Apresentação da lição em power point

terça-feira, 30 de abril de 2013

Umas férias, por poucos dias, mas continuarei com as postagens EBD.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sábado, 27 de abril de 2013

O ataque do Maligno aos filhos dos grandes patriarcas

1) O PERIGO NO JARDIM DO ÉDEN:
Enquanto o casal, de origem perfeita, estava no paraíso, usufruindo dos benefícios concedidos por Deus a eles, certamente não imaginaram a possível, trágica e inevitável tragédia que se aproximava, rastejando. Já eram conhecedores da ordem de Deus (Gn 1.28), no tocante a multiplicação depois da frutificação. Eles a cumpririam tão logo demonstrassem um crescimento, que viria com o passar dos anos, pois de que adiantaria encherem o então “paraíso” de filhos se não tinham condições ou se ainda eram “emocionalmente limitados[1]”. A confirmação da ordem da multiplicação se daria na ocasião da entrega da sentença divina, após o erro primário[2].

Assim como eles estiveram frente a frente com o mal, mesmo em um ambiente favorável à santidade e obediência, certamente seus filhos, casos os tivessem ali, também estariam sujeitos aos ataques do Maligno, muito mais estariam fora do Éden, uma vez que ele fica ao derredor bramando, como[3] leão, espreitando as brechas e aproveitando os vacilos dos homens.

2) O ATAQUE AOS FILHOS DE ADÃO – DECEPÇÃO E CIÚMES:
Tão logo saíram do paraíso e deram inicio a novidade[4] de vida, eles sentiram a necessidade de educarem seus filhos para que andassem no caminho correto (Pv 22.6). Então entenderam o quão difícil seria manterem seus filhos longe dos ataques dos inimigos, o mesmo bombardeio que sofreram no Jardim. A preocupação assaltou o coração dos pais, pois como ninguém sabiam que o inimigo, responsável pelas perdas, até então, era implacável e não costumava errar em suas investidas.

O secularismo e carnalidade não eram tão evidentes na humanidade, na época, haja vista, que o grande problema[5] da geração pré diluviana foi a maldade no coração (Gn 6.5), portanto o ataque deveria ter requintes de ineditismo. Hedonismo? Desejo de se sentir satisfeito com seus atos? Desejo de ser o único a agradar a Deus? Seria prazeroso ver o fogo do céu descer e consumir um primitivo holocausto oferecido a Deus? Alias o prazer residia justamente na visão e satisfação de ver o seu sacrifico ser aceito, e o do outro ser rejeitado.

“Sereis iguais a Deus” já era coisa do passado, pois os pais, Adão e Eva, devem ter falado algo a seus filhos a respeito desta trapaça maligna, portanto estavam vacinados contra esta praga, mas não foram preparados, tanto um quanto o outro, para a decepção, tristeza, frustração diante de um serviço sacrificial, propositadamente não atentado por Deus. Para aqueles[6] que imaginavam que o Maligno não teria mais argumentos ou inspiração para seus ataques se enganaram completamente. Eis ai o ineditismo. Decepção, perda de controle e um crime.

2) O ATAQUE AOS FILHOS DE NOÉ – “A MALDIÇÃO: UM FILHO MAIOR QUE O OUTRO?”
Quando Deus anunciou o diluvio para Noé[7], deixou bem claro que somente sua família seria salva. Esposa, filhos e as mulheres dos filhos (Gn 6.18), portanto não adiantaria querer incluir alguém que não estivesse previamente nesta lista. Isto não era acepção de pessoas, uma vez que Deus não faz uso desta ferramenta dos “poderosos humanos”, mas sim, foi uma resposta à maldade dos homens e principalmente ao desprezo e zombaria, já que não acreditaram nas palavras do patriarca, que não deve ter se furtado ao direito de anunciar[8] a sentença divina, enquanto construía a arca. Ele não suportaria ficar de “boca fechada”, guardando somente para si e sua família. Certamente deve ter anunciado a muitos o plano de Deus.

Ao desembarcarem da arca e contemplarem toda aquela enorme fazenda a disposição deles, aliás de propriedade deles, os grandes e novos fazendeiros, não entenderam o plano de Deus e não agiram em conformidade com a bênção recebida. Não foi à toa que foram livrados do grande dilúvio, havia um proposito divino.

Mas o que poderia influenciar os filhos de Noé, se somente havia eles na terra? O que poderia ter manchado a vida dos filhos de Adão, se somente existiam os dois[9]?

A maldade do coração do homem havia ficado no barro, na lama diluviana, mas surgia no cenário mundial outro grande mal, tão cruel quanto o primeiro, que fatalmente atingiria os filhos de Noé, mesmo porque não havia outras potencias vitimas.

“Os filhos de Noé, que saíram da barca com ele, foram Sem, Cam e Jafé (Caim foi o pai de Canaã). Esses três foram os filhos de Noé, e os descendentes deles se espalharam pelo mundo inteiro. Noé era agricultor; ele foi a primeira pessoa que fez uma plantação de uvas. Um dia Noé bebeu muito vinho, ficou bêbado e se deitou nu dentro da sua barraca. Cam, o pai de Canaã, viu que seu pai estava nu e saiu para contar aos seus dois irmãos. Então Sem e Jafé pegaram uma capa, puseram sobre os seus próprios ombros, foram andando de costa e com a capa cobriram o seu pai, que estava nu, a fim de não verem o pai nu, eles fizeram isso olhando para o lado. Quando Noé acordou depois da bebedeira, soube do que Caim, o filho mais moço havia feito. Ai Noé disse o seguinte: Maldito seja Canaã[10] ele será escravo de seus irmãos, um escravo miserável” (Gn 9.18-25 – NTLH).

O mal que poderia vir sobre os filhos de Noé seria novo, o desejo de um ser maior que o outro, por interpretarem erroneamente uma palavra do pai: “Maldito seja Canaã”. Em uma tradução parcial, seria algo do tipo: “Sem e Jafé, a partir de agora, oprimam seu irmão e você Cam, juntamente com seus descendentes, se preparem para os dias maus”. Guerra[11] declarada e como é duradoura.

Talvez dai se explica o fato do primeiro homem orgulhoso, poderoso e idolatrado tenha surgido da linhagem do então amaldiçoado. Cam gerou Cuxe e que posteriormente gerou Ninrode (Gn 10.8-11). A luta[12] pelo orgulho e resgate do brio dos descendentes de Cam se iniciou na terra de Sinar, região que apresentou ao mundo a prática idolatra que acompanharia o homem desde então. Eis a brecha que o inimigo usou e tem usado para combater e destruir o projeto bem sucedido de Deus, a família. 

3) O ATAQUE AOS FILHOS DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ – INVEJA, ABORECIMENTO, VINGANÇA ENTRE OUTROS:
A) ISMAEL E ISAQUE – frente a frente: a ansiedade e a paciência:
Seguindo-se a linhagem de Sem, nos deparamos com Abraão, recebendo promessas de Deus, as quais se cumpririam na integra, durante a sua caminhada. Famílias da terra benditas (Gn 12.3), pela sua obediência e crença, terras (Gn 16.5-8), descendentes tantos como a areia do mar e estrelas do céu (Gn15.5; 22.17).

Como não tinha filhos[13], nada mais justo do que pedir ao dono da vida, para que lhe desse um herdeiro legítimo, para que assim as promessas de Deus se cumprissem em sua vida, pois bem deveria pedir ao “dono da vida” um filho e não moldar um, com as próprias mãos e com a ajuda de sua descrente e ansiosa mulher Sara (Gn 16.1, 15).

Ismael, a dor de cabeça de Abraão e de seus descendentes semitas, após ser despedido pelo pai, foi habitar em terras distantes de seu irmão Isaque, o então “filho da promessa” e protegido do pai, o qual não permitiu que se corrompesse com a beleza das cananeias (Gn 24.3). Como foi obediente este jovem, esperou a bênção que foi trazida e colocada à sua frente. O seu irmão, Ismael, o “filho da escrava” não recebeu o mesmo tratamento (Gn 21.14-21) e como o Maligno deve ter trabalhado este tema em sua mente. “Está vendo, a acepção. Seu pai, Abraão, te desprezou, te mandou embora. Isto é consequência da maldição homofóbica de Cam. Busque os seus direitos, lute pela minoria”.

B) JACÓ E ESAU – a recompensa que foi dada para quem não fez por merecer:
Como foi conturbada a história dos filhos de Isaque. Desde o ventre foi desenhada a trajetória dos dois (Gn 25.24-26) e posteriormente redesenhada pelos caminhos seguindo e pelas atitudes tanto de um quanto do outro. O primeiro conflito, pós ventre foi ainda nos áureos anos de juventude, pois enquanto Esaú enfrentava os perigos da caça, se aperfeiçoando cada vez mais e orgulhando seu pai (Gn 25.28a), na contramão estava Jacó, “entrufado e enfiado” o dia todo em sua tenda, arquitetando seus planos e alheio aos desejos do pai, mas isto alegrava, em parte, sua mãe (Gn 25.28b). Em outras palavras, poderíamos dizer que a guerra estava declarada naquela família. Era o maligno agindo, dividindo o amor dos pais e permitindo que os irmãos pudesse atentar um para a porção do outro.

Esaú perdeu a sua porção dobrada da herança para Jacó. Na primeira oportunidade foi por sua própria iniciativa (Gn 25.29-34), mas na segunda, foi enganado e mesmo chorando, implorando pela “benção resto da panela” (Gn 27.38) não a teve de volta ou tampouco foi recompensado pelo seu incansável trabalho e presteza[14].

Que brecha tremenda para o Maligno trabalhar entre aqueles irmãos. Um saiu à caça, conforme pedido do pai e ao retornar de seu trabalho se viu ante a decepção da perda de algo que considerava sua, impossível de ser perdida. Fiz[15] tanto pelo “Pai” e não recebi a bênção. Jurar o irmão de morte e cumprir sua promessa maligna, tão logo o pai fosse recolhido às mansões celestiais, foi o único recurso para acalmar seu coração.

C) JOSÉ, RUBEN, SIMEÃO, LEVI, JUDÁ, DÃ, NAFTALI, GADE, ASER, ISSACAR, ZEBULOM E BENJAMIM – dez[16] contra um:
Um caso a parte na história dos patriarcas. Uma intervenção de Deus, um plano maravilhoso que mudou o coração e o caráter deste grupo de dez jovens, opositores de José, a fim de que se tornassem, anos mais tarde, na espinha dorsal da nação que seria eleita por Deus para ser sua propriedade particular (Ex 19.5).

Nunca uma brecha foi tão escancarada para que o Maligno pudesse operar em uma família como nesta ocasião. Se bem há de se convir que tanto Jacó quanto o filho predileto e o grupo dos dez facilitaram um pouco:

“[...] E José contava ao pai as coisas erradas que seus irmãos faziam. E Jacó já era velho quando Jose nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas. Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele” (Gn 37.2b-3 – NTLH).

A preferência escancarada de Jacó, a volúpia animal de José para deixar os pai informado quanto aos passos dos irmão e por fim o ciúmes, traição, mentira[17] e falta de remorsos demonstrados pelo grupo dos dez, deixa-nos bem claro que o Maligno “bailou” durante muitos anos nesta família, mas não contava com uma intervenção de Deus que daria continuidade ao plano divino tão logo os irmãos se reencontrassem em terras egípcias. O perdão e a acolhida de José jogou por terra todo o trabalho maligno de anos.

Tanto José quanto seus irmãos careciam de aprendizado e crescimento para que Deus pudesse usá-los conforme sua vontade. Este foi o lado bom e o lado ruim da família dos patriarcas.

Assim como eles, também estamos sujeitos às mesmas intervenções malignas, muito mais os filhos, jovens e crianças que estão agregados ao rebanho do Senhor. A família dos grandes patriarcas bíblicos não foram poupadas, mostrando que o Maligno não mede esforços e não se cansa em sua trajetória para levar consigo um número maior de almas para usufruírem com eles, por toda a eternidade, das acomodações que estão preparadas, o inferno.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.
  

[1] Eram limitados no tocante a experiência de vida. Muitos dos sentimentos comuns à humanidade eles ainda não conheciam, tais como: ódio, desejo de vingança, traição, ciúmes, decepção, etc. Alguns eles conheceram durante a entrega da sentença, antes da saída do Éden.
[2] Primário, pois se tratou do primeiro e também pela infantil confiança depositada na “conversa fiada” do inimigo: “Sereis iguais a Deus”.
[3] “Bramando como leão”, na verdade, ele imita um leão, para amedrontar suas possíveis presas.
[4] Novidade de vida foi experimentada por eles, pois até então não conheciam o sofrimento para se alimentarem (Gn 3.19) ou as dores para trazerem à vida seus futuros filhos (Gn 3.16).
[5] O problema da geração pré diluviana foi a maldade. A idolatria surgiu após o diluvio (Gn 10.8.11), através da conduta de Ninrode, homem orgulhoso, poderoso, respeitado e idolatrado.
[6] Adão e Eva preparam seus filhos: “Se aparecer alguém e falar que vocês podem ser iguais a Deus, corra dele, não acreditem, é mentira”.
[7] Noé, herói da fé e o “segundo pai da raça humana”.
[8] Anúncio do juízo vindouro diante da descrença e zombaria humana. Algo comum e atual. 
[9] Partindo do principio da composição familiar: pai, mãe e dois filhos. Vindo depois os outros.
[10] Teria sido esta a primeira demonstração de homofobia na raça humana? Claro que não. Noé sabia muito bem o que estava dizendo.
[11] Guerra que se iniciou com um simples de despretensioso copo de vinho.
[12] Ninrode vingaria a vergonha de Cam.  Os descentes de Sem (semitas) e os de Jafé experimentariam na pele, através da opressão e trabalhos forçados, toda a desilusão e vergonha sentidas no passado por Cam.
[13] Abraão tinha somente a promessa (Gn 17.16).
[14] Ele não mediu esforços para cumprir as ordens do pai, mas não recebeu a benção ao final. Sua intenção era somente se tornar maior que seu irmão, em nenhum momento pensou em agradar ao pai.
[15] “Apartai-vos de mim” (Mt 25.41).
[16] O problema de José foi com seus dez irmãos que eram mais velhos e que não eram filhos da mesma mãe. Com Benjamim, filho de Raquel como ele, manteve uma relação sadia e amorosa. Com Diná, sua irmã, não teve desavença (grifo meu).
[17] Quantos anos o grupo dos dez foi capaz de esconder de Jacó a verdade sobre José? Cerca de 13 anos ou mais (Gn 37.2, cf 41.46).

Por: Ailton da Silva - Ano IV

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Zacarias - informações essenciais

PROPÓSITO:
Dar esperança ao povo de Deus, mediante a revelação da futura libertação que o Todo-Poderoso concederá através do Messias.

AUTOR:
Zacarias.

DESTINATÁRIOS:
Os judeus em Jerusalém que retornaram do exílio, e o povo de Deus em todos os lugares.

DATA:
Os capítulos 1 a 8 foram escritos aproximadamente em 520 – 518 a.C. Os restantes , por volta de 480 a.C.

PANORAMA:
Os exilados retornaram da Babilônia para reconstruir o Templo, mas o trabalho foi impedido e protelado. Ageu e Zacarias conscientizaram os judeus a prosseguir com o trabalho e os encorajaram a completar a re construção.

VERSÍCULO CHAVE:
“Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta. E de Efraim destruirei os carros, e de Jerusalém os cavalos; e o arco de guerra será destruído, e ele anunciará paz aos gentios; e o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra (9.9-10).

PESSOA CHAVE
Zorobabel e Josué

LUGAR CHAVE:
Jerusalém.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aula transferida para sexta feira



Excepcionalmente a lição 3 de nossa igreja foi transferida para sexta-feira. Gosto do período noturno, mas prefiro os domingos, como costume desde os nossos pioneiros, uma vez que o tempo e interatividade são maiores, além do público alvo ser outro completamente diferente. Nosso dever é transmitir independente do dia e horário.  

Por: Ailton da Silva - Ano IV

Proposta da lição 4


Por: Ailton da Silva - Ano IV

sábado, 20 de abril de 2013

Casamentos e relações fora da direção de Deus

1) O PRIMEIRO CASAMENTO – SANSÃO NÃO FOI PÁREO PARA A FORÇA DA PRIMEIRA MULHER.
Sobre quais bases estavam firmados o primeiro casamento e as posteriores relações amorosas de Sansão? A união com a filha dos filisteus, de Timna, estava totalmente alicerçado na desobediência aos conselhos de seus pais (Jz 14.2-3), que desesperados, não aprovaram, desde o inicio aquela audaciosa ideia. A Bíblia de estudo Aplicação Pessoal (BAP) em sua nota de rodapé (Jz 14.3), assim descreve os bastidores desta primeira união ilícita de Sansão:

“Os pais de Sansão opuseram-se a este casamento com a mulher filisteia por dois motivos: (1) era contra a Lei de Deus (Ex 34.15-17; Dt 7.1-4). [...] os filisteus eram os maiores inimigos de Israel. O casamento com uma odiada filistéia seria a desgraça da família de Manoá (o sentimento de ódio entre as nações era reciproco, grifo meu). Mas o pai de Sansão cedeu ao pedido do filho e permitiu o casamento, embora tivesse o direito de recusá-lo”. BAP (2003, p. 340).

Mas que sentimento foi este que arrebatou o coração do pobre jovem? Josefo também questionou a conduta de Sansão: “Amor à primeira vista! Será que era mesmo amor ou simples desejo carnal”? Bem explicou Wilts quando elegeu o sentimento responsável pela concretização do casamento fora da direção de Deus, contraído por Sansão: “O desejo é um substituto pobre e egoísta do amor verdadeiro e desinteressado, amor este que se preocupa apenas com a felicidade mútua”.

Os pais avisaram sobre os problemas que surgiriam daquela fatal união, mas com um jovem desmiolado, ele resolveu arriscar, investir em um casamento, que desde o inicio estava fadado ao fracasso. Não era da vontade de Deus e não precisaria de um gênio ou um grande profeta para que isto fosse atestado[1].

Eram dois povos que esperavam somente o “riscar do fosforo”. O confronto era inevitável e poderia acontecer a qualquer momento, bastava um dar o sinal ao outro (cf Jz 15.3). A tempestade no copo de água facilmente se formaria e seria fatal.

a) Até agora parece que tudo está correndo bem:
No começo tudo foi festa, o encontro, os preparativos, a aceitação[2] dos filisteus, parecia que houvera recebido a aprovação de Deus para a sua decisão. Ele matou um filhote de leão (Jz 14.5-6), aumentando ainda mais a sua confiança, na verdade sua ilusão. O fascínio pela filha dos filisteus foi tanto que seus olhos brilharam (Jz 14.7), conforme ele mesmo já havia declarado no momento em que pediu para os pais intercederem e prepararem o casamento. “Eu quero aquela mulher, pois ela agrada aos meus olhos”. O mesmo par de olhos que ele perdeu quando foi preso, sem forças e resistência, para ser zombado diante de Dagom, divindade pagã, dominante naquelas terras (Jz 16.13).

O casamento aconteceu como previsto e organizado. Ele recebeu a sua mulher, a mulher do “7º dia[3]”. Como o casamento não era da vontade de Deus, nada mais logico do que apresentarmos as consequências, que foram certeiras, trágicas e simultâneas à festa dos recém-casados
  • Fim brusco da festa, ao sétimo dia (Jz 14.18-19);
  • Matança de inocentes ou, que pelo menos, não tinham nada a ver com aquela história ou com os erros de Sansão. Os asquelonitas[4] foram sacrificados para que um compromisso[5] fosse cumprido;
  • Perda de sua esposa, que foi dada ao companheiro do furioso marido que saiu à procura de recursos para honrar sua aposta;
  • Passado alguns dias ele retornou na esperança de reencontrar sua esposa, mas foi impedido pelo ex-sogro, que lhe ofereceu outra filha no lugar da anterior. Este foi o estopim para o descontrole total. Matou trezentas raposas e ateou fogo na seara dos filisteus (Jz 15.4-5), para alimentar a sua vingança;

Sua ira foi em relação à negativa do ex-sogro, mas quem pagou a conta, novamente, foram os filisteus, que não perdoaram e se vingaram na mesma proporção. Eles cumpriram as ameaças feitas naqueles dias do casamento (Jz 14.15; 15.6).
Depois deste trágico acontecimento, Sansão resolveu cessar com suas “loucuras”, para assim não colocar mais em perigo a vida de pessoas simples e inocentes. Mas as consequências pelo seu erro não se findaram com esta sua decisão. Ele dera um tempo para pensar em seus atos, achou por bem, voltar às suas atividades em sua nação. Por algum tempo havia desprezado a máxima: “reflita antes de agir”. O sábio rei Salomão diria anos mais tarde: “melhor é o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade" (Pv 16.32), palavra bem propícia para a ocasião e para o protagonista.

2) AS RELAÇÕES POSTERIORES – “UM ABISMO CHAMA O OUTRO”. SANSÃO NÃO FOI PÁREO PARA A FORÇA DAS FILHAS DOS FILISTEUS.
As relações posteriores foram ainda mais danosas a ele próprio quanto para a tribo, a qual pertencia, Judá (Jz 15.10-13). O agravante maior foi o fato de Sansão não ter pedido conselhos ou aprovação dos pais para se relacionar com as outras duas filhas dos filisteus. O resultado não poderia ser outro que não as catástrofes. Wilts descreveu os encontros, sentimentos e ações decorrentes da proximidade de Sansão com o que não lhe era permitido (Ex 34.15-17; Dt 7.1-4):

“No capítulo 16, ele está em Gaza - outra cidade dos filisteus - passando a noite com uma prostituta. Aqui não se trata de casamento. 1 Coríntios 6:13 nos adverte da gravidade, aos olhos de Deus, do pecado de fornicação. Em seguida, Sansão apaixonou-se novamente por outra filistéia, chamada Dalila (Juizes 16:4). Outra vez surge diante de nós a pergunta: Que amor era esse? Essa relação durou mais tempo e lhe foi fatal. Ele revelou os segredos do seu nazireado. Perdeu, por isso, sua marca exterior, os cabelos longos, e constatou tarde demais que Deus Se havia afastado dele. Os filisteus furaram-lhe os olhos, ataram-no e o puseram preso (justamente o órgão do seu corpo que ele se gabava, pois através dele pode se entusiasmar com a beleza das filhas dos filisteus, GRIFO MEU).

a) Até agora parece que tudo está correndo bem:
Que prova poderia ter Sansão de que Deus ainda estava com ele, mesmo após ter se rendido “aos serviços[6] made in Gaza” (Jz 16.1)? Que demonstração de força, pois somente quem estivesse na presença de Deus poderia arrancar um portão, com suas trancas e umbreiras e carregá-los nos ombros até ao monte, para que todos vissem que a cidade, tão orgulhosa pela sua segurança, estava agora desprotegida. Ou ele fez isto confiando em suas próprias forças, ou porque já estava acostumado com tamanha pressão? Provavelmente já tinha confiança suficiente para se posicionar diante do perigo, conforme atestado por Josefo:

Desde aquele dia, ele passou a desprezar tanto os filisteus que não teve medo de ir até Gaza e hospedar-se num albergue à vista de todos. Logo que os magistrados o souberam, puseram guardas à porta da cidade, para que ele não pudesse escapar. Sansão veio a sabê-lo e levantou-se pela meia-noite, arrancou as portas, colocou-as às costas com os seus gonzos e ferrolhos e levou-as ao monte que está acima de Hebrom. Sansão, todavia, em vez de reconhecer os muitos favores que devia a Deus e observar as leis que Ele dera aos seus antepassados, abandonou-se aos excessos dos prazeres e costumes estrangeiros e foi assim ele mesmo a causa de sua infelicidade. Ele enamorou-se de uma cortesã filistina, de nome Dalila, e, logo que os maiorais da nação o souberam, foram ter com ela e a obrigaram, com grandes promessas, a procurar saber dele de onde provinha aquela força extraordinária”. JOSEFO (Livro quinto, capítulo 10).

Que correria! Pior foi o que aconteceu quando estava nos braços da terceira mulher estrangeira, momento em que descansava, sem perceber que aos poucos entrega a ela o segredo de sua força. Olhos vazados, trabalhos forçados e morte. Tudo isto porque não deu ouvidos aos pais no inicio da história: “não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem ente todo o meu povo”? Porque resolveu buscar uma entre as filhas dos filisteus? As mulheres que Sansão se relacionou e confiou (Jz 14.17; 16.17) não eram dignas de confiança.

O primeiro casamento, sob desobediência, gerou alegria no inicio, choro de inocentes ao final da festa, separações e morte da esposa e família. As segundas e terceira relações provocaram correria, fuga, mortes, perdas, desilusões, desconfianças, traições e tristezas, pois que outro sentimento poderia ter invadido a mente de Sansão, enquanto “andava ele moendo no cárcere”?

3) EM QUE ESTAVAM ALICERÇADOS OS CASAMENTO DE JACÓ, JOSÉ, MOISÉS?
a) Jacó e Raquel
Jacó havia seguido à risca as ordens de seu pai Isaque, para que não tomasse mulheres entre as cananeias. Ele trabalhou conforme combinado com seu tio, em Padã-Arã, portanto poderia receber Raquel como esposa, mas ao final deste período foi surpreendido com a atitude de Labão, que lhe entregou Léia como esposa. Que decepção, ver seus sonhos e planos caírem por terra, sentiu na pele a dor do engano, pois o seu tio poderia ter contado sobre o costume, mas Labão viu a possibilidade de tirar proveito daquele jovem trabalhador. O amor por Raquel o encorajou para mais sete anos de trabalho.

Esaú, seu irmão, para mostrar toda sua indignação com a perda da benção resolveu por vontade própria descer à terra dos ismaelitas tomando diversas mulheres, todas abomináveis aos olhos do Senhor, dando origem a várias nações que no futuro bem próximo se tornariam sérias inimigas de Israel. Mas em que estava baseado o casamento e relação de Jacó com Raquel, a mulher que sempre amou? Engano do tio ou obediência do filho de Isaque e neto de Abraão?

b) José e Asenate
José, deu um valiosíssimo presente à seu pai, Jacó, quando toda a família se mudou para o Egito. No reencontro, o pai estendeu os braços para receber o filho, que há muito tempo julgava estar morto, mas que agora estava ali diante de seus olhos, não somente ele, como também sua esposa egípcia e seus dois, Manassés e Efraim (Gn 41.45, 50-52), os quais foram abençoados pelo patriarca (Gn 48.11-22) antes de sua morte e incluindos no seleto grupo que daria origem à grande nação de Deus, Israel (Ex 19.5), mesmo sendo filhos de uma estrangeira?

Em que estava alicerçado o casamento de José? Na possível fraqueza sua demonstrada quando aceitou a egípcia como esposa, uma filha de sacerdote egípcio? Ou na obediência, submissão, espera confiante em Deus, no uso correto da sabedoria que recebera? Ou ainda no perdão aos irmãos, quando poderia ter se vingado por todo o passado?

c) Moisés e Zípora. Moisés e a cuxita
Moisés, casado com Zípora (Ex 2.21), a filha de Jetro, o midianita, aquela que em determinado momento da história lembrou o grande legislador de sua obrigação[7], quando por conta própria circuncidou seu filho, diante de um breve esquecimento do marido. E olha que era uma estrangeira, desconhecedora das Leis de Deus. A mesma que foi trazida pelo pai e entregue ao marido, já no meio do deserto, nos primeiros dias de libertação (Ex 18.1-3).

Anos mais tarde, vemos Moisés diante de um problema originado devido a nacionalidade de sua esposa[8], momento em que nos surge a pergunta: “em que estiveram alicerçados os casamentos[9] de Moisés? Na desobediência? Ou na máxima: “Faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. Ele era o líder, então poderia tomar qualquer mulher, de qualquer nacionalidade, enquanto o povo deveria se privar? Ou seu(s) casamento(s) foi(ram) alicerçado(s) na obediência e no cumprimento ao primeiro “ide de Jeová” (Ex 3.10)?

Bem diferente do que ocorreu com Sansão? Em nenhum momento ele foi enganado, traído, influenciado negativamente pela mãe como Jacó, antes de tomar a benção de Esaú. Tampouco ele foi vendido como escravo, esquecido na prisão como José. Muito menos fugiu ameaçado, largando para trás fortuna, conforto e um promissor futuro oferecido pelos egípcios. Não me lembro de ter visto Sansão andando errante longe de suas nações[10] por longos e exaustivos quarenta anos. Não vi menção de caminhada pelo mesmo período em busca da Terra Prometida, que ora ele estava pisando.

Portanto, não reunimos argumentos para comparar, julgar ou questionar os casamentos dos três grandes patriarcas de Israel, mas em se tratando de Sansão, temos muito que aprender com seus erros. Wilt citou o problema maior deste grande juiz:

“Um dos aspectos trágicos da vida de Sansão foi a falta de controle sobre suas paixões. E o que devemos pensar de Juizes 14:44? "Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR , pois este [Sansão] procurava ocasião contra os filisteus". Sem dúvida, a intenção de Sansão era boa, e Deus o ajudou a alcançar seu propósito, o que não significa que Deus aprovava sua maneira de agir”.

Referências:
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Baureri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. De Abraão a queda de Jerusalém. 8ª Ed. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro. CPAD, 2004.

WILTS, Harms. Aprenda o que não se deve fazer com as decepções amorosas de Sansão. Digitalização: Pr. Nilson. http :// semeadoresdapalavra.queroumforum.com



[1] Aquela relação caracterizava o jugo desigual, pois tratava-se de “um boi e um burro na mesma junta”. Faltava somente nomear “o boi e o burro”.
[2] Na verdade os filisteus não aceitaram Sansão de bom grado, apenas receberam o grande peixe que havia mordido a isca. Eles estavam ao derredor bramando como leões procurando alguém para tragar e encontraram (cf 1 Pe 5.8).
[3] A mulher que ao sétimo dia da festa, em vez de gritar a todos que estava feliz como o marido, temeu as ameaças de seu povo (Jz 14.15).
[4] Moradores ao norte da terra dos Filisteus, às margens do Mar Grande (Mediterrâneo).
[5] Aposta é aposta. O perdedor deveria honrar (Jz 14.12).
[6] Prostituição (Jz 16.1), que não era exclusividade somente dos filisteus, diga-se de passagem.
[7] Por ter vivido 40 anos no Egito e 40 em Midiã é provável que Moisés tenha se esquecido de alguns de seus afazeres religiosos, conforme nota de rodapé da BAP (Ex  4.24-26).
[8] Provavelmente não era Zípora e sim outra. A cuxita era Etíope, conforme nota de rodapé da BAP (Nm 12.1).
[9] Partindo do principio que Zípora não era a mesma mulher citada como a cuxita (Nm 12.1).
[10] Israel por nascimento e Egito por criação.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

sexta-feira, 19 de abril de 2013

As bases do casamento cristão. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
 “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25).

VERDADE PRÁTICA
O casamento cristão tem de ser edificado tendo como base o amor a Deus e ao próximo. Sem amor não há casamento feliz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Efésios 5.22-28,31,33.
22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
23 - Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 - Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 - Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 - Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
31 - Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
33 - Assim também vós cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

PROPOSTA
          A mídia ridiculariza sistematicamente o matrimônio;
          Vontade de Deus: multiplicação pela união LEGÍTIMA;
          Indicadores de Deus: paz no coração, sinal de aprovação;
          Desonra, desrespeito são impedimentos para relação;
          Busque Deus e não confirmações humanas;
          Sinais visíveis: princípios de santidade de ambos os lados;
          “Vós maridos, amai VOSSA mulher”;
          União: resultado do amor sincero, uma só carne;
          Fidelidade: indispensável para uma boa relação conjugal.

INTRODUÇÃO
Por ser uma instituição criada por Deus para atender aos propósitos divinos e para se tornar a base da família e sociedade, não é de se admirar que o matrimônio venha sendo ridicularizado sistemática e violentamente pela mídia, mesmo diante de normas, costumes e tradições regidas pela Palavra, algo praticável em qualquer cultura, seja de qual época for, pó isto precisamos compreender a instrução divina quanto ao casamento e aplicá-la em nossa vida diária.

A Palavra nos direciona a tal verdade e nos mostra que o casamento deve ser respeitado, honrado e valorizado (Hb 13.4). Qualquer pensamento ou atitude contrária, fatalmente será de origem maligna, conforme descrito abaixo pelo professor Luciano de Paula Lourenço e pelo Evangelista Juarez Alves, respectivamente:

A História tem demonstrada de forma inequívoca, principalmente neste século, que o casamento é um dos alvos preferenciais das forças satânicas. Sob o pretexto de "evolução", "progresso" e "avanços sociais", novas formas de união tem sido inventadas e aceitas pela sociedade sem Deus. A cada dia, o império do mal cresce, com o apoio dos governantes, dos representantes políticos do povo e dos representantes do poder judiciário, que aprovam leis e normas que contrariam a Lei de Deus. Mas os cristãos devem preservar e cultivar o matrimônio monogâmico e heterossexual, como uma bênção de Deus para a humanidade. Um Dia, todos serão julgados no plano espiritual segundo suas decisões e escolhas. O juízo Final aguarda, com sentença já definida, a sorte dos ímpios (Sl 9:17).

“Diante de um mundo que esta em constante transformação, alguns preceitos bíblicos aplicados na igreja vem sendo colocados em questionamento pela sociedade. O casamento se tornou a última barreira a ser derrubada por aqueles que querem  liberdade e uma vida sem compromisso com a palavra de Deus. Contudo a instituição criada por Deus deve permanecer segura e protegida, por que sem ela a sociedade como conhecemos desaparecera. Os conceitos, que pareciam quase imutáveis em algumas décadas, estão se diluindo e sendo absorvidos por uma nuvem de mudanças que tem se apresentado por uma invariável perda de identidade. O mundo esta em transformações políticas e sociais, e isso têm transformado as famílias tradicionais que resistem, como a última barreira a ser rompida”.

I. A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO
1. UM PLANO GLOBAL.
Deus ordenou ao homem que deixasse seu pai e mãe para se unir à uma mulher, para que ambos fossem “uma carne” (Gn 2.24). Esta é a vontade de Deus para todas as pessoas, sejam de qual religião ou for, para que através desta união legítima, uma comunhão de vida, entre um homem e uma mulher, a humanidade se multiplique.

2. OS INDICADORES DA VONTADE DE DEUS. 
Ao aconselhar os jovens em relação ao namoro, noivado e casamento, é preciso orientá-los para que tomem decisões conscientes. Nesse particular, é preciso buscar a vontade de Deus, cujos indicadores são:
a) A Paz de Deus no coração. Um dos sinais da aprovação divina quanto ao que fazemos, ou pretendemos fazer, é o sentimento de paz interior, que nos domina os pensamentos e as emoções (Cl 3.15).

b) O comportamento pessoal. Se alguém não honra os pais, como honrará o seu cônjuge? Se o noivo não respeita a noiva, demonstrando um ciúme doentio a ponto de não lhe permitir que converse até mesmo com pessoas da própria família, isso evidencia claramente que ele está fora da aprovação divina. Tal relacionamento não dará certo. Como nos diz um ditado: “Se uma mulher é tratada como princesa é porque o homem foi criado por uma rainha”.

c) Naturalidade. Procurar “casa de profetas” para saber se o casamento é ou não da vontade de Deus é muito perigoso. Quando o relacionamento é da vontade divina, um sente amor pelo outro, sente falta, considera-o importante, demonstra afeto. Tudo flui naturalmente. Além disso, os pais aprovam o namoro e a igreja o reconhece. Estes indicativos realçam que Deus está de acordo com esta união.

d) Os princípios de santidade. Sabemos que as tentações sobre os namorados e noivos são fortes. Mas não devemos nos esquecer: a santidade é um requisito básico para a felicidade conjugal. Um relacionamento que não leva em conta o princípio da castidade já está fora da orientação divina. Portanto, se o namoro ou o noivado é marcado por atos e práticas que ofendem a Deus, é sinal de que o relacionamento já está fadado ao fracasso (1 Co 6.18-20). O sexo antes e fora do casamento é pecado (Êx 20.14; 1 Ts 4.3). E a virgindade, tanto do rapaz, quanto da moça, continua a ser muito importante aos olhos de Deus.