Apresentação da lição em power point

sábado, 4 de agosto de 2012

A primeira multiplicação de migalhas


Por duas vezes Jesus multiplicou pães para alimentar multidões (Mc 6.36-44; 8.59), que acompanhavam-no na esperança de saciarem a fome material e espiritual. Em outra ocasiao, Deus multiplicou vinte pães de cevada para saciar a fome de cem homens (II Rs 4.42-44). As viúvas de Sarepta (I Rs 17.15) e a do profeta (II Rs 4.6) também foram agraciadas com a bênção da multiplicação.

Todas estas bênçãos foram grandiosas, visíveis, palpáveis e animadoras, capazes de tirar da cova, do poço, da incredulidade o mais duro coração. Certamente os personagens envolvidos se alegraram sobremaneira. Por isto eles retomaram suas vidas normais ou em outros casos, tomaram novos rumos, ou seja, é facil, gratificante entender e receber a bênção de Deus na vida quando todos podem contemplar a nossa vitória.

Mas, e quando a bênção não é assim tão visivel? Quando não é alarmante, quando não sai na midia, nos informativos das igrejas?

A mulher grega, sirio fenicia de nação (Mc 7.26), rogou a Jesus pela libertação da filha, mas ouviu algo que não a agradou, de principio, principalmente vindo daquele a quem depositara a sua confiança. O que fazer então? Voltar para sua casa e continuar no sofrimento ou clamar novamente? Na minha mente imagino o seguinte diálogo:

Mulher: “Me socorre, Mestre de Israel”. (lágrimas)

Jesus: “Eu tenho que socorrer primeiro Israel”.

Mulher: “Eu sei, mas o que o Senhor veio fazer aqui na Fenícia, fora de Israel”? (lágrimas)

Jesus: “Eu ouvi o teu clamor, mas preciso que exercite a sua fé, continue. O que desejas”.

Mulher: “O teu socorro, Mestre”. (lágrimas)

Jesus: “Para você?

Mulher: “Tú não é onisciente? Tú não sabes que minha filha está miseravelmente endemoniada”?

Jesus: “Eu sei, mas preciso que você mostre que realmente veio para clamar por ela e não apenas para passear ou para simplesmente me conhecer superficialmente. Se tú vieste para ter um encontro comigo, continue”.

Mulher: “Me socorre”! (lágrimas)

Jesus: “Não posso ainda tirar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorros”. (movido de intima compaixão)

Mulher: “Eu sei, mas quem é que disse que eu quero o pão inteiro. Eu não sou como muitos, lá do seculo XXI, que buscarão somente o material, gananciosos, soberbos, que pensarão somente em si mesmos. Eu não quero o pão inteiro, eu quero somente migalhas”? (lágrimas)

Pausa na conversa.....

Ponto de partida para a bênção. Isto que eu chamo de prensar Jesus na parede. Que sabedoria, que entendimento, que visão, que desejo de mudança, que fé.

Aquela mulher não desejava a riqueza, prosperidade, mudança de sua vida ou da familia, apenas queria ver sua filha livre da opressão maligna, queria vê-la crescer sadia, bonita, correndo pelo quintal, na escola, com amigos, feliz, casada, desejo de todas as mães.

Há quanto tempo ela contemplava aquela situação? Os deuses fenicios, cananeus, etc, não resolveram o seu problema. Que tristeza ver aquela criança sofrendo, sem solução.

Um dia ela ouviu: “Em Israel, apareceu UM, que liberta, que atende os pobres, necessitados, viúvas, orfãos e enfermos. Deus visitou Israel”. Isto a alegrou, mas no mesmo instante veio a tristeza e a pergunta: “E os estrangeiros, Ele atende”? (lágrimas)

Atende sim, mulher, a voz veio no seu coração. Basta clamar, mesmo longe Ele te ouvirá e virá te socorrer, Ele mudará o caminho dele, dará um tempo no ministério entre os israelitas e virá lhe atender, clame! Esta é a sua única esperança.

Retomando o diálogo:
Mulher: “Eu quero somente migalhas, muitas migalhas, multiplique as migalhas, eu me contentarei com isto”.

Jesus: “Certeza? Eu costumo atender conforme o pedido”.

Mulher: “Sim”. (lágrimas e já prevendo a benção)

Jesus: “Pois bem, pela sua palavra, sua filha está livre”.

Mulher: Silêncio, interrupção do choro e os que estavam presenciando o diálogo esperavam alguma reação dela.

Creio que ficou muda, não disse nada. Saiu correndo em direção à sua casa para contemplar a bênção. Foi gritando, chorando, tremendo, confiando. O que veria quando abrisse a porta? Veria sua filha vindo em sua direção, abrançando-a, agradecendo pelo clamor?

Coração palpitando, alma esquentada e refrigerada ao mesmo tempo. Suas lágrimas corriam pelo rosto sofrido. A região onde se encontra a divisão da alma e espírito estava agitada.

Abriu o portão, a porta, gritou pela filha e a viu em pé, livre da opressão, correndo ao seu encontro. Naquele momento, ela se ajoelhou e disse: “Verdadeiramente há um Deus em Israel”.

Enquanto isto Jesus, vendo tudo de pertinho, do lado delas, disse bem suvemente: “a hora de vocês chegará. Para isto Eu vim”.

 Por: Ailton da Silva (18) 8132-1510

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