Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 23 de março de 2012

Somente em Jesus, temos a verdadeira prosperidade. Plano de aula.


FUJAMOS DESTAS COISAS
DINHEIRO: RIVAL DE CRISTO
O DINHEIRO NÃO UNE, ELE DIVIDE
O DINHEIRO NÃO TEM LIGA, TEM ASAS
DISSE JÓ: “PAI AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE”
JOVEM RICO E ZAQUEU – DOIS POBRES E UM RICO
EQUILÍBRIO (TÃO FÁCIL) E ABUNDÂNCIA (CERTEZA)
MANDAMENTO DE DEUS: ENRIQUEÇAM OU SOCORRAM?

LIÇÃO 13 – 1º TRIM 2012

PROPOSTA DA LIÇÃO
• É um erro valorizar a matéria e suprimir a dimensão espiritual;
• Como adquirimos? Como usamos? Como vemos a prosperidade?
• Pobreza é uma consequência do pecado, mas da humanidade toda;
• A pobreza nunca deixará de existir em nosso meio (Dt 15.11);
• O equilíbrio nos leva a uma vida abundante em Cristo;
• Queimar as toxinas e calorias? Mas o pecado continuará!
• Enfermidade e revés financeiros não são sinais de falta da fé;
• A verdadeira prosperidade é a estreita comunhão com Deus.

INTRODUÇÃO
Como agradar a Deus? Na miserabilidade ou diante da riqueza com uma vida saudável? A resposta para esta pergunta dependerá do entendimento correto acerca do valor e das diferenças das realidades material e espiritual. Torna-se necessário um equilíbrio entre estas duas grandezas, pois o homem, em virtude de sua tricotomia (espírito, corpo e alma) apresenta necessidades, tanto materiais quanto espirituais.

A verdadeira prosperidade não consiste em acúmulo de riquezas e bens materiais, poder, status social, na verdade vai muito além do nosso entendimento, pois se trata da satisfação, do contentamento, seja qual for as circunstâncias (Jo 10.10), caso contrário, não seriamos aconselhados, por Jesus, a não inquietarmos como a grande maioria da humanidade no tocante as necessidades materiais (Mt 6.31). Estes são os motivos porque não nos foi prometido riquezas materiais aos decidirmos pela nova vida em Cristo (Mc 4.19).

A suficiência de Deus nos traz abundância na presente vida, que não se acabará, após os 70 ou no fim da nossa robustez (Sl 90.10), mas sim se estenderá na vida eterna, ou seja, a vida abundante em Cristo não terminará nesta dimensão terrena (I Jo 2.25).

Portanto, a vida cristã se caracteriza em uma vida de plena confiança em Jesus, que prometeu estar conosco todos os dias até a consumação do século (Mt 28.20). É um nível de vida superior ao visto na dimensão material. Mesmo sendo desfrutada, em partes, no presente, a sua totalidade será manifesta na eternidade, por isto que a abundância de vida não se resume tão somente a presença do conforto, riquezas, saúde, longevidade, ausência de sofrimento ou no dinheiro, que nada mais é do que um rival de Cristo, pelo seu poder de aprisionar as vidas em torno de si (Lc 16.13-14).

I. A VIDA ABUNDANTE CONSISTE NO EQUILÍBRIO
1. A MATÉRIA SUPERESTIMADA.
Não podemos cair no mesmo erro da filosofia do materialismo e do ateísmo, superestimando a matéria em detrimento as coisas espirituais, pois a boa vontade humana e a história nos comprovam que esta realidade, nua e crua, pintada pela humanidade nunca foi capaz de resolver, os seus mínimos problemas, muito menos lhe garantir bem-estar. A competitividade nojenta, a disputa irracional, o materialismo desenfreado, as necessidades materiais sendo colocadas no topo da cadeia, desejos carnais totalmente descontrolados, etc.

A Bíblia condiciona a nossa prosperidade à uma vida de obediência ao Senhor, sendo impossível alcançar a felicidade, bem estar, sucesso e o êxito se não observarmos a Sua Lei.

a) O jovem rico e Zaqueu: um preferiu as riquezas em detrimento ao que ouviu de Jesus, enquanto que o outro deu crédito e optou pela verdadeira prosperidade.

2. A MATÉRIA NEGADA.
As Escrituras Sagradas não condena a relação com o dinheiro e riquezas, apenas adverte quanto a depositarmos o coração neles (I Tm 6.10).

Um dos grandes problemas é a forma como adquirimos e usamos os nossos recursos financeiros. Devemos tomar como exemplo, Jesus, que socorria ao próximo ou Judas, que era desonesto (Jo 12.6).

a) O que o amor ao dinheiro pode produzir na vida do homem:
• Tentação: faz o homem violar os dois maiores mandamentos de Deus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” e ao outro: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-40). O homem transforma o dinheiro em deus e não atenta para as necessidades do próximo;
• Cria ciladas no caminho: surgem as armadilhas, escravidão e não liberdade (Ec 5.10);
• Provoca sofrimentos: homens inquietos, inseguros, perturbados, tanto por terem mais quanto por perderem, pois o dinheiro não tem liga, ele tem asas. Ele divide e separa.

b) O que o amor ao dinheiro fez na vida de alguns:
• O jovem rico se afastou de Cristo (Mc 10.22). Amava o seu dinheiro;
• O rico viveu seus dias festejando e desprezando Lázaro (Lc 16.19-21);
• Judas vivia procurando ocasião para consumar a traição (Mt 26.14-16);
• Ananias e Safira ousaram, um dia, amarem o dinheiro (At 5.1-11).

c) Se somos, homens de Deus, fujamos (I Tm 6.11):
• “Homem como Neemais fugiria”? (Ne 6.11). Toda exceção não tem regra;
• José fugiu do adultério programado (Gn 39.12);
• Davi fugia do rejeitado rei Saul (I Sm 19.10);
• Timóteo fuja destas coisas (I Tm 6.11).

II. CORRIGINDO OS ERROS ACERCA DA POBREZA
1. POBREZA E PECADO.
A pobreza é uma conseqüência da entrada do pecado no mundo, mas isto não significa que o pobre está em pecado. A situação dos menos favorecidos poderia ser mudada caso os mais abastados atentassem para as suas necessidades, reservando parte de suas colheitas.

Portanto, não se pode avaliar ou medir a espiritualidade de uma pessoa pelos bens pelo que ela possui. A teologia da prosperidade apresenta um cristianismo ganancioso, que reserva inúmeros direitos aos crentes e desprezam ou julgam aqueles que não se enquadram em seus discursos.

a) Conceitos errados sobre a pobreza:
• Pobreza é sinal de piedade: para isto o cristão deve se isolar da sociedade e abrir mão de tudo (monasticismo);
• Pobreza é sinal de pecado: qual foi a recompensa do mendigo Lázaro (Lc 16.20-22)? Estaria Paulo sob maldição, por ter enfrentado diversas situações (II Co 11.27)? O próprio Filho de Deus se faria maldição para, então, enriquecer a muitos?

b) Conceitos errados sobre a riqueza:
• Riqueza é sinal de comunhão com o Pai, como é defendido pela Teologia da Prosperidade, por isto somos ensinados a priorizarmos as coisas que são do céu (Mt 6.33), pois através delas teremos condições de mantermos comunhão uns com os outros, no que tange à atenção para as condições dos menos favorecidos;
• Riqueza é sinal de salvação. Se não temos base para afirmarmos que tal estado seja sinal de comunhão, também não teremos para afirmar o contrário (Gn 13.5-6; Jó 1.1)

2. A POBREZA MAGICAMENTE EXTINTA.
A teologia da prosperidade apresenta as dificuldades humanas como resultado da ausência de fé, afirmando que o homem é o único responsável pela sua situação financeira. Este é o combustível para as campanhas milagrosas que visam o enriquecimento material, sem se preocuparem com o lado espiritual.

É apresentado a muitos, um mundo maravilhoso, livre de todo o sofrimento, dor, angustia e pobreza, como se nunca tivesse existido pobres na Terra. Os israelitas foram alertados a observarem as necessidades uns dos outros, pois sempre haveria entre eles o pobre. A lei mosaica previa o atendimento ao necessitado, mas sempre falharam nesta questão. O ano do jubileu, o ano sabatico, a rebusca e o dizimo trienal eram ferramentas que poderiam ser usadas para eliminar ou diminuir o sofrimento.

A bênção sempre esteve diante de Israel e em algumas vezes estava condicionadas a sua obediência (Dt 28.1-14) e em outros casos era por determinação de Deus (Ex 3.9-10, II Cr 1.7-17).

A promessa de Deus não diz respeito ao enriquecimento ilícito (ou existe um outro adjetivo), mas sim ao atendimento aos pobres e necessitados. A teologia da prosperidade tem preparado muitos homens para o comércio, mas não tem se preocupado com a preparação para o céu. Existem muitos pobres se enriquecendo materialmente e muitos ricos se empobrecendo sem a presença de Deus.

III. A VIDA ABUNDANTE NÃO SUPERESTIMA O CORPO NEM NEGA A ALMA
1. A VIDA ABUNDANTE É EQUILIBRADA.
Como não termos Agur como exemplo (Pv 30.7-9)? Pediu o afastamento da vaidade, o pão de cada dia e não o do ano inteiro ou de toda a sua vida como um adiantamento. Por esta demonstração de equilibro a porta da abundância é aberta em nossas vidas. Porque o desespero para possuir as coisas que, da mesma forma como nós, são passageiras. Esta busca desenfreada desequilibra e tem trazido serias consequências a muitos que se dizem cristãos.

A vida abundante, na dimensão material, consiste em uma espiritualidade sadia, na presença de Deus, usufruindo de suas bênçãos, produto da nossa obediência ou de Sua soberania, assim como Adão, quando no jardim do Éden pode experimentar esta condição de vida.

Na realidade futura, espiritual, a vida abundante será manifestará na plenitude do reino de Deus, no porvir (Lc 18.30; Rm 6.22; Gl 6.8), quando o nosso corpo se revestir da imortalidade.

2. BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL.
A grande preocupação desta geração gira em torno do corpo, da necessidade de se queimarem as toxinas, eliminarem as gorduras, modelar, melhorar, acrescentar ou retirar algo, mas o pecado, em nenhum momento, é incluído nesta busca desenfreada, pois continua reinando e deformado corpos, que deveriam ser templos e morada do Espírito Santo de Deus (I Co 3.16).

As posses ou as riquezas não proporcionam aos homens o bem estar emocional, muito pelo contrário, pois quantos inventários, procurações, interdições estão tirando o sono de muitos, inquietando e atribulando? Estes tais não entendem ou não entenderam o propósito da prosperidade em suas vidas.

O nosso corpo não deve ser um fim em si mesmo, apesar de que deve ser cuidado, mas não idolatrado, com desequilíbrio, obsessão e tampouco com ignorância, tais como flagelo (gnosticismo) ou dietas enganosas pregadas por muitas celebridades.

3. O BEM-ESTAR ESPIRITUAL.
A Bíblia nos ensina que as adversidades, assim como a prosperidade, tem um propósito, que deve ser entendido por aqueles que se encontram em alguma destas situações (Sl 119.71), bem diferente do que a teologia da prosperidade apresenta, pois despeja na mente a idéia de que sofrimento e bem estar espiritual já estão divorciados há muito tempo.

O que dizermos da situação de Jó? O que provocou a sua repentina perda de bens e família e a doença a que foi acometido? Pecado ou falta de fé? Ele estava bem tranqüilo, em sua casa, com seus familiares, em suas práticas sacrificais, o que poderia ter dado errado em sua vida? Mal sabia ele que Deus estava atestando sua fidelidade enquanto que o Maligno estava procurando uma brecha para destruí-lo. Jó não foi afastado do seu cálice, suportou o que muitos hoje não suportariam, carregou a sua cruz, mesmo que pesada para depois trocá-la por uma coroa.

CONCLUSÃO – OBJETIVOS DA LIÇÃO
A verdadeira prosperidade vai além da saúde, da riqueza e fama, por isto é que devemos entender o propósito para então usufruirmos das bênçãos de Deus.

1) Entender: A vida abundante consiste no equilíbrio.
• O equilíbrio é necessário para termos uma vida abundante.

2) Explicar: Os erros acerca da pobreza.
• Pobreza é sinal de piedade ou pecado?
• Riqueza é sinal de comunhão com o Pai e ou salvação?

3) Conscientizar-se: Sobre a vida abundante, corpo e a alma.
• Abundância na dimensão material e espiritual;
• Toxinas, gorduras, mas não se preocupam com o pecado no corpo.

REFERÊNCIAS:
BARBOSA, José Roberto. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2012/03/licao-13.html. Acesso em 19 de mar. 2012.

BARBOSA, Francisco A. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2012/03/licao-13-somente-em-jesus-temos.html. Acesso em 22 de mar. 2012.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br. Acesso em 22 de mar. 2012.

LOURENÇO, Luciano de Paula. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2012/03/aula-13-somente-em-jesus-temos.html. Acesso em 19 de mar de 2012.

REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. Disponível em: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 22 de mar. 2012.

ROMEIRO, Paulo. Supercrentes. O Evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1993.

TEIXEIRA, Thiago R. O propósito da verdadeira prosperidade. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html#6071630188603059538. Acesso em 22 de mar. 2012.

Por: Ailton da Silva

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