Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O compromisso com a Palavra de Deus. Plano de Aula.

O COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS

SIGAM O LÍDER!
ESTA É A JERUSALÉM QUE CONHECEMOS
QUAL DIA É O MELHOR PARA ADORAÇÃO?
AVIVAMENTO SEM PALAVRA = EMOCIONALISMO
O SEGUNDO ESTADO FOI MELHOR QUE O PRIMEIRO

PROPOSTA DA LIÇÃO:
• Obra concluída e concerto firmado;
• Os líderes deram o exemplo e foram admirados pelo povo;
• Os judeus não teriam sucesso se não observassem as Escrituras;
• Disseram não as uniões reprovadas por Deus;
• Esdras avisou e Neemias confirmou a necessidade da separação;
• Não havia mais espaço para o jugo desigual;
• Se alegravam quando diziam “vamos à casa do Senhor”;
• O dia da adoração foi preservado, mais um fruto do avivamento;
• Preocupação com a manutenção da casa do Senhor.

INTRODUÇÃO
O exemplo dos líderes que decidiram pela observância integral da lei de Deus foi o grande fruto do avivamento experimentado pelos judeus, pois todos foram incentivados ao mesmo compromisso.

Isto prova que aquele avivamento teve resultados duradouros e não superficiais como acontecem em muitos casos atuais. O certo é que o segundo estado foi bem melhor que o primeiro, por isto é que podemos afirmar que Jerusalém não era mais a mesma, estava bem diferente.

As melhoras foram vistas em sua estrutura (os muros reconstruídos e as portas levantadas), na sua economia (os ricos atentaram para as condições dos pobres e os sacerdotes voltaram a cuidar da Casa de Deus) mas a mais importante transformação foi no campo espiritual, sem a qual todas as outras não teriam acontecido.

A grande reforma espiritual somente foi possível porque o povo demonstrou fome pelo ensino da lei, a qual produziu um grande avivamento e por conseguinte confessaram seus pecados. Se estivessem, desta forma, certamente não teriam sido levados para o cativeiro.

I. OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS
1. Um Concerto com Deus.
O avivamento, pós reconstrução de Jerusalém, levou os judeus a firmarem um novo concerto, pelo qual se comprometiam a obedecerem a vontade de Deus, sendo que uma das principais promessas foi em não contraírem casamento com seus vizinhos pagãos (10.30) e observarem o sábado (10.31) entre outras obrigações.

A exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) fez com que os judeus não ficassem somente reféns da emoção, mas serviu para que exteriorizassem todo o desejo por mudança. Um avivamento sem Palavra, experiências e práticas não produz o resultado esperado, apenas aprisiona o povo a uma dimensão sentimental.

A reforma espiritual foi concretizada no momento da efetivação do concerto. Esta foi a prova de que o avivamento é capaz de produzir mudança de vida, dando condições para requisitarem as bênçãos de Deus. A única exigência de Deus (Dt 10.12-13) neste caso foi a obediência, justamente o ponto que servia de fracasso a eles (Dt 8.20; Dn.9.11; At 7.39).

2. Os lideres como exemplo (Ne 10.28,29).
O exemplo deveria partir da liderança e eles se portaram exemplarmente demonstrando todo o interesse pelo concerto. A resposta foi imediata do povo, que admiraram aqueles homens e seguiram-nos. A conduta e o caráter falaram mais alto que muitas palavras (I Pe 5.3).

Os judeus jamais teriam tomado a decisão caso não tivessem visto a liderança se apresentando diante de Deus, desejosos pela mudança (I Tm 4.12).

Neemias, líder político, Esdras no campo religioso foram os primeiros a selarem o concerto (10.1), logo após foram os sacerdotes (10.2-8), depois os levitas (10.9-13), os chefes de famílias (10.14-27) e finalmente todo o povo (10:28). Então com a assinatura de todos aquele documento estava validado.

3. A instrução das Escrituras.
A restauração de todos aqueles que confiaram no concerto estava garantido na Lei, assim como a igreja está fundamentada na a observância da Palavra pela qual ela será alçada a uma vida vitoriosa e abundante (II Tm 3.16-17).

O quadro encontrado por Neemias foi desolador, mas ele soube desde o início que aquela situação não era definitiva, poderia ser mudada e dependeria somente do crédito que dariam a Lei, tanto ele quanto o povo.

II. UM POVO SEPARADO
1. A união reprovada por Deus.
Deus preparou Israel durante a caminhada no deserto para que quando entrassem na Terra Prometida não se misturassem as imorais que habitavam aquela região, pois eles faziam parte de um povo separado (Js 23.1-13). Uma das maiores advertências foi em relação aos casamentos mistos (Ex 34.12-16; Dt 7.3; Ed 9.12-14), que poderia se tornar a grande porta para apostasia, mas eles fizeram justamente ao contrário e completamente distanciados se uniram aos pagãos. O resultado final desta prática foi trágico (Os 7.8-16).

Foram anos e anos de fracasso espiritual, apostasia e distanciamento de Deus, que desaguaram no cativeiro babilônico, mas agora avivados pela exposição da Palavra entenderam o mal daquelas uniões e se comprometeram a não se misturarem com os idólatras através do casamento (10.30) ou por qualquer outro artifício.

a) Alguns exemplos de casamentos mistos, que não caracterizavam preconceito racial, mas sim um cuidado doutrinário. A mistura de credo afetaria a relação entre Israel e Deus. Esta foi a preocupação de Esdras (Ed 9.1-3), Neemias (13.23- 29) e Malaquias (Ml 2.10-16):
• Na geração anti-diluviana (Gn 6.1-3);

• Rute e Boaz se casaram (Rt 4.10), mesmo sendo ela uma moabita. Nestes casos quando o estrangeiro se convertia o casamento era permitido (Lv 21.6-8,13,14; Dt 23.8-11), tanto que ela foi incluída na genealogia de Jesus (Mt 1.5), pois gerou o avô de Davi (Rt 4.17)

• Rei Acabe e Jezabel, uma estrangeira (I Re 16.31) e o rei Salomão que se casou com muitas mulheres estrangeiras, pervertendo o seu coração (I Re 11.1-2);

• Os filhos dos sacerdotes se casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10.18). Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe (3.1) que havia se aparentado a Tobias (13.4), casou-se com uma filha de Sambalate, o grande opositor a toda aquela obra (13.28);

• Muitos destes casamentos visavam a vantagens financeiras e ascensão social;

• A igreja foi advertida pelo apóstolo Paulo a não adotar esta prática (II Co 6.14- 17).

2. A dolorosa separação (brusca) – sombra de coisa futura.
Esdras já havia trabalhado este tema entre os judeus durante seu ministério (Ed 9.12,14), mas eles novamente aderiam a esta prática. A decisão de se afastarem foi traumática, mas necessária (10.28).

Como os povos envolvidos receberam esta decisão dos judeus? Assombro, descrença ou indiferença? Laços familiares sendo desfeitos, planejamento e sonhos bruscamente interrompidos. Tudo em nome da pureza e cuidado doutrinário, mas acima de tudo, tiveram ciência de que nada daquilo estaria acontecendo caso tivessem sido fieis a Deus.

Não havia entre eles filhos para serem entregues as suas filhas e vice versa (Jz 14.3)? Tiveram tanta necessidade de recorrerem à beleza pagã? Os primeiros casamentos foram acontecendo e não viam manifestação contrária de Deus e assim foram se acostumando, abrindo as portas para a apostasia e sincretismo.

3. O jugo desigual.
A igreja é admoestada a fugir de tal prática, pois as conseqüências são inevitáveis e trágicas, entre as quais destacamos a prostituição espiritual, apostasia, falecimento da fé, esquecimento das obras de Deus entre outras.
Quando os israelitas foram introduzidos na terra, prometida aos seus pais, eles se depararam com povos mais numerosos e poderosos, sendo que foram admoestados a não se misturarem com eles (Dt 7.4) para que seus filhos e filhas não fossem forçados a servirem a deuses estranhos. O certo é que sofreriam um choque ao adentrarem aquelas terras.

III. O CUIDADO COM O TEMPLO DO SENHOR
1. O Templo (Ne 10:32).
Todos reconheciam a importância do Templo de Jerusalém, até mesmo os estrangeiros que tiveram a garantia de serem ouvidos, caso houvesse sinceridade e conversão em seu coração (II Cr 6.32,33). A destruição se deu por mãos de Nabucodonosor, por permissão divina, como punição pela apostasia judaica.

Após os 70 anos de cativeiro (II Cr 36.21) o povo recebeu a permissão para retornarem a Jerusalém (II Cr 36.23). Zorobabel, Esdras e Neemias foram os responsáveis por três grandes obras: reconstrução do Templo, muros, portas e cidade pelo resgate dos ritos e ensinos da Lei. Bastava aos judeus conservarem, pois estava em questão não somente o presente, mas o futuro daquela nação.

No ano 70 d.C., o Templo foi novamente destruído, agora pelos romanos, sob o comando do general Tito. Já se foram muitos dias sem o Templo, sem sacrifícios e sem sacerdotes (Os 3.4).

2. O dia de adoração (Ne 10:31).
Os judeus guardavam o sábado para ser o dia da cessação de suas atividades e para se voltarem a Deus em adoração e não somente para descansarem, porém alguns mercadores insistiam em expor suas mercadorias exatamente nesse dia para desviarem a atenção dos judeus (10.31).

Outra atitude foi tomada por Neemias, não tão drástica ou radical quanto a separação dos casamentos mistos, mas também necessária. Ele proibiu qualquer tipo de comércio neste dia.

3. A manutenção da Casa do Senhor (Ne 10:37-39).
O fruto do concerto agora seria visto na atenção que os judeus dispensariam ao Templo, pois resgataram a alegria pela contribuição para a manutenção da Casa do Senhor. Eles se comprometeram a ofertarem, voluntariamente e regularmente, os dízimos da terra para a manutenção do culto divino (10.32-38).

CONCLUSÃO
Jerusalém foi despertada para a necessidade da reconstrução de seus muros e portas. Como resultado desta atitude o povo experimentou um avivamento e firmaram um concerto com Deus, sem fazerem concessões com opositores, mercadores e vizinhos pagãos.

1) Compreender: A Bíblia é guia para uma vida vitoriosa e abundante.
• Neemias sempre soube que aquele quadro poderia ser mudado;
• A garantia da restauração estava na Lei.

2) Conscientizar-se: O crente não pode se casar com idólatras.
• Isto não é preconceito racial, mas sim um cuidado doutrinário;
• Não entre nós filhas para nossos filhos (Jz 14.3)?

3) Estabelecer um dia da semana para adorar ao Senhor.
• Devemos reservar dias para adoração;
• Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado ou domingo?

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, Francisco A. O compromisso com a Palavra de Deus. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com/2011/11/4-trimestre-2011-licao-8-o-compromisso.html. Acesso em 16 de nov.

BARBOSA, José Roberto A. O compromisso com a Palavra de Deus. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com/2011/11/licao-08.html. Acesso em 15 de nov. 2011.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. O compromisso com a Palavra de Deus. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2011/11/4-trimestre-de-2011-licao-n-08-201111-o.html. Acesso em 16 de nov. 2011.

Estudantes da Bíblia. O compromisso com a Palavra de Deus. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-04-08.htm. Acesso em 15 de nov. 2011.

LOURENÇO, Luciano de Paula. O compromisso com a Palavra de Deus. Disponível em: http://luloure.blogspot.com/2011/11/aula-08-o-compromisso-com-palavra-de.html. Acesso em 15 de nov. 2011.

Por: Ailton da Silva

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