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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A travessia do mar Vermelho. Plano de Aula

TEXTO ÁUREO
"O Senhor é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus [...]" (Êx 15.2).

VERDADE PRÁTICA
Deus tirou o seu povo do Egito e o conduziu com zelo, proteção e provisão pelo deserto até a Terra Prometida.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Ex 14.15, 19-26
15 – Então, disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
19 – E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles.
20 – E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.
21 – Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.
22 – E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.
23 – E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar.
24 – E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios.
25 – e tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios.
26 – E disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.

PROPOSTA
         Hora da partida – mas não de mãos vazias;
         “Calai-vos e vede o livramento”;
         Israel passou o mar aberto e o Egito tentou se aproveitar;
         Cântico de Moisés: o cântico dos redimidos;
         Miriã: uma profetiza com habilidades musicais;
         Israel em uma única voz, cantou e celebrou pela vitória;
         Deus resgatou o povo, guiando-os com cuidado;
         Coluna de nuvem: verdadeira presença de Deus;
         Não murmures com fez Israel no deserto.

INTRODUÇÃO
Seria possível imaginarmos a alegria dos hebreus durante a saída do Egito? Seria possível entendermos o ar de satisfação, de proteção no semblante de cada um? Ou o tom desafiador dos mais ousados e destemidos? Muitos egípcios se esconderam, outros ficaram em suas janelas contemplando o desfile dos vitoriosos e alguns poucos ainda choravam diante de seus primogênitos mortos.

Deus tem o tempo certo de agir. O povo teve que esperar 430 anos até o dia da tão esperada liberdade. O dia chegou e quem traçou a rota de saída foi o próprio Senhor e neste caminho não houve espaço para atalhos, foi o mais longo, pois Deus conhecia o coração dos israelitas e sabia que na primeira dificuldade logo desejariam retornar, haja vista, a rota evitada ser dominada por batalhões egípcios e dos bem armados filisteus. Deus retirou Israel do Egito e cuidou do seu povo todos os dias durante a longa travessia pelo deserto até a entrada da tão sonhada Terra Prometida.

Muito já havia ocorrido com o opressor em suas terras, somente na décima praga o seu coração foi totalmente amolecido, mas faltava ainda algo. O fechamento seria com chave de ouro e se daria em pleno deserto. O que seria da nação, já contabilizados os prejuízos comerciais, materiais e espirituais, diante da inexistência de um grande exercito para protegê-los de ataque externos. Como aquele império ficou vulnerável diante da fatalidade que os acometeu no mar Vermelho, pois muitos soldados foram destacados para aquela missão, há de se supor que a baixa foi drástica e danosa.

Para quem pensava que já houvesse visto de tudo, da parte de Deus, os acontecimentos já na divisa do Egito com a Península do Sinai, foram marcantes, um grande feito, nunca esquecido pelo lado sobrevivente, mas certamente ignorado pelo lado mais afetado. O que houvera acontecido antes “foi somente uma preparação para o que viria pela frente”. Por um momento os hebreus pararam de olhar para a coluna de fogo para olharem para o inimigo e deixaram o temor entrar em seus corações.

A saída da escravidão e o inicio da caminhada foram fatos históricos de repercussão mundial (Js 2.9-13), na época, pois a noticia correu como raio entre as nações, tanto que elas se preparavam para a chegada dos, agora, temidos hebreus, que sem equipamentos jamais erraram o caminho.

Deus preparou uma armadilha para o Egito, que não percebeu. Eles imaginaram que os hebreus estivessem parados, acampados, desiludidos e amedrontados com deserto (Êx 14.2, 9).

I - A TRAVESSIA DO MAR
1. A SAÍDA DO EGITO (ÊX 12.11,37)
Deus retirou com mão forte o seu povo do Egito. Depois de tudo que presenciaram, tanto os israelitas quanto os egípcios perceberam que estavam diante de um milagre divino, um acontecimento sobrenatural. Agora era hora da partida.

O povo já estava preparado para ir embora, todos vestidos e com seus cajados nas mãos. Deixaram o Egito seiscentos mil homens, fora os meninos e as mulheres. Os israelitas não saíram do Egito de mãos vazias. Deus os abençoou de tal maneira que eles despojaram os egípcios (Êx 12.36), aquilo foi uma pequena retribuição por todos os anos de trabalho escravo a que foram submetidos.

Que satisfação! Naquele dia o Egito parou para contemplar o desfile dos vitoriosos, alguns rangiam os dentes de raiva, juravam vingança, outros corriam deles, e alguns desejaram boa viagem, algo do tipo: “vão com seu Deus e sumam da nossa terra”. Alguns pais egípcios, ainda chorando pelas mortes dos seus primogênitos, balançando os lenços e toalhas brancos em suas janelas, como sinal de rendição. Eles, na verdade, estavam meio que timidamente, glorificando o verdadeiro e único Deus.

Os hebreus passavam pelas ruas e desafiavam os egípcios com seus olhares, agora altivos, se sentiam fortes e não demonstraram mais fraquezas. A conversa agora seria diferente. Era como se estivessem gritando em bom e alto som para todos ouvirem: “QUEM MANDOU MEXER COM O NOSSO DEUS”.

A rota escolhida pelo Senhor para a saída do Egito foi a mais longa, pois nem sempre Deus escolhe o caminho mais rápido para nos abençoar. O caminho era o mais longo e difícil para ir, mas também o era para voltar. Se tivessem ido pelo caminho mais curto, certamente eles voltariam rapidamente para o Egito. O objetivo de tal escolha era também evitar que os israelitas tivessem que passar pelo caminho onde estavam algumas brigadas egípcias e dos temidos filisteus, evitando confronto com eles (Êx 13.17). Os hebreus não estavam preparados para lutar, pois ainda estavam acostumados à escravidão. Deus também sabia que diante de qualquer obstáculo o povo iria querer voltar para o Egito.

Seguiram o caminho traçado por Deus, o mais longo, porém necessário, já que para ficar marcado na história de Israel e do Egito deveria ser uma ação grandiosa. Se tivessem seguido pelo caminho curto, de poucos dias, certamente não veriam as grandes operações e manifestações das misericórdias em suas vidas. Quantos milagres deixariam de contemplar sem contar que não teriam a certeza da chamada.

Pelo caminho longo, os egípcios seriam eliminados, os filisteus, seus futuros inimigos, seriam evitados e quando chegassem em Canaã já teriam a experiência e estrutura para suportarem e reprovarem a conduta pecaminosa dos cananeus, sem contar que já teriam forças suficientes para lutarem pelas suas próprias terras.

2. A PERSEGUIÇÃO DE FARAÓ (ÊX 14.5-9)
Israel foi definitivamente apresentado ao mar Vermelho e ao deserto. Enquanto vislumbravam a beleza da paisagem, sem coragem para enfrentá-lo, se deram conta que os furiosos egípcios se aproximavam a passos largos.

O povo estava acampado próximo do mar Vermelho quando o coração de Faraó foi mais uma vez endurecido contra os hebreus (Êx 14.5). Então, Faraó tomou todo o seu exército e saiu em perseguição ao povo de Deus.

Israel ficou apavorado quando viu o exército de Faraó vindo em sua direção. Diante deles estava o mar e atrás um grande exército inimigo. Há momentos em que o Inimigo tenta nos acuar, mas Deus sempre sai em defesa do seu povo, por isso, não tenha medo. Confie firmemente no Senhor e Ele o guardará (Sl 121.1).

Diante da perseguição de Faraó os israelitas mais uma vez clamam ao Senhor (Êx 14.10). Deus novamente ouviu a oração dos hebreus e os socorreu. Ele também responde a súplica que lhe fazemos, por isso ore, clame e veja o agir do Todo-Poderoso em sua vida.

3. A RUÍNA DE FARAÓ E SEU EXÉRCITO (ÊX 14.26-31).
A ordem de Deus foi para que marchassem, mas para onde? Durante aquela noite um forte vento soprou e o mar se abriu. O Senhor providenciou um caminho para os israelitas passarem, e o mesmo caminho serviu de juízo para Faraó e seu exército, pois ele tentou tomar posse de uma bênção que não era para eles. Naquele dia Deus se manifestou sua glória publicamente ao povo de Israel e a todas as nações, ali representada pelos egípcios.

O povo de Deus atravessou o mar e quando os egípcios intentaram fazer o mesmo, o Senhor os destruiu (Êx 14.27,28). Para que o povo não duvidasse, Deus permitiu que os israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia (Êx 14.30), assim eles teriam certeza do livramento recebido.

Moisés relatou em seu cântico relatou toda a catástrofe que sobreveio sobre os egípcios no mar Vermelho, em forma de pragas:
1ª) Os cavalos e cavaleiros egípcios forma lançados no mar;
2ª) O mesmo aconteceu com os carros e exército de Faraó;
3ª) Os príncipes do Egito foram afogados no abismo;
4ª) Os abismos cobriram os príncipes do Egito;
5ª) Os príncipes do Egito afundaram como pedra no mar;
6ª) Os egípcios foram despedaçados;
7ª) A grandeza de Deus derrubou os egípcios;
8ª) O Senhor consumiu os egípcios como palha, morreram rápido;
9ª) As águas se amontoaram e as correntes pararam como montões;
10ª) O mar se fechou e os egípcios afundaram como chumbo.

II - O CÂNTICO DE MOISÉS
1. MOISÉS CELEBRA A DEUS PELA VITÓRIA (ÊX 15.1-19).
Diante de tão grande livramento, quem poderia ou ficaria calado? Moisés eleva um cântico ao Senhor em adoração. Esta foi uma forma de agradecer a Deus pelos seus feitos. Um grande louvorzão às margens do mar Vermelho, como nunca houvera sido visto antes.

O cântico de Moisés pode ser dividido em duas partes, sendo a primeira um relato das pragas que acometeram os egípcios em pleno mar Vermelho. A segunda ele se referiu a conquista da terra prometida. “Foi composto para reconhecer a bondade e o inigualável poder do Senhor mediante os quais salvou o seu povo”.

Louve a Deus por tudo que Ele é e por tudo que Ele tem feito em sua vida. Ofereça ao Senhor sacrifícios de gratidão (Lv 22.29) “E, quando sacrificardes sacrifício de louvores ao SENHOR, o sacrificareis de vossa vontade”. Podemos oferecer-lhe nosso louvor e a nossa adoração: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios" (Sl 103.2). 

Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, "o livramento dos israelitas das mãos dos egípcios prefigura e profetiza a vitória do povo de Deus sobre Satanás e o Anticristo nos últimos dias; daí um dos cânticos dos redimidos ser chamado o 'cântico de Moisés' (Ap 15.3) “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos!”

2. MIRIÃ JUNTAMENTE COM AS MULHERES LOUVAM A DEUS (ÊX 15.20,21).
Miriã, a irmã de Arão e profetisa, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres, por iniciativa própria, saíram atrás dela com os tamboris e com danças”. Ela não era apenas profetisa (Nm 12.2), tinha habilidades musicais. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, a profecia e a música estão frequentemente relacionadas na Bíblia (1 Sm 10.5).

Miriã adorou a Deus juntamente com todas as mulheres. Foi um dia de grande alegria e celebração para Israel. Era impossível ficar calado diante da demonstração do poder de Deus. O Senhor espera que o adoremos por seus atos grandiosos, e que o adoremos em Espírito e em verdade, pois o Pai procura aqueles que assim o adoram (Jo 4.23,24).

3. CELEBRANDO A DEUS.
Todo Israel, em uma única voz, cantou e celebrou a grande vitória. Foi uma alegria coletiva nunca vista antes na história do povo de Deus. O louvor que se podia ouvir de longe. Celebre a Deus individual e diariamente (Sl 100.1), mas também na sua congregação, como um só corpo.

III - A PROTEÇÃO E O CUIDADO DE DEUS COM SEU POVO
1. UMA COLUNA DE NUVEM GUIAVA O POVO DE DEUS (ÊX 13.21,22; 40.36,37).
O Senhor não somente resgatou o seu povo, mas o conduziu de forma cuidadosa durante todo o deserto. Temos um Deus que se preocupa e cuida de nós. O Senhor enviou uma coluna de nuvem para proteger o seu povo. “Deus colocou as colunas de nuvem e de fogo como evidências da sua presença”.

Durante o dia esta coluna fazia sombra para que o povo de Deus pudesse suportar o calor escaldante do deserto (Êx 13.21). Esta coluna, segundo Charles F. Pfeifer, "era um sinal real da verdadeira presença de Jeová com o seu povo". 

Os egípcios ainda estavam assustados com as manifestações de Deus, principalmente a última, na ocasião da morte dos primogênitos e agora contemplavam aterrorizados a coluna de nuvem e de fogo, que não se misturavam, não se encontravam, pois uma agia durante o dia e a outra executava suas funções à noite (Ex 13.21).

Deus mudava sua estrutura, sua forma de agir, ora nuvem ora fogo, mas não o seu caráter. Ele ouviu o clamor do povo e decidiu pela libertação e não revogaria esta sua decisão (Ex 3.9). A saída do Egito era uma benção incondicional, não dependeria da fé, fidelidade ou vontade do povo, mas a entrada em Canaã teria sim as suas condições.

2. DEUS CUIDA DO SEU POVO (ÊX 16.4; DT 29.5).
O Senhor não mudou, Ele cuidou do seu povo na travessia pelo deserto e também cuida de nós em todo o tempo (Hb 13.5). Ele esteve presente durante toda a caminhada de Israel. “As colunas de nuvem e de fogo constituem exemplos de teofania (uma manifestação física de Deus)”. Confie no Senhor e não murmure como fez o povo no deserto, pois o Pai cuida de nossa provisão.

Em o Novo Testamento, Paulo faz uma séria recomendação, a fim de que não venhamos nunca a seguir o exemplo do murmurador Israel (1 Co 10.10). Murmurar é falar mal de alguém ou algo. A murmuração é um grave pecado contra Deus (Fp 2.14).

CONCLUSÃO
Deus livrou seu povo do cativeiro e o conduziu pelo deserto. Na primeira dificuldade que encontraram pela frente também foram ajudados por Deus, na ocasião da abertura do mar Vermelho. O Senhor é fiel, imutável e também cuidará de você até a sua chegada aos céus. Creia no poder providente e protetor do nosso Pai Celestial e confie no seu cuidado e na sua proteção. Estude com afinco a história do povo de Deus, pois ela vai ajudá-lo a não cair nos mesmos pecados dos israelitas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

FORAM ALCANÇADOS?

1. O que significou a saída e travessia do mar?
2. Por tudo o que Deus fez e faz, somente Ele merece nosso louvor.
3. Deus tem cuidado de seu povo e nos protegido.
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REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada: Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CARNEIRO FILHO, Geraldo. As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó. Disponível em:

LOURENÇO, Luciano de Paula. As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó. Disponível em: http://luloure.blogspot.com.br/2014/01/aula-05-travessia-do-mar-vermelho_27.html. Acesso em 21 de janeiro de 2014.

Por: Ailton da Silva - Ano V

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