lado não!

Se fosse qualquer um de nós, seres humanos tão falíveis e sujeitos às mesmas paixões (Tg 5.17), é bem provável que ficaríamos entediados, afinal quem não deseja um dia “descansar em paz” nesta terra, que fique bem claro, “descansar em paz nesta terra”, até o dia do cumprimento de um dos “carros chefe” (1 Ts 4.13-18) do protestantismo, fruto da reforma, encabeçada pela ala que propôs no coração se manter fiel aos ensinamentos apostólicos (At 2.42), recebidos por revelação do próprio Cristo encarnado e lembrado pelo Espírito Santo, conforme promessa (Jo 14.26).

Elias tomou aquele “sonoro não” como uma grande responsabilidade e privilégio, aliás que outro conceito poderia formar?

2) OS PRESENTES DE DEUS
a) Frustração de Moisés
Como havia sido difícil o ministério terreno de Moisés e Elias. Confronto à governantes e reis (Ex 5.1; 1 Rs 17.1; 18.1; 21.19), revolta do povo (Nm 11.4-5; 14.22 – as dez murmurações no deserto), desvio espiritual (Ex 32.1), ousada apostasia (Ex 32.8; I Rs 12.28-29) , descrença (1 Rs 18.24) e outras tantas ações do povo que a cada dia mais se afastava de Deus, mas estes dois gigantes da fé, foram até ao final e contemplaram parte da benção, não a viram ou a receberam na sua totalidade.

Os dois tiveram estes contratempos em seus ministérios, mas nada que pudesse afastá-los de seus objetivos, mas o certo é que ficaram estas frustrações em suas vidas. Um chegou e contemplou a bênção, mas não colocou os pés, viu a porta fechada que não se abria, mesmo diante de seu clamor, enquanto que o outro havia lutado tanto e quando tudo parecia correr para um desfecho final, Deus o toma desta terra. Não era justo que não recebessem suas respectivas bênçãos. O plano de Deus previa, um dia, mostrar para eles e ensinar para a sua igreja, que a justiça Dele é breve e certa.

Parece que ouço Moisés gritando bem alto: “Eis que estou às portas e [...] se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta eu entrarei”. Certamente Deus ouviu a voz dele (Dt 3.23-26), mas não abriu a porta para que ele entrasse (Dt 34.4-7). Ele não herdou, não pisou na Terra Prometida aos pais no passado (Gn 15.13-16; 26.3; 28.14-15) e que foi profetizado por José no auge de sua alegria no Egito (Gn 50.25).

b) frustração de Elias
Com Elias aconteceu algo semelhante, ousadia e coragem no início do ministério (1 Rs 17.1; 18.1), problemas e dificuldades materiais (1 Rs 17.3, 9), longas viagens seguindo orientações de Deus:
  • de Gileade até a presença de Acabe, para se apresentar e dizer que ainda havia Deus em Israel;
  • Querite, para conhecer o Deus da provisão e para ser moldado, para ficar do tamanho certo, do jeito que Deus desejava. Para comer alimento que vinha do corvo, pois estava forte, no auge de seu ministério. Ele somente se esqueceu de prestar atenção em seu entorno. O ribeiro que lhe fornecia água, secava e ele não percebia;
  • Sarepta, para apresentar o Deus da provisão e da vida à uma estrangeira necessitada;
  • Carmelo, onde mudou seu jeito de trabalhar, quase “cuspiu fogo” aquele dia, pois foi agressivo em suas ações, direto (1 Rs 18.22-40) e honrado por Deus;
  • Jezreel, para conhecer na pele as consequências de atitudes impensadas (1 Rs 18.46), de decisões precipitadas e fora da direção de Deus;
  • Berseba para conhecer a solidão. Para ver as mãos de Deus agindo em seu favor e para ver o socorro. Corvos não levaram pão e água, mas sim um anjo, pois não tinha condições, estava muito fraco para estar frente a frente com corvos. No Querite tinha, naquele ocasião não;
  • Horebe para ter um reencontro, uma volta às origens, para fortalecer a sua fé, para receber a maior de todas as revelações. Algo que foi capaz de colocá-lo em pé imediatamente (1 Rs 19.18). Somente a Palavra de Deus pode colocar o homem em pé, animá-lo de uma hora para outra;
  • Deserto de Damasco, para ungir dois reis importantes, um para a Síria e outro para Israel e o seu sucessor, Eliseu;
  • Gilgal, enquanto preparava Eliseu para a sucessão, justamente no local onde o povo de Deus havia acampado (Js 4.19) logo depois da entrada triunfal na Terra Prometida, sobre às águas repartidas do Jordão;
  • Betel, “um lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8)”;
  • Jericó, o lugar da primeira batalha real pela causa maior, a Terra Prometida (Js 6), pois até então, durante a caminhada, Israel havia se deparado com alguns “ousados e loucos” inimigos que tentaram impedir a caminhada. Agora era diferente, o inimigo queria impedir a posse. Uns tentam impedir a caminhada e outros a posse;
  • Jordão (2 Rs 2.1-6), a última parada de Elias, do mesmo ponto de onde havia aparecido, para se apresentar a Acabe (1 Rs 17.1), estava ele agora retornado para finalizar seu ministério.
Neste meio, durante estas deslocações[1] terrestres, ele procurava evitar a sua perseguidora, a profetiza enganadora Jezabel (cf Ap 2.20), que acertou somente a parte final de sua profecia, pois “os deuses[2]” não fizeram o que ela pediu, mas sim o Deus Todo Poderoso: “assim me façam os deuses o mesmo e outro tanto, se decerto [...] eu  não puser a tua vida como de um deles”. Elias havia matado os seus profetas e ela desejou fazer o mesmo com ele, por isto invocou os seus inúmeros deuses inertes e inúteis, tanto quanto ela (Sl 115.1-8). O algo a mais que ela se referiu foi o que justamente Elias havia profetizado a Acabe e cumprido pela instrumentalidade de Jeú (1 Rs 21.19; 2 Rs 9.30-35).

Parecia que Elias estava chegando ao topo do seu ministério, para ver o fruto de seu trabalho. O povo mais ou menos restaurado, buscando e adorando o verdadeiro e único Deus e não mais iludidos com as estátuas imundas e fedorentas de Baal, nas quais todos colocavam as mãos, beijavam, passando uns para os outros seus fungos, vírus, bactérias, doenças, parecia que Israel ficaria livre deste peso e opressão, mas então ele ouviu o “VEM[3]” de Deus e não pode resistir ao chamado. Ah, se ele pudesse ter oportunidade para questionar, certamente diria: “Agora que ficou bom Deus. Acabe morto, o povo mais ou menos restaurado, o meu sucessor ao meu lado, este era o momento exato do contra ataque, pois Jezabel está sozinha”. Qualquer um de nós apresentaria tais argumentos para Deus.

Elias, desejou tanto ver Israel livre de Jezabel, da idolatria e apostasia, mas foi tomado por Deus antes e imaginou ter deixado o caminho livre para ela continuar com seu ardiloso plano de laicizar Israel, impondo-lhe a sua religião vã e mesquinha, com seus ídolos quebráveis, inertes e fedorentos. Desde o inicio ele entendeu a propriedade da continuidade embutida em seu ministério, mesmo que tenha pensado em um possível progresso da idólatra, na sua ausência, estava ciente que o seu sucessor a enfrentaria nas mesmas condições (1 Rs 19.17), caso encontrasse com ela, haja vista que a revelação recebida no Horebe, deixou bem claro que somente conheceriam a espada de Eliseu aqueles ou aquelas que escapassem da espada de Jeú, e como somos sabedores, ela não escapou (2 Rs 9.30-35).

c) Presentes de Deus
E disse Deus: “Pisa Moisés na terra que você tanto desejou, pisa na terra que um dia você orou clamando pedindo autorização (Dt 3.23-26) a qual foi tirada de ti devido a incredulidade de Israel, tú mesmo os apontou como responsáveis pela perda (Dt 3.26). Pisa na terra que fez arder o seu coração tal como sarça que você viu em nosso primeiro encontro (Ex 3.1-2). Alegra o teu coração na terra que tanto te fascinou. Durante a caminhada pisaste somente em terras egípcias, midianitas, amalequitas, moabitas e amonitas, entre outras. Você foi tão zeloso para que Israel chegasse ao final, que evitou pisar em terras edomitas (Nm 20.14-21), seus parentes (Gn 36.1, 9) para não provocar uma guerra desnecessária. Pisa Moisés, pisa agora Moisés (Mc 9.4; Lc 9;30). Somente Eu sei em que forma você está e isto eu não revelei a ninguém na terra”.

E disse Deus novamente: “Contemple Elias. Veja bem os olhos Dele. Converse com Ele. Israel não conheceu a restauração total em seus dias e tampouco nos dias de seu sucessor, faltou algo para isto. Faltou alguém. Justamente Este que está à sua frente, Este que conversa contigo. Ele é a restauração de Israel e de toda a humanidade. Você desejou tanto ver a RESTAURAÇÃO do homem, imaginando que fosse um verbo, uma ação, ou que dependesse de homens, mas hoje você está entendendo que a RESTAURAÇÃO tem um nome, Jesus”.

3 – A OFERTINHA DO HOMEM
Que presentes maravilhosos Deus concedeu a Moisés e Elias! E o que os discípulos ofereceram de recompensa para estes dois grandes homens? Pedro ofereceu cabanas, uma para cada um deles, como se paredes e teto pudessem alegrar corações. Quanta diferença. Cuidado, pois fora desta forma, usando este mesmo artifício e quem sabe com estas mesmas palavras que Moisés houvera perdido a sua benção (Nm 20.10).

Enquanto Deus estava oferecendo um grande tesouro, apareceu Pedro com a sua ofertinha material. Qual escolheríamos? O presente de Deus ou a ofertinha do homem? Tem muitos que ainda preferem as cabanas!

Como a visão humana é tão curta. Após o quinto dia da criação, Deus viu que foi bom o que havia feito, haja vista Ele saber o porque e para quem estava destinado aquela obra, por isto declarou diante daquela visão? “Façamos o homem”, pois eu tenho propósitos e objetivos (Gn 1.28-30), tenho metas (que estejam na minha presença me adorando) e tenho plano (cf Gn 3.15). E o homem, diante da visão de Cristo glorificado (Mc 9.2) somente conseguiu dizer: “Façamos cabanas, eu ofereço cabanas”. Realmente Pedro não sabia o que dizia (Mc 9.6), que erro grotesco, infantil. Eles não entenderam o evento. Estavam certos de que Jesus era o Messias esperado (Mt 16.16), mas creio que em determinado momento pediram sinais a Deus, confirmação de que não estavam perdendo tempo ou que estavam seguindo o homem errado e quando tiveram este sinal, esta confirmação falaram besteira: “façamos 3 cabanas, ou seja atribuiremos ao homem a glória que não lhe é devida, pois Moisés, Elias e Jesus são iguais em poder e glória”. Este foi o motivo da intervenção de Deus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo, escutai-o”, os outros dois são meros coadjuvantes, são instrumentos. Que Deus não permita atribuirmos ao homem a glória que somente é devida a Ele, erros inaceitáveis para aqueles que conhecem Aquele em quem tem crido (1 Tm 1.12).

No monte da transfiguração, Jesus estava no pleno exercício de sua natureza divina, portanto o que poderia ser impossível a Ele? Um morto se apresentar, mesmo que não saibamos onde foi sepultado (Dt 34.6; Jd vers. 9) ou em que forma esteve ele naquele dia? Ou quem sabe seria impossível a Deus que um arrebatado, que somente Ele sabe onde está e o que está fazendo da mesma forma se apresentar?

A Elias ficam os nossos respeitos, por ter sido um grande instrumento nas mãos de Deus. Que grandes ensinamentos extraímos de seu ministério, de seus acertos e de seu erro. Que extraiamos da mesma forma profundas verdades e tesouros da conduta de Eliseu, tal como as futuras gerações, um dia extrairão das nossas.



[1] Se Elias tivesse carros e cavalos de fogo à sua disposição para cumprir estas distâncias, certamente tudo seria facilitado (cf 2 Rs 2.11)
[2] Os deuses que ela invocou eram tão insanos e limitados quanto ela, aliás eram somente obras de seus artificies e produtos de sua mente varrida.
[3] Tal como Elias, por ser uma das duas testemunhas, ouvirá ao final de suas campanhas na terra assolado pelo Anticristo (Ap 11.12).

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sexta-feira, 1 de março de 2013

Elias no monte da transfiguração. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
“E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17.2-3).

VERDADE PRÁTICA
O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – MT 17.1-8
1 – Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 – E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 – E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 – E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.
5 – E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
6 – E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.
7 – E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo.
8 – E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus. 

PROPOSTA DA LIÇÃO
  • Monte da transfiguração: Elias e Moisés – meros figurantes;
  • Transfiguração: mudança de aparência e não de essência;
  • Moisés, Elias e os discípulos contemplaram a Glória;
  • Moisés (Lei), Elias (profetas), apontavam para Jesus;
  • Elias e João Batista, provaram a messianidade de Jesus;
  • Elias antes do Messias? João Batista cumpriu a profecia!
  • Confissão (Pedro), consciência (Jesus) prenúncio;
  • O Messias restauraria tudo pela sua morte? Humilhação?
  • Pedro não se esqueceu o que viu (2 Pe 1.16-17)

INTRODUÇÃO
A transfiguração de Jesus, a “forma humana de se transcender ou se transfigurar em algo sobrenatural”, relatada nos evangelhos sinóticos, é um dos mais emblemáticos do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).

Além do nome de Moisés, o texto coloca em evidência também o de Elias, Pedro, Tiago e João. Entretanto, diferentemente dos outros textos até aqui estudados, Elias, não aparece como a figura central, mas secundária! A atenção foi tirada do profeta de Tisbe e voltada para o de Nazaré, Jesus. Elias havia sido tomado da terra (2 Rs 2.11), mas ainda tinha e tem muito por fazer (Ap 11.3-6), agora os discípulos, os mais próximos, foram somente testemunhas oculares e meros coadjuvantes naquele cenário, no qual o Messias prometido foi a figura principal. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Elias foi levado aos céus em um redemoinho (2 Rs 2:11). Sua missão foi findada na Terra, mas a participação desse admirável homem de Deus na história sagrada não se encerrou com o seu arrebatamento. Deus o faria aparecer séculos depois, como representante dos profetas, para confirmar o ministério de Jesus. Aliás, a experiência da transfiguração foi uma confirmação, por Deus Pai, que Jesus era verdadeiramente seu Filho, todo suficiente para redimir a raça humana”.

A não morte de Elias significava que o seu ministério deveria continuar. Ele foi levado vivo para o céu para que Israel entendesse que o trabalho de restauração ainda não havia terminado.

A grande lição que podemos extrair do evento da transfiguração é justamente a certeza de que a restauração do homem não se dá somente por reconhecer Deus como Senhor e Criador, conforme significado do nome de Elias (o Senhor é Deus), mas sim quando Deus se revela como Salvador, sem reservas ao homem, conforme significado do nome de Eliseu (Deus salva).

I – ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO
1 – TRANSFIGURAÇÃO
A confissão de Cesaréia (Mt 16.16), ocasião em que Pedro confessou Jesus como Cristo, o Filho do Deus vivo, antecedeu o evento da transfiguração. Deus revelou a Pedro s messianidade de Jesus, que por sua vez, revelou aos discípulos, ali presentes, o mistério da sua igreja, paixão e morte.

Jesus subiu ao monte com Pedro, Tiago e João e se transfigurou diante deles (Mt 17.2), para revelar-lhes o que sempre fora, uma vez que a transfiguração não transformou Jesus em outro ser, mas somente revelou a sua glória (cf Fp 2.5-8). A glória veio do seu interior e não sobre Ele.

Tudo isto Jesus já havia dito aos discípulos, que não entenderam na oportunidade. Aliás naquele momento eles também não estavam entendendo, pois Pedro equiparou Jesus a Moisés e Elias, ao desejar a construção das cabanas, ocasião em que Deus, o Pai, se manifestou para tirar qualquer dúvida que pudesse continuar na mente deles.

O rosto de Jesus brilhou como o sol e suas vestes resplandeceram (Mt 17.2). Ele, se transfigurou, mudou sua aparência diante dos olhos de seus discípulos, mas não mudou sua essência. Estes fatos provaram a identidade do Messias, o Filho de Deus. Sobre este evento os professores José Roberto A. Barbosa, Luciano de Paula Lourenço e Francisco A. Barbosa escreveram, respectivamente, conforme abaixo:

“A transfiguração de Jesus foi um evento particular (com alguns discípulos) e histórico (em tempo determinado), pois “seis dias depois”, Jesus tomou consigo “Pedro, Tiago e a João”, e os conduziu a um monte alto (Mt. 17.1). Esses apóstolos eram os mais próximos de Jesus (Lc. 6.12). Eles foram chamados, naquela circunstância, com o propósito específico de serem testemunhas oculares (Mc. 14.33). [...] Esse momento glorioso antecipou, no plano escatológico, a glória que nEle haverá de ser revelada (Jo. 12.16,23; 17.5,22-24; II Co. 3.18; Mt. 13.43). [...] Do interior de Jesus irradiou uma luz, ressaltando, assim, Sua glória essencial (Hb. 1.3). Esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, o próprio Pedro confessou que Jesus era o Cristo, após aquele momento (Jo. 11.40); 2) a glória do Reino de Jesus – a transfiguração demonstrou a glória do Reino que está por vir (Mt. 16.28), cujo cumprimento visível se dará por ocasião do Milênio (Ap. 19)”.

“Não era uma mudança meramente de aparência, mas era uma mudança completa, em que a pessoa passa ter outra forma. Na terra, Jesus tinha a aparência de um homem, mas na Transfiguração, o corpo de Jesus foi transformado em um esplendor glorioso que Ele tinha antes de vir para a Terra (João 17:5); Fp 2:6), e que Ele terá quando voltar em glória (Ap 1:14,15).

“Nós só podemos compreender a transfiguração de Jesus a partir da Sua encarnação. “O Verbo se fez carne e tabernaculou entre os homens, cheio de graça e de verdade”. Quando o Filho de Deus veio a este mundo, Ele tomou sobre Si a carne humana e essa carne serviu como um véu sobre Ele. Por esta razão, enquanto estava na Terra, quando os homens olhavam para Ele, viam apenas um Homem. Não viam a glória do Filho de Deus porque Ele estava coberto pelo véu. Aquele véu que cobria a Sua glória, era a Sua carne. Lemos em Hebreus 10.20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne. O mundo não podia ver Sua glória como a glória do Unigênito do Pai. O que o mundo via era Ele como homem natural, mas Sua glória moral como o Filho do Homem não podia também ser ocultada. Durante toda a Sua vida, Jesus estava sob aquele véu (Mc 7.24). Apenas uma única vez em Sua vida aquele véu foi aberto e a Sua glória brilhou por meio da Sua carne humana, e essa vez foi no monte da transfiguração. Foi apenas por um período curto de tempo e, então, aquele véu caiu sobre Ele novamente até que foi rasgado na cruz do Calvário. Lembramos-nos que, quando Ele foi crucificado, o véu no templo foi rasgado em dois, de alto abaixo e, então Sua glória foi manifestada plenamente”.

Os objetivos deste evento foram:
a) Conceder aos dois grandes vultos do passado hebraico “um momento de intimidade”, um relacionamento com Jesus, tal como os discípulos, tiveram durante o ministério terreno, haja vista que os dois personagens somente O conhecia pelas referencias proféticas, enquanto que os discípulos e Israel foram privilegiados por contemplarem e ouvirem o Cristo encarnado;
b) Revelar a glória do Senhor mesmo antes de sua morte, ressurreição e ascensão, componentes do seu êxodo, pois Jesus se transfigurou, suas vestes tornaram-se brancas, seu rosto resplandeceu como o sol e Deus confirmou a paternidade divina do Filho;
c) Mostrar que Jesus era realmente o Messias tão esperado e para tanto foi dado a Moisés o privilégio de estar presente para confirmar o cumprimento da Lei em Cristo;
d) Conceder a Elias o privilégio de autenticar o ministério profético de Jesus, uma vez que “o objetivo do ministério de Elias concretiza-se em Cristo Jesus, o único que pode restaurar espiritualmente o ser humano de forma definitiva”;
e) Mostrar aos discípulos que o Messias estava ali e se Elias era condição primordial para que O reconhecessem como tal, ali estava Elias;
f) Conceder a Moisés e Elias dois grandes presentes, pois o primeiro perdeu a benção e não pode pisar na Terra Prometida (Nm 20.10; Dt 3.23-26; 34.4), enquanto que o segundo, até ao seu arrebatamento (2 Rs 2.11) não havia visto Israel completamente restaurado, além do que o caminho para que Jezabel continuasse agindo ficou completamente livre. Moisés estava pisando na terra de Israel e Elias estava contemplando a verdadeira restauração de Israel e da humanidade, Jesus;
g) E manifestar a total aprovação do Pai em relação ao ministério do Filho.

Pedro, Tiago e João, testemunhas oculares da transfiguração tiveram papéis importantíssimos na igreja primitiva. O primeiro foi o que “abriu as portas” do Evangelho para os judeus (At 2.14) e gentios (At 10). O segundo foi o primeiro apóstolo a ser morto por causa do Evangelho, já que o primeiro mártir da igreja primitiva foi Estevão, que era um diácono, não fazia parte do colegiado apostólico. O terceiro foi o escolhido para receber a revelação final e o último a conhecer a morte.

2 – GLÓRIA DIVINA
É relevante o fato de que Mateus, ao escrever o evangelho aos hebreus, põe em evidência o fato de que Jesus é o Messias anunciado no Antigo Testamento. O evangelista registrou, no evento da transfiguração, que “uma nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). Esta nuvem luminosa, está relacionada com a manifestação da presença de Deus (Ex 14.19,20; 24.15-17; 1 Rs 8.10-11; Ez 1.4; 10.4). “Esta nuvem não era uma nuvem comum; era uma nuvem brilhante. Era o “Shekinah” da glória de Deus”. Era a manifestação da glória de Deus em seu Filho. Sobre isto o professor Francisco de Assis Barbosa:

“Fisicamente, Jesus tinha todas as características de um homem; espiritualmente, ele compartilhava da natureza de Deus. Na transfiguração, sua glória interna tornou-se visível externamente. Temos que chegar a ver em Jesus a glória de Deus. Uma razão por que Jesus se tornou um homem foi para manifestar a natureza de Deus. Jesus é "o resplendor da glória" de Deus e "a expressão exata do seu Ser" (Hb 1.3). Ele reflete perfeitamente a natureza e o caráter de Deus. Quando olhamos para Jesus, podemos ver "a glória do Senhor" (2Co 3.18 – 4.6). A conversa de Jesus com Filipe ilustra estes pontos [...] (Jo 14.7-10). Jesus é a revelação, a manifestação do Pai (Jo 1.18)”.

Os discípulos, que serviram neste caso de testemunhas oculares, contemplaram “a glória, a identidade e o poder de Jesus, como o Filho de Deus” (2 Pe 1.16-18) e ficaram fascinados com aquela visão, mas como souberam que era Elias e Moisés, que conversavam com Jesus? Foi revelado a eles?

O fascínio se tornou assombro (cf Dn 10.7-9) quando ouviram uma voz afirmando: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo, a Ele ouvi” (Mt 17.5). Rapidamente Pedro, tomando a palavra, disse que seria bom que construíssem tabernáculos para que ficassem ali, por tempo indeterminado, mas como estava errado nesta sua colocação não foi atendido, pois jamais Jesus poderia ser comparado aos presentes ali. Quando ergueram os olhos não viram nada senão e unicamente a Jesus, o Salvador atestado por Deus.

Tanto Moises como Elias, quando estiveram no Sinai, presenciaram a manifestação dessa glória. Todavia, não como os discípulos a vivenciaram no Monte da Transfiguração, (Mt 17.1-2).

II – ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO
1 – TIPOLOGIA
No evento da transfiguração, o texto destaca os nomes de Moisés e Elias (Mt 17.3). Para a igreja Cristã, Moisés prefigura a Lei enquanto Elias, os profetas. É perceptível, nessa passagem que Moisés aparece como figura tipológica. Mateus põe em evidência o pronunciamento do próprio Deus “Escutai-o” (Mt 17.5), a mesma forma como havia dito Moisés, quando se referiu ao Profeta que viria depois dele: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta no meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A transfiguração revela que Moisés tem seu tipo revelado em Jesus de Nazaré e que toda a Lei apontava para Ele. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Na cena da Transfiguração, o texto destaca os nomes de Moisés e Elias (Mt 17:3). Estes eram considerados os dois maiores profetas do Antigo Testamento. Moisés representava a lei, ou a antiga aliança; ele havia escrito o Pentateuco e predito a vinda de um grande profeta (Dt 18:15-19). Elias representava os profetas que haviam predito a vinda do Messias (Ml 4:5,6). A presença de Moisés e Elias com Jesus confirmava a missão messiânica de Jesus para cumprir a lei de Deus e as palavras dos profetas de Deus (Mt 5:17). O aparecimento deles também removia qualquer pensamento de que Jesus fosse a reencarnação de Elias ou Moisés. Ele não era meramente um dos profetas. Como o único Filho de Deus, Jesus os sobrepujava grandemente em autoridade e poder. Além disto, a capacidade que eles tiveram de falar com Jesus, apóia a promessa da ressurreição de todos os crentes”.

2 – ESCATOLOGIA
Enquanto Moisés ocupa um papel tipológico no evento da transfiguração, Elias aparece em um contexto escatológico, já que ele foi apresentado como precursor do Messias (Ml 4.5-6), mas não a pessoa de Elias e sim a virtude, o espírito, a ousadia e coragem. A profecia em questão diz respeito ao poder e não a pessoa reencarnada. O cumprimento desta Escritura se aplica à vida de João Batista (Lc 1.17). Assim como Elias, João foi um profeta de confronto (Mt 3.7), ousado (Lc 3.1-14) e rejeitado (Mt 11.18). A presença do Batista, o que havia de vir, era uma clara demonstração da messianidade de Jesus.

A presença dos discípulos, ali naquele evento, foi necessária para que compreendessem o que já era de conhecimento deles, a respeito da morte de Jesus. Eles deveriam aceitar aquela informação como parte primordial do processo de restauração, pois não haveria glorificação (ressurreição e ascensão), sem a humilhação (morte). Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Não devemos ter dúvidas de que esta maravilhosa visão aconteceu com o propósito de encorajar e fortalecer os discípulos de nosso Senhor. Eles tinham acabado de ouvir a respeito da crucificação e morte de seu Senhor, do negar a si mesmos e dos sofrimentos aos quais teriam de sujeitar-se, se desejassem ser salvos. Agora foram animados por meio de uma breve contemplação “da glória que os seguiria” (1Pe 1.11) e da recompensa que todos os fiéis servos de Cristo um dia receberiam. O Senhor lhes fizera ver o dia de sua própria fraqueza; agora estavam contemplando, por alguns minutos, uma amostra de sua glória futura. Outra vez, o principal motivo da visão no monte da transfiguração é o de demonstrar que a Lei de Moisés e todos os profetas do Antigo Testamento tiveram seu cumprimento na pessoa magnífica do Senhor Jesus Cristo”.

Não restavam dúvidas entre os discípulos de que Jesus era realmente o Messias, mas a grande questão era; onde estava Elias, o antecessor, nesta história? João Batista, antes do batismo de Jesus, já havia dito que não era ele o Elias esperado, aliás ele disse que nem profeta era (Jo 1.21, cf Lc 16.16).

Elias deveria “voltar antes que o Messias viesse” com a missão de levar os corações ao arrependimento, mas a questão era que os discípulos viram o Messias e Elias no monte e questionaram, ente si, a respeito das obras do antecessor que não foram vista ali. Depois de uma conversa eles entenderam que João Batista já havia vindo no espírito e virtude de Elias (Mt 17.13).

III – ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO
1 – O MESSIAS ESPERADO
Tanto os rabinos como o povo comum sabiam que antes do advento do Messias, Elias haveria de aparecer (Ml 4.5-6; Mt 17.10). O relato de Mateus sugere que os escribas não reconheceram a Jesus como o Messias, porque faltava um sinal que para eles era determinante, o aparecimento de Elias antes da manifestação do Messias (Mt 17.10).

Lição 9 - Congregação do Jd. São Francisco


Domingo estaremos na Congregação do Jd. São Francisco, ministrando a lição 9. Na subsede estará o jovem Wesley em substituição.

Por: Ailton da Silva - Ano IV