Páginas

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Faltou vigilância e entrou - peça sabedoria para sair

Faltou vigilância e entrou em confusão – não precisa se desesperar, nem tudo está perdido. Peça a Deus sabedoria para sair da situação. 

a) 1ª Situação: 

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” – Jo 9.1-2 

Jesus respondeu ensinando (Jesus ensina uma única vez): 

“Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” Jo 9.3 

Os discípulos aprenderam a lição e não cometeram o mesmo erro, pois quando foram colocados à prova diante do paralítico que ficava assentado, em vez de dizerem um para o outro: “quem pecou, ele ou os pais?”, disseram: “não temos outo não temos prata, mas o que temos te damos, levanta e anda”. 

“E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”. At 3.2-6

 

b) 2ª Situação:

Paulo disse que não sabia que Ananias era o sumo sacerdote (???). Pela posição de honra que ocupava e pelas vestimentas não seria difícil identificá-lo. Paulo também era atenado e era conhecedor da situação politica e religiosa dos judeus, certamente sabia que estava diante do sumo sacerdote. Ou não sabia mesmo? 

E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Homens irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência. Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo”. (At 23.1-5).

A falta de vigilância o colocou em uma situação difícil, porém a sabedoria pedida a Deus proporcionou o livramento. 

“E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa”. (At 23.6-8) 

Os acusadores esqueceram o acusado por alguns minutos e viraram as atenções para suas próprias ideologias. 

“E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: NENHUM MAL ACHAMOS NESTE HOMEM, e, se algum espírito ou anjo lhe falou, não lutemos contra Deus.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Lição 5 - Motim em família (Os murmuradores do deserto)

Até então, Israel não havia demonstrado este sentimento maligno durante a caminhada, porém naquele momento expuseram esta seta, revelando o caráter da grande e insatisfeita maioria.

Tudo teve início pela reclamação de Arão e Miriã, que se imaginaram nas mesmas condições espirituais que Moisés, para absorverem uma responsabilidade que não suportariam, pois não estavam preparados para exercerem o cargo.

Na verdade, não estavam, não foram chamados, separados e preparados para tal, pois não tinham trilhado o mesmo caminho de Moisés, não possuíam experiência e nem autoridade.

 

A MURMURAÇÃO

Moisés, o líder, não foi forjado do dia para a noite. Foi um longo período de caminhada com Deus, experiências e atitudes, que caracterizaram o seu amadurecimento. Foi preparado ao longo dos anos até que atingisse a estatura de varão libertador.

Esta preparação se iniciou com seu nascimento e continuou pelos seus primeiros quarenta anos de vida, os quarenta intermediários e os anos finais.

Instruído em toda a ciência dos egípcios e poderoso em palavras e obras (At 7.22). No Egito havia aprendido a “COMO MANDAR”, bem diferente do que aprendera no deserto com Deus e em sua chamada, quando aprendeu a “COMO OBEDECER”.

Pastoreando ovelhas, cuidando de bichos, sem perspectiva de mudanças, foi quando Deus o chamou para libertar os hebreus. Este período foi de grande aprendizado para quem mais tarde se tornaria o pastor do povo de Deus (Sl 77.20).

O grande “Eu Sou” escolheu e preparou Moisés para libertar seu povo da escravidão egípcia, mas foi um longo período de preparação. Como alguém em são consciência poderia se imaginar no mesmo patamar que Moisés?

 

“E disseram; Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu” (Nm 12.2).

 

Arão e Miriã não tinham experiência espiritual para tomar, à força, o cargo do irmão, sequer poderiam pensar em tamanha afronta. Caso isto viesse a acontecer, fatalmente atrapalhariam.

 

O CLAMOR

Deus reuniu os três à frente da tenda da congregação para dar testemunho público da liderança de Moisés, para fortalecê-lo diante do povo e para que todos vissem a forma como os murmuradores Miriã e Arão seriam punidos pelo erro, porém antes da punição, o líder clamaria em favor de todos.

Quando Arão presenciou a cena, tratou logo de confessar o seu pecado e de sua irmã e pediu a Moisés que intercedesse em favor deles. Os dois agiram loucamente e não perceberam a magnitude do erro, mas ainda havia tempo para corrigir aquela situação, pelo menos imaginavam isto e esperavam ansiosamente pelo livramento.

Moisés clamou por Miriã, porém a preocupação era para que a ira de Deus não atingisse o povo, que partidariamente se aliaram aos murmuradores, na esperança de benefícios. Esperar o que deles? Sempre pendiam para os pudessem proporcionar algo em troca.

 

O LIVRAMENTO

Não murmuraram contra Moisés, mas sim contra Deus, aborrecendo-o profundamente quando questionaram a autoridade do líder, por isto a sentença dada a Miriã serviria de exemplo a todos.

Deus tinha todos os motivos para consumir Miriã, Arão e todo o povo ali mesmo em pleno deserto, porém não o fez em virtude do clamor de Moisés. Receberam mais um livramento, mas presenciaram uma pequena demonstração da ira de Deus, pois viram lepra atacar a murmuradora,

A aplicação desta pena sensibilizou o povo e serviu de exemplo. Realmente havia sido pouco para tão grande afronta. Ainda saíram no lucro.

Mas ainda faltava algo. A autoridade de Moisés não poderia ser maculada, por isto Deus resolveu o problema (Nm 12.6-8), confirmou que seu servo estava sob suas ordens.

Moisés era o único capaz e com o aval de Deus para exercer autoridade sobre aquele povo. Arão reconheceu isto (Nm 12.11), depois que viu sua irmã leprosa, por terem, os dois se levantado contra o líder.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 27 de abril de 2023

O outro (que Deus não inclui na linha sucessória):


Disse Isaque para seu pai Abraão:

- Pai, quem está sendo provado é o senhor, quem vai receber os benefícios pela vitória é o senhor, é o teu nome que será lembrado por todas as gerações e sou eu que devo morrer?

E continuou:

- Pega o seu OUTRO filho! Chama o meu meio irmão.

E disse Abraão:

- Filho, escuta aqui, nesta história não tem espaço para o OUTRO. Não existe o OUTRO. Deus pediu que eu entregasse meu filho UNIGENITO. Ele já decretou que não existe o OUTRO.

E continuou:

- Na linha sucessória de criação da nação de Deus estão:

Eu

Você

E quem vier depois de você.

E continuou o pai profetizando para o filho:

 - E saiba você que: no futuro estarão dois diante de ti, um deles dará continuidade à linha sucessória e saibas que não serás tú, que escolherá o teu sucessor, para que não erres, Deus colocará diante de ti o escolhido. A escolha não leva em conta a beleza e cor do cabelo, a força, qualidades ou posses, às vezes Deus escolhe um todo atrapalhado com um histórico estranho, quer certamente passará por um processo de transformação para que possa ser usado.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 26 de abril de 2023

EDOMITAS – deveriam falar a mesma língua, mesmo sentimento (5 povos - 5 thcau)

Edomitas, os parentes, que em vez de ajudarem, fizeram de tudo para bloquear a entrada dos hebreus em Canaã. Alongaram o caminho, mas não impediram a entrada. E quando Jerusalém foi sitiada, saqueada e queimada pelos babilônios, os edomitas não ajudaram.

 

a) Origem

  • Nação vizinha e aparentada, pelo sangue, em virtude de serem descendentes de Esaú (Gn 36.9; Nm 20.14; Dt 23.7), que foi incluída no rol de históricos inimigos, ao longo de sua história;
  • Descendentes de Esaú (Gn 36.9), irmão ruivo de Jacó, os gêmeos que deram origem a duas nações que vieram do mesmo ventre, mas que foram separados pela mais cara refeição da história humana, o guisado que pagou pela primogenitura de Esaú. O nome da tribo passou a ser Edom”que, em hebraico, significa vermelho (Gn 25.30), fazendo alusão a cor avermelhado do guisado ou ao fato de Esau ser ruivo ou ainda devido as características geográficas da região onde habitaram, onde havia arenito vermelho;
  • Eles povoaram o monte Seir (Gn 33.16; 36.8,9,21), ao sul de Judá e rapidamente, transformaram-se em uma poderosa nação (Gn 36.1-43; Êx 15.15; Nm 20.14). O reino de Edom fazia fronteiras com o deserto da Judeia e o Mar Morto, com a Península do Sinai, com o deserto Sírio e com o Golfo de Ácaba.

 

b) Características

  • Tinham um parentesco de sangue com Israel e eram guerreiros robustos, impetuosos e orgulhosos. Viraram as costas para os irmãos hebreus e quando eles precisaram de ajuda na ocasião da invasão babilônica.
  • Se organizaram em unidades tribais e tiveram reis  muito antes dos israelitas (Gn 36.15-40; 1 Cr 1.43-54);
  • Possuíam um território agreste, montanhoso e pela escassez das chuvas a terra não era considerada muito fértil, mesmo assim mantinham cultivo de trigo e o plantio de videiras e oliveiras;
  • Acredita se que extraiam cobre em seu território, mas a atividade econômica principal era o comércio. Os edomitas cobravam taxas para garantir a segurança de caravanas comerciais que cruzavam sua região;
  • Pertenciam a uma nação que, por estarem no alto da montanha, parecia ser invencível;
  • Choraram, mas não conseguiram o perdão, tal como o pai Esaú (Gn 27.36b, 38; Hb 12.16);
  • O primeiro erro dos edomitas foi quando não deixaram os hebreus passarem pelas suas terras (Nm 20.14-21; Dt 23.7; Sl 137.7) para chegarem a Terra Prometida, mesmo com o parentesco que havia entre os povos. Foram hostis logo no primeiro no encontro, pós saída do Egito. Os anos de separação não curaram as feridas. O não dos edomitas levou os hebreus a um longo desvio no deserto. Contudo Israel não poderia considerar os edomitas abominação (Dt 23.7,8);
  • O segundo erro dos edomias foi quando não ajudaram o Reino de Judá diante da invasão babilônica. Ficaram torcendo pela derrota e ajudaram o invasor (Ob 1.2-18). Os edomitas colaboraram indiretamente para o sucesso babilônico, durante a invasão, inclusive saquearam a devastada e quase desaparecido reino do Sul, mas porque agiram desta forma? Porque não ajudaram seus parentes? A resposta para esta pergunta remonta os áureos tempos dos patriarcas. Foi muito difícil para esquecerem os feitos de Jacó e o clamor de Esaú, “não reservaste, pois, para mim uma benção” (Gn 27.36, parte final), pois a melhor parte da benção havia ficado com Israel (Gn 27.28-29) e não com Esaú. Teria sido a vingança dos edomitas?
  • Pensavam somente em si mesmos, assim como o pai Esaú:

a) Vou caçar para fazer o guisado (Gn 27.3);

b) Estou com fome (Gn 25.32);

c) De que me serve a primogenitura (Gn 25.32).

 

c) Fim

  • Josué não invadiu as terras dos edomitas (Js 15.1,21). Saul lutou contra os edomitas (I Sm 14.47), mas manteve um deles entre seus servos (I Sm 21.7). Davi conquistou território deles e os que fugiram para o Egito se tornaram depois problemas para o rei Salomão (I Rs 11.14-25);
  • O fim dos edomitas foi profetizado por Isaías (Is 21.11-12), Jeremias (Jr 49.7-22), Ezequiel (Ez 25.12-14; 35.15), Joel (Jl 3.19), Amós (Am 9.12), Malaquias (Ml 1.2-5) e por Obadias (Ob 10.14);
  • Edom foi feito pequeno, palha queimada (Ob vers 18);
  • Eles beberam e alegraram-se com a desgraça de seus irmãos, mas a hora deles também chegaria e receberiam a paga na mesma moeda. Os descendentes de Esaú provarão do cálice da ira divina para sempre (Ob vers 16);
  • As nações vizinhas estavam sendo convocadas para se levantarem contra Edom. (Ob vers 1), que confiava em sua posição aparentemente segura, mas que mesmo assim não deixaria de descer (Ob vers 2-4), cair, para ser enganado e saqueado. Sentiriam na pele a mesma dor que provocaram em Judá quando auxiliaram os babilônicos na invasão e saques (Ob vers 15-18);
  • Por viverem nas cavernas montanhosas de Seir (Ob vers 3), os orgulhosos edomitas confiavam na segurança que lhes proporcionava a topografia de seu território, uma fortaleza naturalmente inexpugnável, blindada, local onde colocavam seus ninhos entre as estrelas (Ob vers 4). A nação caiu, a cidade foi tomada, o povo dispersou e o mal que tanto desejaram aos irmãos sobreveio sobre eles;
  • Imaginavam que a fortaleza era inacessível ao homem, mas se esqueceram de Deus (Ob vers 4). A arrogância humana é insuportável e a soberba espiritual é repugnante. Os que assim agem estão destinados ao fracasso (Pv 16.18; 1 Pe 5.5).

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 25 de abril de 2023

A mulher do fluxo de sangue e a filha de Jairo - 12 anos de espera


No ano em que uma nasceu (Mc 5.42), a outra começou a sofrer (Mc 5.25), mas as duas foram atendidas no mesmo dia. 

Não importa qual seja o seu problema e tampouco importa quando começou a aflição sobre sua vida. 

O dia da sua bênção 

vai chegar.

Por: Ailton da Silva - 13 anos (Ide por todo mundo)