Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

lição 8 - Perseguição

LUZ BRILHANTE – DOR NOS OLHOS
INICIO DA PERSEGUIÇÃO – INÍCIO DO CRESCIMENTO
OVELHAS NO MEIO DOS LOBOS
O VENTO AUMENTOU A CHAMA
APOLOGIA DA FÉ
AS PRESSÕES DA VIDA SÃO AS MÃOS DO OLEIRO

“Sou trigo de Deus, e os dentes das feras hão de me moer, para que possa ser oferecido como pão limpo de Cristo”. Inácio de Antioquia.

INTRODUÇÃO
A palavra perseguição significa, oprimir alguém a fim de persuadí-lo a rejeitar a sua religião, ou simplesmente atacar alguém por motivos religiosos.
O certo é que todos aqueles que procedem de acordo com os padrões divinos da verdade, da justiça e da pureza e que, ao mesmo tempo, se recusam a transigir com a presente sociedade pecaminosa e com o modo de vida dos crentes mornos serão impopulares, rejeitados, criticados, sofrerão perseguição e oposição até mesmo por parte de membros da igreja professa (At 20.28-31; 2 Co 11.3-15; 2 Tm 1.15; 3.8-14; 4.16).

A igreja é posta no mundo como uma luz que traz dor aos olhos do mundo. Não pode haver outra reação contra ela senão a de rejeição, perseguição, amargura e ódio.
Este ódio é até compreensível, perfeitamente natural e deve acontecer. O amor do crente ao mundo é tão anormal quanto o ódio do mundo a igreja. Fomos prevenidos por Jesus que nos alertou que seriamos odiados justamente por não ser do mundo, se fossemos isto não aconteceria.

OS EFEITOS DA MORTE DE ESTÊVÃO
Os primeiros agentes da expansão missionária provavelmente foram os convertidos do dia de Pentecostes (At 2.9-11) que levaram o evangelho consigo quando voltaram para casa. As regiões alistadas no texto já indicam a larga gama de países do mundo alcançados.

Para que houvesse a multiplicação da palavra de Deus, era necessário que alguma coisa de especial acontecesse.

Após a morte de Estevão, houve uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém (8.1), de tal modo que os crentes tiveram que se dispersar. Os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra (v.4), pelas regiões da Judéia e Samaria (At 8:1), Fenícia, Chipre e Antioquia. Por toda parte, pregavam as boas novas da salvação. Filipe, o diácono do capítulo 6, que tinha o dom ministerial de evangelista (At 21:8), foi para o norte, para a cidade de Samaria (Atos 8:6).

Isso indica que a determinação do Mestre começou a ser cumprida segundo os termos da Grande Comissão. Certamente Deus permitiu tal perseguição com o intuito de retirar os discípulos do seu comodismo e inércia.

A morte de Estevão tipificou uma perseguição física, que por enquanto era caseira, mas que contribuiu para a diáspora, abrindo as portas para a evangelização em larga escala das outras nações. Ao se espalhar pelas nações, a igreja, se deparou com a perseguição imposta pelo império romano.

O inimigo de nossas almas não imaginava que a morte de Estevão pudesse lhe trazer resultados catastrófico, pois os crentes de Jerusalém se espalharam por toda parte e incendiaram o mundo através da pregação do Evangelho. O vento espalhou a chama.

É interessante observar que o feitiço do inimigo (que está por trás de toda a perseguição à Igreja) se voltou contra ele mesmo. Seu ataque resultou num efeito contrário àquele que havia planejado. Ao invés de aniquilar o evangelho, a perseguição apenas o espalhou.

SOBRE PAULO
Paulo não se decide por Cristo, pelo contrário, ele estava perseguindo Cristo. É melhor dizer que Cristo se decidiu por ele e interveio em sua vida. Lucas o mencionou três vezes, sempre como feroz adversário de Cristo e sua igreja, 7.58, 8.1, 8.3, 9.1.

Ele era um animal feroz, que foi transformado em uma ovelha para depois se tornar o pastor.
Saulo antes da conversão:
· o como um animal selvagem e feroz;
· foi descrito como um exterminador de cristão em Jerusalém (v. 21;
· a idéia de respirar ameaças e morte, era alusão ao arfar e ao bufar dos animais selvagens;
· era um lobo cruel;
· seu coração estava cheio de ódio e sua mente estava envenenada por preconceitos.

A sua conversão não foi repentina, mas sim a intervenção final de Deus é que foi. Por isto Jesus disse que seria duro para ele continuar recalcitrando contra os aguilhões (provérbio grego comum na época) que indicava a inutilidade da luta contra aquilo que já estava determinado.

A morte de Estevão impressionou e abalou profundamente ao fariseu Saulo de Tarso, contribuindo para a sua conversão.

SOBRE A IGREJA
Seguir a Cristo com devoção e fidelidade não isenta o crente do sofrimento, porém mesmo diante do sofrimento nunca estaremos sós, pois maior é Aquele que está em nós.

O sofrimento é uma oportunidade de se alicerçar a fé daqueles que são provados no dia mau. A perseguição é uma estratégia, permitida por Deus, para retirar a igreja do comodismo.

A igreja de Cristo não está imune às perseguições, pois, conforme expressou Paulo a Timóteo, “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. (II Tm. 3.12). Pior que a perseguição é o comodismo.

As primeiras perseguições contra a Igreja estão registradas no livro de Atos em 4.1-22; 5.17-42; 6.8-15; 7.54-60; 8.1-3; 12.1-19; 14.1-7; 19-20; 16.19-26; 35-40; 17.13; 18.5-11; 19.23-41; 20.1-3; 21.27-36, 22-30; 23.12-35; 24.1-27; 25.1-12 ss.

Os primeiros perseguidores foram os líderes judaicos da época, os saduceus e posteriormente os fariseus, que viram na morte de Estevão um sinal para um ataque em maior escala contra a igreja em Jerusalém.

Quando os “piedosos varões” puseram-se a sepultar o corpo de Estevão, não sabiam eles estarem, na verdade, semeando uma semente que, de imediato, multiplicar-se-ia dentro e fora dos termos de Israel. Tertuliano disse: “O sangue dos mártires é a semente da igreja.

PERSEGUIÇÃO FÍSICA
Começou no dia da morte de Estevão, e levantou-se com a ferocidade de uma tempestade repentina. Todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria, mas antes, Pedro e João, já foram vitima da perseguição física, quando curaram um coxo de nascença que ficava esmolando à porta do templo chamada Formosa. Eles foram presos, mas muitas pessoas creram, elevando o número dos cristãos a quase cinco mil. A igreja primitiva sofreu muito com as prisões, ameaças e mortes, mas nada disso impossibilitou seu extraordinário crescimento. O Império Romano perseguiu os cristãos de forma tremenda e horrível.

PERSEGUIÇÃO CULTURAL
A perseguição cultural manifesta-se por meio da literatura anticristã e através da indústria de entretenimento. Escritores e intelectuais seculares, a serviço do inferno, têm feito de tudo para profanar e perverter o evangelho de Cristo.

PERSEGUIÇÃO INSTITUCIONAL
A perseguição não se dá apenas pelo uso da força bruta, da proibição clara e objetiva de pregação do Evangelho, onde as sutilezas do inimigo estão mais aguçadas do que nunca, em que ele não se apresenta ameaçador, bramando como leão, buscando a quem possa tragar, mas como a astuta e quase imperceptível serpente, que sorrateiramente se insere no meio do povo de Deus e prepara com muito cuidado o seu bote fatal.

O poder político tem sido utilizado para que as pessoas sejam obrigadas a consentir e concordar com o pecado, sejam impedidas de combater contra o pecado. Sob o nome de tolerância, de democracia e até mesmo de proteção aos direitos fundamentais da pessoa humana.

CAUSAS DAS PERSEGUIÇÕES
A) POLÍTICA:
Após ser distinguida do judaísmo e considerada sociedade secreta, pelas autoridades romanas, a Igreja recebeu a interdição do estado que não admitia nenhum rival à obediência por parte dos súditos, tornando-se assim religião ilícita, ilegal que ameaçava a segurança do estado romano. O cristianismo colocou César em segundo plano e Cristo em primeiro. Os cristãos foram acusados de deslealdade, pois recusavam-se a oferecer incenso nos altares devotados ao culto ao imperador. Quem sacrificasse nestes altares, podia praticar uma segunda religião. As reuniões dos crentes à noite foi entendida como a preparação para uma conspiração contra o estado.

B) PRÁTICAS RELIGIOSAS
A religião cristã, que se fundamentava num culto espiritual e interno, contrastava com a religião romana, que valorizava os altares, ídolos e práticas externas. As reuniões sigilosas dos cristãos fez com que ataques morais fossem feitos contra eles, acusando-os incesto, de canibalismo e práticas desumanas, distorções do comer e beber os elementos representativos da ceia (corpo e sangue de Cristo), e dos ósculos santos ou beijo da paz.

C) PRÁTICAS SOCIAIS:
A influência dos cristãos sobre as classes pobres e escravas produziu uma aversão por parte dos líderes aristocráticos e influentes da sociedade, que desprezava os crentes. A idéia e o discurso de igualdade entre os homens não soava bem para o modelo e estrutura aristocrática (poder dos melhores). Os cristãos também se separavam dos ajuntamentos pagãos dos templos, teatros e lugares de recreação, promovendo assim uma antipatia sem precedentes em qualquer grupo inconformista da história.

D) PRÁTICAS ECONÔMICAS:
Podemos citar a oposição dos fabricantes de ídolos em Éfeso (At 19.27). Havia, o que poderia se chamado hoje de um mercado religioso, onde sacerdotes, fabricantes de ídolos, videntes, pintores, arquitetos e escultores lucravam com a religião.
Quando em anos posteriores o Império sofreu uma crise econômica, a opinião pública atribuiu o problema à presença do cristianismo no Império, e como consequência o afastamento da proteção e provisão dos seus deuses.

COMO ENFRENTAR A PERSEGUIÇÃO:
As perseguições, ao longo da história, são distribuídas em dois principais grupos cronológicos, o primeiro de Nero, até o ano 250, que foram locais e provavelmente sem muitas perdas de vidas, e o segundo grupo, abrangendo a totalidade do império, com tentativas claras de extirpar o cristianismo como uma grande ameaça ao bem-estar comum.
Abaixo algumas das principais perseguições sofridas pelos cristãos nos primeiros séculos:
· Nero (54-68 d.C.)
· Domiciano (81-96 d. C.)
· Trajano (98-117 d.C.)
· Antonino Pio (138-161 d.C.)
· Marco Aurélio (161-180 d.C)
· Décio (249-251 d.C.)
· Valeriano (253-260 d.C.)
· Diocleciano (284-305 d.C.)

As perseguições só acabaram por ocasião do governo de Constatino, que através da promulgação do edito de Milão garantiu a liberdade de culto a todas as religiões dentro do império.

fonte:http://www.ebdweb.com.br/

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