Páginas

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A Ressurreição de Jesus


A ressurreição é o ressurgimento, reanimação, um recomeço, o retorno da morte para a vida.

A ressurreição de Jesus é o combustível que move o Cristianismo e que dá sentido a fé cristã e a distingue das outras religiões.

Este foi o primeiro e o ultimo caso de auto-ressurreição da história.

Algumas civilizações antigas associavam à ressurreição as estações do ano, pois no outono e inverno as vegetações desapareciam e boa parte dos animas hibernavam, dando idéia de fim do ciclo da vida, mas na primavera e verão tudo voltava ao normal. Como a maioria destas civilizações era idolatras alimentavam a idéia da ressurreição como mito, como uma seqüência da morte e ressurgimento dos seus deuses.


1) AS TEORIAS SOBRE A RESSURREIÇÃO DE Jesus:
O sepultamento de Jesus foi um ato público, de conhecimento dos romanos, aprovado por Pilatos, num sepulcro novo, de uma pessoa importante com ajuda de José de Arimatéia e Nicodemos, aberto em uma rocha, fechado e selado com uma grande pedra, que era um costume da época.

a) teoria do furto:
Como os discípulos poderiam roubar o corpo sem serem percebidos pela guarda romana? Os romanos facilmente localizariam os discípulos, caso eles tivessem realmente roubado o corpo e assim acabariam com a dita, por eles, “farsa da ressurreição”, pois os discípulos não fugiram, não mudaram de cidade, não eram ladrões profissionais, na verdade eles estavam somente escondidos com medo de também serem mortos. Como seria fácil localizá-los.

b) teoria do erro:
Mc 15”47 – as mulheres observaram de longe onde eles O sepultaram e pelas descrições do túmulo seria muito difícil elas errarem o local. Então porque os romanos e judeus foram e mostraram o dito “verdadeiro túmulo”.

c) teoria da Caxemira ou do resgate
Mesmo se Jesus tivesse se recuperado fisicamente de todo o sofrimento como conseguiria abrir o túmulo sozinho? Ou como os discípulos removeriam a pedra por fora sem serem notados pela guarda romana? E se realmente os discípulos tivessem resgatado Jesus como manteria uma mentira por tanto tempo sem caírem em contradição, pois em todas as suas pregações, em locais públicos, eles atestavam à ressurreição (At 2”32; 3”15; 4”10; 10”40; 13”30-37).

Se os judeus quisessem impedir o crescimento do Cristianismo bastava e tão somente apresentarem o corpo de Jesus e assim provariam que Ele não havia ressuscitado.

No caso da teoria do erro bastava apresentar o tumulo correto e com isso provariam que aquelas mulheres haviam errado o tumulo. Defendiam com tanta veemência estas teorias que se esqueceram de prová-las.

2) A RESSURREIÇÃO
Em Mc 16, as mulheres tomaram especiarias e ungüentos para ungirem o corpo de Jesus (mesmo sabendo que estavam ferindo a Lei), mas no caminho lembraram da pedra e quem iria removê-la para entrarem no túmulo, mas mesmo assim continuaram.

Mal sabiam elas que um anjo já havia removido a pedra, mas caso não tivesse acontecido isto Jesus também ressuscitaria da mesma forma. Este acontecimento foi somente para comprovação física de sua ressurreição, para que todos vissem.

Para crermos na ressurreição de Jesus temos que deixar de lado todas as teorias, explicações lógicas cientificas, materialistas e os obstáculos naturais. As mulheres deixaram de lado, a lei, os guardas, a pedra e a limitação física.

3) EXEMPLOS DE RESSURREIÇÕES:

  • o filho da viúva de Sarepta (I Rs 17);
  • o filho da sunamita – (II Rs 4);
  • Lázaro (Jo 11);
  • a filha de Jairo (Mt 9);
  • o filho da viúva de Naim (Lc 7).

Estas ressuscitações não foram exatamente da morte para a vida, como a de Jesus, pois eles foram somente restaurados para o mesmo corpo limitado, fraco e doente. Depois morreram novamente.

A ressurreição de Jesus sim foi de fato da morte para a vida, pois após o seu sacrifício ser aceito por Deus, Ele abriu as portas da dispensação da Graça, proporcionando o retorno da comunhão anterior que existia entre Deus e o homem. Esta sim foi a verdadeira ressurreição.

Foi também em um corpo glorificado, bem diferente e não em carne e sangue como as anteriores citadas acima, mas também não foi somente em espírito, pois deixou Se tocar pelos discípulos e a sua fisionomia era a mesma, tudo isto para que comprovassem realmente que Ele estava vivo.

A sua ressurreição foi verdadeira, diferente e única, pois jamais enfrentará a morte novamente.

4) APARIÇÕES DE Jesus - COMPROVAÇÃO DE SUA RESSURREIÇÃO:
  • a Maria Madalena (Mc 16”9-11);
  • as mulheres que foram ao seu sepulcro (Mt 28”8-10);
  • a Pedro em Jerusalém (Lc 24”34);
  • aos discípulos a caminho de Emaus (Lc 24”13-31);
  • apareceu aos discípulos, menos a Tomé (Jo 20”19-23);
  • apareceu a Tomé (Jo 20”24-29);
  • aos discípulos enquanto pescavam (Jo 21”1-14);
  • aos discípulos na montanha (Mt 28”16-20);
  • a 500 pessoas (I Co 15”6);
  • a Thiago seu irmão (I Co 15”7);
  • aqueles que O viram ascendendo ao céu (At 1”3-8).
Não precisava aparecer a todos, mas sim e somente aos seus discípulos para que cressem e dessem inicio a tão gloriosa obra para a qual foram preparados.

5) CONCLUSÃO:
  • o ministério de Jesus foi público;
  • o sacrifício e sofrimento foi acompanhado por muitos;
  • a cruz foi vista por todos;
  • o sepulcro foi em local conhecido por muitos;
PORÉM, VÊ-LO RESSURRETO, É PARA POUCOS, SOMENTE PARA AQUELES QUE O ACEITAM COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR.

Fonte: Revista Bíblica dominical – 1º Trimestre de 2008: “Jesus Cristo, verdadeiro homem, verdadeiro Deus” – Plano de aula – autor Ailton Silva.

Um comentário: