Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sábado, 9 de agosto de 2014

A verdadeira fé não faz acepção de pessoas. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores (Tg 2.8,9).

VERDADE PRÁTICA
Não podemos fazer acepção de pessoas, pois o Senhor não fez conosco.

LEITURA BIBLICA EM CLASSE – Tg 2.1-13
1 - Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
2 - Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta,
3 - e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé ou assenta-te abaixo do meu estrado,
4 - porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?
5 - Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?
6 - Mas vós desonrastes o pobre. Porventura, não vos oprimem os ricos e não vos arrastam aos tribunais?
7 - Porventura, não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?
8 - Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.
9 - Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores.
10 - Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.
11 - Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.
12 - Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.
13 - Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo.

PROPOSTA
         Discriminação: inaceitável e inadmissível em nosso meio;
         A igreja deve produzir um ambiente de amor e acolhedor;
         “Juízes de maus pensamentos”: pura discriminação;
         Deus escolheu aos pobres para serem ricos na fé;
         Desonrar o pobre é pecado;
         Discriminação/favoritismo/parcialidade: combatamos;
         Lei Real: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”;
         Lei Mosaica: não ao adultério e sim a acepção de pessoas;
         Lei da Liberdade: “assim falai, e assim procedei”.

INTRODUÇÃO
A discriminação contra as pessoas de classe social inferior é vergonhosa e ultrajante, principalmente, quando praticada no âmbito de uma igreja local. Nesta lição estudaremos sobre a fé que não faz acepção de pessoas. Veremos que erramos — e muito — quando julgamos as pessoas sob perspectivas subjetivas tais como a aparência física, posição social, status, a bagagem intelectual, etc. Isso porque tais características não determinam o caráter (Lc 12.15). Assim, a lição dessa semana tem o objetivo de mostrar, pelas Escrituras, que a verdadeira fé e a acepção de pessoas são atitudes incompatíveis entre si e, justamente por isso, não podem coexistir na vida de quem aceitou ao Evangelho (Dt 10.17; Rm 2.11).

A discriminação é vista quando ocorre um pré-julgamento, de cunho negativo, sobre indivíduos de determinada raça, religião, sexo, posição ou “departamentos”, momento em que são comparados ou quando recebem características que não são as suas. Este mal vem de pessoas que se julgam ser dominantes, quase perfeitas e são baseadas em crenças, tradições ou pensamentos discriminatório. Tais ações provocam reações das vítimas, em respostas ao julgamento a que são submetidas, mas todo este processo discriminatório é mascarado pelos agentes ditos dominantes, já que tais negam suas práticas preconceituosas, atribuindo toda a culpa à sociedade, no caso a religiosa, no entanto os tais se esquecem que fazem parte ou pelo menos estão inseridos nesta sociedade e que todos tem a suas parcelas de culpa.

Quem é o pobre, gordo, feio, analfabeto ou letrado? Estas diferenças não poderiam existir entre aqueles que já experimentaram o novo nascimento. As diferenças sociais, competições, hostilidade e soberba infelizmente teimam em rodear as igrejas. Em vez de perdermos tempo para classificarmos os tais, bom seria que saíssemos em socorro a eles conforme nos determina a Palavra pois o nosso bem maior é e sempre será a igualdade, enquanto que a visão do mundo decaído ainda continua sendo a riqueza (ordens e possessão), a beleza (conquistas e carnalidade) e a inteligência (humilhação e triunfo diante da competitividade).

I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS (Tg 2.1-4)
1. EM CRISTO A FÉ É IMPARCIAL. 
O primeiro conselho de Tiago para a igreja é o de não termos uma fé que faz acepção de pessoas (v.1). Mas é possível haver favoritismo social onde as pessoas dizem-se geradas pela Palavra da Verdade? As Escrituras mostram que sim. Aconteceu na igreja de Corinto quando da celebração da Ceia do Senhor (1Co 11.17-34). Hoje, não são poucos os relatos de pessoas discriminadas devido a sua condição social na igreja. Ora, recebemos uma nova natureza em Cristo (Cl 3.10), pois Ele derrubou o muro que fazia a separação entre os homens (Ef 2.14,15) tornando possível a igualdade entre eles, ou seja, estando em Jesus, “não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). É, portanto, inaceitável e inadmissível que exista tal comportamento discriminatório e preconceituoso entre nós.

Jesus não fez acepção de pessoas, conversou com os pecadores, atendeu os doentes, conversou com os leprosos, andarilhos, os desprezados pela sociedade perfeita da época e nunca despediu quem o procurou crendo em pelo menos na sua atenção. Quantos hoje não viraram as costas para esta classe de necessitados?

2. O AMOR DE DEUS TEM DE SER MANIFESTO NA IGREJA LOCAL. 
Havia na congregação, do tempo de Tiago, a acepção de pessoas. Segundo as condições econômicas, “um homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos” era convidado a assentar-se em lugar de honra, enquanto o “pobre com sórdido traje” era recebido com indiferença, ficando em pé, abaixo do púlpito (vv.2,3). Tudo isso acontecia num culto solene a Deus! A Igreja de Cristo tem como princípio eterno produzir um ambiente regado de amor e acolhimento, e para isto “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).

O cenário de discriminação visto na igreja primitiva difere dos padrões atuais? Políticos, ricos, poderosos e influentes tomam as decisões baseadas em partidarismo e interesses de classes.  Tomando por base os fatos ocorridos com os irmãos de José podemos afirmar que em nenhum momento houve favorecimento, pelo contrario, eles receberam uma boa terra e trouxeram consigo seus rebanhos para trabalharem (Gn 46.31-34). Se fosse hoje, certamente seus irmãos ficariam no palácio e receberiam os melhores cargos remunerados.

3. NÃO SEJAMOS PERVERSOS (V.4).
A expressão “juízes de maus pensamentos” aplicada no texto bíblico para qualificar os que discriminavam o pobre nas reuniões solenes, não se refere às autoridades judiciais, mas aos membros da igreja que, de acordo com a condição social, se faziam julgadores dos próprios irmãos. O símbolo da justiça é uma mulher de olhos vendados, tendo no braço esquerdo a balança e, no braço direito, a espada. Tal imagem simboliza a imparcialidade da justiça em relação a quem está sendo julgado. Portanto, a exemplo do símbolo da justiça, não fomos chamados a ser perversos “juízes”, mas pessoas que vivam segundo a verdade do Evangelho. Este nos desafia a amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.31).

Quando José reconheceu seus irmãos, que estavam na lona, será que deu vontade de vingar-se pelo passado? Ele poderia ter agido de forma perversa, mas preferiu colocar em prática um pensamento que muitas vezes ignoramos hoje: porque zombar ou desprezar as pessoas que estão ladeira abaixo? Hoje encontramos tais enquanto estamos subindo, mas amanhã elas poderão nos encontrar enquanto estivermos descendo. José não agiu desta forma, ele ouviu uma voz mansa e suave que lhe dizia: “você conhece esta situação, já viveu tudo isto”.

II. DEUS ESCOLHEU OS POBRES AOS OLHOS DO MUNDO (Tg 2.5-7)
1. A SOBERANA ESCOLHA DE DEUS. 
É bem verdade que muitas pessoas ricas têm sido alcançadas pelo Evangelho. Mas ouçamos com clareza o que a Bíblia diz acerca dos pobres. Deus é soberano em suas escolhas. E de acordo com a sua soberana vontade, Ele escolheu os pobres deste mundo. De maneira retórica, Tiago afirma: “Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (v.5). É possível que as igrejas às quais Tiago dirigiu a Epístola talvez tivessem se esquecido de que é pecado fazer acepção de pessoas. Ainda hoje não podemos negligenciar esse ensino! O Senhor Jesus falou dos pobres nos Evangelhos (Lc 4.18; Mt 11.4,5) e, mais tarde, no Sermão da Montanha repetiu: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lc 6.20).

Como os pobres deste mundo podem se tornar ricos? Pela soberana escolha de Deus os pobres deste mundo podem se tornar ricos, mas ricos na fé e não e tão somente ricos materiais desesperados e ávidos cada vez mais pelas riquezas.

2. A PRINCIPAL RAZÃO PARA NÃO DESONRAR O POBRE (V.6).
Apesar de Deus ter escolhido os pobres, a igreja do tempo de Tiago fez a opção contrária. Entretanto, o meio-irmão do Senhor traz à memória da igreja que quem a oprimia era justamente os ricos. Estes os arrastaram aos tribunais. Como podiam eles desonrar os pobres, escolhidos por Deus, e favorecer os ricos que os oprimiam? É triste quando escolhemos o contrário da escolha de Deus. As Palavras de Jesus ainda continuam a falar hoje: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18,19). Somos os seus discípulos? Então para sermos coerentes com o Evangelho termos de encarnar a missão de Jesus. Desonrar o pobre é pecado!

José, um pobre homem que sofria no Egito. Mal remunerado, condenado à prisão, devido a uma cilada, afastado da família, muito longe do exercício mínimo de sua dignidade. Um pobre que não poderia ser desprezado ou desonrado. Os soldados ou qualquer outro egípcio olhava para ele e meneavam a cabeça. O que esperar daquele projeto falido de homem? Não desonre um pobre, amanhã a situação pode se inverter. Vide caso daquele “presidiário” que acordou nas frias prisões e dormiu no palácio tomando decisões.

3. DESONRARAM O SENHOR. 
Após lembrar a igreja da escolha de Deus em relação aos pobres deste mundo, Tiago exorta os irmãos a reconhecerem o favoritismo que há dentro da comunidade cristã: “Mas vós desonrastes o pobre” (v.6). Já os ricos, são recebidos com toda a pompa. No versículo 7, o meio-irmão do Senhor pergunta: “Porventura, não blasfemam eles [os ricos] o bom nome que sobre vós foi invocado?” (v.7). Estamos frente a algo reprovável diante de Deus: a discriminação social na igreja. Por isso é que o favoritismo, a parcialidade e quaisquer tipos de discriminação devem ser combatidos com rigor na igreja local, principalmente pela liderança. Esta deve dar o maior dos exemplos. Quem discrimina não compreendeu o que é o Evangelho!

Quando José adentrou os palácios egípcios, totalmente trêmulo, assustado, pois não imaginava o que lhe esperava. Olhou ao seu redor, percebeu o desprezo dos egípcios, mas caminhou em direção ao que lhe havia sido proposto. O prêmio da “soberana vocação” lhe esperava logo ali, que honra estar diante do Faraó. Naquele momento ninguém lhe dava nada, ninguém lhe honrou. Nenhum dos presentes lembrou que atrás de toda esta história havia um Deus, Todo Poderoso, que estava trabalhando na vida daquele pobre homem.

III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE (Tg 2.8-13)
1. A LEI REAL. 
A lei real é esta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v.8). Essa é a conclamação de Tiago a que os crentes obedeçam a verdadeira lei. O termo “real”, no versículo 8, refere-se àquilo que é o mais importante da lei, a sua própria essência. Portanto, quem faz acepção de pessoas está quebrando a essência da lei. O amor ao próximo é o coração de toda lei: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. [...] O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.8,10). Só o amor é capaz de impedir quaisquer tipos de discriminação. Quem ama, não precisa da lei (Gl 5.23).

Será que os mais revoltosos egípcios aprenderam a amar José depois de sua belíssima administração? Pelo menos por gratidão poderiam demonstrar alguma reação. Não era todo dia que aparecia um estrangeiro desvalido para socorrê-los.

2. A LEI MOSAICA. 
Na época em que a Epístola de Tiago foi escrita, os judeus faziam distinção entre as leis religiosas mais importantes e as menos importantes, segundo os critérios estabelecidos por eles mesmos. Os judeus julgavam que o não cumprimento de um só mandamento acarretaria a culpa somente daquele mandamento desobedecido. Mas quando a Bíblia afirma “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás”, está asseverando o aspecto coletivo da lei. Isto é, quem desobedece um único preceito, quebra, ao mesmo tempo, toda a lei. Embora os crentes da igreja não adulterassem, faziam acepção de pessoas. Eles não atendiam a necessidade dos órfãos e das viúvas e, por isso, tornaram-se “transgressores de toda a lei”. No Sermão da Montanha, nosso Senhor ensinou sobre a necessidade de se cumprir toda a lei (Mt 5.17-19; cf. Gl 5.23; Tg 2.10).

Que dilema para a igreja nos tempos de Tiago: obedecer toda Lei ou observar somente os pontos tidos como importantes, se é que havia esta divisão. Claro que naquela época, tal como hoje, muitos ignoravam a unidade da Lei e não a consideravam em sua totalidade. Cumpriam um e desprezam outros, alias isto foi afirmado por Jesus, durante o seu ministério terreno (Mt 23.23).

3. A LEI DA LIBERDADE. 
A Lei da Liberdade é o Evangelho. Por ele o homem torna-se livre. Liberto do pecado, dos preconceitos e da maneira mundana de pensar (Rm 6.18). Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus desfruta, abundantemente, de tal liberdade (Jo 8.36; Gl 5.1,13). Entretanto, como orienta Tiago, tal liberdade deve vir acompanhada da coerência: “Assim falai, e assim procedei” (v.12). O crente pode falar, pode ensinar e até escrever sobre o pecado de fazer acepção de pessoas. Mas na verdade, é a sua conduta em relação aos irmãos que demonstrará se ele é, de fato, um liberto em Cristo ou um escravo deste pecado.

O bom é viver segundo a liberdade que Jesus nos proporciona, livres do peso da Lei e da escravidão do pecado, vivendo conforme o que pregamos e não pregando o que não vivemos.

CONCLUSÃO
O segundo capítulo da Epístola de Tiago é uma voz do Evangelho a ecoar através dos tempos. Ele rotula a acepção de pessoas como pecado, lembrando-nos de que Deus escolheu os “pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam”. Assim, se a nossa vontade estiver de acordo com a vontade de Deus, amaremos os pobres como a nós mesmos. E conscientizar-nos-emos de que esse amor exige de nós ações verdadeiras, sinceras, e não apenas de vãs palavras religiosas que até mesmo o vento se encarrega de levar (cf. Tg 2.15-17).

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS
1)   A igreja deve produzir um ambiente de amor;
2)   Os pobres deste mundo podem se tornar ricos na fé;
3)   Amar a todos e viver em liberdade sem culpas.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.


Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

Por: Ailton da Silva - Ano VI (desde 2009)

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