quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 16

2) OBJETIVO E META

Neemias teve a sua missão, enfrentou a oposição, porque desde o inicio tinha um objetivo e uma meta. O seu objetivo, de início, ficou bem claro no momento em que chegou à cidade. Era a reconstrução, somente isto. Teria muito trabalho. Queria colocar em ordem aquela cidade e para isto dependeria da ajuda dos judeus.

A reconstrução gerou necessidades urgentes que foram percebidas por Neemias, pois disto dependia o sucesso de sua meta. A reconstrução material proporcionou o resgate da Lei e do ensino, dos levitas e sacerdotes, a alegria voltou a reinar na cidade juntamente com o temor a Deus.

A sua meta era oferecer condições para que o maior símbolo religioso de Jerusalém, o Templo, fosse preservado, pois isto representaria a própria preservação da identidade religiosa de Israel.

O Templo destruído simbolizava um povo corrompido, desmotivado, humilhado e sem esperanças, por isto a reconstrução se iniciou por ele, para que todos pudessem exteriorizar o sentimento nacionalista e religioso.

Portanto era necessário que o muro fosse reconstruído, as portas levantadas, o povo e obreiros fossem restaurados, mas acima de tudo, o Templo, lugar onde seriam ouvidos por Deus, deveria estar ali, a disposição, totalmente preservado.

 

3) OPOSIÇÃO:

a) Pessoal:

A oposição, no inicio parecia pessoal (2.10), já que Neemias havia vindo de uma terra distante e mesmo com as cartas do rei, que lhe garantia o trânsito e materiais, deve ter se sentido um peixe fora da água, ainda mais diante da cena grotesca que encontrou. Creio que a cidade estava da mesma forma que Nabucodonosor havia deixado, se não pior. 

A oposição pessoal é até aceitável se imaginarmos que os homens da cidade pudessem se sentir ofendidos com a chegada dele. Que afronta? Seria o mesmo que dizer que não havia homens corajosos, trabalhadores para reerguerem a cidade. 

b) Política:

Talvez a oposição tenha sido política, movida por interesses políticos (2.19). Sambalate, Tobias, Gesém, Jerusalém e Samaria. Quantos interesses envolvidos nesta história?

Duas cidades rivais historicamente (I Rs 12.19). Seria natural pensarmos assim, pois o desenrolar dos fatos direcionavam para esta conclusão. Como Samaria lucraria se Jerusalém continuasse da mesma forma? Quem sabe temiam que a reconstrução pudesse acirrar ainda mais a rivalidade.

Os opositores correram contra o tempo, a todo custo desejaram impedir a reconstrução da princesa das nações (Lm 1.1).

Reconstrução da cidade, chegada de um novo governador, exaltação entre as nações, certamente o império dominante da época favoreceria Jerusalém no futuro. Este era o temor dos opositores samaritanos. 

c) Espiritual:

Aos poucos, o inimigo de nossas almas, começou a revelar a sua intenção nesta história. As zombarias, as tentativas de desanimarem o povo, as mentiras, foram instrumentos usados para impedir a reconstrução da cidade e a sua posterior prosperidade. Não a material, mas a espiritual.

O Maligno sabia que Jerusalém deveria estar preparada para receber o Messias, somente não sabia quando se daria tal evento, por isto deveria correr contra o tempo para impedir.

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

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