Apresentação da lição em power point

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A despensa vazia. Plano de aula


O QUE TEMOS EM CASA?
DEUS – JUIZ DAS VIÚVAS
DEUS – PAI DOS ORFÃOS
CRÉDITO – DÉBITO = BÊNÇÃO
O CRÉDITO (COM DEUS) ERA DO MARIDO

O DÉBITO (COM O HOMEM) ERA DA VIÚVA

O CRÉDITO FOI BEM MAIOR QUE O DÉBITO

TEXTO ÁUREO

Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão (Sl 37.25).

VERDADE PRÁTICA

Mesmo em meio à escassez, cremos que o Senhor é poderoso para suprir, em glória, todas as nossas necessidades.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – II Reis 4.1-7.

1 - E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.
2 - E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3 - Então, disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.
4 - Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.
5 - Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos, e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.
6 - E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou.
7 - Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.

PROPOSTA DA LIÇÃO:
  • Uma viúva de um homem fiel? Ela não se desesperou;
  • Mas a dívida era alta. Perderia seus filhos para o credor;
  • A família dependia dela para sobreviver;
  • A mudança começou pelo que ela possuía em sua casa;
  • Seria possível uma pobre viúva sustentar um profeta?
  • Uma multidão ser alimentada com 5 pães e 2 peixes?
  • Pão: caiu do céu para Israel. Corvos trouxeram para Elias;
  • Igreja primitiva alimentando e socorrendo;
  • Fé sem obras e amor somente de palavras? Não!
INTRODUÇÃO
Deus supre nossas necessidades, através de seus cuidados e a mesma preocupação devemos ter em relação aos pobres e necessitados. Os nossos recursos são multiplicados para que nossas carências básicas sejam supridas e para que possamos alimentar os famintos (II Co 8.14; II Rs 4.42-44).

As necessidades sempre estiveram ao lado do homem no decorrer de sua história, tanto que o próprio salmista já previa esta situação calamitosa, mesmo para aqueles que serviam ou servem a Deus com zelo (Sl. 37.25). Para tais, deixou em seus registros a certeza de que Deus jamais deixaria ou deixará de prover o sustento, tanto para o necessitado quanto para a sua descendência.

a) Homem de Deus x despensa vazia:
  • É possível um servo de Deus se deparar com a despensa vazia? E com a escassez de recursos materiais? São muitos os fatores que contribuem para esta situação: “morte do provedor ou o descaso deste para com os seus dependentes, desemprego, doenças, etc”.
b) Despensa vazia x suficiência de Deus (Mt 6.26; Fp 4.19):
  • Como Deus se manifesta aos teus servos diante deste grande drama social? Deus nos socorre em nossas necessidades e aflições (Sl 40.17), por vezes, de forma individual (Sl 37.25), ou coletivamente, pois como Criador, conhece muito bem as nossas necessidades, por isto somos instados a crermos em suas providências, mesmo que as condições não sejam tão favoráveis.
c) Despensa vazia x responsabilidade social da igreja:
  • A igreja possui uma responsabilidade social e deve demonstrar sua solicitude pelos pobres e necessitados, socorrendo a todos, mas principalmente aos domésticos da fé (Gl 6.10).
I. LUTANDO CONTRA O IMPREVISTO
1. A VIUVEZ. 
O que havia sobrado para aquela mulher? Dividas e preocupações. Esta foi a herança deixada pelo seu marido profeta. Viúva, sem dinheiro e com filhos para criar, o que poderia ser pior? Nada neste mundo é tão ruim que não possa piorar! Apareceram os credores para levarem seus filhos como pagamento (cfe Lv 25.39-40). Ficaria viúva e sem filhos na miséria.

O seu marido havia andado na presença de Deus, mas uma calamidade atingiu aquela família, após a sua morte. Ela não se desesperou, procurou o socorro na pessoa certa e foi atendida. A forma como interpelou o profeta foi a concretização e materialização de sua fé (I Rs 4.1).

Ela não tinha como depositar sua fé a não ser em Deus, pela instrumentalidade do profeta Eliseu. Não poderia ficar ali, vendo seus filhos morrendo de fome e como presas fáceis para os credores. Agüentaria esperar até chegar o ano do jubileu para reaver seus filhos? Isto demoraria muito (Ex 21.2-7; Lv 25.39-40). Tomou a decisão correta, expôs o seu caso e confiou na palavra do profeta.

2. A DÍVIDA. 
A Bíblia não revela o montante da dívida deixada pelo falecido, mas era alta, pois seria necessário os dois filhos para que fosse quitado o débito (II Rs 4.1), conforme estabelecido pela lei mosaica (Lv 25.39,40). O credor não estava errado, não era mau, estava no gozo de seu direito, não poderia ser repreendido por ninguém (Ex 21.7).

Mas, qual terá sido o motivo de tamanha divida? Josefo discorre sobre isto da seguinte forma:

A viúva de Obadias, mordomo do rei Acabe, veio dizer ao profeta que, não tendo meios de restituir o dinheiro que seu marido havia emprestado para alimentar os cem profetas que, como Eliseu devia saber, ele salvara da perseguição de Jezabel, os credores queriam tomá-la como escrava e também aos seus filhos. E, por causa dessa dificuldade em que se encontrava, recorria a ele, para rogar que tivesse piedade dela.

Eliseu perguntou-lhe se ela possuía alguma coisa. A mulher respondeu que só lhe restava um pouco de óleo. O profeta então mandou-lhe que tomasse emprestado dos vizinhos algumas vasilhas vazias, fechasse a porta do quarto e enchesse os vasos com óleo, com a firme confiança de que Deus os encheria a todos.

Ela fez o que ele ordenou, e a promessa do profeta realizou-se. Ela foi logo contar-lhe o resultado. Ele disse-lhe então que vendesse o óleo: uma parte do dinheiro serviria para pagar as dívidas, e o resto deveria ser guardado para sustentar os filhos. Assim, ele satisfez a pobre mulher e livrou-a da perseguição dos credores. JOSEFO (Livro Nono, capítulo 2).

3. A SOLUÇÃO. 
Aquela pobre mulher foi ao encontro de Eliseu, ciente de que Deus a atenderia. Não se preocupou com conformidades, convenções, tradições ou regras. Ela entendeu o perigo que sua familia corria, por isto não mediu esforços. Seu pedido foi em relação a seus filhos, pois poderiam ser levados como escravos, mas as consequências desta situação seriam ainda maiores e duramente sentidas por ela. Escravidão, fome, miséria e desprezo.

Eliseu, movido de compaixão, pois conhecia a história do falecido, se colocou como instrumento para a realização do milagre da multiplicação do azeite, mas como operar diante daquela situação? Num lampejo divino, fez a pergunta certa e foi direto ao “mapa da mina”: “O que tens em casa”?

Ao final da história a quantidade foi suficiente para pagar toda a divida e ainda a pobre mulher contemplou uma reserva, lá no canto da casa, pela qual sobreviveram toda a família (II Rs 4.1-7). Ela recebeu muito mais do que havia pedido. Seus filhos foram livres da escravidão mediante a manifestação do azeite.

O crédito utilizado por aquela viúva foi a vida temente do marido e quando esteve diante do débito, deixado por ele, contemplou a reversão de sua situação. A sua bênção foi justamente a diferença entre o crédito e débito, pois como avaliar o preço da liberdade e da prosperidade daquela família? Venda o azeite e viva do resto que sobrou, ou seja, viva com o que é teu e não com o que é dos outros.

II. DEUS AGE COM O QUE VOCÊ TEM
1. A BOTIJA DE AZEITE. 
O que havia restado para aquela pobre viúva? Uma pequena botija de azeite (II Rs 4.2). Para uma pergunta simples e direta a resposta foi rápida, eficiente, sem rodeios, mas desanimadora. Como esperar que a quantidade de azeite que havia na botija pudesse ser suficiente para aliviar a dor e o sofrimento daquela mulher? Após a intervenção e o socorro de Deus o pouco se tornou muito. Sobre isto o professor Luciano de Paulo Lourenço discorreu:

Moisés - tinha uma vara: “… e os filhos de Israel passaram pelo meio do mar em seco…” (Êx 14:16,21, 22).
Sansão - tinha uma queixada de um jumento: “… e feriu com ela mil homens.” (Jz 15:15).
Davi - tinha uma funda e cinco pedras: “E assim… prevaleceu contra o gigante filisteu…” (1Sm 17:40,50).
A viúva de Sarepta - tinha farinha na panela e azeite na botija: “… e assim comeu ela… e a sua casa muitos dias” (1Rs 17:12,14,15).
Elias - tinha uma capa: “… e passaram ambos (Elias e Eliseu) o rio Jordão em seco.” (2Rs 2:8).
Os discípulos - tinham cinco pães e dois peixinhos: “… e deram de comer a quase cinco mil pessoas.” (Mc 6:37-44).  
O apóstolo Pedro - tinha unção e poder e disse ao paralítico: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta e anda.” (At 3:6).
A mulher do profeta - tinha apenas uma botija de azeite. E foi a partir desta botija de azeite que Deus operou o milagre: “E sucedeu que, todos os vasos foram cheios…” (2Rs 4:2,6,7). O milagre, portanto, depende do que se têm.

Ela foi orientada, por Eliseu, a pedir vasos emprestados a seus vizinhos, o máximo que pudesse recolher. Depois deveria encher todos os vasos com o azeite que tinha em sua botija, mas isto deveria ser feito com as portas de sua casa fechadas.

Deus multiplica o pouco que temos (I Rs 17.14) e o transforma em muito e necessário, bem mais do que aquilo que pedimos ou pensamos (Ef 3.20), mas somente a partir do momento que oferecemos a Ele este nosso pouco.

A viúva buscou a Deus e conheceu como o “pai de órfãos e juiz de viúvas” (Sl 68.5). Ele é também o socorro bem presente na angústia” (SI 46.1).

2. A FARINHA NA PANELA. 
Elias havia profetizado sobre a seca em Israel, a qual também o atingiu, por isto recebeu a ordem divina de ir à Sarepta, uma pequena cidade da Fenícia, porque ali seria sustentado por uma viúva, que também sofria devido aquela tragédia natural (I Rs 17.8-9). Pela lógica humana, o profeta deveria procurar socorro nos palácios, nas autoridades, entre a nobreza, mas estes eram justamente os que perseguiam o seu ministério.

É paradoxal imaginar Elias sendo sustentado por uma mulher viúva. Que estava em situação semelhante ou pior, mas isto serviu para provar que Deus não esquece os filhos seus e tampouco desampara os necessitados, independente da nacionalidade e crença. Aquela viúva socorreu o profeta, mesmo sem ter condições para tal e por isto foi de igual forma socorrida por Deus em suas necessidades.

Aquela refeição servida, por ela, não foi a última como havia predito, mas sim a primeira de muitas, pois ela acreditou na palavra: “vai e faze conforme a tua palavra. Porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno”.

3. CINCO PÃES E DOIS PEIXES. 
Jesus alimentou uma grande multidão com apenas cinco pães de cevada e dois peixinhos (Jo 6.9), de um jovem precavido que não se importou em doar o pouco que tinha. Mesmo que a quantidade, aos olhos humanos, fosse matematicamente insuficiente, isto não se tornou obstáculo para que todos fossem saciados. A multiplicação foi tamanha que ainda sobraram doze cestos cheios de pedaços de pães (Jo 6.13).

Este milagre é um dos “que mais exerce fascínio nos seres humanos porque atinge seu maior drama: a escassez”. Assim como o exemplo da viúva do profeta, da viúva de Sarepta, este acontecimento nos prova o quanto o pouco pode virar muito, desde que seja depositado nas mãos do Senhor.


III. A PROVIDÊNCIA DIVINA
1. NO ANTIGO TESTAMENTO. 
São muitos os exemplos no Antigo Testamente que evidenciam a providencia de Deus em socorro ao seu povo:
  • Alimentos para Israel em meio ao deserto (Ex 16.15), o pão do céu, o maná;
  • Multiplicação do azeite e farinha da viúva de Sarepta (I Rs 17.16);
  • Multiplicação do azeite da viúva do profeta (II Rs 4.1-7);
  • Alimentos para Elias que estava junto ao ribeiro de Querite (I Rs 17.1-7) e em Sarepta (17.8-16);
2. EM O NOVO TESTAMENTO. 
Milagres, curas e provisões de alimentos, foram vários os casos registrados em o Novo Testamento, mas também encontramos ordenanças, preocupações e disposição de homens e mulheres a fim de se ajudarem mutuamente em suas necessidades, repartindo tudo o quanto possuíam (At 4.32-37). A igreja seguiu o exemplo de Jesus, que sempre se importou com os pobres, enfermos, viúvas, necessitados e desprivilegiados da perturbada sociedade judaica.

Jesus praticava o que ensinava, portanto o amor pregado foi transformado em ações, pois se importou com os marginalizados, atendeu os enfermos, socorreu as viúvas e alimentou os carentes e famintos, tanto espiritual quanto material (Mc 6.30-44; Mc 8.1-9).

3. NA ATUALIDADE. 
Deus pode prover alimento para os seus filhos da maneira que Ele quiser, porém, convida-nos a fazer parte dessa gloriosa missão que é socorrer àqueles que passam por privações (Rm 12.9-21):
O apóstolo Paulo exorta-nos a trabalhar para repartir com aqueles que passam por dificuldades (II Co 8.14; Ef 4.28), principalmente aos domésticos da fé (Gl 6.10);
Tiago fala da fé sem obras (Tg 2.14-17), que se torna morta;
João fala do amor “só de palavras” (I Jo 3.16-18), que não deve ser uma constante na igreja.

A igreja deve atuar de forma a promover o socorro aos pobres e necessitados, pois Jesus em seus ensinos “equiparou as dádivas repassadas aos irmãos na fé como se fossem a Ele próprio” (Mt 25.40, 45).

Os primeiros cristãos demonstraram preocupação com o próximo, pois repartiam suas posses a fim de suprirem “as necessidades uns dos outros” (At 2.44,45; 4.34-37), porém com o crescimento numérico, ocorreu o aumento de problemas entre eles que deveriam ser tratados, já que se tratava de uma comunidade que pregava e zelava pelo socorro (At 6.1-6).

CONCLUSÃO
A história do povo de Deus é marcada por milagres e provisões, pois o zelo e cuidado do Senhor são notórios. Por outro lado a igreja deve se manter sensível “à realidade daqueles que não conseguem sair da zona de pobreza extrema”. O amor demonstrado pela igreja não pode ser somente de palavras, mas sim em ações.

1) Compreender: a fé nos ajuda ante os imprevistos.
  • Mesmo diante da falta de recursos humanos, Deus é fiel.
2) Conscientizar-se: Deus age segundo aquilo que temos.
  • “O que tens em casa”. O pouco se torna muito?
3) Explicar: a providência divina no AT e NT.
  • Deus proveu alimentos e socorro no Antigo Testamento;
  • No Novo Testamento a igreja foi conscientizada.
REFERÊNCIAS:
BARBOSA, José Roberto A. A despensa vazia. Disponível em: http://subsidioebd.blogspot.com.br/2012/07/licao-06.html. Acesso em 30 de julho de 2012.

BARBOSA, Francisco de Assis. A despensa vazia. Disponível em: http://auxilioebd.blogspot.com.br/2012/07/licao-6-despensa-vazia.html. Acesso em 31 de julho de 2012.

Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. A despensa vazia. Disponível em: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com.br/2012/08/3-trimestre-de-2012-licao-n-06-05082012.html. Acesso em 02 de agosto de 2012.

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004

JESUS, Isaías Silva de. A despensa vazia. Disponível em: http://rxisaias.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html#359040910640592366. Acesso em 02 de agosto de 2012.

LOURENÇO, Luciano de Paula. A despensa vazia. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2012/07/aula-06-despensa-vazia.html. Acesso em 24 de julho de 2012.

Rede Brasil de Comunicação. A despensa vazia. Disponível em: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/licoes-biblicas/index/. Acesso em 01 de agosto de 2012.

Por: Ailton da Silva (18) 8132-1510

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