Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

sábado, 16 de março de 2013

Mas eu te disse, mas eu te disse!


ELISEU - O MENINO DE OURO
O ponto inicial do ministério de Eliseu foi, sem dúvida alguma, o momento em que foi separado bruscamente de Elias (2 Rs 2.11), pois a partir de então teve que se virar sozinho, fazer por onde. Se por acaso não se julgava um profeta maduro, não teria o porquê de não se portar como um iniciante, mesmo porque todos os olhos, dos filhos dos profetas e de Israel, estavam sobre ele, esperando algo.

1) “EU DISSE QUE QUERIA ATRAVESSAR O JORDÃO” – 2 Rs 2.14
Deus não permitiu, logo de inicio, que Eliseu enfrentasse uma prova de fogo, tal como Elias no monte Carmelo (1 Rs 18.22-45), pois ainda necessitava de uma maior experiência, contato mais íntimo, certeza de que era realmente o “sucessor”, por isto inaugurou seu ministério com uma prova simples, já que seu problema era quase nada diante de outros que lhes apareceriam pela frente. Ele queria somente ver onde estava o Deus de Elias, que era o dele também, mas no fundo tinha a intenção de atravessar o Jordão (2 Rs 2.14). Ele atravessou e alguns filhos dos profeta viram isto.

2) “EU DISSE PARA NÃO IREM” – 2 Rs 2.15-18
Os filhos dos profetas testificaram a primeira demonstração de que Eliseu não era mais aquele franzino discípulo. Ele havia sido transformado e agora, diante dos olhos arregalados de alguns, dava os primeiros passos para manter vivo em Israel o movimento conhecido como “profetismo”, tão necessário e da mesma forma tão combatido.

Estes, que testificaram o primeiro milagre, logo se prontificaram a saírem em busca de Elias, pois eram valentões, mal sabiam que perderiam um tempo tremendo para procurarem o mestre na terra, pois Eliseu ficaria esperando que retornassem com a noticia que já de antemão sabia qual era. Eles não teriam sucesso, mas não deram ouvidos e foram.

Que tempo precioso foi perdido. A teimosia dos filhos dos profetas retardou, por um poucochinho de tempo, a partida de Eliseu. Ele não via hora de sair e iniciar a obra para a qual fora chamado. Seu coração ardia por ser usado como instrumento de Deus diante de Israel, mas teve que esperar os teimosos voltarem sem sucesso.

3) “EU DISSE QUE O PASSADO DA CIDADE ERA PROBLEMÁTICO, MAS O PRESENTE NÃO” – 2 Rs 2.19-22
Jericó havia recebido uma sentença, através de Josué (Js 6.26), não pela maldade, mas sim pela resistência, orgulho e oposição. O que a reconstruiu, nos áureos tempos do rei Acabe (1 Rs 16.34) perdeu seu primogênito ainda no início e o seu último filho morreu durante a colocação das portas, portanto a palavra proferida por Josué teve o seu cumprimento.

Mas isto não era um impedimento para mais um milagre de Deus. A habitação era boa, conforme atestado pelos filhos dos profetas, o problema era a água amarga. Pouco a pouco, Eliseu foi ganhando confiança e experiência. Prova a prova ele crescia.

Pediu um prato “ungido”? Pediu sal “consagrado”, vindo das melhores salinas da região do mar Morto? Ou pediu somente um prato novo e um punhado de sal, tão simples quanto o madeiro que ele lançou no Jordão para atrair o machado que havia afundado (2 Rs 6.6). Ele não pediu nada de especial ou extravagante. Ou aquela pedaço de madeira era um pedaço do melhor “cedro ungido”, vindo das melhores regiões do Líbano (1 Rs 5.6)?

Ele disse somente: “Não se preocupem, pois os fatos históricos que envolveram a cidade no passado não podem interferir no presente. Eles não podem impedir o milagre e tampouco podem ferir a Soberania de Deus”.

4) “EU DISSE PARA PARAREM COM A ZOMBARIA. EU AGI EM LEGÍTIMA DEFESA, DEFESA DA MINHA FÉ” – 2 Rs 2.23-25
Eliseu não mexeu com eles, estava somente se dirigindo a Betel, quando ouvi os primeiros burburinhos e reconheceu aqueles rapazinhos. Eles viram quando o profeta foi usado como instrumento, por isto não entendeu o porquê daquela algazarra explicita. Era para respeitá-lo, no mínimo. Portanto não restou alternativa a não ser proclamar o juízo de Deus sobre eles. Ele não subiu, conforme zombaria dos jovens, mas os zombadores fizeram o caminho inverso, eles desceram (2 Rs 2.24)

5) “EU DISSE PARA FAZEREM MUITAS COVAS” – 2 Rs 2.13-20
Mas antes, Eliseu disse algo em particular para o desesperado rei Jorão: “Se não fosse a presença do rei de Judá eu não olharia para ti ou te veria” (2 Rs 3.14). Jorão era filho de Acabe com uma tal de Jezabel (2 Rs 3.13). Porque não procurou os profetinhas de seu pai e de sua mãe? Os profetinhas frutos de chamada humana, de ponta de vila, de reteté, os que profetizavam o que sempre ele gostava de ouvir, tipo: “eu estou contigo. Tú és escolhido desde o ventre. Vai e faça tudo quanto está no seu coração. Tem um que não gosta de ti. Tem outro que lhe deseja o mal. Cuidado com este. Cuidado com aquele. Toda ferramenta preparada contra ti não prosperarás. Tú estarás no palco e eles na plateia”.

Profecia verdadeira, vinda de Deus tem que ser com esta: “Não vereis ventos e não vereis chuvas; todavia este vale se enchera de tanta água, que bebereis vós e o vosso gado e os vossos animais. E ainda isto é pouco aos olhos do Senhor; também entregará ele os moabitas nas vossas mãos” (2 Rs 3.17-18).

Se ele fosse um meteorologista, um adivinhão e não um profeta, olharia para o céu e diria: “Eis que choverá no deserto e tereis água”. A palavra dele foi profética, tanto que incluiu a derrota do inimigo, ou seja, os dois maiores problemas de Israel, no momento, foram resolvidos, a escassez de água e a abundância de inimigos.

6) “EU DISSE À ALA FEMININA” – 2 Rs 4.1-16
Para a viúva dos filhos dos profetas, Eliseu disse para ir, pedir, reunir, entrar, fechar, encher, vender, pagar e viver (2 Rs 4.1-7). Quando ela fechou a porta, entrou uma mulher triste, cabisbaixa, mais ou menos crente no milagre, mas quando abriu a porta e se mostrou ao público, os vizinhos que fizeram vigília esperando pelo resultado, então se apresentou uma vigorosa, bela mulher, sorridente, que não se aguentava de tanta alegria diante do socorro de Deus.

Para a sunamita (2 Rs 4.8-37), que o acolheu, ele profetizou o nascimento de um filho e pouco tempo depois orou sobre o jovem sem vida, morto, o qual foi ressuscitado.

7) “EU DISSE PARA NÃO SE DESESPERAREM DIANTE DA POSSIBIIDADE DA MORTE” – 2 Rs 4.38-41
Colheram ervas erradas? Não tomaram o devido cuidado? Não separaram o bom do ruim? Pegaram o que viram pela frente? Aceitaram qualquer coisa? Então a consequência é imediata, não demora. A farinha ao ser misturada eliminou os efeitos do mal que havia em tudo aquilo. “O mal não resistiu” a solidez da farinha, aliás, mal nenhum resiste quando a farinha é apresentada e misturada.

8) “EU TAMBÉM DISSE”:
  • Para Naamã (2 Rs 5.1-19), Eliseu disse que deixasse de lado o orgulho de sírio, a vergonha de pedir ajuda ao pequeno, ao oprimido e o descrédito, pois cria mais em seus deuses de Damasco. Esta mensagem ele enviou via “SMS”, não tratou diretamente com o leproso, mas depois da cura, eles estiveram frente a frente, um olhando no olho do outro;
  • Para Geazi, o duplo mentiroso, Eliseu disse que ele havia perdido a vergonha, o temor e a benção. Ele ganhou com tudo isto a maldição, a lepra (2 Rs 5.20-27);
  • Para o jovem que perdeu o machado, Eliseu disse para não se preocupar, pediu somente que lhe mostrasse o local exato da “burrada, do desleixo e do descuido” (2 Rs 6.1-7);
  • Para o rei de Israel, Eliseu antecipou todas as ações do exercito sírio (2 Rs 6.8-23);
  • Para os famintos e desesperados samaritanos e para o zombador capitão, Eliseu profetizou que no dia seguinte haveria abundância de alimentos, promoção de Deus, preços baixos, alegria e um morto (2 Rs 7.1-20);
  • Para a mesma sunamita, ele previu a seca e a orientou a fugir daquelas terras (2 Rs 8.1-6);
  • Por Hazael, futuro rei da Síria (1 Rs 19.15), Eliseu enviou o recado da morte do rei Ben-Hadade (2 Rs 8.7-15);
  • Para Jeú, ele disse que tinha uma palavra em particular (2 Rs 9.5-6): “ungi-te rei sobre Israel” e tomara que muitos não escapem de sua espada (1 Rs 19.15), em especial Jezabel (2 Rs 9.33), caso contrário eu terei que entrar em ação;
  • Para Jeoás, rei de Israel ele disse que entregaria os sírios em suas mãos (2 Rs 13.14-19);
9) “MAS EU NÃO DISSE PARA LANÇAR UM MORTO EM MINHA COVA”
Ele não havia antecipado esta reação humana, não havia previsto tal fato, não orientou alguns de seus discípulos para vigiarem sua cova, mesmo porque não teria necessidade disto. Todas as suas profecias anteriores foram em socorro aos necessitados, chamadas, despertamento, conscientização, orientações quanto aos inimigos ou para o crescimento de seu ministério, mas qual foi o sentido do lançamento do defunto em sua cova? Ora, quando ele dividiu o Jordão com a capa de Elias, alguns filhos dos profetas viram e atestaram a continuidade do ministério profético em Israel, mas agora se tratava de uma comitiva de moabitas que testificaram que este mesmo movimento profético não havia terminado com a morte de Eliseu, continuaria, portanto deveria ter cuidado ao mexerem com o povo de Deus.

Corram moabitas, amonitas, amalequitas, edomitas, filisteus, midianitas, sírios e outros povos que se opuserem à obra de Deus.

Por: Ailton da Silva - Ano IV

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