Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O dia de adoração e serviço a Deus. Plano de aula

O DIA DE ADORAÇÃO E SERVIÇO A DEUS

SÁBADO – A PRIMEIRA CRIAÇÃO?
DOMINGO – A NOVA CRIAÇÃO?
UM DIA PARA REUNIÃO COLETIVA
TODOS OS DIAS PARA O CULTO INDIVIDUAL
SÁBADO – FIM DA SEMANA DE TRABALHO
DOMINGO – INICIO DA SEMANA ABENÇOADA
JESUS – O SENHOR DE TODOS OS DIAS

PROPOSTA DA LIÇÃO
• O dia da adoração não estava sendo guardado pelos judeus;
• A guarda do sábado, para os judeus, era o sinal da aliança;
• Propósitos do sábado: descanso, adoração e serviço ao Senhor;
• Cumprir a lei não era uma opção para os judeus era dever;
• Neemias protestou contra os que comercializavam aos sábado;
• Fechemos os portões da cidade para impedirmos o comércio indevido;
• Jesus desrespeitou o sábado? E os seus discípulos?
• O sábado judaico deve ser guardado pela igreja?

INTRODUÇÃO
Os filhos de Israel foram ordenados por Deus a guardarem o sábado, o dia do descanso, para repouso para se dedicarem a adoração, oração, louvor. (Ex 16.23; 20.11, mas não ordenou que o mundo inteiro o guardasse). Neste dia as atividades em Israel seriam interrompidas, pois nenhum trabalho deveria ser realizado (Ex 16.23; 35.2,3; Jr 17.22; Mc 16.1), até mesmo o comércio estava proibido (Am 8.5).

Enquanto estiveram em terras estranhas não conheceram este mandamento, mesmo porque não dependeria deles para que fosse guardado, mas sim dos egípcios, que certamente não respeitariam.

Após a passagem do mar Vermelho já foram alertados quanto a observância do sábado (Ex 16.23), sendo depois foi ratificado na ocasião da entrega do dez mandamentos (Ex 20.11). daquele momento em diante não teriam mais desculpas para apresentarem diante de Deus. A não observância desta ordenança caracterizava a profanação.

Após a reconstrução do Templo, os inimigos perceberam a mudança no padrão de vida dos judeus. A cidade sem o muro e as portas era alvo fácil de doenças e ladrões, mas agora os vizinhos os viam com outros olhos. Estava bonita, frondosa, exuberante, alegre, bem diferente do estado anterior (1.1-3). O problema agora seria outro, os mercadores e aproveitadores. Os judeus eram potenciais consumidores.

Tudo isto não teria problema se estes mercadores não insistissem na venda justamente no dia em que os judeus deveriam se oferecer a Deus, mas eles não respeitavam, por isto Neemias ordenou que as portas da cidade fossem fechadas para que o dia de sábado não fosse profanado.

I. DEUS ORDENA A GUARDA DO SÁBADO
1. Uma ordenança divina para os israelitas.
Israel tomou conhecimento desta ordenança após a passagem do mar Vermelho (Ex 16.23), que também foi incluída na relação dos 10 mandamentos (Ex 20.8-11). Era uma exigência cerimonial da lei, enquanto que os outros nove eram princípios morais.

Neste dia cessavam todos os trabalhos e os israelitas se voltavam a adoração, ao louvor, a leitura, oração e santificação.

Este era o sinal de que Israel era um povo santo, diferente, separado das outras nações e propriedade peculiar de Deus (Ex 19.5). Não havia outra forma desta caracterização ser tão evidente.

Quem não observasse este mandamento era severamente punido (Ex 31.14-15; Nm 15.32-36; Jr 17.19-27), pois eles deveriam mostrar aos seus vizinhos idolatras toda a sua fidelidade aos mandamentos do seu Deus, assim como a igreja de Cristo que também dedica integralmente a adoração, louvor, leitura da Palavra e oração.

a) O sábado:
• Representava o selo da aliança mosaica (Ex 20.10; 23.12; 31.15; Dt 5.15; Is 56.4-6);
• Era um dia santo (Ex 16.23-29; 20.10-11; 31.17);
• Era proibido qualquer tipo de trabalho neste dia (Ex 35.3; Nm 15.32);
• Era um sinal entre Deus e seu povo (Ex 31.13; Lv 26.14-16; Ez 20.12,20);
• Lembrava a criação original e a redenção de Israel do Egito (Dt 5.5);
• Sinal de lealdade entre Israel e Deus (Is 56.2; Ez 20.12);

2. Um sinal entre Deus e o seu povo.
O sábado era para Israel como um sinal de sua aliança e relacionamento com Deus, era o selo da aliança mosaica (Ex 31.12-17), portanto quem o profanasse certamente seria punido (31.14-15; Nm 15.32-36; Jr 17.19-27-6).

a) Um sinal “para sempre”
A aliança foi entre Deus e Israel, nenhuma outra nação da terra (Ex. 31.13), ou instituição foi incluída neste contexto, tanto que deveria se observados por eles em todas as gerações, ou seja, era um mandamento perpétuo, para sempre (Ex 31.17).

b) Outros preceitos eternos que deveriam ser observados:
• Circuncisão aos 8 dias de vida (Gn 17.7-13);
• A unção dos sacerdotes (Ex 40.15);
• A celebração da páscoa (Ex 12.14).

3. O propósito divino da guarda do sábado.
Qual era o propósito da guarda deste dia?
• Descanso para o homem (Ex 16.29-30);
• Descanso para a terra (Lv 25.4);
• Adoração e serviço exclusivo a Deus, sacrifícios e ensino aos sábados (Lv 23.3; Nm 28.9; Dt 5.12; Ez 46.3,12; Lc 4.31; 13.10);
• Ofertas, alegria, regozijo, pois não havia outra reação possível de um povo, que reunido, lembrava a libertação da escravidão (Dt 5.15).

II. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPO DE NEEMIAS
1. O desrespeito pela guarda do sábado.
Em sua chegada à cidade Neemias observou a ignorância do povo em relação a Lei e foi percebendo, no decorrer de sua permanência, que eles deixavam muito a desejar no tocante ao cumprimento das ordenanças. Sua função primária dizia respeito a reconstrução da muralha da cidade, mas não resistiu ao contemplar o povo desgarrado, sem pastor, sem estrutura, conhecimento e alheios aos mandamentos perpétuos, entre eles a guarda do sábado. Ele compreendia que não era uma opção de vida respeitar a Lei, mas sim um dever.

Neemias enxergou que os mercadores de Tiro, autorizados (Ne 13.17-18), conseguiam ajuntar os judeus, aos sábados, justamente os que deveriam estar no Templo adorando, louvando, orando, ouvindo a leitura da Lei. Seria possível esta cena? Como perdiam facilmente a identidade.

Esta havia sido uma das causas do cativeiro (Jr 17.27), por isto Neemias agiu, pois compreendeu o perigo que todos estavam correndo de novamente voltarem a velha prática. As consequências seriam inevitáveis (Lv 26.13-33). Ele repreendeu os mercadores, avisando-os para que não profanassem o Dia do Senhor (Ne. 13.21).

2. A ganância dos mercadores.
A reação de Neemias foi tão enérgica e radical quanto as anteriores, pois queria cortar o mal pela raiz. Ele protestou contra os negociantes (de outras terras) que desconheciam a importância do sábado e por isto o desrespeitavam (Ne 13.20-21). Da mesma forma como não compactuou com os que se deram aos casamentos mistos e com os que permitiram a morada do amonita do Templo, estava ele agora tomando a frente do povo para despertá-los ao perigo que corriam.

As mercadorias eram necessárias? Eram de ótima qualidade? Os vendedores eram bons? Os judeus ficavam satisfeitos com as negociações? Então porque não fizeram este alvoroço no estado original da cidade (1.1-3), quando ela e o povo estavam em miséria e esquecidos? A alegria espiritual chamou os mercadores, pois eles entendiam que Jerusalém estava usufruindo de uma prosperidade material. Alias estava bem visível, Templo (riqueza maior) e muros reconstruídos, portas levantadas. Certamente os mercadores pensavam que os judeus estivessem nadando em dinheiro, por isto faziam questão de acampar em suas portas.

O povo permitiu que os interesses de suas casas e pessoais fossem maiores que a obrigatoriedade de observância da Lei. Aquele ato profanava, corrompia totalmente o propósito do dia do descanso e adoração a Deus.

3. Neemias proíbe o comércio no sábado.
As sextas-feiras, ao pôr do sol, os portões da cidade deveriam ser fechados e permaneceriam desta forma até ao final do sábado, mas os mercadores insistentes continuaram fora da cidade, na esperança de ainda efetuarem as vendas.

Entra em cena o pastor cuidadoso, que mesmo com as barreiras fechadas, saiu para averiguar a situação, foi quando constatou que aqueles aproveitadores ainda estavam ao derredor. Uma única frase que não precisou ser repetida, pois foram embora diante do ultimato de Neemias (Ne 13.19-21).

Os comerciantes, atemorizados, fugiram e os judeus, abismados, olhavam uns para outros e para Neemias como se auto condenando por mais um erro diante de Deus.

III. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMENTO
1. A essência do dia de descanso.
É imprescindível ao ser humano, pelo menos, um dia de descanso semanal, para conservação de sua saúde física, mental, espiritual e para cuidarmos do templo do Espírito Santo (I Co 3.16,17; 6.19,20).

A idéia de um dia para o descanso foi instituído bem antes da Lei Mosaica, lá no principio da criação, indicando que isto seria uma benção não somente para Israel, mas para toda a humanidade (Gn 2.2-3), mas ao homem, recém criado, ou as suas gerações, não foi ordenado a guarda deste dia, nesta ocasião.

a) Sábado versus domingo:
• No sábado – o homem finda a sua semana cansativa de trabalho;
• No domingo ele a inicia novamente, mas primeiramente se dedicando a Deus e recebendo as bênçãos;
• No sábado relembramos a primeira criação, a que falhou no seu propósito de apresentar Deus as outras nações;
• No domingo a nova criação entra em cena para cumprir a grande comissão, não somente neste dia, como em todos é possível a igreja tornar pública a Palavra de Deus.

2. Jesus e o dia de descanso.
Quando Jesus ouviu as queixas dos fariseus pelo suposto desrespeito dos discípulos ao colherem espigas no sábado (Mc 2.23-28), Ele deixou claro que nenhum ponto da lei estava sendo transgredido. Ora, se o dia do descanso era para dedicação a Deus e zelo do corpo, então o que os discípulos estavam fazendo de errado? Colheram espigas para semeá-las ao caminho? Ou colheram para saciarem a fome, da mesa forma como o Rei Davi agira com seus homens quando comeram os pães da proposição (I Sm 21.1-9). Tampouco eles poderiam ser acusados de ladrões, pois a lei permitia que se servissem do grão no campo do seu vizinho, somente não poderiam usar foices (Dt 23:25). Não somente o sábado, mas toda a lei foi criada por causa do homem.
Quem estava errado em toda esta história eram justamente os judeus, pois não aceitaram Jesus como Rei e não lhe ofereceram guarida, possibilidades, refeições, tanto que os seus discípulos fizeram uso de uma permissão da lei para saciarem a fome. Isto era uma vergonha para Israel. O mesmo aconteceu com o rei Davi, que em fuga, já ungido, mas sem o reconhecimento da nação teve que se alimentar de pães da proposição. Será que foi interrogado também como foi Jesus?

Os sacrifícios eram realizados aos sábados? Ou cessavam as atividades no Templo? Os sacerdotes também tinham um dia para descanso? Os sacerdotes imolavam animais e realizavam mantinham suas outras ocupações sem se sentirem ou serem culpados por tais práticas, pois estavam ocupados nos serviços de Deus (Nm 28.9,10).

Jesus obedeceu todos os preceitos da Lei, pois foi circuncidado, seus pais ofereceram sacrifícios ao seu nascimento, comemorou a Pascoa, mas em nenhum momento ordenou a sua igreja que guardasse, comemorasse ou praticasse alguns dos ritos de exclusividade judaica. Na verdade Ele é o dia de descanso que a lei sempre apontou (Mt 11.28-30).

3. O cristão deve guardar o sábado? Não!
A igreja não esta sob o jugo da lei (Rm 6.14), por isto não há necessidade de guardarmos o sábado. A morte de Jesus anulou todas as exigências cerimoniais da legislação mosaica, pois todas foram cumpridas em Cristo e por Cristo (Cl 2.14,16).

A guarda do sábado foi realmente um sinal entre Deus e Israel, portanto as outras nações ímpias da época estavam desobrigadas desta prática, assim com a igreja está isenta.

O culto individual do cristão deve ser oferecido a Deus de forma contínua, todos os dias. Já as reuniões coletivas para adoração, aprendizado da Palavra, louvores, salmos, cânticos, cada instituição estipula os melhores, mas sem esquecer que um dos sete dias deve se reservado para descanso e dedicação a Deus.

CONCLUSÃO - OBJETIVOS
O domingo foi instituído pela Igreja Primitiva como o dia para a sua principal reunião.

O primeiro dia da semana:
• Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mt 28.1; Mc 16.9);
• Jesus apareceu 5 vezes no primeiro dia semana outra vez no domingo seguinte (Lc 24.13; 33-36; Jo 20.19,26);
• A Santa Ceia, as pregações e as ofertas eram observadas no domingo (I Co 16.1,2; At 20.7);

Não temos obrigação de guardar o sábado, mas devemos valorizar o descanso semanal, para adorarmos a Deus e mantermos nossa saúde física, mental e espiritual. Tampouco devemos instituir o domingo como sagrado sob pena de cometermos o mesmo erro que outros. Seria uma incoerência trocarmos a embalagem para permanecermos com o mesmo produto.

1) Compreender: A guarda do sábado foi ordenada pelo Senhor:
• O sábado era um sinal entre Deus e Israel;
• Lembrava a criação original e a libertação no Egito (Dt 5.5).

2) Conhecer: Os prejuízos pelo descumprimento dos mandamentos:
• Esta falha foi uma das causas do cativeiro (Jr 17.27).

3) Conscientizar-se: Jesus anulou as exigências cerimoniais da lei:
• Jesus cumpriu a Lei, mas não ordenou a guarda do sábado;
• A igreja não esta sob o jugo da lei (Rm 6.14);
• O cristão deve oferecer seu culto de forma continua, todos os dias.

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Francisco A. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/12/licao-11-o-dia-de-adoracao-e-servico.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

BARBOSA, José Roberto A. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/12/licao-11.html. Acesso em 07 dez. 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2011/12/4-trimestre-de-2011-licao-n-11-111211-o.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/12/aula-11-o-dia-de-adoracao-e-servico.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://www.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 07 de dez. 2011.

ZIBORDI, Ciro. O dia de adoração e serviço a Deus. Disponível em: http://cirozibordi.blogspot.com/2011/12/o-dia-de-adoracao-e-servico-deus.html. Acesso em 07 de dez. 2011.

Por: Ailton da Silva

Nenhum comentário:

Postar um comentário