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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

A lei e os evangelhos revelam Jesus. Plano de aula (lição 8)


INTRODUÇÃO

A Lei, rascunho do plano da redenção, foi confirmada no relato dos evangelistas, por isto que para compreender toda a revelação da pessoa e obra de Jesus Cristo contida no Novo Testamento torna-se necessário dar uma passadinha no Antigo Testamento.

É bom salientarmos que o Pentateuco não é apenas o conjunto formado pelos Dez Mandamentos, mas sim a reunião de todas as profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis, sacrifícios, ofertas, festas e o próprio Tabernáculo. Acima de tudo isto, a Lei aponta para a obra redentora de Jesus e os evangelistas confirmaram em seus registros, que em nada, a Lei poderia fazer na questão da salvação humana.

 

I – O PENTATEUCO: A LEI DE DEUS

1. Os cinco livros da Lei

Pentateuco é o conjunto dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, o fundamento que sustenta o restante das Escrituras. É principiado com a criação do universo e exalta primeiramente a comunhão do Criador com sua criatura e culmina com a preparação da linhagem do que se tornaria, anos mais tarde, a nação de Israel habitando em suas terras prometidas.

Na verdade, teria outro nome, se não fosse a dureza do coração dos hebreus em pleno deserto, haja vista, que o livro de Deuteronômio é uma repetição de todos os fatos ocorridos e atuações de Deus pós saída do Egito, portanto não teria necessidade de toda esta repetição. Então em vez de Pentateuco poderia ser chamado de Tetrateuco.

A lei de Moisés é o alicerce de toda a Bíblia, considerada pelos judeus como “a expressão máxima da vontade de Deus”. A lei, em sua totalidade, contém 613 preceitos, sendo 248 mandamentos e 365 proibições, segundo alguns seriam 248 mandamentos representando cada osso e órgão do corpo humano e 365 proibições, que seriam uma proibição para cada dia do ano.

 

2. A grandeza da Lei

A Lei pode ser dividida e estuda em três níveis, segundo seus artigos:

  • Os preceitos morais são considerados permanentes para todos os povos. Todos estes preceitos se resumem a dois grandes mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-33) e depois Jesus apresentou um novo parâmetro de amor ao próximo, antes Ele havia dito que deveríamos amar o nosso próximo como a nós mesmos, mas esta visão mudaria quando nos disse: “[...] Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós” (Jo 13.34). A nossa visão de amor ao próximo muda quando nos deparamos com: “amem como a si mesmo ou ame como eu vos amei”;
  • Os cerimoniais tratam da liturgia religiosa dos judeus. Jesus cumpriu todos estes preceitos (cerimoniais) em sua morte (Mt 27.50,51; Lc 24.46). As festas, holocaustos e os diversos tipos de sacrifícios previstos na lei de Moisés eram tipos e figuras que se cumpriram em Cristo (Hb 5.4,5; I Co 5.7). Dessa forma, os ritos cerimoniais cessaram através do sacrifício derradeiro na cruz (Cl 2.17).
  • Os civis dizem respeito à responsabilidade dos hebreus como cidadãos, para que a ordem e o bem-estar da sociedade fossem mantidos. Jesus cumpriu o sistema jurídico (preceitos civis) da lei através de sua morte, pois assim transferiu os privilégios, antes de Israel, para a Igreja (Êx 10.6,7; I Pe 2.9,10). “O Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mt 21.43).

 

3. A Lei e a fé cristã

A Escritura afirma que a função da Lei era transitória (Hb 10.1), um prévia, um estágio que anteciparia o “Bem maior”, Jesus. A lei serviu para revelar, fazer o homem se sentir culpado pelo pecado, uma espécie de medida temporária até a revelação da Graça.

A lei foi entregue através da vida de um homem, para ser cumprida por outro, não um qualquer, não um pecador, mas um que cumprisse todos os requisitos necessários para inaugurar “o tempo da Graça” e que mostrasse que tudo aquilo era transitório e que se confirmava em seu ministério sacrificial. Não foi atoa que o apóstolo Paulo categoricamente afirmou:

 

“E, se o ministério da MORTE, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era TRANSITÓRIA, Como não será de maior glória o ministério do ESPÍRITO? Porque, se o MINISTÉRIO DA CONDENAÇÃO foi glorioso, muito mais excederá em glória o MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, (Moisés) muito mais é em glória o que permanece (Jesus). II Co 3.7-11

 

II – OS EVANGELHOS: A MENSAGEM DE CRISTO

1. O conceito de Evangelho

Os evangelistas se destacaram em todas as escrituras, por testemunharem a vida, ministério, morte, ressurreição e assunção de Jesus aos céus, registros valiosos, muito mais do que fosse um simples diário.

Apesar da visão diferente de cada escritor, o Evangelho possui uma mensagem única. Foram quatros evangelistas que escreveram um único Evangelho, o mesmo que foi apresentado no Éden e pouco tempo depois confirmado a Abraão (Gl 3.8).

 

2. A mensagem do Reino de Deus

O tema central do Evangelho é Jesus, sua vida, vinda, obra e ida ao céu e posterior volta, sistematizados de forma bem simples, pois não é difícil entender que o Reino dos céus não é deste mundo, qualquer homem espiritual entende isto, o carnal não. Quando João Batista alerta o povo sobre a chegada do reino dos céus, na verdade ele estava dizendo: “o Salvador já está entre nós”.

Os evangelistas registraram ricamente em detalhes a obra redentora de Deus em Cristo, reconhecendo sua presença na história da redenção. Os discípulos observaram (ou deveriam) cada detalhe, cada pormenor na vida e ministério de Jesus, pois a ideia cristológica estava completamente prevista lei e nos profetas.

Todo o Antigo Testamento converge para Jesus e gira em torno de sua obra (Rm 1.2; 10.4), fato este reconhecido por Ele próprio (Lc 24.44). Os evangelistas apresentaram Jesus em diferentes ênfase:

a) Mateus:

  • Apresentou Jesus como: o rei, o Forte, o Leão da tribo de Judá;
  • Público alvo: os judeus
  • Como Jesus se portou: o Renovo, o Justo. O trono não estava vazio;
  • Linha do tempo: tempo profético cumprido;
  • Característica marcante da época: os judeus não queriam dar a outra face, Jesus deu.

b) Marcos:

  • Apresentou Jesus como: o Servo, o Trabalhador obediente (até a morte);
  • Público alvo: os romanos;
  • Como Jesus se portou: o Renovo, o Exemplo, o Fiel;
  • Linha do tempo: tempo prático (o começo do trabalho de evangelização)
  • Característica marcante da época: os romanos queriam que Jesus reagisse durante o flagelo.

c) Lucas:

  • Apresentou Jesus como: o Homem Perfeito;
  • Público alvo: os gregos;
  • Como Jesus se portou: o Homem Perfeito, o Renovo. De onde não se esperava é que veio a salvação.
  • Linha do tempo: início do registro da história;
  • Característica marcante da época: os gregos não entendiam como um Deus poderia se encarnar, amar e morrer pela humanidade.

d) João:

  • Apresentou Jesus como: o Deus Forte, o Verbo de Deus, que veio para os seus;
  • Público alvo: o mundo todo;
  • Como Jesus se portou: o Renovo do Senhor;
  • Linha do tempo: tempo espiritual, de evangelização;
  • Característica marcante da época: Deus encarnou, amou e habitou entre os homens.

 

3. A mensagem da Salvação

A mensagem da salvação, apresentada por Jesus, era simples, direta e sem rodeios. Sem a justiça (de Deus) não haveria paz e reconciliação do homem com o Pai (Celestial).

A paz desejada pelos judeus, com a vinda do Messias, era superficial, era apenas a ausência de guerras, conflitos ou opressão por parte dos inimigos, que eram muitos. Jesus apareceu com a mensagem: “meu Reino não é deste mundo (o de Roma é). Justiça e paz se beijarão (Sl 85.10) e dê a outra face para o inimigo”.

A mensagem de Jesus confirmava o que havia sido entregue por João Batista, com apenas um diferencial, enquanto este apenas alertava o povo a se preparar para o reino de Deus, Jesus além de confirmar a chegada do reino, operou de forma a dar confirmar o que houvera sido vaticinado pelo seu antecessor.

Israel, decaído, necessitava urgentemente de uma intervenção Divina e naquele momento a lógica seria a manifestação do reino espiritual de Deus entre os homens e não apenas o surgimento do mero, humano e visível reino que ansiosos aguardavam.

A mensagem da salvação apresentou aos judeus o reino de Deus, a vida eterna e seus princípios (Jo 18.36), “o nascer de novo”, a necessidade de proclamação do Evangelho, a geração de frutos dignos de arrependimento, a alegria, justiça, paz e reconciliação com Deus, fatores que estariam livres das amarras humanas e da Lei de Moisés, um grande dilema para eles.

 

III – UMA MENSAGEM TRANSFORMADORA

1. A transformação do caráter

O caráter é o conjunto de atitudes boas ou más que definem a conduta de um individuo. O caráter é conhecido por uma ação exterior. O homem nasce vazio e o seu caráter será construído aos poucos.

A família, igreja, escola e outros grupos sociais, podem influenciará na formação do caráter, agora transformar somente a Graça de Deus tem este poder, ou seja, durante a formação do caráter de um indivíduo, ele fica a mercê de muitos fatores externos que podem incliná-lo ao bem ou ao mal, mas quando a Mensagem de salvação chega ao coração humano, não tem força que resiste a transformação.

A transformação do caráter (de glória em glória – II Co 3.18), operacionalizada pela Graça de Deus, nos livra do “tecnicismo” (uma vez transformado, transformado para sempre), da robotização de crentes, nos traz grandes benefícios e influencia a nossa maneira de viver:

  • Para o presente nos traz experiência e nos leva a santidade, mudança de vida, que é a chave para nossa vitória;
  • Para o passado traz auxilio para lidar com as situações traumatizantes (liberdade do tempo de ignorância), tirando de nós o excesso de tristeza que tanto nos fazia mal;
  • Para o futuro nos traz garantia da vida eterna, nos faz correr para o prêmio da soberana vocação (Fp 3.14) e nos livra do excesso de futuro, a ansiedade que tanto corrói a humanidade (não a benéfica que nos faz ansiar pela volta de Jesus).

 

a) Como podemos vencer as falhas do nosso caráter – Jo 10.20

  • O que deve morrer não é a semente, mas sim a casca. O caráter mal deve morrer, pois ele impede do grão produzir o trigo;
  • Precisamos desenvolver o nosso caráter negando a nossa natureza má.

 

b) Exemplos de mudança de caráter

  • Judá participou da venda de seu irmão José e teve um relacionamento com Tamar, sua nora, mandou matá-la para esconder seu pecado, mas teve uma grande mudança de caráter, principalmente quando estava negociando com José sem saber que era seu irmão (Gn 44.33-34). A mudança já era evidente, pois se colocou na condição de escravo para que Benjamim não ficasse no Egito. Recebeu também a maior de todas as bênçãos (Gn 49.8-12), se tornou o ascendente do Messias;
  • Jose preferiu não responder as acusações de seus irmãos, mesmo percebendo que estava indo ao fundo. Não queriam vê-lo tornar-se o maior entre eles, mas anos depois o viram acima deles, da família e de uma nação. Desta forma a boa conduta e o seu caráter fizeram com que não agisse de forma a vingar-se de seus irmãos quando teve a oportunidade;
  • Quando os pastores de Abraão e Ló começaram a brigar, eles decidiram se separar. Um era ambicioso e escolheu o lugar mais vistoso, o outro, espiritual, viu algo diferente, problemas, mas acima de tudo, muitas possibilidades, por isto teve uma conduta diferente. 









c) O caráter de Cristo

  • A sua santidade impressionava a todos (Mt 27.23-24; I Pe 2.21-22)
  • Benevolência e compaixão (Mt 9.36; 18.11)
  • Amabilidade e afeição (Mt 14.27; Lc 19.41)
  • Mansidão e humildade (Mt 5.1-12; Mt 18.22)
  • Coragem, moral e firmeza (Mt 26.39)
  • Sinceridade, não queria se aparecer ou ter popularidade (Mt 6.1)
  • Moderação (Mc 12.17)
  • Amor ao próximo (Jo 13.34-35;15.9-13; I Jo 4.7-11
  • Em sua relação com o Pai, Jesus sempre mostrou submissão (Lc 22.42; Jo 4.34; 5.30).

Não há possibilidade de manifestação do fruto do espírito e o caráter de Cristo, sem a união espiritual em Jesus (Jo 15.4) e sem termos a semente da Palavra plantada em nossos corações (Jo 15.3; I Pe 1.22-23; I Co 11.1).

 

d) Condutas e virtudes daqueles que tem o caráter de Cristo em suas vidas

  • Enxergam o caminho da felicidade – Mt 5.3-12.
  • Praticam a justiça – MT 5.17-20
  • Sabem tratar os inimigos – Mt 5.38-48
  • Vida de oração – Mt 6.1-18
  • Sabem o que buscar de Deus – Mt 6.19-34
  • Sabem como pedir ao Senhor – Mt 7.7-12
  • Sabem que as aparências enganam – Mt 7.15-23


2. A restauração da família

Deus estava com Adão no paraíso, mas disse que sua criação estava solitária. Adão possuía alguém acima dele (Deus) e também alguém abaixo (os animais), porém não tinha alguém semelhante ao seu lado, então realmente estava só. Deus viu que isto não seria bom. O próprio homem procurou companhia, mas não a achou entre os animais irracionais, foi preciso que Deus preparasse.

Pessoas precisam de Deus e precisam de outras pessoas ao seu lado, por isso Deus instituiu a família para este propósito e o nosso relacionamento deve ser firme. Alguns fatores contribuem para o sucesso do relacionamento no âmbito familiar:

  • Confiança (Jó 1.1) – os filhos vêem os pais assim?
  • Amor e carinho (Ef 6.1-4) – os pais e filhos agem desta forma?
  • Honestidade (Jó 1.1);
  • Reconciliação (II Cor 5.18).

 

a) A complicada família de Jacó

Jacó foi o segundo patriarca incluído no plano de Deus. Ele foi usado não pelo seu caráter defeituoso, mas sim pela transformação que viveu. Foi capaz de mentir, enganar, mas mesmo assim procurou agradar a Deus. Sua família foi numerosa e bastante heterogênea. Foram doze filhos, uma filha, duas concubinas (Bilá e Zilpa e duas esposas, irmãs e rivais, Leia e Raquel. Era natural que houvesse problemas de relacionamento, além disto outros fatos desagradáveis aconteceram:

  • Estupro e homicídio: Diná foi estuprada por Siquém, como vingança seus irmãos mataram todos os homens daquele povoado. Antes desta chacina já havia acertado e entrado em acordo com Jacó sobre o fato ocorrido, mas tudo foi por água abaixo com a atitude impensada dos filhos de Jacó. Será que igualmente não tomamos decisões erradas sem nos espelharmos no pai;
  • Inversão da autoridade familiar: Os filhos de Jacó tomaram decisão no lugar do pai e erraram em não comunicá-lo o plano deles e desta forma comprometeram a segurança de todos naquele lugar. Às vezes tomamos decisões e mudamos situações já determinadas por Deus justamente por não respeitarmos a sua autoridade. Outros casos de inversão de autoridade familiar:

ü  Gn 4.8 – Caim matou Abel por inveja e por não conseguir oferecer o melhor para Deus em sacrifício, poderia na sua tristeza ter desabafado com pai expondo a sua indignação;

ü  Gn 19.31 - as duas filhas de Ló, sem comunicarem ao pai, praticaram incesto com ele, pois imaginavam que Deus não pudesse dar continuidade na família. Seus filhos foram Moabe e Benani (pai dos moabitas e dos amonitas), que se tornaram ferrenhos inimigos de Israel durante a sua história;

ü  Gn 37.27 - os irmãos de José decidiram vendê-lo movidos por inveja, porque não desabafaram com ao pai sobre os fatos que vinham ocorrendo, pois certamente teria uma solução para o caso;

ü  II Sm 15.10 - Absalão se revoltou contra o sue próprio pai e se declarou rei sem comunicá-lo.

  • Idolatria: Raquel mantinha em seu poder os ídolos furtados da casa de seu pai (Gn 31.19). Este pode ter sido a causa de outros muitos males. Será que ela estava com isso procurando proteção para a viagem de volta para as terras de Jacó? Ou foi simplesmente pelo valor?

 

b) A restauração da família de Jacó – Gn 35.1-5

Deus falou com Jacó e ele pode assumir novamente a sua autoridade tomando algumas decisões:

  • Determinou a eliminação de todos os deuses estranhos que havia no meio deles (fim da idolatria);
  • Determinou a todos que se purificassem e mudassem os seus vestidos (mudança de comportamento);
  • Determinou a todos que se levantassem e subissem em direção ao altar que seria erguido por ele (renovo espiritual);
  • Deu testemunho da resposta que Deus havia lhe dado (assumiu seu papel de patriarca).

Desta forma conduziu a todos no caminho do Senhor. Apartando assim o mal que estava assolando a sua família.

 

c) A salvação das famílias

  • Família de Noé – Gn 7.1-7 (canal de benção: Noé);
  • Família de José – Gn 45.7 (canal de benção: José);
  • Família Israelita – Ex 12.23 (canal de benção: Moisés);
  • Família de Raabe – Js 6.25 – (canal de benção: Raabe);
  • Família de Zaqueu – Lc 19.10 (canal de benção: Zaqueu);
  • Família do carcereiro – At 16.31 – (canal da benção – o carcereiro);
  • Nossa família – cada um de nós é um canal de benção para salvação de nossas famílias.

 

3. A regeneração da sociedade

Sociedade é o grupo organizado de pessoas, amistoso, fraternal, gregário, com preocupações e objetivos comuns, que compartilham propósitos, gostos, costumes e diferenças, mas acima de tudo que se interagem.

O modelo de uma sociedade justa foi apresentada por Deus no momento em que tornou conhecido, a Moisés, a relação com os seus mandamentos e na ocasião do Sermão da montanha (Mt 5), que se fossem colocados em prática, certamente, não permitiriam que presenciassem tamanha e degradante falência moral ética e espiritual, pois já teriam surtido efeito, primeiro em Israel e depois na humanidade.

Jesus sempre demonstrou interesse e atendeu todos que o procurava, independente das condições sociais, morais ou espirituais em que se encontravam, haja vista seus encontros com Nicodemos, prostitutas, endemoninhados, doentes, leprosos, ou seja, não havia limites para a sua interação com Israel.

Era a socialização do bem, da salvação, do perfeito e da misericórdia. Na verdade desde a infância Ele soube lidar e pode colocar em prática seu ministério, se portando completamente diferente de seus opositores, que além de não fazerem nada em especial para mudarem a situação, o impeliam para que também não fizessem.

 

REFERÊNCIAS

A Bíblia. A revelação de Deus a humanidade. Revista Cristão alerta. Subsídios bíblicos para a Escola Dominical. Ed. 8, 1º trimestre 2022 

Baptista, Douglas. A supremacia das Escrituras. A Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Casa Publicadora das Assembleia de Deus. Rio de Janeiro, 2021  

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.  

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.  

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.  

GABY, Wagner. Porque o reino de Deus está entre vós. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2011. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2011.

Silva, Ailton. Igreja. Agente transformador da sociedade. Plano de aula. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2011/08/plano-de-aula-e-resumo-dos-subsidios_17.html#more. Acesso em 14/02/2022

Silva, Ailton. A mensagem do reino de Deus. Plano de aula. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2011/07/plano-de-aula-e-resumo-dos-subsidios.html. Acesso em 14/02/2022

Silva, Ailton. Espírito Santo - agente capacitador da obra de Deus. Plano de aula. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2011/04/plano-de-aula-licao-4.html. Acesso em 14/02/2022

Silva, Ailton. Mensagem 19: Restauração do caráter e conduta cristã. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2015/02/mensagem-19-restauracao-do-carater-e.html. Acesso em 14/02/2022

Silva, Ailton. Plano de aula - trimestres anteriores. Disponível em: http://ailtonsilva2000.blogspot.com/2011/07/plano-de-aula-trimestres-anteriores_04.html#more. Acesso em 14/02/2022

Soares, Ezequias. A Lei de Deus — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2015. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2015.

 

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 10

a) O primeiro erro de Moisés:

Pura demonstração de incredulidade de quem poderia ter sido chamado de pai na fé de todos os hebreus. Quem foi o primeiro que demonstrou interesse, fé e confiança nas promessas de Deus? Bastava falar a rocha, mas em um momento de pura infelicidade e descuido doutrinário, abriu as portas para questionamentos, dúvidas e instigou o povo à revolta. De certo esta não foi sua intenção.

“Porventura tiraremos água desta rocha para vós?” Uma infeliz declaração (Nm 20.10), uma questão que poderia ser resolvida sem maiores prejuízos. Alguém poderia sim fazer brotar água da rocha e este alguém não era da Terra.

 

b) O Segundo erro de Moisés:

“Porventura tiraremos água desta rocha para vós?” Quem sabe, talvez. O certo é que a água brotaria da rocha. O egoísmo e petulância de Moisés ficaram evidentes nesta sua declaração, pois no seleto grupo da Trindade não tem espaço para a inclusão do homem.

Moisés trouxe para si uma autoridade e poder que não lhe pertenciam, jamais poderia ter se auto incluído entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Disse Deus um dia: “Façamos o homem”, em outro dia disse: “desçamos e confundamos”, isto prova que em momento nenhum coube ou foi usada a palavra “porventura faremos ou porventura desceremos e confundiremos”.

 

c) O terceiro erro de Moisés:

Será que Moisés estava tentando tirar a glória que deveria ser toda e exclusiva para Deus? Este seu erro crucial que lhe custaria muitas lágrimas. Feriu a rocha por duas vezes e saiu a tão desejada água, porém não houve muito tempo para comemorações.

Como Moisés feriu a rocha? Alegre, com fé, aliviado? Ou irado, desconfiado e atribulado pela pressão? Na primeira ocasião, quando houve falta de água, obedeceu à risca as ordens de Deus (Ex 17.5-6), por que então se portou desta maneira? Ainda mais diante daquele simbolismo divino, pois aquela rocha era uma figura de Cristo (1 Co 10.4). Era a segunda vez que aparecia diante deles, para prestar socorro, para ajudar, para dar o livramento.

Se clamassem, ouviriam do céu: “Haja água” e haveria. Era para Moisés ter usado sua voz e não o seu cajado. O que deveria ser um momento de cura, pois aquela água teve a função de sarar, se tornou o principio das dores para o líder.

 

O CLAMOR

Era momento de clamor, mudança de vida, demonstração de fé. O erro foi percebido e deveria ser corrigido. Os encarregados desta tarefa já estavam dispostos a iniciarem o momento de humilhação diante de Deus, pois a situação poderia piorar.

Era hora de mostrar seu caráter e amor pelos hebreus. Será que ainda tinha forças para mais um clamor? Será que tinha ao seu lado alguns valentes para esta batalha? Será que havia chegado o momento da troca do líder? Haveria alguém que preenchesse os requisitos?

Não era ainda a hora do aparecimento da figura do sucessor. O tempo de Moisés ainda não havia terminado, mesmo com seus erros e surtos (Nm 11.21-22).

Deus chamou Moisés para a obra e não tinha cabimento ficar ali parado, diante do povo, chorando pelo leite derramado.

Deus não queria um príncipe para liderar o seu povo até a Terra Prometida, por isto tirou Moisés do meio da realeza egípcia bem antes de dar início ao seu plano.

Também não queria que um prisioneiro liderasse Israel, pois os hebreus não o aceitariam, por isto permitiu a fuga de Moisés após o assassinato (Ex 2.12).

Para a missão de liderar Israel não era preciso a figura de um soldado, guerreiro e valentão, por isto Deus fez Moisés desaprender tudo o que havia aprendido no Egito em termos de tática de guerra e defesa pessoal.

Deus queria um pastor amoroso, por isto foi necessário que Moisés saísse primeiro do Egito para conhecer e sentir de longe as dores de seu povo para então voltar com todo o gás a fim de liderar a grande saga dos hebreus.

Se o grande líder de Israel fosse um príncipe, certamente sairia atrás de seus súditos e aproveitaria os últimos momentos de mordomia. Se fosse um prisioneiro sem perspectivas, facilmente arrumaria suas malas e voltaria para seu antigo lugar de sofrimento, tal como os hebreus desejaram em várias oportunidades. E se fosse um soldado valentão, fatalmente se armaria e sairia em batalha contra o invisível e perderia.

Ou na pior das hipóteses poderia ter aceito a proposta feita por Deus, para a partir dele fazer uma outra nação (Ex 32.10) e eternizar seu nome. Qualquer um teria aceitado.

continua...
Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Fé e obediência. Abraão, um exemplo para todos os povos. Capítulo 5

3) Confiança em Deus

As ordens de Deus eram para que Abraão deixasse sua parentela, mas levou consigo seu sobrinho Ló, filho de seu irmão Harã.

Deus queria que a partir da chamada, Abraão desenvolvesse um caráter de dependência, diferente do tempo em que depositava sua confiança nos ídolos de sua família.

Deus permaneceu fiel, pois esteve ao lado dele, protegendo, guiando e suprindo suas necessidades.

 

4) O melhor companheiro

Abraão levou seu sobrinho, devido a laço familiar e esperava que tivesse um companheiro, que independente das circunstâncias e dificuldades se manteria fiel ao seu lado.

Mas seria necessário que o patriarca enxergasse Deus como único e indispensável companheiro, que sempre estaria ao seu lado na longa jornada.

Ser humano nenhum poderia ser fiel e presente na vida de Abraão como Deus, porém faltou este discernimento, em alguns momentos.

 

5) Quem foi Ló?

Ló, sobrinho de Abraão, filho de Harã, deixou Ur dos caldeus juntamente com seu tio.

Um homem bem sucedido nos negócios, justo (2 Pe 2.6-7) e respeitado na região em que morava, porém pensava somente no presente e no material.

 

6) O exemplo do tio

Abraão se fortaleceu, enriqueceu, cresceu espiritualmente durante sua caminhada e se tornou um exemplo para Ló, que mesmo perdendo seu pai muito jovem não ficou sem uma referência familiar.

Ló, entretanto não teve esta visão, não assimilou os ensinamentos e não tomou o tio como exemplo de vida.

Durante toda sua vida ao lado de Abraão, Ló deixou claro que valorizava o material e tinha somente olhos para o presente (Gn 13.11) e para o que julgava melhor, enquanto que seu tio pensava no futuro e nas promessas celestiais.

Deus mostrou a Abraão as terras prometidas e revelou as dificuldades que enfrentaria, tanto na caminhada quanto na estadia naquele lugar.

Abraão, pelas circunstâncias e necessidades resolveu confiar e levar seu sobrinho Ló. Um erro que Deus consertou a tempo, antes que lhe causasse estragos.


Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Homilética - aula 4

IV – TIPOS DE SERMÕES

1) SERMÃO TEMÁTICO

É aquele em que toda a argumentação está amarrada em um tema, divide-se o tema e não o texto, o que permite a utilização de vários textos bíblicos.

 

Tema: “a paz que só Jesus pode dar”

  • Ilumina nosso caminho (Lc 1.79);
  • Liberta a nossa mente de pensamento perturbador (Jo 14.27);
  • Retira sentimento de medo (Jo 20.19-20);
  • Salva (Jo 3.16).

 

Tema: “O amor de incondicional de Deus” – Jo 3.16

  • Deus é amor (I Jo 4.8b);
  • Deus no amou (Jo 3.16);
  • Deus amou os pecadores (Rm 5.6-8).

 

Repare que cada tópico apresenta uma característica da “Paz”, mas para cada ponto há um texto diferente, ou seja, a base do sermão é a “Paz de Jesus” abordada em diversos textos bíblicos. É necessário aplicar um texto bíblico em cada divisão do tema. O sermão temático exige do pregador mais cultura geral e teológica, criatividade, estilo apurado, contudo, o sermão temático conserva melhor a unidade. No segundo exemplo acontece a mesa lógica.

 

2) SERMÃO TEXTUAL

É aquele em que toda a argumentação está amarrada no texto principal que, será dividido em tópicos. No sermão textual as ideias são retiradas de um texto escolhido pelo pregador. As divisões do sermão textual podem ser feitas de acordo com as declarações originais do texto. Ou se utilizar de uma análise mais apurada baseando-se em perguntas como. Onde? Que? Quem? Por que? Que deverão ser respondidas pelas declarações ou frases do texto. Como tirar pontos do texto:

  • Leia todo o texto;
  • Procure a ideia principal do texto. (Observe o subtema, o contexto, e situação);
  • Procure os principais verbos e seus complementos;
  • Procure os sentidos expressos nas representações simbólicas, metáforas e figuras;
  • Com base nos verbos e significados retirados crie frases (divisões) que os complemente e que, passem uma ideia ou estejam ligadas com a mensagem a ser pregada;
  • Organize as frases dentro da ideia principal. Leia todo o texto.

 

Tema: “Nem antes, nem depois, tudo no tempo de Deus” – Sl 40.1-4

Introdução:

  • Esperança, expectação em receber um bem. O mundo é imediatista.

 

Corpo do sermão:

  • O que acontece quando você espera no Senhor? Ele te retira da condição atual? Ele te coloca em segurança, na rocha, te dá visão;
  • Ele requer a sua adoração, um novo cântico; Adorar em Espírito e verdade. Ele te faz testemunha e muitos o verão.

 

Repare que cada tópico (divisão) apresenta um termo ou uma passagem do texto. O sermão textual exige do pregador conhecimento do texto, contexto e cultura bíblica.

 

3) SERMÃO EXPOSITIVO

É aquele que explora os argumentos principais da exegese, hermenêutica e faz uma exposição completa de um trecho mais ou menos extenso. O sermão expositivo é uma aula, uma análise pormenorizada e lógica do texto. Este tipo de sermão é o método mais difícil, apreciado pelos que se dedicam à leitura e estudo da Bíblia. Deve ser feito uma análise de línguas, interpretação, pesquisa arqueológica, histórica, bem como, comparação de textos. Este tipo de sermão apresenta algumas características.

  • Requer um planejamento;
  • Pode ser extraído de alguns versículos, capítulo inteiro ou até mesmo mais de um capítulo;
  • Aborda um grande texto ou uma passagem curta;
  • Proporciona uma interpretação mais fiel;
  • Instiga à uma análise profunda do texto;
  • A unidade e ideias devem ser agrupadas com base na ideia principal;
  • Este tipo de sermão pode ser abordado em série de mensagens ou estudos, por isso requer mais que tópicos e divisões;
  • Requer um tempo de estudo para os pontos difíceis.

 

Tema: “Batalha espiritual, a luta pela fé” Ef 6.10-180

  • Como lutar se estiver fraco? Sejamos fortes e corajosos (v. 10-13);
  • A ordem é “fortalecei-vos” (v.10);
  • O crente deve conhecer a armadura que está à disposição (v.11);
  • O cristão é exortado a uma vida de oração;
  • Aspecto moral da vida do crente (v. 10-13), moral elevada e moral firme (v.11-14);
  • Uso da armadura (v. 14-17). Caráter defensivo e ofensivo (v. 14-17);
  • A vida do cristão deve ser persistente e intercessora (v.18).

 

4) ROTEIRO PARA ESBOÇO DE SERMÃO

TIPO DE SERMÃO

(  ) Temático

(  ) Textual

(  ) Expositivo

 

ASSUNTO

___________________________________________________________________________________

(Assunto a ser tratado)

 

 

TITULO

 _______________________________________________________

(Deve ser bem criativo e de acordo com o tema)

 

 

TEXTO BÍBLICO

_______________________________________________________

(Citar a referência bíblica)

 

 

INTRODUÇÃO

___________________________________________________________________________________

(Uma rápida e suave transição para o conteúdo)

 

CONTEÚDO

I - ____________________________________________________

II - ___________________________________________________

III - ___________________________________________________

(Os conteúdos devem ser expostos os argumentos, tópicos, divisões do estudo e as abordagens bíblico-teológico, com muita clareza e transparência).

 

 

ILUSTRAÇÃO _______________________________________________

(Deve estar de acordo com o tema. Não utilizar para ilustrar o óbvio)

 

CONCLUSÃO ___________________________________________________________________________________

(Finalização sucinta, para gravar a mensagem na mente e no coração do ouvinte)

 

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Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)