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domingo, 7 de novembro de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 15

Moisés: O retorno e o salvo-conduto 

O tempo que Moisés ficou em Midiã foi suficiente para os egípcios esquecerem todo o ocorrido? Moisés esperava voltar para se humilhar ou pagar pelo erro? Ou imaginava que seu crime havia prescrito? Jacó também pensava o mesmo em relação ao tempo que ficou em Padã-Arã, certamente imaginava que Esaú tivesse esquecido o passado.

Exilado, sem autoridade, fama, prestigio e mordomias, imaginou ser o seu fim. Ou pior, com todo o conhecimento que possuía terminaria seus dias como um mero e desqualificado pastor de ovelhas como os seus antepassados. Deus teria condições de mudar a sua situação da mesma forma como fizera com os patriarcas[1] Abraão, Isaque, Jacó e José.

Casado[2], vida tranquila, sequer imaginava o retorno. Durante o tempo em que ficou em Midiã deixou de lado sua estúpida e desnecessária valentia e adquiriu outras qualidades que usaria por na presença de Faraó, durante as suas visitas para solicitar a saída dos hebreus do Egito.

Os primeiros quarenta anos de sua vida, no Egito, pensou ser alguém privilegiado, os outros quarenta, em Midiã, aprendeu que era um nada e estava prestes a descobrir o que Deus poderia fazer com um ninguém em pleno deserto.

Aos oitenta anos contemplou algo que poderia ser considerado como uma visão qualquer, mas se tornou especial a partir do momento que demonstrou interesse, pois ao se virar para enxergar melhor não se preocupou com as consequências, decisões, rebanho, riqueza, família, etc. Queria ver melhor tudo aquilo. Somente um líder nato seria capaz de entender, outros poderiam tê-la como uma miragem ou alucinação. Aquela visão selou a sua chamada e trouxe em sua mente a imagem do povo sofrido, clamando por socorro.

O sofrimento e escravidão dos hebreus não tiravam as prerrogativas de nação santa e escolhida, da mesma forma como a sarça continuava intacta, diante do fogo, assim aquele povo ainda permanecia vivo no coração de Deus.

Era uma simples árvore entre muitas que existiam ali, que ardia em chamas sem ser consumida. Deus se manifestava a Moisés de uma forma sublime para impressioná-lo na simplicidade, pois qualquer ser humano que desejasse impressionar alguém, usando a natureza e o fogo, certamente destruiria a sarça, os campos, a floresta, o próprio Moisés, a vida e o planeta, enfim tudo. Assim se deu o primeiro encontro do futuro libertador com o seu Deus[3].

Como aquele jovem, que tinha livre trânsito nos palácios egípcios, desejou ter visto esta sarça antes. Como poderia ter sido bem mais útil na sua mocidade, no auge de sua valentia.

A experiência é um requisito necessário para enfrentarmos as adversidades durante a nossa trajetória, justamente o que faltou para Joquebede e Moisés na borda do rio, dentro do cesto nos seus tenros três meses de idade, mesmo que quisessem não poderia fazer nada. Na sua juventude não demostrava maturidade suficiente para ser usado, alias neste período de sua vida ainda era uma criança perto da firmeza demonstrada no deserto, enquanto guiava os hebreus rumo a Terra Prometida.

Muitos poderiam ver aquela árvore tomada pelo fogo, mas vê-la intacta não era para qualquer um. Através da confirmação de sua chamada Moisés cometia outro assassinato, acabava de matar o seu eu interior, suas aspirações e objetivos pessoais, agora teria somente o desejo de realizar a obra de Deus.

continua...



[1] Deus honraria o quinto patriarca e mudaria sua vida tal como honrou e mudou a vida dos os quatro anteriores.

[2] Moisés casou-se com Zípora, midianita e José com uma egípcia.

[3] O próximo encontro, no mesmo monte aconteceria logo após a saída do Egito (Ex 3.12, caps 19-31) e foi muito especial, tanto quanto este. 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 5

5ª MURMURAÇÃO: MOTIVO: A SUPOSTA FALTA DE LÍDER 

Um dos maiores zelos de Israel é fazer menção dos grandes patriarcas do passado, Abraão, Isaque e Jacó, mas durante a caminhada no deserto quase perderam esta referência histórica. Por muito pouco quase ficariam conhecidos como filhos de Moisés, Gérson e Eliezer e não de Abraão, Isaque e Jacó como gostam (Mt 3.9). 

“... a partir de ti farei uma nova nação” (Ex 32.10). 

Moisés ouviu esta proposta de Deus, mas rapidamente pensou: “Esta promessa foi feita a Abraão e não posso dizer sim”. Caso aceitasse estaria anulando a história e importância de Abraão (Gn 12.1-2), Isaque (Gn 21.12b), Jacó (Gn 49.28) e José (Gn 50.25), mas por outro lado assumira uma nova posição no plano de restauração da humanidade. Seu nome seria grande, eternizado e respeitado em todas as gerações.

Deus estava testando Moisés para ver até onde iria o seu amor pela obra, pelas ovelhas e ver se tinha outros objetivos que não a condução do povo até Canaã, mas enquanto pensava na resposta, provavelmente o inimigo deve ter atacado a mente do patriarca para influenciá-lo.

A resposta deveria ser com muita sabedoria, pois caso dissesse sim, brincando, não haveria tempo hábil para consertar o seu erro. A grande questão, na mente do patriarca, era visualizar garantias de que a nova geração pudesse ser diferente das anteriores.

A geração antediluviana foi marcada pela maldade que havia no coração do homem (Gn 6.5) a ponto de Deus se arrepender de tê-lo criado.

A geração pós dilúvio também errou, pois deixou nascer no coração a idolatria (Gn 10.8). Ninrode foi o grande responsável, pois foi exaltado, idolatrado pela sua habilidade de caçador. Seu reino e ensinamentos se iniciaram em Babel e se espalharam pela Assíria e resto do mundo.

A geração pós Sodoma e Gomorra também errou, pois as filhas de Ló deram origem, através do incesto, aos moabitas e amonitas (Gn 19.37-38). As irmãs imaginaram que não existiam mais varões segundo os seus costumes, no entanto, não perceberam que os pretendentes estavam do outro lado do rio Jordão, na família do tio Abraão. A benção estava além das divisas daquelas terras e não ao lado delas, como imaginavam. Este filme passou pela mente de Moisés, por isto sua resposta não foi imediata.

Em vez de sonhar com a fama, resolveu suplicar, clamar e zelar pelo povo que Deus havia confiado em suas mãos. Qualquer outro teria feito o contrário, mas esta reação foi demonstrada pelo grande patriarca, pois havia aprendido com o tempo, no entanto se tivesse recebido esta proposta em outro período da sua vida, certamente pensaria e diria sim.

Nos seus primeiros quarenta anos de vida (Ex 2.11-15a) conheceu de perto o sofrimento do seu povo. Aprendeu muito com os egípcios, com suas histórias, conquistas e festas. Realmente não estava preparado para a obra de Deus.

Se esta proposta tivesse sido feita durante a sua juventude, fatalmente aceitaria, pois se sentia grande, forte, conhecedor dos mistérios seculares, observador, tinha boa relação com seu entorno, calculista que não se sentia acusado pela sua consciência. Mesmo diante destas qualificações, temeu a afronta de um simples escravo hebreu quando foi ameaçado (Ex 2.14) e em menos de vinte e quatro horas transitou da valentia à covardia.

Nos quarenta anos seguintes, Moisés viveu nas terras de Midiã (Ex 2.15-22; At 7.29), nas proximidades do Sinai. Foi o tempo suficiente para que desaprendesse tudo o que havia aprendido no Egito, mas ainda não estava preparado para a grande obra de Deus.

De príncipe a pastor de ovelhas nas montanhas e diante da mudança brusca do padrão de vida certamente diria não para a proposta de Deus em fazer dele uma grande nação ou diria sim, justamente para recuperar o status que havia deixado no Egito.

Além do mais era grande a distância que o separava do Egito e havia ainda outros pormenores que deveriam ser resolvidos antes de dizer sim ou não para Deus.

Eram dois os seus grandes problemas, a valentia, por vezes usada de forma desnecessária e a sua condição psicológica, pois se dissesse sim para Deus seria somente para se vingar do Egito e nada mais.

 

A MURMURAÇÃO

Apenas um momento em que ficaram sozinhos foi o suficiente para que os hebreus se rebelassem. A falta de Moisés, por um poucochinho de tempo apenas, desesperou aquele povo.

O estopim desta crise foi o sumiço de Moisés, que estava no Sinai, junto a Deus recebendo a revelação da Lei.

O que poderiam pensar diante da falta de noticias? Não sabiam se o líder estava morto ou vivo, por isto procuraram Arão, que estava respondendo temporariamente pelo povo e cobraram atitudes, como se estivessem diante do responsável, no entanto, por não possuir a mesma força e espírito de liderança que seu irmão, não conseguiu convencê-los sobre a possibilidade do retorno de Moisés.  

“Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão, e disseram-lhe: Levanta-te, faze nos deuses, que vão adiante de nós, porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu” (Ex 32.1).

 Arão cedeu e foi conivente com o pecado do povo, pois cooperou para a mais vergonhosa forma de idolatria. Esta foi a primeira vez que trocaram de deus após a saída do Egito. 

“Fizeram um bezerro em Horebe, e adoraram a imagem fundida. E converteram sua glória na figura de um boi que come erva. Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito” (Sl 106.19-21). 

Fizeram uma escultura de ouro com suas joias, atribuindo-lhe toda a glória, honra e louvor, pois acreditaram na intervenção deste novo deus para que ocorresse a libertação do Egito. Esqueceram dos milagres vistos até então e aborreceram a Deus, que ali mesmo desejou destruí-los.

Este foi o primeiro “natal[1]” dos hebreus em pleno deserto. Neste dia um bezerro de ouro conseguiu laçar uma nação inteira.

Boa parte da riqueza ganha na saída do Egito (Ex 12.35-36), cumprimento das profecias entregues a Abraão (Gn 15.14) foi perdida, pois doaram (Ex 32.2) seus pendentes e vasos de ouro para os artistas idólatras. Afinal o bezerro deveria ficar bem bonitinho. Como gastaram naquele dia para comemorarem o nascimento do falso deus.

continua...



[1] Natal: nascimento de um deus, todos os anos, entre os humanos na atualidade.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 17

OS ÚNICOS E VERDADEIROS VITORIOSOS 

1. RELAÇÕES DE VITORIOSOS – “OS QUE”:

  • Retornaram com Zorobabel (12.1-26) e Esdras (Ed 8).
  • Retornaram do cativeiro (7.6-66);
  • Trabalharam na reconstrução (3.1-32);
  • Retornaram com Esdras (8.1-36);
  • Serviram como obreiros local (8.4);
  • Ensinavam e explicavam a Lei (8.7; 9.4-5);
  • Firmaram o concerto (10.1-28);
  • Habitavam em Jerusalém e em toda Judá (11.1-36);
  • Participaram da dedicação dos muros (12.31-42).

 

2. RELAÇÃO DE DERROTADOS – “OS QUE”:

  • Casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10.18-44);
  • Profanaram o sábado através do comércio e trabalho;
  • Se aparentaram aos opositores;
  • Concederam privilégios aos opositores.

 

3. NEEMIAS E OS GRANDE VULTOS BÍBLICOS:

Neemias, o líder que mudou a história de Israel e um dos maiores da história sagrada. De copeiro do rei a governador de Jerusalém.

Em curto espaço de tempo saiu do anonimato e se tornou um grande exemplo para a igreja. A integridade foi uma das principais características de sua vida. Um exemplo de lealdade, pois sempre agiu como um verdadeiro líder guiado e orientado por Deus. Não mediu esforços para que os judeus conhecessem e se mantivessem íntegros. Suas atitudes (13.25) não o qualificava como extremista, muito pelo contrário, foi zeloso durante a sua estadia em Jerusalém. Entendeu que aquele povo necessitava de ajuda e que era o preparado para esta missão.

“Mui zeloso pela lei foi Neemias”, lutou contra o mal, atrapalhou os planos dos opositores, que impediram a reconstrução espiritual do povo.

Levantou os muros, as portas, foi um trabalhador incansável, exemplo para muitos, defensor da justiça, honesto, integro, piedoso e convicto. Quem foi capaz de mudar sua opinião ou pensamento durante a sua administração? Este homem duro, sério e corajoso, se derramava diante de Deus em clamor por todos (1.4-11).

Copeiro do rei Artaxerxes, abriu mão de todas as vantagens que o cargo lhe oferecia e atendeu ao chamado de Deus para a sua vida. Distante da cidade sim, mas não da história de seus antepassados e de Deus.

Ao ouvir a noticia sobre a situação da cidade, em vez de se lamentar, clamou a Deus pela mudança. Renunciou a tudo e após uma longa viagem deu inicio aos trabalhos e durante o progresso da reconstrução Deus foi, aos poucos, lhe revelando qual realmente seria a sua missão naquele lugar.

Talvez Hanani, o porta voz, que levou as notícias a Neemias, tenha recebido de Deus esta incumbência. Sua missão especifica e direta, seria abalar os fundamentos do futuro líder, que estava por enquanto no anonimato. Certamente a vida dele não foi a mesma depois daquela conversa.

Em nenhum momento Neemias foi conivente com o pecado do povo. Não se conformou com a situação que encontrou logo em sua chegada. Não era somente a miséria material que estava visível, havia algo mais por trás de tudo. Sempre denunciou os desmandos e desvios, combateu de frente os que estavam prejudicando a sua missão e não temeu as represálias.

Neemias sempre se portou como um verdadeiro líder preocupado com a situação espiritual do povo. Não se aproveitou da posição como os anteriores, mas foi exemplo em tudo.

Neemias administrou todos os recursos disponíveis com honestidade, transparência e sabedoria (5.9-12). Desta forma ele não encontrou dificuldades para atingir seus objetivos.

Soube trabalhar o emocional do povo, motivando-os, não procurou logo de principio exercer o seu poder de governador, mas sim exerceu a sua autoridade, pois sabia que o trabalho seria árduo e necessitaria da ajuda de todos.

A sua administração foi correta e a sua liderança foi reconhecida, pois todas as vezes que conclamou o povo ao trabalho, foi prontamente respondido.

O viver de Neemias e a sua conduta não poderiam, em nenhum momento, serem questionados pelos judeus ou até mesmo pelos opositores. Isto era o mínimo que o cargo exigia.

 

a) Neemias x rainha Ester:

De uma hora para outra o trono foi tirado da rainha Vasti (Et 1.19), pois se recusou comparecer diante dos convidados do rei Assuero. Uma oportunidade surgiu para as moças do reino que poderiam se beneficiar pela vacância daquele cargo.

Dois vultos importantíssimos no plano de Deus saíram do anonimato justamente em um momento calamitoso, mas tudo isto não impediu que Neemias e Ester, igualmente, trabalhassem em favor dos judeus, demonstrando todo o amor e zelo pelo povo e história dos antepassados (Ne 2.10b; Et 7.3). A cidade semi-destruída, sem perspectiva e aquela tragédia pessoal na vida da destituída rainha foram os cartões de apresentação destes dois grandes servos de Deus. 

Neemias poderia ter ficado com seu trabalho secular, com as vantagens e Ester, já direcionada ao trono poderia somente ter se preocupado com sua família, seus interesses pessoais, vaidade, mas o primeiro preferiu a viagem longa e cansativa, enfrentou os opositores, mentiras, ameaças, reclamações e erros, enquanto que a segunda arriscou a própria vida para salvar boa parte da nação.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Grandes verdades em poucas palavras - 0042


“Mistério é simplesmente o nome de nossa ignorância; se fôssemos oniscientes, tudo seria perfeitamente claro”. Tryon Edwards

“Digam-me quais são os sentimentos dominantes que ocupam a mente de seus jovens, e eu direi qual será o caráter da próxima geração”. Edmund Burke

”Creio que os jovens de hoje são indiferentes à igreja não porque esta exigiu demais deles, mas porque exigiu de menos”. Mort Crim

“A vida cristã é uma maratona moral”.

“A morte, para o cristão, é uma baixa honrosa nas batalhas da vida”. Anônimo

“A morte não passa de um incidente físico em uma carreira imortal”. Anônimo

“A morte não é a extinção da luz; é o apagar da lâmpada com a chegada da aurora”. Anônimo

“O que é a morte senão o enterro dos defeitos?” Ambrósio

“A morte é uma bênção, pois dá fim a todas as tentações”. François Fenelon

Satanás pode perseguir o cristão até às portas da morte, mas não pode continuar depois dali”. David. C. Potter

“A morte é o funeral de nossas tristezas”. Thomas Watson

“Em um funeral, enterramos algo, não alguém; aquilo que baixa à sepultura é a casa, não o inquilino”. Verna Wright

“Nossa morte foi preparada desde que nossa vida foi concebida”. William Gurnall

“Para um santo, a morte não é nada mais do que tirar uma linda flor do deserto e plantá-la no jardim do paraíso”.Thomas Brooks

“A morte é simplesmente a passagem de uma prisão para um palácio”. John Bunyan

“Muitas vezes a morte está tão perto das costas do jovem quanto da face do velho”. Thomas Brooks

“Pode-se viver como vencedor, rei ou magistrado, mas sempre se morre como homem”. Daniel Webster

“Aquele cuja cabeça está no céu não precisa ter medo de colocar os pés no túmulo”. Matthew Henry

“Estou empacotado, selado e esperando o transporte”. John Newton

“A morte pode ser a rainha dos terrores, mas Jesus é o Rei dos reis”. Anônimo


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos.

Apresentação

Abraão, um homem comum que se tornou um exemplo para todos. Um nome respeitado nas principais religiões do mundo. 

Fez parte do grupo dos grandes patriarcas de Israel, juntamente com seu filho Isaque, seu neto Jacó, seu bisneto José e Moisés.

Abraão abandonou família, terras, posses e creu na promessa maior, mesmo sem contemplar o seu destino. Recebeu um grande livramento durante o sacrifício não consumado de seu filho Isaque.

Enfrentou momentos difíceis, solidão, medo, mas nunca recuou. Sua esperança foi muito maior que a incredulidade de sua esposa. Soube esperar o crescimento espiritual de todos que estavam ao seu redor.

Quase ao final da carreira, preparou o caminho para seu filho sucedê-lo, sem nunca descuidar do futuro, pois sabia que sua descendência veria o cumprimento do que havia sido prometido por Deus, como de fato correu.

O grande patriarca, durante sua trajetória, nunca foi ameaçado por algum inimigo externo, tampouco enfrentou doenças ou problemas em seu recolhimento. Morreu farto de dias, com idade avançada e com vigor para suportar ainda mais.


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Eclesiologia - aula 2

III – A IGREJA MEDIEVAL

1) PROGRESSO PAPAL

O termo "papa", usado, com respeito para se referir a qualquer bispo, independente se fosse ou não de Roma, a capital do império, no entanto, os bispos desta cidade se colocavam em posição de destaque. Aos poucos, os papas foram se investindo de autoridade monárquica. Segundo a tradição romana, o primeiro papa da Igreja foi Pedro, sendo seguido por outros.

 

 

IV – A REFORMA PROTESTANTE

1) A PRÉ REFORMA

Nos séculos 14 e 15 surgiram movimentos de protestos contra as práticas e ensinos de lideres da Igreja medieval. Alguns destes líderes ficaram conhecidos como pré-reformadores, João Wycliff (1325-1384), João Huss (1372-1415) e Jerônimo Savonarola (1452-1498), que lutaram contra as superstições, adoração a santos, celibato, venda de indulgências, além de se posicionarem contra as irregularidades e imoralidades do clero.

2) A REFORMA

A Reforma teve inicio na na Alemanha e se espalhou pelo norte da Europa, resultando em desobediência nas Igrejas nacionais que não mais prestaram obediência a Roma. Os principais nomes deste movimento não foram sacerdotes nem monges, mas sim leigos, espe­cialmente na Itália. Históricamente o inicio da grande Reforma, se deu a partir de 31 de outubro de 1517. Martinho Lutero, na manhã desse dia, fixou na porta da Catedral de Wittenberg, um pergaminho contendo as noventa e cinco teses ou declarações, quase todas relacionada com a venda de indulgências e que também atacavam a autoridade papal e sacerdotal. Lutero foi excomungado pelo papa Leão X, em junho de 1520 e seus ensinos foram condenados. 

Lutero foi convocado para comparecer ao Concílio Supremo do Reno e em 1521 foi concedido um salvo-conduto pelo imperador Carlos V para se retratar. Sua resposta foi: "Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém." A reforma da Igreja rapidamente se espalhou. Na Itália e Espanha, os reformadores foram sufocados impiedosamente. Na França e nos Países-Baixos havia algumas incertezas, entretanto ao Norte a nova religião se despontava como forte opositora à Igreja romana.

3) A CONTRA-REFORMA

A Igreja romana, iniciou um esforço para recuperar o espaço perdido na Europa. A intenção era destruir a fé protestante e enviar missões católico-romanas a países estran­geiros. Esse movimento foi chamado de Contra-Reforma. O protestantismo desvinculou as Igrejas de Roma e surgiram novas Igrejas governadas por si mesmas, assumindo diferentes formas de governo: episcopal, presbiterianas e congregacionais.

  

V – A TRAJETÓRIA DA IGREJA PÓS REFORMA

1) LUTERANOS

Após a Reforma algumas Igrejas na Alemanha e nos países escandinavos se organizaram e ficaram conhecidas como Igrejas Luteranas e não se limitaram apenas às suas fronteiras, pois chegaram aos Estados Unidos, por volta do século XVII. Em 3 de maio de 1824, foi oficialmente fundada a primeira Igreja luterana no Brasil, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

 

2) PRESBITERIANOS

Presbiterianismo, do grego presbyteros, que significa literalmente "ancião", é um tipo de governo comum as Igrejas protestantes após a Reforma e com forte influencia principalmente na Suíça, Escócia, Países Baixos, França e porções da Prússia,  Irlanda e, mais tarde, nos Estados Unidos. As Igrejas que adotaram esta forma de administração, em detrimento ao episcopal, ficaram conhecidas como Igrejas presbiterianas.

 

3) PURITANOS

Os puritanos, grupo protestante radical dividido entre si, pois uma parte desejava a forma presbiteriana de administração das Igrejas e outra parte era a favor de independência de cada grupo, que ficaram mais tarde conhecidos como "independentes" ou "congregacionais".

 

4) METODISTAS

John Wesley, em 1739 começou a pregar "o testemunho do Espírito" e fundou sociedades a partir daqueles que aceitavam os seus ensinos. Mais tarde, enviou pregadores por todos os lugares, principalmente nas colônias norte-americanas. Os seus seguidores ficaram conhecidos como "metodistas". Na Inglaterra foram chamados de "metodistas wesleyanos".

 

5) BATISTAS

Os batistas são congregacionais, ou seja, cada Igreja local é absolutamente independente, fixando suas próprias regras. Sobre a origem, o mais aceito, é que se trata de um grupo de dissidentes ingleses no século XVII, que desejavam liberdade religiosa, porém alguns acreditam que os batistas surgiram do ministério de João Batista, outros acreditam que vieram dos Anabatistas, após a reforma protestante.


6) MOVIMENTO PENTECOSTAL

Dez dias após a ascenção de Cristo ao céu (50 dias após a Páscoa), todos estavam esperando no cenáculo, unânimes, a promessa. Na 3ª hora (9 horas da manhã) deu-se inicio a inauguração do movimento pentecostal (At 2).  As nações ouviram a mensagem de Deus e entenderam, cada uma na sua própria língua. Aquela, realmente, foi a festa de Pentecostes, pura gratidão pela colheita iniciada. Assim, a descida do Espírito Santo somente poderia ocorrer, mesmo, nesta festa. Era o começo do movimento e o Espírito Santo sempre esteve relacionado com o mover, como vemos desde a Sua primeira aparição no texto sagrado (Gn 1.2). A expressão pentecostalismo passou a ser utilizada na década de 60, nos Estados Unidos, e serve justamente para distinguirmos os movimentos.

a) Classificação do Pentecostalismo

  • 1ª geração ou históricos – Surgidos na primeira década do seculo XX (Assembléia de Deus e CCB);
  • 2ª geração - surgidos a partir da década de 50 (Quadrangular, Brasil para Cristo, Casa da Bênção, Deus é Amor);
  • Neo-igrejas pentecostais (novas igrejas pentecostais e não novo pentecostes) – surgido a partir da década de setenta sendo a principal a Universal do Reino de Deus. Estes novos movimentos se baseiam em uma doutrina conhecida como a confissão positiva, também chamada Teologia da Prosperidade. 

Os neopentecostais formam um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual. São mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais, mas são oriundos de diissidências, com forte apelo esotérico e místico, além de praticarem o sincretismo religioso. Incorporam em suas liturgias práticas místicas e antibiblicas.

b) O verdadeiro pentecostalismo

  • Aceitam a soberania e os mistérios de Deus (At 2.2-13);
  • Conservam e aplicam com pureza a sã doutrina (At 2.42);
  • Acreditam na atualidade da concessão e uso dos dons Espirituais;
  • Cumprem o “ide” sem restrições, com coragem (At 2.14);
  • Comprometimento com a santidade e aperfeiçoamento dos santos;
  • Aguardam nas promessas de Deus (Lc 24.49);
  • Obedecem aos mandamentos de Deus (At 2.1). Ao permanecerem reunidos no mesmo lugar anularam a vontade própria;
  • Cresce numericamente e em qualidade (At 2.37-42). As conversões vieram pela pregação de Pedro e não pelas línguas estranhas.

c) Doutrinas cristãs pentecostais básicas

  • Pecado original, pena eterna, salvação pela fé e santificação;
  • Ênfase a doutrina do batismo com o Espírito Santo e dons espirituais;
  • Aproveitamento do leigo na igreja com oportunidades e testemunhos;
  • Cânticos acompanhados ou não por palmas;
  • Doutrinas escatológicas;
  • Arrebatamento da igreja antes da Grande tribulação;
  • Vinda de Jesus em duas fases distintas;
  • Algumas Igrejas são rigorosas nos usos e costumes.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)