Apresentação da lição em power point

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Plano de aula e resumo da liçã: A natureza da atividade profética


INTRODUÇÃO:
Deus criou o homem, essencialmente dependente da comunicação (vertical e horizontal) e desde o inicio tem se revelado e comunicado com a sua criação, pois é um Deus que fala (Hb 1”1-2). Isto demonstra o seu comprometimento com a humanidade, diferente dos outros deuses, obras das mãos humanas.

Deus, já no Éden, estreitou o seu relacionamento com o homem (face a face e diário), mas era apenas com um, depois com a sua família e posteriormente estendeu este previlégio para os seus descendentes.

Após a queda, Deus, não falou mais de forma “imediata” (direta) com a humanidade, mas sim de maneira intermediada (indireta), no entanto isto não O tornou incomunicável ou inatingível, muito pelo contrário, pois foi a partir deste momento que ficou mais evidente a necessidade da Palavra, por isso os profetas se tornaram o principal e único canal de comunicação entre Deus e o homem e, através de suas bocas, inúmeras mensagens (fruto das revelação e inspiração Divina) foram entregues ao povo.

A intenção de Deus não era criar uma religião, mas sim firmar e, como passar dos tempos, renovar a aliança com o seu povo e isto seria possível graças a boca dos profetas, pois estes falariam em nome do Senhor (por isso foram tão desrespeitados e ignorados).

O objetivo desta aliança era fazer com que Israel percebesse que era preciso algo mais do que aquilo que estavam apresentado, pois Deus queria:

a) Um coração quebrantado e contrito em vez de sacrifícios – Sl 51”17;

b) Justiça em lugar de dias festivos – Am 5”21-24;

c) Pessoas bondosas, humildes e que andassem com Ele em vez de ofertas de carneiro e óleo.

Para atingir estes seus objetivos Deus usou as figuras dos sacerdotes (que em alguns casos se mostraram falhos) e também os profetas, estes sim, vocacionados desde o ventre, foram usados de maneira a reestabelecerem a ordem espiritual em Israel.



I - FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE DEUS COM OS PROFETAS:
1) Deus falava aos profetas (veio a mim a palavra do Senhor...) e estes retransmitiam a mensagem para Israel. O fato de receberem a palavra antecipadamente conferia aos profetas alguns previlégios:

a) A palavra do Senhor se tornava conhecida do profeta e presente em sua vida e também isto servia para declarar que Deus era o autor daquelas palavras;

b) Isto responsabilizava o profeta, capacitando-o para retransmitir e escrever com autoridade, pois aquelas palavras tinham sim a autenticação divina;

c) Eram os únicos que poderiam dizer “Assim diz o SENHOR” e as palavras que se seguiam eram palavras do próprio DEUS. Desta forma, duvidar ou desobedecer significava não crer e desobedecer o próprio Deus.

Alguns profetas ouviram, como Oseiás e Jeremias, enquanto que outros recebiam as palavras através de visões, como Amós, Ezequiel, Daniel, mas Deus também utilizou outros recursos para transmitir as suas mensagens aos profetas:

a) Sua mão estava sobre ele (Is 8”11 e Ez 1”3; 3”14);

b) O Espírito de Deus caiu sobre o profeta (Ez 11”5);

c) A palavra do Senhor veio sobre o profeta” (Jl 1”1; Jn 1”1; Mq 1”1);

d) O profeta tomava conselho com o Senhor; não raras vezes, via e ouvia a palavra profética (Jr 23”18);

e) Deus falou pelos profetas (Hb 1”1);

f) O Espírito de Cristo neles estava (1 Pe 1”11).

2) Revelação divina – diálogo
Jeremias travou um dialogo com Deus, dizendo se incapaz e inexperiente. Como resposta recebeu uma revelação divina (eis que ponho minhas palavras em tua boca), a partir deste momento, com autoridade, o profeta pode exercer o seu oficio profético.

3) Visão – sonhos
A inspiração é um milagre, não podemos afirmar quais métodos Deus utilizava para falar com seus profetas, o certo é que falava utilizando os recursos que achava necessário e viável. A intenção era que a mente do profeta ficasse consciente para absorver a sua palavra na integra.

Não eram meros sonhos ou produtos da própria imaginação, na verdade Deus estava selando a sua palavra no ouvido do profeta e dando visões para reforçá-la, para isto bastava tão somente existir a figura do profeta (Nm 12”6-7).


II. AS FORMAS DE TRANSMISSÃO DA MENSAGEM DOS PROFETAS AO POVO:
Os profetas eram visto como homens que sempre tinham uma palavra para o povo. Apesar de serem instrumentos usados por Deus, cada um possuía a sua própria personalidade aflorada, ou seja, ainda eram homens comuns, em alguns momentos. Por isto alguns duvidavam de seu trabalho profético, sem imaginarem que aquelas palavras estavam alicerçadas e possuíam uma autenticação divina e não humana, pois não dependiam em nada do testemunho de vida dos profetas.

Os profetas retransmitiam a palavra de Deus ao povo de várias formas:
a) Oral e direta
• I Sm 15”16

b) Parábolas ou alegorias:
• Is 5”1 à 7;
• II Sm 12”1-7
• Ez 16 e 23)

c) Símbolo:
• Jr 19;
• I Rs 11”29-32;
• Ez 4”1-3 e 12”1-5;
• Ez 24”15

d) Casos reais:
Oséias se casou com uma prostituta para que a mensagem de Deus fosse entregue. Este foi um método um tanto quanto inusitado. O profeta viveu no próprio casamento o que Deus estava passando em relação a Israel. Ele sofreu com a infidelidade da mulher, mesmo assim se mostrou misericordioso ao tomá-la de novo. Assim Deus via a sua noiva, o povo de Israel, se envolvendo com "outros deuses", ou seja, cometendo adultério espiritual. Mesmo depois de tudo isto, Deus ainda teria graça e misericórdia para reconciliar com esta esposa adúltera e estabelecer uma nova aliança com ela.


III - CONDIÇÃO DO PROFETA:
Os profetas tinham livre trânsito em Israel (e em Judá durante o reino dividido), alguns estimulados emocionalmente (alegria, choro, depressão, tristeza) entregam suas profecias e se envolviam com a situação do povo, enquanto que outros (que não se envolviam emocionalmente) simplesmente exerciam o oficio profético e continuavam as suas jornadas. A inspiração para este momento vinha de Deus que colocava no coração dos profetas o sentimento ideal e necessário para cada um exercer seus atributos.

O pensamento pagão era que um profeta deveria estar inconsciente para entregar a profecia, isto lhe dava um certo status, sinal de passividade, em outras palavras quanto mais inconsciente se mostrava, mais apto estava para receber a mensagem divina. Isto aconteceu com os profetas de Baal, quando se batiam e se retalhavam para que pudessem receber algum tipo de sinal de aprovação (I Rs 18”26-28).

Na verdade um profeta, no momento que estivesse recebendo a Palavra do Senhor, não precisaria estar extasiado, mas sim deveria estar em comunhão com Deus.

Fonte: http://www.ensinodominical.com.br/

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