Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A comissão cultural e a grande comissão. Plano de aula.

A COMISSÃO CULTURAL E A GRANDE COMISSÃO

HOMEM – O AGENTE DO REINO
TODO O HOMEM - TODO O MUNDO
TODA A IGREJA - TODO O EVANGELHO
PREGAR – ANTECIPAR A ATUAÇÃO DE JESUS
Deus COLOCOU NO MUNDO, ENTÃO ELE QUE CUIDE

INTRODUÇÃO
Jesus pregou, curou, ensinou e operou maravilhas entre os descrentes da casa de Israel, alvo de seu ministério terreno (Mt 10”5-6), com a intenção de mostrá-los que o reino de Deus já estava ali, entre eles. Em relação aos seus discípulos, seu trabalho foi prepará-los e proporcionar, a cada um, o crescimento necessário, a fim de que dessem continuidade na obra, tão logo Ele fosse assunto aos céus, já que a proclamação do seu Reino ficaria a cargo deles e posteriormente da igreja.

Dentre as ações de Jesus, durante este período, destacamos algumas ofertas, convites, chamadas para que os homens viessem até Ele ou após Ele, com o intuito de descansarem dos pesados fardos ou de aprenderem e serem fortalecidos para irem aos confins da terra, pregarem a Palavra.

A Igreja, enquanto sal da terra e luz do mundo (Mt 5”13), recebeu diversas ordenanças de Jesus, mas uma em especial dizia respeito à evangelização dos povos, sendo ela a única capacitada e autorizada para realizar tal tarefa, no entanto, para o fiel cumprimento desta missão é necessário, primeiramente, a ajuda de Jesus (Jo 15”5) e que ela pense, vive e ore especificamente para que o reino de Deus se expanda e alcance os confins da Terra.

Desta forma contemplamos uma igreja evangelizadora, na sua essência, cuja principal missão é anunciar a Palavra como instrumento doutrinário que possibilitará a entrada do pecador no reino de Deus, mas em todo momento, conhecendo e respeitando a diversidade cultural de cada povo.

I – MISSÃO INTEGRAL – UMA ORDENANÇA DIVINA
1 – Uma responsabilidade que vai além da evangelização
Após a queda e sua conseqüente expulsão do paraíso, o homem se deparou com uma realidade bem diferente a que estava acostumado. O afastamento temporário de Deus, as adversas condições de vida, para não dizer precárias, seriam suficientes para abalar definitivamente a comunhão com o seu Criador, porém esta não era a intenção de Deus, que desejava sim resgatar a sua maior criação da perdição.

A primeira tentativa foi no dilúvio, preservando Noé e sua família, mas ao final deste episódio a humanidade, novamente, se mostrou corrompida e tendenciosa. Os anos se passaram e os patriarcas, juízes, profetas, sacerdotes e reis não foram capazes de proporcionar ou fazer algo para que o homem mudasse a sua vã maneira de viver. O resgate somente foi possível pelo sacrifício vicário de Jesus, que restabeleceu a comunhão e atribuiu à igreja a função de anunciar a salvação aos confins da Terra.

A igreja deve agir como agente apresentador da Palavra, mas também deve atentar para as condições como as pessoas que abraçam a fé se achegam as suas dependências, sejam quais forem as suas dificuldades. A evangelização deve contemplar o homem como um todo e não somente a sua parte material, deve-se levar em conta suas necessidades físicas e emocionais, caso contrário não estará manifestado o reino de Deus em suas atitudes

2 – Missão integral da Igreja
Pregar o Evangelho, em tempo e fora de tempo (II Tm 4”2) e trabalhar para o crescimento do reino de Deus, através de ações que se seguem a prática evangelizadora (clamor, orações, socorro, ensino, discipulado, etc) se constituem na missão máxima da igreja na terra, no entanto, esta missão não se restringe a tão somente a isto, mas sim implica em proporcionar condições para que os alcançados atinjam, em todos os aspectos, o padrão de vida que agrade a Deus.

Portanto, a igreja, durante o cumprimento do que lhe foi atribuído, deve se espelhar na conduta dos primeiros cristãos, em Jerusalém, que concomitantemente à pregação do evangelho socorriam aos novos na fé em todas as suas necessidades, espirituais, físicas, materiais e emocionais, por isto a expansão do reino Deus foi notória e visível, já que para o fiel cumprimento da missão integral da igreja se torna necessário a proclamação do evangelho, o socorro aos necessitados, a pregação da justiça social e ética cristã e todas as outras ações que visem ou culminem com a expansão do reino de Deus.

3 – O marco histórico da missão integral
No período de 16 a 25 de julho de 1974, foi realizado na cidade de Lausanne, Suíça, o Congresso Internacional para a Evangelização Mundial. O objetivo deste encontro foi a reflexão, por parte da igreja, sobre sua tarefa e cooperação no cumprimento de sua missão. Como resultado foi firmado o Pacto de Lausanne, documento assinado por 2.300 líderes de 150 países e composto de 15 artigos:
1. O Propósito de Deus
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
4. A Natureza da Evangelização
5. A Responsabilidade Social Cristã
6. A Igreja e a Evangelização
7. Cooperação na Evangelização
8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
9. Urgência da Tarefa Evangelística
10. Evangelização e Cultura
11. Educação e Liderança
12. Conflito Espiritual
13. Liberdade e Perseguição
14. O Poder do Espírito Santo
15. O Retorno de Cristo

II – COMISSÃO CULTURAL – UMA CONVOCAÇÃO À IGREJA
1 – Um chamado à responsabilidade
Adão, após a sua criação, olhou para o seu lado e viu apenas a natureza e animais, faltava alguém da mesma espécie, para se relacionar, se preocupar, cuidar, ele queria ser responsável por alguém além da própria terra. Após a queda esta sua responsabilidade (Gn 1.26) não diminuiu, ainda mais por saber, que agora tiraria o seu sustento e que daquele momento em diante se relacionaria com mais freqüência com seres da mesma espécie.

O casal original poderia se rebelar, novamente, se recusassem a incumbência de continuarem a cuidar da terra ou então não assumindo a culpa pelo pecado, na sua totalidade. Quem criou? Quem permitiu a queda? Então Deus que cuide. Este seria um bom argumento. A igreja poderia pensar desta forma? É inadmissível imaginarmos uma igreja virando as costas e totalmente despreocupada com a situação do pecador e indiferente à sua maior atribuição. O pecado original veio pelo homem, à salvação por Jesus, mas a igreja tem ciência de que o anúncio e pregação do Evangelho são responsabilidades e atribuições exclusivamente suas.

O evangelho de Cristo não visa apenas salvar o homem do pecado e do inferno, mas sim lhe dar condições de se tornar instrumento transformador da sociedade, através do uso e inserção de valores absolutos (encontrados na Palavra) nas suas inúmeras relações, proporcionando uma restauração dos grupos sociais, ditos importantes, ou a construção de uma sociedade baseada nos princípios de Deus.

A igreja tem esta responsabilidade junto à sociedade, pois em sendo o sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13,14), sua missão é transformá-la através do poder do Evangelho. A medida que fazemos discípulos (Mt. 28.19), estamos levando adiante os ensinamentos de Jesus, oferecendo ao mundo valores que não são encontrados na esfera humana. Deus se preocupa sim com a salvação humana, mas também investe na plena restauração de sua maior criação.

2 – Restaurando a dignidade humana
Mesmo após a queda o homem continuou responsável pela administração da terra (Gn 3”23), ou seja, a comissão cultural não foi anulada pelo pecado original. O mesmo já não podemos dizer da glória de Deus, pois o pecado destituiu o homem (Rm 3:23), tirando-lhe a dignidade. Logicamente distante do Criador, o homem se achou no direito de criar sua própria cultura, sua forma de viver, conforme a sua conveniência em detrimento aos padrões de Deus.

O plano de restauração da dignidade e posterior salvação do homem não foram afetados pelo pecado original, pois Deus não havia desistido de sua criação, mesmo naquelas condições, totalmente afastado da comunhão. O homem carecia então da regeneração espiritual, física e acima de tudo cultural, mantendo-se ajustado a lei moral de Deus.

A mensagem do Evangelho, pregada pela igreja, que aponta para a salvação do homem por intermédio de Jesus é a única capaz de restaurá-lo, devolvendo-lhe a dignidade, concedida na criação e perdida com o pecado original.

Esta mensagem faz o homem repensar seus atos, refletir sobre sua maneira de viver e a respeitar os princípios e valores absolutos, encontrados na Palavra.

III – A GRANDE COMISSÃO – A IGREJA PROCLAMA O EVANGELHO NO MUNDO
1 – A grande comissão
A ordem de Jesus aos seus discípulos foi clara e direta (Mc 16”15-18):
• Ele não rodeou;
• Não usou de subterfúgios;
• Não usou mensagens subliminares;
• Não deixou sombras ou variações de dúvidas;
• Não deixou material farto para estudo, revelação ou matéria prima para especulação doutrinaria.

Ele declarou o alvo, destacou a responsabilidade e comissionou à igreja uma grande tarefa, fazer missões. Esta é a sua principal função nesta Terra.

Pregar, fazer discípulos, batizar e ensinar são as 4 principais ações da igreja (Mt 28”19-20). Isto não é uma opção, mas justamente foi o artifício utilizado por Jesus para tirar sua igreja das quatro paredes, para que a mensagem do evangelho fosse levada adiante. Isto foi justamente visto entre os crentes primitivos, que após o revestimento do Espírito Santo, saíram por todas as direções testemunhando, anunciando e pregando a Palavra com ousadia, fossem quais fossem as conseqüências.

a) Exemplo da igreja em Antioquia:
A obra missionária urgia nos corações dos crentes primitivos e não havia mais tempo para espera. Jerusalém não dava mostra do ardor e tampouco ardia o desejo missionário na igreja primeira, por isto Deus levantou outros, de onde não se esperavam, ou sequer imaginavam, pois se tratava de uma igreja recém formada de gentios (objeto de preocupação e estudo dos apóstolos de Jerusalém).

Esta igreja, após as práticas do jejum e oração, separou Barnabé e Saulo para a obra missionária e os enviou ao vasto campo indicado na grande comissão. Isto transformou esta igreja no centro de missões da igreja primitiva.

Antioquia por duas vezes assombrou a igreja de Jerusalém, primeiro com as conversões dos gentios e depois com a sua sede missionária.

2 – O ide
A ordem era para pregarem em toda e qualquer parte do mundo, anunciando as boas novas de salvação aos judeus e gentios, independente dos obstáculos, preconceitos, medos e divisas fronteiriças.

O grande desafio seria anunciar o Evangelho para povos de culturas diferentes (1 Co 1.1,2). A igreja deveria alcançar todas as criaturas, mesmo as mais desprezadas, pelas condutas ou forma de viver, por isto que o preparo e a capacitação foram priorizadas e essenciais para o sucesso deste trabalho, caso contrario, corremos o risco de agirmos como o profeta Jonas, que de principio não aceitava a idéia de pregar para os ninivitas.

3 – A ordem é fazer discípulos em todas as nações
Nação (ethnos) se refere a grupos étnicos e não propriamente a países. País é uma nação politicamente definida. A etnia é um povo culturalmente definido com uma língua e cultura próprias. Segundo estudos existem cerca de 24.000 etnias.

Uma vez alcançados, pela igreja, torna-se necessário que estes povos sejam feitos discípulos, seguidores de Jesus e separados do mundo para observarem os Seus mandamentos.

a) Evangelização dos estrangeiros:
• Samaritanos (Jo 4:4-30). Antes não foram alcançados, pois os judeus desviavam-se por outras rotas. Temiam as represálias (Lc 9:51-56);
• A mulher siro-fenícia (Mc 7:24-30) – Jesus operando em Tiro e Sidom, fora de Israel, seria por causa do pedido de socorro daquela mulher. Ele ouviu de longe o clamor dela?
• O centurião Cornélio (At 10:44-48; 11:1-18). Reuniu amigos e parentes próximos para ouvirem a mensagem do Evangelho;

b) Evangelização de grupos sociais:
• Jesus pregou aos pobres e necessitados (Lc 10:25-37). Na ótica judaica o samaritano não prestaria socorro, mas foi o único;
• As multidões que seguiam Jesus sempre eram compostas de pobres, enfermos e necessitados (Lc 4:18 cf Mc 10:46; Lc 6:17);
• Jesus pregou aos ricos (Lc 18:18-30). A riqueza pode ser um empecilho à salvação, mas ela não fecha as portas para a salvação. Jesus não foi seguido por uma multidão de jovens ricos;
• Jesus pregou aos marginalizados da época: leproso (Mt 8:1-4); a mulher adultera (Jo 8:1-11); Mateus, o publicano (Mt 9:9-13).

CONCLUSÃO:
Mesmo diante de um mundo caído é necessário que a igreja cumpra a risca as ordens de Jesus contidas na Grande Comissão, independente de projetos, recursos, circunstâncias favoráveis ou não. O importante é que os povos sejam alcançados pela Palavra em toda a sua integralidade tricotômica, corpo, alma e espírito (I Ts. 5.23).

A expulsão do paraíso, o dilúvio, os patriarcas, juízes, profetas, sacerdotes e reis não foram suficientes ou capazes de promoverem o concerto da humanidade ou de Israel. Isto foi possível somente com o sacrifício vicário de Jesus, que restabeleceu a comunhão e atribuiu à igreja a função de anunciar a salvação aos confins da Terra.

Pregar o Evangelho, aproveitando as oportunidades e agir para o crescimento do reino de Deus se constituem na missão máxima da igreja na terra.

“Para que existe no mundo a Igreja Cristã? Ela não é uma grande arca, em que podem flutuar os favoritos, felizes, e sem cuidado algum, por sobre o mar da vida até chegar à praia áurea. Ela não é uma companhia de seguros, à qual se podem pagar prêmios! A Igreja não é um clube social, cujos membros se reúnem ocasionalmente para gozar a companhia uns dos outros, se divertirem e trocarem idéias! Não é uma casa de saúde em que os deformados espirituais e os moralmente anêmicos tratam de seus males hereditários. Não. A Igreja de Cristo é uma instituição ganhadora de almas, a proclamar, a tempo e fora de tempo, que Jesus Cristo salva a todos os homens que O aceitarem…”(Orlando Boyer - Esforça-te para ganhar almas).

Resumo elaborado de acordo com o proposto na lição 4 e subsídios extraídos dos sites abaixos:
http://auxilioebd.blogspot.com/2011/07/licao-4-comissao-cultural-e-grande.html - acesso em 18/07/2011
http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-03-04.htm - acesso em 19/07/2011
http://subsidioebd.blogspot.com/ - acesso em 19/07/2011
http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2011/07/3-trimestre-de-2011-licao-n-043.html - acesso em 19/07/2011
http://luloure.blogspot.com/ - acesso em 19/07/2011
atitudedeaprendiz.blogspot.com - acesso em 18/07/2011
apaixonadopormissoes.blogspot.com missões e teologia - acesso em 19/07/2011
Criado eleito perdido e resgatado – Ailton Silva
BAP

Por isto que não me canso de dizer: NÃO HÁ DEUS COMO JEOVÁ!

Um comentário:

  1. Quando temos dificuldade com a geladeira, entendemos que o fabricante, que escreveu o manual do usário, sabe mais sobre o aparelho do que nós. Lemos o manual para resolver o problema. Quando vemos tantos problemas nas famílias de hoje, só faz sentido que nosso Criador, que escreveu o "manual do usuário", sabe mais a respeito da família do que nós. Precisamos ler o manual para achar como construir e manter bons lares. Encontramos estas instruções na Bíblia. Ela nos guia em cada aspecto do serviço a ele, incluindo a realização de nossos papéis na família.
    Deus tem algo novo para construir através da sua vida.Sua família será alcançada uma a uma por sua intercessão por isso não desista de pedir ao Pai que venha sobre você lhe capacitando para fazer aquilo que é necessário.Ore por quem você ama.Fique na paz e tenha um ótimo dia!

    Restaurando Minha Família
    Campanha Um Minuto pela Família
    Daiane

    "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmo 127:1).

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