Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

LIÇÃO 7 - Assistência social - um importante negócio

COMUNIDADE DOS BENS
PÃO DO CÉU E PÃO DA TERRA
CRESCIMENTO E PROBLEMAS SOCIAIS

O império grego havia deixado um grande legado para a humanidade, a língua oficial que era falada em varias localidades da terra.

Muito judeus se opuseram à cultura grega utilizando-se do próprio idioma grego. Estes judeus eram oriundos da deportação babilônica que continuaram, mesmo diante da permissão para o retorno. Esta situação criou entre os dois grupos, judeus palestinenses e judeus de fala grega uma rivalidade e por isto em constantes embates culturais, devido às diferenças, porém a Palavra, alcançou estes dois grupos que deveriam agora, na Igreja, esquecerem as rusgas.

A igreja nasceu diante da intelectualidade grega, da religião monoteísta judaica e da organização social e política romana, mas todos estes não fatores não serviram, por si só, como auxilio para que a igreja enfrentasse as mazelas sociais da época durante o seu crescimento. Na verdade as contribuições também serviram para disseminar no meio da igreja os mais diversos pensamentos e correntes filosóficas, por mais estranhas que pudessem parecer.

A primeira dificuldade foi no campo social, com as viúvas dos judeus gregos que estavam sendo preteridas em relação às outras, durante a distribuição de donativos. Na antiguidade as viúvas que não tivessem filhos enfrentariam grande dificuldades para se sustentarem, como aconteceria com a Viúva de Naim ao sepultar seu filho, já na igreja, a idéia era outra completamente diferente, não poderia haver entre eles pessoas carentes, com necessidades Tg 1”27 – I Tm 5”3-16.

MINISTÉRIO TROCADO
Esse crescimento deu-se em qualidade, mas também em necessitados, haja vista o grande número de conversões de judeus e de outros povos, culturas, tradições e costumes, por isso era necessário que os apóstolos se ocupassem apenas na pregação e no ensino da Palavra, diante do pluralismos da igreja.

Desta forma o socorro aos necessitados não estava sendo exercido a contento, mas também não competia a eles tal função. A solução encontrada foi a de convocar os discípulos para que escolhessem sete homens com qualidades necessárias para assumirem a tarefa da distribuição diária de donativos e o socorro aos necessitados. Estes homens deveriam ter testemunho e serem cheios do Espírito e de sabedoria.

Outra solução seria os apóstolos se preocuparem apenas com os necessitados e deixarem de lado o estudo, a pregação, oração e evangelismo. Desta forma eles fariam o trabalho dos recém nomeados diáconos, deixando para estes então as suas obrigações de propagarem o Evangelho.

Como acontece em muitos lugares hoje, pastores executando as tarefas de diáconos e vice-versa. “Ministrar aos santos” (v.25). Essa expressão diz respeito ao serviço social prestado pelo apóstolo aos irmãos pobres de Jerusalém. Ministério significa serviço. Deus incluiu entre os ministérios dados à Igreja, o serviço social (Rm 12.8); depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas (l Co 12.28).

Devido às circunstâncias difíceis em que viviam os primeiros cristãos, o Novo Testamento dá mais ênfase ao serviço cristão voltado para os irmãos na fé. Mas fica implícito que a prática de beneficência devia aplicar-se também aos de fora. A história da igreja mostra que foi exatamente isso que os cristãos fizeram, desde o princípio. Cristo proferiu muitos ensinos sobre a prática da justiça e da misericórdia (Mt 5.6-7; 19.21; 23.23), como vemos nos casos do filho da viúva de Naim, a mulher com hemorragia, o bom samaritano, o filho pródigo, os dez leprosos.

FUNDAMENTOS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DA IGREJA
A missão assistencial da Igreja no mundo é a continuação da obra iniciada por Jesus. Assim como o Senhor jamais se esqueceu dos pobres, a Igreja não deve desprezá-los (Lc 4. 18,19). O imperativo da Grande Comissão inclui, na essência da mensagem do evangelho, o atendimento às pessoas necessitadas (Mt 25. 35-40; Jo 13. 14,15).

É nosso dever ajudar, assistir e socorrer os necessitados. Devemos atender ao pedinte (Dt 1 5.7-10) e ao carente de víveres para a sua subsistência (SI 132. 15). Ver Lv 19.10; 23.22; Êx 23. 11. A justiça social ordenada por Deus determinava que os ricos não desprezassem os pobres (Dt 15. 7-11), e que o estrangeiro, a viúva e o órfão fossem atendidos em suas necessidades (Ex 22. 22; Dt 10. 18; 14. 29).

No Novo Testamento (Mt 26. 11; GI 2. 10). Aqui estão incluídos os pobres, enfermos, deficientes físicos, crianças, idosos, desamparados, desabrigados, encarcerados, bem como os incapazes de retribuir quaisquer favores recebidos (Lc 14. 13,14). Quando Cristo veio ao mundo, a Palestina passava por graves problemas sócio-econômicos, de sorte que muitos o buscavam apenas para saciar a fome (Jo 6.26). É justamente nesse contexto que devemos estudar a ação social da igreja primitiva. At 2. 43-46; 6. 1; Rm 15. 25-27; I Co 16. 1-4; II Co 8; 9; GI 2. 9; Fp 4. 18,19, etc.

UM PROFUNDO SENSO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL (vv. 44,45)
Ao invés de a igreja primitiva discutir se era ou não de sua responsabilidade suprir as necessidades dos cristãos pobres, realizava esse serviço movido de amor e compaixão de Deus. O bem-estar social de cada irmão em Cristo tinha sua base nos valores espirituais e morais da igreja nascente.

A igreja era caridosa (At 2. 45) e crescia no temor, fervor pentecostal e unidade. Os discípulos continuavam sendo cheios de temor e vendendo seus bens à medida que as necessidades individuais surgiam: “repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (v.45). O temor dos crentes não era medo, mas um profundo reconhecimento de que tudo o que estava acontecendo com eles procedia de Deus.

A igreja primitiva cumpria sua missão social (II Co 8. 3,4; 9. 13). A igreja não apenas pregava o evangelho, mas também atendia àqueles que necessitavam de socorro físico e material (Gl 2. 9,10). EXEMPLOS DE AÇÕES GENEROSAS ( Co 8.1-6,9; 9.1,2) 1) O exemplo dos macedônios (8.1-6) O princípio da generosidade está fundamentado na idéia de doar e não de ter (II Co 8.12).

A prova vem das igrejas macedônias que eram gentias e, apesar de suas dificuldades e pobreza, foram capazes, por causa do amor a Deus, de ofertar o pouco que tinham para socorrer os pobres de Jerusalém. Paulo cita-lhes o exemplo e passa a exortar os coríntios a que observem a mesma prática em termos de contribuição. O apóstolo apela para os cristãos de Corinto ser abundantes na generosidade para com os irmãos necessitados, especialmente, os de Jerusalém, a Igreja-mãe, pois foi onde tudo começou. 2) O exemplo da igreja coríntia (9.1,2). O apóstolo é amável e felicita os coríntios pela abundância de bênçãos espirituais que têm experimentado. Em termos de caridade, os coríntios já haviam- na manifestados a Paulo e aos seus companheiros (II Co 8.7). A fim de defender a importância de tal contribuição, ele afirma que Tito fora sido recebido carinhosamente em Corinto e começado o levantamento de ofertas (8.6-1 2). Paulo reconhece esse primeiro esforço, entretanto, recorda-lhes que não devem ficar apenas com esse ato inicial, mas que concretizem o propósito de enviar a oferta que prometeram (8.11).

OS CRISTÃOS POBRES DE JERUSALÉM - Rm 15:25-29.
1. O papel da Igreja na sociedade. O objetivo principal da Igreja é glorificar a Deus (I Cor 10:31). Alguém pode perguntar: “A tarefa principal da Igreja não é a evangelização?” A resposta é afirmativa. Isso, porém, é conseqüência do glorificar a Deus. A atividade da Igreja se direciona em dois sentidos: vertical — adoração, autoridades espirituais; horizontal — servir ao próximo, atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus estabeleceu ministérios na Igreja.

2. O reconhecimento dos gentios - (v.27). Os gentios deviam se sentir endividados espiritualmente com os judeus; afinal Jerusalém era a igreja-mãe. Como nós, no Brasil, conhecemos os nossos pioneiros suecos, e temos uma admiração profunda pela Suécia, a nossa mãe, qu e nos enviou os primeiros missionários. Assim também, os gentios tinham apreço especial pelos irmãos judeus de Jerusalém.

3. Jerusalém e suas necessidades. Agora, a igreja de Jerusalém padecia necessidades. O apóstolo Paulo era um homem muito cuidadoso. Tudo o que fazia, o fazia com dedicação e empenho (Ec 9.10). Seu cuidado com as igrejas não se restringia apenas ao plano espiritual. Paulo, sabendo dessa necessidade, levantou ofertas na Macedônia, na Acaia (v.26; 2 Co 8.1), em Corinto e na Galácia (l Co 16.1-3; 2 Co 8.6-11; 9.1-5), para suprir as necessidades dos irmãos pobres de Jerusalém.


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