Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

deletar informações sem deletar registros

Esta é uma dica boa.
Aplicação: Um botão de comando que no evento ao clicar ele deletará as informações de alguns campos que forem indicados e fechará o formulário. Eu incluo sempre em formulario onde efetuo estornos de pagamentos, recebimentos, etc, ele deleta as informações, confirmando e fechando.

(no evento ao clicar) do botão
Me.(nome do campo que deseja deletar informações, sem os parenteses) = Null
Me.(outro campo que deseja deletar) = Null
MsgBox "BLA BLA BLA BLA BLA, tipo estorno efetuado com sucesso", vbOKOnly, "NOME DO SEU PROGRAMA"
DoCmd.Close End Sub

uma do Sr. Spock

“onde não há emoção não há razão para a violência – Senhor Spock

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A águia

HISTÓRICO DA ÁGUIA
3 - O COMPANHEIRO DA ÁGUIA
A ornitologia profere que nenhuma outra ave é tão unida quanto as águias, elas são tão unidas que quando um caçador chega a capturar uma delas, as demais choram literalmente, a falta da águia capturada. (Será que isto é companheirismo?). Assim deve ser o crente águia, deve amar o seu irmão com amor ágape (amor sacrificial), Sal. 133:1-3. Já diz o adágio popular "uma comunidade unida, jamais será vencida". (Gl.6:2).

4 - A VISÃO DA ÁGUIA
O golpe de vista da águia é humanamente falando incomparável. É a única ave que encara por quantas horas quiser o resplendor do sol. A águia é dotada de um grande poder visual, tem olhos graúdos de natureza que o mesmo ocupa quase um terço do seu crânio, segundo a ornitologia o cristalino dos olhos das águias focaliza uma formiga a 10.000m de altitude e em linha reta, horizontal, pode detectar a 20 km de distância.

5 - A POTENCIALIDADE DE VOAR
Os ornitólogos, apelidam as águias de rainha dos ares, porque de todas as aves que decolam, ela é a que voa mais alto.
E chamada também de rainha dos ares por ser a única ave que enquanto voa, descansa. Isso é possível devido a sua estrutura óssea.
Todas as aves que existem neste mundo tem a estrutura óssea longitudinal (comprida), a águia não, toda a sua estrutura óssea é cilíndrica, o que lhe permite:
A) Descansar enquanto voa;
B) Enfrentar tempestades;
C) Invadir turbulências.
A águia voa numa velocidade de 300 km/h e atinge a 10.000m de altitude (Pv. 30:18,19;Pv23:5).

6 - O BRILHO OSTENSIVO NAS PENAS DAS ÁGUIAS
As penas da águia brilham de tal natureza que ofuscam os olhos de quem a fita. (Quando refletidos pelos raios solares).

7 - AS GARRAS DA ÁGUIA
A águia usa as suas garras como instrumento de defesa e ataque. As garras são tão importantes para elas como os braços são para os homens. Suas garras funcionam como trava, quando uma águia toma uma presa jamais ela escapa das suas garras.
A águia tira a serpente do buraco. Quando a águia percebe a presença de cobras ou serpentes em alguma toca, coloca as pontas das asas na boca da mesma. -A serpente irada morde as penas da águia solta o veneno mas não lhe atinge, porque são penas e não carne.
Continua irritando a serpente até que ela saia da toca para dar o bote. Aí então é agarrada pelas garras da águia, levada as alturas e esmagadas.

8 - A ÁGUIA É UMA AVE DIURNA
As águias exercem as sua atividades durante o dia, durante a noite elas se recolhem.

9 - O NINHO DA ÁGUIA
Os caçadores menos favorecidos são os caçadores de águia, pois ela faz o seu ninho em locais de alta segurança, aonde os homens não podem chegar.
Segundo a Bíblia as águias fazem o seu ninho em rochedo alterneiros, em montanhas altíssimas, em locais de difícil acesso. (Jó 39:27, 28).
A formação do ninho. Uma vez achando o local ideal para o seu ninho a águia vai até uma região espinhosa e transporta através de suas garras até o cume do monte uma boa quantidade de espinhos pontiagudos, posteriormente vem em alta velocidade e da numa manada de carneiros, apanha um filhote distante da manada, mata-o e desfola cuidadosamente, (o bico de uma águia é tão afiado como uma faca de açougueiro) come a carne do cordeiro morto com companheiros e companheiras, o couro do cordeiro e levado para secar, uma vez seco, é transportado para o ninho, esta estende o couro do cordeiro sobre os espinhos pontiagudos, assenta-se ali e põe quatro ovos, dois propositadamente é dispensado rochedo abaixo, os outros dois são chocados, no período de 35 a 40 dias.
Ao nascer os filhotes, a águia fica na incumbência de alimentá-lo. Enquanto ela sai para buscar a presa os filhotes são vigiados pelo pai.
Quando os filhotes já estão revestidos de plumagem a águia mãe chega na ponta do ninho e convida os seus filhotes a subirem em suas costas, porém o medo da altura em que estão não permite que eles atentem ao chamado da velha águia, ela irada por ser desobedecida puxa o tapete e eles caem sobre os espinhos, aí piando de dor eles sobem nas costas da velha águia, e a rainha dos ares alça vôo, em direção aos céus, duas horas de vôo mais ou menos é hora de ensinar seus filhotes voarem.
Ela baixa uma das asas e os filhotes descem, batem as asas desesperadamente, mas ainda não sabem voar, quando estão perto de espatifarem-se, ela dá um vôo rasante e apara os seus filhotes em suas costas, este processo é reiniciado por várias vezes, até as aguiazinhas alçarem vôo.

10 - O RENOVO DA ÁGUIA
A águia é a única ave que se renova (SI.103:5). Segundo a ornitologia a águia quando velha, perde o brilho das penas, as penas começam a cair, o nervosismo apodera-se dela, o bico enverga e cria um campo adunco de forma que a águia não pode alimentar-se, pois o capo adunco a impede, cria-se duas escamas nos seus olhos e o golpe de vista já não é mais o mesmo, suas garras envergam e perde o tato. Ficando feia, detestável. Mas o que me admira é que ela (a águia), não aceita a vida irrenovável. Que ela faz quando velha?
Foge para um rochedo e oculta-se ali, num período de 9 a 12 semanas enquanto isto, as velhas penas vão caindo e ela fica completamente depenada. As duas escamas ostensivas nos olhos aos poucos vão caindo. Já com a nova plumagem ela sai do refúgio (em um dia de sol), agora é hora do segundo processo de sua renovação (as garras e o capo adunco do bico). Que ela faz?
Voa em velocidade contra a rocha, crava o bico e as garras na parede de pedra, do cume até embaixo, deixando ali o adunco e as velhas garras, piando de dor, pois que tanto o bico quanto as garras estão em carne viva, jorrando sangue, vejam o que ela faz. Alça as alturas em busca do oceano, uma vez encontrado ela dá um rasante vôo e mergulha no oceano, o salitre (sal) ostensivo no mar estanca o sangue que jorra das garras e do bico.
Este processo (de mergulho) é repetido por 3 ou mais vezes. Posteriormente ela voa em direção ao bando, dá um brado "Keu; keu; keu " e é verdadeira festa entre elas.
Assim é o crente águia, nunca aceita a vida irrenovável. Se a vida irrenovável já te alcançou faça como a águia, fuja para a rocha (tipo de Cristo; rocha ferida de Meribá; pedra angular de esquina, rejeitada pelos edificadores) depois rala a tua vida nele mesmo e aí então poder mergulhar no oceano do Espírito.

Extraído do Livro: O crente e a águia – Pr. Abílio Santana

Presépio de mentiras


A Bíblia não diz que os magos eram reis, nem que eram três, nem que se encontraram com Jesus na manjedoura.

É interessante como a tradição a respeito dos magos que foram ver a Jesus INVENTOU três coisas que, de modo algum, fazem parte do fidedigno relato bíblico.

A primeira delas encontramos nas gravuras que aparecem em todo o mundo, tentando retratar a célebre visita. Nelas, vemos os magos entregando seus presentes diante de um bebê NA MANJEDOURA.

Isto jamais poderia acontecer, pois os magos chegaram em torno de dois anos depois do nascimento de Jesus. Vemos isto claramente descrito em Mateus 2:16:
"Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, DE DOIS ANOS para baixo, conforme o tempo do qual COM PRECISÃO se informara dos magos."

Está vendo? Herodes informou-se "com precisão" dos magos sobre o tempo em que a estrela aparecera no Oriente. O resto das informações que queria não se obteve porque os magos foram embora para casa "por outro caminho". (Mateus 2: 12).

O fato é que os magos jamais estiveram ao lado daquela manjedoura. Quando viram Jesus, José e Maria, eles estavam EM UMA CASA! (Mateus 2:12).

A segunda ilusão a respeito dos magos é que eram TRÊS. A Bíblia jamais revela isto. Existe a inferência, deduzida dos presentes que ofertaram (ouro, incenso e mirra).-(Mateus 2: 11).

O fato de serem três presentes não quer dizer que eram três magos. Podiam ter sido dois ou quatro, ou até mais. Também podiam ser três.

O ponto é que não se pode afirmar com certeza, baseado nos presentes. Um deles poderia ter trazido o ouro, ou então, se fossem quatro ou cinco, dois ou até três, poderiam ter trazido ouro, dois teriam trazido incenso e um, mirra.

A terceira coisa criada pela imaginação popular a respeito dos magos, é que eles eram REIS! Não existe qualquer evidência bíblica de que aqueles homens sábios, ou magos (no original "magi"), eram monarcas poderosos.

Não se pode deduzir isto de suas ofertas. Podemos apenas entender que eram ricos, porém reis, não. Ainda há aqueles que afirmam que eram três reis de países e raças completamente diferentes: um branco, um negro e um amarelo.

Extraído do livro: O que a Bíblia NÃO DIZ...mas muitos pregadores e mestres dizem! - Paulo de Aragão Lins


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jerusalém - Igreja - Apóstolos - Missionários

No Livro de Atos, encontramos os apostolos felizes com a manifestação do poder de Deus e confiantes de que tudo o que Jesus havia vaticinado sobre a vida deles se cumpriria a risca. Estavam cientes que aquele momento marcava o inicio do Cristianismo em Jerusalém.
O Espírito Santo estava atuando direta e indiretamente na vida do povo, através das pregações, revelações, visões, salvação, curas, milagres, maravilhas e batismos, porém mesmo diante de tanta manifestação, eles estavam esquecendo de um detalhe, importantíssimo para a propagação do Evangelho. O plano de Deus para salvação da humanidade não se resumia à apenas a uma cidade, uma nção, agora era para todas.
De inicio os apóstolos não entenderam este plano, pois imaginavam que a missão era apenas em Jerusalém, ou se muito, aos derredores, mal sabiam que estavam sendo preparados para uma longa jornada, aos confins da Terra, por isso foi necessário tanta manifestação do poder por parte de Deus, para que fossem encorajados a tão grande obra. Tudo o que ocorreu, naqueles dias, em Jerusalém foi necessário para:
  • Terem certeza de que Deus cumpriria com sinais e maravilhas o que eles pregassem, falassem ou profetizassem;
  • Precisavam ver o cumprimento de tudo o que fora vaticinado por Jesus sobre as suas vidas;
Todos os acontecimentos serviram para o encorajamento e preparação espiritual dos apóstolos antes que fossem enviados como missionários, iniciando os trabalhos missionários por Samaria, para derrubarem a barreira que os separavam. Durante séculos nada foi capaz de aproximá-los, somente a Palavra pregada genuinamente, na integra, conseguiu uni-los. Agora faltava somente os confins da Terra.
Mas como sair daquele ambiente gostoso que estavam inseridos naquela cidade, ao menos imaginaram que o plano não era somente ali? Será que se lembraram do dito de Jesus “confins da Terra”?
Por eles não sairiam, ficariam ali mesmo, apesar da pequena perseguição levantada, estavam felizes naquele lugar, mas era preciso que saíssem, e Deus agiria de forma a que isto se cumprisse, nem que doesse, entristecesse ou que alguns viessem a morrer. Mas para sairem para fazer a obra, era preciso uma leve e momentanea tribulação, perseguição, dispersão, que aos poucos, fora aumentada, para que assim os missionários cristãos (todo aquele capacitado e encorajado por Jesus) dessem realmente inicio a pregação do Evangelho.
Em toda a sua história, Jerusalém nunca havia enviado um profeta sequer para entregar a mensagem de Deus aos israelitas, somente recebia-os, ora com crédito, ora descrente, ora honrando-os, ora matando-os, mas agora era diferente, pois Jerusalém estava enviando missionários, sedentos por almas, para pregarem em todos os cantos da Terra, ignorando costumes, crenças, divisões étnicas, diferenças religiosas, raciais, históricas, ou seja nada agora seria capaz de impedir o crescimento do Cristianismo, nem mesmo a perseguição, na verdade ela foi o combustível para que toda esta grande obra explodisse em todos os cantos da Terra.
foto: http://www.mundi.com.br/Fotos-Jerusalem-936716.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O cativeiro babilônico

Os 70 anos de cativeiro na Babilônia foram tão cruéis e marcantes (negativamente) na história de Israel, pois se tornou no principal motivo que levou os israelitas a perderem a nacionalidade e religiosidade, mas numa analise profunda fico convencido que a proibição de viverem a própria cultura e da "necessidade e obrigatoriedade" de utilizarem um outro idioma, deixando o hebraico para segundo plano, foram na verdade as piores de todas as consequências possíveis e imagináveis de toda este episódio histórico.
Este cativeiro não foi tão doloroso quanto ao período no Egito, pois não ficou tão explicito o sofrimento físico, o que ficou bem evidente foram as regalias que tiveram em terras babilônicas (comércio, propriedades, posses), mas para usufruirem destas regalias tiveram que se adaptarem as condições daquelas terras e pior, tiveram que se curvar as suas culturas, línguas e costumes. Isto é facilmente aceitável, uma vez que foram deportados para Babilônia os inteligentes, ricos e os que tinham condições de, no mínimo, produzirem algo para o sucesso dos babilônicos. Os pobres, doentes e os que apresentavam qualquer tipo de dificuldades ficaram em Jerusalém, na "miséria".
Em outras palavras, este pequeno artigo, é para deixar claro que os cativos, judeus, se tornaram a mola propulsora da economia da Babilônia, mas por outro lado, este status doeu, lá no fundo da alma de todos os filhos de Abraão. Era Deus trabalhando na vida e na história do seu povo.

Á-bê-cê da álgebra

“Num belo dia, de acordo com o planejamento, você começa sua aula de Matemática para a turma de 10 alunos explicando que é possível fazer contas também com letras. Na carinha das crianças, aquela olhar de espanto. Você já pensou que os alunos, desde que organizaram as primeiras idéias matemáticas, lá na Educação Infantil, foram estimulados a realizar as quatro operações somente com os números?

Problema:
Em um estacionamento, há motos e carros. Ambos são chamados de veículos, certo? Posso escrever:

V para representar veículos;
C para carros;
M para motos.

Repare que não há, no enunciado, nenhum conhecimento novo para os alunos. A novidade está na maneira simbólica de tratar a questão. Depois continue a explicação:

Podemos afirmar que, se juntarmos as motos e os carros, temos os veículos. M + C = V

Se dos veículos tirarmos os carros, restam as motos. V – C = M

E se dos veículos subtrairmos as motos, sobram os carros. V – M = C

As três frases tornam-se parâmetros para o pensamento algébrico da criança. Elas se referem a uma única situação e representam todas as relações possíveis dentro dela.

Fonte: Revista Escola - outubro de 2003

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A grande verdade

"Dê à fé a oportunidade de crescer, até que você possa confiar em Deus para o totalmente impossível. Quando estiver certo de que Deus falou, não tenha medo de agir. E, quando o milagre acontecer, dê a Deus toda a glória. Permita que o milagre se torne um meio de alcançar os perdidos para Cristo".

extraido: ebdweb.com.br

lição 6 - A importância da oração


INTRODUÇÃO
A oração é a maior evidência da fé verdadeira. É a demonstração de que a alma busca um contato com Deus e que Nele crê. A oração cria uma comunhão real e estabelece um vínculo entre Deus e seus filhos.

A oração está entre as mais antigas práticas da humanidade, o que faz dela algo elementar e intuitivo. A oração é a expressão mais íntima da vida cristã, o ponto alto de toda experiência religiosa genuinamente espiritual. De todas as criaturas de Deus, somente os seres humanos é que fazem uso deste poderosíssimo meio de comunicação espiritual.

A Bíblia inteira exorta o crente à oração. Sem esse recurso valioso e indispensável à vitória contra o mal, é impossível o crente e a igreja resistirem às investidas das heresias.

Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até o Apocalipse, fica claro que orar faz parte da natureza espiritual do ser humano, por isto jamais pode ser vista como um ato de penitência ou castigo.


I – RECONHECENDO O VALOR DA ORAÇÃO
Oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, acostumados a orarem formalmente observando com rigor e pontualidade os horários destinados as suas orações. Este zelo era o principal motivo que os levavam a orarem em publico, estivessem onde estivessem, por isto, este tipo de oração tinha um cunhada no ritualismo sem nenhuma consistência espiritual, onde o mais importante era a exterioridade sofisticada, somente para receber o louvor humano.

A oração também não é como uma reza ou repetição interminável de enunciados. Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante dos seus inúmeros deuses, fato este reprovado por Jesus.

Afinal, o que é oração? A oração é, segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente, com seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas. Ver Jr 33”3.

A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-poderoso, onde não há espaço para monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir. É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo.


A) ELEMENTOS ESSENCIAS À ORAÇÃO
Alguns elementos são essenciais à oração, são eles destacamos:

a) Ação de graças – Nossas orações devem começar com agradecimento à Deus;

b) Louvor e adoração – Deus, deve ser louvado e adorado em nossas orações.

c) Intercessão – ato de pedir a Deus em favor de outrem.

d) Submissão – o cristão submisso aceita humildemente a autoridade e o senhorio daquEle a quem está orando.

e) Súplica – é o ato de fazer humildes e intensos rogos pedindo o favor especial de Deus;

f) Petição – As petições são os nossos pedidos pessoais, que podem ser os mais variados possíveis.


B) JESUS DESTACA O VALOR DA ORAÇÃO
Jesus orava pela manhã (Mc 1.35), à tarde (Mt 14.23) e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6.12). Se ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada um de nós.


II – A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE
O cristão deve entender que a oração, assim como a leitura da Palavra, é algo indispensável ao seu desenvolvimento espiritual. É como a alimentação de uma criança, que determinará sua estatura, sua saúde, atividade mental, etc. Se a criança tem uma alimentação deficiente, ela terá problemas de raquitismo, baixa imunidade, anemia, etc.

Além do desenvolvimento espiritual, devemos orar porque:

a) A oração é um mandamento bíblico (I Cr 16.11; Is 55.6; Am 5.4,6; Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24);

b) É o meio pelo qual recebemos as bênçãos de Deus (Lc 11.5,13; At 1.14);

c) Na oração falamos com Deus, e Ele se faz presente (Dt 4.7);

d) Na oração Deus fala conosco (II Co 12.9,10);

e) Recebemos ajuda divina (Hb 4.16);

f) Alcançamos o que pedimos (Mt 7.7,8);


III – COMO DEVE O CRENTE CHEGAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO
A oração modelo, registrada em Mt 6.9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida. Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as “vãs repetições” dos gentios. Ela não é uma oração universal, para toda a humanidade, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer Deus como Pai por intermédio de Jesus Cristo.


A) ONDE E QUANDO ORAR
a) Em princípio, devemos orar em todo o tempo;

b) Orar com perseverança. A questão não é apenas orar, mas orar constantemente. Orar não somente muda as coisas, mas também muda o crente.


B) CRITÉRIOS PARA NOSSAS ORAÇÕES SEREM RESPONDIDAS
É mediante a oração que nos aproximamos de Deus. Mas palavras ditas, dirigidas à deidade, não recebem automaticamente ouvidos atentos e respostas. Existem critérios que Deus requer da parte daqueles que se aproximam dEle:

a) “A fé não é de todos” (2 Ts 3.2). A verdadeira fé pressupõe um objeto sobre o qual ela se apóia. A fé cristã está fixada na Palavra de Deus e no Deus da Palavra.

b) Reverencia;

c) Honestamente.


C) IMPEDIMENTOS À ORAÇÃO
Há impedimentos à oração? Por que muitas de nossas orações não são respondidas quando?

a) pedimos erroneamente (Tg 4.3);
b) a oração é interesseira (Mt 20.20-28);
c) pedimos sem fé, ou duvidamos (Tg 1.5,6; Hb 11.6);
d) estamos fora da vontade de Deus (I Jo 5.14);
e) pedimos o que não convém (Rm 8.26);
f) não perdoamos (Mt 18.15-22; Mc 11.25,26);
g)os cônjuges não se entendem (I Pe 3.7);
h) há desavenças familiares (Ef 5.22-25,28-34);
i) Quando há pecados não confessos (Is 59.1,2).

Podemos afirmar que nossas orações serão atendidas quando:
a) Reconhecemos nossas imperfeições (II Cr 7.13,14);
b) Confessamos nossos pecados (Pv 28.13);
c) Nos humilhamos (Pv 16.8; Tg 4.6);
d) Perdoarmos (Mt 6.14,15);
e) Tivermos comunhão (Sl 133; I Jo 4.7,8);
f) Tivermos compromisso (Jo 15.13-16);
g) Respeitarmos às pessoas (I Tm 5.1-8);
h) Amarmos (I Co 13.1-8; Jo 15.12);
i) Aceitarmos a vontade de Deus (Mt 7.21; Rm 12.1,2);
j) Confiarmos em Deus (Hb 11.6; Rm 1.17).
fonte: www.ebdweb.com.br

sábado, 30 de outubro de 2010

Jerusalém - A Capital Indivisível e Eterna de Israel


INTRODUÇÃO
Em julho de 1980, o Knessel: - parlamento israelense -aprovou um decreto-lei, elaborado pelo então primeiro-ministro Menachen Begin, transformando Jerusalém na capital eterna e indivisível do Estado de Israel.

Como era de se esperar, os países árabes protestaram veementemente contra a iniciativa israelense. Dias antes, a propósito, o premier judeu, respondendo a uma objeção do governo inglês, afirmou que antes mesmo da existência de Londres, a cidade de Jerusalém já era a capital de Israel.

O líder iraniano, Khomeini, ferrenho inimigo dos israelitas, ao saber da anexação legal e definitiva de Jerusalém, proclamou, de imediato, uma guerra para reconquistar acidade santa. Enquanto isso, diversas nações ocidentais trataram de mudar suas embaixadas para Tel-Aviv, para não desagradar os países árabes.

Somente os Estados Unidos é que apoiaram a medida israelense, que se constitui no velho e milenar sonho judaico de reconquistar política e espiritualmente a Cidade do Grande Rei.


I - ORIGEM
"Jerusalém" significa, em hebraico, habitação de paz. Seu nome é mencionado pelaprimeira vez nas Escrituras em Josué 10.11. Entretanto, em Gênesis 14.18, encontramosuma referência sobre a cidade, que aparece com o nome de Salém. De acordo com a tradição, assim era chamada a capital judaica.

Eis mais alguns nomes bíblicos de Jerusalém: Jebus (Jz 19.10); Sião (SI 87.2); Ariel (Is 29.1); Lareira de Deus (Is 1.26); Cidade de Justiça (Is 1.26); Santa Cidade (Is 28.2; Mt 4.5); Cidade do Grande Rei (Mt 5.35) e, Cidade de Davi (2 Sm 5.7).


II - GEOGRAFIA DE JERUSALÉM
Jerusalém constitui-se na mais célebre cidade do mundo. É venerada por três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Até mesmo sua localização geográfica é privilegiada.

A cidade santa está localizada no Sul da cordilheira central de Israel. Encontra-se a mais de 50 quilômetros do Mediterrâneo. Como símbolo de grandeza e magnitude, está edificada a 800 metros de altitude. Com o passar dos tempos, seus aspectos primitivos sofreram alterações. Contudo, ninguém jamais poderá alterar-lhe a mística ou arrancar-lhe a aura de celestialidade e glória.

Até o ano 70 d.C, Jerusalém era protegida por forte muralha, que foi destruída pelo general romano, Tito.


III - DAVI E JERUSALÉM
Antes de ser tomada por Davi, a cidade santa era uma possessão jebuseica. Em 2 Samuel 5, de 7 a 9, lemos: "...Davi tomou a fortaleza de Sião: esta é a cidade de Davi. Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir os jebuseus, e chegar ao canal, e aos coxos e aos cegos, que a alma de Davi aborrece, será cabeça e capitão. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa. Assim habitou na fortaleza, e lhe chamou a cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo até dentro."

O apogeu de Jerusalém deu-se no reinado de Salomão. O sábio monarca embelezou-a, aproveitando-se de seu singular aspecto. Procurando sanar o crônico problema de água, construiu diversos aquedutos.


IV - A GRANDEZA DE JERUSALÉM
Sobre a grandeza de Jerusalém, escreve Orlando Boyer: "Qual é o segredo da sua grandeza? Não tinha um porto marítimo, como Alexandria e Roma. Nem estava situada num rio, como Mênfis e Babilônia. E nem tinha a grande vantagem de uma das grandes vias comerciais entre o mar Mediterrâneo e o vale do Jordão, nem das rotas entre a Ásia Menor e o Egito. Contudo, enquanto Roma era o centro político e Atenas, o centro intelectual, Jerusalém era o centro espiritual do mundo, a cidade de maior influência sobre a esperança e o destino do gênero humano. Era a cidade escolhida do único e verdadeiro Deus, o centro de seus cultos, leis e revelação, com a missão de proclamá-lo a todo o mundo."


V - A GLÓRIA DO TEMPLO DE JERUSALÉM
O historiador judeu, Flávio Josefo, descreve a Casa do Senhor construída por Salomão:

"O templo tinha sessenta côvados de comprimento e outro tanto de altura; a largura era de vinte côvados. Sobre esse edifício construiu-se outro do mesmo tamanho e assim a altura total do templo era de cento e vinte côvados. Estava voltado para o Oriente e seu pórtico era da mesma altura de cento e vinte côvados por vinte de comprimento e dez de largura. Havia em redor do templo trinta quartos em forma de galeria, que serviam de arcos para o sustentar. Passava-se de um para o outro e cada um tinha vinte e cinco côvados de comprimento por outros tantos de largo e vinte de altura. Havia, por cima desses quartos, dois andares com igual número de quartos, todos semelhantes. Assim, na altura de três andares juntamente, medindo sessenta côvados chegava justamente à altura da parte baixa do edifício do templo de que acabamos de falar e nada mais havia por cima.

Todos estes quartos eram cobertos de madeira de cedro e tinham sua cobertura à parte, em forma de pavilhão: mas estavam unidos por traves longas e grossas, a fim de torná-las mais firmes: e, assim, juntas, eram como um único corpo. Seus tetos eram de madeira de cedro bem polido, enriquecido de folhagem douradas, talhadas na madeira. 0 resto era também adornado de madeira de cedro, tão bem trabalhada e tão reluzente de ouro que seu brilho ofuscava a vista. Toda a estrutura desse soberbo edifício era de pedras tão polidas e tão bem ajustadas que não se podia nem mesmo perceber-lhes as juntu-ras, mas parecia que a natureza as tinha feito um único bloco, sem que a arte nem os instrumentos de que se servem excelentes artífices para embelezar suas obras, para isso tivessem contribuído.

Salomão mandou fazer na largura do muro do lado do Oriente, onde não haja nenhum portal grande, mas somente duas portas, um degrau em frente, de sua invenção, para se subir ao alto do templo. Havia dentro e fora dele, pranchas de cedro ligadas com grande e fortes cadeias, para garantir a sua estabilidade.

Prossegue Josefo: "Salomão mandou também fazer dois querubins de ouro maciço, de cinco côvados de altura cada um; suas asas eram do mesmo comprimento e essas duas figuras estavam colocadas de tal modo no Santo dos Santos, que duas de suas asas estendidas se uniam e cobriam toda a Arca da Aliança e as duas outras asas tocavam, uma do lado norte e outra do lado sul, as paredes desse lugar particularmente consagrado a Deus, que, como dissemos, tinha vinte côvados de largura. Mas, dificilmente se poderia dizer, pois não se poderia nem mesmo imaginar qual a forma desses querubins. Todo o pavimento do templo estava coberto de lâminas de ouro e as portas da grande entrada, que tinha vinte côvados de largura e altura proporcionada, estavam também cobertas de lâminas de ouro. Enfim, numa palavra, Salomão nada deixou, nem dentro nem fora do templo, que não fosse recoberto de ouro. Mandou colocar, sobre a porta do lugar chamado o Santo do templo, um véu semelhante ao de que acabamos de falar, mas a porta do vestíbulo não o tinha."

Complementa Flávio Josefo: "Eis com que suntuosidade e magnificência Salomão fez construir e ornar o templo e consagrou todas essas coisas à honra de Deus. Mandou fazer em seguida, em redor do templo, um muro de cem côvados de altura, chamado gison em hebraico, a fim de impedir a entrada aos leigos, sendo ela somente permitida aos levitas e sacrificadores. Salomão levou sete anos para realizar essas magníficas obras, o que não as tornou menos admiráveis, do que sua grandeza, sua riqueza e sua beleza; ninguém podia imaginar que seria coisa possível realizá-las e terminá-las em tão pouco tempo."


VII - JERUSALÉM E SUA HISTÓRIA
Depois da morte de Salomão, o trono davídico é ocupado pelo insensato Roboão. No quinto ano de seu reinado, Jerusalém é saqueada por Sisaque, rei do Egito. Mais tarde, filisteus e árabes sitiam-na, causando-lhe muitos estragos.

No reinado de Amazias, os israelitas destroem parte das muralhas da cidade santa. Consideráveis riquezas são levadas a Samaria. Entretanto, renomados militares fracassam fragorosamente ao tentar marchar contra Sião. Re-zim, rei da Síria, foi um deles. No tempo de Ezequias, por exemplo, o grande Senaqueribe é abatido pelo anjo do Senhor. Do exército desse ambicioso assírio, caem 185 mil homens.

No tempo de Manasses, a santa cidade é invadida por tropas babilônicas. O mais perverso rei de Judá é deportado a Babilônia, onde se reconcilia com o Deus de seus pais.
Alcançado pelas misericórdias divinas, o monarca judaíta é recambiado à sua terra, onde promove algumas reformas religiosas. Em termos genéricos, ele é considerado o pior soberano de Judá.

Não há acontecimento tão funério e triste para os judeus como a destruição do Templo e de Jerusalém. A façanha foi realizada por Nabucodonozor, em 587 a.C. Termina, assim, a fase áurea da mais amada e cobiçada cidade hebréia.

Após setenta anos de exílio e de vergonha, Jerusalém é reconstruída por Esdras e Neemias. Nesse mesmo tempo, o Templo ressurge. No entanto, é apenas uma sombra do imponente santuário construído por Salomão.

Desde essa época, a Cidade do Grande Rei não mais conheceria momentos de paz. Em 320 a.C., Ptolomeu Soter conquista-a. No segundo século antes de nossa era, Antíoco Epífanes apodera-se dela, profana o Templo e massacra milhares de judeus. Em 66 a.C, o general romano Pompeu apossa-se de Jerusalém, transformando-a em possessão latina. Dezesseis anos mais tarde, Herodes, o Grande, começa a reinar sobre a cidade, com o apoio de Roma. Para agradar os judeus, o ambicioso e perverso monarca reforma e embeleza o santuário de Jeová. Nesse Templo, seria apresentado o menino Jesus.

No ano 70 de nossa era, conheceria Jerusalém uma de suas mais deploráveis tragédias. O general Tito, à testa de um exército de 100 mil homens, sitiou-a durante cinco meses. Em seguida destruiu-a, o que predissera Jesus, aconteceu: não ficou pedra sobre pedra; tudo foi destruído.

De acordo com Tácito, historiador romano, morreram, naquela ocasião um milhão de judeus.

O fervor nacionalista dos judeus, entretanto, não se apaga. Em 131 d.C, Bar Khoba apossa-se da cidade. No ano seguinte, contudo, o imperador Adriano devasta-a literalmente.
Séculos mais tarde, em 627, Cosroes II, rei da Pérsia avança sobre Jerusalém, arrasando-a, uma vez mais.

Omar, sucessor de Maomé, ocupa a cidade da paz em 637. Duzentos anos depois, os maometanos destroem santuários cristãos. Em 1075, a capital espiritual do judaísmo passa das mãos dos muçulmanos para as dos turcos.

Sob o nome de Cristo, a Igreja Católica Romana, com suas impiedosas cruzadas, passa a atacar Jerusalém. A cidade é sitiada e conquistada em 1099, por Godofredo, chefe da primeira cruzada. Durante essa satânica investida, milhares de judeus são assassinados.

Saladino, em 1.187, na qualidade de chefe da terceira cruzada, ocupa a cidade. Em 1.229, as mulharas de Jerusalém são destruídas. Dez anos mais tarde, Sião rende-se ao comandante da sexta cruzada. Os turcos, em 1.547, invadem-na e, de lá, só seriam expulsos, em 1831. A Turquia, entretanto, voltaria a conquistar Jerusalém, dez anos mais tarde.

Na Primeira Guerra Mundial, Jerusalém é "libertada" pelo general britânico, Allemby. No dia 14 de maio de 1948, renasce o Estado de Israel. A parte Leste da cidade, porém, continuava em poder dos árabes. Entretanto, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, a capital espiritual e histórica dos judeus é reconquistada por seus legítimos donos.


Cidades e Estradas da Terra Santa
A independência do Estado de Israel foi proclamada em 1948. Nesses quase 40 anos, as cidades foram-se multiplicando sobre o exíguo território israelense. Cumpre-se, dessa forma, esta maravilhosa profecia: "Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas as que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Também trarei do cativeiro o meu povo Israel; e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e beberão seu vinho; e farão pomares, e lhes comerão o fruto. Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus" (Am 9.13-15).


I - JERICO
Localiza-se no Vale do Jordão, no território entregue à tribo Benjamim. Encontra-se a 28 quilômetros de Jerusalém. O nome dessa cidade significa, segundo alguns autores, lugar de perfumes ou fragrâncias.

Jerico foi a primeira cidade conquistada pelos filhos de Israel. Era famosa por suas fortificações. É considerada, ainda, uma das metrópoles mais antigas do mundo.


II - BELÉM
Encontrando-se a 10 quilômetros a leste de Jerusalém, é a cidade do rei Davi. Casa de pão é o que significa Belém. Pela sua posição geográfica, é uma fortaleza natural. Fica a quase 800 metros acima do nível do mar.

Nessa cidade nasceram dois importantíssimos personagens: Davi, e Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Apesar de sua importância histórica, Belém foi sempre uma aldeia insignificante. Não obstante, seus campos, ainda hoje conservam a mesma fertilidade dos tempos bíblicos.


III - HEBROM
Eis o primeiro nome dessa cidade: Quiriat Arba. Encontra-se a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém e a mil metros acima do mar Mediterrâneo. Abraão morou em suas redondezas. Em Hebrom, foi Davi ungido rei sobre Israel. É tida, também, como a primeira cidade de Judá. Atualmente, Hebrom é uma grande cidade com mais de 40 mil habitantes, em sua maioria árabes. Eis suas principais fontes de renda: artesanatos, artefatos de cerâmica e pequenas indústrias. A agropecuária é, por enquanto, sem expressão.


IV - JOPE
Na distribuição de Canaã, Jope coube à tribo de Dã. Atacada várias vezes pelos filisteus, a cidade foi libertada por Davi. Mais tarde, Salomão utilizou-se de seu porto para receber cedros do Líbano, usados na construção do Templo.


V - NAZARÉ
Situada em um grande monte, a 400 metros acima do nível do mar, Nazaré encontra-se a 170 quilômetros de Jerusalém. No tempo das chuvas, as encostas da cidade ficam recobertas por lindas flores. O nome dessa importante localidade significa florescer. Jesus Cristo foi criado nessa cidade. Por isso mesmo, Ele é chamado de Nazareno. Até 1948, Nazaré era controlada por muçulmanos. Mas, em 16 de julho de 1948, passou ao domínio dos israelenses.


VI - CAFARNAUM
Cafarnaum foi escolhida por Jesus para ser o centro de seu ministério. Seu nome significa "aldeia de Naum". Em Cafarnaum, Jesus passou dezoito meses, realizando grandes milagres. Seus habitantes, entretanto, não receberam a mensagem de amor do Messias. E, conforme as palavras de Cristo, Cafarnaum desceu, de fato, até o inferno. Nunca mais foi edificada.


VII - SAMARIA
A cidade, construída por Onri, pai de Acabe, encontra-se a 60 quilômetros ao Norte de Jerusalém. Situa-se a 400 metros acima do Mediterrâneo. Após o cisma israelita, Samaria passou a ser a capital do Reino de Israel. Para essa cidade, foram transportados, após o cativeiro israelita, povos estranhos que, juntamente com alguns hebreus, deram origem aos samaritanos. Mais tarde, estes causaram muitos embaraços a Esdras e a Neemias. No tempo de Jesus, ainda era grande a rivalidade entre as comunidades hebraica e samaritana.


VIII - DECÁPOLIS
No grego, Decápolis significa "dez cidades". Esse agregamento estava situado em espaçoso território a leste do mar da Galiléia. As cidades foram construídas por gregos, na tentativa de helenizar a região. Sofreram, entretanto, grande oposição dos judeus, principalmente da família macabéia.

Eis os nomes das dez cidades, segundo Plínio: Citópolis, Damasco, Rafana, Canata, Gerasa, Diom, Filadélfia, Hipos Gadara, Pela. Essa confederação desempenhou relevante papel na propagação da cultura helena no Oriente. O evangelho encontrou, também, fértil terreno em Decápolis.

Cada cidade possuía suas forças militares que, em tempo de crise, uniam-se às falanges romanas.

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

A oração que não foi respondida


Foi a mais terrível e chocante oração não-respondida da história da humanidade: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46).

Dinâmica: Pai nosso dialogado


Sugestão: Duas pessoas ensaiam e apresentam durante a aula.
PAI NOSSO DIALOGADO
CRISTÃO: “Pai nosso que estais no céu...”

DEUS: Sim? Estou aqui.

Lição 5 - Orando como Jesus ensinou


1 – INTRODUÇÃO
A pergunta campeã no meio evangélico é: “Se Deus já conhece minhas necessidades, por que então devo orar?” Em primeiro lugar, precisamos entender que orar é uma necessidade da alma humana e somos nós que precisamos dela e não propriamente Deus, além é claro, através dela unimos nossa vontade à vontade de Deus e desse modo ficamos conhecendo a Sua vontade e comunicamos a nossa. Portanto ela se torna a base de toda a comunicação com o Senhor Jesus.


2 – A ORAÇÃO DEVE SER INERENTE AO CRENTE
Jesus dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se compromete a servir com inteireza de coração a Deus. A oração foi o instrumento pelo qual Ele suportou as afrontas, por ela, não deu lugar ao pecado, por ela, tomou o peso da cruz e venceu o maligno (Mt 26.36-46). Ao assumir a forma humana, Jesus esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu plenamente a natureza humana (Fp 2.5-8) experimentado todas as circunstancias inerentes à vida humana, inclusive a tentação (Hb 4.15).

Por varias vezes Jesus incitou os seus discípulos a orarem e em certa ocasião Ele estava orando e quando terminou os seus os discípulos sentiram o desejo de orar como Ele. Então um deles pediu que Jesus os ensinasse a orar. O Senhor prontamente atendeu ao súplice, pois Ele sabe que essa função é primordial na vida de qualquer cristão, e que deve ser praticada “sem cessar” enquanto estivermos neste mundo.

Todavia Jesus não disse que esta oração devesse ser repetida mecanicamente todas as vezes que fossem buscar ao Pai, como era costume entre os sacerdotes romanos que repetiam suas orações memorizadas com o extremo zelo de não errarem para não comprometerem as suas cerimônias.


3 – DECORRÊNCIAS PRÁTICAS DA ORAÇÃO MODELO
Nesta oração modelo, Cristo indicou, em cada área de interesse, a nossa posição diante de Deus Pai. Vejamos:


Como se vê, a estrutura da oração-modelo que o Senhor deixou não dá lugar para o “EU” e nem para o determinismo arrogante.


a)Porque Jesus orou:
Se Jesus era e é Deus, existia a necessidade Dele orar? Jesus não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.


b)Quando Jesus orou?
• nas horas de grandes aflições e provações (Getsêmani);
• antes de grandes decisões (escolha dos 12 discípulos);
• antes de grandes realizações (ressurreição de Lázaro);
• no término de sua obra (João 17:4);
• orou na cruz do Calvário.

c)Onde Jesus orou?
Jesus frequentemente procurava um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Frequentemente, Ele subia a montes, ou saia para um jardim, e gostava mais do período da noite ou ao amanhecer, quando havia menos distração com o mundo agitado. Tais hábitos eram tão típicos da vida de Cristo que Judas sabia exatamente onde encontrá-lo, embora só estivesse estado em Jerusalém poucos dias (João 18:1-3).


d)Como Jesus orou?
* Quando orardes não sereis como os hipócritas - Como podemos saber quando a nossa oração não é hipocrisia? A resposta é: Quando é direcionada aos céus e não para as vistas do homem;

* Entra no teu quarto - É evidente que Cristo não condena a oração nos cultos públicos (Jo 11:41-42; 17:1; At 1:14). Mas, mesmo a oração pública deve ser com “a porta fechada”, isto é, com o mundo excluído do coração e em contato com o trono de Deus, em espírito. Na maior multidão o crente pode achar seu “quarto de oração”. É difícil evitar a hipocrisia, mesmo no tempo de tristeza e angústia; mas em secreto é mais fácil orar sem fingimento;

* Feche a porta - Portanto, isso quer dizer separado do mundo e em contato com Deus. Devemos fechar a porta não somente para não sermos perturbados e distraídos, mas, também, para fugirmos aos olhos dos homens e ficarmos a sós com Deus - Sl 27:8. O quarto de oração de Jesus era o monte e o deserto (Mc 1:35; Lc 6:12); de Isaque, era o campo (Gn 24:63); de Davi, o quarto de dormir (Sl 4:4); de Pedro, o eirado (At 10:9); de Ezequias, o rosto virado para a parede (II Rs 20:2);

* Teu pai que ve em secreto - O lugar secreto, de amizade íntima, Sl 25:14; 27:5; 31:20; 91:1.


CONCLUSÃO:
A ênfase de Jesus sobre a necessidade do segredo da oração NÃO DEVE SER LEVADA A EXTREMOS, pois, se todas as nossas orações fossem mantidas em segredo, teríamos de desistir da ir à Igreja, orar em família e nas reuniões de oração. Jesus estava se referindo a oração particular (“TU PORÉM, QUANDO ORARES….E, FECHADA A TUA PORTA, ORARÁS A TEU PAI…”)

Fonte: www.ebdweb.com.br

Deserto


O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.
O deserto é a pátria dos fortes.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A oração em o Novo Testamento - fé na nossa fé ou fé em Deus?


Introdução:
Em Atos dos Apóstolos encontramos registros de ações de um grupo especial de pessoas, no caso a igreja, ações estas inspiradas pelas ações do Espírito Santo de Deus, como nunca houvera antes ocorrido na Terra. Sem duvida nenhuma foi um derramamento de poder na Igreja pós pentecostes, no entanto, também encontramos muitos registros neste livro a respeito de ações das forças contrárias e malignas que tentaram impedir o seu crescimento desta tão grande obra.

As orações foram essências para a ocorrência dos inúmeros eventos sobrenaturais que marcaram os primeiros dias da Igreja na face da Terra, como um diferencial, pois sem ela muitos destes registros não estariam disponíveis para enriquecimento espiritual de todos aqueles que confessam o nome de Jesus.


A PRIMIERA REUNIÃO DE ORAÇÃO DA IGREJA PRIMITIVA:
A motivação para essa primeira reunião veio diretamente de Jesus, embora não tenha sido ordenado diretamente por Ele, que os seus discípulos ficassem em oração, estes perceberam que seria necessário preencher o vazio que sentiam com orações, pois as ordens de Jesus era que permanecessem em Jerusalém (Lc 24.49) até que do alto fossem cheios do Espírito Santo.

Nenhum registro nos comprova qual era a necessidade deles, naquele momento, ou qual eram as suas petições. O certo é que perceberam que precisavam ficam em oração e o mais importante, sabiam que algo de maravilhoso estava por acontecer, algo para confirmar a chamada, e para sacramentar o sacrifício do Calvário, algo que desse inicio ou que estimulassem a saírem para pregarem sem temor. Isto somente aconteceria se buscassem em oração.

O resultado da primeira reunião de oração da Igreja Primitiva afetou o mundo para sempre, pois o revestimento dos que buscavam foi de uma maneira nunca vista antes e isto os motivou a serem, de fatos, testemunhas de Jesus em todos os cantos da Terra.


LIÇÕES IMPORTANTES:
a) a oração é a principal chave para o derramamento do Espírito Santo;

b) a oração sempre será o prelúdio de poderosas manifestações do poder de Deus.

Nem precisamos indagar se a oração daquele grupo primitivo de cristãos foi ouvida. A resposta foi dinâmica:

a) lugar onde estavam reunidos foi sacudido;

b) todos foram cheios do Espírito Santo;

c) anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (At 4.31).

A resposta de Deus foi dada por meio do Espírito Santo, tal como Jesus antes indicara: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós” (At 1.8). Aqueles discípulos haviam recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

Nesta Dispensação, a oração é o segredo espiritual, que alimenta a comunhão espiritual da Igreja com Deus e consigo mesma. A Igreja primitiva vivia em oração. Este era o segredo da comunhão e do crescimento entre os cristãos primitivos.


ORAÇÃO ANTE A PERSEGUIÇÃO:
Os crentes do NT enfrentavam a perseguição em oração fervorosa. A situação parecia impossível; Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão vigiado por dezesseis soldados. Todavia, a igreja primitiva tinha a convicção de que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e oraram de um modo intenso e contínuo a respeito da situação de Pedro. A oração deles não demorou a ser atendida (At 12.6-17).


A ORAÇÃO NOS EVANGELHOS
Os evangelhos descrevem a vida e os ensinamentos de Jesus. O fato de Ele ter orado é uma premissa fundamental para que também oremos.Encontramos, nos relatos evangélicos: Mateus, Marcos, Lucas e João, vários episódios nos quais Jesus se encontrava em oração. Ele orou por ocasião:

a) no batismo nas águas (Lc. 3.21,22);

b) antes de escolher seus discípulos (Lc. 6.12,13);

c) pelas criancinhas que lhe cercavam (Mt. 19.13-15);

d) em favor de Pedro (Lc. 22.32);

e) diante do túmulo de Lázaro (Jo. 11.41,42);

f) pelos cristãos de todos os tempos (Jo. 17);

g) antes de ser crucificado, no Getsêmane (Mt. 26.39-44);

h) e na cruz (Mc. 15.34; Mt. 27.46).


A ORAÇÃO EM ATOS:
a) o derramamento do Espírito veio sobre a igreja justamente em um momento de oração (At. 2);

b) os primeiros irmãos mantinham a prática judaica rotineira da oração a Deus (At. 3.1);

c) quando a perseguição chegou, a igreja refugiou-se na oração (At. 4.24-31);

d) a oração era uma prioridade para a igreja primitiva (At. 6.4);

e) diante das adversidades, e mesmo na hora da morte, os primeiros cristãos buscavam ao Senhor em oração (At. 7.54-60);

f) enquanto orava, Ananias recebeu a orientação de Deus para que procurasse Saulo, o perseguidor da igreja (At. 9.11);

g) Cornélio, o homem piedoso, orava e suas orações foram ouvidas pelo Senhor, que enviou Pedro para que o conduzisse ao evangelho (At. 10.1-6);

h) Pedro fora libertado da prisão porque a igreja orou por ele (At. 12.5);

i) os primeiros obreiros eram enviados por direção do Espírito, após a igreja jejuar e orar (At. 13.2,3);

j) os poderes satânicos eram enfrentados através da oração (At. 16.13-18);

k) em resposta à oração de Paulo e Silas, os alicerces do cárcere se moveram (At. 16.25-30);

l) muitas revelações foram dadas a Paulo em momentos de oração (At. 27.21-26), bem como curas de enfermidades (At. 28.8,9).


Fonte: www.ebdweb.com.br

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Geografia Bíblica - O Egito e os filhos de Israel


O relacionamento de Israel com o Egito remonta à Era Patriarcal. Premidos pela fome e outras agruras, Abraão e Isaque desceram à terra dos faraós, onde sofreram sérios constrangimentos. O primeiro e maior patriarca hebreu, por exemplo, esteve prestes a perder a esposa, cuja beleza embeveceu o rei daquela nação. Não fosse a intervenção divina. Sara não seria contada entre as ilustres mães do povo israelita.

Em sua velhice, Abraão recebe esta sombria revelação do Senhor: "Saibas, de certo, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. K a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia" (Gn 15.13-16).


1 - José, primeiro-ministro do Egito
Estêvão, sábio diácono da igreja primitiva, conta-nos como José chegou a primeiroministro do Faraó: "E os patriarcas, movidos de inveja, venderam a José para o Egito. mas, Deus era com ele. E livrou-o de todas as suas tributações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito. que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa. Sobreveio então a todo o país do Egito e de Canaã fome e grande tributação; e nossos pais não achavam alimentos. Mas, tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou ali nossos pais, a primeira vez. E, na segunda vez foi José conhecido por seus irmãos, e a sua linhagem foi manifesta a Faraó. E José mandou chamar a seu pai Jacó e a toda sua parentela, que era de setenta e cinco almas" (At 7.9-14).

Não obstante sua humilde condição de escravo, José tornou-se primeiro-ministro do Faraó. E, por seu intermédio, Deus salvou toda a descendência de Israel. Não fosse o providencial ministério exercido por esse intrépido hebreu, a progênie abraâmica ver-se-ia em grandes dificuldades. Sua história é uma das obras-primas da humanidade.

José chegou ao Egito no Século XX a.C. Nesse tempo, segundo os historiadores, os hicsos dominavam o país. Sendo, também, semitas, os novos senhores da terra não tiveram dificuldades em demonstrar sua magnanimidade aos hebreus. Mostrando-se liberais e generosos, ofereceram aos israelitas a região de Gósen, onde a linhagem abraâmica desenvolveu-se sobremaneira


2 - Moisés
Continua Estêvão a contar a história dos israelitas no Egito: Aproximando-se, porém, o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito; até que se levantou outro rei, que não conhecia a José.

Esse, usando de astúcia contra a nossa linhagem, maltratou nossos pais, a ponto de os fazer enjeitar as suas crianças, para que não se multiplicassem. Nesse tempo, nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai. E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó, e o criou como seu filho. E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.

"E, quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos de Israel. E, vendo maltratado um deles, o defendeu, e vingou o ofendido, matando o egípcio. E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam. E no dia seguinte, pelejando eles, foi por eles visto, e quis levá-los à paz, dizendo: Varões, sois irmãos; por que vos agravais um ao outro? E o que ofendia o seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz sobre nós? Queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio?

"E a esta palavra fugiu Moisés, e esteve como estrangeiro na terra de Midiã, onde gerou dois filhos. E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor, no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo de um sarçal. Então Moisés, quando viu isto, maravilhou-se da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor:

"Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés, todo trêmulo, não ousava olhar. E disse-lhe o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.

"A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal.

Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, e no mar Vermelho, e no deserto, por quarenta anos. Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: ü Senhor vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis" (At 7.17-37).

Israel deixou o Egito no Século XV a.C. Depois do Êxodo, israelitas e egípcios voltariam a se enfrentar no tempo dos reis e no chamado período inter-bíblico.

Recentemente, com a independência do moderno Estado de Israel, as forças judaicas defrontaram-se com as egípcias diversas vezes. O antagonismo entre ambos os povos é milenar. Entretanto, o futuro dessas nações será de paz e glória: "Naquele dia haverá estrada do Egito até a Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria: e os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança" (Is 19.23-25).

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

Geografia Bíblica - A grandeza do Egito


Os egípcios deixaram um marco de indelével grandeza na História. Desde as pirâmides às conquistas científicas e tecnológicas, foram magistrais. Haja vista, por exemplo, os arquitetos modernos que continuam a contemplar, com grande admiração, os monumentos piramidais construídos pelos faraós.

Desta forma Halley descreve a Grande Pirâmide de Queops: "O mais grandioso monumento dos séculos. Ocupava 526,5 acres, 253 metros quadrados (hoje 137), 159 m de altura (hoje. 148). Calcula-se que se empregaram nela 2.300.000 pedras de 1 metro de espessura média, e peso médio de 2,5 toneladas. Construída de camadas sucessivas de blocos de pedra calcária toscamente lavrada, a camada exterior alisada, de blocos de granito delicadamente esculpidos e ajustados. Estes blocos exteriores foram removidos e empregados no Cairo. No meio do lado norte há uma passagem, 1 m de largura por 130 de altura, que leva a uma câmara cavada em rocha sólida, 33 m abaixo do nível do solo, e exatamente 180m abaixo do vértice; há duas outras câmaras entre esta e o vértice, com pinturas e esculturas descritivas das proezas do rei".

Os antigos egípcios destacaram-se, ainda, na matemática e na astronomia. Há mais de quatro mil anos, quando a Europa revolvia-se em sua primitividade, os sábios dos faraós já lidavam com fórmulas para calcular as áreas do triângulo e do círculo e, também, do volume das esferas e dos cilindros.

Souto Maior fala-nos, com mais detalhes, acerca do avanço científico dos antigos egípcios: "Apesar de não conhecerem o zero, já resolviam nessa época equações algébricas.

Os seus conhecimentos astronômicos permitiram-lhes a organização de um calendário baseado nos movimentos do Sol. A divisão do ano em doze meses de trinta dias é de origem egípcia; os romanos adotaram-na e ainda hoje é conservada com pequenas modificações. A medicina egípcia também era surpreendentemente adiantada. Chegaram a fazer pequenas operações e a tratar com habilidade as fraturas ósseas. Pressentiram a importância do coração e, na observação das propriedades terapêuticas de certas drogas, adquiriram alguns conhecimentos de farmaco-dinâmica".

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

Geografia Bíblica - Geografia do Egito


Netta Kemp de Money descreve o antigo Egito: "O Egito da antigüidade se assemelhava em sua forma a uma flor de lótus (planta importante na literatura e na arte egípcia), no extremo de um talo sinuoso que tem à esquerda e um pouco abaixo da própria flor, um botão de flor. A flor é composta pelo Delta do Nilo, o talo sinuoso é a terra fértil que se estende ao longo do dito rio, e o botão é o lago de Faium que recebe o excedente das inundações anuais do Nilo".

O Egito atual tem o formato de um quadrado. Localizado no Nordeste da África, limita-se ao norte, com o mar Mediterrâneo; a leste, com Israel (e, também, com o mar Vermelho); ao sul, com o Sudão; a oeste, com a Líbia. De sua área, de quase um milhão de quilômetros quadrados, 96 por cento são compostos de terras áridas. Sua população, de 45 milhões de habitantes, é obrigada a viver com os 4 por cento de terras cultiváveis.

Localizava-se o Alto Egito no Sul do atual território egípcio. Essa região, chamada de Patros pelos hebreus (Jr 44.1,15), é constituída por um estreito vale ladeado por penedos de formação calcária. O Baixo Egito, por seu turno, localizava-se no Norte e sua área mais fértil encontra-se no Delta.

O Egito, no entanto, não existiria sem o Nilo. Esse rio é o mais extenso do mundo, com um percurso de 6.400 km com suas vazantes, fertiliza vastas extensões de terra, tornando possível fartas semeaduras. Heródoto, com muita razão, disse ser o Egito um presente do Nilo.

Em seu livro Geografia das Terras Bíblicas, afirma o pastor Enéas Tognini: "Sem o Nilo, o Egito seria um Saara - terrível e inabitado. O Nilo proporcionou riquezas aos faraós que puderam viver nababescamente, construindo templos suntuosos, monumentos grandiosos, palácios de alto luxo, pirâmides gigantescas e a manutenção de exércitos bem armados que, não somente protegiam o Egito, mas tomavam, nas guerras novas regiões.

Os egípcios não tinham necessidade de observar se as nuvens trariam chuvas ou não. O Nilo lhes garantia a irrigação e as suas águas lhes davam colheitas fartas e certas. É fato que uma seca poderia trazer pobreza à terra, como aconteceu no tempo de José. Se a cheia fosse alémdos limites, as águas poderiam arrasar cidades, deixando o povo desabrigado e prejudicariam as safras. Mas, tanto secas como enchentes eram raras. O Nilo era então, como é hoje, a vida do Egito e o principal fator de suas múltiplas organizações, simples algumas e sofisticadas e complexas outras".

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

Geografia Bíblica - História do Egito


Não podemos datar, com precisão, quando chegaram os primeiros colonizadores aos territórios egípcios. Quanto mais recuamos no tempo, mais a cronologia torna-se imprecisa.

Sabemos, contudo, que os primeiros habitantes dessa região foram nômades. Após uma vida de árduas e incômodas peregrinações, eles começaram a organizar-se em pequenos Estados.

Essas diminutas e inexpressivas unidades políticas conhecidas como nomos, foram agrupando-se com o passar dos séculos, até formarem dois grandes reinos: o Alto Egito, no Sul; e, o Baixo Egito, no Norte. Ambos estavam localizados, respectivamente, no Vale do Nilo e no Delta do mesmo rio.

Entre ambas as regiões havia um forte contraste. Seus deuses eram diferentes, como diferentes eram, também, seus dialetos e costumes. Até mesmo a filosofia de vida desses povos eram marcadas por visíveis antagonismos. Declara o egiptólogo Wilson: "Em todo o curso da história, essas duas regiões se diferenciaram e tiveram consciência da sua diferenciação. Quer nos tempos antigos, como nos modernos, as duas regiões falam dialetos muito diferentes e vêem a vida com perspectivas também diferentes."

Sobre essa época, escreve Idel Becker: "Neste período pré-dinástico, o desenvolvimento da cultura egípcia foi, quase totalmente, autóctone e interno. Houve apenas, alguns elementos de evidente influência mesopotâmica: o selo cilíndrico, a arquitetura monumental, certos motivos artísticos e, talvez, a própria idéia da escrita. Há, nessa época, progressos básicos nas artes, ofícios e ciências. Trabalhou-se a pedra, o cobre e o ouro (instrumentos, armas, ornamentos, jóias). Havia olarias; vidragem; sistemas de irrigação. Foi-se formando o Direito, baseado nos usos e costumes tradicionais – leis consuetudinárias."

Trecho extraído do livro “Geografia Bíblica” Claudionor de Andrade, CPAD, 1987

sábado, 16 de outubro de 2010

lição 3 - Oração sábia - orar pelo reino de Deus e não por si mesmo



INTRODUÇÃO
Salomão, cujo nome em hebraico é Lugar do Senhor, foi o terceiro rei de Israel; décimo filho de Davi. No momento que recebeu a visita de Deus, em sonho, pediu sabedoria para governar o povo de Israel, pois entendia que esta seria um bem preciosíssimo e útil para a sua administração.

Este pedido foi sincero, tanto que Deus prontamente concedeu a sabedoria necessária para que Salomão continuasse o seu reinado. Dias depois ele colocou em prática o que recebeu de Deus, no episodio das duas prostituas que disputavam uma criança. Todo Israel ficou maravilhado com a sábia sentença que Salomão proferiu no desfecho do caso (I Re 3”16ss).

Mas antes de pedir e receber sabedoria, por parte de Deus, Salomão já havia errado justamente pela falta desta, que ele considerava uma jóia preciosa, pois aparentara de Faraó do Egito e em uma de suas muitas alianças políticas casou-se com sua filha (com os seus costumes pagãos) e a levou para a cidade de Davi.


I - VIVENDO A DIFERENÇA
Salomão fora criado como príncipe, com educação refinada, acultuada e exemplar acima da média, porém esteve diante de um agrupamento de problemas, comuns, na época, mas não permitidos para aqueles que estão na presença de Deus. E muitos foram os outros episódios que marcaram a vida de Salomão, no entanto, enquanto esteve na presença do Senhor, Deus o abençoou.

Davi certamente educou seus filhos apropriadamente, mas faltou a ele um pulso firme, que, aliás deveria estar amarrado pelo pecado cometido. Sua autoridade e liderança foram reconhecidos pelo seus súditos, mas não pela sua família, que conheceu a ruína. Todos os exemplos dados, pelo pai, fora seguido pelos filhos (adultério, assassinato, etc), ou seja, Davi saiu-se muito bem como rei, mas o mesmo não pode ser dito como pai, pois o seu reino foi estruturado, porém a sua casa conheceu a ruína.

Problemas familiares enfrentados por Davi:

a) Amnon estupra sua irmã (II Sm 13”1-17);

b) Absalão mata seu irmão Amnon (II Sm 13”23-29);

c) Absalão usurpa o trono de Davi (II Sm 15”1-8);

d) Absalão possui sexualmente as concubinas de seu pai (II Sm 16”20-23);

e) Adonias (4º filho) usurpa o trono. Aos olhos humanos era o legitimo sucessor, pois o primogênito (Amnon) fora morto por Absalão, que também havia morrido no desfecho de sua rebelião contra o seu pai e o segundo na linha de sucessão fora somente mencionado na genealogia, talvez nem estivesse vivo também (nota rodapé BAP, página 459).

Durante o seu reinado, Davi esteve bem, oscilou em alguns momentos ao cometer terríveis pecados, mas se ergueu e terminou os seus dias em comunhão com Deus, a ponto de o Senhor se agradar em fazer um pacto com ele, e prometer que o seu reino não teria fim, por isso instruiu seu sucessor e filho a depender totalmente de Deus.

O começo do reinado de Salomão foi maravilhoso e a sua administração foi marcada pela paz com seus vizinhos, devido as suas alianças políticas, porém os seus dias finais foram decepcionantes, diferentes de seu pai, pois abriu as portas para a divisão do reino de Israel.


II - ORAÇÃO DE SALOMÃO NA INAUGURAÇÃO DO TEMPLO
Foi esta uma das mais longas orações registradas na Bíblia (diferente da oração de Elias quando enfrentou os profetas de Baal e Asera, cf lição 2, que fora breve, sucinta, direta e sem alarde). Primeiramente o rei pediu que Deus honrasse as promessas feitas ao seu pai Davi e que ouvisse a sua oração. Ela foi ouvida e respondida prontamente por Deus. O que seguiu depois foi uma seqüência de 7 intercessões a favor de Israel, que precisaria e muito das bênçãos e proteção de Deus:

a) quando um homem for obrigado a prestar algum juramento, então ouve do céu e age;

b) quando o povo de Israel confessar o seu pecado, então ouve do céu e perdoe o seu pecado;

c) quando se converterem do seu mau caminho, porque os afligiste, então ouça do céu e perdoa-lhes o pecado;

d) quando o povo tiver fome, ou praga, e voltar-se para ti em oração, então retribui a cada um segundo o seu coração;

e) quando um estrangeiro chegar e orar voltado para o templo, por causa do Teu grande nome; então faça tudo o que ele clamar a ti;

f) quando enviares o Teu povo à guerra, e eles orarem, então ouve do céu e sustenta a causa deles;

g) quando forem levados ao cativeiro, se abandonarem o seu pecado, e orarem, então lhes perdoa o pecado.

Salomão orou pelas preocupações com o estado social, físico, moral e espiritual de Israel, em nenhum momento mencionou os seus interesses materiais, políticos. Isto postulou a sua oração o rotulo de oração sábia, pois tinha em mente somente o bem-estar da comunidade israelita.


III - AS CARACTERÍSTICAS DA ORAÇÃO DE SALOMÃO
Salomão confessou que não há Deus semelhante ao Senhor nos céus e que não há ninguém semelhante a Ele na terra. Com esta declaração relegou as divindades das nações vizinhas ao nada.

Essa é a primeira declaração que um judeu ouve ao nascer e a última ao morrer (Ouve Israel, O Senhor, nosso Deus, é o único SENHOR). Estes versículos, juntamente com outros textos veterotestamentários, ensinam-nos o monoteísmo.

Salomão logo esqueceu dessa declaração de fé, amou o Deus de seu pai, mas também amou muitas mulheres estrangeiras (1Rs 11.1-8). Teve 700 esposas, fruto dos muitos acordos políticos com várias nações pagãs, e 300 concubinas. Deus havia dito aos israelitas para não se casarem com essas pessoas, de tal modo que elas se tornaram uma cilada para ele. Desviou-se aos falsos deuses deles. A grandiosidade desse pecado desagradou o Senhor muito mais do que o pecado de Davi. Enquanto a punição de Davi foi de que a espada nunca deveria sair de sua casa, a pena para o pecado de Salomão seria a divisão, o declínio e a queda da nação de Israel.


IV - A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
Foram vários os momentos em que homens valentes se colocaram na presença de Deus para intercederem pelo pecado do povo de Israel. Estes se constituíram em verdadeiros intercessores que não pensavam em si mesmo, mas no livramento para a nação. Entre estes encontramos Abraão, Moisés, Davi, Samuel, Ezequias, Elias, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros.


V - A ORAÇÃO NO PERÍODO INTERBÍBLICO
Entre o final do Antigo e o início do Novo Testamento há uma lacuna de 400 anos sem a manifestação de um profeta de Deus. Durante esse longo período houve eventos marcantes, guerras e o surgimento de diversos grupos que estão presentes nas páginas do Novo Testamento. Foi uma época de condições espirituais deploráveis.


VI - A ORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
No NT, Jesus é o intercessor supremo, pois acabou com a distância que existia entre nós e Deus. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (ITm 2”5). ‘Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós’ (Rm 8”34).


VII - CONCLUSÃO
Por isso que Deus disse que destruiria Israel se não fosse a intercessão de Moisés, seu escolhido, que ficou na brecha para desviar a sua indignação (Sl 106”23).

O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas por causa dos outros. Ele se coloca numa posição de sacerdote, entre Deus e o homem.

Todo cristão é chamado a exercer o sacerdócio. Ocupar a função sacerdotal implica necessariamente em ministrar a Deus a favor dos homens. É verdade que todos têm acesso à Deus, através de Cristo Jesus, porém é também verdade que a Bíblia nos exorta a orar uns pelos outros e fazer súplicas e intercessões por todos os homens. É um imperativo, um chamado, um dever, um privilégio.

Fonte: www.ebdweb.com.br/w.ebdweb.com.br – BAP

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Oração no Antigo Testamento


INTRODUÇÃO
A oração é o elo de comunicação entre o Deus e o homem, é também uma das mais antigas práticas utilizadas pelo homem para atestar e comprovar a existência de sua fé.

Oração é uma adoração que inclui todas as atitudes do espírito humano em sua aproximação com DEUS. O cristão presta culto a DEUS quando adora, confessa, louva, agradece, intercede e suplica, tudo através da oração. Portanto ela é apontada nas Escrituras Sagradas não como um privilégio, mas sim é estabelecida como uma ordem.

Esta é a prática daqueles que possuem intimidade com Deus. No Antigo Testamento, grandes homens de Deus se apresentaram como intercessores, em nome do povo de Israel. Nesta função eles manifestaram uma incrível coragem e persistência. Todos eles falaram com Deus como se estivessem falando com um amigo.

Assim, podemos entender que a oração era uma prática vital do povo de Deus no Antigo Testamento, pois em varias situações, momentos e períodos difíceis foi possível ver Israel buscando a Deus.

A característica principal da oração veterotestamentária é que ela se dirige exclusiva e diretamente a Deus. O Senhor está no centro das orações, pois, é fiel à sua aliança.


A ORAÇÃO NO PENTATEUCO
O êxodo de Israel foi marcado por vários acontecimentos sobrenaturais, a maioria motivada pelas orações dos descendentes de Jacó. Foram quatrocentos e trinta anos no Egito.

No periodo patriarcal, a oração é apresentada pela expressão invocar o nome do Senhor. Invocar significa: “chamar por alguém”.

a) Gn.4.26;
b) Gn 12:8;
c) Gn13.4;
d) Gn 26:25.

Israel começou a fazer uso deste poderoso instrumento para se comunicar com seu Deus. Desta forma apresentou as suas aflições e sofrimentos.

A saída de Israel do Egito contribuiu para estreitar o relacionamento do homem com Deus, pois antes deste episódio Deus ainda não havia se manifestado de forma a proporcionar ao povo a certeza de que estava agindo e trabalhando para livrá-los das mãos de seus opressores.

Após o livramento se mostraram gratos a Deus, mas esta gratidão durou pouco, pois as dificuldades que se apresentarem logo após foram suficientes para revelarem a dureza dos corações.

O período monárquico foi marcado por constantes intercessões, se tornando esta a principal característica da oração.

a) Oração intercessora não respondida (Ex 32:30 a 35);

b) Jeremias chega a ser proibido de interceder (Jr 7:16 – 11:14 – 14:11);

c) Orações intercessoras bem sucedidas: Ló (Gn 19:17 a 23); Abraão (Gn 20:17); Moisés (Ex 9:27 a 33 – Nm 12:9 – 20:17); Jó (Jó 42:8 à 10); Ezequias e Isaias (II Cr 32:20).


A ORAÇÃO E OS PROFETAS
No Antigo Testamento, a oração era o elo entre o profeta e Deus. Várias são os exemplos de profetas, cujas orações foram decisivas para a mudança de determinadas situações, em sua maioria relacionada com a nação de Israel.

a) A oração era essencial para a recepção da Palavra por parte do profeta (Is 6:5 e segs – 37:1 à 4 – Jr 11:20 à 23 – 12:1 à 6);

b) A visão profética foi dada a Daniel quando este estava em oração (Dn 9:20 e segs);

c) Em certas ocasiões o SENHOR mantinha o profeta a esperar por considerável tempo, até lhe responder (Hc 2:1 à 3).


OS LIVROS POÉTICOS E A ORAÇÃO
Jó é restaurado, enquanto orava pelos seus amigos, recebendo em dobro tudo quanto antes possuía e, ainda, vivendo mais 120 anos.

Existem por volta de 70 salmos completos e 14 porções que podem ser considerados ou chamados de oração.

fonte:http://www.ebdweb.com.br/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Jesus e os impostos


“O peixe em questão era uma tilápia – hoje chamada de peixe de São Pedro. A tilápia carrega seus ovos e mais tarde os novos peixes na boca.

Mesmo quando vão a procura de comida, os peixinhos voltam à proteção da boca da mãe. Quando a mãe-peixe quer que fiquem fora, ela pega um objeto, preferivelmente brilhante, e o segura na boca para evitar que retornem. Nesse caso o peixe pegou uma moeda de um siclo."

Extraído do livro “Usos e costumes dos tempos bíblicos” Ralph Gowe, Ed. CPAD, p. 131

Consultar parte do nome


Executar uma consulta informando apenas parte do nome ou do campo. Para este tipo de consulta não há necessidade de informar todo o campo, basta apenas informar parte dele. Ex: Para consultar os clientes cadastrados que moram em Londres basta somente digitar “Lon”

No critério do campo desejado insira: Como "*" & [INFORME PARTE DO NOME] & "*"

Mais tipos de Cristo


O CARNEIRO:
Gn 22.13 - Deus resolveu submeter Abraão a uma prova e mandou que ele oferecesse seu filho Isaque em holocausto. A finalidade era ensinar ao Seu servo Abraão lições que, de outro modo, não poderia receber. Além disso, era para nos dar o exemplo de fé e obediência na pessoa do velho patriarca.

Abraão não hesitou, obedeceu em tudo a ordem de Deus. Levou o filho ao lugar indicado, amarrou-o, pôs em ordem a lenha e tomou o cutelo para imolá-lo. Mas o anjo bradou desde os céus:”. ..Não estendas a tua mão sobre o moço…” (Gn 22.12a). Olhando para trás, viu um carneiro, que foi sacrificado em lugar de Isaque, do mesmo modo como Jesus foi crucificado por nós.

O ato de Abraão foi aceito por Deus como coisa consumada, porque diz: “Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado… considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. E daí também em figura ele o recobrou” (Hb 11.17-19).

Quando iam caminhando, Isaque perguntou: “…onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7c). Abraão respondeu: “Deus proverá…”. Depois que Deus mostrou o carneiro, que foi imolado, Abraão pode compreender ainda melhor que Deus proverá sempre todas as coisas.

Aquela cena do sacrifício de Isaque foi no monte Moriá (Gn 22.2). Naquele terreno ficava a eira de Ornã ou Araúna, comprada por Davi (II Sm 24.18-25), onde Salomão construiu o Templo, em Jerusalém (II Cr 3.1). Em Jerusalém, Jesus foi condenado à morte de cruz para que nós pudéssemos ser salvos.

A pergunta de Isaque: “Onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7c) foi respondida de um modo completo por João Batista em relação a Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”’ (Jo 1.29b, 36c).


A ESCADA DE JACÓ:
Gn 28.10-17 - Jacó ia fugindo da casa do pai, porque, pela sua desonestidade, criara um ambiente de ameaça, provocando a ira do irmão. Apesar de tudo, Deus buscava a Jacó para o abençoar.

Quando o Senhor Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó…” (Êx 3.6a), trouxe um consolo para os que já andaram em caminhos distantes da vontade de Deus.

Abraão foi o adulto, amadurecido, que ouviu o chamado de Deus para uma mudança de lugar e de companhia, e ele prontamente obedeceu pela fé.

Isaque é exemplo duma vida inteira de fidelidade a Deus. Na infância e mocidade obediente ao pai, a ponto de ir para o sacrifício. Nos problemas de família, recorrendo a Deus (Gn 25.21). Na vida social tinha prejuízo para não questionar. Se os vizinhos tomavam seu poço, cavava outro e assim por diante (Gn 26.19-22). E na velhice adiantada mantinha toda a fé em Deus para pronunciar a bênção dos filhos segundo a vontade do Senhor.’ ‘Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras” (Hb 11:20).

Mas Jacó foi ambicioso nas coisas materiais; enganou o pai e o irmão; mentiu para conseguir riquezas. Sua fuga era consequência de seus erros. Deus é o Deus de Jacó! Pode ser o Deus de todo aquele que tem errado até hoje, mas quer mudar de vida. Jacó falou assim quando teve a visão: “Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não sabia” (Gn 28.16b). E fez um voto: “O Senhor será o meu Deus” (Gn 28.21b).

“uma escada era posta na terra, cujo topo tocava nos céus: e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela… E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: eis que estou contigo e te guardarei…” (Gn 28:12-15). Os anjos primeiro subiam, depois é que desciam pela escada. A escada é tipo de Jesus Cristo porque há as seguintes relações de semelhança:

Pela visão da escada Deus falava com o pecador fazendo-lhe promessas de bênçãos. - Por Jesus Cristo, Deus fala nestes últimos dias (Hb 1.1) aos pecadores, dando-lhes oportunidades de encontrarem o perdão dos pecados, a paz com Deus, a felicidade eterna.

Nas palavras ditas a Natanael, Jesus prometeu:”…daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do homem ” (Jo l.51). Exatamente como na escada de Jacó, por onde os anjos subiam e desciam, também os anjos sobem primeiro, depois descem. Anjo tem o sentido de mensageiro ou enviado. A aplicação pode ser feita às nossas orações; são enviadas daqui da terra para Deus por Jesus, e as respostas de Deus vêm por Ele também. “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei…” (Jo 14.13).


O CORDEIRO PASCOAL:
Êx 12.3-14 - A palavra de Deus a Moisés trouxe esta ordem: “Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses…” (Êx 12.2). O calendário comum continua o seu curso. Mas quem se identifica com Deus começa uma nova contagem de tempo. Por isso Jesus disse a Nicodemos: - “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3.7b). Nesta nova contagem de vida, cada um devia tomar um cordeiro para sua casa (Ex 12.3).

O sangue do cordeiro era posto nas umbreiras e vergas de cada casa. À meia-noite viria o castigo pela morte dos primogênitos de cada família (Ex 12.12-13, 29). Onde houvesse o sangue na porta, o primogênito permaneceria vivo. O sangue era sinal de obediência a Deus e de que um substituto morreu em lugar do primogênito. - O sangue de Jesus é um refúgio para quem obedece ao Evangelho.

A carne do cordeiro era assada no fogo (Ex 12.8). - O Salvador para realizar a Sua missão teve de ser tentado, perseguido e maltratado pelos homens.

Era comido o cordeiro com pães asmos (sinceridade) - (I Co 5.8); e ervas amargas (Ex 12.8), arrependimento. Tinham de estar com os trajes completos, prontos para viajar (Ex 12.11). - O crente tem de estar pronto, esperando a hora de partir para a eternidade. Isto se expressa pela palavra “Vigiai” (Mc 13.37b).

João mostra Jesus como antítipo da Páscoa, aplicando-Lhe a frase: - “Nenhum osso será quebrado” (Êx 12.46b; Jo 19.36b). “Porque Cristo, nossa páscoa” (I Co 5.7b).


A COLUNA DE FOGO:
Êx 13.21 – “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite”’. - Esta coluna representa Jesus Cristo como pastor que vai adiante de suas ovelhas (Jo 10.4) para levá-las aos pastos verdes da abundância e às águas tranquilas da paz verdadeira.

A influência do Senhor Jesus é mencionada pelo Salmista deste modo: “O sol não te molestará de dia nem a lua de noite” (Sl 121.6).

Enfrentando o calor no deserto, os israelitas, guiados por Deus, recebiam a proteção da nuvem, porque o Senhor é sombra contra o calor e refúgio contra a tempestade e a chuva (Is 4.6). Feliz o crente que se abriga à sombra do Onipotente (Sl 91.l), não temerá os males, nem os problemas imaginários.

O fogo pode ser a proteção contra os inimigos, porque Deus é um fogo consumidor (Dt 4.24). O zelo de Deus se manifestava naquela coluna, impedindo que seu povo fosse atacado. Os egípcios marchavam contra Israel, por isso a coluna de fogo da proteção, durante a noite, estava atrás dos israelitas, separando-os dos egípcios. Enquanto servia para alumiar o povo de Deus, formava escuridão para os inimigos, de modo que não puderam chegar um ao outro (Êx 14.19-20).

A proteção de Deus sobre os que lhe pertencem continua ilustrada por esta mesma figura, “uma nuvem de dia, e um fumo, e um resplendor de fogo chamejante de noite…” (Is 4.5b). - Se a noite da fraqueza, da dúvida ou da angústia nos alcança, Ele é o fogo, é a luz. Se o calor das responsabilidades e a correria das obrigações querem nos vencer, Ele é a sombra, o repouso. Abrigado “no esconderijo do Altíssimo. Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia” (Sl 91.la, 5).

O fogo é a justiça divina. Para impedir que o homem pecador entrasse no Éden, Deus colocou à entrada, um querubim com uma espada de fogo (Gn 3.24).

A Palavra do Senhor é como o fogo (Jr 23.29). Corrige nossos erros, esclarece nosso caminho, afugenta as tentações.

A coluna de fogo à frente do povo de Deus é a presença de Jesus e de Sua palavra. Ensino, vitória, paz e abundância.


A ROCHA DE HOREBE:
Êx 17.6 - Na viagem do crente para a eternidade é preciso que venham as várias provações e tentações, para fortalecimento da fé (Tg l.l-2; I Pe l .6-7). Enquanto estivermos nesta carne mortal, enfren¬taremos a correção de Deus.

O povo de Israel, diante da vitória de Deus sobre os inimigos, cantou louvores ao Senhor (Êx 15.1-21). Três dias depois faltou água e eles se esqueceram das obras de Deus, murmurando contra Moisés (Êx 15.22-25). Deus mandou colocar um lenho nas águas amargas e elas ficaram doces.

Pouco adiante chegam a Refidim e novamente falta água. Imagine-se a aflição das famílias com crianças e animais, num deserto sem encontrar água. O povo contendeu com Moisés exigindo dele água e perguntando: “Por que nos fizeste subir ao Egito?” (Êx 17.3b).

Moisés renunciou às vantagens do trono do Egito para sofrer com o povo. Foram tirados do Egito os israelitas porque clamaram ao Senhor, não suportando o cativeiro, os açoites e o trabalho. Moisés foi o instrumento de Deus, o guia, o interme¬diário nas bênçãos e instruções vindas do Senhor. Os filhos de Israel eram tão incrédulos que murmuravam contra Deus e tão ingratos que acusavam a Moisés.

Moisés clamou a Deus. Estava identificado com a direção de cima e entregava o problema a quem podia resolver. “Então disse o Senhor a Moisés: …toma contigo alguns dos anciãos de Israel: e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio: vai. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá…” (Ex 17.5-6a). - A rocha é o tipo de Jesus Cristo, que foi ferido pelo juízo de Deus para nos dar a água da vida: - “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede…” (Jo 4.14a). Moisés executou a ordem de Deu s e água saiu da rocha ferida. “E beberam todos duma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (I Co 10.4).

Continuou a viagem pelo deserto. Os israelitas, depois de mais de vinte paradas, chegaram a Cades (Nm 33.15-38). Novamente faltou água e o povo, esquecido da providência de Deus, acusa Moisés e Arão. Estes não podem resolver por si mesmos, e se prostaram diante do Senhor, buscando a solução (Nm 20.1-6). Outra vez é a rocha que vai dar de beber aos sedentos, mas a ordem de Deus é diferente: “e falai à rocha e dará a sua água” (Nm 20.8a).

Em Horebe a pedra foi ferida para fazer o povo beber, como Jesus Cristo foi ferido por nós. Merece atenção a vara que Moisés empunhava, por ordem de Deus: - “Toma a vara, e ajunta a congregação tu e Aarão, teu irmão, e falai à rocha…” (Nm 20.8a). A vara era a autoridade. Com ela Moisés feriu o rio no Egito e a água se transformou em sangue. Com ela Moisés feriu a rocha em Horebe e jorrou a água. Mas a vara já tinha feito sua obra. Agora não devia ser usada. - Jesus Cristo só podia ser ferido uma vez. “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus…” (I Pe 3.18a). Para receber a água da vida, a salvação perfeita, só é preciso falar ao Filho de Deus. Moisés, aborrecido com a murmuração do povo, feriu a rocha duas vezes (Nm 20.11), quando Deus mandou falar. Em Horebe era preciso ferir, agora em Cades era só falar.

Moisés, o homem mais manso da terra (Nm 12.3), se irritou. Às vezes o homem impetuoso se acovarda diante da tentação; aqui o mais manso perdeu a calma. Ninguém pode confiar em seu temperamento.

Com este ato Moisés destruiu o tipo de Jesus, que só podia padecer uma vez. O castigo de Moisés foi a proibição de entrar na Terra de Canaã (Nm 20.12 e Dt 32.51-52).”…sucedeu mal a Moisés por causa deles; Porque irritaram o seu espírito” (Sl 106.32b, 33a).


A SERPENTE DE METAL:
Nm 21.4-9 - O lugar onde estavam os israelitas no deserto, devia ser perto do golfo de Akaba, onde ainda hoje há serpentes e escorpiões, que atacam quem passa por lá. Naquele tempo, como castigo da murmuração, Deus mesmo mandou serpentes em maior quantidade. Quando murmuravam, vieram serpentes atormentar e matar muita gente. Quando confessaram o pecado, Moisés orou por eles e Deus mandou o livramento, o remédio (Nm 24.7-9). - Sempre que o pecador confessa o seu pecado, recebe a graça de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar…” (I Jo 1.9a).

Quando o filho pródigo disse: “Pai, pequei contra o céu e perante ti…” (Lc 15.21a), foi recebido com festa pelo pai.

O publicano da parábola não tinha relatório bom para apresentar a Deus, só disse: “…Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador” (Lc 18.13b). Voltou para casa justificado.

O malfeitor que morreu ao lado de Jesus, reconheceu que pelos seus feitos só merecia o castigo da cruz. Depois de fazer esta confissão, apelou para Jesus, dizendo: - “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23.42b). Ouviu a resposta: - “…hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43b).

No momento em que o povo de Israel disse: “…Havemos pecado…contra o Senhor e contra ti…” (Nm 24.7a), veio a providência de Deus; Moisés recebeu ordem de Deus para fazer uma serpente de metal, e colocá-la numa haste. Quem olhasse para a serpente ficaria curado, seria livre do veneno fatal. Colocada num mastro elevado, poderia ser vista de qualquer parte do acampamento. Seria livre da morte quem olhasse, em obediência ao Senhor que tinha poder para curar.

Na palestra com Nicodemos, Jesus declarou: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.14-15).

A humanidade foi atingida pela serpente que tentou Adão e Eva (Gn 3.1-15; Ap 12.9) e está condenada à morte eterna. Só olhando para Jesus pela fé, recebe a vida.

Aquele que foi levantado na cruz, fazendo-se pecado por nós, é o único meio de salvação, o único caminho para o céu, o único remédio para os males do pecado e da condenação.

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé…” (Hb 12.2a).

No tempo dos reis, Ezequias, fazendo reformas religiosas e corrigindo os costumes, mandou destruir aquela serpente de metal, porque o povo estava prestando culto a ela (II Reis 18.4). Não tinha valor espiritual, foi só sinal para uma época, um tipo do Filho de Deus crucificado.


A ESTRELA:
Nm 24.17 – “Uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel” - É verdade que este pensamento foi pronunciado por Balaão, elemento classificado como profeta mau, rejeitado por Deus (Nm 31.8; II Pe 2.15). O rei dos moabitas chamou Balaão para amaldiçoar o povo de Israel, mas Deus trocou em bênção a maldição (Dt 23.4-5), de modo que as palavras dele são verdadeiras profecias de bênçãos, confirmadas por outras passagens das Escrituras.

Jesus Cristo: é esta Estrela que procede de Jacó. O versículo citado aqui é em estilo poético. Apresenta um caso muito comum na poesia hebraica, o paralelismo, que consiste em repetição do pensamento em diferentes palavras. “Uma estrela procederá de Jacó” é a mesma ideia de “um cetro subirá de Israel”.

Estrela, ou cetro na linguagem oriental, significa emblema de rei, de governo, de autoridade. Em Daniel 8.10 as estrelas são reis e governos. O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como Rei dos Judeus. Começa com a genealogia chamando: “…Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 3.1). E logo na terceira geração está o nome de Jacó (Mt 1.1-12).

Mateus é também o único que narra a história dos magos, que vieram a Jerusalém para adorar “o Rei dos Judeus” e foram avisados por Deus por meio de uma estrela.

A estrela é Jesus Cristo em sua manifestação aos crentes quando veio buscar sua Igreja. Pedro recomenda a prestar atenção à palavra dos profetas, considerada como luz num lugar escuro “…até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (II Pe 1.19b).

Quando voltar ao mundo, o Senhor Jesus será para os salvos como estrela da alva, que só é vista pelos que acordam cedo.

Para julgar os incrédulos, no aparecimento com os seus santos (Jd 14,15), ele será como “…o Sol da Justiça…” (Ml 4.2a).

No fim da revelação bíblica, Jesus mesmo se apresenta como a estrela da manhã. Depois das visões do juízo, nas admoestações do livro de Apocalipse, o Senhor Jesus Cristo tem uma palavra de conforto, recomendando aos seus servos a santificação: ‘ ‘Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).

Ele é o cetro e a estrela de Números 24.17: - “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas: eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandescente estrela da manhã” (Ap 22.16).


URIM E TUMIM:
Êx 28.30 – “Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Aarão, quando entrar diante do Senhor; assim Aarão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.” - As palavras “Urim” e “Tumim” tem um sentido comum na língua hebraica: Urim significa luzes e Tumim perfeições. Mas como símbolo nos paramentos do sacerdote, não se sabe o que eram num sentido material.

Os rabinos judeus e os teólogos evangélicos, na sua maioria, concordam que não havia um objeto com nenhum destes nomes. Era uma parte do cerimonial da apresentação do povo a Deus, pelo sacerdote. A única relação que se vê é com as pedras que representavam as doze tribos de Israel.

Havia duas pedras, cada uma com seis nomes de tribos, que iam no éfode, que era roupa do sacerdote, em alguns de seus ofícios (Êx 28.9-12).

Também no peitoral, numa peça que o sacerdote colocava sobre o éfode, havia as doze pedras de acordo com as doze tribos (Êx 28.15-21).

O lugar do “Urim” e “Tumim” é o que vem no texto acima: - “Também porás no peitoral do juízo, Urim e Tumim…” (Êx 28.30).

Concluímos então que, quando o sacerdote punha todos os paramentos, incluindo o peitoral e as pedras, com os nomes das doze tribos, estava com “Urim” e “Tumim”, apto para interceder pelo povo e representando o juízo de Deus.

Colocado sobre o coração do sacerdote, estava ele qualificado como juiz e intercessor. Ia ao Santo dos Santos, punha a mão sobre aqueles símbolos, pedia pelo povo e Deus respondia no meio de sua glória.

Aproveitando as expressões “sobre o coração de Aarão” e “continuamente”, poderemos entender que “Urim” e “Tumim” são tipos de Jesus Cristo: Ele leva os Seus remidos no coração porque “como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13.1). E “…permanece eternamente. ..vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.24a, 25b).

“Urim” e “Tumim”, com seus significados, falam das duas naturezas do Senhor Jesus: Luzes lembram sua divindade, porque Deus é luz; Perfeições expressam sua humanidade sem pecado.

O fato dos significados destas palavras virem no plural, é a aplicação dos salvos: sendo muitos milhares e cada crente sendo a luz do mundo, os que forem lavados pelo sangue do Cordeiro serão muitos e brilharão como luzes. Do mesmo modo, os crentes de todas as épocas e de todas as nações, transformados pela graça de Deus, purificados do pecado, serão perfeições perante Ele.

A humanidade perfeita de Jesus quer dizer Seu modo de andar por aqui no mundo. A palavra “Tumim”’ vem algumas vezes no Velho Testamento e pode ajudar a entender seu significado.

“…Noé era varão justo e reto…” (Gn 6.9b). No hebraico a palavra reto é “Tumim”.

Deus disse a Abraão: “…anda em minha presença e sê perfeito”. (Hebraico: Tumim- Gn 17:1).

O cordeiro será sem mancha. (Sem mancha ou “sem mácula” - Hebraico: Tumim, Êx 12.5).

Uma referência à obra de Deus: - “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita…”. (”Perfeita” - hebraico: Tumim - Dt 32.4a).

O Senhor Jesus é o Sumo Sacerdote tipificado em “Urim” e “Tumim”, leva-nos sobre o coração com Seu amor eterno, intercedendo por nós perante o Pai. Quando Ele vier, nos levará para si mesmo. Transformados e revestidos de sua glória, os muitos milhares de crentes participarão destas luzes e perfeições. E Ele será glorificado nos seus santos.

Fonte; http://www.ebdweb.com.br