Apresentação da lição em power point

sábado, 14 de julho de 2012

Corpo sem alma! Corpo sem valor?


Devemos aproveitar enquanto ainda estamos nesta carne, ou enquanto ainda temos alma? O que seria um corpo sem alma (Gn 35.18)? Um amontoado de ossos envoltos em nervos, carne e pele, estendido no chão (Ez 37.1-6), recebendo pela última vez a brisa, a umidade ou calor do sol, sem vida, sem valor profissional, social, comercial ou histórico.

Aqueles gélidos últimos momentos de sua existência o qualifica para retornar ao pó (Gn 3.19). Fim da linha para todos (Hb 9.27). Nada mais pode ser feito em prol de sua eternidade ou muito menos pode alterar ou interferir na vida dos que ficaram vivos, ou pode?

Será que durante o processo de retorno ao pó, alguém ainda pode ser utilizado na obra de Deus? Deus usa ossos (II Rs 13.21)? Usa corpo em decomposição (Jo 11.39)?

Não nos esqueçamos que isto não é regra, aconteceu uma, duas, mas isto não quer dizer que acontecerá todas as vezes. O agir de Deus é único, singular e casual. Ele aproveita todas as oportunidades para demonstrar sua misericórdia, com aqueles que morreram? Não, Ele usa com os que estão vivos e não tomaram uma decisão (Lc 16.27-31).

Na verdade Deus usa animais (Nm 22.28), ossos (II Rs 13.21), amontoado de ossos (Ez 37.10), corpos em decomposição (Jo 11.45) e até mesmo pedras se desejar (Lc 3.8).

a) Eliseu:
No caso de Eliseu, que realizou muitos milagres e prodígios, já que havia pedido isto (II Rs 2.9), qualquer ser humano no uso integral e racional de suas faculdades mentais poderia dizer que havia terminado o seu ministério. Sua morte foi o fim, não teria mais o que fazer.

Que assombro para a casa de Acabe, pois pensaram: “não tem fim estes homens, um sumiu e dizem que foi levado para o céu e o discípulo sucessor perturba Israel até mesmo morto, alias os dois perturbam (cfe I Rs 18.17)”.

Mas agora vem a primeira grande pergunta: Porque não ressuscitaram os dois? Eliseu e o moabita? Quanto ele poderia fazer em prol da obra de Deus? O temor dos israelitas certamente seria alimentado com a presença física de Eliseu entre eles. Porque não foi acrescentado mais 15 anos de vida como ocorreu com Ezequias (Is 38.5)?

O acúmulo ou prolongamento de anos não são sinônimos de fidelidade, experiência ou vigilância, as vezes eles são piores, que o diga o rei contestador (Is 39.6), mas que o profeta produziria muito mais caso tivesse voltado à vida juntamente com aquele moabita (cfe Jo 11.45), isto qualquer ser humano poderia pensar ou esperar, mas isto não estava nos planos de Deus.

b) Lázaro
Antes da ressurreição de Lázaro, foram tantos os burburinhos entre os curiosos, principalmente após o choro verdadeiro de Jesus (Jo 11.35). Uns diziam: “abriu os olhos ao cego e não veio visitar o amigo” (Jo 11.37), outros diziam: “mas ele amava Lázaro” (Jo 11.36).

Ele amou Lázaro, o choro foi verdadeiro, a visita não foi tarde demais e havia uma multidão de cegos que também teriam os seus olhos aberto por Ele.

Em suma, Lázaro nunca produziu tanto em prol da obra como naquele momento em que esteve prestes a sair do túmulo. Durante a sua vida, talvez tenha falado algo, recebido Jesus em sua casa, ceiado (cfe Jo 12.1), testemunhado uma cura ali, outra acolá, mas como foi usado por Deus para autenticar a filiação divina, o poderio e a Divindade de Jesus.

Mas agora surge a segunda grande pergunta, a clássica. Porque tudo aquilo:

  • Haveria necessidade da permissão para a manifestação da morte?
  • As dores da doença causa-mortis?
  • A dor da solidão e do desprezo do GRANDE AMIGO, que não atendeu o seu pedido de socorro?
  • A desconfiança dos amigos, parentes e irmãs, que talvez pensaram que aquela enfermidade fosse fruto de pecado ou maldição?
  • A exposição diante da multidão? Ao rolarem a pedra todos o veriam em decomposição.
Muitos se alegraram com aquele instrumento sendo ressuscitado, outros não, justamente os da “casa de Acabe”, os fariseus, após o ocorrido, mudaram o foco e desejaram também a morte de Lázaro (Jo 12.10), que em algum momento de sua vida conheceu a “segunda morte” natural.

Vejam quanto vale um corpo sem alma! O plano de Deus na nossa vida não finda com a morte física. Há sim, vida consciente após a morte e a nossa alma goza da imortalidade, o atributo que esta carne não conhece.

Por: Ailton da Silva

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