domingo, 26 de dezembro de 2021

Os patriarcas. Coincidências ou repetições da história? – Capítulo 16

Quarto patriarca

José ao perdoar seus irmãos deu também uma grande demonstração de amor, pois sabia que todo o seu sofrimento teve a participação deles, mas não se vingou tão logo os reconheceu. Entendeu que tudo o que havia acontecido, após a sua saída da cova, foi como uma preparação para o reencontro com sua família e necessário para continuidade do plano de Deus.

Depois daquela separação brusca e trágica foi preciso uni-los novamente, por isso Deus elaborou um plano, capacitando José e transformando os irmãos, que então reconheceram sua autoridade.

Isto fazia parte dos planos de Deus e deveria acontecer, mesmo que boa parte da humanidade pagasse com suas vidas, pois muitos sofreram e morreram. Se não houvesse ocorrido este período de fome, certamente José não teria sido nomeado governador, conhecido e respeitado naquela região e tampouco os seus irmãos se deslocariam ao Egito.

José, o homem certo na hora e no lugar certo. Apenas uma nação seria capaz de se preparar para enfrentar tamanha calamidade e somente um homem, temente, sério, digno, honesto e justo poderia administrar aquela situação. O certo é que entre os egípcios não havia nenhum com este perfil, por isso foi necessário que Deus elegesse outro, na verdade, foi uma recompensa, a forma correta de se exaltar um humilhado.

Deus precisava de José naquele lugar e naquele período de sua vida. Não havia outro capaz de desempenhar tal função, mas se mostrasse fraco ou infiel outro seria levantado em seu lugar, por isto Deus não permitiu que aquele patriarca voltasse para sua casa, pobre, escravo, sem perspectivas e com os mesmos problemas com os irmãos.

Após a morte do pai os irmãos temeram, pois seria o momento ideal para a vingança, mas novamente foram surpreendidos. Então viveram em paz e consolados.

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

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