terça-feira, 5 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Como explicar isto? O monte da Transfiguração explica
Ontem eu estive cooperando em uma de nossas congregações em Álvares Machado, para ministrar a lição 9. Esta congregação dista mais ou menos de 2 a 3 km do centro da cidade.
No meio do caminho passei por um jovem recém convertido, que estava a PÉ se dirigindo a congregação. Como estava de moto e sem outro capacete não tinha como dar carona. Pois bem, ele chegou, assistiu a aula inteira e depois ficou no ensaio da mocidade.
Ainda é possível encontrarmos pessoas assim. E olha que temos congregações em cada esquina da cidade, praticamente e muitos sequer lembram da EBD. Muitos não sabem o tema do trimestre. Muitos, fazem tempo que não adquirem a revista e moram quase que do lado das igrejas. Muitos são obreiros, cooperadores e líderes de setores, que deveriam estar, para serem exemplos, no mínimo.
Imagino Pedro, Tiago e João sendo convocados por Jesus para alguns momentos de oração ou passeios e eles sem ânimo, ou emburrados, mas iam, assim mesmo, e ganharam muito com isto.
Cheguei a conclusão que alguns preferem ficar em casa aos domingos de manhã para:
- lavarem seus carros - já presenciei muito isto;
- outros preferem ficar para dar atenção aos filhos que estão crescendo;
- outros ficam porque acordam cedo a semana toda e pelo menos ao domingo, eles se acham no direito de acordarem as 10 ou as 11 da manhã (isto me dá pavor quando ouço).
POIS BEM:
- aos que gostam de lavar os carros aos domingos de manhã, CONTINUEM lavando até que a ferrugem corroa toda a lata;
- aos que preferem ficar para dar atenção aos filhos que estão crescendo, CONTINUEM até que eles cresçam fora da direção de Deus, pois se os pais não são alunos, duvido que os filhos sejam;
- e aos que gostam de dormir até tarde aos domingos, pois acordam cedo a semana toda, CONTINUEM, mas lembrem-se que vocês acordam cedo na semana porque ALGUÉM abriu uma porta e se esta porta estivesse fechada, vocês acordariam tarde e continuariam acordando tarde aos domingos, já que vossos corpos acostumariam. Então continuem dormindo, até que a "vossa baba" lhes sufoquem (Nm 11.20) ou que a remela dos olhos vos ceguem.
E antes que digam que isto seja uma espécie de maldição ou algo do gênero, deixo como resposta o evento do Monte da Transfiguração: "NUNCA ATRIBUA AO HOMEM OU AO MATERIAL A GLÓRIA DEVIDA SOMENTE A JESUS. De que adianta construir inúmeras cabanas, se elas te impedem de contemplar a Glória?". Fica a dica.
Por: Ailton da Silva - Ano IV
Lição 9 - pós aula
AS 3 CABANAS:
Pedro errou quando mencionou as 3
cabanas, mas nunca mais ele voltou a errar, nunca mais atribuiu ao homem o que
é devido somente a Jesus. Cometeu outros erros em sua vida, erros piores tal como ter
negado Jesus (Mt 26.69-75). No monte da transfiguração ele aprendeu a lição.
PÓS DESCIDA:
Era necessário que Elias viesse
primeiro, então ele estava lá no monte, o problema foram as obras, os discípulos
não viram, por isto foi necessário a conversa na descida do monte (Mt
17.10-13). As obras do antecessor (Ml 4.5-6) foram realizadas por João Batista.
NÃO SOU ELIAS, NÃO SOU PROFETA E ACHO QUE NEM GENTE SOU!
Alguém também disse: “Ei, João
Batista, quem deu crédito à nossa pregação”.
João Batista disse: “EU NÃO SOU
ELIAS, NÃO SOU PROFETA, EU NÃO SOU NEM GENTE”.
Mas o povo considerava João como
profeta (Mt 14.5).
Elias não freqüentava palácios,
não sentou na mesa de Jezabel. João Batista também não era bem visto, ele não poderia
passar sequer na rua do palácio herodiano, mas da sua cabeça não podemos falar
o mesmo (Mt 14.11).
Porque João Batista gostava de
complicar? As profecias diziam respeito do Messias, Salvador, Restaurador e
aparece o profeta batista pregando arrependimento, do seu jeito, “raça de
víboras, o machado está na raiz, o fogo nunca se apagará, etc”. E quando
perguntaram para eles se o maior sinal que antecederia o Messias havia se
cumprido em sua vida, ele negou. “EU NÃO SOU ELIAS, NEM SOU PROFETA”.
A culpa não foi dele, fizeram a
pergunta da forma errada. A certa seria: “Por acaso é você que viria na virtude
de Elias?”. Certamente ele responderia: “SOU”.
AS BOBAGENS:
a) Elias: “só eu fiquei”.
b) Moisés: “tiraremos água” (Nm
20.10). ‘degolar-se-á todas as ovelhas e vacas e ajuntar-se-á todos os peixes
para alimentar este povo? (Nm 11.22).
c) Pedro: “façamos cabanas”
d) Se Judas estivesse naquele encontro
certamente ele diria: “FAÇAMOS TESOURARIAS”.
O EVENTO:
Todos os 3 evangelistas colocaram
na mesma ordem, após o monte da transfiguração, a cura do jovem lunático e a
patética disputa entre os discípulos para verem quem era o maior entre eles.
Vê e escreve (cf Ap 1.19), assim
como para João não foi repetido, apenas mostrado, da mesma forma aconteceu com
os discípulos. “Aproveitem, pois não será repetido. Entendam o que vocês estão
vendo”.
O monte da transfiguração e a
sucessão de Elias coloca o homem no seu devido lugar. Preparem seus sucessores, a obra continua e não atribuem a outros a glória que é devida somente a Deus.
O ministério de Elias é difícil
de compreender, mas somente para o homem carnal, o espiritual compreende (1 Co
2.14). Ele lutou contra a idolatria, luta pesada, foram poucos os que
enfrentaram esta situação. Moisés apenas deu de cara com algumas palhaçadas do
povo, durante a caminhada no deserto, agora Elias encarou de frente, não teve
medo. Esta luta é tremenda. Vícios, prostituição, certamente o homem consegue
tirar do outro, haja vista, as casas de recuperação sempre apresentarem algum
sucesso, mas idolatria, somente Deus pode tratar.
O que Jesus fez monte, no uso de
sua natureza divina, jamais Ele faria na sua natureza humana. Se isto acontecesse,
muitas teorias espíritas e outras tantas aberrações ficariam comprovadas. Ele,
em sua natureza divina, faz o que quer, conversa com vivo, com morto, com
arrebatado e até com animais. “Ei grande peixe, se posicione abaixo de um navio
e espera um fujão. Ei corvos, levem alimentos para meu servo”.
sábado, 2 de março de 2013
100º texto: Ei Elias, valeu! Até breve, mas não quero te ver em Apocalipse 11, estaremos bem longe.
Somente Deus sabe onde e em quais
condições se encontravam Elias e Moisés, me reservo ao direito de falar sobre
isto, uma vez que nossa imaginação jamais conseguirá suprir esta plena carência
de conhecimento (cf 1 Co 2.14) para entender este mistério e quem o poderia?
Os dois foram avisados da obrigatoriedade da presença no monte da transfiguração e se apresentaram. Não criaram obstáculos ou questionamentos, tais como: para que? Por que? Muitos, do público alvo não entenderão, alguns distorcerão, criarão doutrinas, dogmas, prisões espirituais e serão levianos uns com os outros, então qual é o propósito deste evento?
Os dois foram avisados da obrigatoriedade da presença no monte da transfiguração e se apresentaram. Não criaram obstáculos ou questionamentos, tais como: para que? Por que? Muitos, do público alvo não entenderão, alguns distorcerão, criarão doutrinas, dogmas, prisões espirituais e serão levianos uns com os outros, então qual é o propósito deste evento?
Aquilo seria para o bem de muitos e
proporcionaria crescimento espiritual, por isto não havia motivos e tampouco
condições para que eles não atendessem a tão sublime convocação.
Depois da glorificação de Jesus
diante dos dorminhocos discípulos (Lc 9.32), os dois convidados ilustres
apareceram e iniciaram uma conversa sadia, gostosa e edificante (Lc 9.31). Que
privilégio concedido, haja vista que muitos outros fiéis e piedosos desejaram
aquele momento e não foram agraciados tal como eles. Até quase receberam um
presente de Pedro (Mc 9.5), uma ofertinha que não chegava nem aos pés do que
Deus concedeu.
Mas ao final, se Moisés tivesse
“ousado” perguntar a Deus/Jesus, se ele poderia, digamos “descansar em paz”,
devido a sua condição, digamos de falecido (Dt 34.7), a resposta seria
afirmativa, já no caso de Elias certamente ele ouviria um sonoro “não”, mesmo
porque ainda estava vivo e porque teria outra missão na terra e não demoraria
muito, ou seja, “por estes dias” (Ap 11.1-13). A sua parte, Moisés, terminou, a
do outro que está ao seu lado não!
Se fosse qualquer um de nós, seres
humanos tão falíveis e sujeitos às mesmas paixões (Tg 5.17), é bem provável que
ficaríamos entediados, afinal quem não deseja um dia “descansar em paz” nesta
terra, que fique bem claro, “descansar em paz nesta terra”, até o dia do cumprimento
de um dos “carros chefe” (1 Ts 4.13-18) do protestantismo, fruto da reforma, encabeçada
pela ala que propôs no coração se manter fiel aos ensinamentos apostólicos (At
2.42), recebidos por revelação do próprio Cristo encarnado e lembrado pelo
Espírito Santo, conforme promessa (Jo 14.26).
Elias tomou aquele “sonoro não” como
uma grande responsabilidade e privilégio, aliás que outro conceito poderia
formar?
2) OS PRESENTES DE DEUS
a) Frustração de Moisés
Como havia sido difícil o
ministério terreno de Moisés e Elias. Confronto à governantes e reis (Ex 5.1; 1
Rs 17.1; 18.1; 21.19), revolta do povo (Nm 11.4-5; 14.22 – as dez murmurações
no deserto), desvio espiritual (Ex 32.1), ousada apostasia (Ex 32.8; I Rs
12.28-29) , descrença (1 Rs 18.24) e outras tantas ações do povo que a cada dia
mais se afastava de Deus, mas estes dois gigantes da fé, foram até ao final e
contemplaram parte da benção, não a viram ou a receberam na sua totalidade.
Os dois tiveram estes contratempos
em seus ministérios, mas nada que pudesse afastá-los de seus objetivos, mas o
certo é que ficaram estas frustrações em suas vidas. Um chegou e contemplou a
bênção, mas não colocou os pés, viu a porta fechada que não se abria, mesmo
diante de seu clamor, enquanto que o outro havia lutado tanto e quando tudo
parecia correr para um desfecho final, Deus o toma desta terra. Não era justo
que não recebessem suas respectivas bênçãos. O plano de Deus previa, um dia,
mostrar para eles e ensinar para a sua igreja, que a justiça Dele é breve e certa.
Parece que ouço Moisés gritando bem
alto: “Eis que estou às portas e [...] se alguém ouvir a minha voz e abrir a
porta eu entrarei”. Certamente Deus ouviu a voz dele (Dt 3.23-26), mas não
abriu a porta para que ele entrasse (Dt 34.4-7). Ele não herdou, não pisou na
Terra Prometida aos pais no passado (Gn 15.13-16; 26.3; 28.14-15) e que foi
profetizado por José no auge de sua alegria no Egito (Gn 50.25).
b) frustração de Elias
Com Elias aconteceu algo
semelhante, ousadia e coragem no início do ministério (1 Rs 17.1; 18.1),
problemas e dificuldades materiais (1 Rs 17.3, 9), longas viagens seguindo
orientações de Deus:
- de
Gileade até a presença de Acabe, para se apresentar e dizer que ainda
havia Deus em Israel;
- Querite,
para conhecer o Deus da provisão e para ser moldado, para ficar do tamanho
certo, do jeito que Deus desejava. Para comer alimento que vinha do corvo,
pois estava forte, no auge de seu ministério. Ele somente se esqueceu de
prestar atenção em seu entorno. O ribeiro que lhe fornecia água, secava e
ele não percebia;
- Sarepta,
para apresentar o Deus da provisão e da vida à uma estrangeira necessitada;
- Carmelo,
onde mudou seu jeito de trabalhar, quase “cuspiu fogo” aquele dia, pois
foi agressivo em suas ações, direto (1 Rs 18.22-40) e honrado por Deus;
- Jezreel,
para conhecer na pele as consequências de atitudes impensadas (1 Rs
18.46), de decisões precipitadas e fora da direção de Deus;
- Berseba
para conhecer a solidão. Para ver as mãos de Deus agindo em seu favor e
para ver o socorro. Corvos não levaram pão e água, mas sim um anjo, pois
não tinha condições, estava muito fraco para estar frente a frente com
corvos. No Querite tinha, naquele ocasião não;
- Horebe
para ter um reencontro, uma volta às origens, para fortalecer a sua fé,
para receber a maior de todas as revelações. Algo que foi capaz de colocá-lo
em pé imediatamente (1 Rs 19.18). Somente a Palavra de Deus pode colocar o
homem em pé, animá-lo de uma hora para outra;
- Deserto
de Damasco, para ungir dois reis importantes, um para a Síria e outro para
Israel e o seu sucessor, Eliseu;
- Gilgal,
enquanto preparava Eliseu para a sucessão, justamente no local onde o povo
de Deus havia acampado (Js 4.19) logo depois da entrada triunfal na Terra
Prometida, sobre às águas repartidas do Jordão;
- Betel,
“um lugar de oração, onde Abraão edificou um altar ao Senhor (Gn. 12.8)”;
- Jericó,
o lugar da primeira batalha real pela causa maior, a Terra Prometida (Js
6), pois até então, durante a caminhada, Israel havia se deparado com
alguns “ousados e loucos” inimigos que tentaram impedir a caminhada. Agora
era diferente, o inimigo queria impedir a posse. Uns tentam impedir a
caminhada e outros a posse;
- Jordão
(2 Rs 2.1-6), a última parada de Elias, do mesmo ponto de onde havia
aparecido, para se apresentar a Acabe (1 Rs 17.1), estava ele agora
retornado para finalizar seu ministério.
Neste meio, durante estas
deslocações[1]
terrestres, ele procurava evitar a sua perseguidora, a profetiza enganadora
Jezabel (cf Ap 2.20), que acertou somente a parte final de sua profecia, pois
“os deuses[2]” não fizeram o que ela
pediu, mas sim o Deus Todo Poderoso: “assim me façam os deuses o mesmo e outro
tanto, se decerto [...] eu não puser a
tua vida como de um deles”. Elias havia matado os seus profetas e ela desejou
fazer o mesmo com ele, por isto invocou os seus inúmeros deuses inertes e
inúteis, tanto quanto ela (Sl 115.1-8). O algo a mais que ela se referiu foi o
que justamente Elias havia profetizado a Acabe e cumprido pela
instrumentalidade de Jeú (1 Rs 21.19; 2 Rs 9.30-35).
Parecia que Elias estava chegando
ao topo do seu ministério, para ver o fruto de seu trabalho. O povo mais ou
menos restaurado, buscando e adorando o verdadeiro e único Deus e não mais
iludidos com as estátuas imundas e fedorentas de Baal, nas quais todos colocavam
as mãos, beijavam, passando uns para os outros seus fungos, vírus, bactérias,
doenças, parecia que Israel ficaria livre deste peso e opressão, mas então ele
ouviu o “VEM[3]”
de Deus e não pode resistir ao chamado. Ah, se ele pudesse ter oportunidade para
questionar, certamente diria: “Agora que ficou bom Deus. Acabe morto, o povo
mais ou menos restaurado, o meu sucessor ao meu lado, este era o momento exato
do contra ataque, pois Jezabel está sozinha”. Qualquer um de nós apresentaria
tais argumentos para Deus.
Elias, desejou tanto ver Israel
livre de Jezabel, da idolatria e apostasia, mas foi tomado por Deus antes e
imaginou ter deixado o caminho livre para ela continuar com seu ardiloso plano
de laicizar Israel, impondo-lhe a sua religião vã e mesquinha, com seus ídolos
quebráveis, inertes e fedorentos. Desde o inicio ele entendeu a propriedade da
continuidade embutida em seu ministério, mesmo que tenha pensado em um possível
progresso da idólatra, na sua ausência, estava ciente que o seu sucessor a enfrentaria
nas mesmas condições (1 Rs 19.17), caso encontrasse com ela, haja vista que a
revelação recebida no Horebe, deixou bem claro que somente conheceriam a espada
de Eliseu aqueles ou aquelas que escapassem da espada de Jeú, e como somos
sabedores, ela não escapou (2 Rs 9.30-35).
c) Presentes de Deus
E disse Deus: “Pisa Moisés na terra
que você tanto desejou, pisa na terra que um dia você orou clamando pedindo
autorização (Dt 3.23-26) a qual foi tirada de ti devido a incredulidade de
Israel, tú mesmo os apontou como responsáveis pela perda (Dt 3.26). Pisa na
terra que fez arder o seu coração tal como sarça que você viu em nosso primeiro
encontro (Ex 3.1-2). Alegra o teu coração na terra que tanto te fascinou.
Durante a caminhada pisaste somente em terras egípcias, midianitas,
amalequitas, moabitas e amonitas, entre outras. Você foi tão zeloso para que
Israel chegasse ao final, que evitou pisar em terras edomitas (Nm 20.14-21),
seus parentes (Gn 36.1, 9) para não provocar uma guerra desnecessária. Pisa Moisés,
pisa agora Moisés (Mc 9.4; Lc 9;30). Somente Eu sei em que forma você está e
isto eu não revelei a ninguém na terra”.
E disse Deus novamente: “Contemple
Elias. Veja bem os olhos Dele. Converse com Ele. Israel não conheceu a
restauração total em seus dias e tampouco nos dias de seu sucessor, faltou algo
para isto. Faltou alguém. Justamente Este que está à sua frente, Este que
conversa contigo. Ele é a restauração de Israel e de toda a humanidade. Você
desejou tanto ver a RESTAURAÇÃO do homem, imaginando que fosse um verbo, uma
ação, ou que dependesse de homens, mas hoje você está entendendo que a RESTAURAÇÃO
tem um nome, Jesus”.
3 – A OFERTINHA DO HOMEM
Que presentes maravilhosos Deus
concedeu a Moisés e Elias! E o que os discípulos ofereceram de recompensa para
estes dois grandes homens? Pedro ofereceu cabanas, uma para cada um deles, como
se paredes e teto pudessem alegrar corações. Quanta diferença. Cuidado, pois
fora desta forma, usando este mesmo artifício e quem sabe com estas mesmas
palavras que Moisés houvera perdido a sua benção (Nm 20.10).
Enquanto Deus estava oferecendo um
grande tesouro, apareceu Pedro com a sua ofertinha material. Qual
escolheríamos? O presente de Deus ou a ofertinha do homem? Tem muitos que ainda
preferem as cabanas!
Como a visão humana é tão curta.
Após o quinto dia da criação, Deus viu que foi bom o que havia feito, haja
vista Ele saber o porque e para quem estava destinado aquela obra, por isto
declarou diante daquela visão? “Façamos o homem”, pois eu tenho propósitos e
objetivos (Gn 1.28-30), tenho metas (que estejam na minha presença me adorando)
e tenho plano (cf Gn 3.15). E o homem, diante da visão de Cristo glorificado
(Mc 9.2) somente conseguiu dizer: “Façamos cabanas, eu ofereço cabanas”.
Realmente Pedro não sabia o que dizia (Mc 9.6), que erro grotesco, infantil.
Eles não entenderam o evento. Estavam certos de que Jesus era o Messias
esperado (Mt 16.16), mas creio que em determinado momento pediram sinais a
Deus, confirmação de que não estavam perdendo tempo ou que estavam seguindo o
homem errado e quando tiveram este sinal, esta confirmação falaram besteira: “façamos
3 cabanas, ou seja atribuiremos ao homem a glória que não lhe é devida, pois
Moisés, Elias e Jesus são iguais em poder e glória”. Este foi o motivo da
intervenção de Deus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo,
escutai-o”, os outros dois são meros coadjuvantes, são instrumentos. Que Deus
não permita atribuirmos ao homem a glória que somente é devida a Ele, erros
inaceitáveis para aqueles que conhecem Aquele em quem tem crido (1 Tm 1.12).
No monte da transfiguração, Jesus
estava no pleno exercício de sua natureza divina, portanto o que poderia ser
impossível a Ele? Um morto se apresentar, mesmo que não saibamos onde foi
sepultado (Dt 34.6; Jd vers. 9) ou em que forma esteve ele naquele dia? Ou quem
sabe seria impossível a Deus que um arrebatado, que somente Ele sabe onde está
e o que está fazendo da mesma forma se apresentar?
A Elias ficam os nossos respeitos,
por ter sido um grande instrumento nas mãos de Deus. Que grandes ensinamentos
extraímos de seu ministério, de seus acertos e de seu erro. Que extraiamos da
mesma forma profundas verdades e tesouros da conduta de Eliseu, tal como as
futuras gerações, um dia extrairão das nossas.
[1] Se Elias tivesse carros e cavalos de fogo à sua
disposição para cumprir estas distâncias, certamente tudo seria facilitado (cf
2 Rs 2.11)
[2] Os deuses que ela invocou eram tão insanos e limitados
quanto ela, aliás eram somente obras de seus artificies e produtos de sua mente
varrida.
[3] Tal como Elias, por ser uma das duas testemunhas,
ouvirá ao final de suas campanhas na terra assolado pelo Anticristo (Ap 11.12).
Por: Ailton da Silva - Ano IV
sexta-feira, 1 de março de 2013
Elias no monte da transfiguração. Plano de aula
TEXTO ÁUREO
“E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e
o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como
a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17.2-3).
VERDADE PRÁTICA
O aparecimento de Moisés e Elias no Monte
da Transfiguração é um testemunho de que a Lei e os Profetas cumprem-se em
Cristo, o Messias prometido.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – MT 17.1-8
1 – Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João,
seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 – E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o
sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 – E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 – E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos
aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e
um para Elias.
5 – E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu.
E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me
comprazo; escutai-o.
6 – E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e
tiveram grande medo.
7 – E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não
tenhais medo.
8 – E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus.
8 – E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus.
PROPOSTA DA
LIÇÃO
- Monte da transfiguração: Elias e Moisés –
meros figurantes;
- Transfiguração: mudança de aparência e não de
essência;
- Moisés, Elias e os discípulos contemplaram a
Glória;
- Moisés (Lei), Elias (profetas), apontavam para
Jesus;
- Elias e João Batista, provaram a messianidade
de Jesus;
- Elias antes do Messias? João Batista cumpriu a
profecia!
- Confissão (Pedro), consciência (Jesus)
prenúncio;
- O Messias restauraria tudo pela sua morte?
Humilhação?
- Pedro não se esqueceu o que viu (2 Pe 1.16-17)
INTRODUÇÃO
A
transfiguração de Jesus, a “forma humana de se transcender ou se transfigurar
em algo sobrenatural”, relatada nos evangelhos sinóticos, é um dos mais
emblemáticos do Novo Testamento (Mt 17.1-13; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36).
Além do nome de
Moisés, o texto coloca em evidência também o de Elias, Pedro, Tiago e João.
Entretanto, diferentemente dos outros textos até aqui estudados, Elias, não
aparece como a figura central, mas secundária! A atenção foi tirada do profeta
de Tisbe e voltada para o de Nazaré, Jesus. Elias havia sido tomado da terra (2
Rs 2.11), mas ainda tinha e tem muito por fazer (Ap 11.3-6), agora os
discípulos, os mais próximos, foram somente testemunhas oculares e meros
coadjuvantes naquele cenário, no qual o Messias prometido foi a figura
principal. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:
“Elias foi levado aos céus em um redemoinho (2 Rs 2:11). Sua missão foi
findada na Terra, mas a participação desse admirável homem de Deus na história
sagrada não se encerrou com o seu arrebatamento. Deus o faria aparecer séculos
depois, como representante dos profetas, para confirmar o ministério de Jesus.
Aliás, a experiência da transfiguração foi uma confirmação, por Deus Pai, que
Jesus era verdadeiramente seu Filho, todo suficiente para redimir a raça
humana”.
A não morte de Elias significava que o seu
ministério deveria continuar. Ele foi levado vivo para o céu para que Israel
entendesse que o trabalho de restauração ainda não havia terminado.
A grande lição que podemos extrair do
evento da transfiguração é justamente a certeza de que a restauração do homem
não se dá somente por reconhecer Deus como Senhor e Criador, conforme
significado do nome de Elias (o Senhor é Deus), mas sim quando Deus se revela
como Salvador, sem reservas ao homem, conforme significado do nome de Eliseu
(Deus salva).
I – ELIAS, O
MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO
1 –
TRANSFIGURAÇÃO
A confissão de Cesaréia (Mt 16.16), ocasião
em que Pedro
confessou Jesus como Cristo, o Filho do Deus vivo, antecedeu o evento da
transfiguração. Deus revelou a Pedro s messianidade de Jesus, que por sua vez,
revelou aos discípulos, ali presentes, o mistério da sua igreja, paixão e
morte.
Jesus subiu ao
monte com Pedro, Tiago e João e se transfigurou diante deles (Mt 17.2), para
revelar-lhes o que sempre fora, uma vez que a transfiguração não transformou Jesus em outro ser,
mas somente revelou a sua glória (cf Fp 2.5-8). A glória veio do seu
interior e não sobre Ele.
Tudo isto Jesus já havia dito aos
discípulos, que não entenderam na oportunidade. Aliás naquele momento eles
também não estavam entendendo, pois Pedro equiparou Jesus a Moisés e Elias, ao
desejar a construção das cabanas, ocasião em que Deus , o Pai, se
manifestou para tirar qualquer dúvida que pudesse continuar na mente deles.
O rosto de
Jesus brilhou como o sol e suas vestes resplandeceram (Mt 17.2). Ele, se
transfigurou, mudou sua aparência diante dos olhos de seus discípulos, mas não
mudou sua essência. Estes fatos provaram a identidade do Messias, o Filho de
Deus. Sobre este evento os professores José Roberto A. Barbosa, Luciano de
Paula Lourenço e Francisco A. Barbosa escreveram, respectivamente, conforme
abaixo:
“A transfiguração de Jesus foi um evento particular
(com alguns discípulos) e histórico (em tempo determinado), pois “seis dias
depois”, Jesus tomou consigo “Pedro, Tiago e a João”, e os conduziu a um monte
alto (Mt. 17.1). Esses apóstolos eram os mais próximos de Jesus (Lc. 6.12).
Eles foram chamados, naquela circunstância, com o propósito específico de serem
testemunhas oculares (Mc. 14.33). [...] Esse momento glorioso antecipou, no
plano escatológico, a glória que nEle haverá de ser revelada (Jo. 12.16,23;
17.5,22-24; II Co. 3.18; Mt. 13.43). [...] Do interior de Jesus irradiou uma
luz, ressaltando, assim, Sua glória essencial (Hb. 1.3). Esse acontecimento
serviria para fortalecer a fé dos discípulos, o próprio Pedro confessou que
Jesus era o Cristo, após aquele momento (Jo. 11.40); 2) a glória do Reino de
Jesus – a transfiguração demonstrou a glória do Reino que está por vir (Mt.
16.28), cujo cumprimento visível se dará por ocasião do Milênio (Ap. 19)”.
“Não era uma mudança meramente de aparência, mas era uma mudança
completa, em que a pessoa passa ter outra forma. Na terra, Jesus tinha a
aparência de um homem, mas na Transfiguração, o corpo de Jesus foi transformado
em um esplendor glorioso que Ele tinha antes de vir para a Terra (João 17:5);
Fp 2:6), e que Ele terá quando voltar em glória (Ap 1:14,15).
“Nós só podemos compreender a transfiguração de
Jesus a partir da Sua encarnação. “O Verbo se fez carne e tabernaculou entre
os homens, cheio de graça e de verdade”. Quando o Filho de Deus veio a este
mundo, Ele tomou sobre Si a carne humana e essa carne serviu como um véu sobre
Ele. Por esta razão, enquanto estava na Terra, quando os homens olhavam para
Ele, viam apenas um Homem. Não viam a glória do Filho de Deus porque Ele estava
coberto pelo véu. Aquele véu que cobria a Sua glória, era a Sua carne. Lemos em
Hebreus 10.20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é,
pela sua carne. O mundo não podia ver Sua glória como a glória do Unigênito do
Pai. O que o mundo via era Ele como homem natural, mas Sua glória moral como o
Filho do Homem não podia também ser ocultada. Durante toda a Sua vida, Jesus
estava sob aquele véu (Mc 7.24). Apenas uma única vez em Sua vida aquele véu
foi aberto e a Sua glória brilhou por meio da Sua carne humana, e essa vez foi
no monte da transfiguração. Foi apenas por um período curto de tempo e, então,
aquele véu caiu sobre Ele novamente até que foi rasgado na cruz do Calvário.
Lembramos-nos que, quando Ele foi crucificado, o véu no templo foi rasgado em
dois, de alto abaixo e, então Sua glória foi manifestada plenamente”.
Os objetivos
deste evento foram:
a) Conceder aos dois grandes vultos do passado hebraico “um momento de
intimidade”, um relacionamento com Jesus, tal como os discípulos, tiveram
durante o ministério terreno, haja vista que os dois personagens somente O
conhecia pelas referencias proféticas, enquanto que os discípulos e Israel
foram privilegiados por contemplarem e ouvirem o Cristo encarnado;
b) Revelar a glória do Senhor mesmo antes de sua morte, ressurreição e ascensão, componentes do seu êxodo, pois Jesus se transfigurou, suas vestes tornaram-se brancas, seu rosto resplandeceu como o sol e Deus confirmou a paternidade divina do Filho;
c) Mostrar que Jesus era realmente o Messias tão esperado e para tanto foi dado a Moisés o privilégio de estar presente para confirmar o cumprimento da Lei em Cristo;
d) Conceder a Elias o privilégio de autenticar o ministério profético de Jesus, uma vez que “o objetivo do ministério de Elias concretiza-seem Cristo Jesus , o único
que pode restaurar espiritualmente o ser humano de forma definitiva”;
e) Mostrar aos discípulos que o Messias estava ali e se Elias era condição primordial para que O reconhecessem como tal, ali estava Elias;
f) Conceder a Moisés e Elias dois grandes presentes, pois o primeiro perdeu a benção e não pode pisar na Terra Prometida (Nm 20.10; Dt 3.23-26; 34.4), enquanto que o segundo, até ao seu arrebatamento (2 Rs 2.11) não havia visto Israel completamente restaurado, além do que o caminho para que Jezabel continuasse agindo ficou completamente livre. Moisés estava pisando na terra de Israel e Elias estava contemplando a verdadeira restauração de Israel e da humanidade, Jesus;
g) E manifestar a total aprovação do Pai em relação ao ministério do Filho.
b) Revelar a glória do Senhor mesmo antes de sua morte, ressurreição e ascensão, componentes do seu êxodo, pois Jesus se transfigurou, suas vestes tornaram-se brancas, seu rosto resplandeceu como o sol e Deus confirmou a paternidade divina do Filho;
c) Mostrar que Jesus era realmente o Messias tão esperado e para tanto foi dado a Moisés o privilégio de estar presente para confirmar o cumprimento da Lei em Cristo;
d) Conceder a Elias o privilégio de autenticar o ministério profético de Jesus, uma vez que “o objetivo do ministério de Elias concretiza-se
e) Mostrar aos discípulos que o Messias estava ali e se Elias era condição primordial para que O reconhecessem como tal, ali estava Elias;
f) Conceder a Moisés e Elias dois grandes presentes, pois o primeiro perdeu a benção e não pode pisar na Terra Prometida (Nm 20.10; Dt 3.23-26; 34.4), enquanto que o segundo, até ao seu arrebatamento (2 Rs 2.11) não havia visto Israel completamente restaurado, além do que o caminho para que Jezabel continuasse agindo ficou completamente livre. Moisés estava pisando na terra de Israel e Elias estava contemplando a verdadeira restauração de Israel e da humanidade, Jesus;
g) E manifestar a total aprovação do Pai em relação ao ministério do Filho.
Pedro, Tiago e João, testemunhas oculares
da transfiguração tiveram papéis importantíssimos na igreja primitiva. O
primeiro foi o que “abriu as portas” do Evangelho para os judeus (At 2.14) e
gentios (At 10). O segundo foi o primeiro apóstolo a ser morto por causa do
Evangelho, já que o primeiro mártir da igreja primitiva foi Estevão, que era um
diácono, não fazia parte do colegiado apostólico. O terceiro foi o escolhido para
receber a revelação final e o último a conhecer a morte.
2 – GLÓRIA
DIVINA
É relevante o fato de que Mateus, ao escrever o evangelho aos
hebreus, põe em evidência o fato de que Jesus é o Messias anunciado no Antigo
Testamento. O evangelista registrou, no evento da transfiguração, que “uma
nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). Esta nuvem luminosa, está relacionada com
a manifestação da presença de Deus (Ex 14.19,20; 24.15-17; 1 Rs 8.10-11; Ez
1.4; 10.4). “Esta nuvem não era uma nuvem
comum; era uma nuvem brilhante. Era o “Shekinah” da glória de Deus”. Era a
manifestação da glória de Deus em seu Filho. Sobre isto o professor Francisco de
Assis Barbosa:
“Fisicamente,
Jesus tinha todas as características de um homem; espiritualmente, ele
compartilhava da natureza de Deus. Na transfiguração, sua glória interna
tornou-se visível externamente. Temos que chegar a ver em Jesus a glória de
Deus. Uma razão por que Jesus se tornou um homem foi para manifestar a natureza
de Deus. Jesus é "o resplendor da glória" de Deus e "a expressão
exata do seu Ser" (Hb 1.3). Ele reflete perfeitamente a natureza e o
caráter de Deus. Quando olhamos para Jesus, podemos ver "a glória do
Senhor" (2Co 3.18 – 4.6). A conversa de Jesus com Filipe ilustra estes
pontos [...] (Jo 14.7-10). Jesus é a revelação, a manifestação do Pai (Jo
1.18)”.
Os discípulos, que serviram neste caso de
testemunhas oculares, contemplaram “a glória, a identidade e o poder de Jesus,
como o Filho de Deus” (2 Pe 1.16-18) e ficaram fascinados com aquela visão, mas
como souberam que era Elias e Moisés, que conversavam com Jesus? Foi revelado a
eles?
O fascínio se tornou assombro (cf Dn
10.7-9) quando ouviram uma voz afirmando: “Este é o meu Filho amado, em quem me
comprazo, a Ele ouvi” (Mt 17.5). Rapidamente Pedro, tomando a palavra, disse
que seria bom que construíssem tabernáculos para que ficassem ali, por tempo
indeterminado, mas como estava errado nesta sua colocação não foi atendido,
pois jamais Jesus poderia ser comparado aos presentes ali. Quando ergueram os
olhos não viram nada senão e unicamente a Jesus, o Salvador atestado por Deus.
Tanto Moises como Elias, quando estiveram no Sinai,
presenciaram a manifestação dessa glória. Todavia, não como os discípulos a
vivenciaram no Monte da Transfiguração, (Mt 17.1-2).
II – ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO
1 – TIPOLOGIA
No evento da transfiguração, o texto destaca os nomes de
Moisés e Elias (Mt 17.3). Para a igreja Cristã, Moisés prefigura a Lei enquanto
Elias, os profetas. É perceptível, nessa passagem que Moisés aparece como
figura tipológica. Mateus põe em evidência o pronunciamento do próprio Deus
“Escutai-o” (Mt 17.5), a mesma forma como havia dito Moisés, quando se referiu
ao Profeta que viria depois dele: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta
no meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A
transfiguração revela que Moisés tem seu tipo revelado em Jesus de Nazaré e que
toda a Lei apontava para Ele. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço
escreveu:
“Na cena da Transfiguração, o texto destaca os nomes de Moisés e Elias
(Mt 17:3). Estes eram considerados os dois maiores profetas do Antigo
Testamento. Moisés representava a lei, ou a antiga aliança; ele havia escrito o
Pentateuco e predito a vinda de um grande profeta (Dt 18:15-19). Elias
representava os profetas que haviam predito a vinda do Messias (Ml 4:5,6). A
presença de Moisés e Elias com Jesus confirmava a missão messiânica de Jesus
para cumprir a lei de Deus e as palavras dos profetas de Deus (Mt 5:17). O
aparecimento deles também removia qualquer pensamento de que Jesus fosse a
reencarnação de Elias ou Moisés. Ele não era meramente um dos profetas. Como o
único Filho de Deus, Jesus os sobrepujava grandemente em autoridade e poder.
Além disto, a capacidade que eles tiveram de falar com Jesus, apóia a promessa da ressurreição de todos os crentes”.
2 – ESCATOLOGIA
Enquanto Moisés ocupa um papel tipológico no evento da
transfiguração, Elias aparece em um contexto escatológico, já que ele foi
apresentado como precursor do Messias (Ml 4.5-6), mas não a pessoa de Elias e
sim a virtude, o espírito, a ousadia e coragem. A profecia em questão diz
respeito ao poder e não a pessoa reencarnada. O cumprimento desta Escritura se
aplica à vida de João Batista (Lc 1.17). Assim como Elias, João foi um profeta
de confronto (Mt 3.7), ousado (Lc 3.1-14) e rejeitado (Mt 11.18). A presença do
Batista, o que havia de vir, era uma clara demonstração da messianidade de
Jesus.
A presença dos discípulos, ali naquele evento, foi necessária
para que compreendessem o que já era de conhecimento deles, a respeito da morte
de Jesus. Eles deveriam aceitar aquela informação como parte primordial do
processo de restauração, pois não haveria glorificação (ressurreição e
ascensão), sem a humilhação (morte). Sobre isto o professor Francisco A.
Barbosa escreveu:
“Não devemos ter dúvidas de que esta maravilhosa visão aconteceu com o
propósito de encorajar e fortalecer os discípulos de nosso Senhor. Eles tinham
acabado de ouvir a respeito da crucificação e morte de seu Senhor, do negar a
si mesmos e dos sofrimentos aos quais teriam de sujeitar-se, se desejassem ser
salvos. Agora foram animados por meio de uma breve contemplação “da glória que
os seguiria” (1Pe 1.11) e da recompensa que todos os fiéis servos de Cristo um
dia receberiam. O Senhor lhes fizera ver o dia de sua própria fraqueza; agora
estavam contemplando, por alguns minutos, uma amostra de sua glória futura.
Outra vez, o principal motivo da visão no monte da transfiguração é o de
demonstrar que a Lei de Moisés e todos os profetas do Antigo Testamento tiveram
seu cumprimento na pessoa magnífica do Senhor Jesus Cristo”.
Não restavam
dúvidas entre os discípulos de que Jesus era realmente o Messias, mas a grande
questão era; onde estava Elias, o antecessor, nesta história? João Batista,
antes do batismo de Jesus, já havia dito que não era ele o Elias esperado,
aliás ele disse que nem profeta era (Jo 1.21, cf Lc 16.16).
Elias deveria “voltar antes que o Messias
viesse” com a missão de levar os corações ao arrependimento, mas a questão era
que os discípulos viram o Messias e Elias no monte e questionaram, ente si, a
respeito das obras do antecessor que não foram vista ali. Depois de uma
conversa eles entenderam que João Batista já havia vindo no espírito e virtude
de Elias (Mt 17.13).
III – ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO
1 – O MESSIAS ESPERADO
Tanto os rabinos como o povo comum sabiam que antes do
advento do Messias, Elias haveria de aparecer (Ml 4.5-6; Mt 17.10). O relato de
Mateus sugere que os escribas não reconheceram a Jesus como o Messias, porque
faltava um sinal que para eles era determinante, o aparecimento de Elias antes
da manifestação do Messias (Mt 17.10).
Lição 9 - Congregação do Jd. São Francisco
Domingo estaremos na Congregação do Jd. São Francisco, ministrando a lição 9. Na subsede estará o jovem Wesley em substituição.
Por: Ailton da Silva - Ano IV
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