quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Escola Dominical - Pr Eliel - Nova York
"A reconstrução começou pelo interior, pelo Templo, o negócio tem que ser de dentro para fora. O interior antes do exterior. Templo embargado, obra paralisada"
Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III
sábado, 15 de dezembro de 2012
Planos traçados no meio do caminho são diferentes das ações no ato da chegada
Ninguém
poderia reclamar, pois a autorização, recursos, investimentos e encarregados
para administrarem aquela tão grande obra já estava ali em Jerusalém.
A parte mais difícil havia ficado com Deus, que tocou
no coração de um ímpio, para que se cumprisse a palavra dita por Jeremias (Jr
25.11; 29.10), o qual ordenou e destacou o primeiro pelotão de corajosos e
ávidos pela reconstrução. A benção foi tão grande que até mesmo o que havia
sido roubado por Nabucodonosor (2 Cr 36.18; Jr 52.18-19), um a um, foram
restituídos segundo as ordens do satisfeito e admirado rei Ciro, que se alegrou
por ter sido escolhido por Deus para tamanho feito.
“No primeiro ano do reinado de Ciro, rei dos
persas, setenta anos depois que as tribos de Judá e de Benjamim foram levadas
escravas para a Babilônia, Deus, tocado de compaixão pelo sofrimento delas,
realizou o que havia predito pelo profeta Jeremias, antes mesmo da ruína de
Jerusalém: que, passados setenta anos em dura escravidão, sob Nabucodonosor e
seus descendentes, voltaríamos ao nosso país, reconstruiríamos o Templo e
desfrutaríamos a nossa primeira felicidade. Assim, pôs Ele no coração de Ciro
escrever uma carta e enviá-la por toda a Ásia. [...] Esse soberano falava assim
porque lera nas profecias de Isaías, escritas duzentos e dez anos antes que ele
tivesse nascido e cento e quarenta anos antes da destruição do Templo, que Deus
lhe tinha feito saber que constituiria a Ciro rei sobre várias nações e
inspirar-lhe-ia a resolução de fazer o povo voltar a Jerusalém para reconstruir
o Templo. Essa profecia causou-lhe tal admiração que, desejando realizá-la,
mandou reunir na Babilônia os principais dos judeus e anunciou que lhes
permitia voltar ao seu país e reconstruir a cidade de Jerusalém e o Templo, que
eles não deveriam duvidar de que Deus os auxiliaria nesse desígnio e que
escreveria aos príncipes e governadores de suas províncias vizinhas da judéia
para que lhes fornecessem o ouro e a prata de que iriam precisar e as vítimas
para os sacrifícios” JOSEFO (livro décimo primeiro, capítulo 4).
Que alegria, que avivamento fora provocado
entre os judeus. E o que dizer do temor provocado nas outras nações (Sl
126.1-2) ao contemplarem a comitiva dos vitoriosos retornando para Jerusalém?
Todos cheios de planos! Planos? Que planos?
- Resgatarem a economia judaica?
- Incentivarem a construção civil com subsídios que certamente Zorobabel, o governante, ofereceria?
- Elevarem a auto-estima dos judeus, que por muito estava por baixo, principalmente daqueles que foram “deixados para trás” (Ne 1.1-3; Lm 1.1-6)?
- Aproveitarem a experiência política adquirida na Babilônia e Pérsia para provocarem uma revolução em Jerusalém? Talvez transformando a cidade do reino em uma grande cidade do império judeu.
O único plano traçado, ainda na Pérsia e
revelado a Ciro, dava conta da reconstrução do Templo salomônico (2 Cr 36.23) e
isto alegrou o coração deles durante a longa viagem, tanto que não cansavam de
repetir. “Em nome de Jeová, quando chegarmos, iniciaremos rapidamente a
reconstrução”.
Planos traçados no meio do caminho são bem
diferentes das ações no ato da chegada. Este dilema também foi enfrentado por
Neemias em seu retorno, pois a ousadia e coragem demonstrada por ele, no seu
pedido ao rei Assuero (Ne 2.5) e durante a viagem, quase foram sufocados na sua
chegada em Jerusalém. A principio, a recepção foi um tanto quanto calorosa (Ne
2.10), já que ele foi quase queimado vivo pelos olhares de Sambalate, Tobias e
Gesém, mas os três dias de inspeção noturna, em silêncio, confortaram o seu
coração e devolveram a confiança na vitória.
Neemias se deparou com a necessidade e urgência
da obra, para a qual havia sido enviado, tal como os primeiros judeus que
retornaram com Zorobabel e Josué, que encontraram uma cidade ainda em piores
condições, portanto o trabalho deles seria maior e como já vieram com o plano
em mente, logo colocaram em prática (Ed 3.1-3) iniciando pelo altar, vindo
depois as bases do alicerce.
Certamente, alguns devem ter questionado acerca
desta decisão, pois como priorizariam a reconstrução do Templo, a maior riqueza
espiritual concreta, e o apresentariam aos seus vizinhos e inimigos todo aquele
tesouro?
“Restituímos também, por meio de Mitredate e de
Zorobabel, os vasos sagrados que o rei Nabucodonosor retirou do Templo, para
que lá sejam recolocados. Seu número é de cinqüenta bacias de ouro e
quatrocentas de prata; cinqüenta vasos de ouro e quatrocentos de prata;
cinqüenta baldes de ouro e quinhentos de prata; trinta grandes pratos de ouro e
trezentos de prata; trinta grandes taças de ouro e duas mil e quatrocentas de
prata; e, além disso, mil outros grandes vasos”. JOSEFO (livro décimo primeiro,
capítulo 4).
Estavam completamente desprotegidos, já que os
muros da cidade ainda estavam queimados e reduzidos ao pó. Deveriam cuidar
primeiramente do espiritual, das coisas de Deus, que certamente o material
seria acrescentado (cfe Mt 6.33). Além do mais, esta tarefa seria de Neemias
(Ne 6.15), que finalizaria todo processo de reconstrução da cidade e nação.
Mas os judeus não entenderam que era necessário
iniciarem e concluírem a reconstrução, tanto que os planos traçados no caminho
foram sufocados pelas adversidades encontradas. Facilmente foram intimidados
pelos opositores, os mestiços samaritanos (2 Rs 17.24), que conseguiram
paralisar a obra. A primeira tentativa foi através do engano, pois se infiltrariam,
fingindo-se adoradores, para então sabotarem a reconstrução (Ed 4.1-2).
“Essa notícia chegou até Samaria, e os
habitantes dessa cidade vieram indagar o que se passava. Ao saber que os
judeus, regressando do cativeiro da Babilônia, haviam reconstruído o Templo,
rogaram a Zorobabel, a Jesua, sumo sacerdote, e aos principais das tribos que
lhes permitissem contribuir para aquelas despesas, dizendo que adoravam o mesmo
Deus e que não tinham outra religião desde que Salmaneser, rei da Assíria, os
trouxera da Chutéia e da Média para morar em Samaria. Todos de
comum acordo responderam que não podiam fazer o que desejavam, porque Ciro e
Dario haviam permitido que só eles, os judeus, reconstruíssem o Templo, mas que
isso não impediria que eles e todos os de sua nação viessem adorar a Deus, o
que podiam fazer com toda a liberdade” JOSEFO, (livro décimo primeiro, capítulo
4).
Judeu convicto, certos de sua missão, calejado
e que havia aprendido com a rapidíssima aula na Babilônia, durante os setenta
anos de exílio, certamente não cairia nesta conversinha ecumênica. Tal como
Neemias (Ne cap. 4) que soube muito bem lidar com situação semelhante.
“Deixem-nos edificar convosco, porque como vós,
buscaremos a vosso Deus, como também já lhe sacrificamos desde os dias de
Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou vir para aqui”. Esdras 6.1-2.
Deixem-nos edificar convosco? Porque buscaremos
a vosso Deus? Vosso? Porque não disseram o nosso Deus? E sacrificaremos como
nos dias do assírio Esar-Hadom? Eles sacrificaram naqueles dias para fugirem
dos leões. Aqueles estrangeiros (2 Rs 17.24-41) confessos fariam tudo aquilo de
novo?
Zorobabel e Josué não caíram naquela cilada e
não permitiram a mistura durante a obra. Estavam cumprindo as ordens do rei
Ciro que foram bem taxativas: “reconstruam vocês”. Foi então que os samaritanos
partiram para o plano B, as falsas acusações junto ao império persa.
Para desmotivarem o povo foi fácil, não
precisaram de muito esforço ou sequer repetiram a dose. O tiro foi certeiro. O
decreto de paralisação foi editado, publicado na imprensa oficial da época e a
obra foi embargada (Ed 4.24).
Então os trabalhos de adoração e sacrifícios
deveriam ser feito ali mesmo, nas bases do alicerce do antigo Templo ou entre
as ruínas, enquanto isto os que não fossem nas reuniões ficariam em suas casas
arejadas, grandiosas, bem acabadas, sofisticadas, arquitetadas, etc.
Ou alguns destes judeus ofereceram suas casas,
suas garagens, seus quintais, para que todos se reunissem tal como fizeram nos
duros anos na estadia babilônica? Ou quem sabe se reuniram embaixo dos
salgueiros para salmodiarem e cantarem louvores a Jeová (Sl 137.1-4).
Havia júbilo quando eram chamados à casa do
Senhor (Sl 122.1)? Não puderam cantar em terras estranhas (Sl 137.4), também
não poderiam fazer o mesmo em condições estranhas tanto quanto a anterior. No
exílio estavam sem o Templo, mas em Jerusalém também estavam!
Teríamos coragem de participarmos de reuniões
expostos ao sol, vento, chuva escárnios e comentários, tipo: “eles não tem
lugar para se reunirem? Não conseguem construir um templo próprio? Não tem
recursos? Ou falta coragem?”
Faltam homens de mulheres que tomem a frente,
que lancem desafios tal como Zorobabel e Josué (Ed 4.3). A mesma reação tiveram
os mercadores, vizinhos e inimigos de Israel quando passavam por Jerusalém e a
viam em ruínas, sem muros e portas. Eles exclamavam: não tem homens nesta
cidade para a reconstruírem?”
A primeira etapa do plano de Deus para
reconstruírem a cidade estava finalizado, restava agora Esdras retornar com o segundo
grupo para resgatar o ensino da lei e Neemias para reerguer os muros e portas
da cidade.
“Depois de no segundo mês do segundo ano
lançarem os alicerces do Templo, começaram, no dia primeiro de dezembro, a
construir a parte superior. Todos os levitas com vinte anos ou mais, e Jesua,
com os seus três filhos e seus irmãos, e Cadmiel, irmão de Judá, filho de
Aminadabe, com os seus filhos, que haviam sido encarregados da direção dessa
obra, nela trabalharam com tanto empenho e solicitude que a concluíram muito
antes do esperado. Então os sacerdotes, revestidos de seus vestes sacerdotais,
marcharam ao som de trombetas, enquanto os levitas e os descendentes de Asafe
cantavam em louvor a Deus hinos e salmos compostos pelo rei Davi. Os mais
antigos do povo, que haviam contemplado a magnificência e a riqueza do primeiro
templo, considerando o quanto esse estava longe de igualá-lo e julgando assim a
grande diferença entre a sua prosperidade no passado e a presente, sentiram tão
profunda dor que não puderam reter as lágrimas e soluços. O povo em geral,
porém, ao qual somente o presente podia impressionar, não fazia tal comparação.
Estava tão contente que as queixas de uns e os gritos de júbilo de outros
impediam que se ouvisse o som das trombetas”. JOSEFO (livro décimo primeiro,
capítulo 4)
Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003
Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP).
Sociedade Bíblica do Brasil, 2000
Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil,
Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003
JOSEFO, Flávio.
História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por
Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Ageu, o compromisso do povo da aliança. Plano de aula
TEXTO ÁUREO
“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas
coisas vos serão acrescentadas” (Mt
6.33).
VERDADE PRÁTICA
A verdadeira profecia liberta o povo da
indiferença e do comodismo espiritual.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Ageu 1.1-9.
1 - No ano segundo do rei Dario, no sexto mês,
no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta
Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de
Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:
2 - Assim fala o SENHOR dos Exércitos, dizendo:
Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser
edificada.
3 - Veio, pois, a palavra do SENHOR, pelo
ministério do profeta Ageu, dizendo:
4 - É para vós tempo de habitardes nas vossas
casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?
5 - Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos:
Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos.
6 - Semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas
não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se
aquece; e o que recebe salário recebe salário num saquitel furado.
7 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o
vosso coração aos vossos caminhos.
8 - Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a
casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o SENHOR.
9 - Olhastes para muito, mas eis que alcançastes
pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu lhe assoprei. Por quê? —
disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, e cada
um de vós corre à sua própria casa.
PROPOSTA DA
LIÇÃO
•
Ageu: primeiro
profeta pós-exílio;
•
Único que apresenta
com precisão as data das mensagens;
•
Tema do livro:
reconstrução do Templo;
•
“Não era tempo de
construir”. Esta era a desculpa do povo;
•
Povo em suas casas
forradas e o Templo embargado;
•
“Vossos corações
[...] vossos caminhos” – para reflexão;
•
Economia da nação:
muita semeadura, baixa produção;
•
Motivo: desleixo com
o Templo;
•
A solução para o
problema foi a reconstrução do Templo.
INTRODUÇÃO
A hegemonia política e militar estava com
os persas, pois os assírios e babilônios não existiam mais como impérios.
Quanto ao pecado de Judá, este não era a idolatria, pois o cativeiro erradicara
de vez essa prática, mas era outro, igualmente grave, a indiferença, a mornidão
e o comodismo espiritual dos judeus em relação à obra de Deus.
Ageu foi o primeiro profeta, pós exílio e
exerceu o seu ministério durante este período, que foi um dos piores de Israel,
pois a acomodação, a mornidão demonstrados ao Templo foi escandaloso. Eles se
preocuparam somente com suas casas, e não ofereceram o melhor para Deus, tal
como fizera Davi (2 Sm 7.2). Recursos para reconstruírem o Templo eles tinham,
faltava somente estabelecer esta obra como prioridade.
Este foi o cenário encontrado pelo profeta
Ageu, o embaixador do Senhor (1.13), cujo nome significa “festivo ou minha
festa”. Sua mensagem tinha por objetivo o encorajamento dos judeus para que
reconstruíssem o Templo.
O retorno havia sido autorizado por Ciro,
mas somente retornaram os que estavam em situação difícil no império persa, já
que os abastados preferiam manter suas posses e comércio. Estes que voltaram
com Zorobabel, o governador e Josué, o sumo sacerdote, se intimidaram com a
oposição dos samaritanos e investiram somente em suas próprias casas,
esquecendo-se completamente do Templo. “O povo da aliança, depois de retornar
do cativeiro, também se esqueceu do seu compromisso com o Senhor”.
I. O LIVRO DE AGEU
1. CONTEXTO HISTÓRICO.
O rei Ciro, da Pérsia, pelo seu decreto, pôs
fim ao cativeiro de Judá em 539
a .C. Pouco tempo depois, a primeira leva dos hebreus
partiu da Babilônia de volta para Judá, a fim de reconstruírem Jerusalém e o
Templo (2 Cr 36.22-23), em cumprimento o que houvera sido profetizado por
Isaías e Jeremias (Is 45.1-3; Jr 25.11-12; 29.10-14). Zorobabel e Jesua ou
Josué, lideraram esta primeira leva de judeus que tinham no coração o desejo de
colocarem em prática o decreto real persa (Es 3.8-10).
Mas a alegria e o animo destes judeus
duraram pouco, pois os inimigos se aliançaram e paralisaram a obra. Sobre isto
o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:
“Todavia, os inimigos, da raça mista dos
samaritanos, haviam-se colocado contra os judeus durante todo o reinado de
Ciro, rei da Pérsia, até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia (Ed
4:24). A construção do Templo cessou pouco depois de ter começado, em 534 a .C. A letargia
espiritual generalizou-se, induzindo o povo a voltar à reconstrução de suas
próprias casas. Somente em 520
a .C, sob autorização de Dario (cf. Ed cap. 6) e, após
este, sob autorização de Artaxerxes (cf.
Ed 6:14), Ageu, acompanhado pelo profeta Zacarias, conclama Zorababel e o povo
a retomar a construção da casa de Deus. Em 516 a .C., vinte e um anos
após lançados os alicerces (Ed 3:10), o Templo foi completado e dedicado ao
Senhor (cf Ed 4-6). A arca da aliança, contendo as duas tábuas da lei, não
fazia parte do Templo novo. Ela teria sido destruída numa ocasião anterior
desconhecida, da história de Israel”.
a) Cambises. Ciro reinou até 530 a .C, ano em que faleceu.
Cambises, identificado na Bíblia como Artaxerxes (Ed 4.7-23), reinou em seu
lugar até 522 a .C.
Este, por dar ouvidos a uma denúncia dos vizinhos invejosos e hostis a Judá,
decidiu embargar a construção da Casa de Deus em Jerusalém (Ed 4.23).
b) Dario
Histaspes.
Após a morte de Cambises, assumiu o trono da Pérsia (reinando até 486 a .C), e autorizou a
continuação da obra do Templo. Ele é citado nas Escrituras Sagradas
simplesmente como “Dario” (Ed 6.1, 12, 13).
2. VIDA PESSOAL.
Ageu foi o primeiro profeta a atuar no
pós-exílio. Atuou como um incentivador “dos trabalhos de restauração” do Templo.
Seu chamado ocorreu cerca de dois meses antes de Zacarias receber o primeiro
oráculo: “no ano segundo do rei Dario” em 520 a .C (1.1; Zc 1.1). O fato de Ageu
apresentar-se como “profeta” (vv.1,3,12; 2.1,10) demonstra que os
contemporâneos reconheciam-lhe o ofício sagrado. Além dele, apenas Habacuque e
Zacarias mencionam o ofício profético em suas apresentações (Hc 1.1; Zc 1.1).
É bem provável que ele tenha tomado ciência
das “glórias do templo salomonico, talvez tenha recebido tais informações de
alguns profetas que exerceram seus ministérios durante o cativeiro babilônico.
3. ZOROBABEL.
A profecia de Ageu foi dirigida “a
Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque,
o sumo sacerdote” (v.1). Sob a sua liderança e a do sacerdote Josué, ou Jesua,
filho de Jozadaque, os remanescentes judeus retornaram da Babilônia para
Jerusalém (Ed 2.2; Ne 7.6,7; 12.1). A promessa divina dirigida a Zorobabel é
messiânica (2.21-23), sendo que a própria linhagem messiânica passa por ele (Mt
1.12; Lc 3.27). Dessa forma, Jesus é o “Filho de Davi”, mas também de
Zorobabel.
4. ESTRUTURA E MENSAGEM.
O livro consiste de quatro curtos oráculos.
O primeiro foi entregue “no sexto mês, no primeiro dia do mês” (v.1) [mês
hebraico de elul, 29 de agosto]; o segundo, “no sétimo mês, ao vigésimo
primeiro do mês” (2.1) [mês de tisrei, 17 de outubro]; o terceiro e o quarto oráculos
vieram no mesmo dia, o “vigésimo quarto dia do mês nono” (2.10,20) [mês de
quisleu, 18 de dezembro]. A revelação foi dada diretamente por Deus (vv.1,3).
Apenas Ageu apresenta com tamanha precisão as datas do recebimento dos
oráculos.
O tema do livro é reconstrução do Templo,
tanto que dos trinta e oito versículos divididos em dois capítulos, dez falam
da Casa de Deus, em Jerusalém (vv.2,4,8,9,14; 2.3,7,9,15,18). Em o Novo Testamento ,
Ageu é citado uma única vez (2.6; Hb 12.26,27).
Segundo o professor Luciano de Paula
Lourenço escreveu, o livro de Ageu contém quatro grandes mensagens, sendo elas:
“Primeira
mensagem. Ageu repreende os repatriados por estarem tão
interessados em suas próprias casas, revestidas de cedro por dentro, enquanto a
Casa de Deus permanecia em desolação (Ag 1:4). O profeta exorta-os por duas
vezes a considerar seus caminhos (Ag 1:5,7), revelando-lhes ter o Senhor Deus
retirado a bênção sobre eles em consequência de seus maus caminhos (Ag
1:6,9-11). Zorobabel e Josué, juntamente com o restante do povo, reagindo à
palavra do profeta, demonstram reverência a Deus, e recomeçam a obra (Ag
1:12-15)”.
“Segunda mensagem. Poucas semanas depois, a reação
dos repatriados, que haviam visto a glória do primeiro Templo e que
consideravam como nada o segundo, começava a desanimar o povo (Ag 2:3). Ageu,
então, exorta os lideres a se mostrarem corajosos, porque: (a) seus esforços faziam parte de um quadro profético mais amplo (Ag
2:4-7). (b) “a glória desta ultima casa será maior do que a da primeira” (Ag
2:9)”.
“Terceira mensagem. A terceira mensagem de Ageu
conclama o povo a viver uma vida de santa obediência (Ag 2:10-19). Ageu afirma
a inversão da sorte de Israel por causa da edificação do Templo”
“Quarta mensagem. A quarta mensagem traz uma
promessa relativa a Zorobabel; ele representaria a continuação da linhagem e da
promessa messiânica (Ag 2:20-23)”.
II. RESPONSABILIDADE E OBRIGAÇÕES
Ageu inicia a mensagem com a fórmula
profética que aponta para a autoridade divina (v.2). O povo, em débito que
estava com o Eterno (v.2b), em vez de reivindicar o decreto de Ciro para
continuar a construção do Templo, usou a desculpa de que não era tempo de
construir. Disseram que não era tempo ainda de ser edificada a casa do Senhor.
A deles era!
Eles priorizaram o humano em detrimento ao
espiritual. Eles “fizeram uma leitura errada quando interpretaram que a
presença de dificuldades devia levá-los a desistir da obra”. Por isso, o Senhor
evita chamar Judá de “meu povo”, referindo-se a eles como “este povo”. Em
outras palavras, Deus não gostou da desculpa da nação (Jr 14.10,11).
2. INVERSÃO DE PRIORIDADES (VV.3,4).
O oráculo volta a dizer que a Palavra de
Deus veio a Ageu (v.3). Ênfase que demonstra ser o discurso do profeta uma mensagem
advinda diretamente do Senhor, que foram confirmadas com o cumprimento das
profecias que diziam respeito ao retorno.
Mas o povo elegeu outras prioridades e
preocuparam-se apenas em morar em casas forradas, enquanto que o Templo, cujo
embargo havia ocorrido há 15 anos, continuava em total abandono (v.4). Era uma
opção insensata. Os judeus negligenciaram uma responsabilidade que, através do
rei Ciro, o Altíssimo lhes atribuíra (Ed 1.8-11; 5.14-16). O desprezo pela Casa
do Altíssimo representa o gesto de ingratidão do povo judeu (veja o reverso em
Davi: 2 Sm 7.2).
O plano dos samaritanos desmotivou e não
houve necessidade da segunda dose ou um reforço. Na verdade era isto o que eles
queriam, um pretexto. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço
escreveu:
“O povo tinha provas suficientes de que era da vontade de Deus que eles
reconstruíssem o Templo. Deus já havia tocado o coração do rei Ciro para
libertá-los e enviá-los a Jerusalém, provendo-lhes recursos com esse propósito
(2Cr 36.22,23; Ed 1.1-4). Também os judeus conheciam a profecia de Isaías
acerca de Ciro: "Ele é meu pastor
e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será reedificada;
e do Templo: Será fundado" (Is 44:28). Apesar de estarem plenamente
cônscios disso, o povo inverteu as prioridades: em vez de cuidar primeiro das
coisas de Deus, estavam priorizando o seu progresso material: primeiro a minha
vida, mais tarde a de Deus; primeiro cuidarei dos meus negócios, se tempo
houver mais tarde cuidarei dos negócios de Deus; eu primeiro, depois Deus”.
3. UM CONVITE À REFLEXÃO.
No versículo cinco, vemos um apelo à
consciência e ao bom senso, pois é o próprio Deus quem fala. Tal exemplo mostra
que devemos parar e refletir, avaliando a situação à nossa volta, percebendo,
inclusive, o agir do Senhor. Era grande o desprezo do povo em relação à obra de
Deus. Era necessário um despertamento para que não praticassem os mesmos erros
do passado. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:
“O desprezo em relação a Deus e o descaso para com sua obra tinham
levado o povo de Israel a quebrar sua aliança com Deus. A violação do pacto
trouxe o chicote da disciplina às suas costas, a fome às suas casas e a
insatisfação aos seus corações. Por não terem aprendido com as lições do
passado, o povo estava caindo nos mesmos erros”.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
HInos sugeridos para lição 11
Hinos sugeridos e exclusivos para lição 11
composição: Ailton Silva
Por: Ailton da Silva - (18) 8132-1510 - Ano III
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