Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai. Plano de aula

TEXTO ÁUREO
Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos(1 Co 10.11).

VERDADE PRÁTICA
Os erros e pecados de Israel servem-nos de alerta para que não venhamos a cometer os mesmos enganos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Êx 19.1-6; Nm 11.1-3
Êxodo 19
1 - Ao terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia, vieram ao deserto do Sinai.
2 - Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai e acamparam-se no deserto; Israel, pois, ali acampou-se defronte do monte.
3 - E subiu Moisés a Deus, e o SENHOR o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel:
4 - Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim;
5 - agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha.
6 - E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.

Números 11
1 - E aconteceu que, queixando-se o povo, era mal aos ouvidos do SENHOR; porque o SENHOR ouviu-o, e a sua ira se acendeu, e o fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial.
2 - Então, o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao SENHOR, e o fogo se apagou.
3 - Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porquanto o fogo do SENHOR se acendera entre eles.

PROPOSTA
         Murmuração: característica negativa de quem não confia;
         Deus curou Israel satisfazendo suas necessidades;
         Maná: provisão especial de Deus;
         Maná: apontava para Jesus (o pão vivo descido do céu);
         Distancia do Sinai à Canaã: cerca de 500 km;
         Parada no Sinai: cerca de 1 ano;
         Os ídolos sempre foram laços para Israel;
         Ídolo: tudo o que ocupa o lugar de Deus na vida humana;
         “Não terás outros deuses diante de mim”.

INTRODUÇÃO
“Por que estudar as lições do Antigo Testamento, sendo nós cristãos da Nova Aliança?”. Os fatos do Antigo Testamento são como figuras (1 Co 10.1-12), que nos alerta para não cometermos os mesmos erros dos hebreus no passado. Jamais devemos seguir os caminhos da desobediência, rebeldia e idolatria trilhados por Israel no deserto.

Durante a caminhada dos hebreus até o Sinai, Deus guiou e sustentou seu povo que foi infiel, murmurador e idólatra, mesmo assim o Senhor permaneceu fiel e cuidou dos israelitas.

A insatisfação dos hebreus ficou evidente logo no inicio, quando se depararam com o mar Vermelho. Em vez de demonstrarem confiança, principalmente após a ocorrência das pragas ainda em território egípcio, eles preferiram questionar a sábia e irrevogável decisão de Deus (Ex 3.9-10).

O sobe e desce do nível espiritual dos hebreus nunca ficou tão evidente quanto nos dias que antecederam e os posteriores à saída. Ficaram tão alegres e temerosos com as pragas e saída e se entristeceram logo quando deram de cara com o mar Vermelho.

Após a milagrosa passagem, novamente juraram fidelidade e louvaram a Deus, mas bastou se sentirem novamente em dificuldades para se rebelarem.

Eles não imaginavam, mas estavam sendo vigiados. Cada passo, ação, conversa e planos. As outras nações se preparavam para o temido encontro com os hebreus. A fama corria muito à frente deles (Js 2.10-11).

I. ISRAEL PEREGRINA PELO DESERTO
1. ISRAEL CHEGA A MARA (ÊX 15.23). 
O povo de Deus estava finalmente livre dos egípcios e toda a tensão vivida no Mar Vermelho havia diminuído. Era um período para descanso do povo. A caminhada recomeçou e eles foram conduzidos por Moisés até o deserto de Sur. Andaram três dias pelo deserto e as águas que encontraram em Mara eram impróprias para beber.

A alegria demonstrada no livramento recebido dava lugar ao choro diante das águas amargas. Eles não estavam reclamando de Moisés, o líder, mas de Deus (Êx 16.7,8), assim como muitos pensam e fazem hoje. Reclamar e cobrar de Moisés não era o melhor caminho para a solução daquele problema

Foram obrigados a tomarem águas amargas, portanto não estavam errados em reclamarem, estariam sim, caso a água fosse boa para o consumo ou se tudo estivesse correndo bem, mas naquelas condições não aceitaram o que estava sendo oferecido. A visão deles contrastava com o desejo de Deus.

A murmuração é uma característica negativa daqueles que não confiam no Senhor. Moisés confiava na providência do Pai. Então ele orou e Deus lhe mostrou um lenho. Moisés jogou o lenho nas águas e elas se tornaram boas para o consumo. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, “assim como Deus curou as águas amargas de Mara, assim Ele curaria Israel satisfazendo-lhes as necessidades físicas e, mais importante que tudo, curando o povo de sua natureza corrompida”.

Israel era uma massa de gente briguenta e sem fé que precisava ser lapidada pelo Senhor para que se transformasse em uma nação santa. A lapidação veio com as provações rumo ao monte Sinai.

2. RUMO AO SINAI (ÊX 16.1). 
Depois de Mara os israelitas foram para Elim e em seguida para o deserto de Sim, que ficava entre Elim e Sinai (Êx 19.1,2). Esse é um lugar inóspito, repleto de areia e pedra, porém um local perfeito para Deus tratar do seu povo. Diante das dificuldades o povo volta a murmurar e quer mais uma vez retornar ao Egito (Êx 16.2,3). Mas Deus é bom e misericordioso. Ele mais uma vez supriu as necessidades do seu povo.

No deserto de Sim, a fome assolou o povo,Deus envia o maná ao seu povo. O maná não foi um fenômeno natural, como alguns cogitam. Foi uma provisão especial de Deus. Esta provisão apontava para Jesus, o Pão Vivo que desceu do céu (Jo 6.31-35).

Deus sustentou seu povo através do deserto não somente com pão, mas também com carne e água. Em Refidim, Deus fez água jorrar da rocha (Êx 17.1-7). Ele é o nosso provedor (Sl 23.1). Tudo que temos vem do Senhor, por isso devemos ser gratos a Ele pela provisão. Depois de partir de Refidim, o povo, sob a orientação de Deus, caminhou até o monte Sinai, onde os israelitas receberam a lei do Senhor.

II. ISRAEL NO MONTE SINAI
1. O MONTE SINAI (ÊX 19.2). 
Este é um lugar especial para todo o povo de Deus. Ali Deus revelou-se de modo especial a Moisés e a Israel e lhe entregou os Dez Mandamentos. Ali os israelitas tiveram a revelação da glória e da santidade do Todo-Poderoso. Tiveram também a revelação da sua natureza, da sua lei, da expiação do pecado, da vontade divina e do seu culto. Todo o livro de Levítico, que trata do ministério e do culto ao Senhor, teve o seu desenrolar no acampamento do Sinai, ao pé do monte.

A distância do Sinai a Canaã é de quase 500 quilômetros, e seria percorrida em um curto prazo pelos israelitas, mas infelizmente levou 38 anos. A demora decorreu como parte do julgamento divino dos pecados de incredulidade, murmuração, rebelião e desvio dos israelitas (Dt 2.14,15).

Os hebreus percorreram, em média, 13 quilômetros ou 13.157 metros por cada ano de caminhada. Eles caminharam cerca 1,1 quilômetros ou 1.096 metros por mês. Foram 0,03 quilômetros ou 36,04 metros por dia.

2. A PERMANÊNCIA NO SINAI. 
No Sinai, Israel permaneceu, conforme as determinações do Senhor a Moisés, cerca de onze meses. Durante sua permanência ali, Israel caiu no abominável pecado da idolatria do bezerro de ouro (Êx 32.1-8,25). Com a idolatria veio a obscenidade, a imoralidade e a prostituição. Este horrível pecado de Israel é mencionado várias vezes (1 Co 10.7). Apesar de Israel ter falhado, o eterno propósito salvífico de Deus não falhou (Ef 3.11).


 
Os hebreus estavam de uma vez por todas engajados naquela caminhada, cansados, mas não poderiam parar, muito menos tinham autorização para fixarem moradas naquelas regiões, mesmo não visualizando Canaã e tampouco imaginando a distância, que ainda faltava, deveriam prosseguir. Se os revoltosos, murmuradores ou descontentes pudessem imaginar que ainda peregrinariam por longos anos certamente iniciariam, ou pelo menos, tentariam, uma nova vida mesmo com as precárias condições de vida vistas pelos lugares que já haviam passado.

A esperança, dos que aguardavam ansiosos, o desfecho daquela história era poderem contemplar a Terra Prometida após algum monte, porém era grande a desilusão, pois avistavam somente areia, deserto, novos inimigos e intermináveis problemas.

III. A IDOLATRIA DOS ISRAELITAS
1. O BEZERRO DE OURO (ÊX 32.2-6). 
Moisés e Josué subiram ao monte Sinai para se encontrar com o Senhor e receber dEle as tábuas da Lei. Ali eles ficaram muitos dias, e o povo, com pressa em saber notícias, começou mais uma vez a reclamar e a especular a causa da demora de Moisés e Josué.

Moisés havia desaparecido ou estava morto? O que poderiam pensar do líder? Procuraram Arão, que estava respondendo temporariamente pelo povo e cobraram atitudes, como se fosse ele um líder, no entanto por não possuir a mesma força e espírito de liderança que seu irmão, não conseguiu convencê-los sobre a possibilidade do retorno de Moisés.

Fizeram uma escultura de ouro com as suas jóias, atribuindo-lhe toda a gloria e honra acreditando que a liberdade do Egito houvera sido em virtude da intervenção da estátua. Esqueceram dos milagres vistos até aquele momento. Então aborreceram a Deus, que ali mesmo teve o desejo de destruí-los, já que chegaram ao extremo. Diversas passagens bíblicas relacionam o ídolo aos demônios, e o culto idólatra ao culto diabólico (Lv 17.7). Os ídolos sempre foram laços para o povo de Israel, a quem Deus elegeu como seu povo peculiar aqui na terra. Neste dia um bezerro de ouro conseguiu laçar uma nação.

Boa parte da riqueza ganha na saída do Egito (Ex 12.35-36), cumprimento do que fora prometido a Abraão (Gn 15.14) foi perdida, pois doaram (Ex 32.2) seus pendentes de ouro e quando não havia mais, partiram para os vasos de ouro. Afinal o bezerro deveria ficar bem bonitinho. Como gastaram para comemorar o nascimento de um falso deus.

2. CUIDADO COM A IDOLATRIA. 
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). O crente deve estar vigilante contra a idolatria. Muitos pensam que idolatria é somente adorar a imagens de escultura. Todavia, um ídolo é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus na vida humana. Alguma coisa tem ocupado o lugar do Senhor em seu coração? Peça a ajuda do Pai e livre-se imediatamente de toda idolatria. O apóstolo Paulo adverte a igreja de Corinto para não se envolver com a idolatria, como o povo de Israel no deserto (1Co 10.14,19-21).

3. A IDOLATRIA NO CORAÇÃO. 
O profeta Ezequiel adverte-nos sobre isso em 14.2-4,7 do seu livro. O primeiro mandamento do Eterno em Êxodo 20.3, ordena: “Não terás outros deuses diante de mim”. Israel, antes de ser liberto e resgatado da escravidão do Egito, pecou contra o Senhor, adorando a falsos deuses (Is 24.2,15; Gn 35.2,4). Deus conhece o coração do homem e sabe da sua propensão à idolatria. Precisamos vigiar, pois somente Deus deve ser único dominador e rei em nosso coração.

Os hebreus receberam um livramento naquele dia, mas sentiram pela primeira vez o ardor da ira de Deus, que foi dividida em duas fases:
a) Castigo aos idólatras. Todos temeram quando viram Moisés dando ordens aos levitas para que matassem todos os idolatras, fossem ele idosos, mulheres, crianças, filhos, parentes, amigos ou não. Sentiram então a proporção do pecado cometido. Imaginaram que morreriam todos ali, porem pela misericórdia Divina, foram poupados do total derramamento da ira e novamente aquela situação tão delicada teve um desfecho, um tanto quanto tranqüilizador.

b) Perda da companhia de Deus. A partir daquele momento perderam a constante presença de Deus que não mais estaria a frente deles. Agora o seu anjo os guardaria na caminhada, isto tudo em virtude da infidelidade demonstrada por aqueles que contemplavam as operações de Deus de prodígios e maravilhas. Mesmo nestas condições não ficaram órfãos ou somente dependentes de suas próprias forças ou sorte.

Por um momento, Israel esteve na iminência de ser varrido do mapa, antes mesmo de possuir seu território. Quase adotaram um novo Senhor, a imagem de um bezerro de ouro, eleito por eles, diante do breve sumiço de Moisés, que estava justamente recebendo os mandamentos de Deus, um dos quais alertava justamente para aquele erro. Israel conheceu a idolatria, em pleno deserto, se rendendo a imagem de um animal irracional, o que também seria condenado e reprovado por Deus.

CONCLUSÃO
O Salmo 106 relata os tropeços de Israel a caminho de Canaã, e a sublime história da infinita misericórdia de Deus para com eles. Deus é fiel! Israel pecou e cometeu muitos erros, porém os planos do Senhor em relação a Israel e a toda humanidade não foram frustrados. Como crentes devemos repudiar toda forma de idolatria, entronizando a Deus como único Senhor em nossos corações e mentes.

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

FORAM ALCANÇADOS?

1.   Israel reclamou muito durante a peregrinação pelo deserto;
2.   A chegada ao Sinai foi conturbada assim como a permanência;
3.   A idolatria provocou muitas perdas para Israel

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2014/02/1-trimestre-de-2014-licao-n-06-09022014.html. Acesso em 05 de fevereiro de 2014. Acesso em 29 e janeiro de 2014.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/02/aula-06-peregrinacao-de-israel-no.html. Acesso em 05 de fevereiro de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano V

Um comentário:

  1. Como já algum tempo que não lhe fazia uma visita, hoje passei por aqui
    afim de ver e ler os seus trabalhos, fico grato a Deus pela sua firmesa e
    dedicação à causa de Rei dos reis.
    Desejo que continue a dar-nos bons textos e a ser ser um instrumento
    nas mãos do grande Oleiro.
    Sou António Batalha, do Peregrino E Servo.
    Deixo-lhe a minha bênção, e que a paz de Jesus encha sempre seu coração.
    Abraço.

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