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domingo, 22 de agosto de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 9

José: O homem que assombrou o Egito. 

O dia em que acordou na prisão e dormiu no palácio

Quantos pensamentos assolaram a mente de José durante a sua caminhada até ao Egito. Que reviravolta em sua vida! O que poderia fazer para mudar aquela situação? Jurar fidelidade a Deus, mudar sua conduta? Era tarde demais para pensar em algo? Deveria aceitar a situação e permanecer como uma bênção durante o trajeto, já que não temos notícias de tentativa de fuga, rebelião, mesmo porque não teria condições físicas para tal.

Quando José chegou ao Egito como escravo, foi comprado por Potifar para servi-lo em sua casa e com o passar dos dias ganhou a confiança do seu senhor, até que este lhe permitiu transitar por todas as dependências de sua casa.

Sua primeira impressão foi horrível, pois encontrou uma cultura e tradições diferentes, um povo estranho e ensinamentos baseados na idolatria e imoralidade, tudo isto contrário ao que havia aprendido com seu pai, mas durante a adaptação naquele lugar, enfrentou de cabeça erguida e nunca se deixou contaminar.

Uma luz no fim do túnel havia se ascendido para José, para provar que não estava tudo perdido, mas ainda não era um livramento. Deus queria testá-lo diante da riqueza e nobreza, já que na pobreza e miséria, junto aos escravos na caminhada, havia se mostrado fiel.

Enquanto esteve com seu pai, durante a caminhada como escravo e nos momentos em que serviu como empregado, José foi uma benção, mas um dia foi preso, vítima da trama armada pela mulher[1] de Potifar. Mesmo na prisão teve uma vida regrada aos bons costumes, por isso ganhou a confiança do carcereiro, portanto não tinha como Deus não abençoá-lo ou engrandecê-lo, mesmo naquele ambiente.

Todas as pessoas que passaram pela vida de José ou os que o rodearam, perderam características essências, justamente as que sempre manteve durante o tempo de sua luta:

  • Seus irmãos perderam a sensibilidade que não faltou a José quando os reconheceu e soube que estavam necessitados e famintos;
  • Potifar perdeu a visão a ponto de não enxergar a inocência de seu empregado favorito, a mesma visão que José teve ao orientar Faraó a pensar no seu povo durante os anos de fome;
  • O copeiro perdeu a chance de demonstrar toda a sua gratidão a José, a mesma que José teve quando solicitou que os irmãos buscassem toda a família para morar no Egito;
  • Faraó perdeu a confiança em seus deuses e a depositou no Deus de José, pois esteve diante de um pregador, mensageiro de boas novas e vitórias.

Quando o atormentado Faraó não encontrou respostas para as suas aflições fruto de seu sonho, foi surpreendido com a declaração do ingrato copeiro-mor, que então se lembrou de José, o intérprete de seus sonhos da prisão. O homem esquecido pelo ingrato foi lembrado, diante do tormento e calamidade que assolavam o Egito.

O certo é que sempre existe alguém por perto para dar testemunho das ações de homens de Deus, prova disto foi o que aconteceu com Naamã, chefe do exército da Síria, que recebeu a cura da lepra devido ao crédito que deu a uma de suas criadas que testemunhou sobre o trabalho do profeta que estava em Samaria[2].

Certamente Faraó deve ter se inteirado sobre as condições físicas, psicológicas e morais de José, pois não teria cabimento receber um maltrapilho, um prisioneiro, problemático ou alucinado, pelo menos este era o protocolo da época. Rapidamente prepararam o jovem, mudaram suas vestes e o apresentaram diante da maior autoridade daquela nação.

José entrou escoltado na prisão em silêncio e foi jogado no esquecimento. Durante sua estadia naquele lugar, orava a Deus pedindo sua liberdade e nada mais, pois é impensável que tenha demonstrado fé suficiente para pedir uma audiência com Faraó ou muito menos o segundo trono do Egito, sequer pensou em pedir roupas novas, corte de cabelo, um quarto no palácio e o respeito dos egípcios e de outras nações. Certamente só pediu a oportunidade para rever sua família e voltar para sua terra.

Mas na saída da prisão também esteve ao lado de batedores e foi levado diretamente para a barbearia, cabeleireiro e deu volta em uma lojinha de departamentos egípcia para dar uma renovada em seu guarda roupa, antes do encontro com o desequilibrado Faraó, que certamente deve ter orientado seus soldados a não trazerem José do jeito que estava[3].

Naquele dia José acordou na fria prisão com o barulho de alguém batendo em sua cela, chamando-o pela última vez de prisioneiro. Após o encontro com Faraó, foi tratado de outra forma, foi chamado de senhor, de “vice Faraó”.

José levou um susto quando o soldado lhe disse: “Tem alguém querendo lhe falar”. Quem poderia ser? Não tinha advogado, os amigos de prisão eram ingratos, a família estava há quilômetros de distância, quem estava ali para visitá-lo? O importante não era aquele que falaria, mas sim aquele que estaria ouvindo o governante desesperado. Não seria uma simples visita ou uma mera audiência concedida, na verdade era uma convocação. Faraó desejava ardentemente pedir socorro ao homem de Deus.

A fama de interpretador de sonhos correu rapidamente e agitou os corredores do palácio egípcio. Como em sã consciência alguém poderia imaginar a grande e potente nação sendo abalada pelo temor de uma crise? O pior era aceitarem que o salvador[4] da pátria, um simples hebreu, sem qualquer qualificação ou formação, estava ali nas frias e solitárias prisões, esperando o momento certo para cantar o hino da vitória.

José não somente interpretou os sonhos de Faraó, como também lhe deu uma aula de administração através de sábios conselhos:

  • Faraó deveria prover-se de um varão inteligente e sábio[5] e nomear governadores;
  • Este homem deveria ser respeitado como uma grande autoridade no Egito;
  • A quinta parte de toda a produção egípcia deveria ser retida durante os anos de fartura;
  • Deveriam ajuntar o máximo que pudessem de comida e trigo, pois a crise se aproximava.

A preocupação de Faraó era com o presente, a de José era com o futuro, com os quatorze anos seguintes. Mas porque tanta preocupação de um simples e desprezado hebreu, que estava prestes a sair do anonimato?

continua...


[1] Uma mulher ficou com as veste de José nas mãos para incriminá-lo, da mesma forma que seus irmãos ficaram com a sua túnica colorida para provar que estava morto. Nas duas situações se tornou vítima da mentira.

[2] Conforme 2 Reis 5.3

[3] Faraó jamais receberia José em seus trajes e aparência de prisioneiro, somente Jesus aceita o homem e o deixa vir na situação em que se encontra.

[4] Havia muitos sábios no Egito com condições para socorrerem a nação, mas somente um tinha sabedoria divina para administrar a crise. Os inteligentes da época não se conformaram por não terem pensado em algo semelhante.

[5] Não precisava ser ele, apenas aconselhou Faraó a escolher um inteligente e nomear governadores. José não pediu o cargo.Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 21 de agosto de 2021

Anticristo. A solução material com implicações espirituais! Capítulo 9

O PROCESSO DA SALVAÇÃO DURANTE A ADMINISTRAÇÃO DO ANTICRISTO 

Mesmo com toda sua truculência, soberba e diante das proezas e falsos milagres, o Anticristo não conseguirá calar a voz dos mártires, ou seja, não conseguirá impedir a pregação do Evangelho do Reino.

Vozes serão levantadas durante a Grande Tribulação, que não temerão em proclamar a Palavra e alcançarão aqueles que não se sujeitarão ao governo do Anticristo. Mas quem serão estes pregadores? Que Evangelho pregarão? Quem convencerá o pecador? Haverá mesmo salvação neste período?

 

A) ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO:

Como será a atuação do Espírito Santo após o arrebatamento da Igreja e durante a administração do Anticristo? Partindo do principio de que o Espírito Santo é o “Detentor” e que será retirado momentaneamente para efetuar a entrega da Igreja a Jesus nos ares, quem então estará convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo? Felizmente os mártires terão suas forças renovadas e lutarão contra as forças do mal justamente por ainda estarem sendo assistidos por Deus, mesmo neste período tão turbulento da humanidade.

O Espírito Santo, responsável por acompanhar os escolhidos até aos ares, não será retirado ou banido da Terra. Continuará agindo, mas não habitará (I Co 6.19), não concederá dons (I Co 12.1-11) e ousadia como faz com a Igreja. Estará atuando como nas dispensações anteriores (cfe At 15.10-11; Gl 3.8), quando usou pessoas escolhidas (Jr 1.5; Gl 1.15) para entregarem a mensagem de Deus e quando acrescentou fé no Redentor que haveria de vir. Da mesma forma operará na Grande Tribulação, pois alimentará a esperança na salvação e concederá poder para desestabilizar o império do mal.

Neste período ficará visível dois grupos distintos de possíveis salvos na Grande Tribulação, a saber, os israelitas e os gentios (Ap 7.4-14), portanto fica claro que Palavra de Deus continuará ser proclamada, mas a salvação dependerá da ação de dois agentes:

  • O sangue do Cordeiro (Ap 12.11);
  • O sangue do próprio mártir (Dn 7.25; Ap 6.9), que vencerá pela palavra de seu testemunho e não temerá a morte (Ap 12.11b). A salvação será baseada pela fé na ressurreição e na recompensa de Deus (Hb 11.34-38).

Quando o Espírito Santo permitir a atuação do Anticristo o mundo ficará a mercê deste agente maligno. O plano para ganhar a confiança e o coração da humanidade será posto em prática e muitos se aceitarão a proposta de trabalho da Trindade Satânica.

continua...

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 1

O CLAMOR

Os egípcios ainda estavam assustados[1] com as manifestações de Deus, principalmente a última, na ocasião da morte dos primogênitos e agora contemplavam aterrorizados a coluna de nuvem e de fogo, que não se misturavam, não se encontravam, pois uma agia durante o dia e a outra executava suas funções à noite (Ex 13.21).

Deus mudava sua estrutura, sua forma de agir, ora nuvem ora fogo, mas não mudava o seu caráter. O clamor do povo foi ouvido, a decisão pela libertação foi tomada e não seria revogada (Ex 3.9). A saída do Egito era uma bênção incondicional[2], não dependeria[3] da fé, fidelidade ou vontade do povo, mas a entrada em Canaã teria sim suas condições.

  • Diante do mar eles tinham quatro alternativas:
  • Cruzarem os braços e esperarem as lanças do inimigo, que poderia tomar a parada como afronta;
  • Levantarem os braços e se renderem facilmente;
  • Prosseguirem avante, a nado, mesmo que fosse impossível devidos as condições físicas;
  • Ou se por um grande milagre atravessassem o mar a seco, que se abriria diante de seus olhos, o que para muitos era improvável, devido a falta de fé e perspectivas.

Naquela situação, Moisés estava com a vida no altar, mas o povo não. Um estado espiritual adquirido durante os quarenta anos em que esteve cuidando de ovelhas. Tudo que aprendera naquele curso seria colocado em prática.

 

“Moisés, porém disse ao povo: não temais; estais quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O senhor pelejará por vós, e vós calareis. Então disse o Senhor à Moisés: Porque clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem” (Ex 14.13-15).

 

Por um poucochinho de tempo, os hebreus deixaram de olhar para a coluna de fogo, que trazia paz e sensação de segurança e olharam para o inimigo, por isto o medo invadiu os corações.

Moisés foi o único capaz de tranquilizar os desesperados, que exigiam solução ou autorização para se renderem. Como se manter calmo e integro diante de tanta cobrança? Como contagiá-los com sua fé, já que tinha certeza do livramento, enquanto que o povo não. Sua fortaleza foi estabelecida durante sua chamada[4] e durante as dez operações de maravilhas no Egito.

O grande líder enxergou a salvação tão perto dependendo somente de um ato seu, mas por pouco não desacreditou diante daquela situação tão delicada. Sabia que os problemas do povo eram também seus e logicamente a vitória seria da mesma forma, por isto levantou um grande clamor.

No pensamento de muitos o livramento seria tão simples, quem sabe um anjo para eliminar o inimigo (II Rs 19.35), uma doença ou outra praga, mas Deus queria usar os elementos da natureza para humilhar a potência da época.

continua...



[1] Israel foi expulso do Egito por Faraó (Ex 12.31).

[2] Deus não requereu fé dos hebreus para tirá-los do Egito. Foi uma decisão divina (Ex 3.7-8), mas para entrarem em Canaã havia necessidade da fidelidade.

[3] Dependeu somente da fé de Moisés para crer no momento de sua chamada (Ex 3.2).

[4] A visão da sarça em chamas sem ser consumida não era para muitos. Somente o foi para um, Moisés.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 12

5) A FESTA DE DEDICAÇÃO:

Porque esta dedicação não ocorreu logo após o término da reconstrução? Não havia clima espiritual e não havia sido lido o livro da Lei, fatores imprescindíveis para valorização dos atos de Deus. Se tivessem comemorado antes certamente atribuíram a si mesmos o sucesso pela conquista.

Passaram pelo avivamento, conheceram a Lei, viveram o verdadeiro arrependimento, confessaram os pecados, cada qual revelou o seu coração contrito e renovaram o compromisso com Deus para então comemorarem a vitória.

A dedicação do povo na reconstrução do muro foi algo nunca visto em Jerusalém, o avivamento de igual modo e o concerto anunciaram a grandiosidade daquela festa.

Foram vários anos vivendo entre os escombros, mas agora a realidade era outra, sinal de vitória, alegria pelas reconstruções do altar, Templo e muro, por isto a alegria vista naqueles dias foi algo contagiante, ouvido de longe pelos seus vizinhos (Ne 12.43).

 

a) A participação dos levitas: 

Era imprescindível a participação dos levitas na condução e adoração no culto ao Senhor, por isto foi necessária a restauração de seus ministérios para participarem do culto de dedicação dos muros de Jerusalém.

 

b) A participação dos cantores: 

Era essencial a apresentação de cânticos de adoração e louvor a Deus durante a festa, para que o povo se alegrasse pelas vitórias e restaurações. Para tanto, Neemias reuniu os cento e quarenta e oito cantores que descendiam de Asafe (Ne 7.44) e mais duzentos e quarenta e cinco que procediam de outras famílias levíticas (Ne 7.67), para bendizerem ao Senhor, através da música, a linguagem da alma, que serve de instrumento para nos comunicarmos com Deus (Sl 40.3; Ef 5.19-20).

 

c) A liturgia correta e santa:

Foram dois grandes cortejos, um liderado por Neemias e o outro por Esdras, que mesmo tomando caminhos opostos, encontraram-se no Templo. Participaram os levitas, os cantores e os príncipes de Judá (Ne 12.27-43) e ali realizaram um grande culto em ação de graças a Deus. Aqueles cortejos não foram espetáculos e tampouco entretenimento, mas sim foi uma reunião de profunda reverência ao Senhor.

 

d) Os verdadeiros sacrifícios (v 43):

Ao chegarem no Templo, sacrificaram em meio aquela grande alegria, reconhecendo os benefícios recebidos da parte de Deus. Os sacrifícios foram sombras de acontecimentos futuros, que se cumpriram anos mais tarde, no ministério terreno de Jesus:

  • Aqueles sacrifícios não removiam os pecados do povo. O sacrifício de Jesus removeu de uma única vez (Hb 10.11)
  • Os sacerdotes ofereciam sacrifícios contínuos. Jesus ofereceu-se em sacrifício apenas uma vez;
  • Os sacerdotes ofereciam sacrifícios de animais. Jesus ofereceu-se a si mesmo;
  • Os sacrifícios cessaram. O sacrifício de Jesus tem eficácia eterna.

 

6) COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

  • Após a reconstrução, muitos poderiam ter voltado para suas casas, satisfeitos por terem feito algo para Deus;
  • “Terminamos a construção”! Terminaram? A festa será somente após o avivamento e concerto;
  • Se a festa fosse após a reconstrução, certamente cunhariam moedas com as faces de Neemias e Esdras;
  • O povo rodeou os muros, um grupo de cada lado, para contemplarem a grande obra, que antes seria impossível;
  • A divisão em grupos foi para ganharem tempo? Ou terá sido por desavença entre os lideres (At 15.39-40). Paulo e Barnabé também tiverem problemas, mas o que pareceu divisão, na verdade foi multiplicação dos missionários;
  • Certamente os judeus estranhariam quando ouvissem algum de nós cantando: “Eu estou no altar do sacrifício. Eu estou no lugar santo. Eu estou no santo dos santos”. Era muito difícil os judeus se imaginarem nestes lugares;
  • Se o Templo estivesse intacto e se nos fosse permitido fazer um “tour”, entraríamos nestes lugares santos? Primeiro teríamos que passar pelos levitas, os matadores de idólatras (Ex 32.26), neste caso a parada seria indigesta;
  • Somente os chamados poderiam trabalhar no Templo, mas alguns poderiam dizer: “Eu sou da tribo tal e conheço o trabalho. Já convivi com levitas e tenho boa vontade”. Neemias não deixaria qualquer um trabalhar no Templo;
  • Após o exílio o cargo de sumo sacerdote teve características políticas, o que não víamos antes, pois se dedicavam totalmente aos cuidados religiosos;
  • A despedida de Neemias: Congregação erguida, povo avivado. Depois retornaria para ver como estavam, tal como fazia apostolo Paulo nas igrejas fundadas em suas viagens;
  • Alguns imaginavam que a reconstrução deveria começar pelo muro e portas para depois erguerem o Templo;
  • Em qual campo Jesus opera em nossa conversão? No campo material? Emocional? Ou no espiritual?
  • Jerusalém e o Templo não suportariam uma segunda destruição em tão curto espaço de tempo. Precisamos chegar a este ponto? Destruição total para recomeçarmos do zero novamente? Os judeus esqueceram tudo, língua, lei, parte da história, organização.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Grandes verdades em poucas palavras - 0031

Aquele que esquece a linguagem da gratidão nunca pode estar em paz com a felicidade”. C. Neil Strait

“Uma grande guerra deixa o país com três exércitos: um exército de aleijados, um de pranteadores e um último de ladrões”. Anônimo

A tragédia da guerra é que ela usa o que há de melhor no homem para fazer o que nele há de pior”. Anônimo

Se há algo em que a terra, mais do que qualquer outra coisa, parece-se com o inferno, é em suas guerras”. Albert Barnes

A guerra é uma tragédia que geralmente destrói o palco no qual é encenada”. Matthew Henry

A guerra não é um ato de Deus, mas, sim, um crime do homem”. Cordell Hull

A humanidade precisa dar fim à guerra, ou a guerra dará fim à humanidade”. John F. Kennedy

A guerra é um produto específico da civilização”. Louis Mumford

“A verdade é a primeira vítima de qualquer guerra”. John Nevin Sayre

A guerra é o matadouro da humanidade e o inferno do mundo presente”. John Trapp

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Os primogênitos: Deixa o meu ir, senão levo o seu. Capítulo 4

AS QUATRO PROPOSTAS INDECENTES. MORTE DO PRIMOGÊNITO DE FARAÓ 

Após a quarta praga Faraó propôs algumas condições para libertar os hebreus. Foram quatro propostas indecentes que não garantia a liberdade definitiva, pois tinha alguns pontos obscuros. Estas propostas seriam capazes de seduzir até mesmo os mais angustiados e os ávidos pela mudança, mas não Moisés e Arão.

 

a) A primeira proposta indecente (Ex 8.25)

Os hebreus seriam libertos, porém não poderiam sair do território egípcio. Moisés temeu por retaliações dos egípcios, que poderiam considerar como uma afronta (Ex 8.25).

Faraó não queria perder a mão de obra escrava e barata. Sua intenção era fazer com que pensassem que estivessem agradando a Deus, mas na verdade estavam ainda ligados ao passado. A qualquer momento voltariam à condição anterior, bastaria a primeira oferta ou dificuldades.

Esta proposta exigia que os hebreus cultuassem a Deus no próprio Egito, em meio aos falsos deuses. Faraó se imaginou no direito de escolher o lugar para o sacrifício, mal sabia que tudo já estava determinado.

Os hebreus seriam libertos para sacrificarem, porém não poderiam sair do ambiente inóspito e degradante de imoralidade e pecado daquela velha nação. Um velho truque do Maligno que foi posto em ação na tentativa de enganar.

Caso Moisés aceitasse esta proposta, os hebreus ofereceriam sacrifícios do jeito que estavam e não haveria transformação. A adoração seria banalizada e acompanhada de uma fatal perda de identidade[1] espiritual.

A intenção de Faraó era ver os hebreus servindo a Deus sem qualquer separação do mal. Estariam o tempo todo misturado aos ímpios egípcios, uma verdadeira abominação ao Senhor. A iniquidade aumentaria e o amor esfriaria.

continua...



[1] Mesmo no Egito, muitos hebreus se mantinham alheios a cultura idólatra egípcia.

Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Ética Cristã - aula 2

4) ÉTICA MINISTERIAL

Muitos pensam que o ministério eclesial, são apenas títulos outorgados a pessoas, por seus méritos, conquistas e capacidades próprias. Esquecem que a vocação é o requisito fundamental para o bom ministro de Deus! Hoje, percebe-se uma “crise funcional” em algumas Igrejas, ou seja, pessoas fazendo o que é certo, nos lugares errados, no cargo errado e da forma errada.

Falar em ética é falar da boa educação dos líderes. A ética tem tudo a ver com a sabedoria, pois a ética é a exteriorização da sabedoria. O líder que não age com educação e respeito para com os seus subordinados, não pode dizer que possui sabedoria divina! 

O ministro deve saber que:

  • Autoridade não se impõe, se conquista;
  • A autoridade não está sobre a pessoa, mas sobre a sua ocupação;
  • Não somos donos da vida de ninguém, mas sim, conselheiros;
  • Não se faz alguém submisso por intermédio do medo pela posição do líder ou por juízos divinos;
  • A ocupação não é para o benefício pessoal, não é para o ocupante, mas é para o benefício da Igreja.


5) “REQUISITA QUEM PODE E REQUER QUEM PEDE”

Deus “tudo pode”, então, Ele requisita e nós, como ministros sob poder de Deus, apenas requeremos sob a requisição dEle. As pessoas não começarão a fazer algo apenas porque “eu” quero, mas porque foram conscientizadas de que é a vontade de Deus, e que é o melhor para elas mesmas. Assim, todos estarão espontaneamente fazendo o que você pede, sem o famoso “autoritarismo”. Tudo isto depende do grau de influência que você exerce sobre as pessoas. 

O bom obreiro influencia sem forçar. E, se quiser ser um influenciador em potencial, deve mostrar-se necessário à vida das pessoas que lideram. A palavra grega “diakonos” é muitas vezes traduzida por “ministro” ou “servo”.


6) “SER” NÃO É “TER”

Ser é mais do que ter. O “ter” traz à tona toda a dependência humana diante de sistemas, por isso não é o “ter” que define o bom obreiro, mas sim o “ser”.

 

7) CONCEITOS MODERNOS E INFLUENCIADORES

A ética tenta responder questões pertinentes ao que é certo ou errado. Se destrincharmos de maneira meticulosa as abordagens éticas, certamente encontraremos muitas variantes:

  • Antinomismo: Literalmente "contra a lei". Afirma que não há nenhum princípio moral que aplicado às circunstâncias da vida, nos permita estabelecer em referencial de certo ou errado. Em síntese, admite que não existe normas. O Antinomismo diz: “mentir não é nem certo nem errado”;
  • Generalismo: Sustenta que uma ação pode ser errada, geralmente, mas nem sempre o será, estabelecendo um padrão moral circunstancial por admitir que não há normas universais. As regras existem, mas podem ser quebradas, dependendo dos fins. Tal afirmação corresponde ao que pregava o filósofo Maquiavel. “Os fins justificam os meios”. Os generalistas são utilitaristas. Só é certo o que produz melhor resultado (mais felicidade ou prazer do que dor). Uma norma pode ser boa hoje, e não servir amanhã. Depende da sociedade. Se, por exemplo, o adultério é errado em certo período, em outro, poderá ser aceito. O Generalismo profere que: “Mentir é geralmente errado”;
  • Situacionismo: Admite que há uma norma universal, mas admite também que as circunstâncias são tão radicalmente diferentes para que exista uma única regra universal para ser observada. Para os situacionistas, somente o amor permanece como norma universal capaz de se adaptar a todas as situações. O amor pode tornar um ato moralmente correto e só a falta de amor faz um ato amoral. Nesse contexto, para o situacionismo, roubar para salvar uma pessoa que está morrendo de fome ou mentir para salvar uma pessoa inocente de um assassino não seria errado. O situacionismo abre demais as portas para padrões individualistas. Para os que adotam esta abordagem, o ato é coberto pelo bem maior. O Situacionismo pronuncia que: “Mentir às vezes é certo”;
  • Absolutismo conflitante: Admite que há muitas normas universais válidas sem conflito entre si, admitindo, porém, dualidades de ideias, desde de que se preserve o ideal comum no cumprimento do dever. O Absolutismo afirma: “Mentir sempre é errado”;
  • Absolutismo ideal: Admite que há muitas normas universais que as vezes são conflitantes entre si, mas que violar uma dessas normas é moralmente errado, não existindo precedentes. O problema aqui é o abismo entre o ideal e o real, pois vivemos, acertamos e erramos, no mundo real e não no universo ideal. No mundo ideal ninguém infringe normas. Essa doutrina sustenta que há muitas normas absolutas que nunca entram realmente em conflito. Platão ensinava que existem normas ou virtudes universais que nunca precisam variar. Dentre essas virtudes estariam a coragem, a temperança, a sabedoria e a justiça;
  • Hierarquismo: Admite que há muitas normas éticas universais hierarquicamente ordenadas que diferem entre si em grau de importância, de modo que, diante de um conflito ético, o homem se obriga a obedecer a norma mais elevada nesta estrutura.

continua...
Por: Ailton da Silva - 11 anos (Ide por todo mundo)