sábado, 22 de janeiro de 2022

Prefiro murmurar no deserto. As dez murmurações do primogênito. Capítulo 9

9ª MURMURAÇÃO - MOTIVO: QUERIAM SER INDEPENDENTES 

Estavam cientes de que peregrinariam por quarenta anos pelo meio do deserto até que todos morressem para que então uma nova geração de israelitas recebesse a bênção. Restava somente um consolo, a esperança de que Deus revisse sua decisão.

Moisés esperava que depois de tudo o ocorrido, o temor se apoderasse deles, porém o que viu foi um novo principio de revolta brotar naqueles corações ingratos.

A rebeldia novamente veio a tona entre a multidão, quando Coré, Datã e Abirão, se insurgiram contra os líderes, mas tanto eles quanto o povo, sofreram as consequências desta rebeldia. A intenção era dividir, enfraquecer, desgastar e promover a imagem de cada um.

Tomar o poder naquela altura da caminhada era muito fácil, bastava uma revolução e um golpe, mas o interessante é que durante o tempo de escravidão no Egito nenhum homem se levantou com tamanha valentia para livrar o povo do sofrimento. Agora imaginavam que bastava se rebelarem contra Moisés, porém não imaginavam que estariam se rebelando contra o próprio Deus e isto não ficaria impune.

A rebeldia enfraqueceria o grupo, fortaleceria o deserto e os inimigos que aguardavam pelo encontro com os hebreus. Ninguém pensou nisto?

O pior é que a caminhada parava durante a rebeldia e isto aumentava o tempo da jornada. Quem ganhava com isto?

 

A MURMURAÇÃO

A tranquilidade dos hebreus foi alterada a partir do momento em que Core, Data e Abirão se rebelaram ajuntando entre si duzentos e cinquenta homens, todos maiorais daquela congregação, para tomarem o controle, pois se julgavam capazes de administrarem aquela multidão. Imaginavam que reuniam as mesmas condições espirituais e morais que Moisés. Queriam ser independentes. 

“E Coré, filho de Jizar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. E levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembleia, homens de posição. E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do Senhor?” (Nm 16.1-3). 

O desejo dos rebeldes era influenciar uma grande parte daquela congregação, já que todos morreriam mesmo no deserto, então não teriam motivos para continuarem sob o assenhoramento de Moisés (Nm 16.13).

Era incompreensível a atitude daquele povo. Porque eram iludidos tão facilmente, por qualquer tipo de conversa ou boato. Os argumentos que os revoltosos apresentaram eram mais dignos de confiança do que o que já tinham visto na liderança de Moisés?

continua...

Por: Ailton da Silva - 12 anos (Ide por todo mundo)

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