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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

A Bíblia transforma pessoas. Plano de aula (lição 7)

INTRODUÇÃO

A Bíblia transforma pessoas e não religiões/igrejas/denominações, pois a mensagem do autor (Deus), inspirada e revelada na Bíblia, tem o poder para transformar o entendimento, o interior, o coração do homem e não de organizações ou movimento que são reféns de seus lideres, fundadores ou associados.

 

I – A BÍBLIA É A PALAVRA VIVA DE DEUS

1. A Palavra de Deus é viva e eficaz

Os hebreus não entraram em Canaã, mesmo conhecendo qual era a boa e agradável vontade de Deus, desde o início. Podemos ter também o mesmo fim? Os que primeiro ouviram as boas novas foram justamente os primeiros que a rejeitaram.

 

2. A Palavra de Deus é espada penetrante

A espada de dois gumes (Palavra) examina e revela o nosso caráter, além disso, expõe os conflitos que existe entre nossa parte carnal e espiritual. Essa espada simboliza o justo juízo de Deus, que não se limita a nossa carne, ou seja, é capaz de ultrapassar os limites, intransponíveis para nós, para se mostrar eficaz contra a nossa natureza pecaminosa.

 

A Bíblia é eficaz e tem poder para:

  • Ferir e curar;
  • Justificar e condenar o homem;
  • Indicar o caminho da morte e da vida;
  • Se tornar doce ou amarga;
  • Preparar o homem para ser um cidadão do céu e da Terra, concomitantemente.

 

3. A Palavra de Deus é apta para discernir

Ao penetrar em nosso interior, a Palavra consegue discernir os pensamentos e intenções do nosso coração. Nada pode ficar oculto diante do corte afiado da Espada de dois gumes.

A espada (comum) é capaz de atravessar nossa carne e cortar os ossos, já a Espada de dois gumes (Palavra - H4.13), atravessa nossa carne, ossos, medulas e chega no território inexplorado que divide o homem em sua tricotomia (corpo, alma e espírito) para discernir e conhecer os mais íntimos pensamentos e desígnios do nosso coração.

 

II – A BÍBLIA ANULA OS CONSELHOS DO MUNDO

1. As armas da nossa milícia

A luta é nossa, mas as armas são de Deus. Por vezes o homem imagina que o seu sangue, suor, disposição, ousadia, coragem e outras virtudes podem se tornar em armas poderosas para vencer o inimigo, mas se engana, pois somente o Nome, o Sangue e a Palavra se constituem em poderosíssimas armas, que estão a nossa disposição para vencermos a luta.

As armas carnais, e disponíveis a qualquer um, nada podem diante da intensa batalha espiritual que ocorre dentro de nosso interior e no mundo invisível, muito menos os recursos que utilizamos inúmeras vezes para desestabilizarmos uns aos outros.

O que poderia a espada, armadura e todo o aparato do Rei Saul, diante da luta ferrenha que se desenhava para o pequeno Davi? A nossa luta é espiritual, contra as hostes do mal, justamente para resistirmos e vencermos as ciladas e ofertas do Inimigo, nunca para mudarmos a situação da humanidade. Esta tarefa coube para Jesus que a cumpriu integralmente.

A grande certeza que estamos diante de uma luta tremenda contra o inimigo de nossas almas, que brama como um leão ao nosso derredor (I Pe 5.8), tentando nos tragar. São muitas as suas formas de investir, uma delas é justamente o que ele utilizou para desestruturar o apóstolo Paulo, através da igreja de Corinto, quando fizeram menção de uma possível carnalidade de sua parte ou de sua equipe, mas isto não funcionou e nos proporcionou um ensinamento profundo para também vencermos o Maligno (II Co 10.4).

As armas de nossas milícias não são carnais e visíveis, mas sim invisíveis e espirituais. Não podem ser tocadas, perdidas ou roubadas e elas tem o poder para:

  • Vencer o inimigo (Ap 12.10);
  • Destruir as fortalezas do mal (II Co 10.4c);
  • Destruir os conselhos malignos (Gn 3.4);
  • Destruir toda altivez que tenha por objetivo levar cativo, roubar (Jo 10.10) todo o entendimento (II Co 4.4);
  • Vingar a desobediência (Rm 5.19)    


2. A destruição das fortalezas

É justamente o que não serve para nós, como armas na batalha espiritual,  que o Maligno utiliza para tentar nos derrotas, já que a mentira, calúnia, difamação, conchavos, subterfúgios são recursos utilizados pelo Mal para desestabilizar a fé de muitos e para isto ele se utiliza de muitos de nós, pois não possui poder de voz nesse mundo.

 

3. A destruição dos falsos argumentos

A Igreja sempre enfrentou ameaças, vindas de fora para dentro, materializadas por falsos argumentos e heresias e sempre respondeu a altura estes ataques fazendo uso da Palavra.  Argumentos, falácias, maus conselhos, raciocínios fraudulentos que somente servem para enganar e desestabilizar crentes. Todo essa carga é vencida pela exposição, estudo, meditação e vivência na Palavra, não existe outro forma de vencer e resistir. Sem a Bíblia, nos tornarmos presas fáceis e facilmente podemos retornar ao inicio de tudo, ou como em alguns casos, podemos voltar à lama. Um degrau dia a dia, subindo na presença de Deus através da santificação, meditação na Palavra e de uma hora para outra podemos perder tudo.

 

4. A destruição de toda altivez

O arrogante e insensato e uma pessoa desprovida de qualquer lucidez e bom senso e sempre está pronto a fazer o mal, pois age com soberba e altivez (Pv 6.18). É uma pessoa inexperiente, sem domínio próprio (Pv 25.28), ingênuo (Pv 27.12), sem bom-senso (Pv 27.7), que se comporta como um animal ou um bêbado (Pv 26.3,9), que não age com a razão e não sabe controlar a própria vontade, sendo, portanto, uma abominação para o Senhor (Pv 16.5).

Toda a oposição, rebeldia, orgulho, malícia, engano, jactância, vaidade, injustiça, perturbação e tudo o que torna a vida homem vazias, são condutas e situações que facilmente são derrotadas pelo poder da Palavra, que atua de forma a livrar os oprimidos da atuação do Maligno, pois é ele quem trabalha na mente dos que rejeitam ou que se mantém afastados de Deus. O Maligno cega o entendimento para impedir que a Luz da Glória do Evangelho possa resplandecer sobre o homem.

 

III – A BÍBLIA NOS TORNA HUMILDES

1. Deus aborrece a soberba

A soberba, “porta de entrada do fracasso e a sala de espera da ruína” é também “o corredor do vexame” e serve de entrada para a vergonha e humilhação. aliada ao orgulho e vaidade destroem e jogam o homem na desgraça, certamente exemplos bíblicos não nos faltam, como o caso de Nabucodonosor, retirado do trono e inserido no reino animal irracional devido a sua soberba (Dn 4.30-37) e o rei Herodes (At 12.21-23), aquele que se recusou a glorificar a Deus, sendo comido pelos vermes. Isto prova que “o orgulho vem antes da destruição, e o espírito altivo, antes da queda”.

A soberba humana é capaz de resistir e rejeitar a revelação Divina contida na Palavra, no entanto os soberbos sucumbem no meio do caminho, tal como os hebreus que perderam sua benção em meio ao deserto.

 

2. Cristo é o nosso exemplo de humildade

Paulo usou o exemplo de Jesus, para que entendermos que nada pode ser feito por contenda ou vanglória. Devemos imitar a Cristo (1 Co 11.1) e aprender sobre este quesito tão importante.

Jesus é o maior e melhor exemplo de humildade, pois dispensou sua Glória, que é muito diferente chamada glória humana (passageira, presunçosa, exagerada e baseada em propósitos irreais). Ele não deixou de ser Deus, apenas abriu mão da glória, que possuía com o Pai, desde a eternidade (Jo 17.5), para se tornar como um de nós. Alguns dos sacerdotes que ouviram Jesus, chegaram a crer, mas não confessaram por medo de serem expulsos das sinagogas (Jo 12.42), não tiveram coragem de se desprenderem da gloria momentânea, que usufruíam no Templo.

 

3. A humildade é uma virtude cristã

A pessoa humilde e justa sabe que a justiça vem diretamente de Deus (Pv 29.26). Por isso, deve ser amorosa e sábia, pois estas são características daqueles que aspiram as mansões celestiais (Mt 5.3; 21.5;  Lc 17.20), portanto podemos afirmar que a humildade é a força e a beleza da santidade, sem as quais o homem jamais verá a Deus.

 

REFERÊNCIAS

A Bíblia. A revelação de Deus a humanidade. Revista Cristão alerta. Subsídios bíblicos para a Escola Dominical. Ed. 8, 1º trimestre 2022

Baptista, Douglas. A supremacia das Escrituras. A Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Casa Publicadora das Assembleia de Deus. Rio de Janeiro, 2021 

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003. 

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008. 

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000. 

Contrapondo arrogância com humildade. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2013/11/contrapondo-arrogancia-com-humildade.html. Acesso em 10/02/2022

Jesus, o exemplo ideal de humildade. Disponível em:  http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2013/07/jesus-o-exemplo-ideal-de-humildade.html. Acesso em 10/02/2022


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Homilética - aula 3

III – O SERMÃO

1) ESTRUTURA DO SERMÃO

Qualquer explicação requer organização, ordenação, lógica e clareza. O sermão é uma explicação da Palavra e vontade de Deus, por isso deve ser didático. A prática de pregações através dos tempos levou estudiosos a relacionarem alguns elementos básicos que devem estar presentes nos sermões, dando a eles uma estrutura que facilita o desenvolvimento da mensagem, pois norteiam a linha de pensamento do pregador direcionando o ouvinte para o conteúdo da mensagem.

 

2) OBJETIVO, ALVO E ASSUNTO

O objetivo da homilética é a conversão, comunhão, motivação e a santificação, portanto o pregador deve ter clareza quanto ao objetivo, alvo e assunto da mensagem. Se não tiver nada para falar, não fale.  Se o Espírito Santo lhe der algo a falar, fale, mas fale direito.

O assunto da mensagem é algo particular entre o pregador e Deus, para tê-lo é preciso viver em comunhão e oração para que o Espírito Santo possa falar em seu coração. Tenha intimidade com Deus para transmitir o que Ele quer falar.

 

3) TEXTO BÍBLICO

O texto bíblico é a passagem bíblica que serve de base para o sermão. Esse texto deverá fornecer a ideia ou verdade central do sermão. Nunca se deve tomar um texto somente por pretexto, e logo se esquecer dele. A utilização de um texto bíblico apresenta as seguintes vantagens:

  • O texto dá ao sermão a autoridade da Palavra de Deus.
  • O texto constitui a base e alma do sermão;
  • Através da pregação por texto o pregador ensina a Palavra de Deus;
  • O uso do texto ajuda os ouvintes a reter a ideia principal do sermão;
  • O texto limita e unifica o sermão;
  • Permite uma maior variedade nas mensagens;
  • O texto é um meio para a atuação do Espírito Santo.

 

4) EXEGESE

Exegese é o trabalho de exposição de um texto bíblico. Para uma boa exegese é necessário:

  • Ler o texto em voz alta, comparando com versões diferentes para maior compreensão;
  • Reproduzir o texto com suas próprias palavras. (Fale sozinho);
  • Observar o texto imediato e remoto;
  • Verificar a linguagem do texto (história, milagre, ensino, parábola, profecia, etc.);
  • Pesquisar o significado exato das principais palavras;
  • Faça anotações;
  • Pesquisar o contexto (época, país, costumes, tradição, etc.);
  • Perguntar sempre onde? Quem? O que? Por que?
  • Organizar o texto em seções principal e secundárias;
  • Resumir com a seguinte frase. “O assunto mais importante deste texto é...”.

 

5) TEMA

Para que o ouvinte possa ter ideia do que você tem a falar é imprescindível o emprego de um tema, para que ouvinte adentrar o sermão. O tema do sermão deve conter a ideia principal, o objetivo da mensagem e deve ser estimulante para despertar o interesse, curiosidade e atenção do ouvinte. Para tanto deve ser claro, simples, oportuno, criativo e deve obedecer ao texto. Exemplos de temas:

  • Interrogativo (pergunta): Onde estás? Que farei de Jesus?
  • Lógico (explicativo): O que o homem semear, ceifará!
  • Imperativo (mandamento): Enchei-vos do espírito;
  • Enfático (realce): Só Jesus salva;
  • Geral (abrangente): O amor tudo vence.

 

6) INTRODUÇÃO DO SERMÃO

Muitos escritores escrevem a introdução quando terminam o livro.  Começar bem é provocar interesse e despertar atenção. Aproximar o ouvinte do sermão e dar a ele uma noção ou explicação do que vai ser falado. 

“O pregador começou por fazer um alicerce para um arranha-céu,

mas acabou construindo apenas um galinheiro”. 

A introdução do sermão e muito importante e deve envolver o ouvinte, despertar o interesse e curiosidade e deve ser o instrumento de condução que levará o ouvinte ao cerne do sermão. Uma boa introdução dá ao pregador segurança, tranquilidade, firmeza e liberdade. Você pode usar um destes tipos para iniciar um sermão:

  • Ilustrativa: se o assunto a ser abordado for complexo, use uma ilustração para explicar com clareza;
  • Definição: explique ao ouvinte, por meio de conceitos significados de símbolos, termos e assuntos que provavelmente não conheça;
  • Divisão: quando se tratar de características opostas, mostre os dois lados da moeda, faça comparações: “paz e guerra”, “amor e ódio”, “salvação e perdição”, “vida cristã e vida mundana”, etc;
  • Convite: convide o ouvinte para participar e agir, leve-o à ação;
  • Interrogação: explore o assunto através de perguntas: “Para onde iremos nós?”;
  • Suspense: a mensagem principal será esclarecida no corpo do sermão;
  • Alusão histórica: explique o contexto do texto em que será aplicada a mensagem (época, país, costumes, tradição, etc.).   

 

7) ILUSTRAÇÕES

São recursos usados para o enriquecimento, e o esclarecimento de uma mensagem, quando devidamente aplicada. O significado do termo ilustrar é tornar claro, iluminar, esclarecer mediante um exemplo, ajudando o ouvinte a compreender a mensagem proclamada. O bom uso da ilustração desperta o interesse, enriquece, convence, comove, desafia e estimula o ouvinte, valoriza e vivifica a mensagem, além de relaxar o pregador. A ilustração não substitui o texto bíblico apenas tem uma função psicológica e didática, para tornar mais claro aquilo que o texto revela. As ilustrações devem ser simples e correlacionadas com a mensagem, devem fornecer fatos de interesses humanos e devem ter um ponto alto ou clímax:

  • Ilustração histórica e contextual: quando se aplica um conhecimento histórico ou explicação do contexto. Exemplo: Fundo da agulha, porta estreita na cidade de Jerusalém onde, os mercadores tinham dificuldades de passar com os camelos (Mt 19.24);
  • Conhecimento intelectual: envolve o conhecimento científico, psicológico, técnico e cultural. Exemplos: A antena da TV recebe todas as frequências ao mesmo tempo, entretanto quando escolhemos um canal, através da sintonia, estamos selecionando uma determinada frequência;
  • Metafórica ou alegórica: quando são empregadas figuras metafóricas como histórias e estórias. Exemplos: “Ao se aproximar da cidade do Rio de Janeiro um indivíduo reparou que o Cristo Redentor não era tão grande como pensava. No centro da cidade observou que estátua teria aumentado. No pé do corcovado ficou admirado com o tamanho. Chegando então aos pés do Cristo Redentor ele pode perceber, como lhe disseram, que aquele era bem maior”;
  • Experiência pessoal (testemunhos). Exemplos: o pregador relata fatos verídicos que demonstram a atuação de Deus, através de milagres, em sua vida ou de outras pessoas.

 

8) CORPO DO SERMÃO

Essa é a principal parte, onde deverá estar o conteúdo de toda mensagem, ordenado de forma lógica e precisa. Aqui o pregador deve expor ideias e pensamentos que deseja passar para os ouvintes. As divisões devem ser desenvolvidas de acordo com a realidade de hoje. As divisões não podem se desviar da mensagem principal que é a coluna do sermão, o objetivo será finalizado e apresentado na conclusão. É necessário ser vocacionado para o Dom da Palavra. O ouvinte precisa acompanhar o seu desenvolvimento, cada divisão, subdivisão, e até ilustrações e explicação, tem que apontar a direção do alvo.

 

9) CONCLUSÃO

É o clímax da aplicação do sermão. “Para terminar”! “Concluindo”, “Só para encerrar”, “Já estamos terminando”. Você já ouviu estas frases? Muitas pessoas não sabem terminar uma conversa, ficam dando voltas ou se envolvem em outros assuntos, sem ao menos perceber que o tempo está passando e o ouvinte já está angustiado com a demora. Isso acontece por que estes não preparam um esboço e suas ideias estão desordenadas, logo, não conseguem encontrar uma linha condutora da conclusão do sermão.

Uma boa conclusão deve proporcionar aos ouvintes satisfação, no sentido de haver esclarecido completamente o objetivo da mensagem. É preciso estabelecer um ponto final para que o pregador não fique perdido. Uma conclusão desanimada deixará os ouvintes desanimados. Baseados no objetivo específico do sermão a conclusão é uma síntese e deve ser uma aplicação final à vida do ouvinte, para tanto deve:

 

10) APELO

É o esforço feito para alcançar a consciência, o coração e a vontade do ouvinte. São os frutos do sermão. Apelo não é apelação e deve seguir sempre em direção a conversão e reconciliação, destinados aos ímpios e aos desviados, bem como para restauração, destinada à Igreja. O apelo deve ser uma espécie de convite, impactante e direto. Não pode ser forçado ou prolongado e deve ser após a mensagem. 

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 17

O surgimento de Israel

Todos estes fatos consolidaram o nascimento da nação de Israel, uma pátria sem território, hóspedes em terras estranhas, que se multiplicaram no Egito.

Os dez filhos de Jacó juntamente com os dois de José se constituiriam na espinha dorsal de Israel. Se desejavam tanto o reconhecimento e o respeito das outras nações deveriam se portar como tal e mostrar as suas forças, mesmo em território estranho.

Agora sim as promessas feitas a Abraão partiriam para o seu fiel cumprimento. Eis ai a grande nação saindo do anonimato. Faltavam apenas suas terras.

O reconhecimento veio primeiro do Egito, que contemplou o seu crescimento e temeu ser dominado, dentro de seu próprio território. Os egípcios cavaram suas próprias covas, pois Deus nunca permitiu que fossem prósperas as ferramentas contra Israel.

Por todo este período os hebreus ficaram privados de sua cultura, costumes e religião, sujeitos à contaminação e longe de Deus, porém um dia o clamor foi ouvido e receberam a mensagem entregue por Moisés, o último patriarca.

O primeiro patriarca foi tirado de uma terra distante, separado de seu povo para receber a mensagem que dava conta da promessa de uma nação e descendência. O último cumpriu sua missão e guiou os hebreus para o recebimento da herança. Nos seus últimos momentos de vida contemplou a terra e sentiu-se realizado pela vitória. O grande profeta de Israel, o legislador, o que falou com Deus face a face, ouviu a sua voz, foi sepultado e teve o seu corpo escondido.

Contemplem nações, o cumprimento da promessa feita, confirmada aos cinco grandes patriarcas de Israel. Suas trajetórias não foram meras coincidências ou simples repetições da história. Foram riquíssimas intervenções de Deus, pois foi necessário que todos passassem pelo mesmo crivo, o deserto. 

“E disse-lhe o Senhor: Esta é a terra de que jurei a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: À tua semente a darei [...]”. (Dt 34.4)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Geografia Bíblica. Rio de Janeiro. CPAD, 1987.

Bíblia de aplicação pessoal

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Como deixar de ser filho da filha de Faraó. Disponível em: http://coraoquepulsa.blogspot.com/2011/08/como-deixar-de-ser-filho-da-filha-de.html. Acesso em 01 set. 2011.

COPE, Landa L. Modelo Social do Antigo Testamento: redescobrindo princípios de Deus para discipular as nações. Traduzido por: Andréa Aparício Ribeiro. Almirante Tamandaré JMÍ. Gráfica & Editora Jocum Brasil, 2007.

CRUZUÉ, João. As quatro propostas de Faraó.  Disponível em: http://olharcristao.blogspot.com/2008/11/quatro-propostas-farao.html. Acesso em 15 set. 2011.

GABY, Wagner. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011.

GILBERTO, Antonio. Uma jornada de fé. A formação do povo de Israel e sua herança espiritual. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2014. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2014.

GRENZER, Matthias. Do clã de Jacó ao povo de Israel (Ex 1,1-7). Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/culturateo/article/view/15573. Acesso em 03 de agosto de 2014

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento - vol 1 - Gênesis a Neemias.

História do povo judeu. Faculdade de teologia Hokemah. São Luís, 2004.

JOSEFO, Flávio. A história dos hebreus de Abraão a queda de Jerusalém. Traduzido por Vicente Pedroso

MACEDO, Edir. A fé de Abraão. Rio de Janeiro. Editora Universal, 2001.

MACKINTOSH, C. H. Estudos sobre o livro de Êxodo.

MARTINS, Marcos José. Geografia Bíblica I. introdução à arqueologia bíblica. São Paulo. Editora Lucel, 2016.

OLIVEIRA, Admilson. Piedade e a fé de seus pais. Disponível em: http://ministerioemfoco.blogspot.com/2011/07/moises-piedade-e-fe-do-seus-pais.html. Acesso em: 01 de ago. 2011.

PAGANELLI, Magno. Conhecedores do bem e do mal – a saga interior do homem através dos séculos.

Schultz, Samuel J. A história de Israel no antigo testamento.

Silva, Antônio Gilberto da. A Bíblia através dos séculos: uma introdução. Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1986.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Elias, o profeta da chuva e do fogo. Capítulo 4

b) A estadia de Elias em Sarepta:

O ribeiro se secou e um novo tempo se iniciou na vida de Elias. As ordens eram para se afastar de sua terra e de seu povo para se refugiar em território fenício (I Rs 17.9).

Em nenhum momento questionou a Deus e não ficou procurando sentido ou lógica nas ordens recebidas. Foi chamado para defender o verdadeiro culto, mas acabou sendo enviado para Sidom, a nação governada pelo pai de Jezabel (I Rs 16.30).

Por um poucochinho de tempo o profeta foi retirado da Terra Prometida e enviado justamente para o território do inimigo.

Sarepta era uma pequena localidade situada a cerca de quinze quilometros de Sidom, conhecida como Zarefate em algumas versões (Ob 1.20) e como Sarepta no Novo Testamento (Lc 4.26).

Em Sarepta, Elias seria sustentado por uma viúva, sem nome, pagã, pobre, sem esperança e perspectiva (I Rs 17.8-9) que poderia até mesmo ser simpatizante de Jezabel e adoradora de Baal.

A lógica seria Deus enviar o profeta para a casa de um abastado líder ou pessoa influente, mas ao contrário foi levado até à casa de uma mulher necessitada. Mas o que Elias esperava encontrar em Sarepta? Pela fé imaginava uma viúva rica, com tudo preparado?

Aquela mulher deu, conforme a palavra do profeta, um pedaço de pão, do tamanho da mão dela. Depois disto, foi vendo, dia a dia, a multiplicação do azeite e farinha em sua casa.

Nesta historia Deus tirou leite de pedra, mas porque agiu desta maneira? Porque Elias não foi enviado para a casa de alguma autoridade em Sarepta? Ou algum líder religioso? Deus mandou o profeta buscar pela casa mais humilde, a pessoa mais necessitada, uma mulher que estava prestes a fazer a última refeição e que depois disto esperaria a morte juntamente ao seu filho.

Deus socorre por atos que parecem não ter lógica alguma! No entanto, esse seria o lugar que o rei jamais pensaria em procurar o profeta (I Rs 18.10). São nas coisas menos prováveis que Deus realiza seus desígnios! Sarepta parecia uma terra de ninguém, mas estava no roteiro para algo grandioso que viria do céu.

A ordem foi: “Levanta-te, e vai para Sarepta”, porque uma viúva o sustentará, mesmo em situação precária. Em Israel havia a lei que garantia alguns direitos para as pessoas necessitadas, mas certamente as nações vizinhas não se importavam.

O propósito da seca foi fazer Israel voltar a adorar o verdadeiro Deus, mas serviu também para Elias descobrir que as outras nações, em breve, seriam socorridas pela Graça que se manifestaria por Jesus.

Realmente as viúvas eram as maiores vitimas da sociedade judaica. Por vezes esquecidas ou desprezadas, mesmo nesta situação contavam com o olhar de Deus. Antes mesmo da instituição da Lei Mosaica (Gn 38.8) isto já era uma realidade. Estas mulheres ficavam a mercê de suas próprias sortes, esperando um milagre. Outras agiam conforme sua vontade para resolverem o problema, mas falhavam ou arrumavam confusões, piorando ainda mais a situação. 

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 9

O LIVRAMENTO

Deus ordenou Moisés e Arão para que se afastassem da habitação dos três revoltosos, porque faria algo grandioso para ser lembrado eternamente. Esta seria a primeira intervenção para livrá-los da primeira

Isto seria o sinal do primeiro livramento dado a congregação e ao mesmo tempo seria a confirmação da autoridade e chamada dos líderes, enquanto que para os revoltosos seria o pagamento pelas murmurações. 

“E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a toda esta congregação, dizendo: Subi do derredor da habitação de Coré, Datã e Abirão” (Nm 16.23-24). 

Os que iniciaram a revolta se posicionaram à frente de suas tendas, em tom de afronta, juntamente com suas famílias, como se estivessem se preparando para uma batalha, enquanto isto a congregação se afastou deles, justamente por terem reconhecido o erro. 

“Se estes morrerem como morrem todos os homens, e se forem visitados como são visitados todos os homens, então o SENHOR não me enviou. Mas, se o SENHOR criar alguma coisa nova, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então conhecereis que estes homens irritaram ao SENHOR” (Nm 16.29-30). 

Se os revoltosos fossem feridos com doença ou praga comum, poderia ser considerado como um acontecimento normal, mas se fossem consumidos com mão forte, com algo inédito, então saberiam que o Senhor havia operado. 

“Abriu-se a terra, e engoliu Data, e cobriu a gente de Abirão. E lavrou um fogo na sua gente; a chama abrasou os ímpios” (Sl 106.17-18). 

A terra se abriu e engoliu os três revoltosos com suas famílias e pertences, enquanto que um fogo consumiu os duzentos e cinquenta homens, que apoiaram Core, Data e Abirão. Os que presenciaram esta ação de Deus fugiram, pois temeram pelo pior.

Deus teria o direito, de não somente consumir todos os revoltosos, como também toda aquela congregação, mas por intermédio do clamor de Moisés proporcionou mais um livramento e assim como nas outras oportunidades feriu somente aqueles que fizeram por merecer.

Os hebreus correram o risco grande de nunca mais serem considerados uma nação, pois mais uma vez se rebelaram e se amotinaram contra Deus, que poderia aniquilá-los. Foram salvos como nas vezes anteriores pelo clamor de Moisés.                

“E voltou Arão a Moisés à porta da tenda da congregação; e cessou a praga” (Nm 16.50). 

Mas quando contemplaram os mortos por ocasião da murmuração de Coré, Datã e Abirão, que foram engolidos vivos pela terra e os quatorze mil e setecentos corpos estendidos no chão no dia seguinte, então tomaram consciência da intensidade do pecado cometido e demonstraram confiança na intercessão do líder, já que sabiam que receberiam o livramento mais rápido, devido a estreita comunhão que Moisés mantinha com Deus.

A autoridade de Moisés foi restabelecida e a tranquilidade voltou a reinar, mas as consequências dos pecados e as mortes se tornaram manchas na história de Israel, porém o derramamento do ardor da ira divina não foram suficientes para colocar um ponto final nas murmurações. 

“...e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram a minha voz” (Nm 14.22).


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

A Bíblia como um guia para a vida. Plano de aula (Lição 6)

“A sabedoria abre os olhos tanto para as glórias do céu quanto para o vazio da terra”. J. A. Motyer

“A humildade é o selo de autenticidade da sabedoria”. Jeremy Collier

“A convicção de ignorância é a porta de entrada do templo da sabedoria”.  C. H. Spurgeon

 

INTRODUÇÃO

A Bíblia deve ser examinada e obedecida à risca, pois todos os assuntos possíveis e imagináveis foram concentrados em um só volume:

  • Código Comercial;
  • Código Civil;
  • Código de Defesa do Consumidor;
  • Código de Processo Penal;
  • Código Eleitoral;
  • Código Sanitário;
  • Código Tributário;
  • Código Penal Militar
  • Código de Menores - Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • Código de Trânsito;
  • Consolidação das Leis do Trabalho - CLT
  • Código eleitoral
  • Comportamento familiar;
  • Educação financeira;
  • Ética, moral e caráter;
  • Relações e comércio exterior; (importação e exportação e mão de obra estrangeira);
  • Socorro humanitário (socorro a viúvas, órfãos e estrangeiros necessitados) 

Muitos outros escritos foram apresentados aos homens na intenção de guiá-los, mas nenhum deles permaneceu imutável, todos falharam ou falham, e precisaram ou precisam ser atualizados, corrigidos e alterados conforme mudança de conduta e entendimentos dos homens, alguns sequer exercem influência ou são consultados. Com a Palavra de Deus é diferente, continua ativa, influente e imutável.

 

I – A BÍBLIA É UM ALICERCE PARA A VIDA

1. A Palavra de Deus é alicerce.

O tolo que não crê na Palavra se firma na areia, em um fundamento frouxo, com falhas e logo na primeira “tempestade” (Mt 7.25-27) conhece a queda, bem diferente daqueles que estão firmados na Rocha.

 

2. A Palavra de Deus é luz

E disse Deus, em meio às trevas que reinava na Terra:

  • Haja luz;
  • Haja Palavra
  • Haja cruz
  • Haja Bíblia

A Bíblia é a luz que alumia o homem na escuridão (II Pe 1.19), quem não se guia por ela, tropeça e cai. A Palavra é lâmpada para nossos pés, pois nos mostra o agora, nos faz lembrar do passado (de onde saímos), nos revela o porvir e principalmente, neste mundo, nos livra do perigo:

  • Da doutrina de demônios (I Tm 4.1);
  • Dos preceitos de homens (Mt 15.9);
  • Das obras da carne (Gl 5.19-21);
  • Dos falsos profetas e falsos doutores (Mt 24.11; II Pe 2.1);
  • E do pecado (Hb 12.1)

 

3. A Palavra de Deus é imutável

A Bíblia permanece com seu texto “imexível” e inalterado, ao longo da história. Passarão os céus e a terra, mas a Palavra permanecerá (Mc 13.31).

 

II – A BÍBLIA NOS TORNA PESSOAS SÁBIAS

1. O conceito de sabedoria

Mais do que qualquer outra fonte, a Bíblia está recheada de pérolas, bons conselhos que revelam a sabedoria Divina. Estas máximas bíblicas são expressas em linguagem figurada, das mais variadas formas (parábolas, fábulas, enigmas e provérbios), que quando observados e aplicados se revelam como preciosidades na vida daqueles que temem ao Senhor.

Encontramos em toda a Bíblia muitos conselhos que tratam a respeito da sabedoria, não a dos homens, mas a de Deus. É um misto de parecer, juízo, advertência, admoestação, aviso, opinião sobre o que convém fazer, ou não, para facilitar o nosso relacionamento, tanto social quanto espiritual.

Sabedoria é a junção do conhecimento da verdade plena, vinda de Deus, com a experiência do cotidiano, portanto tudo o que for recebido da parte de Deus deve ser colocado em prática em nossas vidas.

 

2. Deus é a fonte da sabedoria

De onde provem tamanha sabedoria? Como ela chega até nós? Porque é dada aos homens de boa vontade? Como conseguimos processar e colocar em prática?  Como recebê-la? Como Deus concede? Quais os critérios por Ele usados para conceder?

Quer sabedoria para vencer as dificuldades e não se render ao Maligno? Esta sabedoria vem de Deus e não tem outra forma de recebermos. Uma grandiosa e necessária concessão divina. Basta pedirmos e ficarmos em posição para recebermos.

Quer vitória ou continuar sujeito as emoções e reféns de reações, vivendo a mercê de suas próprias iniciativas? Sabedoria que vem de Deus não pode ser comparada com a que vem do homem, de forma nenhuma.

 

3. O temor é o principio da sabedoria

Deus é o doador e fonte de toda sabedoria (Jó 28.20; Ef 1.8-9) e o principio dela é o temor ao Senhor (Sl 111.10). 

Temor.........Entendimento.........Sabedoria 

A inteligência, bem diferente da sabedoria, é a capacidade de raciocínio, que faz com que as pessoas pensem rápido e cheguem ao conhecimento e à conclusões de forma bem rápida e por vezes espantosa. Desta forma as pessoas podem se tornar arrogantes, prepotentes e loucas, chegando ao ponto de duvidarem da existência de Deus (Sl 14.1).

O conhecimento adquirido pelo estudo difere da sabedoria vinda de Deus, que é resultado do temor, compreensão, entendimento da plena vontade de Deus para nossas vidas.

 

4. Os benefícios da sabedoria

O que ganharemos se colocarmos em prática a sabedoria vinda de Deus? Pela Palavra somos ensinados, repreendidos, corrigidos e educado em toda justiça, portanto quem ganha e quem perde é justamente o homem, pois a fonte continuará imutável e inatingível.

A sabedoria divina concedida a nós parece absorver a nossa vida ou vice-versa, torna-se parte integrante de nosso viver. Creio que não é tomada, pois Deus jamais agiria como o homem: “toma – devolve, toma – devolve”, se fosse assim certamente seria um tal de “da e toma” sem precedentes, que bagunça na nossa mente e na igreja. O que devemos fazer é cultivar esta sabedoria e colocá-la em prática em prol do crescimento do reino de Deus e nunca em favor ou questões próprias.

Devemos cultivar a sabedoria em nossos relacionamentos diários, mesmo com a dificuldade gritante e o grande abismo que existe entre o nosso falar e o nosso fazer.

 

a) Sabedoria em prática

O então Saulo rogou ao professor Gamaliel (At 22.3) que lhe concedesse a sabedoria necessária para o seu futuro religioso. Ele conseguiu e lhe foi muito útil, mas não para o crescimento do reino, mas sim para impedir a expansão da igreja. A sabedoria terrena recebida por ele para nada serviu senão para perseguir, matar, açoitar, amedrontar e recalcitrar. Sabedoria vinda de Deus não permite tais atitudes.

A sabedoria divina recebida por ele, lhe foi muito útil em vários momentos da vida, durante as suas tribulações, perseguições e enrosco da vida. Quando esteve acuado em Jerusalém (At 22.1-2) resolveu expor sua defesa em hebraico, a língua morta dos judeus, e todos pasmados observavam-no, em sua autoridade e sabedoria. Qualquer outro em seu lugar teria esbravejado, blasfemado em aramaico, grego ou latim. Ele conseguiu calar seus opositores por alguns momentos.

Paulo sabia muito bem que Ananias era o sumo sacerdote, somente não o considerava como tal, pois o envolvimento do chefe religioso com a política de Roma o desqualificava e devido, bem como a nova fé de Paulo que não permitia ou aceitava a figura de um intermediador humano, portanto ele sabia com quem estava falando, mas diante do perigo ele pensou rápido e encontrou uma saída digna de mestre: “Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado”, pronto isto foi o suficiente para dividir seus acusadores fariseus, que acreditavam em anjos e ressurreição, dos saduceus, que diferente não acreditavam (At 23.1-8). Com esta atitude, Paulo se livrou da morte certa pelas mãos dos furiosos judeus.

 

III – A BÍBLIA E A PRUDÊNCIA PARA A VIDA

1. O conceito de prudência

Prudência é a virtude que nos faz evitar o mal, é a “razão reta do agir” (Tomas de Aquino).

 

2. A prudência dos justos

A sabedoria é entendida como a compreensão e entendimento da verdade revelada enquanto que a prudência é a pura prática de toda sabedoria recebida da parte de Deus e esta deve ser uma prática de todos aqueles que professam a fé em Jesus como Salvador.

 

3. Os benefícios da prudência.

A prudência é a sabedoria na prática, ela nos faz agir corretamente e sem precipitações, conforme a vontade de Deus. Pela prudência somos desviados do perigo e da posterior queda, bem como somos afastados da rebelião e conduzidos ao caminho da obediência.

 

REFERÊNCIAS

A Bíblia. A revelação de Deus a humanidade. Revista Cristão alerta. Subsídios bíblicos para a Escola Dominical. Ed. 8, 1º trimestre 2022

A importância da sabedoria humilde. Plano de aula. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2014/07/a-importancia-da-sabedoria-humilde.html. Acesso em: 03/02/2022

Baptista, Douglas. A supremacia das Escrituras. A Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Casa Publicadora das Assembleia de Deus. Rio de Janeiro, 2021  

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.  

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.  

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.  

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.  

O valor dos bons conselhos. Disponível em:  http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2013/10/o-valor-dos-bons-conselhos-plano-de-aula.html. Acesso em 02/02/2022


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 5

Medo da solidão foi maior que o desejo de obedecer 

Abraão decidiu obedecer e fez a escolha certa. Deixou terras, parentela e atendeu ao chamado de Deus.

Sem saber o local exato de suas futuras terras (Hb 11.8b), iniciou sua caminhada confiante que chegaria ao seu destino.

Algumas decisões precipitadas marcaram sua caminhada, mas nada que pudesse atrapalhar a estreita comunhão que se estabelecia entre o patriarca e Deus, apenas demonstraram sua condição de humano, falho e temeroso.

 

1) A visão das terras

O tempo compreendido entre a chamada e o cumprimento foi angustiante para Abraão, assim como é para qualquer um de nós na atualidade.

Deus mostrou a Abraão a Terra Prometida, porém junto a visão, foi também concedido, ao patriarca, a revelação sobre os futuros inimigos de seu povo (Gn 15.1-16).

Então seria necessário foco, fé e coragem para continuar a jornada.

 

2) O temor da solidão

Durante a visão das terras, Abraão percebeu a necessidade de estar rodeado por companheiros e pessoas de confiança, pois a oposição seria ferrenha. Fatalmente encontraria dificuldades para tomar posse da bênção.

Tinha certeza que Deus dirigia seus passos, mas sentiu necessidade de ter alguém ao lado para compartilhar alegrias, conquistas, vitórias e frustrações.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)