Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 25 de março de 2011

plano de aula e resumo dos subsidios - lição 13


PAULO – EMBAIXADOR DO REI DOS REIS EM ROMA
QUEM TEM BOCA VAIA ROMA


INTRODUÇÃO:
Paulo tinha certeza que deveria pregar o Evangelho na capital do império romano (At 23:11 e 27:23-25), mas diante das inúmeras barbáries, perseguições, apedrejamento, sofrimentos, angustias, solidão, era de se esperar que em Roma fosse pior, mas foi justamente o contrário. Friso que as vezes esperamos algo de Deus através da lógica, Ele age no improvável e quando exercitamos nossa fé no improvável Ele age na lógica.

Como poderíamos imaginar que Paulo tivesse regalias, privilégios e até mesmo um conforto e segurança, justamente em terras pagãs e idolátras.

Mas, porque Paulo não apresentou a Igreja de Antioquia, recordista em missão, a sua vontade e um plano para evangelizar Roma? Ainda mais por saberem que existiam lá cristãos sedentos por doutrinação.

A igreja de Antioquia estava colhendo os frutos de sua visão missionária, estavam debaixo da graça de Deus, assim como Jerusalém, quando soube da fundação da primeira igreja gentílica, fruto dos apóstolos. Agora Paulo teria que continuar sua missão sem lastro, convênio, convenção, sem ajuda, sem companheiros. A única certeza que tinha era que o plano com a rota já estavam traçados pelo responsável por toda a obra missionária da igreja primitiva, o Espírito Santo de Deus, tanto que antecipou ao missionário a sua nova missão.

Esta viagem para Roma, foi ou não foi, de fato a 4ª viagem missionária?

I - A VIAGEM DE PAULO A ROMA
De Cesareia a Roma
Ao chegar a Jerusalém, após sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo foi preso no Templo. Foram três as acusações:
· Sedição - levantar o povo contra o governo.
· Heresia - causar divisões religiosas mediante a pregação de falsas doutrinas.
· Sacrilégio - a profanação do Templo.

Paulo permaneceu prisioneiro de Felix em Cesaréia, até que este foi substituído por Festo. Durante o julgamento o Apóstolo apresentou sua defesa, destacando o processo de sua conversão à fé cristã. Neste momento podemos enxergar a vontade e as mãos de Deus agindo na vida de Paulo, que apelou para César, regalia concedida por ser um cidadão romano, ou seja, ele viu nesta situação a possibilidade de viajar a Roma a fim de pregar o Evangelho, tanto que Agripa II admitiu que ele poderia ter sido liberto se não tivesse apelado, mas ele tomou esta decisão, também em virtude do desejo de Festo em entrega-lo aos judeus, mesmo estando convencido de sua inocência. A viagem de Paulo a Roma não foi um simples traslado de prisioneiros do império, mas sim foi o inicio da expansão definitiva do Cristianismo que conquistaria toda a Europa Ocidental para depois atingir os confins da Terra.

Cesaréia foi o ponto de partida da viagem (as anteriores havia sido Antioquia). Paulo foi colocado sob a custódia de um centurião chamado Júlio. Como todos os outros centuriões mencionados no Novo Testamento, este também era um homem bondoso, justo, de excelente caráter, e que mostrava consideração por outros.

Entre os prisioneiros que estavam sendo enviados para serem julgados em Roma estavam também Aristarco e Lucas, dois companheiros do apóstolo em viagens anteriores (19:29; 20:4; Cl 4:10; Fm 24).

Intinerário da 4ª viagem missionária de Paulo:
· O navio passou pela costa da Palestina e aportou em Sidom, a 112 km de Cesaréia;
· De Sidom, o navio atravessou a extremidade nordeste do Mediterrâneo, passando por Chipre;
· O navio atravessou para a costa sudeste da Ásia Menor;
· Passou pela Cilícia e Panfília;
· Chegou em Mirra, uma cidade portuária na Lícia. Nesta cidade os prisioneiros foram transferidos de navios;
· Depois rumaram para o sul e navegaram ao longo da costa leste de Creta;
· Contornaram o cabo de Salmona;
· Rumaram para oeste e avançaram em meio a ventos fortes até chegar a Bons Portos, na costa centro-sul de Creta (At 27:8);
· Sobreveio a eles um tufão de vento, chamado Euroaquilão (At 27:14), com isso o navio foi arrastado até uma ilhota chamada Cauda (27:16);

Depois de vários dias à mercê da tempestade, os tripulantes começaram a lançar fora a carga. Durante alguns dias, foram levados de um lado para o outro, sem terem como determinar sua localização. Dissipou-se, afinal, toda a esperança de sobrevivência (27:18-20). Desespero, fome, náusea, medo e desanimo. Paulo havia advertido sobre os perigos, mas desejaram continuar a navegação, agora era tarde. O apóstolo, pondo-se em pé no meio deles, transmitiu uma mensagem de esperança. Primeiro, lembrou-os com toda a delicadeza de que deveriam tê-lo atendido e permanecido em Creta. Em seguida, garantiu-lhes que, apesar da impossibilidade de salvar o navio, nenhuma vida se perderia, pois em uma visão foi lhe assegurado que ele compareceria perante César em Roma, portanto os tripulantes e prisioneiros também chegariam ao destino final. Havia 276 pessoas a bordo do navio (At 27:35-37).

Os soldados desejaram matar os presos, para que nenhum deles fugisse, mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os. Assim que a tripulação e passageiros chegaram a praia, descobriram que estavam na Ilha de Malta (28:1).
Paulo e Jonas atravessando as tempestades:
· Paulo viajava para cumprir sua sagrada vocação. Jonas fugia da chamada que recebeu;
· Jonas se escondeu e dormiu durante a tempestade. Paulo dirigia as operações e encorajava os passageiros;
· A presença de Jonas no navio era a causa da tempestade. O navio em que Paulo viajava seria preservado de todo dano se os tripulantes respeitassem seu aviso (At 27.9,10);
· Jonas foi forçado a dar testemunho acerca de Deus (Jn 1.8,9). Paulo, com boa vontade e coragem, falou acerca da sua visão e do seu Deus;
· A presença de Jonas no navio ameaçava a vida dos gentios, por isso foi jogado nas águas. A presença de Paulo era uma garantia para a vida dos seus companheiros de viagem;
· O navio em que Jonas viajava recebeu alívio quando ele foi jogado no mar. A conversão de Paulo salvou a tripulação do navio no qual era prisioneiro.

2 – Paulo na ilha de Malta
O fato de Paulo ter enfrentado um naufrágio não queria dizer que estava fora dos planos ou da presença de Deus, ou muito menos que estava fugindo de alguma missão. O certo é que não nos foi prometida isenção de sofrimento, antes pelo contrário fomos aconselhados a lutarmos pois assim como Ele venceu nós também venceremos.

Paulo havia escapado do tufão euro-aquilão e estava molhado e com frio e para piorar é atacado por uma víbora.

A princípio, os moradores da Ilha de Malta, julgaram Paulo ser um criminoso. Logo depois mudaram de opinião e o consideravam como um deus. Em Malta ocorreu o inverso do que houvera ocorrido na primeira viagem missionária quando esteve em Listra, primeiro pensaram que fosse um deus, para depois o apedrejaram.

A principal autoridade de Malta era Públio, que possuía uma propriedade extensa perto da praia onde os náufragos chegaram. Esse oficial romano abastado recebeu Paulo e seus amigos benignamente e hospedou-os por três dias, até que se provessem alojamentos onde poderiam passar o inverno. A bondade desse gentio foi recompensada. Quando seu pai achou-se enfermo de disenteria e febre Paulo foi visitá-lo e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou (28:7,8). A notícia do milagre de cura espalhou-se rapidamente por toda a ilha. Nos três meses subseqüentes, os demais enfermos foram levados ao apóstolo e curados. Dessa maneira, semeia Paulo uma igreja que não tardaria a florescer. Quando chegou a hora dos náufragos partirem, como prova de sua gratidão, o povo de Malta lhes trouxe muito presentes que seriam de grande proveito na viagem a Roma (28:9,10).

3. Paulo chega a Roma (Mt 28.11-15).
Passados os três meses de inverno, quando era seguro voltar a navegar, o centurião e seus prisioneiros embarcaram num navio de Alexandria, que invernara na ilha de Malta. A embarcação tinha por insígnia “Castor e Pólux” (os “deuses gêmeos”, que na mitologia greco-romana, eram os filhos de Júpiter (Zeus), considerados pelos pagãos os deuses da navegação e os padroeiros dos navegadores).

Em Potéoli, cerca de 240 km de Roma, o apostolo encontrou alguns irmãos e recebeu permissão de permanecer com eles sete dias.

Paulo chegou em Roma satisfeito, alegre, com a sensação do dever cumprido, mais um. Sua felicidade poderia ser comparada a de um imperador voltando de uma guerra, ou de um atleta cruzando a linha de chegada para receber seu prêmio, a coroa.

Roma pode até ter visto Paulo entrando em cadeias, mas não foi capaz de contemplá-lo coroado como um verdadeiro vencedor.

Os cristãos de Roma souberam da chegada e mandaram uma delegação para encontrar Paulo e seus companheiros no caminho. Alguns enfrentaram os cinquenta e poucos quilômetros até “Três Vendas”, enquanto outros perseveraram por mais quinze quilômetros até a cidade-mercado chamada “Praça de Ápio”. Deve ter sido uma experiência emocionante para Paulo encontrar pessoalmente os primeiros moradores da cidade de seus sonhos e os primeiros membros da igreja à qual ele havia escrito o seu grande tratado teológico e ético. Não nos surpreende que ele tenha dado “graças a Deus” sentindo-se “mais animado” ao vê-los (28:15b).

O apóstolo pode ter imaginado que tipo de recepção ele teria por parte da igreja romana. Se ele tivesse alimentado quaisquer dúvidas ou medos, teriam sido rapidamente dissipados pela calorosa recepção que lhe foi dada.

Em Roma, Paulo recebeu custódia militar, o que lhe permitira viver em sua própria casa, embora permanecesse sob a vigilância de um solado romano, a quem ficava acorrentado pelo seu pulso direito (At 28:16).

Paulo nunca se referiu a si mesmo como o prisioneiro de César ou de Nero, mas sempre de Cristo (Ef 3:1; Fp 1:12-14). Era embaixador em cadeias (Ef 6:20). Em Roma, Paulo era embaixador de Deus:
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II – O EVANGELHO É PROCLAMADO NA CAPITAL DO IMPÉRIO
1. Prisão domiciliar (28.16).
Uma vez em Roma, o apostolo recebeu permissão de morar numa residência particular, tendo em sua companhia um soldado que o guardava. Apesar de ser vigiado por um soldado, tinha liberdade de ler, escrever, receber visitas e, naturalmente, evangelizar. Paulo ficou dois anos vivendo em sua própria casa, que alugara, e ministrando aos visitantes que o procuravam com frequência. Provavelmente foi durante esse período que escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom.

2. Apologia entre os judeus (28.17-22).
Uma vez que costumava testemunhar primeiro aos judeus, Paulo enviou um convite aos seus líderes religiosos. Disse-lhes que não havia feito coisa alguma contra o povo judeu ou contra os seus costumes, mas, ainda assim, os judeus de Jerusalém o haviam entregado nas mãos dos romanos para ser julgado. As autoridades gentias não o consideraram culpado de nenhum crime e quiseram soltá-lo. Quando, porém, os judeus acusaram-no mais uma vez, o apóstolo sentiu-se compelido a apelar para César. Ao fazer esse apelo, o propósito de Paulo não era apresentar acusações contra a nação judaica, mas se defender.

Os líderes judeus afirmaram não ter nenhuma informação sobre o apóstolo Paulo. Não haviam recebido da Judéia nenhuma carta a respeito dele, e nenhum dos seus compatriotas judeus havia falado mal dele. Estavam interessados, porém, em ouvir mais acerca das experiências de Paulo, pois sabiam que a fé cristã à qual ele estava associado era contestada por toda parte.

3. Progresso do evangelho em Roma (28.23-31).
Paulo tinha liberdade considerável de pregar o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo. Apesar das intempéries surgidas e de déspotas romanos contrários à fé cristã, o progresso do Evangelho de Jesus ultrapassou os limites da inflexibilidade e rumou para conquistar as nações de forma inabalável.

LUGARES ONDE O EVANGELHO FOI ANUNCIADO:
· Nas ruas de Jerusalém - Mt 22:9; At 2:14
· Diante da porta do Templo - At 3:2, 1-12
· No Sinédrio - At 5:27
· Nas viagens - At 8:30
· Nas sinagogas - At 9:20; 13:14-15; 19:9
· Em diversas moradias - At 10:24; 16:32; 28:30
· Ao ar livre - At 16:13
· Nas prisões - At 16:28, 31
· Na própria casa - At 28:30-31
· Em praça pública - At 17:22
· De casa em casa - At 20:20
· Diante de juízes e reis - At 24:24; 26:1

CONCLUSÃO – DA LIÇÃO
O livro de Atos dos Apóstolos não teve um final conclusivo, mas teve um cumprimento das ordens de Jesus, pois se levarmos em conta as ordens contidas em 1”8 , que marca o seu inicio, podemos afirmar que tudo se cumpriu por determinação do Espírito Santo na vida dos apóstolos, primeiramente em Jerusalém, Pentecostes, pregações e conversões maciças de judeus, evangelização de Samaria e dos gentios em todo o mundo.

CONCLUSÃO DO TRIMESTRE
a) O prisioneiro feliz.
Paulo, depois de passar por muitos sofrimentos, agora era um prisioneiro que dia e noite ficava acorrentado a um soldado. Seria levado a Roma para aguardar julgamento e isto poderia significar muitos meses, ou até anos de espera e suspense.

b) O erro de um homem bom.
Como um homem tão religioso como Saulo de Tarso pode chegar a ser um cruel perseguidor dos cristãos? “Bem tinha eu imaginado que…” (v. 9). Noutras palavras, tinha as melhores intenções quanto a servir a Deus. Todavia, suas ações foram inspiradas por seu próprio parecer e não pelo Espírito de Deus.
c) Consolação para os intimidados.
“… os obriguei a blasfemar”. Este era um método comum dos perseguidores. Durante as perseguições do Império Romano, a vida e liberdade eram oferecidas sob a condição de blasfemarem contra o nome de Cristo.

d) O homem com a experiência crescente.
Paulo foi constituído ministro e testemunha do que Cristo lhe revelou. Tanto na ocasião da sua conversão como o que ainda lhe revelava (26.16). A experiência de Paulo na estrada de Damasco foi um milagroso começo para sua vida cristã, mas não foi o ponto final. Muito mais revelações foram-se seguindo. Paulo foi um homem de experiências e testemunhos crescentes. O Senhor nunca muda. Ele não tem necessidade de crescer. Somos nós quem devemos crescer no conhecimento.

e) O maior homem que Roma já hospedou, pois:
· Enfrentou a fúria judaica;
· Os meandros da lei romana;
· Dois anos de prisão;
· Uma viagem em meio a uma tempestade, um naufrágio.

É angustiante pensar que um homem útil como Paulo ficasse tanto tempo reprimido. Por dois anos ele foi prisioneiro de Félix (cap. 24.27), e, além de todo o tempo que passou entre isso e a sua vinda a Roma, ele fica aqui mais dois anos como prisioneiro de Nero.
Quantas igrejas Paulo poderia ter plantado, quantas cidades e nações poderia ele ter levado a Cristo nesse período de cinco anos, se ele tivesse estado em liberdade!

Quando estava em liberdade, estava continuamente com medo das ciladas dos judeus (cap. 20.19), mas agora sua prisão era sua fortaleza. .

Suas mãos estão amarradas, mas, graças a Deus, sua boca não foi amordaçada. O pregador pode até estar preso, mas a palavra.

Os judeus que costumavam proibi-lo de falar aos gentios, em Israel e durante as suas viagnes, não tinham autoridade em Roma e por outro lado o governo romano ainda não considerava que seguir o cristianismo fosse um crime., por enquanto.

CONCLUSÃO DO LIVRO DE ATOS:
O livro de Atos não necessitou de um final, precisava apenas ser cumprida as ordens de Jesus.

fonte: resumo extraido dos subsidios publicados em: ebdweb.com.br

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