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domingo, 22 de julho de 2012

Segunda parte da lição: Tópico - a violência na sociedade atual.

 Deixei este tópico da lição a cargo da Profª Talita. O projeto é com o tempo separar as classes, circulo e jovens.











Por: Ailton da Silva

sábado, 21 de julho de 2012

O medo da solidão é menor que o desejo de ser o maior


Qual a origem da violência? Após a expulsão? Nos primeiros dias de convívio em grupo? No seio da primeira família? Entre dois irmãos? Os únicos amigos da época (?).

O medo da solidão foi menor que o desejo de ser o maior. Então a expulsão do paraíso não foi capaz de resolver os problemas da humanidade, recém formada? A convivência fora do paraíso serviu para grifar ainda mais os erros do homem.

Imagino os pais diante de um corpo inerte na terra, algo inédito para eles, sem atitude e um pouco mais atrás estava o irmão imaginando que Abel estivesse simulando aquela situação. Ou estava arrependido? Triste? Talvez naquele momento de reflexão, ele tenha feito propósitos com Deus ou exposto o desejo de mudança, pois é assim que acontece quando estamos diante dos “inertes” parentes, amigos ou conhecidos.

Para quem já havia respondido de forma insolente ao próprio Deus, como estaria arrependido ou demonstrando algum outro sentimento humanitário? Ele não via a hora de tudo aquilo terminar para dar continuidade a sua vida.

“E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão”? (Gn 4.9)

Pelo menos poderia ter demonstrado uma dor pela perda do grande amigo, do irmão ou então porque não buscou o perdão de Deus? Certamente conheceria uma parcela da misericórdia Divina.

A fuga foi a solução encontrada por Caim e para trás deixou os pais sem filhos[1], preocupados com a atitude do então “único filho”, até ao nascimento de Sete (Gn 4.25), o percussor de uma geração que começou a buscar a Deus (Gn 4.26). Esperança para o caído homem?

Então, a grossos olhos, poderíamos dizer que a partir deste momento o grande problema da humanidade, até então, estava com os seus dias contados? O homem voltou a se aproximar de Deus, certamente reconheceria seus erros e voltaria à comunhão perdida no Éden, pelo menos esta seria a lógica.

Segundo Josefo, havia na terra, duas raças, dois grupos de pessoas, assim como frisamos acima, a geração de Sete, os filhos de Deus (conforme Gn 6.2) e a geração marcada de Caim (Gn 4.15), os filhos do homem (conforme Gn 6.2), mas um dia, estas duas gerações se encontraram e se misturaram. A mistura gerou a multiplicação da espécie e da violência.

“Nessa época, havia duas raças distintas: a descendência de Sete e a de Caim. Os expositores modernos, em sua maioria, concordam que os "filhos de Deus", citados em Gênesis 6.2, constituíam a descendência de Sete, e os "filhos dos homens", a descendência de Caim”. JOSEFO (Livro primeiro, capítulo 2).

Então a fuga e o isolamento do primeiro homicida não resolveu o maior problema da humanidade? Pelo contrário, parece que aumentava ainda mais o fascínio humano pela maldade. Os lugares por onde, ele disseminou o mal que havia em seu coração. A sua história não era segredo para ninguém.

Depois de haver atravessado diversos países, Caim estabeleceu residência em um lugar chamado Node, onde teve vários filhos. No entanto o castigo, em vez de torná-lo melhor, fê-lo, ao contrário, muito pior. Abandonou-se a toda sorte de prazeres e até usou de violência, apoderando-se de bens alheios para enriquecer-se. Reuniu homens maus e celerados, dos quais se tornou o chefe, e ensinou-os a cometer toda espécie de crimes e de ações ímpias”.

“Eis como a posteridade de Caim chafurdou-se em toda espécie de crimes. Não se contentaram em imitar os de seus pais, mas inventaram outros. Entre eles, havia assassínios e latrocínios, e os que não mergulhavam as mãos em sangue estavam cheios de orgulho e de avareza. JOSEFO, (Livro primeiro, capítulo 2).

Quem sabe o extermínio da raça humana pudesse resolver o problema da maldade? Deus não via mais com bons “olhos” a sua criação, por isto resolveu por fim a tudo (Gn 6.5), mas era preciso conservar uma semente, para que a partir desta aparecesse uma nova geração, diferente daquela corrompida e maldosa.

A semente escolhida foi boa (Gn 6.9), pois Noé havia achado graça aos olhos de Deus, algo extremamente difícil para os moldes sociais da época. Diante de toda aquela corrupção existia ainda um fiel, um que buscava a Deus e que se apartava do mal, aliás sempre houve e sempre haverá, pois Deus nunca ficou ou nunca ficará sem testemunho na Terra (I Rs 19.18; Ap 7.1-9; 11.1-3).

Após a saída da arca, aquela família voltou a sua rotina e não demorou para que voltassem a tona os velhos e conhecidos problemas da raça, a violência e maldade, mas com uma nova roupagem, uma nova conotação, que muitos poderiam até classificar como normal, aceitável ou insignificante:
a) Uma falta de respeito por um grande patriarca. Isto fundamentou a origem semita e a posição elevada de Israel (Gn 9.26) e por outro lado consolidou a constante presença ao seu redor de seus “inimigos” (Gn 4.25);

b) Uma afronta a um trabalhador, que se alegrou pela colheita (Gn 9.20). O trabalho, sucesso e prosperidade eram somente seus ou também de seus filhos? Porque então também não se reuniram a ele para juntos comemorarem o fruto da terra?

c) Uma violência moral contra o próprio pai (Gn 9.22). Três filhos, com atitudes diferentes, que agiram como aqueles dois grupos de pessoas que havia na terra, antes do dilúvio (os filhos de Deus e os filhos do homem), pois um não honrou o pai (Gn 9.22), enquanto que os outros dois não permitiram a desonra, a chacota, os risos, a vergonha, o rótulo, a discriminação e qualquer outra consequência que este tipo de violência provoca no homem.

Naquele dia todos estavam reunidos e contemplaram a alegria de Noé, mas também conheceram um novo tipo de violência, a moral, que em muitos casos é pior que a física, pois traumatiza, tanto quanto, causa ferimentos profundos, consequências que somente são sentidas no futuro, por outras gerações.

O Maligno conseguiu entender desta forma e por isto mudou os seus planos. A violência física é fácil de se identificar e evitar, mas a moral, a cruel, a violência branca é muito pior e maléfica.

Portanto o dilúvio também não resolveu o velho problema da humanidade, pois a maldade ainda imperava e até piorou. Somente o Sacrifício vicário de Jesus, pode resolver os traumas causados pela violência social, que tão de perto nos rodeia.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004

[1] Partindo do princípio da primeira família ser constituída por 4 pessoas.

Por: Ailton da Silva

Cultos de jovens: hoje e amanhã



Hoje a noite culto dos jovens do setor 42, na congregação do Jd São Francisco. Estaremos na direção do culto, auxiliando os líderes das congregações.


Amanhã estaremos cooperando no culto de jovens da Congregação do Jd. Maria de Lourdes.
mensagem: "Muito prazer, eu sou Davi", mas antes Saul perguntou para Abner e para os soldados de quem era filho aquele jovem (I Sm 17.55-58) e ninguém soube responder, mas ele sabia quem era Davi, estava fazendo graça.

por: Ailton Silva

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Como superar os traumas da violência social. Plano de aula


E SE FOSSE COM VOCÊ?
VIOLÊNCIA – AÇÕES INÉDITAS
VIOLÊNCIA – A VEDETE DA MÍDIA
LEIS HUMANAS INIBEM A VIOLÊNCIA?
LAMEQUE – ADORADOR DA VIOLÊNCIA
EMOÇÃO + MÁ INTENÇÃO = VIOLÊNCIA
VIOLÊNCIA – A RECÍPROCA É VERDADEIRA?
VIOLÊNCIA – PRENÚNCIO DO FIM DO MUNDO? GN 6.7

TEXTO ÁUREO
 “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência(Gn 6.11).

VERDADE PRÁTICA
A Igreja de Cristo deve acolher, com amor e hospitalidade, toda pessoa vítima de violência.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 6.5-12.
5 - E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
6 - Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.
7 - E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
8 - Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.
9 - Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.
10 - E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
11 - A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.
12 - E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
  • Violência: resultado direto da rebelião no Éden;
  • Caim inaugurou a violência na terra. O primeiro homicida;
  • Ele incentivou a outros. Lameque louvou seus crimes;
  • Atualmente, vivemos dias semelhantes aos de Noé;
  • Todas as pessoas estão sujeitas à violência;
  • Tortura psicológica e assédio moral, ambos danosos;
  • A igreja deve amparar as vitimas da violência;
  • Auxiliando, com ações para que superem os traumas;
  • Eles necessitam de conforto espiritual, moral e emocional
INTRODUÇÃO
A violência ocupa grande parte dos noticiários e aflige a todos, independente da classe social, idade, formação e ou religião. É um dos mais sérios problemas enfrentados pela sociedade. Sua origem é espiritual e data dos primórdios da humanidade. Para entendê-la é torna-se necessário uma análise a partir deste raciocínio.

O afastamento de Deus, provocado pelo pecado, abriu as portas para a violência e desde então o homem vem sendo acompanhado por este grande mal. O primeiro caso foi visto na família adâmica (Gn 4.8) e nunca mais parou de se manifestar na raça humana. Caim, Lameque, pré diluvianos (Gn 4.23) e Ninrode, pós dilúvio (Gn 10.8), nos mostra que a humanidade não ficou livre da violência, mesmo com este grandioso evento. Este foi um dos motivos apresentados por Deus para por um fim a existência do homem (Gn 6.13; 10.8).

A situação saiu do controle a partir do momento em que o homem passou a viver em sociedade, pois o desejo pela sobrevivência, a auto busca pelo poder, a organização humana, o aparecimento de costumes, tradições e culturas, favoreceu o uso da força ou da violência para atingir os seus objetivos.

A Palavra de Deus nos ensina a agirmos a fim de vencermos os traumas provocados pela violência, já que vencê-la em si, é algo que está muito além da nossa capacidade. Luciano de Paulo Lourenço em seu subsidio semanal disse o seguinte:

“Em nossos desditosos dias, a violência surge como o sol, dificilmente escapamos de sua presença. Ela está abrigada pela impunidade, porque as autoridades perderam a sua força, a sua moral, pelo mau exemplo que a cada dia nos chega ao conhecimento pelos meios de comunicação. O homem bom se torna prisioneiro em sua própria habitação e o perverso anda lisonjeiramente como que a zombar do infortúnio dos honestos e humildes, caracterizando-se assim um claro e preocupante paradoxo humanitário. Todo esse quadro, gera no homem insuportável aflição, desassossego, insônia, apatia, desânimo, ao ponto de muitos perderem a vontade de viver.  Nesse momento, surge uma grande e desesperadora interrogação: a quem recorrer? Quem pode se levantar em auxílio dos desesperados e aflitos? Olhando no plano horizontal, ou seja, buscando auxílio no homem, frustramo-nos e ficamos desolados. Até porque a Palavra de Deus nos afirma: “...vão é o socorro  do homem” (Sl 60:11). Resta-nos a única fonte capaz de não somente nos livrar da desgraça da violência, mas também nos proporcionar alívio quando ela nos acometer. Essa Fonte é Jesus Cristo (Deus Conosco – Mt 1:23)) e o Espírito Santo (o Sumo Consolador da Igreja – João 16:7,13). Superar os traumas da violência é um desafio e um exercício de fé em Deus. Que Ele nos ajude”!

I. A VIOLÊNCIA IMPERA SOBRE A TERRA
1. A ORIGEM DA VIOLÊNCIA.
A violência é resultado da rebelião de Adão e Eva contra Deus (Gn 3.4-24; 6.5). As consequências não demoraram, pois seus filhos, ao apresentarem ofertas ao Senhor, se depararam com o primeiro ato violento da humanidade (Gn 4.3-5). Movido pela inveja, que não nasceu no momento da rejeição da oferta, mas que veio sendo alimentado por algum tempo, Caim matou seu irmão Abel. Levado por suas más intenções, que aliada à sua emoção, protagonizou o primeiro homicídio da história.

Mesmo sendo uma consequência do erro humano, é notório a ação e interesse do Maligno para que o ocorrido não ficasse restrito somente aquela família, uma vez que tais atitudes contrariam “os preceitos e princípios bíblicos.

Portanto, nos primeiros anos de sua estadia, o homem já corrompeu toda a Terra com a violência (Gn 6.11), vide o ocorrido com Caim e com Lameque, que louvou os seus crimes, como se fosse um grande feito (Gn 4.23).

2. A MULTIPLICAÇÃO DA VIOLÊNCIA.
O ato de Caim revela a natureza da humanidade que, arruinada pelo pecado (Sl 14.1-3; Rm 3.10-18). A violência generalizou-se de tal maneira, que constrangeu a Deus a destruir o mundo antigo pelas águas do dilúvio (Gn 6.7), homens e animais. Novamente a natureza é atingida pelo erro humano (Gn 3.17-18, 21).

Sete foi dado como filho a Adão e Eva em lugar de Abel e a geração seguinte (Gn 4.26) começou a invocar o nome do Senhor, motivados pelo interesse espiritual, fato este que os caracterizaram como filhos de Deus, “enquanto que a geração de Caim, marcada pelo interesse material, é conotada como os filhos dos homens”, mas com o passar dos tempos estas duas linhagens se misturaram (Gn 6.4), ocasionando a apostasia da linhagem que antes invocavam a Deus. A violência na Terra foi agravada devido esta mistura.

Esta situação se tornou insuportável para Deus que decidiu pela limpeza da Terra, a fim de restabelecer o temor e justiça ora esquecidos e desprezados pela humanidade.

3. A VIOLÊNCIA NA SOCIEDADE ATUAL.
Apesar das políticas públicas, as estatísticas são assustadoras. Assassinatos, lesões corporais, estupros, roubos aumentam de forma assustadora. São verdadeiros dias de Noé, mas a igreja de Cristo deve se portar como sal da terra e luz do mundo, como a voz profética de Deus contra todos os tipos de violência.

Diante deste quadro caótico, a cada dia somos surpreendidos pelo “ineditismo”, novas ações, por vezes uma mais violenta que a outra, tudo para resolver os inúmeros problemas, vide a suposta solução encontrada por Caim para resolver a sua frustração.

A frágil sociedade está exposta aos todos os problemas possíveis e imagináveis, pois há violência contra crianças, cônjuges, idosos, mulher, filhos, profissional ou de natureza sexual e não são poucas as vezes em que o homem procura resolver ou atingir os seus objetivos através e pelo uso da força.

Uso da violência não é sinal de força, como muitos pensam, mas de pura fraqueza. A humanidade é menosprezada e se “desenvolve, entre os homens, uma verdadeira cultura da morte”. Esta ferocidade humana cria verdadeiros monstros que buscam somente a própria satisfação ou seus interesses (II Tm 3.2-3). Insegurança, egoísmo, desconfiança, descrédito, ódio e raiva são características de inimigos e não do viver em sociedade. Parece que vivemos os últimos minutos da humanidade e que precisamos eliminar uns aos outros. Isto acontece até mesmo dentro do dito “meio espiritual”?

II. VIOLÊNCIA, UM PROBLEMA DE TODOS
1. QUANDO O CRENTE É PERSEGUIDO.
A violência não se resume apenas e tão somente a atos físicos covardes, agressões, existem outras formas bem mais destrutivas entre as quais destacamos a tortura psicológica, “rejeição, depreciação, preconceito, discriminação, ameaça, desrespeito, humilhação, assédio moral, silenciosa hostilidade, entre outras atitudes”. Ações danosas que podem levar as vitimas a danos irreversíveis (Sl 73.21), atingindo em muitos casos a auto estima.

O que dizer, então, das perseguições que muitos sofrem em virtude de sua postura moral e espiritual? Que atitude tomar diante desta situação? Revidar ou confiar nas promessas de Deus (Mt 5.10-12)?

Porque então a reciproca não é verdadeira? Ensinos de Jesus reforçam a necessidade do amor ao inimigo e não somente ao próximo (Mt 5.43-44). Se não conseguirmos atingir esta prática em nada seremos diferentes dos ímpios (cfe Mt 5.20). A vida santa da igreja aborrece o mundo e ao inimigo (Jo 15.18). Jesus nos disse isto para que tivéssemos paz Nele (Jo 16.33).

quinta-feira, 19 de julho de 2012

The day after - o dia seguinte ao Getsêmani



SENSACIONAL ESTE TEXTO: RECOMENDO

Autor: Ev. José Costa Júnior

Houve um dia, na vida de Jesus, quando, olhando adiante, ele só conseguia ver coisas absurdas e semelhantes a essas [...]. Seu dia seguinte seria o dia do Getsêmani; dia da depressão, da agonia; dia do encaramujar da alma; dia da vertiginosa descida à região mais abissal; dia do choro, gemido, solidão profunda.

O dia seguinte seria aquele no qual faltaria a solidariedade dos amigos. Ele gemeria, choraria, pediria, reclamaria; solicitaria apoio, companhia, mas os amigos estariam dormindo. Voltaria a eles e em vão questionaria: "Não pudestes vigiar comigo?”

Não pudestes investir em mim sequer alguns minutos? Não conseguistes vencer o sono? Será que a minha dor é menos importante que o conforto e o sossego? Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar comigo uma hora? (Marcos 14:37)

O dia seguinte também foi dia de traição, dia no qual Judas Iscariotes -discípulo, apóstolo, amigo, amado - o troca por dinheiro. Judas que fora investido de autoridade, aquele a quem se descortina o reino de Deus, a quem é permitido sonhar com os que sonham na intervenção de Deus na história; alguém aquinhoado com poder divino para realizar curas, prodígios, expulsão de demônios; aquele que vivenciara realidades concretas da chegada e da demonstração do Reino. E justamente ele que, em função de um bom negócio, trai a amizade; é esse Judas que beija e apunhala. É ele que dá um susto - não um susto no coração de quem não sabia o que ocorreria, mas um susto naquele que, mesmo ciente do que iria suceder, reserva-se, ainda assim, o direito de enfrentar cada momento da vida como cada momento da vida, com seus temores, sonhos e ambigüidades.

O dia seguinte é o dia no qual a religião judaica - segundo a qual foi criado, na qual aprendeu a ler (porque naqueles dias aprendia-se a ler nas escolas rabínicas, lendo a Torá, ou Escrituras), sendo instruído desde a mais tenra infância - após o julgamento, o acusa de herético, não recebe sua mensagem, rejeita sua proposta, considera-o demoníaco, expurga-o.

O dia seguinte é o dia da negação, negação de um dos melhores amigos, amigo que diante de uma situação pública afirma jamais tê-lo conhecido, não ter com ele a menor relação, não guardar a lembrança de nenhum encontro; não haver história entre eles, hipótese alguma de cumplicidade. Amigo que declara: "Não sei quem é esse homem; jamais o vi, nunca lhe ouvi o nome; tampouco andei com ele." Amigo que nega a fraternidade, o compromisso, a paixão e o sonho comum.

O dia seguinte seria dia de preterição, de troca: "Que preferes, a Jesus, chamado Cristo, ou ao ladrão?" Seria dia no qual o poder público faria opção pelo corrupto, em vez do justo; pela devassidão, e não pela integridade. Seria dia no qual os sistemas e a máquina governamental, por questões políticas, entregariam o inocente para ser condenado e libertariam - com todas as condições de libertação e seus privilégios - o assassino. Dia, pois, de ser trocado de maneira vil; de ser escarnecido - soldados lhe poriam uma coroa de espinhos na cabeça para brincar com a sua realeza (realeza, sim, mas de dor). Colocar-lhe-iam na mão um caniço quebrável, como a dizer que o seu cetro é o cetro da fraqueza. Vesti-lo-iam com um manto aparatoso, para significar que tipo de rei era ele: rei-momo; rei-palhaço; rei do festival; debochariam dele expondo-o a cenas ridículas. Para honrá-lo, cuspir-lhe-iam. A fim de declararem sua sapiência profética, fechar-lhe-iam os olhos para lhe perguntar: "Quem foi que te bateu?"

Sarcasmo, ironia. O dia seguinte é o dia da cruz. Dia da violação. Dia da profanação física. Dia da agressão. Dia de ser trespassado. Dia de ser objeto.


Por: Ailton da Silva

Vai e não peques mais - Mensagem 69


INTRODUÇÃO
A mulher que foi apresentada, usada como instrumento para que os fariseus acusassem Jesus, mas eles não conseguiram atingir o objetivo. O julgamento parcial, tendencioso, que já tinha a pré condenação não chegou ao final, pois se depararam com Advogado fiel que tomou as dores e defendeu a causa daquela pobre mulher.

a) O julgamento parcial
Este foi o primeiro erro dos fariseus, pois apresentaram (8.3) somente o réu mais frágil, a mulher, se esqueceram do homem? A lei previa que “os tais” e não “as tais” fossem apedrejadas (Lv 20.10), já que o erro fora consumado por ambas as partes, caracterizando o adultério.

Não era de se estranhar, ou o que poderíamos esperar de um julgamento convocado e dirigido por fariseus? Parcialidade, tendência, protecionismo, cooperativismo e preconceitos. Onde estava o homem adultero nesta história? Estava entre eles? Era algum parentes dos presentes? Uma autoridade religiosa ou política que não poderia ser citado? “Mestre, esta mulher foi pega no próprio ato, adulterando”. Sozinha? E tu o que dizes?

b) O suposto teste dos acusadores
Eles queriam testar Jesus em três aspectos:
  • Amor: se fosse realmente verdade o que pregava, jamais permitira que a mulher fosse morta (Mc 12.30-31);
  • Conivência com o pecado: se fosse verdade o que pregava, jamais aceitaria tal situação entre os seus seguidores, deveria dar o exemplo e exterminar tal atitude (Mt 18.15-17);
  • Conhecimento da Lei: Se fosse realmente o conhecedor, se veio realmente para cumpri-la (Mt 5.17) certamente acusaria a falta do homem adultero.
Jesus não falhou em nenhum destes aspectos, pelo contrário, sua resposta foi superior a intenção dos acusadores.

c) As três mulheres que se utilizaram de brechas da lei

d) O socorro em três etapas:
Ela não tinha conhecimento deste artigo da lei, para se defender, pois poderia facilmente alegar a parcialidade, por isto demorou um pouco para receber sua bênção, mas nada que a preocupasse mais do que já estava. Quando chegou diante de Jesus já imaginava que sua sentença seria confirmada, portanto não havia muito o que esperar ou poderia imaginar um milagre em sua vida? O socorro para ele viria no momento certo (Gn 16.8; 21.17; 37.15).
  • Jesus se inclinou por duas vezes: primeiro para conhecer o caso daquela mulher (8.6) e na segunda oportunidade para atestar a situação espiritual caótica dos acusadores (8.8);
  • Jesus escreveu por duas vezes: primeiro escreveu um novo quadro para a vida da mulher (8.7), mudou o momento e a na segunda oportunidade escreveu um novo rumo, um novo estilo de vida (8.11);
  • Jesus se endireitou por duas vezes: primeiro para revelar o que havia escrito, pronunciou o livramento, a absolvição (8.7). “Quem poderia estar sem pecado naquele momento”? A segunda vez foi para anunciar a mudança de vida, algo que para ela era difícil de ser cumprido, haja vista a situação em que foi flagrada.
e) Vai e não peques mais, mas como?
Como Jesus pode pedir isto para aquela mulher? Na situação em que estava, envergonhada, triste, desprezada, acusada e condenada? E como ela poderia se imaginar cumprindo? Jesus havia mostrado que todos pecam a todo instante, então como poderia depositar confiança naquela mulher?

Quando Jesus se levantou não viu os acusadores, somente a mulher, então o negócio dali para frente era entre Ele e ela (meu negocio é contigo mulher). “hoje você teve um encontro com o seu Advogado, eles (os fariseus) não, por isto que podes ir e não pecar mais”. (cfe I Jo 2.1).

Por: Ailton da Silva

quarta-feira, 18 de julho de 2012

27) A blasfêmia dos fariseus. Segundo os 4 evangelistas

MATEUS 12.22-32
  • 22 – Trouxeram um endemoninhado cego e mudo, que foi curado por Jesus;
  • 23 – A multidão atestou a realeza de Jesus, “filho de Davi”. Era o reconhecimento público;
  • 24 – Mas os da “casa de Acabe” apareceram para mudarem a opinião pública, ou pelo menos tentaram (I Re 18.18). Murmuravam entre si, pois receavam pela reprovação da multidão e de Jesus;
  • 25 – Jesus conhecia o pensamento deles (cfe Mc 2.8), pois não havia necessidade das palavras (Sl 139.4). Jesus respondeu por parábolas. Reino dividido contra si mesmo, talvez fosse alusão a divisão do reino de Israel após a morte de Salomão (I Re 12.16). Nunca mais a nação se fortaleceu ou foi a mesma (cfe Is 7.1);
  • 26 – Satanás lutando contra si mesmo?
  • 27 – Belzebu expulsando seus companheiros? E os filhos dos fariseus? Se fizessem algo semelhante, um dia, seria em nome de quem? Quanta inveja!
  • 28 – Se reconhecessem que a ação de Jesus era pelo Espírito de Deus então entenderiam que o reino de Deus já havia chegado;
  • 29 – Como poderia alguém roubar a casa de um valente sem amarrá-lo primeiro? Jesus estava ganhando terreno, por isto o Maligno atuava na vida dos fariseus para impedir que isto acontecesse;
  • 30 – Quem não é com Ele é contra e quem não ajunta, espalha;
  • 31 – Todo pecado e blasfêmia são perdoados, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo;
  • 32 – Qualquer palavra dita contra o “Filho do homem” é perdoada, mas não a falada contra o Espírito Santo, seja aqui ou no provir.

MARCOS 3.20-30
  • 20 – A multidão se ajuntou ao redor de Jesus que até O impediu de alimentar-se;
  • 21 – Os parentes de Jesus quando souberam que Ele estava sendo acusado de estar fora de si, endemoninhado, foram buscá-lo, conforme (BNLH);
  • 22 – Os escribas (outra raça que fazia parte da “casa de Acabe”), que tinham a lei gravada na mente, acusaram Jesus de estar dominado pelo príncipe dos demônios;
  • 23 – 24 – idem Mt 12.25;
  • 25 – idem Lc 11.19. Lucas falou de filhos e Marcos de casa;
  • 26 – idem Mt 12.26;
  • 27 – idem Lc 11.21;
  • 28 – idem Mt 12.31;
  • 29 – idem Mt 12.32
  • 30 – disseram que Jesus tinha espírito imundo, verdadeiramente eram da “casa de Acabe”.

LUCAS 11.14-23
  • 14 – Jesus expulsou um demônio de um mudo e maravilhou a multidão que o seguia;
  • 15 – Os fariseus acusaram Jesus de expulsar demônios por Belzebu, príncipe dos demônios;
  • 16 – Alguns pediram um sinal (Mateus não falou acerca deste pedido, apenas citou o reconhecimento da multidão. “não é Ele o filho de Davi” – Mt 12.24);
  • 17 – 19 – idem Mt 12.25-27;
  • 20 – Mt 12.28;
  • 21 – 23 – Mt 12.30;
  • 24 – 26 – Outro assunto (o sinal de Jonas);
  • 27 – 28 – Bem aventurado quem gerou, carregou e amamentou Jesus? Ou bem, aventurado quem ouve e guarda a Palavra de Deus?
JOÃO
  • Não há registros.
PRÓXIMO ASSUNTO: O sinal do profeta Jonas

Fonte:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva