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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A longa seca sobre Israel. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
 “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

VERDADE PRÁTICA
A longa seca sobre Israel teve como objetivos disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Reis 18.1-8.
1 - E sucedeu que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a Elias no terceiro ano, dizendo: Vai e mostra-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra.
2 - E foi Elias mostrar-se a Acabe; e a fome era extrema em Samaria.
3 - E Acabe chamou a Obadias, o mordomo. (Obadias temia muito ao SENHOR,
4 - porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do SENHOR, Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água).
5 - E disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água e a todos os rios; pode ser que achemos erva, para que em vida conservemos os cavalos e mulas e não estejamos privados dos animais.
6 - E repartiram entre si a terra, para passarem por ela; Acabe foi à parte por um caminho, e Obadias também foi à parte por outro caminho.
7 - Estando, pois, Obadias já em caminho, eis que Elias o encontrou; e, conhecendo-o ele, prostrou-se sobre o seu rosto e disse: És tu o meu senhor Elias?
8 - E disse-lhe ele: Eu sou; vai e dize a teu senhor: Eis que aqui está Elias.

PROPOSTA
          O culto a Baal foi financiado pelo apostata reino do Norte;
          Jezabel mudou-se para Israel e levou a sua “bagagem”;
          Sem Deus não haveria chuva e alimentos;
          Acabe não aceitou o julgamento e confrontou Elias;
          Elias foi afastado, escondido e recebeu provisões de Deus;
          Obadias, os profetas e os 7000 também foram providos;
          Deus de Elias: Onipotente, Onipresente e Onisciente;
          O verdadeiro perturbador de Israel era Acabe e não Elias;
          A seca agiu como instrumento de juízo e disciplina.

INTRODUÇÃO
Elias, impulsionado pelo Espírito de Deus se apresentou ao rei Acabe e declarou que não haveria orvalho e chuva naqueles anos, através daquele seu jeito de falar e expressar, já que não possuía formalidade suficiente para agir diferente. Que coragem demonstrada para entregar o prenúncio do caso sobre a nação, ainda mais sendo quem era o destinatário principal, o apóstata rei. Como de costume não rodeou ou tampouco passou a mão na cabeça de Acabe, para corroborar com os seus pecados (Ef 5.11) e de forma sucinta lhe entregou o recado de Deus.

A situação caótica de Israel se arrastava desde os dias da divisão do reino e atingiu níveis alarmantes e intoleráveis naqueles dias. Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Em Israel, Acabe promove uma grosseira e desenfreada idolatria: adoravam-se os bezerros de ouro erigidos em Dã e Betel, em Samaria havia um templo dedicado a Baal, e por todo o reino levantaram “postes-ídolos” de Baal. Os sacerdotes de Baal passaram a dominar a vida religiosa de Israel e um dito popular tornou-se audível: “Baal vive e YAHWEH já não existe mais”. Esta era a situação de Israel naquele tempo: não apenas isso, mas isso fornece a chave para tudo o que se segue. Nesse contexto de reis ímpios e idólatras surge Elias, chamado para servir como porta-voz de Deus na ocasião em que o reino do norte havia alcançado sua mais forte posição econômica e política. Sua primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt 11.10-12)”.

A longa seca predita pelo profeta Elias teve seu fiel cumprimento nos dias do rei Acabe (1 Rs 17.1,2; 18.1,2) também foi citada em o Novo Testamento (Lc 4.25; Tg 5.17). A seca é um fenômeno climático e como tal é imprevisível. Todavia, no contexto do reinado de Acabe ela ocorreu não somente como algo previsível, mas também anunciado. Não era um fenômeno simplesmente meteorológico, mas profético. Esta foi “uma das armas que Jeová se utilizou para punir um povo desviado. A força da natureza voltou-se contra os homens rebeldes”. Este fato revelou a soberania de Deus, não somente sobre a história, mas também sobre os fenômenos naturais.

A crença, na época, era que Baal, o deus da fertilidade, posuía o controle sobre todos os fenômenos naturais, de certo após a sua ressurreição, que se dava na primavera, já que era “assassinado” no inverno, mas durante os três anos e meio de seca (Tg 5.17), esta divindade não foi capaz de enviar sequer uma gotinha de água sobre seus adoradores.

I. O PORQUÊ DA SECA
1. DISCIPLINAR A NAÇÃO. 
O culto a Baal financiado pelo estado nortista afastou o povo da adoração verdadeira. O profeta Elias estava consciente disso e quando confrontou os profetas de Baal, logo percebeu que o povo não mantinha mais fidelidade ao Deus de Israel (1 Rs 18.21). De fato a palavra hebraica as’iph, traduzida como pensamentos, mantém o sentido de ambivalência ou opinião dividida. A idolatria havia dividido o coração do povo. Para corrigir um coração dividido somente um remédio amargo surtiria efeito (1 Rs 18.37). havia chegado a hora de colocar um ponto final naquela situação espiritual vergonhosa. Sobre a contaminação, após a chegada de Jezabel e a influência exercida sobre Acabe, o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“O paganismo de Jezabel unia prostituição e homossexualismo com religião e religiosidade. Esta é uma das principais razões pelas quais Jezabel é conhecida como prostituta. E na verdade o era, entretanto, uma hieródula, ou prostituta sagrada do casal herogâmico Baal e Astarte; seu culto envolvia prostituição sagrada, falolatria, sacrifícios de crianças, ervas alucinógenas, feitiçaria entre outros desvios grosseiros (2Rs 9.22). A adoração desses ídolos envolvia os elementos mais bestiais da natureza humana. As estátuas de Baal se assemelhavam a um órgão sexual masculino, enquanto os altares de Astarote tinham a forma do órgão sexual feminino. E, segundo a tradição fenícia e canaanita, o rei e a rainha eram elementos indispensáveis nessas festividades, pois a presença deles assegurava o favor das divindades cultuadas”.

Portanto era necessário a presença de um pulso forte, um homem valente, corajoso que não medisse esforços para anunciar a disciplina de Deus que já era “liquida” e certa. A seca serviria de disciplina (Dt 11.13-17), ao mesmo tempo que, mostraria à Israel que Jeová era Deus, provedor e dominador sobre a natureza, atributos que Baal não possuía. A falta de chuva também serviu para humilhar esta pretensa divindade.

Acabe permitiu-se influenciar por sua rainha pagã, a qual foi capaz de confundir o povo com sua bagagem trazida de Sidom, mas a seca não mudou a situação, pois muitos ainda coxeavam entre dois pensamentos (1 Rs 18.21), até o momento em que o fogo de Jeová caiu do céu e consumiu o holocausto (1 Rs 18.38), momento em que perceberam o erro.

2. REVELAR A DIVINDADE VERDADEIRA. 
Quando Jezabel veio para Israel ela trouxe consigo a sua religião e uma vontade obstinada de fazer de seus deuses o principal objeto de adoração entre os hebreus. De fato observamos que o culto ao Senhor foi substituído pela adoração a Baal e Aserá, principais divindades dos sidônios (1 Rs 16.30-33), justamente um dos povos vencidos no passado em nome de Jeová. A consequência desse ato foi uma total decadência moral e espiritual.

Baal era o deus do trovão, do raio e da fertilidade, e supostamente possuía poder sobre os fenômenos naturais. Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Baal era o deus cananeu da tempestade e era considerado providencial por enviar chuvas e fertilidade à terra, semeando assim a vida. Os seguidores de Baal acreditavam que ele controlava o trovão, o relâmpago e a tempestade, o desafio de Elias atingiu o âmago desse poder alegado. Essa seca profetizada por Elias questionou a capacidade de Baal controlar as condições climáticas”.

A longa seca sobre o reino do Norte criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que tal divindade não passava de um deus falso (1 Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39), importado de Sidom, pois não houve chuva, colheita, alegria ou prosperidade para os enganados israelitas

Deus não precisa provar nada para ser Deus, mas os homens costumam responder favoravelmente quando suas razões são convencidas pelas evidências.

Mas durante este período de falta de impossibilidades, ocorreram muitos milagres, na instrumentalidade do profeta Elias:
  • Sustento trazido por corvos, as aves imundas (Lv 11.15; 1 Rs 17.6);
  • Multiplicação do alimento para viúva de Sarepta (1 Rs 17.14);
  • O filho da viúva de Sarepta que foi ressuscitado (1 Rs 17.22);
  • Fogo de Deus descido do céu no Monte Carmelo (1 Rs 18.38);

Os três anos de seca afrontaram Baal, que segundo a crença, controlava as estações do ano, por isto aquela situação deveria durar mais de um ano, caso contrário toda a mitologia fenícia ficaria comprovada, já que se tudo ocorresse dentro do próprio ano, certamente a fé do povo na divindade fenícia seria aumentada, pois a morte de Baal no inverno seria sentida, mas na primavera ele viria com “força total” para trazer a chuva. 

Após o episódio do Monte Carmelo, o povo parou de coxear entre dois pensamentos. Elias mostrou quem era o verdadeiro Senhor de Israel.

II. OS EFEITOS DA SECA
1. ESCASSEZ E FOME. 
A Escritura afirma que “a fome era extrema em Samaria”. O desespero era geral, a estiagem era violenta e severa a ponto de abaterem, até mesmo os cavalos da montaria real (1 Rs 18.5). Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“A seca ameaçava o governo de Acabe, porquanto o exército dependia desses animais, por exemplo, nas forças de carros de combate. A reação de Acabe à seca foi prática, pois tentou descobrir água ao invés de procurar chegar até ao âmago da questão: quem é soberano sobre a natureza e a vida (1Rs 18.5). As descobertas arqueológicas tornaram célebres as estrebarias reais de Acabe em Hasor e Megido; como essas representavam a arma mais eficaz do reino, não parece por demais surpreendente que o rei em pessoa e o intendente do palácio cuidem pessoalmente de sua subsistência em época de crise”.

A seca já havia provado que Baal era um deus impotente frente aos fenômenos naturais e a fome demonstrou à nação que somente o Senhor é a fonte de toda provisão. Sem Ele não haveria chuva e consequentemente não haveria alimentos.

A seca “resultaria em crise econômica” e serviu para corigir o povo e confirmar o propósito de Deus em abençoar seu povo diante do arrependimento e concerto.

A seca não surtiu efeito, pois o povo coxeou entre dois pensamentos até o momento do desafio do Monte Carmelo, momento em que gritaram em alto e bom som para todos ouvirem que somente Deus era o Senhor. Será que Baal ouviu, Baal ouviu? Claro que não (Sl 115.6).

2. ENDURECIMENTO OU ARREPENDIMENTO. 
O julgamento de Deus produziu efeitos diferentes sobre a casa real e o povo, pois os governantes não responderam favoravelmente ao juízo divino, tal como o ocorrido com Faraó (Êx 9.7), e acusaram Elias de ser o perturbador de Israel (1 Rs 18.17), uma ameaça à sua administração e o considera o grande responsável por toda a crise material e espiritual originada da seca. Sobre isto o professor Francisco A. Barbosa escreveu:

“Acabe via Elias como um perturbador da ordem, uma ameaça ao funcionamento normal da sociedade. Sua compreensão dos fatos era superficial. [...] Acabe responsabiliza Elias de ter mergulhado Israel em tal situação por haver ordenado a seca (17.1). Elias, por sua vez, acusa Acabe de ter provocado, por sua idolatria, a desgraça de Israel. A questão não se trata apenas de decidir entre Baal e YAHWEH, quem é o mais poderoso, mas em sentido absoluto, qual deles é Deus. É a fé monoteísta que estava em jogo. O sacrifício do Carmelo provará que YAHWEH é o único Deus, que converte a ele os corações. O Juízo divino, proferido através de Elias, mudou a atitude de Acabe. Os atos de rasgar as vestes e de usar pano de saco eram sinais de profunda lamentação e arrependimento (Gn 37.34; 2Sm 3.31; 2Rs 6.30; Lm 2.10; Jl 1.13). Essa atitude de Acabe retardou o desterro do Reino do Norte. Deus reviu a punição que tinha decretado em 1Rs 21.21-24. A penalidade não foi rescindida, mas foi adiada por uma geração, devido à misericórdia de Deus”.

a) Reações de Acabe:
  • “Pela minha palavra, não chove”.
Acabe ficou irado a ponto de Deus ordenar ao profeta para se refugiar, por algum tempo, primeiro em sua terra, riacho de Querite, mesmo que fosse o primeiro lugar onde seria procurado, para depois se esconder na nação da rainha perseguidora, justamente o local onde jamais seria procurado.
  •  “Assim diz o Senhor: darei chuva”.
Mas quando o mesmo profeta disse que choveria o rei não deu crédito, de principio, e ordenou a Obadias que fosse com ele à procura de água e ervas para assim preservarem seus cavalos (1 Rs 18.5). 
  • Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça.”
Saiu correndo para não se molhar ou para não impedi-lo de chegar logo no palácio afim de conversar com sua rainha e relatar o que Elias havia feito com seus profetas. Ele correu, porque creu, mas foi ao encontro do mal, fofocar com Jezabel. O rei ainda coxeava entre dois pensamentos.

Por outro lado, o povo que não havia dado nenhuma resposta ao profeta Elias quando questionado (1 Rs 18.21), respondeu favoravelmente ante a ação soberana do Senhor, pois em uma só voz gritaram em alto e bom som que “Só o Senhor é Deus” (1 Rs 18.39). Para não errarmos como Acabe, encontramos em o Novo Testamento um semelhante alerta: “[...] se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7,8).

III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA
1. PROVISÃO PESSOAL. 
Há sempre uma provisão de Deus para aquele que o serve em tempos de crise. Embora houvesse uma escassez generalizada em Israel, Deus cuidou de Elias de uma forma especial que nada veio lhe faltar (1 Rs 17.1-7). A forma como o Senhor conduz o seu servo é de grande relevância:
  • Ele foi afastado do local onde o julgamento seria executado: “Vai-te daqui” (1 Rs 17.3). Deus julga e não quer que o seu servo experimente as consequências amargas desse juízo!
  • Ele foi orientado a se esconder: “Esconde-te junto ao ribeiro de Querite” (1 Rs 17.3), a leste do rio Jordão. Deus não estava fazendo espetáculo, era uma ocasião de juízo;
  • Foi suprido com pão e carne trazidos pelos corvos (1 Rs 17.6), ave imunda (Lv 11.16). Aquilo não era uma iguaria, mas era uma provisão divina!
  • Ele foi instruído a dirigir-se a Sarepta (1 Rs 17.9), na Fenícia, para ser sustentado por pobre viúva, que tinha somente recursos para ela e o filho, mas que contemplou a mão de Deus abençoando sua vida através de sua obediência.

Foi muito difícil para Elias a se dirigir a Querite, mas ele não tinha opção, pois estava sendo acusado por Acabe estava à sua procura e o considerava responsável por toda aquela crise espiritual e material. Ele havia saído de uma cidade inexpressiva, se apresentado ao rei e por isto se tornou conhecido em todo o reino, mas não poderia usufruir desta momentânea fase de sua vida. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Querite representava para Elias um momento de anonimato – depois de desafiar o rei Acabe, Elias se tornou conhecido em todo o reino, e foi procurado exaustivamente por Jezabel em diversos lugares. A obediência de Elias o preservou em segurança das mãos de Jezabel nos anos de seca, e o preparou para os próximos desafios que iria enfrentar para que o povo retornasse aos caminhos do Senhor. Esse milagroso cuidado foi muito importante para o desenvolvimento da confiança de Elias em Deus, da qual ele necessitaria para o importante confronto com as forças de Baal e Aserá no futuro”.

2. PROVISÃO COLETIVA. 
Além de Elias, o profeta de Tisbe, o Senhor também trouxe a sua provisão para um grande número de pessoas, os cem profetas (1 Rs 18.4, 13). Primeiramente encontramos o Senhor provendo alimentos para os seus servos, através de Obadias, mordomo do rei Acabe. O socorro para os profetas perseguidos por Jezabel saiu de dentro do próprio palácio.

Em segundo lugar, o próprio Senhor falou a Elias que Ele ainda contava com sete mil pessoas que não haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal (1 Rs 19.18). Certamente Obadias fazia parte deste seleto grupo de fiéis, do qual, os integrantes eram desconhecidos por Elias.

IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA
1. A MAJESTADE DIVINA. 
Deus demonstrou controle sobre os fenômenos naturais (1 Rs 17.1) e também provou sua onipotência, onisciência e onipresença. Elias, ao se referir ao Senhor, reconheceu-o como um Deus sempre presente: “Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou” (1 Rs 17.1), bem diferente do povo, que enganado por Jezabel, acreditava que Baal, mesmo não possuindo nenhum dos atributos divinos, pudesse reverter a situação decretada por Deus, pela palavra de Elias, que “confrontou corajosamente esta falsa teoria”.

2. O PECADO TEM O SEU CUSTO. 
Quando o profeta Elias encontra-se com Acabe durante o período da seca, Elias responde ao monarca e o censura por seus pecados: “Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins” (1 Rs 18.18). Em outras palavras, Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado descontrolado. “Era exatamente esse o crime do qual Israel era agora culpado”. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“A paciência de Deus nunca deve ser erroneamente interpretada como fraqueza. O pecado coletivo ou individual não ficará impune. Elias afirmou ao rei Acabe que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado da sua casa e do povo (1Rs 18:18). O pecado pode ser atraente e até mesmo desejável, mas tem um custo muito alto”.

O pecado pode ser atraente e até mesmo desejável, mas tem um custo muito alto. Não vale a pena!

CONCLUSÃO
A longa seca sobre o reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os propósitos do Senhor foram alcançados. O povo voltou para Deus e o perigo de uma apostasia total foi afastado.

A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é um Deus soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus revela-se de forma maravilhosa.

1) Explicar o porquê da longa estiagem.
          Israel necessitava de correção, estava desviado;
          A seca serviu de disciplina e revelou o verdadeiro Deus.

2) Relatar as consequências e lições deixadas pela seca.
          Escassez, fome, desespero, estiagem e crise;
          Deus é onipotente, onisciente e onipresente, Baal não!.

3) Conscientizar-se de que Deus é soberano.
          Deus tem o controle sobre tudo e todos.

REFERÊNCIAS
BARBOSA, Francisco de Assis. A longa seca sobre Israel. Disponível em http://auxilioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-3-longa-seca-sobre-israel.html. Acesso em 15 de janeiro de 2013.

BARBOSA, José Roberto A. A longa seca sobre Israel. Disponível em http://subsidioebd.blogspot.com.br/2013/01/licao-02_13.html. Acesso em 14 de janeiro de 2013.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A longa seca sobre Israel.  Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2013/01/1-trimestre-de-2013-licao-n-03-20012013.html. Acesso em 15 de janeiro de 2013.

Estudantes da Bíblia. A longa seca sobre Israel. Disponível em: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2013/2013-01-03.htm
Acesso em 14 de janeiro de 2013.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A longa seca sobre Israel.  Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2013/01/aula-03-longa-seca-sobre-israel.html. Acesso em 15 de janeiro de 2013.

SILVA, Eliezer de Lira. A busca do caráter cristão – aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2007. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, CPAD, 2007.

Por: Ailton da Silva - Ano III

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